Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • MDHC seleciona projetos que valorizam ancestralidade e memória de pessoas idosas em comunidades tradicionais

    MDHC seleciona projetos que valorizam ancestralidade e memória de pessoas idosas em comunidades tradicionais

    O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) está selecionando projetos que atuam pela valorização das pessoas idosas em comunidades tradicionais. A previsão é de que sejam selecionadas até cinco propostas ligadas aos eixos de cultura e economia sustentável, enviadas por Organizações da Sociedade Civil (OSC) até o prazo de 10 de dezembro deste ano. A realização deste chamamento público é promovida pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do MDHC.

    Na área da cultura, os projetos devem promover e valorizar a memória, oralidade e ancestralidade de Pessoas Idosas de Povos e Comunidades Tradicionais. Poderão ser inscritos de projetos que trabalhem com registro, manutenção e promoção da cultura através de produtos audiovisuais, livros, biografias, estruturação de museus locais, oficinas de capacitação e de divulgação de tradições, exposições, entre outras possibilidades, vinculadas a temas como artesanato, música, lazer, culinária e práticas tradicionais de saúde (parteiras, benzedeiras, erveiras, rezadeiras), dentre outros.

    No âmbito da economia sustentável poderão ser contemplados projetos que viabilizem a inclusão produtiva com a promoção de tecnologias sustentáveis, valorizando recursos naturais locais, as práticas e saberes das pessoas idosas de Povos e Comunidades Tradicionais. As propostas podem abordar estruturação de espaços para promoção da economia sustentável que contemplem a participação de pessoas idosas e projetos autossustentáveis que utilizem recursos naturais de forma não predatória, reduzindo danos ao ecossistema/biodiversidade e respeitando o ciclo de recomposição dos recursos renováveis dos Territórios Tradicionais

    De acordo com o edital, o valor de referência para as propostas é de até R$ 150 mil. Após a seleção, as entidades assinarão termo de fomento junto ao MDHC. A expectativa é de que o resultado seja publicado até 28 de dezembro.

    São oficialmente considerados como sendo Povos e Comunidades Tradicionais: Andirobeiras; Apanhadores de Sempre-vivas; Caatingueiros; Caiçaras; Castanheiras; Catadores de Mangaba; Ciganos; Cipozeiros; Extrativistas; Faxinalenses; Fundo e Fecho de Pasto; Geraizeiros; Ilhéus; Indígenas; Isqueiros; Morroquianos; Pantaneiros; Pescadores Artesanais; Piaçabeiros; Pomeranos; Povos de Terreiro; Quebradeiras de Coco Babaçu; Quilombolas; Retireiros; Ribeirinhos; Seringueiros; Vazanteiros e Veredeiros.

    Acesse a íntegra do Edital de Chamamento Público neste link 

    Para participar da seleção, as entidades devem estar habilitada na Plataforma Transferegov.br, disponível neste link, declarar ciência e concordância com o Edital e anexos, e apresentar proposta na Plataforma Transferegov.br com preenchimento completo das abas “Dados da Proposta” e “Plano de Trabalho”.

  • É o Schaan, agora em romance ecológico

    É o Schaan, agora em romance ecológico

    Geraldo Hasse

    Eis um livro surpreendente. Começa com a capa – tomada pela cabeça negra de uma jaguaruna (cujo desenho não tem autor identificado nos créditos) –, segue com a orelha assinada pelo escritor Luiz Antonio de Assis Brasil afirmando tratar-se, este romance, de uma obra-prima da
    literatura regional e, logo depois, vem o preâmbulo do
    jornalista-historiador Juremir Machado da Silva dizendo que o leitor encontra neste livro “um rio caudaloso, selva de imagens, (…), enchente de metáforas”.
    O que dizer mais?

