Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Balé Bublitz apresenta bailarinas premiadas no exterior, no Gala de Excelência em Dança

    Balé Bublitz apresenta bailarinas premiadas no exterior, no Gala de Excelência em Dança

     

    Neste final de semana, 23 e 24 de setembro, o Ballet Vera Bublitz leva para o Teatro CIEE destaques como a bailarina Alicia Prietsch Dresch, medalha de ouro no World Ballet Competition, e Júlia Xavier, vencedora do “Audience World” do YAGP, além dos bailarinos convidados Paulo Vitor Rodrigues e Marcos Silva.

    O Ballet Vera Bublitz conquistou o mais alto patamar da dança mundial em 2023. As bailarinas da escola de Porto Alegre, Alicia Prietsch Dresch e Júlia Xavier brilharam nos palcos e competições internacionais e agora se apresentam neste final de semana no Teatro CIEE, ao lado de outros destaques da escola e dos bailarinos convidados, Paulo Vitor Rodrigues e Marcos Silva, da Cia. Paulista de Dança Adriana Assaf. A XI Gala de Excelência em Dança será realizada no sábado, 23 de setembro, às 17 horas, e no domingo, 24 de setembro, às 15h30, no Teatro CIEE. Os ingressos antecipados estão disponíveis nas sedes do Ballet Vera Bublitz, localizadas na Rua Corte Real, 227 ou pelos telefones (51) 3307-4564 ou (51) 98474-1252, e na Rua Lucas de Oliveira, 158, pelo telefone (51) 3028-4984.

    Alícia Prietsch Dresch – World Ballet Competion/ Divulgação

    “Em junho deste ano, conquistamos o prêmio máximo de um grande festival internacional, com uma das bailarinas BVB. Isto aconteceu no World Ballet Competition, na Flórida, nos Estados Unidos, quando a aluna Alícia Prietsch Dresch, de 11 anos, garantiu o Ouro, em sua categoria, para alegria e orgulho de todos nós”, destaca a diretora e fundadora Vera Bublitz.

    Outro destaque internacional que estará no palco do Teatro CIEE é Júlia Xavier que, aos 13 anos, saiu vitoriosa do YAGP Grand Prix, realizado, em abril, em Tampa, nos Estados Unidos. A aluna do Ballet Vera Bublitz conquistou o prêmio “Audience Award” e foi a única brasileira entre as Top 24 da categoria júnior na competição.

    Da Companhia Paulista de Dança Adriana Assaf, foram convidados os bailarinos Paulo Rodrigues e Marcos Silva.  Paulo Rodrigues recebeu o título de melhor bailarino do Festival de Dança de Joinville e é considerado um dos melhores bailarinos brasileiros da atualidade. Em sua trajetória passou por importantes companhias mundiais de dança, como Joffrey Ballet, de Chicago. Também foi convidado para dançar na Gala Stars, em Moscou, onde cursou aulas no Teatro Bolshoi, da Rússia. Da mesma companhia, Marcos Silva, é outro destaque da dança do Brasil. Em 2021, foi indicado como Melhor Coreógrafo no Festival de Dança de Joinville. Silva coleciona apresentações internacionais como convidado nos Estados Unidos e na Rússia e premiações como melhor bailarino no Brasil e no exterior.

    Haverá também a apresentação de um grupo formado por 18 bailarinas, de 8 a 11 anos, as BVB Kids, que garantiram no último FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre, em junho, vaga como finalistas do YAGP, que será realizado em Nova York, em abril de 2024.  Elas vão apresentar a coreografia contemporânea “Wednesday Addams”, de Caleo Alencar.

    Julia Xavier e Marcos Silva – Foto: Solange Avelino/ Divulgação

    A XI Gala de Excelência em Dança do Ballet Vera Bublitz destaca ainda as solistas Beatriz Wanderley, Catarina Kallfelz da Costa, Fernanda Guedes, Florença, Isabela Azevedo, Isabele Ribeiro de Oliveira, Isabeli Greff, Larissa Silveira, Joana Coelho, Julia Quinto, Júlia Tremea Spolidoro, Larissa Barbosa Silveira, Manuela Matos Parizotti, Maria Carolina Bianchi, Mariana Pedone Barroco, Marina Miguel Starosta, Rafaela Amaral, Rafaela Lopes, Roberta Fridman, Victoria Ruhl.

    Carlla Bublitz, também diretora do Ballet Vera Bublitz, ressalta o sucesso internacional de 2023. “Este ano, as bailarinas do Ballet Vera Bublitz brilharam no exterior e conquistaram bolsas em 12 importantes companhias internacionais, como o Royal Ballet, em Londres, e o Joffrey Ballet School e o American Ballet Theatre, em Nova York. A Gala de Excelência é uma oportunidade para ver e aplaudir esses talentos daqui que fazem bonito no mundo”, celebra.

    Roberta Fridman e Paulo Vitor Rodrigues – Foto: César Rodrigues/ Divulgação

    Agende-se:

    XI Gala Excelência em Dança do Ballet Vera Bublitz
    23 de setembro (sábado): 17h
    24 de setembro (domingo): 15h30
    Local: Teatro CIEEE (Rua Dom Pedro II, 861 – Porto Alegre)
    Valor único: R$ 100

    Ingressos antecipados:
    Rua Corte Real, 227
    Telefones: (51) 3307-4564 ou (51) 98474-1252
    Rua Lucas de Oliveira, 158
    Telefone: (51) 3028-4984

     Os ingressos também poderão ser adquiridos nos dias do espetáculo na bilheteria do Teatro CIEE, dependendo da disponibilidade de assentos.

