Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Com homenagem ao fotógrafo Luiz Carlos Felizardo, a Street Expo Photo no Pier do  Gasômetro,

    Com homenagem ao fotógrafo Luiz Carlos Felizardo, a Street Expo Photo no Pier do Gasômetro,

     

    Em sua 6ª edição, a Street Expo Photo será realizada pela primeira vez no Pier da Usina do Gasômetro, no dia 9 de dezembro (sábado), a partir das 16h, com a participação de 90 fotógrafos de diversos estados do Brasil e países da Europa. Sediada tradicionalmente na Galeria Escadaria – criada em 2021 no Viaduto da Borges de Medeiros – mudará de local em virtude das obras de restauração, passando a ocupar um dos pontos mais concorridos da capital gaúcha, de frente ao pôr do sol do Guaíba.

    Ao alcance de todos, a nova galeria a céu aberto da cidade foi inaugurada no último dia 30 de setembro, com a mostra “ANI+”, que registrou a vida selvagem na ótica de quatro fotógrafos. O designer gráfico, produtor cultural e fotógrafo Marcos Monteiro assina a curadoria e coordenação geral da exposição, que tem a curadoria adjunta a cargo do fotógrafo paulistano Marcos Varanda.

    O gaúcho Luiz Carlos Felizardo é considerado um dos fotógrafos mais importante do Brasil pela FUNARTE. Foto: Divulgação
    O fotógrafo Luiz Carlos Felizardo é cobsiderado um dos maiores fotógrafos do Brasil, pela FUNARTE. Foto: Divulgação

    Em 2023 o evento irá homenagear um grande mestre da fotografia gaúcha, Luiz Carlos Felizardo, considerado pela Funarte um dos maiores fotógrafos brasileiros paisagistas de todos os tempos, sendo referência na fotografia gaúcha. A coletiva será composta por 16 grandes painéis de mestres, como Walter Firmo, Adriano ChamaNaLente, Penna Preara, Betina Samaia, Claudio Edinger, Luiz Garrido, Paula Sampaio, Paulo Vital, Raphael Alves, Wania Corredo, Biazzetto Neto e muitos outros, que são ícones da arte da fotografia. E também trabalhos de fotógrafos amadores, profissionais e iniciantes, trazendo mais visibilidade para a interminável paixão do desenhar com luz e sombra.

    Street Expo Photo 2023 – Maristela Padilha/ Divulgação

     Do Rio Grande do Sul, mostram seus trabalhos Nina Pulita, André Seligman, Nilton Santolin, Guto Gutemberg, Heloiza Averbuck, Jurandréia Silveira, Jorge Neumann, Douglas Fischer, Daisson Flach e Sérgio de Paula Ramos, entre outros. De São Paulo, Carlos Sadao, Sônia Amorim e Leon Santos; do Rio de Janeiro, Márcio Pinto; de Recife, Ismael Holanda; de Roraima, Tatiana Capaverdi; de Manaus, Raphael Alves e de Curitiba, Nilo Biazzetto, só para citar alguns nomes. Tem ainda representantes da Bahia e Minas Gerais e do exterior, da França e Portugal.

    Street Expo Photo 2023 – foto Claudio Edinger./Divulgação

    A fotografia é uma das mais amplas e democráticas formas de expressão da humanidade. Nela se mesclam emoções e percepções, revelando um universo de possibilidades que em muito ultrapassa o simples olhar. “Seguimos com a grande missão de diminuirmos distâncias de todas as utopias que validamos como metas atingíveis, reforçando no seu caminho a coragem e a mais pura determinação”, diz o curador. Expandir e compartilhar a fotografia e a cultura, tornando-as acessíveis de modo mais amplo, segue sendo uma das intenções da iniciativa.

    Street Expo Photo 2023 – foto Marco Resende./ Divulgação

    A Street Expo Photo sempre valorizou a democracia como forma única de construir sistemas sociais mais justos e com menos desigualdades. ”Misturamos técnica e talento, inspiração e transpiração, gerando um imenso e diverso caleidoscópio de imagens, que está à disposição de todos, para ser percorrido com paixão, dúvidas, perplexidade e surpresa, que certamente serão capazes de despertar lembranças, insights e acima de tudo emoções”, completa Marcos Monteiro.

    Botas espora – Foto: Jurandreia Silveira./ Divulgação

    Exposição “Street Expo Photo”:

    Abertura: Dia 9 de dezembro (sábado), a partir das 16h.

    Local: Pier da Usina do Gasômetro

    Visitação: Diária, 24h.

    Encerramento: 29 de fevereiro de 2024.

