A 28º edição do Porto Alegre em Cena ocorre de 19 a 31 de outubro em formato híbrido de apresentações.
Realização da prefeitura, pela Secretaria Municipal da Cultura, o projeto respeita os protocolos indicados por autoridades referentes ao isolamento social e pretende transformar plataformas on-lines, ruas, teatros e galerias de arte em palcos.
Com a temática “Existe uma cidade sobre nós – território, memória e futuro”, o Porto Alegre em Cena apresentará, este ano, instalações de caráter urbano e humanizado, refletindo uma visão especial sobre as cidades em perspectiva de futuro. Seguindo a premissa da edição do ano passado, o evento terá apresentações antiaglomeração, concebidas a partir de intervenções em espaços públicos para espectadores que permanecerão dentro de casa nas janelas, nos ônibus ou no trânsito.
Diferentes plataformas, como Zoom, Instagram e WhatsApp, serão utilizadas para transportar o público para diversos espaços culturais. Apresentações locais, nacionais e internacionais terão transmissão pelo site e canal oficial no YouTube, sem perder o vínculo com as ruas de Porto Alegre.
Um dos destaques estrangeiros é a montagem espanhola Museu da ficção I: Império, criada por Matías Umpierrez. A atração será dominada por apelos visuais em um diálogo sobre o deslocamento que a ação dramática pode provocar em um sistema museu-coleção-conservação-exposição-tempo. Também foram confirmadas a participação do artista Xadalu Tupã Jekupé, que irá criar uma obra exclusiva para o festival, e a instalação Entidades de Jaider Esbell, artista, escritor e produtor cultural indígena da etnia Makuxi.
Além disso, a programação do Inclusão em Cena volta a promover acesso de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social aos espetáculos e ações ao longo do evento.
Com o objetivo de selecionar propostas de trabalhos artísticos – inéditos ou não – para serem apresentadas em espaços públicos e em plataformas digitais, o Porto Alegre em Cena abre inscrições para artistas, grupos e companhias locais da Capital. As inscrições podem ser feitas nas categorias Performances Urbanas e Performances Digitais, até 25 de julho.
Mais informações sobre o evento e acesso ao formulário de inscrição estão disponíveis no site do Porto Alegre em Cena.
Lançado em 1901, o cigarro é um dos empreendimentos mais originais do escritor, autor também de textos jornalísticos e teatrais e de vários projetos cívicos, comerciais, industriais e empresariais.
A Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (BPE), umas das instituições pertencentes à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), promove a exposição “Simões & Cia.: os 120 anos do cigarro Marca Diabo”. A mostra integra a programação comemorativa aos 150 anos da Biblioteca e vai ocorrer entre 27 de julho e 27 de agosto, das 10h às 17h, com entrada franca, seguindo os protocolos de saúde pública. Faz parte da instalação a projeção do vídeo documentário “Diavolus Registrada: 120 anos da “marca diabo” de Simões Lopes Neto”, de autoria de Emerson Ferreira.
Com curadoria de Cláudia Antunes — jornalista, pesquisadora e servidora da BPE, e vídeo documentário e design de Emerson Ferreira — artista visual e designer, o projeto conta a história deste que é um dos empreendimentos mais curiosos do escritor João Simões Lopes Neto (1865 – 1916): o cigarro Marca Diabo.
A curadora Cláudia Antunes. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
A mostra foi pensada em dois ambientes: no primeiro haverá uma instalação de uma tabacaria do século XIX, com vários artigos de fumo e cigarros do Rio Grande do Sul, de 1900. Para isso, foi feita uma pesquisa sobre marcas de cigarros da época existentes em Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas. As embalagens serão reproduzidas e expostas, assim como tudo que envolve o universo do Diavolus, descrito nos jornais da época.
No segundo ambiente estarão as fontes originais, pertencentes a colecionadores particulares e aos acervos do Museus Julio de Castilhos e do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, também pertencentes à SEDAC, em um exercício de transversalidade institucional.
Morgana Marcon, diretora da Biblioteca, explica que “a Biblioteca Pública possui no seu acervo os originais do teatro e as primeiras edições das obras de Simões. Esse projeto irá complementar a sua biografia, dando a oportunidade de mostrar ao público uma outra face
do escritor, ainda desconhecida.
