Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • ARI lança no sábado (28) livro de entrevistas póstumas com personalidades do jornalismo gaúcho

    ARI lança no sábado (28) livro de entrevistas póstumas com personalidades do jornalismo gaúcho

    A Associação Rio-grandense de Imprensa realiza o lançamento do livro “Entrevistas póstumas: eles deixaram as respostas. Nós fizemos as perguntas” neste sábado, 28 de outubro, às 18 horas, em sessão de autógrafos na 69ª Feira do Livro de Porto Alegre, no Auditório do Memorial do RS (Praça da Alfândega s/n). O evento terá a presença dos jornalistas que participaram da obra, com o objetivo de homenagear o talento de profissionais gaúchos que se destacaram no Jornalismo e na Literatura.

    O livro “Entrevistas póstumas: eles deixaram as respostas. Nós fizemos as perguntas” é uma obra coletiva, idealizada a partir de um trabalho realizado pela ARI, em 2021, durante a Feira do Livro daquele ano. Na ocasião, para marcar o cinquentenário da morte de Aparício Torelly, o Barão de Itararé, foram convidados 50 jornalistas de todo o Estado para que cada um elaborasse uma pergunta que se encaixasse em “respostas” previamente selecionadas a partir do vasto conteúdo deixado pelo Barão. Esta entrevista coletiva foi publicada em três páginas no Jornal do Comércio e abre a coletânea do livro que está sendo lançado pela ARI

    Além do Barão de Itararé, o livro traz entrevistas com Augusto Meyer, Barbosa Lessa, Caio Fernando Abreu, Carlos Nobre, Erico Verissimo, Josué Guimarães, Lara de Lemos, Lya Luft, Mario Quintana, Moacyr Scliar, Paulo Sant’Anna, Sergio Jockymann e Simões Lopes Neto. A obra tem apresentação do presidente da ARI, José Nunes, prefácio de Luís Augusto Fischer e ilustrações de Celso Schroeder. A jornalista Cláudia Coutinho, primeira vice-presidente da ARI, assina a edição, e Luiz Adolfo Lino de Souza, presidente do Conselho da entidade, responde pelo projeto gráfico. O time de jornalistas que realizaram as entrevistas é formado por Antonio Czamanski, Antônio Goulart, Flávia Cunha, Flávio Dutra, Jurema Josefa, Magali Schmitt, Marco Antônio Villalobos, Nilson Souza, Patrícia Lima, Tatiana Gomes, Thamara Costa Pereira e Vera Guimarães.

    “Aqui não há figuras irrelevantes: são todos escritores próximos ao mundo do jornalismo, todos nascidos aqui na ponta sulina do país, todos já falecidos. O truque foi tomar o depoimento a partir de fontes escritas, em jornais e livros, num recorte que faz reviver o escritor, o jornalista, eventualmente o militante de uma causa”, escreve Luís Augusto Fischer no prefácio da obra. “Este livro é, sem dúvida nenhuma, um marco para a literatura sul-rio-grandense, especialmente para conhecer um pouco do que escreveram e disseram em suas tantas entrevistas”, destaca o presidente da ARI, José Nunes.

  • João Carlos Bento mostra 20 anos de pintura, com 40 quadros, na Galeria Bublitz

    João Carlos Bento mostra 20 anos de pintura, com 40 quadros, na Galeria Bublitz

    Galeria Bublitz apresenta mostra retrospectiva do artista e arquiteto, com vernissage no dia 28 de outubro.

    Uma exposição histórica do artista João Carlos Bento vai ocupar a Galeria Bublitz. É a mostra “20 anos de pintura”, uma retrospectiva do aclamado porto-alegrense que leva obras emblemáticas de sua trajetória para esse espaço tradicional de arte no Estado. O vernissage será realizado no sábado, 28 de outubro, das 10h às 13h, na Galeria Bublitz, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. São 40 obras do artista, que poderão ser conferidas no local até o dia 28 de novembro. Entrada franca.

    “A arte está presente na minha vida desde sempre, no início de forma amadora e a partir de 1978, de forma acadêmica, após a formatura no Instituto de Artes da UFRGS”, relata João Carlos Bento. A expressão de sua arte começou em desenhos e gravuras, em preto e branco, mas em 2003 um fato marcou o início de uma nova fase, que acabaria sendo sua marca-registrada. “Há 20 anos, fui convidado para fazer uma assessoria na escolha de pintores e artistas de uma galeria em Goiânia. Foi aí que conheci Siron Franco e foi ele quem despertou em mim a curiosidade para a pintura”, revela.

    AST 100 X 100 11-2015

    Para a mostra, João Carlos Bento vai destacar seus florais, que tanto encantam gaúchos e o público apreciador de arte no país.  E vai apresentar uma novidade, com três pinturas abstratas, que compõem uma nova fase de sua trajetória. “Com o retiro da pandemia, abri espaço para o abstrato, que tanto adoro, em uma técnica avançada em acrílica sobre tela”, detalha.

    O pintor e arquiteto João Carlos Bento – Foto: Sergio Vergara/ Divulgação

    Com uma trajetória de exposições em diversas galerias no Brasil e no exterior, como uma mostra individual no Centro Cultural de Saverne, na França, em 2016, João Carlos Bento também faz parte da história da Galeria Bublitz, que completa 35 anos em 2023. “É uma honra para nós recebermos uma retrospectiva do artista, que exibiu algumas de suas primeiras pinturas em mostras individuais na galeria em 2004 e em 2006 e esteve presente também em cinco exposições coletivas, a mais recente, quando comemoramos 30 anos de arte, em 2018”, recorda o marchand Nicholas Bublitz.

    Obra de João Carlos Bento/ Divulgação

    João Carlos Bento: 20 anos de pintura
    Local: Bublitz Galeria de Arte
    Endereço: 
    Av. Neusa Goulart Brizola, 143
    Período: 28 de outubro a 28 de novembro
    Vernissage: sábado, 28 de outubro, das 10h às 13h
    Visitação: 
    segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h.

  • Tabajara Ruas: o autor e o personagem, oitenta e um invernos depois

    Tabajara Ruas: o autor e o personagem, oitenta e um invernos depois

    Aos 81 anos, comemorados em agosto, Tabajara Ruas chega à 69a Feira do Livro de Porto Alegre, da qual é patrono, com um lançamento, três reedições,  um roteiro de filme e muitos projetos. Consagrado autor, personifica o escritor cioso do seu ofício.     

    GERALDO HASSE

    O escritor Tabajara Ruas lança neste final de ano, pela Editora AGE, Você Sabe de Onde eu Venho, livro de 300 páginas sobre a conquista brasileira de Monte Castelo, na Segunda Guerra Mundial.

    Trata-se de uma nova narrativa sobre a participação brasileira na luta contra o nazismo. “É uma versão ampliada de um folhetim que escrevi anos atrás para o jornal Zero Hora”, explica o autor nascido em Uruguaiana em agosto de 1942, os mesmos mês e ano da entrada do Brasil na guerra.

    O título do livro vem do primeiro verso do longo poema de Guilherme de Almeida transformado pelo maestro Spartaco Rossi no Hino do Expedicionário, que exalta as paisagens de onde saíram os 25 mil soldados brasileiros enviados à Europa. É quase impossível não arrepiar-se ao ouvir o resultado dessa parceria nacionalista de larga abrangência geográfica. Fala do pampa e dos cafezais, do engenho e dos canaviais. A vitória final ocorreu em 21 de fevereiro de 1945, após três meses de cerco para desalojar os inimigos alemães entrincheirados na montanha coberta de neve, a 60 quilômetros de Bolonha, no norte da Itália. Nos combates morreram 451 “pracinhas” sepultados no cemitério da vizinha cidade de Pistoia.

    A GUERRA COMO TEMA

    Um novo livro sobre ocorrências da última guerra mundial é mais uma prova do apelo que os temas bélicos exercem sobre Tabajara Ruas.

    Ele aprendeu a falar quando ainda se ouviam pela Voz do Brasil as dramáticas notícias sobre os combates na Europa. Fora isso, é bom lembrar que a fronteiriça Uruguaiana sempre esteve nas ordens-dos-dias militares desde que foi invadida e ocupada pelo exército do Paraguai em 1865, quando o imperador Pedro II esteve lá para os devidos fins.