    Felizmente, logo no início, o autor Roberto Schaan Ferreira (que não é um estreante, em 2011 ganhou o Açorianos de Narrativa Longa com o romance Por que os Ponchos são Negros) dá uma pista do caminho que vai trilhar. Caminho áspero, selvagem, violento, no qual a divindade se faz representar por um felino invisível. Na primeira de suas 270 páginas, Schaan faz referência ao espaço vasto e o tempo moroso. É seu modo denso de falar do pampa profundo, onde se cria gado sem cercas, graças a seres humanos que se movimentam no lombo de cavalos. Os fabulosos centauros da mitologia gaúcha…
    Como um esgrimista incansável, o ficcionista opera em alta voltagem. A tensão aparece logo na primeira frase do romance: “De repente o cavalo voltou a cabeça para a esquerda, orelhas tesas em direção ao mato”. Em outras palavras, seria o caso de dizer que alguma coisa acontece atrás das árvores, mas somente algumas páginas adiante o narrador voltará a esse episódio-chave. “Isso é onça”, diria um compositor caipira. Já temos leitura suficiente para concluir que o cavalo estava pressentindo o jaguar, ou a jaguaruna, que sempre andará por perto, mas sem mostrar.
    A narrativa é exuberante na descrição de detalhes da paisagem e dos procedimentos no trato com os animais, especialmente os cavalos. A gadaria pasta e os humanos se alimentam de carne bovina. Qualquer semelhança com a gastronomia gauchesca não será mera coincidência. Foi mais ou menos aqui que tudo começou.
    O cenário tem nome: Rincão do Inferno, nas cabeceiras do rio Camaquã.
    No romance não é citada nenhuma cidade, mas quem nasceu na metade sul do Rio Grande acaba percebendo que esse território fantástico fica entre Lavras do Sul, Jaguarão, Pinheiro Machado, Bagé e Piratini, a vila histórica escolhida pelo coronel Souza Netto para proclamar a república, à revelia dos companheiros entreverados em outros locais.
    O autor Roberto Schaan Ferreira nasceu em Passo Fundo mas na juventude campereou à larga no Rincão do Inferno, onde já havia ambientado seu primeiro romance (Por Que os Ponchos são Negros). Agora ele vai mais
    fundo e não parece fora de propósito dizer que Deus Estava Longe, a segunda narrativa longa, é um resgate sentimental de uma paisagem única, quase desconhecida da maioria dos sul-rio-grandenses.
    Leitura fácil como andar em cavalo manso. Por conhecer o terreno, Schaan viaja voluptuosamente para o passado. As terras e os animais têm donos, mas estes não aparecem, mal são nomeados em parágrafos passageiros. À medida que a leitura flui, vai ficando claro que os protagonistas dessa história são os trabalhadores que lutam para sobreviver nesse meio áspero, quase deserto: são capatazes, peões, posteiros, domadores, negros escravos, quilombolas e uma surpreendente índia charrua, que vive e procria com o fugitivo (negro) de uma estância. Nesse lugar não há soldados mas, de vez em quando, aparecem
    grupos de caçadores empenhados em aprisionar negros que fugiram de seus donos e se organizaram em quilombo. Sim, no Rincão do Inferno há pelo menos um quilombo cujos pioneiros, depois de um ano, decidem sair em busca de mulheres, sem as quais a vida transcorria sem graça. Não foi difícil raptar ou propiciar a fuga de algumas escravas sedentas de liberdade.
    O ano das ações iniciais é 1831, mas logo se vê que as datas não importam muito. De repente, os acontecimentos podem estar dentro do chamado período farroupilha, que começou em 1835 e continua até hoje, em eventos oficiais e programas de CTG. Mas para o final do livro, já se fala nos soldados imperiais comandados por um certo Barão até que se ouvem, mal e mal,  os ecos do massacre de Porongos.
    Mesmo com poucos e esquivos personagens, este livro apresenta maior riqueza de detalhes sobre o pampa do que o decantado Don Segundo Sombra, romance do argentino Ricardo Güiraldes sobre a vida campeira
    lançado em 1924 em Buenos Aires. Bueno que apareça no Rio Grande de hoje um escritor capaz de produzir relatos carregados de sentimento telúrico.
    Aos falar da potência das plantas, da força das águas e do poder dos ventos, além de outras minúcias da vida no campo, Schaan produziu um romance ecológico que nos remete a um das maiores obras da literatura brasileira. Quem se lembra do rio Urucuia citado intermitentemente no maior livro de Guimarães Rosa? É um rio pequeno consagrado por personagens que só andam a cavalo nas veredas dos sertões de Minas Gerais. Respeitemos o Camaquã, cujas águas nascidas numa serrania
    inóspita descem ao encontro da Grande Laguna, como Schaan chama a Lagoa dos Patos. É um rio pequeno, de uns 250 km, que ganhou uma nova dimensão graças a essa copiosa narrativa.
    Roberto Schaan Ferreira autografa Deus Estava Longe na praça de autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre, às 18h de terça-feira (14/11), o mesmo dia do massacre dos lanceiros negros no Cerro dos Porongos, em 1844.