    Contato: Com o curador, Marcos Monteiro, pelo whatsapp (51) 9935-0608 ou e-mail marcosmonteiroprojetos@gmail.com.

    Entrada franca.

    O pier da Usina Gasômetro. Foto Marcos Monteiro./ Divulgação
  • Marietti Fialho apresenta repertório de “Inteira”, na Casa de Cultura Mario Quintana

    Marietti Fialho apresenta repertório de “Inteira”, na Casa de Cultura Mario Quintana

     

    A atração do projeto Chapéu Acústico no dia 5 de dezembro (terça) será Marietti Fialho, no pocket show “Inteira”, a partir das 19h, no Auditório Luís Cosme (4º andar da Casa de Cultura Mario Quintana – Andradas, 736). A artista interpretará músicas do seu DVD gravado ao vivo em outubro de 2022, no Teatro Renascença, entre releituras e parcerias, acompanhada de Márcio Bandeira (bateria) e Vini Fontoura (violão e cavaco). O evento tem entrada livre, mediante contribuição espontânea.

    Com 33 anos de trajetória artística, Marietti Fialho é intérprete, cantora, compositora e empresária. Há 32 anos ingressou na banda Motivos Óbvios, tendo sido a primeira mulher à frente de uma banda de reggae no Rio Grande do Sul. Venceu o Prêmio Açorianos de Música 2000, na categoria Melhor Intérprete. Com seu trabalho autoral ultrapassou fronteiras, tendo feito shows por todo o RS, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Uruguai, Argentina e França.

    Marietti Fialho apresenta pocket show no Chapéu Acústico; Foto Bruno Gomes/ Divulgação

    Seu primeiro CD solo foi gravado em 2008, financiado pelo Fumproarte. Foi contemplada com o prêmio Griô Shirlei Amaro – Trajetória e pela Lei Aldir Blanc com o projeto Gagabirô Coletivo Artivista – Criação Musical. Apresentou-se ao lado de diversas bandas nacionais e internacionais, tendo participado como convidada em diversos projetos, discos e shows; e em diversos eventos temáticos, como o Fórum Social Mundial, por duas edições. Foi jurada do Prêmio Açorianos de Música e do Festival de Música de Porto Alegre. É proprietária da Empresa Gagabirô Arte, Cultura e Gastronomia e idealizadora do projeto Gagabirô Coletivo Artivista. Atua em diversos movimentos e ações sociais voltados à inclusão, valorização da mulher, diversidade de gênero, acessibilidade e sustentabilidade.

    Chapéu Acústico

    Com produção de Marcos Monteiro, o projeto iniciou em 29 de setembro de 2016, na Biblioteca Pública do Estado e em setembro de 2023 migrou para a Casa de Cultura Mario Quintana. Neste período contabilizou mais de 180 apresentações, de artistas locais e estrangeiros, nos gêneros do jazz, MPB,  bossa nova e choro, trazendo novos talentos e músicos consagrados. O evento é realizado todas as terças-feiras, a partir das 19h com entrada livre, mediante contribuição espontânea. A curadoria de artistas mulheres é assinada por Rosane Lopes, com o objetivo de dar protagonismo e apresentar novos talentos à cena cultural.

    Serviço:
    Dia: 5 de dezembro de 2023 (terça-feira), às 19h.
    Local: Auditório Luís Cosme – 4º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736). – Centro, Porto Alegre.
    Informações: Com Rosane Lopes – (51) 9901-5601 e ro.rosane@gmail.com
    Entrada livre, com contribuição espontânea.

  • Tambor Tambora e La Brasa Lunera promovem a “2ª Llamada do Dia do Candombe” neste domingo

    Tambor Tambora e La Brasa Lunera promovem a “2ª Llamada do Dia do Candombe” neste domingo

    A 2ª edição do Dia Municipal do Candombe ocorrerá no próximo domingo, 03 de dezembro, na Rua João Alfredo, em Porto Alegre. A partir das 18h, os grupos Tambor Tambora e La Brasa Lunera, coorganizadores do evento, estarão concentrados no Largo Zumbi dos Palmares e sairão em “llamada” a partir das 19h, até a esquina da Rua Lopo Gonçalves.