    E nem é preciso falar das revoluções intestinas de 1893, 1923 e 1932 para entender o estado de espírito dos nativos dessa cidade, militarizada (Exército, Marinha e Brigada Militar) para vigiar inimigos estrangeiros e contrabandistas de combustíveis, pneus e outras mercadorias.

    Não se pode cravar que Tabajara Ruas seja o fruto mais original dessa conjuntura armada, mas os fatos estão aí: aos 81 anos, ele se fez reconhecer e consagrar como autor de livros e filmes que focalizam sobretudo atividades guerreiras de figuras históricas como os generais Antonio de Souza Netto, Bento Gonçalves e Davi Canabarro, além dos civis Giuseppe Garibaldi e Gumercindo Saraiva — personagens que descobriu aos poucos, à medida que lia, estudava, discutia e comparava narrativas, que não rejeitam a imaginação para preencher lacunas entre os fatos. Sua conclusão final é que, por conta de manipulações politiqueiras, “a mitologia é mais firme do que a História”, como consta em depoimento seu à segunda edição do livro Lanceiros Negros (JÁ, 2006). Para poder exercitar-se sem hesitações no terreno da ficção, ele sempre leu livros de História a fim de desvendar contradições, manipulações e sofismas em torno dos fatos. “Eu gosto muito de História, mas sou ficcionista”, eis sua profissão de fé no ofício de escritor.

    PATRONO

    Em 2023, Tabajara Ruas é o patrono da  69a Feira do Livro de Porto Alegre, o maior evento cultural da capital.

    Aproveitando a visibilidade, além do lançamento de Você Sabe de Onde eu Venho, estão sendo reeditados: Os Varões Assinalados e O Amor de Pedro por João, dois dos seus livros mais lidos, ambos pela L&PM. Pela JÁ Editora, sai  A Cabeça de Gumercindo Saraiva, em coautoria com Elmar Bones, um ensaio-reportagem sobre o caudilho que apavorou a República na guerra de 1893.

    O tema do primeiro é a Guerra dos Farrapos. Ele conta a gênese da obra: “Eu estava em Portugal quando li um livrinho do Alfredo Varela, o autor da história da “grande guerra” sulina contra o Império do Brasil em meados do século XIX”.

    Ao voltar para o Brasil, em 1981, mergulhou na leitura da coleção completa de Varela (seis volumes, alguns com 800 páginas), ganhando coragem para escrever o romance épico-varonil que, na literatura gaúcha, só encontra paralelo em Érico Verissimo.

    A primeira versão de Os Varões saiu como folhetim no jornal Zero Hora. Os primeiros capítulos saíram no primeiro semestre de 1985, o desfecho foi no 20 de setembro, o dia da proclamação da República Rio-Grandense, em 1836.

    Para Ruas, não há como negar que a controvertida guerra dos farrapos buscava a liberdade – os caudilhos tentando se libertar do jugo imperial e os soldados negros querendo deixar de ser escravos.

    Segundo o romancista Luís Antônio de Assis Brasil, as 550 páginas do romance de Ruas constituem a obra definitiva sobre a revolução farroupilha. Nele, o ficcionista revela-se um exímio montador de diálogos, habilidade fundamental na elaboração de roteiros de cinema. Apesar de sua densidade e envergadura, Os Varões não é o favorito do autor.

    FUGINDO DA DITADURA

    “Meu melhor livro é este!”, afirma, apontando o novo volume recém-impresso de O Amor de Pedro por João. Trata-se de um romance sobre a busca da liberdade sob o sufoco da ditadura militar, motivo de sua saída clandestina do Brasil em 1971.

    Não é obra autobiográfica, embora romanceie episódios vividos ou presenciados por ele na vida estudantil e na luta pela sobrevivência fora do Brasil.

    Em depoimento ao JÁ, Ruas contou como deixou o Brasil. Compartilhava com mais três colegas uma república estudantil, cursava Arquitetura na UFRGS e trabalhava num escritório onde desenhava plantas. Vida espartana com seguidos sobressaltos de origem política: sem ser um militante exaltado, participava da Ação Popular, organização que combatia o governo, mas não aderiu à luta armada contra o regime militar.

    Em pleno período dos “anos de chumbo”, o apartamento no segundo andar de um predinho no bairro Auxiliadora foi denunciado por vizinhos incomodados com o barulho e o entra-e-sai de estranhos que se hospedavam ali por uns dias e logo seguiam viagem para onde ninguém podia saber.

    Um dia, no rastro de uns panfletos políticos, a polícia chegou e prendeu o mais sereno dos moradores, o poeta Nei Duclós, outro nativo de Uruguaiana, militante do jornalismo. Tabajara escapuliu por uma janela e “evadiu-se do local” só com a roupa do corpo, sem carregar nenhum pertence. Por alguns dias abrigou-se na casa de conhecidos no vale do rio dos Sinos, onde se convenceu de que não teria alternativa senão fugir para o Uruguai, mas sem correr o risco de expor-se na estação rodoviária ou dentro de um ônibus para alguma cidade da fronteira. Salvou-o a ajuda emergencial do jornalista santanense Jorge Escosteguy (1946-1997), que lhe arranjou uma carona discreta num carro da reportagem do jornal Zero Hora que cumpriria pauta jornalística em Livramento.

    Depois de uma viagem tranquila, o motorista o deixou numa rua do centro da cidade. Mal desembarcou, caminhou até atravessar a avenida que separa o Brasil do país vizinho. Livre em Rivera, nem pensou em ir para Uruguaiana, pois sabia que a casa paterna estava vigiada. Foi parar em Paissandu, onde – quase arquiteto – trabalhou por cerca de dois meses na construção civil.

    Dali atravessou o rio Uruguai e entrou na Argentina por Concepción, de onde se deslocou para Buenos Aires e, logo depois, para o Chile, onde muitos brasileiros torciam pelo governo de Salvador Allende. Foi morar em Valparaíso, onde obteve um emprego regular numa fábrica de móveis que soube aproveitar muito bem seus conhecimentos de arquitetura.

    Em 11 de setembro de 1973, o dia do bombardeio do palácio presidencial que marcou a morte de Allende e o início da ditadura do general Augusto Pinochet, Tabajara estava casualmente em Santiago. Para não ser preso junto com outros brasileiros, decidiu buscar refúgio numa embaixada. Boca braba. A oportunidade surgiu na frente do casarão da representação diplomática da Argentina. Ele ficou na avenida com um grupo de pessoas que observavam o movimento. De repente, quando o portão se abriu para a passagem de um carro, ele arrancou e entrou correndo no espaço diplomático argentino, ignorando os gritos de protesto dos guardas. Assim conseguiu asilo político. Dali foi levado para Buenos Aires, onde viveu até obter asilo na Dinamarca. Foi a partir daí que se empenhou em realizar o ideal de escrever. Seu primeiro livro, A Região Submersa, foi um policial publicado originalmente na Dinamarca e em Portugal. O personagem principal é o detetive Cid Espigão. Só depois veio O Amor de Pedro por João, cuja história começa dentro de uma embaixada.

    ESCRITOR NO EXÍLIO

    “Desde pequeno eu queria ser escritor”, diz ele. Admirou inicialmente Érico Verissimo de O Continente. Depois passou a apreciar americanos como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald. Por fim se ligou nos narradores latino-americanos Alejo Carpentier, Gabriel Garcia Márquez, Juan Rulfo, Mario Vargas Llosa, Jorge Luis Borges e Julio Cortázar. No meio de tantos gênios, apareceu um divisor de águas: Juan Carlos Onetti, uruguaio que ele só foi conhecer graças ao jornalista Danilo Ucha (1946-2016). Com a autossuficiência típica dos santanenses, Ucha baixou numa mesa de café em Porto Alegre com um livro do ídolo a quem acabara de entrevistar em Montevidéu, no final dos anos 60.