  • Combo de arte gratuito ao público: uma ação do Instituto Zoravia Bettiol

    Combo de arte gratuito ao público: uma ação do Instituto Zoravia Bettiol

     O Instituto Zoravia Bettiol montou uma programação especial, com diferentes manifestações artísticas e culturais, para receber o público neste sábado (11/11), das 16h às 20h, na galeria da artista e no jardim que a ornamenta, na Rua Paradiso Biacchi, 109, Ipanema, zona sul de Porto Alegre.

    Prestes a completar 88 anos de idade e esbanjando energia criativa e determinação, Zoravia diz que o evento acontecerá “faça chuva ou faça sol”. A entrada é franca.

    A ocasião servirá também para dar visibilidade às atividades do instituto, congraçar os associados e captar novos sócios. Já dispondo da aprovação do projeto arquitetônico, a instituição agora busca recursos para viabilizar a revitalização de sua futura sede, a Casa dos Leões, na Rua dos Andradas, 507, cedida pela prefeitura e que abrigará o acervo de pinturas, gravuras, desenhos, arte têxtil, arte mural e instalações de Zoravia. Durante o evento, que a artista prefere classificar como “encontro com amigos”, ela estará à disposição para conversar e responder perguntas sobre o instituto.

    Coral da Procergs/Divulgação

    MÚLTIPLAS ATIVIDADES

    Quem usufruir da programação deste sábado poderá não só ver (e ouvir) arte como também fazer atividades artísticas. A presença do coletivo Urban Sketchers será um convite a todos que gostam de desenhar com liberdade da técnica e de acordo com a subjetividade de cada um. É só levar o material de sua preferência e se integrar ao grupo.

    Professora de Artes Elaine Veit / Divulgação

    Uma oficina de caleidociclo, um tipo de dobradura em papel, será ministrada pela professora Elaine Veit, artista visual graduada e licenciada pelo IA/UFRGS, especialista em Expressão Gráfica e em Educação Humanizadora, com 30 anos de experiência em sala de aula. A oficina Tetraedos em Movimento acontecerá das 16h30 às 17h20, com vagas para 10 jovens e adultos. As inscrições devem ser feitas até as 16h15. O material necessário é tesoura, canetas coloridas, cola bastão ou cola branca.

    A atriz Deborah Finocchiaro/ Divulgação

    As conhecidas atrizes da cena porto-alegrense Deborah Finocchiaro e Nora Prado declamarão poesias dos livros A Espessura da Vida, Alma das Flores e Afetos Flutuantes, de autoria de Nora, que falam sobre amor, tempo, memória, guerra e a finitude da vida. Haverá ainda apresentação do coral da Procergs, regido pelo maestro Manuel Abreu

    A atriz Nora Prado/ divulgação

    Na galeria, está aberta à visitação, até 30 de novembro, a mostra Ícones, Pinturas e Acervo de Artistas Brasileiros e Estrangeiros, de Zoravia.

    Outras atrações são os painéis interativos para fotos com Alice e a Rainha de Copas – obras de Zoravia -, banquinhas de venda de delícias e bebidas, loja de suvenires com produtos artísticos e livros do instituto.

    Em frente à galeria, há uma pracinha com parque de brinquedos para crianças, lugar tranquilo, seguro, com pouco trânsito e bastante espaço para estacionar sem custo.

    SERVIÇO

    O quê: Encontro no jardim – atividades culturais e artísticas

    Quando: sábado (11/11), das 16h às 20h

    Local: Galeria e Atelier da artista Zoravia Bettiol

    Endereço: Rua Paradiso Biacchi, 109, Ipanema, zona sul de Porto Alegre

    Entrada franca

    Fone: (51) 3354-2456

  • Schlee volta à Feira como personagem

    Schlee volta à Feira como personagem

    Cinco anos depois de viajar para o outro lado, o escritor Aldyr Garcia Schlee volta à Feira do Livro de Porto Alegre como personagem central de um livro escrito pelo fotojornalista  Luiz Carlos Vaz, seu mais constante parceiro entre 1973 e 2018. Notícias do Schlee, editado pela Ardotempo, é um carinhoso apanhado de crônicas, fotos e lembranças sobre o jaguarense que viveu a maior parte da vida em Pelotas, onde marcou época como jornalista, professor e escritor.