    O grupo Tambor Tambora desfila no domingo. Foto: Leandro Anto/ Divulgação
    O evento que, desde 2022, integra o calendário oficial de Porto Alegre corresponde ao “Día Nacional del Candombe, la Cultura Afrouruguaya y la Equidad Racial” no país vizinho, celebrado há 17 anos. A data é alusiva a 03/12/1978, quando famílias negras uruguaias, diante do despejo de suas moradias no Conventillo Mediomundo (Montevidéu) organizaram espontaneamente um último toque de tambores naquele local, condenado à demolição dentro do contexto de higienização social urbana praticada pelas autoridades da Ditadura Militar.
    La Brasa Lunera/ Divulgação

    La Brasa Lunera é um grupo de candombe formado por multiartistas de diversas nacionalidades, entre elas, uruguaios, colombianos e brasileiros, que se reúnem há cerca de 2 anos nas praças de Porto Alegre desenvolvendo seu toques, estudos e pesquisa sobre o Candombe, manifestação afro-uruguaia. Atualmente desenvolve seus estudos no toque madre Cuareim do bairro sul de Montevidéu.

    La Brasa Lunera/ Divulgação

    O coletivo formado por mais de 20 pessoas, ensaia semanalmente e sai pelas ruas da capital do RS com tambores nas costas, carregados em bicicletas, ônibus e carros e indo de encontro às pessoas, tanto no centro quanto na periferia da cidade. Além do seu toque fixo dominical, o grupo realiza oficinas abertas no parque da Redenção, mensalmente, assim como oficinas em locais de vulnerabilidade social, como na FASE e outras comunidades. Vem desenvolvendo parcerias com a escola de samba Fidalgos e Aristocratas onde ministra oficinas mensais e participou da bateria de carnaval no corrente ano.

  • Isabel Ferreira  mostra “De corpo e alma” , pinturas com materiais inusitados

    Isabel Ferreira mostra “De corpo e alma” , pinturas com materiais inusitados

    Exposição retrospectiva da artista que usa o próprio corpo e materiais inusitados, como vassoura e escovões em seu processo de pintura, abre amanhã, sexta-feira, 1º de dezembro.

    Obra da exposição “De corpo e alma”/ Divulgação

    A arte de Isabel Ferreira transcende a pintura tradicional. O seu corpo “mergulha” nas telas e nas tintas em uma produção visceral e única que estará representada na exposição “De corpo e alma na pintura”, no Espaço Cultural Canoas Shopping. A mostra, com cerca de 40 obras de Isabel, apresenta uma retrospectiva de trabalhos realizados desde 2020 até os dias atuais. A exposição tem entrada franca e poderá ser visitada de 1º a 15 de dezembro. O vernissage será na sexta-feira, 1º de dezembro, das 17h às 21h, no Espaço Cultural do Canoas Shopping, localizado na Avenida Guilherme Schell, 6750, em Canoas. Além desta exposição, as obras de Isabel também podem ser conferidas na mostra individual “A arte que instiga os sentidos” no Mais Café Bistrô, em Porto Alegre.

    Obra de Isabel Ferreira/ Tons e cinzas/ Divulgação

    A marca da artista é a sua própria gestualidade. A sua arte é produzida utilizando o seu corpo como dispositivo, como instrumento de pintura para explorar as telas de grandes dimensões com gestos livres. A artista desconstrói o modelo tradicional de pintura, deixa de lado o cavalete e as telas emolduradas, usa materiais inusitados, tais como: rodo, vassoura, escovões e as próprias mãos para produzir as suas obras. As pinturas e os desenhos transitam entre as referências da arte moderna e contemporânea, o figurativo e o abstrato.

    A liberdade do gesto é protagonista na produção de Isabel Ferreira. Os temas de suas pinturas vêm do inconsciente e abrem espaço para o acaso, a escolha e a abstração. Na tela, o resultado da expressão do que a artista vivencia naquele momento, constitui-se de trabalhos intensos e totalmente autorais.

    Nessa trajetória, destacam-se algumas séries como: “Dimensões do Gesto”, “Meus Tons”, “Rastros” e “De Corpo e Alma”, com pinturas livres, em que a artista expressa sua criatividade com toda sua alma e que estarão presentes na exposição no Espaço Cultural Canoas Shopping.

    Isabel Ferreira nasceu em Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, em 1962. Bacharel em Turismo pela PUC/RS, atualmente trabalha em seu atelier, que também é um espaço expositivo em Porto Alegre. Em sua formação artística, passou pelo Atelier Livre Xico Stockinger, em Porto Alegre, pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro; e por formações em arte contemporânea e em arte moderna, pela PUC- RJ. Participou de exposições individuais e coletivas em diversos locais do Estado.