    “Nunca vou esquecer a pose de Danilo Ucha observando nosso silêncio de fim de mundo”, escreveu Ruas, em relato sobre o impacto da descoberta dos fascinantes escritos do ícone da literatura uruguaia. Ruas considera Onetti um especialista na elipse – a arte de contar apenas o necessário, deixando ao leitor o direito de imaginar o restante.

    Por aí sabemos que Tabajara Ruas bebeu em várias fontes para poder se tornar não apenas escritor, mas roteirista e diretor de cinema. Dublê de escritor e cineasta, ele se configurou como um caso único no Rio Grande do Sul. Poderia ter se contentado com o trabalho como arquiteto, redator de releases, jornalista folhetinista, escritor. Foi muito além. Ao abraçar o cinema, colocou-se em condições de fundir duas expressões artísticas, uma milenar, outra secular.

    “Quis fazer cinema para realizar talvez a fantasia da nossa geração”, disse em 2023 em depoimento ao Jornal do Comércio. A geração em tela é aquela que frequentou a universidade nos anos 60 e fez passeatas contra a ditadura militar enquanto curtia filmes brasileiros e estrangeiros discutidos e analisados calorosamente em bares e repúblicas dos arredores do campus da UFRGS. Entre outros, Ruas gostava do baiano Glauber Rocha, do americano John Ford e do inglês David Lean, que dirigiu o épico “Lawrence da Arábia”. Sempre prestou atenção no modo como eram feitos os filmes de faroeste, de guerra e de mistério. Com orçamentos apertados e recursos escassos, chegou a fazer filmes com centenas de figurantes armados e montados a cavalo, contando com a ajuda de unidades da Brigada Militar e o apoio entusiástico de Centros de Tradições Gaúchas. Proezas de um esquerdista sem preconceitos ideológicos.

    Se tudo correr bem, essa carreira integrada livros-filmes seguirá adiante com a filmagem de “O Fascínio”, novela de sua autoria que narra a história de um advogado que, disposto a receber uma herança, viaja de camioneta de Porto Alegre para a fronteira com a Argentina. Desnecessário dizer que é ficção sem viés autobiográfico. O roteiro está pronto. Falta arranjar os recursos financeiros, mas está definido que o codiretor será seu filho Tomás Walper Ruas, 21 anos, estudante de cinema na UFSC que desde criança acompanha a carreira cinematográfica dos pais. Este ano, Tomás estreou oficialmente como codiretor de “Edifício Bonfim”, longa rodado em Florianópolis sob o comando de Ligia Walper, sua mãe. Além de “Edifício Bonfim”, a Walper Ruas Produções está montando “Perseguição e Morte de Juvêncio Gutierrez”, baseado no livro de Tabajara ambientado em Uruguaiana. Os dois filmes serão lançados em 2024.

    Há outros projetos de longo prazo cuja realização depende da obtenção de recursos. Tabajara espera baixar a poeira da Feira do Livro para se dedicar a novos textos. Confessa sentir-se “travado” desde que contraiu o vírus da Covid em 2021, quando trabalhava na pré-produção de Juvêncio Gutierrez em Uruguaiana. Natural na idade, mas ele não se conforma com os lapsos de memória que interrompem suas conversas. Fora disso, sua saúde não o preocupa. Ainda assim, não disfarça certa a ansiedade às vésperas de protagonizar um dos momentos de maior ‘glamour’ a que pode chegar um militante das letras do Rio Grande do Sul.

    Após meio século de escrita, ostenta um cartel de uma dezena livros, meia dúzia de filmes e a disposição de aprofundar-se nas duas atividades principais de uma carreira profissional sem paralelo no Sul do Brasil. Ainda que seus leitores e espectadores não conheçam detalhes de sua vida, ele explica sem rodeios sua origem. Foi o segundo de uma penca de cinco irmãos, todos batizados com nomes compostos. “Meu nome completo é Marcelino Tabajara Gutierrez Ruas. Meu pai usou a mesma nomenclatura dupla para seus cinco filhos. Pela ordem: Ubirajara, Tabajara, Tapejara, Potiguara e Paraguaçu. Além de mim, o único vivo é o caçula, que se chama Francisco Paraguaçu, mas é conhecido por Chico. Mora em Porto Alegre”.

    Enquanto o pai, Napoleão, morreu com mais de 70 anos, a mãe, Irma Gutierrez, viveu até os 98 anos. O sobrenome materno levou muita gente a supor que a história narrada no livro e no filme Perseguição e Cerco a Juvêncio Gutierrez seria autobiográfica. Negativo. Tabajara esclarece que havia sim em sua família um tio chamado Juvêncio Gutierrez que nada tinha a ver com as atividades correntes em Uruguaiana. Ele era ferroviário em Alegrete. Seu nome evoca a primitiva genealogia sulina, com sua sonora mescla de ascendências luso-espanholas.

    Embora ambientada em Uruguaiana, Juvêncio sintetiza uma história típica da fronteira, onde é forte a tradição do contrabando, pano de fundo dessa ficção. O autor-diretor explica: “Eu fiz questão de recriar o contexto da minha infância/adolescência na cidade onde vivi até os 17 anos. Eu morava perto do rio Uruguai, a poucos metros do Colégio Santana. O narrador da história é um menino de 13 anos que estava abrindo os olhos para as coisas da vida. Tanto embaralhei histórias de amigos e colegas que dois deles vieram me perguntar quem era quem no livro”. Claro que o autor aproveitou para deixá-los mais em dúvida ao brincar sobre as habilidades de ambos no futebol.

    Eis aí um aspecto revelador da personalidade desse ficcionista que, de tanto escrever e fazer filmes, acabou por alcançar a dimensão de um personagem. Cabe lembrar aqui que o inefável Taba é multimídia capaz de atender a demandas extraordinárias. Em 2012, por exemplo, deu um curso sobre preparação de roteiros para vinte candidatos a escritor em Curitiba. Em 2009 foi convidado a participar de um seminário sobre “Os Anos de Onetti na Espanha”, organizado pelo Núcleo de Estudos sobre Onetti mantido na Universidade Federal de Santa Catarina. Eram 15 acadêmicos cujas conferências foram reunidas em livro editado pela editora Letras Contemporâneas. O único estranho no ninho de acadêmicos era Tabajara Ruas. Coube a ele ler uma crônica singela sobre como se encantou com a leitura de livros de Onetti no final dos anos 1960 em Porto Alegre e, depois, em Paissandu, onde acabou por concluir que seu fervor literário era maior do que o ardor revolucionário. É o texto mais fluente da coletânea, na qual consta também um belo ensaio do escritor uruguaio Carlos Liscano (então diretor da Biblioteca Pública de Montevideo) sobre o sonho de quem escreve.

    “Todo escritor é um personagem inventado pelo indivíduo que quer ser escritor. (…) O processo de invenção, no melhor dos casos e com sorte, ocorre ao redor dos trinta anos”. Segundo Liscano, Onetti lutou por isso desde a juventude. E chegou lá.

    Sua engenhosa teoria pode aplicar-se a outras personagens. No Uruguai, também chegaram ao patamar mais elevado escritores como Eduardo Galeano e Mario Benedetti. No Rio Grande do Sul, alcançaram esse status alguns como Érico Verissimo, Mário Quintana, LF Veríssimo, LA Assis Brasil e Sergio Faraco. Nessa constelação de estrelas da literatura pode se encaixar o mais profícuo escritor da margem oriental do rio Uruguai. Mesmo tendo atravessado 81 invernos, ele mantém o afã. E conserva o visual da juventude. Embora a barba esteja quase toda branca, como acontece com a maioria dos velhos, não perdeu a cobertura capilar. O cabelo grisalho continua caído para o lado direito. Nem boné usa. Chapéu também não. Capa, de vez em quando, como se viu durante as filmagens de “Senhores da Guerra”, o livro de José Antônio Severo (1941-2021) sobre os irmãos Bozzano, que se colocaram em lados opostos em conflitos armados em 1924. Não falta nada para Tabajara Ruas virar lenda.