    Com autógrafos marcados para esta quarta-feira (8/11) às 19 horas, o lançamento de Notícias do Schlee” coincide com a última visita de Schlee a Porto Alegre, no dia 3 de novembro de 2018, quando autografou O Outro Lado – Noveleta Pueblera, seu último livro. De volta a Pelotas, precisou ser levado para o hospital. Debilitado por um câncer diagnosticado em 2011, morreu 12 dias depois, em pleno feriado da República.

    Nascido em 22 de novembro de 1934 em Jaguarão, Schlee era estudante de Direito e diagramador do Diário Popular quando ganhou em fins de 1953 o prêmio pelo desenho da nova camiseta da Seleção Brasileira de Futebol, a amarela consagrada como a “Canarinho”. Com apenas 19 anos, ele se tornou uma celebridade nos meios jornalísticos do Rio de Janeiro.

    De volta a Pelotas, passou dois anos desfrutando da fama de artista e negligenciando a vida estudantil. Ao se formar advogado em 1959, já estava apto a abraçar a carreira de professor. Primeiro lecionou Língua Portuguesa e Literatura, depois Direito Internacional Público.
    Paralelamente a essas funções públicas, dedicou-se ferrenhamente à escrita de artigos, crônicas, contos e romances. Sua obra é considerada um marco da literatura do pampa, bioma campestre compartilhado pelo Brasil, o Uruguai e a Argentina.

    Casado com a professora primária Marlene Rosenthal, Schlee teve três filhos: Aldyr,  nascido em 1960; Andrey, em 1963, e Sylvia, 1973, ano em que chegou de Bagé o fotógrafo Luiz Carlos Vaz, autor da primeira foto da caçula Sylvia. Aos 21 anos, Vaz sobrevivia até então como autor de pôsteres de crianças e teve a sorte de ser contratado para trabalhar como fotógrafo da incipiente seção de impressos da jovem Universidade Federal de Pelotas, fundada em 1969. O chefe era o professor Schlee, que estava sendo processado pela Justiça Militar (só seria absolvido na década seguinte). Desde então, os dois sempre trabalharam juntos, tanto que Vaz acabou se tornando “filho adotivo” do casal Schlee, história que nasceu de uma brincadeira de D. Marlene Rosenthal Schlee diante de um visitante algo cerimonioso.

    Os dois, Aldyr e Marlene, faziam sala para um repórter alemão que chegara sabendo tudo sobre o escritor, que se divertia com as perguntas do interrogador. Eis que adentra a sala, sem bater ou tocar a campainha, o Vaz, notório filho de Hulha Negra, ainda distrito de Bagé. Cumprimenta e vai para a cozinha, como se fosse da casa. O repórter quis saber quem era. Marlene brincou: “É filho de outro casamento…”

    O alemão se surpreendeu com a informação que não combinava com sua pesquisa prévia, e quis saber qual dos dois, Marlene ou Aldyr, era o autor do bendito fruto recém-chegado à residência. Os Schlee deram um pouco de corda no repórter antes de esclarecer que Vaz era de fato “filho de outro casamento”, mas era tão próximo que havia se tornado, na prática, um membro extra da família. De fato, ele sempre contou com o apoio dos Schlee no trabalho e nos estudos: além de se formar em Jornalismo, Vaz fez mestrado e doutorado em memória social; e ainda foi professor de comunicação e comentarista de rádio.

    Quando Schlee morreu, Vaz era visto naturalmente como a pessoa certa para escrever a biografia do velho amigo. Ele demorou alguns anos para  se convencer de que possui matéria-prima suficiente para honrar a memória do amigo e chefe. Esbanjando bom humor, lança agora Notícias do Schlee. São mais de 30 capítulos de lembranças. Portador de um arquivo imensurável, Vaz revela-se um ótimo cronista ao mostrar fragmentos da vida do profescritor jaguarpelotense. O livro tem prefácio assinado por Aldyr Rosenthal Schlee, o filho mais velho do personagem.

    Quem aprendeu a apreciar a figura de Schlee como pessoa e escritor tem nesse livro mais um motivo para recordá-lo em alto astral.