    Serviço:

    Exposição “De corpo e alma na pintura” por Isabel Ferreira

    Vernissage:  1º de dezembro (sexta-feira), das 17h às 21h
    Visitação: 1º a 15 de dezembro, das 10h às 22h

    Local: Espaço Cultural Canoas Shopping

    Endereço: Av. Guilherme Schell, 6750, em Canoas

  • “Las Balconadas”: 21 artistas de oito países expõem arte textil em grande dimensões

    “Las Balconadas”: 21 artistas de oito países expõem arte textil em grande dimensões

    EXPOSIÇÃO “LAS BALCONADAS” APRESENTA ARTE TÊXTIL DE OITO PAÍSES NA CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA

     Mostra, com obras de 21 artistas, é exibida pela CCMQ e Centro de Desenvolvimento da Expressão, vinculados à Sedac, com apoio do Instituto Zoravia Bettiol

      “Las Balconadas” (varandas, sacadas, em espanhol) é a exposição de arte têxtil que será aberta nesta terça-feira (28/11), às 18h, no Espaço Evelyn Ioschpe, 5º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). Quem a visitar, até 21 de janeiro de 2024, poderá apreciar uma mostra de obras de 2 m de altura e 1,5 m de largura, criadas por 21 artistas de oito países. A entrada é gratuita.

    Foto: Divulgação

    A exposição “Las Balconadas” já foi apresentada em países como Argentina e Uruguai, onde as peças foram penduradas em casas e edifícios ao ar livre, seguindo a tradição desse movimento artístico. Durante a X Bienal de Arte Têxtil Contemporânea WTA, a mostra foi exibida no centro histórico de Montevidéu.

    Os 21 artistas participantes representam Argentina, Uruguai, Alemanha, México, Estados Unidos, Chile, Espanha e Brasil.

    Foto: Divulgação

    A exposição é uma parceria entre a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) e o Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE), ambos equipamentos da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), com apoio do Instituto Zoravia Bettiol.

    A artista visual gaúcha Zoravia Bettiol;/ Divulgação

    Renomada artista visual gaúcha, Zoravia Bettiol destaca que as obras de “Las Balconadas” expressam diferentes linguagens e foram criadas com diversas técnicas e materiais. “A exposição é uma oportunidade de apreciar a criação artística têxtil contemporânea de artistas internacionais”, disse ela.

    A World Textile Art (WTA), uma das organizações mais respeitadas no campo da arte têxtil contemporânea, realiza bienais internacionais e eventos específicos para promover a divulgação dessa forma de expressão artística. Com 26 anos de atuação, a WTA tem contribuído para o desenvolvimento e reconhecimento da arte têxtil em todo o mundo.

    Foto: Divulgação

    Serviço

     Exposição “Las Balconadas”

     Abertura: 28/11 (terça-feira)
    Horário: 18h
    Visitação: até 21 de janeiro de 2024, de terça a domingo,

    das 10h às 20h
    Local: Espaço Evelyn Ioschpe, 5º andar da Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736, Porto Alegre

    Entrada gratuita

  • A arte visual feminista gaúcha em exposição no Rio de Janeiro

    A arte visual feminista gaúcha em exposição no Rio de Janeiro

     

    Pesquisadora da temática, curadora Ana Zavadil reúne 41 autoras e 127 obras em mostra no Centro Cultural Correios

    A curadora Ana Zavadil/ Divulgação

    A exposição coletiva Ausências na História – A Voz de Artistas Mulheres do Rio Grande do Sul, com 127 obras de 41 criadoras gaúchas, será aberta na quinta-feira (23/11), às 16h, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. Com curadoria de Ana Zavadil, a mostra, de caráter feminista, permanecerá em cartaz até 20 de janeiro de 2024. A entrada é gratuita.

    Obra de Tati Garcia/ Divulgação

    Focada na temática feminista desde 2014, a curadora prioriza obras que possam suscitar questões capazes de ampliar pesquisas referentes à inclusão de outros pontos de vista na historiografia da arte na história atual. Ao mesmo tempo, busca a visibilidade e o reconhecimento para as artistas mulheres do RS. A exposição Ausências na História, diz ela, é mais um avanço na expansão da pesquisa em relação às mulheres artistas do estado no contexto do país.

    Obra de Lisi Wendel/ Divulgação

    Graças à grande aceitação do público, sua exposição anterior nessa mesma linha, Fora das Sombras, montada pela curadora em agosto de 2022, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, ficou oito meses em cartaz, até março deste ano.

    obra de .Helena D’Ávila/ Divulgação

    Ana foi curadora-chefe do Museu de Arte do RS (MARGS), no período 2013/2014; curadora-chefe do Museu de Arte Contemporânea (MACRS) em 2015/2018 e curadora-assistente da Bienal do Mercosul, em 2015. Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é historiadora da Arte e professora e atua como curadora independente.