Para a secretária da Cultura, Beatriz Araujo, “a exposição é um exemplo de
cooperação das instituições que integram a Sedac, no esforço de difundir a cultura do nosso Estado.”
Visitação
Para que o público possa aproveitar a exposição, além das práticas usuais de segurança, como uso de álcool gel, máscaras e distanciamento, a entrada será controlada para evitar aglomerações. Visitas guiadas podem ser agendadas pelo e-mail agendamento.bpe@gmail.com ou pelos telefones (51) 3224-5045 / 3225-9426 e WhatsApp: (51) 985949135. A Biblioteca Pública está localizada no Centro Histórico de Porto Alegre (Rua
Riachuelo, 1190) e funciona de segunda a sexta, das 10h às 17h.
O cigarro Diavolus
Há exatamente 120 anos era anunciada na imprensa pelotense a venda dos cigarros Diavolus, da fábrica de fumo Simões & Cia. O cigarro trazia estampada a figura de um diabinho, em contraste com as marcas da concorrência, todas com nomes de santos.
Em 1901, a firma Simões & Cia inaugurou a fábrica de fumos e cigarros Marca Diabo. A fábrica produzia os cigarros União Gaúcha, General Osório, Dr. Berchon, Clube Caixeiral, Macanudos, Coió e Mirim e anunciava “fumos crespos e caporais, em pacotinhos e frisos nos cabeços”, com reclames nos jornais de Pelotas.
O cigarro durou apenas cinco anos. Mesmo com vida curta, a marca Diavolusparticipou de diversas exposições nacionais e estrangeiras, chegando a levar a medalha de prata, em 1904, na exposição internacional de Saint Louis, nos Estados Unidos. Quando o cigarro saiu de circulação, em 1906, o estoque de tabaco foi utilizado para desenvolver o
carrapaticida Tabacina, que duraria até 1912.
João Simões Lopes Neto é o escritor mais conhecido da literatura regionalista e é considerado um dos maiores autores do Rio Grande do Sul. Natural de Pelotas/RS, recebeu o reconhecimento da crítica e do público por sua obra literária, lembrada, principalmente, pelos livros Contos gauchescos (1912) e Lendas do Sul (1913). O que poucos sabem é que
a criação literária só se manifestou nos seus últimos anos de vida. Antes disso, era conhecido na cidade pelos textos jornalísticos e teatrais e por seus vários projetos cívicos, comerciais, industriais e empresariais. A criação do cigarro Marca Diabo, em sintonia com a modernidade
urbana do seu tempo, foi um empreendimento ousado e pitoresco da época que acabou se tornando parte do folclore do seu criador.
Serviço:
Exposição Simões & Cia.: Os 120 anos do cigarro Marca Diabo
Curadoria e pesquisa: Cláudia Antunes
Design e vídeo: Emerson Ferreira
Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Rua Riachuelo, 1190 –
Porto Alegre/RS)
De segunda a sexta, das 10h
No domingo, sobem ao palco Luis Henrique “New” (piano), Ricardo Arenhaldt (bateria), Everson Vargas no show Coletânea Samba Jazz e Afins
O Butiá recebe, neste sábado (24), Diego Ferreira/Nana Sakamoto Quarteto. Radicados em Nova Iorque, Diego e Nana apresentam um repertório de standards “lado B” em releituras no estilo latin jazz e bossa nova. Formam a banda o contrabaixista Miguel Tejera e o baterista Dani Vargas.
A trombonista japonesa Nana Sakamoto é uma das grandes revelações do jazz nova-iorquino. Aos 25 anos, já tocou com os mais importantes músicos da atualidade: os trompetistas Freddie Hendrix e Terell Stafford e lendas como Louis Hayes (baterista de Cannonball Adderley), Rufus Reid, Steve Davis, John Lee (baixista de Dizzy Gillespie), Dave Kikoski e Kenny Washington. Ativa na cena musical, Nana se apresenta regularmente com as big bands Birdland Big Band, David Berger Big Band, Greg Ruvolo Big Band e Seth Weaver Big Band.