  • Artistas visuais homenageiam escritores gaúchos na segunda edição da mostra “Autorias”

    Artistas visuais homenageiam escritores gaúchos na segunda edição da mostra “Autorias”

    Mostra Autorias, no Correios, reúne pinturas, desenhos, bordados, colagens, escultura e história em quadrinhos

     A segunda edição de Autorias, mostra em que artistas visuais do Rio Grande do Sul retratam escritores gaúchos, será aberta no sábado (28/10), às 11h, no Espaço Cultural Correios, como parte da programação da 69ª Feira do Livro de Porto Alegre. A visitação às obras, assinadas por nomes consagrados e por novos talentos das artes no Estado, prosseguirá até 2 de dezembro.

    No total, 43 artistas homenageiam 51 escritores. Desse universo, é inédita a presença de 25 artistas e de 25 autores. Entre os artistas que participam pela primeira vez de Autorias estão, por exemplo, Maria Tomaselli, Clara Pechansky, Edgar Vasques, Leandro Machado, Lucas Strey, Paulo Chimendes, Marcos Porto e Pablito Aguiar; e entre novos escritores homenageados com seus retratos aparecem Jeferson Tenório, José Falero, Carpinejar, Alcy Cheuiche, Taiasmin Ohnmacht, Armindo Trevisan, Lila Ripoll e o patrono da feira, Tabajara Ruas, além de outros. (Veja a relação completa dos participantes no final do texto.)

    A primeira edição da mostra Autorias foi realizada na Galeria Escadaria, no Viaduto Otávio Rocha em 2021/  Divulgação

    A primeira edição de Autorias foi realizada na Escadaria da Borges de Medeiros, simultaneamente à Feira do Livro de 2021. As obras dos 18 artistas de então, entre eles Erico Santos, Beatriz Balen Susin, Gilmar Fraga, Liana Timm e Ubiratan Fernandes, também estarão nos Correios na forma de retratos de Erico Verissimo, Mario Quintana, Simões Lopes Neto, Caio Fernando Abreu, Luiz Antonio de Assis Brasil, Moacyr Scliar, Lya Luft e de outros escritores.

    A exposição na Escadaria foi a primeira a exibir telas no espaço a céu aberto. O único dano não foi causado por intempérie: vândalos picharam e rasgaram por três vezes o retrato de Luis Fernando Verissimo, mas a obra foi restaurada e mantida até o encerramento da mostra. Depois, houve, ainda, um ato de desagravo a LFV.

     Ampliada e inclusiva

    Autorias – II chega agora ao Correios ampliada, inclusiva e plena de diversidade. Há um equilíbrio na participação de homens (48) e mulheres (46). Entre os homens, 23 são artistas e 25, escritores; entre as mulheres, 20 são artistas e 26, escritoras; 11 escritores e nove artistas são negros. A escritora indígena Vãngri Kaingáng é retratada pelo artista negro Alisson Affonso. A artista trans Marcela Meirelles é autora do retrato da feminista Clara Averbuck.

    As obras contemplam não apenas a pintura e o desenho, mas outras manifestações da arte do retrato, como bordado, colagem, escultura em papelão e história em quadrinhos.

    A artista Graça Craidy, que também é curadora e organizadora da mostra, diz que o objetivo é democratizar o acesso à arte e à literatura. “Queremos contribuir para que o público conheça os tradutores da cultura, nas letras e nas tintas, se veja nas suas narrativas e tenha orgulho da sua história colhida no cotidiano e transformada em arte”, declara ela.

     

    No texto de apresentação de Autorias, Graça reflete: “O que seria de um povo se, entre sua gente, não surgissem amoráveis prosadores dos seus enredos, mapeadores delicados dos seus anseios, tradutores generosos dos seus delírios, derrotas, renascimentos, paixões? A história de um povo é, também, além dos fatos, a história da sua imaginação, do quanto acalenta quereres, em que infernos se incandesce, com que valores constrói a tessitura dos seus sonhos”.

    SERVIÇO

     Exposição Autorias – II

     Local: Espaço Cultural Correios, no andar térreo do prédio do Memorial do RS, na Praça da Alfândega. Acesso pela lateral, na Av. Sepúlveda

     Abertura: 28 de outubro (sábado), às 11h

     Visitação: até 2 de dezembro

     Horário: No período da Feira do Livro, das 10h às 20h

    Entrada gratuita

     Os artistas e os respectivos autores retratados

     

    Adroaldo Selistre – Armindo Trevisan

    Alfeu Viçosa – Carpinejar

    Alisson Affonso – Vãngri Kaingáng

    Maria Carpi
    Assis Brasil

    Beatriz Balen Susin – Maria Carpi e Luiz Antonio de Assis Brasil

    Bernardete Conte – Simões Lopes Neto

    Carla Magalhães – Juremir Machado da Silva

    Clara Pechansky – Lila Ripoll

    Deja Rosa – Lilian Rocha

    Edgar Vasques – Rafael Guimaraens

    Emanuele de Quadros – Luisa Geisler

    Erico Santos – Lya Luft e Moacyr Scliar

    Fernando Lima – Tania Faillace

    Gilmar Fraga – Erico Verissimo e Carol Bensimon

    Giovana Hemb – Christina Dias

    Graça Craidy – Marô Barbieri e Dyonélio Machado

    Gustavo Burkhart – Luis Fernando Verissimo

    Gustavot Diaz e Ise Feijó – Caio Fernando Abreu

    Gustavo Schossler – Fernanda Bastos

    Helena Stainer – Cintia Moscovich e Cyro Martins

    Leandro Machado – Jorge Fróes

    Leandro Selister – Tabajara Ruas

    Liana d’Abreu – Lélia Almeida

    Liana Timm – Eliane Brum e Mario Quintana

    Lucas Strey – Ivo Bender

    Marcela Meirelles – Clara Averbuck

    Márcia Baroni – Maria Dinorah

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    Marcos Porto – Jeferson Tenório

     

    Maria Tomaselli – Marcia Tiburi

    Mario Schuster – Alcy Cheuiche

    Mariza Carpes – Leticia Wierzchowski

    Mitti Mendonça – Taiasmin Ohnmacht

    Nara Fogaça – Martha Medeiros e Josué Guimarães

    Ondina Pozoco – Ana Dos Santos

    Pablito Aguiar – José Falero

    Paulo Chimendes – Eliane Marques

    Paulo Correa – Maria Helena Vargas

    Pena Cabreira – João Gilberto Noll e Claudia Tajes

    Sandra Lages – Natalia Polesso

    Thiago Quadros – Sergio Faraco

    Ubiratan Fernandes – Jane Tutikian e Oliveira Silveira

    Wagner Mello – Ronald Augusto

    Zupo Opuz – Tau Golin

  • O “Algum Lugar” de Monica Tomasi , com amor e esperança, em show no Espaço 373

    O “Algum Lugar” de Monica Tomasi , com amor e esperança, em show no Espaço 373

     

    A cantora e compositora Monica Tomasi faz show de lançamento de seu sexto álbum “Algum Lugar” no Espaço 373 na próxima sexta-feira, dia 20. As oito canções, que nasceram durante os últimos cinco anos, desde sua mudança para a Europa, abordam temas como transformação, dúvidas, resiliência, privação e cura. Mas, acima de tudo, é um álbum sobre amor e esperança, sentimentos que permeiam cada nota e letra presente nesse trabalho. Todas as músicas são autoria de Monica, exceto “Repara”, em parceria com Necka Ayala, e “Refluxo”, com Claudia de Bem.

    Monica Tomasi , oito novas canções. Foto: Ray Albuquerque/ Divulgação

    “Uma das características marcantes deste álbum é a exploração de diferentes ritmos e influências. Em cada faixa, um convite a cruzar fronteiras sonoras, dançando ao som do xote em ‘Tobogã’, sentindo a energia do candombe uruguaio em ‘Essencial’, apreciando a melodia da viola pantaneira em ‘Repara’ e deixando-se levar pela influência afro-brasileira em ‘Capoeira’, tudo embalado pelo ritmo envolvente do pop brasileiro”, diz a artista.