    Obra de Milene_Gensas/ Divulgação

    De acordo com ela, “a arte deve potencializar a militância artística coletiva pela busca de respeito, igualdade e diversidade, atravessar de uma vez por todas o denso muro que separa ignorância e valores do sistema patriarcal, bem como reconhecer a qualidade indiscutível da obra de mulheres e o seu lugar na sociedade como um todo, em que ela deve andar pari e passu com o homem e não mais à sua sombra”.

    Obra de Ana Flores/ Divulgação

    Participam da exposição no Centro Cultural Correios as seguintes artistas:

    Obra de Vera Carlotto/Divulgação

    Alexandra Eckert, Ana Norogrando, Ana Flores, Ananda Kuhn, Andréa Brächer, Beatriz Dagnese, Bina Monteiro, Clara Figueira, Clara Koppe, Claudia Sperb, Cristie Boff, Esther Bianco, Fernanda Martins Costa, Giovana Hemb, Helena D’Ávila, Heloísa Biasuz, Isabel Marroni, Ita Stockinger, Jussara Moreira, Karina Koslowski, Kika Costa, Laura Ribero, Lisi Wendel, Lu Gaudenzi, Lucy Copstein, Mara Galvani, Marina Ramos, Mary Marodin, Milene Gensas, Mônica Furtado, Myra Gonçalves, Paola Mesquita, Rosirene Mayer, Sandra Gonçalves, Simone Barros, Sílvia Brum, Susan Mendes, Susie Prunes, Tati Garcia, Vera Carlotto e Vera Reichert.

    .Obra de Lucy Copstein/ Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição Ausências na História – A Voz de Artistas Mulheres do Rio Grande do Sul

     Local: Centro Cultural Correios, Rua Visconde de ItaboraÍ, 20 – Centro Histórico do Rio de Janeiro/RJ

    Abertura: 23/11 (quinta-feira), às 16h

    Visitação: 24 de novembro de 2023 a 20 de janeiro de 2024

    Horário: terça a sábado, das 12 às 19h

    Entrada: gratuita

    Classificação: livre

  • Jornalista narra em livro-reportagem história do Hospital Colônia de Itapuã

    Jornalista narra em livro-reportagem história do Hospital Colônia de Itapuã

    Na próxima sexta-feira, 24, às 19h, a livraria Taverna sediará um bate papo de lançamento do livro “Nós não caminhamos sós – histórias de isolamento no antigo Leprosário Itapuã”,  da jornalista e escritora Ana Carolina de Oliveira. O livro é resultado de dois anos de pesquisa sobre a história do hospital, da doença e da vida das pessoas que foram isoladas no Leprosário depois do diagnóstico de Lepra  (doença hoje em dia curável e chamada de hanseníase).

    Entre os anos de 1940 e 1985, mais de 2,4 mil pessoas foram segregadas compulsoriamente no  Leprosário Itapuã, uma minicidade construída artificialmente para isolá-los no município de Viamão, na região  metropolitana de Porto Alegre. Em comum, apenas o diagnóstico de Lepra. Partindo da história de duas  mulheres que tiveram a vida atravessada por esta política segregacionista de profilaxia da doença, o livro reportagem busca registrar como era a vida no local, resgatar o histórico da doença – conhecida como a mais  antiga da humanidade – e recordar a mobilização da sociedade gaúcha para a construção do Leprosário.

    O bate-papo contará com a presença da autora Ana Carolina de Oliveira, da jornalista Mariana  Oselame e de Magda Chagas, coordenadora do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela  Hanseníase de Porto Alegre e Região Metropolitana (Morhan MetroPoa), e falará sobre o processo de  construção o livro-reportagem e sobre a atual situação do hospital, que está em processo de fechamento pelo Governo do Estado. O lançamento tem apoio do Morhan e do Morhan MetroPoa, e é realizado pela Livraria  Taverna e pela Editora Sulina.

    A Livraria Taverna fica na Rua dos Andradas, 736 – Casa de Cultura Mario Quintana, Centro de Porto Alegre).

    Leia também: 

    Três pacientes travam o fechamento do último hospital colônia do Brasil: “Nós não caminhamos sós”

    Depoimentos sobre o livro:

    Luís Augusto Fischer: “Tudo isso é contado aqui com mão segura, após pesquisa documental e reportagem  certeira, por Ana Carolina de Oliveira. Seu texto é tão primoroso quanto pode ser, pela fluência da frase e por  uma outra virtude, superior ainda, a extrema discrição com que as palavras se comportam para dar  protagonismo a quem de fato importa aqui, os internados em Itapuã, especialmente Eva e Marleci.

    O livro de Ana Carolina não tem poucos méritos. No correr dos capítulos, vão sendo trançadas a história de  duas mulheres com a história da cidade, do estado, do país e do mundo, e ainda com a história quase infinita  da lepra, da hanseníase, doença velha como o mundo conhecido.”