  • Seis motivos para ver o melhor da decoração gaúcha, na Mostra Elite Design

    Seis motivos para ver o melhor da decoração gaúcha, na Mostra Elite Design

     

    Até o dia 18 de novembro, o público pode visitar a 6ª edição da Mostra Elite Design, que apresenta as novidades em design, arquitetura e paisagismo. Ao caminhar pelos três mil m² do Clube de Regatas Guaíba Porto Alegre – GPA (Rua João Moreira Maciel, 470, 4º Distrito), os visitantes vão encontrando muito mais que os 33 lindos ambientes criados por 50 profissionais do decor.  Conheça 6 motivos para visitar a Mostra Elite Design:

    Foto: Douglas Rist – Dormitório do Jovem Aprumado/ Divulgação

    Por do sol

    O clube, localizado à beira do Guaíba, possui uma vista deslumbrante, digna de Cartão Postal. O entardecer é um presente para quem está na Mostra.

    – Inspiração – Visitando a mostra, o público pode se inspirar para decorar ou redecorar a casa ou escritório. É possível encontrar dormitórios de bebês, crianças, jovens e adultos – de todos os estilos-, bem como cozinhas, salas, banheiros, jardins, home-office  e espaços profissionais. Tendências em ambientes para cidade, campo e litoral.

    – Conexão – É possível conversar diretamente com os profissionais que criaram os espaços, e que normalmente recebem o público e explicam melhor sobre suas ideias.

    – Gastronomia – Entre um ambiente e outro, é possível fazer uma pausa para um café. A cafeteria serve doces, salgados e bebidas, quentes e frias.

    – SALE – Quem visitar a mostra, nestes últimos dias, poderá adquirir, com preços interessantes e com descontos, as novidades expostas em design de interiores e paisagismo.  São conceitos em mobílias, acessórios, materiais e iluminação.

    – Arte e Cultura – Peças de arte, como quadros de Miró e escultura de Pablo Picasso, podem ser apreciadas em ambientes da mostra. Bem como, a arte urbana (grafite).

    Foto: Elisa Gadret e Daniel Debiagi – Refúgio das Aliadas/ Divulgação

    BAILE DE MÁSCARAS

    No último dia do evento, 18 de novembro, a partir das 21h, ocorrerá o tradicional baile de Máscaras. A festa open bar e com coquetel tem ingressos a partir de R$ 190,00 (1º Lote até 10 de novembro). O segundo lote será de R$ 230,00 até o dia 17 de novembro. Ingressos podem ser adquiridos através do (51) 99980-3814.

     SEMANA ESPECIAL

    Na última semana da mostra, a visitação ocorrerá de quarta (16.11) a sábado (18.11), sempre das 15h às 20h30min. No sábado, dia 18, o fechamento ocorrerá às 20h.

    A 6ª edição, a Mostra Elite Design já tem o patrocínio das Tintas Renner by PPG, Lexxa Bagno, RV Decor e Vetrosul. O Fornecedor Oficial é EPSSUL – Painel Monolítico. As Seguradoras Oficiais são Icatu Seguros e Rio Grande Seguros. O merchandising fica por conta da Simonetto Móveis Planejados, Bella Decor House, Quatrun Lareiras, Difference, Invita, Acqualive, Pórtico Móveis Zona Sul e Bartz Móveis Planejados. Apoio institucional da AJE-Poa. A Mídia Partner é Antena 1 e HMidia. A curadoria é da ZA Zarpellon Araújo.

    SERVIÇO

     

    O QUE: Mostra Elite Design 2023 – 6ª Edição

    DATA: até 18 de novembro

    HORÁRIO: quinta-feira a domingo das 15h às 20h30min

    LOCAL: Clube de Regatas Guaíba Porto Alegre – GPA (Rua João Moreira Maciel, 470, 4º Distrito).

    INGRESSOS

    Acesso inteiro – R$ 70,00 – 50% de desconto para estudantes e sêniors

    – Durante todo o período da Mostra ficará aberta uma bilheteria no local à disposição do público visitante. Pagamento em cartão, dinheiro e PIX.

    .

     

     

  • Gumercindo Saraiva, o caudilho que perdeu a cabeça, chega à Feira do Livro em 3ª edição

    Gumercindo Saraiva, o caudilho que perdeu a cabeça, chega à Feira do Livro em 3ª edição

    Chegaram à feira do livro de Porto Alegre nesta sexta-feira os primeiros exemplares da terceira edição do livro “A Cabeça de Gumercindo Saraiva” , de Tabajara Ruas e Elmar Bones.

    O livro teve duas edições pela Record, esgotadas, e agora sai pela Editora JÁ.