     

  • Mostra de Cinema “Primavera Gaúcha” destaca a produção de 20 longas metragem do RS

    Mostra de Cinema “Primavera Gaúcha” destaca a produção de 20 longas metragem do RS

    O projeto idealizado pela SEDAC inclui mostra itinerante, plataforma de streaming, lançamento de livro e a criação de um site e será lançado dia 21 de setembro com a mostra de cinema

    Primavera Gaúcha é o nome do projeto idealizado pela Secretaria da Cultura do RS (SEDAC), por meio do Instituto Estadual de Cinema (IECINE), que se inicia com uma ampla mostra de filmes produzidos no Rio Grande do Sul e que terá lançamento dia 21 de setembro. Todo o programa se estrutura em torno de vinte longas-metragens, com curadoria assinada pela Associação de Críticos de Cinema do RS (ACCIRS). Os títulos selecionados para a mostra são representativos do cinema feito no Rio Grande do Sul, seja por questões históricas, temáticas, de gênero ou trajetória premiada. “A intenção é dar visibilidade e oferecer conhecimento sobre elementos da cultura do sul do Brasil, bem como apresentar a multiplicidade da produção cinematográfica do estado” afirma a equipe curadora. Também houve a preocupação em destacar a trajetória de diferentes diretores e sua produção geracional, a partir de seus filmes mais relevantes.

    A Primavera Gaúcha foi viabilizada com recursos de uma emenda parlamentar do deputado gaúcho Ubiratan Sanderson e tem como eixo central celebrar e divulgar a produção audiovisual gaúcha para novos territórios e públicos, a partir de um conjunto de atividades que inclui mostra itinerante e plataforma de streaming, publicação de um livro, criação de um site e auxílio financeiro para que realizadores gaúchos participem de eventos de mercado e festivais.

    Entre os filmes estão os consagrados Anahy de las Misiones (Sérgio Silva), O Homem que Copiava (Jorge Furtado), O Cárcere e a Rua (Liliana Sulzbach), Antes que o Mundo Acabe (Ana Azevedo), O Caso do Homem Errado (Camila Moraes), entre inúmeros títulos que se destacam no cinema brasileiro e gaúcho.  As sessões serão realizadas na Sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim, com entrada franca. Confira a programação e o serviço abaixo:

    ANAHY DE LAS MISIONES/ Divulgação

    21 de setembro, quinta-feira, 19h

    ANAHY DE LAS MISIONES (Brasil, 1997, 107min). Direção de Sérgio Silva, com Araci Esteves, Marcos Palmeira, Dira Paes, Paulo José, Fernando Alves Pinto. 16 anos. Drama.

    Sinopse: Uma mulher luta pela sobrevivência durante o período mais conturbado da história do Rio Grande do Sul, a Revolução Farroupilha. Arrastando um velho carroção sem bois, Anahy e seus filhos enfrentam a guerra, a morte e o medo, com o objetivo de manter a família unida. Inevitavelmente, o conflito se infiltra em sua vida e Anahy assiste impotente a dissolução de sua família.

    22 de setembro, sexta-feira, 19h

    O HOMEM QUE COPIAVA (Brasil, 2003, 123min). Direção de Jorge Furtado, com Lázaro Ramos, Leandra Leal, Luana Piovani, Pedro Cardoso, Júlio Andrade. 14 anos. Drama.

    Sinopse: André é um jovem que trabalha na fotocopiadora de uma papelaria. Um dia se apaixona por Sílvia, uma vizinha, a qual passa a observar com os binóculos em seu quarto. Decidido a conhecê-la melhor, descobre que ela trabalha em uma loja de roupas e, para conseguir uma aproximação, tenta de todas as formas conseguir 38 reais para comprar um suposto presente para a mãe.

    O cárcere e a rua/ Divulgação

    23 de setembro, sábado, 19h

    O CÁRCERE E A RUA (Brasil, 2004, 80min). Direção de Liliana Sulzbach. 12 anos. Documentário.

    Sinopse: Cláudia, presidiária mais antiga e respeitada da Penitenciária Madre Pelletier, deve deixar o cárcere em breve. Assim como Betânia, que vai para o regime semiaberto, e ao contrário de Daniela, que recém chegou na prisão e aguarda julgamento. Enquanto Daniela busca proteção na cadeia, Cláudia e Betânia vão enfrentar as incertezas de quem volta para a rua.

    Antes que o mundo acabe/ Divulgação

    24 de setembro, domingo, 19h

    ANTES QUE O MUNDO ACABE (Brasil, 2009, 100min). Direção de Ana Luiza Azevedo, com Pedro Tergolina, Eduardo Cardoso, Bianca Menti. 10 anos. Drama.

    Sinopse: Daniel é um adolescente crescendo em seu pequeno mundo com problemas que lhe parecem insolúveis: lidar com uma namorada que não sabe o que quer, ajudar um amigo que está sendo acusado de roubo e sair da pequena cidade onde vive. Tudo começa a mudar quando ele recebe uma carta do pai que ele nunca conheceu. Em meio a todas essas questões, ele será chamado a realizar suas primeiras escolhas adultas e descobrir que o mundo é muito maior do que ele pensa.

    26 de setembro, terça-feira, 19h

    MORRO DO CÉU (Brasil, 2009, 71min). Direção de Gustavo Spolidoro. 14 anos. Documentário.

    Sinopse: Morro do Céu é uma pequena comunidade de descendentes de italianos, localizada no alto de uma montanha no sul do Brasil. Lá o jovem Bruno Storti e seus amigos preenchem os dias de verão entre túneis de trem, colheita da uva e outras diversões, além da descoberta do primeiro amor.

    27 de setembro, quarta-feira, 19h

    EM TEU NOME (Brasil, 2009, 100min). Direção de Paulo Nascimento, com Leonardo Machado, Fernanda Moro, Nelson Diniz, César Troncoso, Silvia Buarque. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Boni, um estudante de engenharia entra para a luta armada, mas carrega dúvidas e medos sobre se este seria realmente o melhor caminho. Ele teme pela família, pela namorada e pelo futuro, que parece mais incerto a cada dia. Como tantos, Boni é preso, torturado e banido do país ao ser trocado pelo embaixador suíço no chamado Grupo dos 70. Exilado no Chile e ao lado da companheira Cecília, ele passa a compreender a sociedade de outra maneira.

    28 de setembro, quinta-feira, 19h

    WALACHAI (Brasil, 2009, 85min). Direção de Rejane Zilles. Livre. Drama.