    Jane Tutikian: “Com inteligência e sensibilidade, a autora nos coloca diante de uma sociedade a um só tempo  simples e complexa: simples porque resolve seus problemas, complexa porque, ao resolvê-los, revela vidas  que foram roubadas em plenitude. É como denuncia e reage à indiferença e à injustiça social a que foram  submetidos os habitantes do Leprosário Itapuã, reconstituindo as trajetórias de Eva e Marleci. Trata-se de uma  leitura instigante e, por isso mesmo, prazerosa, onde a articulação do conteúdo gera uma modulação textual  singular: a de Ana Carolina, fazendo, já, do seu texto uma referência e iluminando, como poucos conseguiram,  uma parte esquecida das cidades de Porto Alegre e Viamão, que se pode ampliar incontavelmente mundo  afora.”

  • Pelotas faz evento com escritores, músicos e especialistas em Literatura para celebrar  Aldyr Schlee

    Pelotas faz evento com escritores, músicos e especialistas em Literatura para celebrar  Aldyr Schlee

    Programação prevê palestras, debates, leituras, lançamentos de livros e espetáculo musical no Instituto João Simões Lopes Neto, em Pelotas, na véspera do aniversário do escritor fronteiriço 

    No dia 21 de novembro será realizada no Instituto João Simões Lopes Neto, em Pelotas, um evento cultural em homenagem a Aldyr Garcia  Schlee (1934-2018), na véspera de seu aniversário. Aberto ao público, o encontro literário e musical será gratuito.
    Alfredo Aquino junto ao muro na rua “Uma Terra Só” no campus Jaguarão da Unipampa. Foto: Edições Ardotempo/ Divulgação
    Idealizada pelo artista plástico, escritor e editor de Edições Ardotempo Alfredo Aquino, a programação dedicada à memória do escritor de Linguagem de Fronteira oferece palestras, debates, leituras, lançamentos de livros e show com uma releitura de seus contos em forma de canções (tangos, boleros e milongas). Participam das atividades Paula Mascarenhas, Antonio Hohlfeldt, Paulo Rosa, Luiz Carlos Vaz, Martim César, Cátia Goulart, Maurício Barcellos e Paulo Timm.
    Alfredo Aquino. Foto: Gilberto Perin/ Divulgação
    “Autor de vários livros e textos (inclusive um espantoso e extenso Dicionário de Linguagem Pampeana),  Aldyr afirmava que seu universo literário era geograficamente limitado, estendendo-se da região de Pelotas, talvez entre Piratini e São Lourenço do Sul até, no máximo, Trinta y Tres, Melo e Tacuarembó, tendo como palco central das ações humanas, a luminosa Capital Literária constituída pelas cidades irmãs de Jaguarão / Río Branco, umbilicalmente ligadas pela majestosa Ponte Mauá, sobre o rio da fronteira, o Jaguarão. Os livros de Schlee, lidos e relidos nos trazem de volta a grandeza de sua literatura original.”
    Martins César. Foto: Elis Vasconcellos/ Divulgação
    Luiz Vaz; Foto: Marcelo Soares/ Divulgação
    Evento cultural dedicado ao escritor de linguagem de fronteira ALDYR GARCIA SCHLEE
    Dia 21 de Novembro no Instituto João Simões Lopes Neto (Rua Dom Pedro II, 810 – Centro), em Pelotas

    19h – Mesa de palestrantes sobre os temas Literatura de Fronteira / Livros de ALDYR GARCIA SCHLEE

    Paula Mascarenhas – Doutora em Letras

    Antonio Hohlfeldt – Diretor do Theatro São Pedro – Porto Alegre/RS

    Paulo Rosa  – Escritor e Cronista do Diário Popular de Pelotas

    Luiz Carlos Vaz  – Escritor , Jornalista e Fotógrafo

    Martim César – Escritor, Músico Compositor

    Cátia Goulart – Professora da FURG – Especialista e Tradutora em Linguagem de Fronteira

    Cátia Goulart; Foto: Acervo pessoal/ Divulgação
    Paulo Rosa._Foto Luiz Vaz/ Divulgação

    Lançamento e autógrafos:

    NOTÍCIAS DO SCHLEE (Edições Ardotempo, crônicas, fotos e lembranças,128 páginas, R$55), de Luiz Carlos Vaz
    MEMÓRIAS DE UM MAU TEMPO (Edições Ardotempo, crônicas, 144 páginas, R$45), de Luiz Carlos Vaz
    Capa do Livro “Notícias de Schlee”/ Divulgação
    Ivo, o Imperador dos Prazeres (Edições Ardotempo, romance, 176 páginas, R$50) – de José Gabriel Ceballos, com tradução de Cátia Goulart e Geisela San Martins
    Capa do livro “Ivo o Imperador dos Prazeres”/ Divulgação
    SCHLEE E CERVANTES – Duas Fronteiras do Mundo (Edições Ardotempo, 128 páginas, R$60), de Martim César. Livro com textos e poemas + CD encartado com contos-canções

    Show Musical: Homenagem a ALDYR GARCIA SCHLEE 

    No repertório, Canções inspiradas nos Contos de ALDYR GARCIA SCHLEE

    Poemas de Martim César e músicas de Maurício Barcellos. Participação especial de Paulo Timm
    ALDYR GARCIA SCHLEE

    Nascido em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, a 22 de novembro de 1934, sobre a fronteira com o Uruguai, Aldyr Garcia Schlee foi escritor fronteiriço e tradutor bilíngue, que escreveu e publicou sua obra tanto em português como em espanhol. Com larga carreira no jornalismo, nas artes gráficas e no magistério superior do Brasil, foi desenhista profissional (vencedor, em 1953, de concurso nacional para a escolha do uniforme da Seleção Brasileira de Futebol), jornalista (ganhador do Prêmio Esso de Reportagem, em 1962) e Doutor em Ciências Humanas, que atuou por mais de 30 anos em várias áreas de seu conhecimento na Universidade Federal de Pelotas (onde chegou a Pró-Reitor de Extensão e Cultura) e na Universidade Católica de Pelotas (onde fundou o Curso de Jornalismo), concluindo sua carreira universitária como professor-visitante do Programa de Pós-graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre.

  • Galeria Duque homenageia a obra de Clara Pechansky, Liana Timm e Rosane Morais e expões pinturas de nomes consagrados

    Galeria Duque homenageia a obra de Clara Pechansky, Liana Timm e Rosane Morais e expões pinturas de nomes consagrados

    “Lugares” celebra 11 anos do espaço e destaca produções de nomes consagrados da arte como Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Danúbio Gonçalves, Fernando Baril, Anita Malfatti e muitos outros.

    As mostras “Duas mulheres de fino traço” e “Fios que pulsam” complementam a exposição, que tem vernissage no sábado, 18 de novembro, a partir das 11h.

    Heitor dos Prazeres/ Divulgação

    Grandes nomes da arte mundial, do Brasil e do Rio Grande do Sul se reúnem na Galeria Duque em um verdadeiro templo da arte no Centro Histórico de Porto Alegre. A exposição “Lugares”, com curadoria de Daisy Viola, revela paisagens reais e idealizadas por mestres da pintura e celebra o 11º aniversário da galeria. A festa se completa com duas mostras de renomadas artistas gaúchas. Em “Duas mulheres de fino traço”, a afetuosidade de Clara Pechansky e a sensibilidade de Liana Timm se entrelaçam em obras de uma trajetória de mais de 40 anos de arte e de amizade. A arte vestível de Rosane Morais, presente em “Fios que pulsam”, completa o espaço com suas obras viscerais e poéticas.  A Galeria Duque fica na Rua Duque de Caxias, 649, em Porto Alegre. Vernissage no sábado, 18 de novembro, a partir das 11h até às 16h30min. A exposição vai até o dia 5 de março de 2024, com entrada franca.

    MULHER COM LEMBRANÇAS. IV.2019 – CLARA PECHANSKY/ dIVULGAÇÃO

    “A Galeria Duque é um desses lugares mágicos que um dia sonhamos e realizamos. Neste momento, quando este nosso lugar completa 11 anos, vamos comemorar mostrando obras que fazem parte do acervo, que nos mostram diferentes lugares, como paisagens bucólicas com seus céus, lagos, mares e jardins, ou paisagens urbanas, cidades, prédios, casarios e ambientes. Também paisagens de dentro, sentimentos e sonhos que ultrapassam seus limites e explodem em gestos, abstrações e cores”, destaca a curadora Daisy Viola.

    Esses lugares exibem visões e interpretações de artistas como Alberto Veiga Guignard, Ado Malagoli, Aldemir Martins, Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Alice Brueggemann, Alice Soares, Anita Malfatti, Burle Marx, Cândido Portinari, Carlos Scliar, Carlos Sorensen, Carybé, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Djanira, Fernando Baril, Glauco Rodrigues, Gonçalo Ivo, Ianelli, Inimá de Paula, José Pancetti, Judith Lauand, Kazuo Wakabayashi, Romanelli, Sued e muitos outros.