    O texto é um ensaio jornalístico e literário  sobre o universo pastoril que forjou o Rio Grande do Sul, a partir de uma de suas figuras mais representativas: o caudilho Gumercindo Saraiva.

    Tabajara e Bones  percorreram os caminhos do caudilho, para buscar sua memórias, entender suas motivações, no contexto de uma economia assentada nas estâncias,  na criação e no comércio do boi.

    A dita economia pastoril, cujo pilar era  a propriedade da terra, sobre a qual se reproduzia o boi, fonte de toda a riqueza.

    Arquétipo desse mundo, Gumercindo teve sua cabeça cortada, para provar que ele era mortal. Ao cortar-lhe a cabeça, tornaram-no imortal. Criou-se uma lenda.

    A cabeça de Gumercindo Saraiva está à venda na Feira do Livro, na banca da ARI, na loja virtual da editora e na Amazon. Ou peça ao seu livreiro.

     

  • Com “Gestualle II” em exposição na Galeria Delphus, Marcelo Zanini celebra 60 anos

    Com “Gestualle II” em exposição na Galeria Delphus, Marcelo Zanini celebra 60 anos

    Médico renomado e reconhecido por suas obras de arte abstrata, Marcelo Zanini é o artista do mês de novembro na Delphus Galeria de Arte. Com curadoria de Paulo Amaral, ele inaugura a exposição Gestuale II, na segunda-feira, 06 de novembro, no espaço localizado na Av. Cristóvão Colombo, 1501, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A exposição marca também os 60 anos do artista, celebrados em 29 de novembro.

    Gestuale II fica na Delphus até o dia 6 de dezembro. A visitação pode ser realizada de segunda à sexta-feira das 9h às 18h45min e, aos sábados, das 9h às 13h. Entrada franca.

    Obra: Scirocco 100X100- 2023.

    “Essa exposição é uma extensão da recente e bem-sucedida mostra individual com 22 obras que o artista apresentou em setembro deste ano na Rodyner Gallery, em Cascais, Portugal”, conta o curador Paulo Amaral, que selecionou 12 obras de grandes dimensões para expor em Porto Alegre. Os quadros mesclam criações recentes do artista e produções históricas que marcam a trajetória de Zanini.

     Obra: Palla 180X160 -2023

    Paulo Amaral explica que o nome Gestuale II foi escolhido para essa exposição por ser um seguimento da recentemente realizada em Cascais e por denotar o amplo gesto que caracteriza as produções do artista. “Seu estilo revela o pintor intuitivo, de pinceladas gestuais fortes, harmônicas, ricas em volume e cores”, complementa.

    Obra ; Dantesco 150X140 – 2022.

    Marcelo Zanini mergulhou na pesquisa do expressionismo abstrato na década de 90, participando de exposições no Brasil e no exterior. Ele concilia o trabalho médico com a pintura e fez de sua clínica uma verdadeira galeria de arte, que também abre espaço para o amplo estúdio onde produz suas obras. “Na medicina eu trabalho com precisão milimétrica, mas na arte abstrata eu exerço a liberdade nos gestos e na profusão de cores”, revela Zanini.

    O próprio artista explica seu processo de produção: “Começo novas pinturas com um sentimento de combate e de curiosidade, deixando a pintura indicar sua direção à medida que acrescento elementos e cores, muitas vezes resultando o inesperado. Algumas das melhores obras que criei surgiram da experimentação ousada e da renúncia a noções preconcebidas. É emocionante ver as diferentes formas e transparências ocorrendo à minha frente durante o processo pictórico”.

    Marcelo Zanini Foto: Tatiana Csordas’/Divulgação

    Em sua primeira exposição individual na Galeria Delphus, o artista do mês Marcelo Zanini convida os visitantes a uma imersão em seu universo abstrato. “Suas obras têm o dom de despertar e provocar no espectador sentimentos múltiplos que vão do assombro ao enternecimento”, conclui o curador Paulo Amaral.

    SERVIÇO

    Gestuale II por Marcelo Zanini
    Curadoria: Paulo Amaral

    Visitação: de 6 de novembro a 6 de dezembro de 2023

    Horários: de segunda à sexta-feira das 9h às 18h45min e, aos sábados, das 9h às 13h.