    Monica Tomasi faz ponte entre Brasil e Alemanha; Foto: Ray Albuquerque/ Divulgação

    Algum Lugar é uma colaboração entre o Brasil e a Alemanha que reuniu amigos e parceiros musicais, como Mario Carvalho, com quem divide a produção musical. O disco conta com Angelo Primon, que trouxe toda a química estética, com a percussionista Cris Gavazzoni – radicada na Alemanha – e a participação especial de Fernando Peters na faixa “Lente de Contato”.

    Monica Tomasi. Foto: Ray Albuquerque/Divulgação

    SERVIÇO
    Monica Tomasi – Lançamento do álbum Algum Lugar
    Quando: 20 de outubro | Sexta-feira | 21h
    Ingressos: R$35 a R$100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/monica-tomasi-algum-lugar/2186802?referrer=linktr.ee

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)

  • Zoravia Bettiol mostra seus Ícones em companhia de obras da sua coleção

    Zoravia Bettiol mostra seus Ícones em companhia de obras da sua coleção

    A mostra Ícones foi apresentada virtualmente no auge da pandemia, em dezembro de 2020. A partir deste sábado, 7/10, a mostra está na galeria Zoravia Bettiol, juntamente com obras de outros artistas.

    Das 56 obras exibidas, 15 são pinturas da série Ícones e 41 são desenhos, gravuras e pinturas de artistas brasileiros e estrangeiros. Zoravia coleciona arte há mais de 60 anos, com critério e sensibilidade.

    A exposição homenageia personalidades relacionadas às artes, como Mario Quintana, Mercedes Sosa, Tamara Toumanova; e às ciências, como a Condessa de Lovelace, matemática e escritora inglesa do século 19, pioneira nas pesquisas para criação do algoritmo.

    Há também figuras mitológicas gregas como Penélope, Ulysses, Medusa e Ícaro; figuras ficcionais como Pinóquio, A Bela Adormecida, Alice de Lewis Carroll e o personagem circense Mágico Chinês. E também o triângulo amoroso Colombina, Pierrô e Arlequim da comédia Del Arte.

    Na concepção dessa série, Zoravia pintou em acrílico sobre madeira, sendo alguns suportes retangulares e outros trapezoidais. Na parte superior, representou o busto de cada personagem e, abaixo, em suspenção, alguns elementos relacionados à vida ou a obra de cada um dos homenageados.

    Entre os artistas da sua coleção, há obras dos brasileiros Vasco Prado, Regina Silveira, Saint-Clair Cemin, João Câmara, Didonet Thomaz, Glênio Bianchetti, Mario Cravo Júnior, e dos estrangeiros Jorge Paez Vilaró, Antônio Potero, Adolf Frohner, Carlos Fossati, Luis A. Solari, Héctor Capurro, Marta Peluffo e outros…..

    Todos os trabalhos estão à venda e a galeria parcela os pagamentos.

    Ada Byron King, Condessa de Lovelace, na série de Zoravia Bettiol

    SERVIÇO:

    Título: Ícones, Pinturas e Acervo de Artistas Brasileiros e Estrangeiros de Zoravia Bettiol

    Data: de 07 de outubro, sábado, a 30 de novembro de 2023.

    Local: Galeria Zoravia Bettiol, Rua Paradiso Biacchi, 109 (Ipanema) – Porto Alegre, RS

    Horário de visitação: das 10h às 18h (de segunda a sexta-feira). No dia da abertura, a partir das 15h.

    Entrada Franca.

    Contato:

    (51) 3354-2456

    galeria@zoraviabettiol.com.br

  • Espetáculo “Fé, uma sinfonia diferente” leva crianças e jovens com Autismo ao palco

    Espetáculo “Fé, uma sinfonia diferente” leva crianças e jovens com Autismo ao palco

     

    Em sua 5ª edição e reunindo o maior número de participantes, Uma Sinfonia Diferente RS traz o tema FÉ para celebrar o encerramento do projeto no ano de 2023. Após um processo de nove meses de atendimento de musicoterapia em grupo para mais de 60 crianças e jovens com autismo, o Sinfonia realiza um espetáculo Musical Fé no dia 15 de outubro, às 19h, no Teatro Feevale (Universidade Feevale, RS-239, 2755 – Campus II, Novo Hamburgo). Os ingressos custam R$ 20,00 e podem ser adquiridos pelo site https://teatrofeevale.com.br/programacao/sinfonia.

    No espetáculo, o público típico e atípico, poderá apreciar um roteiro idealizado especialmente para as características desta 5ª edição. “A proposta do tema do Musical é valorizar a força de vontade em buscar alternativas por mais qualidade de vida. A esperança, o amor. A Fé de cada um, este sentimento, que une as famílias do Sinfonia, seja qual for a sua crença, pois tratamos a fé como uma ferramenta pessoal para vencer as adversidades, buscar sabedoria e principalmente aprender a apreciar o processo e não somente o ponto final de chegada”, destaca Grazi Pires, Musicoterapeuta e Coordenadora do Projeto.

    Grazi Pires e Dejeane Arruée_com participantes do espetáculo. Foto: Ricardo Lage/ Divulgação

    Traremos ao público performances coletivas e individuais dos participantes do projeto que vem acompanhado de uma super banda de músicos profissionais que são voluntários do Projeto. Além disto, teremos convidados super especiais como a cantora e compositora Tati Portella e do artista autista e amigo do Sinfonia,  Ângelo Bandel Foreste”, afirma Dejeane Arruée que assina direção musical do Projeto. A atriz e diretora de teatro Deborah Finocchiaro, apoiadora do projeto desde 2019, integra a equipe do espetáculo assinando a orientação cênica, além de contribuir com o roteiro e ensaios dos voluntários para a grande noite e ser a mestra-de-cerimônia do Musical.

    Convidados e voluntários

    Sobem ao palco com performances mais de 50 crianças e jovens com Autismo, acompanhados por mais de 40 voluntários, 10 terapeutas e uma banda. A banda é formada por artistas voluntários e convidados que, anualmente, se dedicam a realizar o musical do projeto, que é uma realização socio cultural,  uma grande produção artistas e terapêutica. Uma sessão de musicoterapia aberta ao público, reunindo todas as familais participantes desta edição!

    A Banda Sinfonia Diferente é formada por Dejeane Arruée (Direção Musical e Voz), Grazi Pires ( Direção Artística e Voz), Andreia Steinmentz (Vocais), Xandy Santos (Baixo), Lucky Alves (Bateria e Vocais), William Borba ( Guitarra e Vocais), Vicente Lenz (Saxofone) e Luis Dallastra ( Acordeon).  Serão apresentadas canções autorais, fruto de improvisos e composições das sessões de musicoterapia. A maioria destas canções são compostas pela musicoterapeuta e compositora Graziela Pires e os arranjos ficam por conta de Dejeane Arruée da dupla 50 Tons de Pretas e fundadoras da Pretas Produções, responsável pela realização da edição gaúcha do projeto.

    O projeto do RS tem um formato diferenciado, pois atende ao Grupo de Pais com a coordenação da Psicóloga Mara Ritter. “O objetivo do grupo é acolher e dar suporte aos tutores e cuidadores,  desde a 1ª edição”, diz Mara Ritter – psicóloga e nutricionista. Outro diferencial é a constante pesquisa científica em torno dos benefícios da musicoterapia para as pessoas com autismo, projeto que é coordenado pela Doutora Psicóloga e Musicoterapeuta Marileya Vargas.

    O Sinfonia Diferente RS 2023 está totalmente independente, sem verbas de editais de cultura, como já ocorreu em anos anteriores. O que garante a estrutura básica do projeto é o apoio dos voluntários (equipe e co-terapeutas) e dos parceiros com estrutura e serviços.

    Todo o trabalho do projeto tem a musicoterapia como fio condutor e equipe técnica multidisciplinar.  As sessões de musicoterapia são focadas no desenvolvimento do grupo, sem deixar de considerar as características individuais de cada participante.

    Uma sinfonia diferente

    O projeto Uma Sinfonia Diferente trata-se de uma metodologia inovadora para trabalhar e desenvolver a linguagem e interação social das pessoas com Autismo. Foi criado em 2015 pela Musicoterapeuta Ana Carolina Steinkpopf, em Brasília e consiste em uma equipe técnica multidisciplinar liderada por um(a) Musicoterapeuta, com auxílio de voluntários que acompanham as crianças e jovens durante todas as sessões.