Diego Ferreira – Foto Augusto Maurer/ Divulgação
O gaúcho Diego Ferreira é mestre em Jazz Performance e em Composição Erudita, pela New Jersey City University. Se apresentou ao lado de nomes como Bibi Ferreira, Catherine Russell, Emilio Valdés, Di Steffano, Julio “Chumbinho” Herrlein, e Peter Slavov. Entre discos lançados, destacam-se suas participações em “O Encontro,” do baixista Ricardo Baumgarten; “Arquitetônicos,” do trompetista brasiliense Marcos Santos; e “Angico”, do baterista Graciliano Zambonin, gravado no Samurai Studios (Brooklyn, NY).
Coletânea Samba Jazz e Afins
No domingo (25), sobem ao palco Luis Henrique “New” (piano), Ricardo Arenhaldt (bateria), Everson Vargas (contrabaixo) e Amauri Iablonovski (sax). No repertório, uma seleção de músicas que mistura referências do samba jazz (toque brasileiro unido ao jazz norte-americano), latim jazz (salsa) e bossa nova, entre elas: músicas autorais de “New” – Prêmio TIM como Melhor Disco em Língua Estrangeira – e composições de Baden Powell.
Trio instrumental gaúcho toca no domingo. Foto: Divulgação
As apresentações ao ar livre iniciam às 16h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informadas por e-mail após a reserva.
A história dos povos originários, a memória das deusas e entidades, as forças da natureza contidas dentro dos oceanos, o mar em sua plenitude. Deste ponto de partida surgiram as primeiras ideias de Cortejo ao Mar, espetáculo de Marsal Rodrigues que esteve de forma presencial nas praias do Litoral Norte e Cassino,em junho,com financiamento da Lei Aldir Blanc. Emocionante, forte, bonito, transformador. Essas foram impressões de quem assistiu ao cortejo em suas incursões à beira do mar. Agora, o vídeo produzido ao longo do projeto, estará disponível nas redes e seu lançamento será dia 18 de julho, domingo, às 20h, pelo meet.
O link para a participação do público estará disponível na bio do Instagram e na legenda do Facebook do projeto Cortejo ao Mar. Quem estiver ao vivo, receberá um link para assistir ao vídeo em primeira mão. O público em geral poderá acessar a partir do dia 19, nas redes do projeto.
A montagem, resultado de meses de trabalho com a inspiração no mar e seus mistérios, na ancestralidade dos cortejos religiosos, oferendas, fé e esperança, emocionou o público e estará no vídeo em imagens captadas por Carlos de los Santos, Carol Zimmer e Murilo Bittencourt. A encenação propriamente dita é fruto do trabalho de pesquisa e ensaio individual de cada ator/bailarino que, ao longo do processo, trocaram impressões e compartilharam seus arquétipos e ideias. Durante essa construção, entre janeiro e junho, foram gravadas cenas dos atores em suas casas. Além disso, os bastidores, a viagem até os locais de apresentação, curiosidades, os figurinos e muito mais estarão nesta vídeo-dança, dirigido por Marsal Rodrigues, disponível nas redes após o lançamento do dia 19.
Para encerrar o projeto “O canto como revigoramento coletivo, inclusão social e cultural” que foi aprovado na Lei Aldir Blanc e realizou oficinas em abril e maio de 2021, serão feitas dezenas de apresentações de Canto a Capella, neste mês de julho, em entidades vinculadas ao Conselho Municipal do Idoso de Porto Alegre. As transmissões acontecem de forma virtual entre os dias 15 a 30 de julho através do YouTube do projeto, com direção geral e regência de Bernardo Grings.
São três vídeos preparados para essas transmissões e os locais já agendados são o Asilo Padre Cacique, Associação de Cegos Louis Braille (ACELB), Sociedade Porto Alegrense de Auxílio aos Necessitados (SPAAN), Lar Maria de Nazaré, Nosso Lar – Casa de Repouso, Ipanema Lar do Idoso, Associação Cultural Amigos para Sempre (ACAPS), Casa dos Amigos de Santo Antônio, Pequena Casa da Criança, entre outros.