    Liana Timm e Clara Pechansky – Luis Ventura 2021/ Divulgação

    No terceiro andar da galeria, “Duas mulheres de fino traço” apresenta 60 obras das artistas Clara Pechansky e Liana Timm. São desenhos e pinturas em diversas técnicas que evidenciam a produção dessas duas reconhecidas artistas gaúchas, cujos identidades tão características e caminhos se entrelaçam ao longo dos últimos 40 anos, produzindo eventos significativos em sua trajetória em uma permanente paixão pelo desenho e pela cultura.

    Rosane Morais – Berenice Fischer/ Divulgação

    Em “Fios que pulsam”, o destaque é a arte vestível de Rosane Morais. Suas produções revelam uma arte visceral, uma arte de pele, que transcende o espaço da própria obra e convida o visitante à reflexão e à interação. Como envelopes que emolduram o corpo, as peças de Rosane Morais já estiveram presentes em exposições no Brasil e no exterior e agora voltam à Galeria Duque, local que já recebeu o atelier da artista.

    O OLHAR DIVERGENTE – LIANA TIMM/ DIVULGAÇÃO

    Agenda:
    Exposições:

    “Lugares” – Acervo com grandes da arte
    “Duas mulheres de fino traço” – Clara Pechansky e Liana Timm
    “Fios que pulsan” – Rosane Morais
    Local:
     Galeria e Espaço Cultural Duque
    Endereço:
     Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissage: sábado, 18 de novembro, das 11h às 16h30min
    Período da exposição: de 18 de novembro de 2023 até 4 de março de 2024.
    Horário de funcionamento:
    Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
    Entrada Franca

  • MDHC seleciona projetos que valorizam ancestralidade e memória de pessoas idosas em comunidades tradicionais

    MDHC seleciona projetos que valorizam ancestralidade e memória de pessoas idosas em comunidades tradicionais

    O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) está selecionando projetos que atuam pela valorização das pessoas idosas em comunidades tradicionais. A previsão é de que sejam selecionadas até cinco propostas ligadas aos eixos de cultura e economia sustentável, enviadas por Organizações da Sociedade Civil (OSC) até o prazo de 10 de dezembro deste ano. A realização deste chamamento público é promovida pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do MDHC.

    Na área da cultura, os projetos devem promover e valorizar a memória, oralidade e ancestralidade de Pessoas Idosas de Povos e Comunidades Tradicionais. Poderão ser inscritos de projetos que trabalhem com registro, manutenção e promoção da cultura através de produtos audiovisuais, livros, biografias, estruturação de museus locais, oficinas de capacitação e de divulgação de tradições, exposições, entre outras possibilidades, vinculadas a temas como artesanato, música, lazer, culinária e práticas tradicionais de saúde (parteiras, benzedeiras, erveiras, rezadeiras), dentre outros.

    No âmbito da economia sustentável poderão ser contemplados projetos que viabilizem a inclusão produtiva com a promoção de tecnologias sustentáveis, valorizando recursos naturais locais, as práticas e saberes das pessoas idosas de Povos e Comunidades Tradicionais. As propostas podem abordar estruturação de espaços para promoção da economia sustentável que contemplem a participação de pessoas idosas e projetos autossustentáveis que utilizem recursos naturais de forma não predatória, reduzindo danos ao ecossistema/biodiversidade e respeitando o ciclo de recomposição dos recursos renováveis dos Territórios Tradicionais

    De acordo com o edital, o valor de referência para as propostas é de até R$ 150 mil. Após a seleção, as entidades assinarão termo de fomento junto ao MDHC. A expectativa é de que o resultado seja publicado até 28 de dezembro.

    São oficialmente considerados como sendo Povos e Comunidades Tradicionais: Andirobeiras; Apanhadores de Sempre-vivas; Caatingueiros; Caiçaras; Castanheiras; Catadores de Mangaba; Ciganos; Cipozeiros; Extrativistas; Faxinalenses; Fundo e Fecho de Pasto; Geraizeiros; Ilhéus; Indígenas; Isqueiros; Morroquianos; Pantaneiros; Pescadores Artesanais; Piaçabeiros; Pomeranos; Povos de Terreiro; Quebradeiras de Coco Babaçu; Quilombolas; Retireiros; Ribeirinhos; Seringueiros; Vazanteiros e Veredeiros.

    Acesse a íntegra do Edital de Chamamento Público neste link 

    Para participar da seleção, as entidades devem estar habilitada na Plataforma Transferegov.br, disponível neste link, declarar ciência e concordância com o Edital e anexos, e apresentar proposta na Plataforma Transferegov.br com preenchimento completo das abas “Dados da Proposta” e “Plano de Trabalho”.