    Sinopse: Walachai é uma pequena comunidade rural no sul do Brasil em que as pessoas falam um antigo dialeto alemão. Os moradores, no entanto, não possuem qualquer relação com a Alemanha, identificando-se como brasileiros. A palavra Walachai significa um lugar longínquo, perdido no tempo, o que exatamente filme pretende mostrar.

    29 de setembro, sexta-feira, 19h

    A ÚLTIMA ESTRADA DA PRAIA (Brasil, 2010, 93min). Direção de Fabiano de Souza, com Rafael Sieg, Miriã Possani, Marcos Contreras, Marcelo Adams. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Esta adaptação livre de “O Louco de Cati”, de Dyonelio Machado, traz a história de três grandes amigos, e também amantes: Leo, Norberto e Paula. Em uma viagem pelo litoral gaúcho, eles encontram um homem estranho, que não fala, e acaba, seguindo viagem com ele. Juntos, os quatro fazem novas descobertas.

    30 de setembro, sábado, 19h

    CONTOS GAUCHESCOS (Brasil, 2011, 101min). Direção de Henrique de Freitas Lima, Pedro Zimmermann. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Contos Gauchescos – Simões Lopes Neto nas telas é a reunião de cinco segmentos: um prólogo com o documentário dramatizado Simões Lopes Neto entre o real e o imaginado – dirigido por Pedro Zimmermann – seguido por quatro curtas: Os Cabelos da China, Jogo do osso, Contrabandista, No manantial – dirigidos por Henrique de Freitas Lima.

    1 de outubro, domingo, 19h

    AS AVENTURAS DO AVIÃO VERMELHO (Brasil, 2014, 72min). Direção de Frederico Pinto, José Maia, com Milton Gonçalves, Lázaro Ramos, Zezé Barbosa. Livre. Drama.

    Sinopse: Fernandinho, um menino de oito anos, perdeu a mãe há pouco tempo e se tornou um garoto solitário, sem amigos e com problemas de relacionamento com o pai e na escola. Sem saber como lidar com a situação, o pai tenta conquistá-lo com presentes. Nada funciona até que ele dá para o filho um livro de sua infância. Encantado com a história, Fernandinho decide que precisa de um avião para salvar o Capitão Tormenta – aviador personagem do livro, que está preso no Kamchatka.

    PONTO ZERO_ STIL/ Divulgação

    3 de outubro, terça-feira, 19h

    PONTO ZERO (Brasil, 2015, 88min). Direção de José Pedro Goulart, com Sandro Aliprandini, Patrícia Selonk, Eucir de Souza, Larissa Tavares. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Ênio tem quase quinze anos e precisa lidar com a chegada da vida adulta que se aproxima, enquanto tenta superar os traumas da infância, que incluíam acreditar em fantasmas, coisa que ele não faz há muito tempo. Na sua vida pessoal, age de ponte entre sua mãe, que acredita nesses espíritos, e seu pai, uma figura apática dentro de casa.

    4 de outubro quarta-feira, 19h

    RIFLE (Brasil, 2016, 88min). Direção de Davi Pretto, com Dione Avila de Oliveira, Andressa Nogueira Goularte, Elizabete Farinha Nogueira, Evaristo Pimentel Goulart. 12 anos. Drama.

    Sinopse: Dione é um jovem que vive com sua família isolados em uma região rural. A tranquilidade do local é abalada quando um rico proprietário tenta comprar a propriedade onde eles vivem. Dione resolve carregar consigo um rifle para defender seu território.

    5 de outubro, quinta-feira, 19h

    MULHER DO PAI (Brasil, 2016, 94min). Direção de Cristiane Oliveira. 12 anos. Drama.

    Sinopse: Ruben e Nalu moram no campo, perto da fronteira entre Brasil e Uruguai. Quando ele percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, uma perturbadora proximidade surge entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

    6 de outubro, sexta-feira, 19h

    CIDADES FANTASMAS (Brasil, 2017, 71min). Direção de Tyrell Spencer. 10 anos. Drama.

    Sinopse: Deserto chileno, Amazônia brasileira, Andes colombianos e Pampa argentino. Quatro destinos na América Latina são revisitados por meio de fragmentos de memórias, reconstruídas a partir de escombros. O filme percorre as cidades de Humberstone, no Chile, Fordlândia, no Brasil, Armero, na Colômbia e Epecuén, na Argentina.

    O caso do homem errado/ Divulgação

    7 de outubro, sábado, 19h

    O CASO DO HOMEM ERRADO (Brasil, 2017, 78min). Direção de Camila de Moraes. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Júlio César de Melo Pinto, o operário negro que foi executado em Porto Alegre pela Polícia Militar, nos anos 1980. A história do jovem é contada através de depoimentos como o de Ronaldo Bernardi, o fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido; o da viúva do operário, Juçara Pinto; e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil.

    8 de outubro, domingo, 19h

    BIO – CONSTRUINDO UMA VIDA (Brasil, 2017, 105min). Direção de Carlos Gerbase, com Maria Fernanda Cândido, Maitê Proença, Sheron Menezzes, Werner Schunneman. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Nascido em 1959 e morto em 2070, um homem tem uma patologia especial que não o permite mentir. Depois de sua morte, amigos e membros de sua família se reúnem para relembrar acontecimentos especiais pelos quais passaram juntos e que montam um interessante retrato da biografia do rapaz.

    10 de outubro, terça-feira, 19h

    YONLU (Brasil, 2017, 88min). Direção de Hique Montanari, com Thalles Cabral, Nelson Diniz, Lorena Lorenzo. 16 anos. Drama.

    Sinopse: Vinícius Gageiro, mais conhecido como Yonlu, é um jovem poeta, músico e desenhista, fluente em quatro idiomas. Apesar de talentoso, ele decidiu dar fim à sua vida depois de ingressar em uma comunidade virtual de assistência para potenciais suicidas.

    11 de outubro, quarta-feira, 19h

    TINTA BRUTA (Brasil, 2018, 118min). Direção de Filipe Matzembacher, Marcio Reolon, com Shico Menegat, Bruno Fernandes, Guega Peixoto. 14 anos. Drama.