    Equipe Técnica – Na equipe multidisciplinar, formada por profissionais voluntários, das áreas de Musicoterapia, Psicologia, Fonoaudiologia entre outras, se dedicam ao acompanhamento e execução das sessões. O grupo é responsável por pensar e discutir os objetivos terapêuticos do processo, além de assessorar os voluntários, atender as crianças e familiares.

    FICHA TÉCNICA

    Equipe Técnica Multidisciplinar – Uma Sinfonia Diferente RS

    Graziela Pires – musicoterapeuta, especilaitsa em TEA

    Dejeane Arruée – Licenciada em Música e multi instrumentista

    Jaqueline Zuccari – Fonoaudióloga especialista em TEA

    Mara Ritter – Mestre em psicologia e nutricionista

    Marylea Vargas – Profa. Dra. psicóloga e musicoterapeuta

    Marliese Christine Simador Godoflite – fonoaudióloga, psicopedagoga e diretora APAE Ivoti

    Patrícia Scossi – Jornalista, gestora cultural e pós-graduanda em Musicoterapia

    Selenir Kronbauer – Profa. mestre em teologia

    Ana Carolina de Campos – Pedagoga, Mestrando em Educação. Integrante da equipe da AMAV – Associação dos Pais e Amigos dos Autistas de Viamão (RS)

    Equipe de voluntárias

    Alexsandra Amaral dos santos, Ana Carolina de Campos, Ana Júlia Hermes Schepp, Andrisa de Souza, Bianca Goulart dos Santos, Cesar Augusto Foss,Clarissa Helena Oliveira de Oliveira, Daiana de Souza Carravetta, Deise Bortolozo Pivoto, Elen Borghezan, Élen Schappo, Éliston Roger da Silva Federici, Fabiane Magalhaes Pereira, Fernanda da Silva Thumé, Giácomo de Carli da Silva, Iara Virgínia da Silva, Josaina Teresinha de Souza, Letícia Jorge dos Santos, Luana Rollof, Magali Gomes de Souza, Moema Reichert, Patricia Scossi

    Banda dos Músicos Voluntários do Sinfonia

    Andréia Steinmetz – voluntária da banda e das sessões de musicoterapia. Pós-graduanda de musicoterapia.

    Vicente Raul Lenz – bacharel em música e saxofonista.

    William Borba – licenciado em música e  guitarrista nas bandas @banda_cartel e @grantezuma e integrante da dupla lais e william @laisewilliamduo

    Xande Santos – Músico profissional há mais de 30 anos. Guitarrista, tecladista, violonista, baixista, produtor musical, arranjador, professor de música.

    Luiz Dalastra – acordeonista que acompanha diferentes bandas da região

    Lucky Alves – Psicólogo, cantor e baterista da banda The Dogs

    50 tons de Pretas

    Graziela Pires é Musicoterapeuta, cantora, compositora, regente de corais, tradutora e intérprete de língua inglesa e professora.

    Dejeane Arruée é Trombonitsa, cantora, percussionista e regente de bandas marciais e arte educadora.

    Apoio Institucional ( cedência do local para atividades ao longo do projeto)

    Faculdade IENH, Clínica Neurodiverso e Ibis Hotéis NH

    Apoio (serviços e  divulgação)

    Apoio Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho

    AMA -NH -Associação de Pais Amigos Do Autista de Novo Hamburgo, Q 10 Saúde Clínica Integrada, Clínica Zuccari, Clínica IN, Clínica Consonar, Companhia de Solos e Bem Acompanhados, Fiel Produtora de Vídeo,Lual Eventos infantis, Guarita Pizzas, Pitutti Festas, Tempo e Som.

    Realização: Pretas Produções  / 50 Tons de Pretas

    Supervisão: Instituto Steinkopf

    Participação especial

    Cantora Tati Portella

    Atriz Deborah Finocchiaro

    Cantor Angelo Bandel Foreste

    SERVIÇO

     

    O QUE:  Sinfonia Diferente RS   – Novo Hamburgo

    DATA:  15 de outubro

    HORÁRIO:  19h

    LOCAL: Teatro Feevale (Universidade Feevale, RS-239, 2755 – Campus II, Novo Hamburgo).

     

    INGRESSOS: R$ 20,00 e podem ser adquiridos pelo site https://teatrofeevale.com.br/programacao/sinfonia.

  • Projeto Miniarte completa 20 anos exibindo em Porto Alegre “Futura”, sua 46ª exposição

    Projeto Miniarte completa 20 anos exibindo em Porto Alegre “Futura”, sua 46ª exposição

     

    O Projeto Internacional Miniarte, criado em 2003 pela artista visual gaúcha Clara Pechansky, chega ao vigésimo ano de existência e monta, em Porto Alegre, sua 46ª edição. A abertura será na quinta-feira (5/10), das 18h às 20h, na Gravura Galeria.

    Obra de autoria de Edilberto Sierra, da Colômbia/ Divulgação

    No sábado (7), às 11h, Clara fará visita guiada aberta ao público. A visitação à mostra prossegue até 28/10. Essa edição, denominada de Miniarte Futura, celebrará os 20 anos ininterruptos de realizações, incluindo homenagens aos ex-coordenadores internacionais, aos pioneiros e a artistas já falecidos cujas obras constam do acervo do projeto, que reúne cerca de 3 mil imagens.

    Clara Pechansky.Foto de Flávio Wild/ Divulgação

    “Estou muito contente por poder resgatar artistas que participaram dessa história e prestar homenagem aos que já se foram”, diz Clara, de 86 anos de idade e 67 de uma reconhecida carreira como pintora, desenhista, capista da lendária Editora Globo, gravadora e gestora cultural, com obras em importantes acervos de museus e galerias no país e no exterior.

     

    Obra de autoria de Zoravia Bettiol, de Porto Alegre/
    Divulgação

    A Miniarte, montada em painéis pela restauradora Eliete Corrêa, apresentará obras de autoria de 163 artistas, originários dos seguintes 12 países: Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Índia, Irlanda do Norte, México, Portugal e Brasil. Afora esses, já estiveram representados em edições anteriores, entre outros, países como Inglaterra, Austrália, Canadá, Chile, Cuba, França, Nova Zelândia e Venezuela.

    Clara idealizou o Projeto Miniarte Internacional, centrado em obras de pequeno formato, para promover o intercâmbio artístico entre criadores de diferentes países e regiões geográficas. Nas primeiras edições os artistas enviavam as obras pelo Correio. Com o passar do tempo e as dificuldades impostas pelas aduanas internacionais, a Miniarte passou a reproduzir as obras em fotos. As facilidades proporcionadas pela internet ajudaram a consolidar o novo formato. Com a pandemia a participação virtual dos artistas aumentou, bem como o caráter internacional da Miniarte.

     

    .Obra El Payaso, do mexicano Jorge Luis Hurtado Reyes/ Divulgação

    Ao longo dos anos, foram realizadas Miniarte que tiveram como título – e sugestão de tema para os artistas – Magia, Vida, Ilusão, Enigma, Verdade, Fantasia. As coleções de obras das são expostas em locais como galerias, museus, bibliotecas, fundações e institutos culturais. A primeira edição foi na Usina do Gasômetro e a 10ª na Casa de Cultura Mario Quintana, por exemplo.

    Obra de autoria de Márcia Marostega, de Santa Cruz do Sul/ Divulgação

    Outra edição da Miniarte Futura já tem data e local para ocorrer em 2024: 4 de maio do ano que vem, no Centro Municipal de Cultura de Gramado.

    Obra de autoria de Josefina Suarez, da Costa Rica/Divulgação

    SERVIÇO

    Miniarte Futura

    Abertura: quinta-feira (5/10)

    Horário: das 18h às 20h

    Visita guiada: sábado (7), às 11h

    Visitação: até 28/10

    Local: Gravura Galeria

    Endereço: Rua Corte Real, 647, bairro Petrópolis

    Horário: segunda à sexta das 9h30 às 18h30; sábado das 9h30 às 13h30

    Fone: 51 3333-1946

    Obra de autoria de Els Van Asten, da Holanda/ Divulgação

    A exposição no olhar da artista

    Clara: “De mãos dadas pela arte”

    Pergunta: Quando o projeto nasceu imaginava que teria tal amplitude e duração?