    Local: Delphus Galeria de Arte, na Av. Cristóvão Colombo, 1501, Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

  • Domingo na praça: dia de celebrar o patrono e sua obra literária

    Domingo na praça: dia de celebrar o patrono e sua obra literária

    O escritor Tabajara Ruas assumiu como patrono da 69ª Feira do livro de Porto Alegre quebrando o protocolo. Considerou desnecessário citar nominalmente as autoridades presentes ao ato de abertura, com exceção ao presidente da Câmara do Livro, Maximiliano Ledur. “Sintam-se todos cumprimentados”, abreviou Taba. Já haviam sido nomeadas pela mestre de cerimônias, Tânia Carvalho.

    Ele preferiu citar as duas pessoas que o ensinaram a ler: sua mãe, Irma Gutierrez, e seu pai, Napoleão Ruas, ambos leitores contumazes, na distante Uruguaiana de meados do século XIX. Tanto é, que deram à prole nomes inspirados em personagens de José de Alencar: Tabajara, Ubirajara, Potiguara, Tapejara e Paraguaçu. Fez mais três agradecimentos nominais: a Lígia Walper, companheira dos últimos 30 anos, e aos filhos do casal, Lucas e Tomás.

    Então Tabajara avisou que de novo não faria o esperado, não diria palavras elegantes e acadêmicas, sobre livros e literatura, “enaltecendo esta arte que ainda faz as pessoas pensarem”. Partiu da realidade: lamentou a guerra fraticida no Oriente, a escalada da ultradireita no mundo, na América e no Brasil, o alinhamento das milícias, as mazelas locais: “A fome, que em nossa cidade está tão presente, com gente desassistida jogada em cada esquina, a parca educação oferecida às nossas crianças, a herança e os resquícios do desgoverno recente, aliado à pandemia, me faz acreditar cada vez mais que quem ler, sabe o caminho”.

    “Se não sabe, pensa, intui, raciocina e acha. Para encontrar o caminho, qualquer caminho, é preciso, sim, ler, pesquisar e pensar”, resumiu o patrono, antes de ler duas antigas crônicas suas sobre a Feira do Livro de Porto Alegre.

    Na abertura da Feira, Airton Ortiz, patrono em 2014 e hoje presidente da Academia Rio-Grandense de Letras, segreda a Tabajara a palavra ‘mágica’ que só os patronos conhecem e ninguém sabe qual sua utilidade | Ramiro Sanchez/@outroangulo/JÁ

    Tabajara Ruas autografa às 19 horas deste domingo, 29, seu mais recente livro, Você sabe de onde eu venho, sobre a conquista brasileira de Monte Castelo, na Segunda Guerra Mundial, lançamento da AGE.

    Mais cedo, às 17h30, o patrono conversa com Hilda Simões Lopes, Letícia Wierzchouwski e Sergius Gonzaga, no Auditório Barbosa Lessa, no Espaço Força e Luz (Rua dos Andradas, 1223), onde receberá amigos e leitores.

     

  • ARI lança no sábado (28) livro de entrevistas póstumas com personalidades do jornalismo gaúcho

    ARI lança no sábado (28) livro de entrevistas póstumas com personalidades do jornalismo gaúcho

    A Associação Rio-grandense de Imprensa realiza o lançamento do livro “Entrevistas póstumas: eles deixaram as respostas. Nós fizemos as perguntas” neste sábado, 28 de outubro, às 18 horas, em sessão de autógrafos na 69ª Feira do Livro de Porto Alegre, no Auditório do Memorial do RS (Praça da Alfândega s/n). O evento terá a presença dos jornalistas que participaram da obra, com o objetivo de homenagear o talento de profissionais gaúchos que se destacaram no Jornalismo e na Literatura.

    O livro “Entrevistas póstumas: eles deixaram as respostas. Nós fizemos as perguntas” é uma obra coletiva, idealizada a partir de um trabalho realizado pela ARI, em 2021, durante a Feira do Livro daquele ano. Na ocasião, para marcar o cinquentenário da morte de Aparício Torelly, o Barão de Itararé, foram convidados 50 jornalistas de todo o Estado para que cada um elaborasse uma pergunta que se encaixasse em “respostas” previamente selecionadas a partir do vasto conteúdo deixado pelo Barão. Esta entrevista coletiva foi publicada em três páginas no Jornal do Comércio e abre a coletânea do livro que está sendo lançado pela ARI