    Sinopse: O jovem Pedro tenta sobreviver a um processo criminal ao mesmo tempo em que precisa lidar com a mudança da irmã, sua única amiga. Sob o codinome GarotoNeon, Pedro se apresenta no escuro do seu quarto para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. Com o corpo coberto de tinta, ele faz apresentações eróticas na frente da webcam. Ao descobrir que outro rapaz de sua cidade está copiando sua técnica, Pedro decide ir atrás dele.

    12 de outubro, quinta-feira, 19h

    CIDADE DOS PIRATAS (Brasil, 2018, 84min). Direção de Otto Guerra, Marco Arruda, com Matheus Nachtergaele, Marco Ricca, Marcos Contreras. 16 anos. Drama.

    Sinopse: Um diretor de cinema enfrenta uma situação complexa no meio da produção de seu longa-metragem: a autora de “Os Piratas do Tietê” começa a rejeitar os personagens quando o enredo está praticamente pronto. Para tentar salvar o filme, ele decide contar a sua história e realidade e ficção se misturam em um caótico labirinto.

    13 de outubro, sexta-feira, 19h

    A CABEÇA DE GUMERCINDO SARAIVA (Brasil, 2018, 95min). Direção de Tabajara Ruas, com Murilo Rosa, Leonardo Machado, Sirmar Antunes. 12 anos. Drama.

    Sinopse: Em 1895, no final da Revolução Federalista, o capitão rebelde Francisco Saraiva e cinco cavaleiros cruzam o sul do Brasil em uma exasperante caçada para resgatar a cabeça de Gumercindo Saraiva, cortada pelos legalistas e levada à capital pelo major Ramiro de Oliveira e dois ajudantes.

    PRIMAVERA GAÚCHA – Mostra de cinema

    De 21 de setembro a 13 de outubro, sempre às 19h

    Sala Eduardo Hirtz, da Cinemateca Paulo Amorim

    Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736. Centro Histórico

    Entrada franca

    *Com assessoria de Comunicação/Sedac

  • A Clarice Lispector na pintura  de Graça Craidy, em exposição em São Paulo

    A Clarice Lispector na pintura de Graça Craidy, em exposição em São Paulo

    No momento em que o primeiro livro de Clarice Lispector – Perto do coração selvagem -, completa 80 anos de seu lançamento, a escritora brasileira mais traduzida no mundo é homenageada pela artista visual gaúcha Graça Craidy em São Paulo.

    Graça abriu na última terça-feira (12/09), na Galeria Central do Conjunto Nacional (Av. Paulista 2073), a exposição “Clarices”, composta por 19 retratos que pintou da homenageada em diferentes técnicas e com inspiração expressionista. A visitação vai até 10 de outubro, com entrada franca. Pelo local – o primeiro centro comercial da cidade de São Paulo – passam cerca de 15 mil pessoas por dia. O fluxo favorece o objetivo da exposição, que é tornar a obra da autora mais popular e lida pelos jovens, principalmente.

    “Acho que a exposição está cumprindo o objetivo de trazer para mais perto das pessoas aquela que com seus estranhamentos e epifanias é a maior escritora brasileira modernista. Embora Clarice Lispector tenha partido há 46 anos (morreu de câncer, aos 57 anos, em 1977, no Rio de Janeiro), sua prosa se faz muito necessária neste momento histórico de vazio existencial e da valorização equivocada do aparente e do fútil”, diz a artista, que tem atelier e vive em Porto Alegre.
    Clarice nasceu na Ucrânia em uma família que precisou fugir da perseguição aos judeus. Ela chegou ainda bebê ao Brasil com os pais Pinkouss e Mania e as irmãs Tania e Elisa.  Inicialmente, eles moraram em Maceió, a seguir se mudaram para Recife e por fim para o Rio de Janeiro, onde Clarice se naturalizou brasileira no mesmo ano do lançamento de seu primeiro (e premiado) livro, dando início a uma carreira literária que impactou a crítica e arrebatou os leitores.

    O livro de estreia de Clarice saiu pela editora A Noite, ligada ao jornal A Noite, no qual a escritora trabalhava à época. O jornal A Noite foi fundado em 1911 por Irineu Marinho, que em 1925 criou O Globo. Após a morte de Irineu, coube a seu filho Roberto Marinho, jornalista e empresário, conduzir o jornal, embrião do atual Grupo Globo.
    A mostra de Graça Craidy já foi vista em Porto Alegre, entre outubro e dezembro do ano passado, e, neste 2023, no Rio de Janeiro, Niterói e Brasília, sempre em espaços culturais dos Correios. A atual montagem, na maior cidade do Brasil, ganha valor simbólico mais elevado por coincidir com os 80 anos do primeiro livro de Clarice, o romance lançado no segundo semestre de 1943.

    *Com Assessoria de Comunicação

    Fotos: Divulgação / Carlos Souza.

  • “Meio Fio – Vida De Cadeirante”, do fotógrafo Jorge Aguiar, em exposição no Centro Cultural da UFRGS

    “Meio Fio – Vida De Cadeirante”, do fotógrafo Jorge Aguiar, em exposição no Centro Cultural da UFRGS

     

    O Centro Cultural da UFRGS, juntamente com o  foto documentarista Jorge Aguiar, apresenta a exposição Meio Fio Vida De Cadeirante. Setembro Verde é o mês dedicado à conscientização sobre a importância da inclusão social de pessoas com deficiência, e o tema desta exposição é uma reflexão profunda sobre essa questão, capturada pelas lentes do fotógrafo Jorge Aguiar.

    Foto. Jorge Aguiar/ Divulgação

    A exposição/instalação Meio Fio Vida De Cadeirante conta com 20 imagens impressas em tecido Voil,
    cada uma narrando uma história poética de fragmentos da vida de homens e mulheres que, apesar de
    enfrentarem múltiplas formas de violência e preconceito, encontram na falta de oportunidades e na
    intolerância a força para lutar e resistir, mesmo diante da ausência das acessibilidades básicas.