    Resposta: Clara Pechansky – A Miniarte, nestes 20 anos, criou uma grande teia de comunicação entre artistas. Tenho orgulho de ter sido a geradora dessa rede que até hoje se mantém viva, porque artistas de 38 países ainda se comunicam comigo e entre si, seja em inglês, em espanhol ou em português. Eles se movimentam em seus países de origem, criando novos desafios e convidando colegas para participar de exposições ou outros eventos. Com a pandemia muita coisa mudou, mas a arte seguiu viva e se impulsionou de novas maneiras. A Miniarte é o elo que reúne todos, desde os pioneiros aos recém-chegados.

    .Obra de autoria de Radi  Pereira dos Santos, de Porto Alegre/ Divulgação

    Seguimos juntos, sob minha liderança e de outros colegas, parceiros antigos e novos da Miniarte, fazendo a teia crescer democraticamente, sem exigir currículo de ninguém, mas sempre de mãos dadas pela arte. É o grande abraço universal. Com a evolução dessa teia, foi necessário trabalhar de forma mais específica com países da América Latina. Em 2018, criei o Projeto Fiesta de Paz Brasil, que agrega literatura às àrtes visuais. Poetas e escritores são chamados para escrever sobre nossas obras, ampliando a teia de comunicação.

    P: De que forma a pandemia impactou o projeto em termos de adesão de artistas inscritos e do conteúdo apresentado pelos participantes?

    .Obra de autoria de Graça Craidy, de Porto Alegre/ Divulgação

    R: Clara – Houve uma total reviravolta no projeto. Até então, as obras chegavam de forma física, pelo Correio ou pessoalmente. Eu já havia reduzido o formato das obras de 20 x 20 cm para 18×18 cm, para permitir que mais obras coubessem nos painéis, já que cada edição sempre recebia no mínimo duas centenas de artistas. Decidi então criar a Miniarte Verdade, para a qual os artistas enviaram fotografias que foram impressas, e as obras, portanto eram só virtuais. Outra modificação ocorreu devido à dificuldade de circulação de dinheiro, então eu tornei a Miniarte gratuita e totalmente virtual. Dessa maneira, chegamos à participação de cerca de 400 artistas. A Miniarte então se tornou cada vez mais virtual, e passamos a publicar catálogos somente na internet, e nossas coleções completas estão no Flickr:  http://www.flickr.com/photos/miniart2010/sets/ e também no website da Miniarte (www.miniartex.org).

    Obra de autoria de Danu Dunne, da Irlanda do Norte/Divulgação

    P:Olhando o acervo formado pelas coleções ao longo do tempo que análise artística faz?

    R: Clara – A pandemia foi um turning point na organização das edições da Miniarte, gerando novas ideias e novas maneiras de mostrar as obras. Temos até agora uma história de quase 50 edições, cada uma em um local diferente, sempre coordenadas por artistas, entre galerias particulares e públicas, museus, centros de cultura e academias.

    Quanto à análise artística, é evidente que houve um aperfeiçoamento na obra de cada artista, seja na técnica, seja porque a qualidade da resolução das fotos melhorou, permitindo a impressão de cada obra com suas cores e detalhes originais. Artistas que vêm há anos participando da Miniarte sem dúvida tiveram um crescimento técnico indiscutível, e isso é muito gratificante. Posso também acompanhar a trajetória de artistas que lancei há tempos, quando eram emergentes, e que, devido ao caráter democrático da Miniarte, tiveram sua primeira oportunidade de expor em exposições internacionais ao lado de artistas conhecidos, já que a Miniarte é exposta em ordem alfabética.

    Obra de autoria de Erm¡nia Marasca Soccol, de Porto Alegre/Divulgação

    P: Produzir arte em pequeno formato facilita a vida do artista?

    R: Clara – Pelo contrário, trabalhar em pequeno formato é muito mais difícil do que criar algo em formato grande. Quando um iniciante começa a pintar ou desenhar, ele tem medo e sempre sugere: ‘vou começar com uma telinha pequena’. Grande erro. Ao tentar pintar uma obra pequena, o candidato a artista está empilhando todos os problemas e eles ficam sobrepostos, como se numa corrida de obstáculos todos os saltos tivessem que ser dados ao mesmo tempo. Fica bem mais fácil espalhar os obstáculos por uma superfície grande, onde será possível identificar todos os saltos a serem trabalhados. Falo como supervisora e orientadora de arte, como alguém que nunca permitiu o uso de borracha em seu atelier, porque é necessário acompanhar o pensamento daquele que está começando, e para isso as marcas do seu traço, deixadas visíveis, ajudam a acompanhar e entender o caminho percorrido.

    Obra de autoria de Ana Lovatto, de Porto Alegre/ Divulgação

    P: Requer quais virtudes, principalmente?

    R: Clara – Requer reflexão, técnica e, sobretudo, paciência. A Miniarte espraiou esse desafio: criar uma obra pequena é distribuir todos os problemas de composição, equilíbrio, luz e sombra e demais fundamentos do desenho e da pintura num espaço reduzido. Desde o início exigiu-se dos artistas obras em pequeno formato, era 20 x 20 cm e ultimamente passou a ser 18 x 18 cm.

    Obra de autoria de Cristovão Coutinho, de Manaus/Divulgação

    *Com Assessoria de Comunicação- Jornalista Carlos Souza(texto)

    FOTOS: Divulgação Miniarte / Clara Pechansky

  • Exposição “ANI+” marca transferência da Galeria Escadaria para o Pier da Usina do Gasômetro

    Exposição “ANI+” marca transferência da Galeria Escadaria para o Pier da Usina do Gasômetro

     

    Em função das obras no Viaduto Otávio Rocha, galeria a céu aberto passará a ocupar outro cartão postal da cidade, com a mostra “ANI+”

    Única galeria de arte permanente a céu aberto do Brasil, a Galeria Escadaria, situada na escadaria Verão do quase centenário Viaduto da Borges de Medeiros,  por conta das obras de restauração do local, migrará para outro espaço representativo de Porto Alegre: o Pier da Usina do Gasômetro.

    O criador da Galeria no Pier do Gasômetro- Marco Monteiro. Foto: Higino Barros/ Divulgação

    Com curadoria do fotógrafo, designer gráfico e produtor Marcos Monteiro, a iniciativa resulta de uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a empresa permissionária GAM3 e será inaugurada com a exposição “ANI+”, no dia 30 de setembro (sábado), a partir das 16h.

    Em caso de chuva, o evento será transferido para o dia seguinte, domingo, 31 de setembro, no mesmo horário. A visitação ocorre diariamente, 24h, até o dia 4 de dezembro. A entrada é gratuita.

    Foto: Daisson Flach/ Divulgação

    Criada em 2021 pelo fotógrafo e produtor cultural Marcos Monteiro, a galeria em seus quase três anos de existência, já apresentou 18 exposições nacionais e internacionais, tendo recebido em torno de 300 mil visitações. Por ser um espaço cultural a céu aberto, beneficia a população ao promover a expressão cultural, trazer beleza, estimular o bem-estar, oferecer oportunidades educativas e despertar/desenvolver novos artistas. Trata-se de uma forma de arte acessível a todos, que pode ser apreciada e desfrutada por pessoas de todas idades e origens.

    Foto: Sérgio de Paula Ramos /Divulgação

    A arte ao ar livre também tem o poder da transformação cultural, transmitindo histórias, valores e tradições de uma comunidade. Ela promove a diversidade e a inclusão, celebrando diferentes perspectivas sociais e artísticas, estimulando o diálogo entre as pessoas, tornando-a mais inclusiva. Isso pode contribuir para a disseminação da cultura e da apreciação artística; além de ser uma ferramenta educativa, na medida em que proporciona o aprendizado sobre diferentes estilos artísticos e movimentos culturais. Ao estimular a curiosidade e o aprendizado, incentiva crianças, jovens e adultos a explorar e descobrir mais sobre o mundo da arte e a si mesmo.