O primeiro vídeo é resultado do Coro Virtual da FPE RS com a música Acredite, vai passar, que traz uma importante mensagem de esperança e otimismo perante este complexo período que vivenciamos. O segundo é uma apresentação do Vocal Live – um quarteto vocal a capella do estilo barbershop, com nove músicas e aproximadamente 30 minutos. O terceiro vídeo é a apresentação do Vocal5 – grupo campeão do quadro A Capella do Domingão do Faustão, com oito músicas.
Canto a capella é quando as músicas são cantadas sem o acompanhamento de instrumentos musicais, sendo o foco do trabalho desenvolvido no projeto “O canto como revigoramento coletivo, inclusão social e cultural”. As ações do projeto foram desenvolvidas em parceira com a Fundação de Proteção do Estado do RS (FPE RS) e o Conselho Municipal do Idoso (COMUI).
Técnica vocal
Nos meses de abril e maio foram realizadas diariamente oficinas de técnica vocal e ensaios de canto para a comunidade da FPE RS, preparando um arranjo vocal da música Acredite, vai passarde Rick Sollo para a produção do Coro Virtual da FPE RS. O vídeo foi lançado no dia 28 de maio nas comemorações de 19 anos desta entidade, que tem como missão acolher e proteger crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, e contou com a participação do compositor que fez um depoimento destacando a qualidade da versão vocal a capella de sua música.
O projeto “O canto como revigoramento coletivo, inclusão social e cultural”é realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc, contemplado no Edital Sedac nº 09/2020 – Produções Culturais e Artísticas. Devido ao agravamento da pandemia de COVID-19 as atividades foram adaptadas para a versão virtual, através de oficinas e ensaios por videoconferências e gravações.
O Vocal Live foi criado em 2018 e, desde então, tem atuado majoritariamente em eventos privados. Executa um repertório de música popular nacional e internacional, sendo uma grande parte dos arranjos composta exclusivamente para o grupo. Integram o Vocal Live os cantores Bruno Mezzomo (baixo), Guilherme Roman Marangon (Barítono), Aramis Malinski Argenta (Lead) e Lucas Alves (Tenor).
O Vocal5 teve seu início em 1999 e desenvolve um repertório que vai da MPB ao pop internacional. Em 2005 gravou seu primeiro CD e realizou shows no Brasil, na Alemanha (2009), no Paraguai (2010, 2012) e Uruguai (2019). Representou a cultura do canto coral gaúcho no quadro competitivo A Capella 2016 do Domingão do Faustão, sendo o grupo campeão desta edição. É formado por Cintia de los Santos (Soprano), Karine Rodrigues (Mezzo Soprano), Bruno Cardoso (Tenor), Eduardo Alves (Tenor / Beatbox) e Guilherme Roman Marangon (Baixo).
O Maestro Bernardo Grings é Doutor e Mestre em Música, Bacharel em Regência e Licenciado em Canto pela UFRGS, onde obteve a Láurea Acadêmica – “pelo excelente desempenho acadêmico no Curso de Música”. Participou e ministrou dezenas de cursos, festivais e congressos na área de música no Brasil, Escócia, Estados Unidos, Alemanha, Grécia, Inglaterra, México, Argentina e Uruguai. Foi docente em cursos de Graduação, Extensão e Pós-Graduação em Música, além de atuar como parecerista de artigos científicos para congressos como ANPPOM e ABEM. Desde 2011 atua como diretor-presidente da BG MAESTRO, quando passou a reger a Orquestra Sinfônica de Gramado (OSG) e Coral da Maçonaria Unida do RS (MURGS).
Parcerias: Vocal Live, Vocal5, Fundação de Proteção Especial (FPE RS) e Conselho Municipal do Idoso (COMUI)
Financiamento: Edital Sedac nº 09/2020 – Produções Culturais e Artísticas – Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Sedac.
O bar Ocidente considerado patrimônio histórico cultural de Porto Alegre e que com a chegada do Covid e passados 16 meses, enfrenta dificuldades, pede socorro. Por isso, nos dias 16 e 23 de julho vai acontecer o Festival Online SOCORRO OCIDENTE SHOW.