    Foto: Jorge Aguiar/ Divulgação

    Ao longo de sua jornada pessoal, Jorge Aguiar dedica-se a explorar os aspectos humanos e suas
    diversas facetas. Essa percepção só se manifesta nas imagens apresentadas por este profissional, que
    utiliza a fotografia como sua ferramenta técnica e a luz como sua linguagem de expressão.

    Jorge diz: “esperamos que esta exposição inspire a reflexão e ações que promovam uma sociedade mais inclusiva e igualitária para todos. Junte-se a nós para celebrar a diversidade, o respeito e a inclusão das pessoas
    com deficiência.”

    Foto: Jorge Aguiar/ Divulgação

    Sobre Jorge Aguiar

    Fotojornalista há 50 anos, Jorge Aguiar trabalhou no Jornal do Comércio e no extinto jornal Diário de
    Notícias. Participou de exposições internacionais na Espanha, França, Portugal, Japão e Iraque. É
    fundador do Projeto Luz Reveladora Photo da Lata, e do Coletivo Click da Kombi e Ponto de Memória
    (Escola de fotografia Itinerante), instituição que ensina oficinas de pinhole a jovens e adultos em áreas
    de vulnerabilidade social. Ganhador do prêmio Direitos Humanos da UNESCO em 2003 como melhor
    projeto de divulgação dos direitos humanos no RS.

    Serviço:

    Exposição/Instalação: “ Meio Fio Vida de Cadeirante”

    Abertura: 12/09/23

    Horario:18h

    Visitação: 12/09 até 29/09

    Onde: Rua Engenheiro Luiz Englert, 333, Bairro Farroupilha, Campus Centro, Porto Alegre-RS

    Curadoria: Paulo Leonidas e Jorge Aguiar

    Produção: Isabel Meireles

    Realização: Coletivo Ponto de Memória Click da Kombi

    *Com Assessoria de Comunicação

  • O “Duplo Solo”, em grandes dimensões, de Lesiane Lazzarotti e de Luiz Badia, no Espaço Cultural Correios

    O “Duplo Solo”, em grandes dimensões, de Lesiane Lazzarotti e de Luiz Badia, no Espaço Cultural Correios

    A arte vibrante e visceral de Lesiane Lazzarotti encontra o expressionismo lúdico de Luiz Badia em Duplo Solo, exposição que terá vernissage no sábado, 9 de setembro, das 14h às 17h, no Espaço Cultural Correios. A mostra apresenta 25 obras de grandes dimensões que retratam a força da natureza e das mulheres, em diferentes formas de expressão. As produções poderão ser conferidas até 14 de outubro, com visitação de terça a sábado, das 10h às 17h.

    Mudanças – Obra de Lesiane Lazzarotti/ Divulgação

    Lesiane apresenta uma série de pinturas de árvores com uma grande familiaridade com emoções e momentos do cotidiano. Suas raízes, caules e troncos, que se entrelaçam, se conectam, trazem muitas histórias. São seres em evolução, como os seres humanos. Seus movimentos são diversos, no subsolo e suas raízes se comunicam com outras árvores e se deleitam com seus segredos.

    Mar de Tubarões – Obra de Luiz Badia/ Divulgação

    Já Luiz Badia traz uma série de pinturas em grandes dimensões que apresentam a mulher como tema, enfatizando seu empoderamento de uma forma lúdica, por meio de um estilo que combina Pop Art e expressionismo. São mulheres cheias de força e glamour. São personagens com coragem de enfrentar adversidades. E essas características são apresentadas com muito humor e cor, que deixam o tema lúdico e alegre.

    China Girl – Obra de Luiz Badia/ Divulgação

    As duas individuais que formam a exposição Duplo Solo pretendem mostrar com pintura um panorama do imaginário desses dois artistas, que, embora diferentes, estão conectados com o prazer de expressar a alma através da arte.

    Metamorfose – Obra de Lesiane Lazzarotti/Divukgação

    Os artistas

    Lesiane Lazzarotti é natural de Canoas, mas cidadã do mundo. Atualmente radicada no Rio de Janeiro, a artista gaúcha começou sua carreira na arte com uma exposição em Cuba e já expôs no Carrousel du Louvre em Paris e na sede da ONU, em Nova York. Com uma forte atuação social, em comunidades da África e do Brasil, Lesiane é membro da Academia Brasileira de Belas Artes desde 2019.

    Os artistas Lesiane Lazzarotti e Luiz Badia Foto:- Tatiana Csordas/ Divulgação

    Luiz Badia nasceu no Rio de Janeiro, em 1966. Na sua formação, passou pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, pelo Museu de Arte Moderna (MAM) e pela Escola Superior de Belas artes de Lisboa, entre outros. Tem uma vasta trajetória com exposições individuais, coletivas como artista e como curador. Com trajetória internacional, suas obras já estiveram presentes em exposições em Portugal, França, Estados Unidos, Colômbia e Chile.

    Serviço:

    Exposição Duplo Solo

    Abertura: 9 de setembro (sábado), das 14h às 17h.
    Visitação: até 14 de outubro – terça a sábado, das 10h às 17h.
    Local: Espaço Cultural Correios
    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre
    Entrada Franca

  • Martinho da Vila mostra o “Concerto Negra Ópera” e recebe homenagem da PUCRS

    Martinho da Vila mostra o “Concerto Negra Ópera” e recebe homenagem da PUCRS

    Em novembro, artista traz a Porto Alegre o Concerto Negra Ópera e recebe a Honraria Mérito Especial

    Martinho da Vila atua há mais de 50 anos no fortalecimento da cultura nacional, abraçando causas e temáticas sociais e fazendo música para todo mundo cantar, dançar e sambar. A honraria Mérito Cultural, que simboliza o reconhecimento da instituição a uma personalidade do meio artístico, será entregue em um show especial realizado em meio às comemorações de 75 anos da PUCRS, no dia 22 de novembro (quarta-feira), às 21h, no Salão de Atos Ir. Norberto Rauch.