    Foto: Douglas Fischer/ Divulgação

    Pela possibilidade de ocasionar o senso de comunidade, incentiva as pessoas a se reunirem e interagirem em torno da arte, fortalecendo os laços sociais e criando um sentimento de pertencimento. Ao apresentar obras de arte visualmente impactantes e inovadoras, ela pode servir como uma fonte de inspiração para fotógrafos amadores e profissionais, incentivando-os a explorar novas técnicas e estilos.

    Foto; Jorge Neumann/ Divulgação

    Sobre a exposição

     “ANI+” reúne o trabalho de dois juristas e dois médicos, destacados em suas respectivas áreas de atuação e unidos por uma grande paixão e dedicação à fotografia, adoradores da natureza, especialmente pela fauna e identificados com a bandeira do conservacionismo. São 16 painéis em grandes formatos contendo 48 imagens de paisagens deslumbrantes, em flagrantes de pássaros, leões, guepardos, girafas e cervos, entre outros, em seus habitats naturais. Estes cliques foram feitos em cenários paradisíacos, como Lagoa do Peixe e Pantanal, no Brasil e Botswana, na África, exigindo paciência e persistência, para que estes animais pudessem ser focados em seus ângulos mais genuínos, sem assustá-los. Os participantes são:

    Foto: Jorge Neumann/ Divulgação

    Daisson Flach – Advogado, professor universitário e fotógrafo. Embora a fotografia tenha sido uma paixão tardia, tem participado de diversas exposições, com trabalhos aceitos e premiados em salões e concursos nacionais e no exterior. Seus temas mais frequentes são a vida selvagem, a música e a arte, com obras no acervo permanente do Museu de Arte de Porto Alegre. Mais recentemente tem realizado incursões pela fotografia poético/documental.

    Foto: Daisson Flach/ Divulgação

    Douglas Fischer – Procurador regional de República e professor de Direito Penal e Processual Penal em vários cursos de pós-graduação pelo Brasil, é fotógrafo amador, natural de Três de Maio.

    Foto: Douglas Fischer/ Divulgação

    Jorge Neumann – Médico formado pela UFRGS, é membro titular da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina. Começou a fotografar na adolescência e com o surgimento das câmeras digitais optou pelos modelos da Sony, usando hoje a Sony A 7 IV. Sendo piloto de planador, voltou suas lentes aos aviões, tendo tido fotos publicadas em revistas do Brasil e do mundo. Participou de duas exposições coletivas, sendo a mais recente no ano passado, no CHC da Santa Casa como parte das comemorações aos 30 anos da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina. Com o surgimento da pandemia, passou a registrar imagens da natureza, tendo ficado fascinado pelo tema. Tem dois livros de fotos publicados: “Emoldurando Paisagens”, em 2007 e “Vida, Entre o Céu e a Terra”, em 2022.

    Foto: Sérgio de Paula Ramos/ Divulgação

    Sérgio de Paula Ramos – Psiquiatra, psicanalista e fotógrafo. Fotografa desde os 15 anos de idade e expôs sua primeira foto na Bienal de São Paulo, aos 17 anos. Desde então participou de várias exposições coletivas e, em 2015, fez sua primeira individual, no Museu de Arte do RS (MARGS). Naquela ocasião uma das fotos foi escolhida para o acervo permanente da instituição.
    Seu foco, nos últimos anos, tem sido a vida selvagem.

    Foto: Jorge Neumann/ Divulgação

    Exposição “ANI+”:

    Abertura: 30 de setembro (sábado). Em caso de chuva, o evento passará para o dia seguinte (31/domingo).

    Hora: a partir das 16h.

    Local: Pier da Usina do Gasômetro

    Visitação: Diária, 24h.

    Encerramento: 4 de dezembro de 2023.

    Contato: com o curador, Marcos Monteiro, pelo whatsapp  (51) 9935-0608.

    Entrada franca.

    *Com Assessoria de Comunicação

  • “Primavera dos Autores ” traz encontros literários de autores e autoras da Ardotempo Edições

    “Primavera dos Autores ” traz encontros literários de autores e autoras da Ardotempo Edições

     

    A Ardotempo Edições lança nesse sábado, dia 23 de setembro, às 19h, o projeto Primavera dos Poetas, uma série de encontros literários de autoras e autores da editora com suas leitoras e leitores, entre lançamentos de livros impressos em papel. E, em cinco sábados,  o La Vita è Bella (Rua Leonor, 45 – bairro Rio Branco – Porto Alegre/RS) vai sediar esses eventos organizados pelo editor, artista plástico e escritor Alfredo Aquino. A entrada é franca.

    A 1ª edição acontece neste sábado com PEDRO GONZAGA e FÁBIO AMARO. Entre conversas, poemas, os autores autografam seus mais recentes livros: Porto Alegre Blues (Edições Ardotempo, 64 páginas), de Pedro Gonzaga e TNT e outros poemas (Edições Ardotempo, 192 páginas), de Fábio Amaro.  O público poderá apreciar também   o sax filosófico de Pedro Gonzaga. Lugares limitados. Reservas pelo (51) 99955-3535.

    As edições seguintes contarão com Carmen Busatto e Paulo Rosa (30/09), Cleonice Bourscheid e Luiz Carlos Vaz (07/10), Ana Marianno e Suzana Saldanha (21/10) e Cátia Goulart e Martin César (28/10).

    Capa do livro PORTO ALEGRE BLUES/ Divulgação

    PORTO ALEGRE BLUES, de Pedro Gonzaga, tem posfácio de Mariana Ianelli e fotografias de Gilberto Perin. Porto Alegre Blues é um poema de livro inteiro, de uma só estrofe, que acompanha o despertar de um homem no centro de Porto Alegre, numa madruga de inverno, e logo sua caminhada até o amanhecer pela Rua da Praia. Imerso em cenas do passado, desafios do presente e acontecimentos fortuitos que o trazem de volta à realidade, esse homem canta com a voz que lhe sobrou.

    capa do livro TNT Fábio Amaro/ Divulgação

    Já T.N.T do poeta Fábio Amaro é composto por três livros: Explosões, Artifícios e Cosmos. No primeiro, Explosões, os poemas de revolta, com ganas de explodir as estruturas do sistema injusto, da sociedade cega e do fenecer da solidariedade humana. Artifícios, como o nome sugere, são os segredos da alma para sobreviver às intempéries da existência. E o último, Cosmos, elucubra sobre a humanidade e sobre um planeta pequenino flutuando no tempo e no espaço infinitos.

     Escritor Pedro Gonzaga. Foto: Tainá Henn/ Divulgação

    Pedro Gonzaga é natural de Porto Alegre, onde fez seus estudos, do colégio ao doutorado em Letras pela UFRGS. É músico, escritor, tradutor e professor de escrita criativa. Com uma obra que percorre diverso gêneros, dedica-se com grande afinco à poesia e a verter poetas do inglês e do espanhol ao português. Como cronista, escreveu para vários veículos, entre eles Zero Hora e O Estado de São Paulo. Entre seus livros, na poesia: A última temporada (2011), Falso começo (2013), Em outros tantos quartos da Terra (2017) e O nome da parte que não dorme (2020), todos por Edições Ardotempo. Na crônica, figuram O livro das coisas verdadeiras (2016) e Antes não era tarde (2019), pela Arquipélago Editorial. Desde 2022 vive Buenos Aires, de onde escreve a coluna Buenos Aires: Hora Zero. Porto Alegre Blues (2023) é o seu décimo primeiro livro.

    O escritor Fábio Amaro -autorretrato /Divulgação

    Fábio Amaro (da Silveira Duval) nasceu na fria noite de 28 de agosto de 1977, na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. É poeta, PhD em Relações Internacionais e Professor da Universidade Federal de Pelotas.  No rastro de suas andanças, publicou anteriormente O Carrossel dos Desvarios Voláteis – ensaios poéticos, Ed. Livraria Café Pelotas, 1999; O Terceiro Lado da Moeda, Ed. Pradense, 2017, e Babel, Ed. Ardotempo, 2019.