    Além do Barão de Itararé, o livro traz entrevistas com Augusto Meyer, Barbosa Lessa, Caio Fernando Abreu, Carlos Nobre, Erico Verissimo, Josué Guimarães, Lara de Lemos, Lya Luft, Mario Quintana, Moacyr Scliar, Paulo Sant’Anna, Sergio Jockymann e Simões Lopes Neto. A obra tem apresentação do presidente da ARI, José Nunes, prefácio de Luís Augusto Fischer e ilustrações de Celso Schroeder. A jornalista Cláudia Coutinho, primeira vice-presidente da ARI, assina a edição, e Luiz Adolfo Lino de Souza, presidente do Conselho da entidade, responde pelo projeto gráfico. O time de jornalistas que realizaram as entrevistas é formado por Antonio Czamanski, Antônio Goulart, Flávia Cunha, Flávio Dutra, Jurema Josefa, Magali Schmitt, Marco Antônio Villalobos, Nilson Souza, Patrícia Lima, Tatiana Gomes, Thamara Costa Pereira e Vera Guimarães.

    “Aqui não há figuras irrelevantes: são todos escritores próximos ao mundo do jornalismo, todos nascidos aqui na ponta sulina do país, todos já falecidos. O truque foi tomar o depoimento a partir de fontes escritas, em jornais e livros, num recorte que faz reviver o escritor, o jornalista, eventualmente o militante de uma causa”, escreve Luís Augusto Fischer no prefácio da obra. “Este livro é, sem dúvida nenhuma, um marco para a literatura sul-rio-grandense, especialmente para conhecer um pouco do que escreveram e disseram em suas tantas entrevistas”, destaca o presidente da ARI, José Nunes.

  • João Carlos Bento mostra 20 anos de pintura, com 40 quadros, na Galeria Bublitz

    João Carlos Bento mostra 20 anos de pintura, com 40 quadros, na Galeria Bublitz

    Galeria Bublitz apresenta mostra retrospectiva do artista e arquiteto, com vernissage no dia 28 de outubro.

    Uma exposição histórica do artista João Carlos Bento vai ocupar a Galeria Bublitz. É a mostra “20 anos de pintura”, uma retrospectiva do aclamado porto-alegrense que leva obras emblemáticas de sua trajetória para esse espaço tradicional de arte no Estado. O vernissage será realizado no sábado, 28 de outubro, das 10h às 13h, na Galeria Bublitz, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. São 40 obras do artista, que poderão ser conferidas no local até o dia 28 de novembro. Entrada franca.

    “A arte está presente na minha vida desde sempre, no início de forma amadora e a partir de 1978, de forma acadêmica, após a formatura no Instituto de Artes da UFRGS”, relata João Carlos Bento. A expressão de sua arte começou em desenhos e gravuras, em preto e branco, mas em 2003 um fato marcou o início de uma nova fase, que acabaria sendo sua marca-registrada. “Há 20 anos, fui convidado para fazer uma assessoria na escolha de pintores e artistas de uma galeria em Goiânia. Foi aí que conheci Siron Franco e foi ele quem despertou em mim a curiosidade para a pintura”, revela.

    AST 100 X 100 11-2015

    Para a mostra, João Carlos Bento vai destacar seus florais, que tanto encantam gaúchos e o público apreciador de arte no país.  E vai apresentar uma novidade, com três pinturas abstratas, que compõem uma nova fase de sua trajetória. “Com o retiro da pandemia, abri espaço para o abstrato, que tanto adoro, em uma técnica avançada em acrílica sobre tela”, detalha.

    O pintor e arquiteto João Carlos Bento – Foto: Sergio Vergara/ Divulgação

    Com uma trajetória de exposições em diversas galerias no Brasil e no exterior, como uma mostra individual no Centro Cultural de Saverne, na França, em 2016, João Carlos Bento também faz parte da história da Galeria Bublitz, que completa 35 anos em 2023. “É uma honra para nós recebermos uma retrospectiva do artista, que exibiu algumas de suas primeiras pinturas em mostras individuais na galeria em 2004 e em 2006 e esteve presente também em cinco exposições coletivas, a mais recente, quando comemoramos 30 anos de arte, em 2018”, recorda o marchand Nicholas Bublitz.

    Obra de João Carlos Bento/ Divulgação

    João Carlos Bento: 20 anos de pintura
    Local: Bublitz Galeria de Arte
    Endereço: 
    Av. Neusa Goulart Brizola, 143
    Período: 28 de outubro a 28 de novembro
    Vernissage: sábado, 28 de outubro, das 10h às 13h
    Visitação: 
    segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h.