    Os ingressos já podem ser adquiridos no site e aplicativo Guichê Web ou no Campus da PUCRS (Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 15, Saguão do Living 360º, em frente à PUCRS Store), de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 19h.

    O Concerto Negra Ópera, inspirado no álbum que Martinho da Vila lançou em maio deste ano, promove a união de música popular e erudita, com referências da cultura afro-brasileira e tratamento orquestral ao repertório. É baseado no livro Ópera Negra, escrito pelo artista a partir da obra Pelléas et Mélisande, de Debussy. Em estrutura, o show se assemelha a uma ópera: apresenta abertura instrumental e divisão em três atos. As músicas abordam questões como a negritude, os conflitos da vida na favela, as rodas de capoeira e os pontos de umbanda e candomblé.

    A cada ano, o Mérito Cultural PUCRS é atribuído a uma personalidade do meio artístico cuja carreira seja marcada pela defesa da cultura enquanto instrumento de humanização e educação. O Mérito já homenageou Fernanda Montenegro (2018), Maria Bethânia (2019), Lima Duarte (2020), Alcione (2021) e Alceu Valença (2022).

    Fotografia: Leo Aversa/Divulgação

    No compasso do samba

    Martinho da Vila nasceu em Duas Barras, no Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 1938. A partir de 1965, passou a se dedicar de corpo e alma à Escola de Samba Unidos de Vila Isabel: compôs grande parte dos sambas-enredo consagrados e colaborou para a criação de temas de inúmeros desfiles. Surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, quando apresentou o partido alto Menina Moça. No ano seguinte, na quarta edição do mesmo festival, lançou seu primeiro sucesso, o clássico Casa de Bamba, seguido de O Pequeno Burguês.

    Nacionalmente conhecido como sambista, o artista é um legítimo representante da Música Popular Brasileira (MPB), com várias composições gravadas por cantores e cantoras de diversas vertentes musicais. Ao longo de sua trajetória, lançou mais de 20 livros, ultrapassou o marco de 50 álbuns e acumulou inúmeros prêmios e títulos, entre os quais figura agora o Mérito Cultural PUCRS 2023.

    Serviço:

    O quê: Mérito Cultural | Martinho da Vila: Concerto Negra Ópera

    Data: 22 de novembro (quarta-feira)

    Horário: 21h

    Local: Salão de Atos da PUCRS

    Ingressos: Site e aplicativo Guichê Web ou no Campus da PUCRS (Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 15, Saguão do Living 360º, em frente à PUCRS Store), de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 19h.

  • “Meu coração sempre me avisa”,  uma homenagem de João Maldonado aos 65 anos da Bossa Nova,

    “Meu coração sempre me avisa”, uma homenagem de João Maldonado aos 65 anos da Bossa Nova,

    A música, será lançada no dia 1º de setembro  nesta sexta-feira em todas as plataformas de streaming, conta com as participações de Roberto Menescal, da jovem cantautora Analu Sampaio e do baterista Paulo Braga, que também faz parta da história da Bossa Nova. Completam o time o baixista Luciano Albo e o flautista Franco Salvadoretti.

    “Meu coração sempre me avisa” estará também no próximo álbum de Maldonado em homenagem à Bossa Nova, previsto para o final do ano, trazendo diversos convidados para esta celebração, como Quarteto do Rio – cantando música de João Maldonado e Paulo Mello (baixista do Taranatiriça) e Antonio Villeroy – interpretando uma de suas canções nunca gravadas –. O single enfatiza os artistas que iniciaram o movimento e faz citações que ativam a memória afetiva e remetem aos seus maiores clássicos. Tudo veio despretensiosamente.

    Maldonado e Analu Sampaio. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    Canto suave

    A batida do violão de João Gilberto aliado a um canto suave marcou o surgimento da Bossa Nova, que, em 2023, completa 65 anos. A data, não por acaso, marca o aniversário de Tom Jobim.

    Passadas seis décadas, a Bossa ainda encanta plateias, até muito mais no exterior que no Brasil. “De Frank Sinatra a Billie Eilish, centenas de compositores e intérpretes foram conquistados pelas harmonias sofisticadas e pela sutileza interpretativa características do gênero que, há muito tempo, já conquistou o seu lugar definitivo no mundo e levou a música brasileira a um patamar que nunca havia sido alcançado”, diz a escritora Bruna Ramos da Fonte, autora do livro Essa Tal de Bossa Nova.

    Musicalmente, a Bossa Nova traz o samba em seu DNA. Outros estilos foram se encaixando no estilo, entre eles o cool jazz do trompetista Chet Baker, a guitarra limpa e suave de Barney Kessel e as criações de impressionistas franceses, como Debussy e Ravel, sem falar na influência vocal de Frank Sinatra, Julie London e Ella Fitzgerald.

    O pianista e compositor João Maldonado. Foto: Alex Vitola/ Divulgação

    Batida do violão

    “Trouxemos para o movimento três coisas básicas: novas harmonias mais elaboradas, novas letras de música calcadas, principalmente, em coisas pra cima, esperançosas, evitando sempre aqueles lamentos dos sambas-canção, e, por fim, as batidas do violão que a gente fazia e não ficava feliz até que João Gilberto trouxe a dele e tudo arredondou”, resume Roberto Menescal, um dos pais da Bossa Nova e que participa do novo single do pianista João Maldonado, “Meu coração sempre me avisa”.

    João Maldonado – Foto Marcelo Nunes/ Divulgação

    “‘Meu coração sempre me avisa’ surgiu em 2021, literalmente, de um sonho que tive. Acordei de madrugada com a letra toda na cabeça para escrever e gravar. Ela ficou guardada este tempo para ser maturada e aguardar o momento certo e as pessoas certas para gravarem. Tudo se consolidou justamente no ano em que a Bossa Nova celebra 65 anos”, conta Maldonado.

    FICHA TÉCNICA
    MEU CORAÇÃO SEMPRE ME AVISA
    João Maldonado: composição, letra, música, piano, voz e arranjos
    Analu Sampaio: voz
    Roberto Menescal: violão
    Paulinho Braga: bateria
    Luciano Albo: baixo e arranjos
    Franco Salvadoretti: Flauta

    Estúdio Soma (Porto Alegre): Juliano Maffessoni
    Estúdio Marini (Rio de Janeiro): Mauro Araújo
    Estúdio La Maison (Rio de Janeiro): Didier Fernan
    Estúdio Cegonha (Porto Alegre) | Engenheiro de som, mixagem e masterização: Luciano Albo

    Selo: Loop Discos
    Com informações sobre a Bossa Nova no site da Abramus, com texto de Sérgio Martins: https://www.abramus.org.br/noticias/20578/bossa-nova-65-anos-e-cada-vez-mais-jovem/

  • Helena Terra autografa “Os dias de sempre”, no projeto Tardes Literárias nos Museus

    Helena Terra autografa “Os dias de sempre”, no projeto Tardes Literárias nos Museus

     

    A escritora gaúcha Helena Terra mergulha em sua alma, nas suas origens e expõe as raízes de uma sociedade que ainda não superou a herança escravocrata. “Os dias de sempre” é o terceiro romance da autora que exibe uma escrita profunda, envolvente e combativa. O lançamento será no sábado, 2 de setembro, das 15h às 18h. O evento marca também a estreia do projeto Tardes Literárias nos Museus, com sessões de autógrafos, saraus, cursos, leituras e debates, em uma parceria da escritora Helena Terra, com Roberto Prym, da editora Bestiário.

    O escritor Luiz Ruffato, que assina a orelha da obra, revela um pouco do que o leitor vai encontrar em “Os dias de sempre”: “Com personagens desenhados com mão firme, complexos e profundos, Helena Terra lança luz, com maestria, sobre um recôndito raras vezes frequentado pela literatura, o das obscuras relações entre os que servem e os que são servidos dentro de uma sociedade desigual e desumana como a brasileira.”

    No fluxo de consciência de Helena cabem suas memórias e as lembranças de um Brasil que até há pouco tempo normalizava a prática de presentear famílias abastadas com suas meninas. “O foco principal é a busca desesperada de Mariana por um leito de hospital para Nena, uma mulher que, ‘aos treze anos, com um buquezinho de flores na mão e uma trouxinha de pertences’, foi entregue à sua família para cuidar da casa”, pontua Ruffato.

    Na obra também há espaço para a crítica ao patriarcado e para a busca de reparação de um passado que não é só de sua família, mas de toda a sociedade. A reflexão, no entanto, não é panfletária, mas intimista, como que confessando baixinho o diário de fatos e de sentimentos de diversos capítulos de sua história.

    A escritora Helena Terra – Acervo Pessoal/ Divulgação

    Helena Terra nasceu em Vacaria, no interior do Rio Grande do Sul. É jornalista, formada pela Famecos-PUC/RS, editora e coordenadora do Clube de Leitura e Escrita “A palavra tem nome de mulher”, que incentiva a leitura na Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre.  É coautora da novela “Bem que eu gostaria de saber o que é o amor” (Bestiário, 2020) e autora dos romances “A condição indestrutível de ter sido” (Dublinense, 2013) e “Bonequinha de Luxo” (Diadorim, 2020). “Os dias de sempre” é seu terceiro romance.

    Helena é ainda conselheira e vice-presidente da Associação Literatura Livre, do Rio de Janeiro, e faz parte do grupo de jornalistas e escritores que criou a Besouros Abstêmios, também no Rio de Janeiro. Todos os livros da editora têm parte de suas tiragens direcionada para projetos de inclusão pela leitura. Em Porto Alegre, a autora fundou, em julho deste ano, a Peripécia Editora, com dois focos: o Selo Primeiros Livros, para resgatar as publicações de estreia de diversos autores, com lançamento exclusivo em formato ebook, e a publicação física de livros de literatura contemporânea produzidos por escritores e escritoras da região Sul. Na Peripécia, Helena conta com a parceria da editora Ana Cecília Romeu, da Camino Editorial, para as publicações de obras escritas por mulheres.

    Lançamento: Tardes Literárias nos Museus
    Livro: “Os dias de sempre”, Helena Terra
    Páginas: 184
    Editora: Besouros Abstêmios
    Valor: R$ 67,00
    Local: Café do Margs – Praça da Alfândega, s/n – Centro Histórico – Porto Alegre
    Data: 2 de setembro

  • “Nós” celebra 20 anos de carreira do diretor Everson Silva, com 40 atores no palco

    “Nós” celebra 20 anos de carreira do diretor Everson Silva, com 40 atores no palco

     

    A Nós – Cia. de Teatro apresenta a performance teatral Nós, que celebra os 20 anos de carreira do diretor Everson Silva. As sessões acontecem no Teatro Renascença (Centro Municipal de Cultura – Av. Érico Veríssimo, 307), nos dias 1, 2 e 3 de setembro, sempre às 20h, reunindo cerca de 40 artistas em cena. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla e custam R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada).

    Foto: Fábio Zambom/ Divulgação

    O espetáculo se propõe a pulsar e revisitar – através das múltiplas veias artísticas – memórias, sentimentos e emoções, reconhecendo a arte que habita os corpos do elenco (através da dança, do teatro, da poesia e da música) que se transformam em acontecimentos e situações comuns da vida em sociedade. Nesse lugar que dá origem à uma metáfora sobre o que é estarmos juntos novamente – após o período de isolamento pandêmico –, o grupo vivencia a experiência do que é “vivermos entre nós”. O cenário do espetáculo é o corpo do grande grupo.

    Foto; Fábio Zambom/ Divulgação

    A partir daí, acontecem encontros e desencontros que se transformam em cenas intercaladas e fragmentadas, representadas nos corpos e vozes do elenco. A cada apresentação, a performance contará com a presença de um artista convidado, a exemplo do encenador Sandro Marques, da Cambada de Teatro em Ação Levanta Favela; e dos atores Jairo Klein e Henri Iunes.

    Relação de amor

    Nós me possibilita resgatar uma relação de amor com o fazer teatral e me aproximar da alma das pessoas”, afirma o diretor, ao descrever o encontro cênico com estes artistas de diversas vertentes e que fizeram parte, em algum momento, de sua trajetória de duas décadas na profissão. “Essa montagem é como um pulsar de vida, uma celebração do encontro entre pessoas que – em cena – se relacionam através de seus distintos materiais e experiências artísticas, me permitindo o exercício da direção cênica.”

    Foto: Fábio Zambom/ Divulgação

    Ainda de acordo com Everson Silva, Nós busca mais que proporcionar uma experiência viva de troca artística. “Propõe que a plateia se sinta inspirada e alimentada pela arte, que se apresenta através da performance teatral.” A obra é composta por 27 cenas.

    A companhia teatral contou com uma série de apoios para realizar os ensaios desta performance, que é a vigésima obra assinada por Everson Silva. Esses encontros começaram em janeiro e aconteceram, principalmente, na Casa de Cultura Mário Quintana, mas também nas sedes da Terreira da Tribo, do Espaço Dobra e da Usina das Artes. O grupo realizou, recentemente, a pré-estreia do espetáculo no Teatro Sesc Canoas; e, em seguida, um sarau performático, com cenas da montagem, no Café La Faísca. A estreia de Nós ocorreu no início de agosto, no Espaço La Photo.

    Ficha técnica:

    • Direção/criação: Everson da Silva
    • Texto e dramaturgia: Nós Cia. de Teatro com citações de Caio Fernando Abreu, Ana Martins Marques, Paul Éluard, Canción de Cuna – Miguel Poveda, Augusto Branco.
    • Roteiro: Everson da Silva, Liz de Bortolli, Ana Rodrigues.
    • Roteiro adaptado: Rosemar Silva da Silva.
    • Elenco: Adriana Lampert, Zé Passos, Cláudia Canedo, Kacau Soares, Ana Rodrigues, Vanessa Ivanoff, Amanda Hamermuller, Giulliano Pacheco, Aline Callegaro, Letícia Virtuoso, Leonardo Maya, Danielle Quintana, Silvana da Costa Alves, Ivan Nunes, Caroline Pinheiro, André dos Santos, Thali Bartikoski, Débora Berengan, Eduardo Engers, Elisiane Machado, Maiara Velho, Gabriela Tarouco, Monise Serpa, Naju Moraes, Taís Pagnussat, Laura Carvalho, Keila Reis, Júlia de Oliveira, Jho Balafa.
    • Produção: Kacau Soares.
    • Iluminação:  Veridiana Matias
    • Operador de som: Pedro De Camillis
    • Fotos: Fábio Zambom

     

    Serviço:

    Espetáculo: Nós – Performance teatral

    (Gênero: dança, teatro, música, poesia)

    • Data: dias 1, 2 e 3 de setembro
    • Horário: 20h
    • Local: Teatro Renascença (Centro Municipal de Cultura – Av. Érico Veríssimo, 307)
    • Duração: 60min.
    • Classificação Etária: 16 anos.
    • Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada)
  • Tabajara Ruas escolhido o patrono da 69ª Feira do Livro de Porto Alegre

    Tabajara Ruas escolhido o patrono da 69ª Feira do Livro de Porto Alegre

    No dia do seu aniversário, completou 81 anos nessa quinta-feira, o escritor e cineasta Tabajara Ruas foi anunciado o patrono da 69ª Feira do Livro de Porto Alegre, que acontecerá de 27 de outubro a 15 de novembro, na Praça da Alfândega. A escolha da Câmara Rio-Grandense do Livro aconteceu em coletiva de imprensa. Apesar de ter formação como arquiteto, o profissional ficou mais conhecido pela produção na Literatura e no Cinema.

    Ao todo, são 11 livros publicados no Brasil e traduzidos em 10 países. Entre eles, ‘A região submersa’ (1978), ‘Netto perde sua alma’ (1995), ‘O Fascínio’ (1997) e ‘Detetive Sentimental’ (2008). O autor ainda publicou as obras infanto-juvenis, como a trilogia ‘Diogo e Diana’, escrita em parceria com Nei Duclós, e as novelas ‘Gumercindo’ e ‘Minuano’ – que recebeu o ‘Troféu Açorianos’ de Melhor Obra Juvenil, em 2014.

     Atuando com o audiovisual desde 1978, como diretor, roteirista e produtor, ele adaptou, junto de o cineasta Beto Souza a obra ‘Netto perde sua alma’, em 2001, que recebeu no Festival de Cinema de Gramado o Kikito de Melhor Filme. ‘Anahy de las Misiones’ e ‘O Tempo e o Vento’ também recebem a sua assinatura. Assim como o documentário longa-metragem ‘Brizola – Tempos de Luta’ e ‘Os Senhores da Guerra’ – que recebeu o Prêmio Especial do Júri e de melhor Atriz Coadjuvante.

     Tabajara Ruas disse que “é o sonho de todo escritor gaúcho ser patrono da Feira do Livro e eu não sou diferente. Faremos um bom trabalho nesta feira no sentido de promover o livro, atrair leitores, principalmente a juventude”, explicou. Para o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Maximiliano Ledur, a escolha é uma homenagem ao escritor que ajuda a formar a identidade gaúcha. “É uma grande honra poder reconhecer na Feira do Livro esse autor que é um dos pilares da literatura e cultura brasileira, que traz em suas obras o amor e o carinho pelo nosso Estado.”

    Quem é o patrono

    Nascido em Uruguaiana, em 1942, Marcelino Tabajara Gutierrez Ruas estudou Arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e Cinema na High School de Vejle, na Dinamarca. Entre as distinções recebidas estão a ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, no grau de Comendador; a Medalha da Vitória do Ministério da Defesa; o ‘Prêmio Erico Verissimo’; a Medalha do Mérito Farroupilha; o Troféu Guri; e o título de cidadão de Porto Alegre. Em 2020, foi agraciado com o Troféu Escritor do Ano do ‘Prêmio Academia Rio-Grandense de Letras’.