Serão duas noites de transmissão via youtube com shows musicais, dança, performances teatrais e o sarau elétrico. O passaporte para salvar o Ocidente está à venda no Sympla. Há vários valores de ingressos para ninguém ficar de fora, de 20 a 80 reais.
Na primeira noite, dia 16, estão agendados Wander Wildner, Tonho Crocco, Denizeli Cardoso, Os The Darma Lóvers, Los 3 Plantados, Flu, Pedro Petracco, Pupilas Dilatas, Circenses, Só Amor Trio, Antônio Carlos Falcão, Performers da Fun (Von Teese), Luciana Tomasi + Carlos Gerbase, Arlete Cunha, João Carlos Castanha e Marcio Ventura.
Os Replicantes: Wander Wildner, Heron Heinz, Cléber Andrade, Carlos Gerbase, Cláudio Heinz, Bar Ocidente, 2002. Foto Fernanda Chemale/ Divulgação
A segunda noite, dia 23, terá Defalla, Os Replicantes, Frank Jorge, Carlinhos Carneiro, Julio Reny, Zé Natálio feat Tonho Crocco e Jacksom, Adriana Deffenti, Jimi Joe, Marcio Petracco, As Batucas, Sarau Elétrico, Ilana Kaplan, Renato Del Campão, Patsy Cecato, Zé Adão Barbosa, Janaina Kremer, Cikuta Castanheiro e Ana Maria Mainieri.
Nas duas noites haverá também a participação de Nei Lisboa.
Cultura e resistência
O bar Ocidente abriu suas portas em dezembro de 1980, inicialmente era para ser um espaço para grupos de teatro mas logo foi sendo apropriado por bandas como Os Replicantes que fez seu primeiro show ali; além de Julio Reny e o Expresso Oriente, TNT toda a cena do rock gaúcho dos anos 80. Localizado na esquina da Osvaldo Aranha com a João Telles, o casarão tem quase 150 anos e talvez seja uma das construções mais antigas de Porto Alegre.
Fiapo Barth, dono do bar. Foto. Fernanda Chemale/ Divulgação
Há muitas histórias, mas cabe lembrar da invasão da polícia em junho de 1989 que culminou no movimento Bom Fim Pequim; uma licença poética à obra de Nei Lisboa Berlim Bom Fim. A reação motivou o show no Araújo Viana e fazia analogia a repressão policial na Praça Celestial em Pequim que aconteceu na mesma época.
O Ocidente sempre gerou muitos empregos diretos e indiretos para quem trabalha com o entretenimento em Porto Alegre. Mas chega em 2021 pedindo ajuda. Continua servindo o almoço lacto/vegetariano, coordenado por Rô Cortinhas e abre como pub neste momento de pandemia.
“O Ocidente atravessou quatro décadas como parte de um todo festivo, do Sarau Elétrico às noites LGBT’S. Sempre foi um espaço de liberdade contra todas as formas de caretice”, lembra o material de divulgação do bar.
Estão abertas as inscrições para a 9ª edição do Prêmio Luiz de Castro Faria, que reconhece a pesquisa acadêmica cujo tema seja o Patrimônio Arqueológico Brasileiro.
O concurso vai premiar pesquisas que, devido a sua originalidade, vulto ou caráter exemplar, mereçam registro, divulgação e reconhecimento público.
Realizada desde 2013 pelo Centro Nacional de Arqueologia (CNA) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a iniciativa distribuirá premiações que vão de R$ 7 mil a R$ 20 mil.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas, em formato online, até 27 de agosto de 2021.
De acordo com o diretor do CNA, Herbert Moura, “o prêmio surgiu a partir da iniciativa de ampliar a divulgação e o reconhecimento das produções científicas que abordam o patrimônio arqueológico brasileiro”.
Hoje, para o diretor “trata-se de uma realidade consolidada, sendo o maior prêmio de arqueologia do Brasil, que proporciona o reconhecimento da arqueologia, amplia a proteção aos bens arqueológicos e incentiva as pesquisas científicas”.
De acordo com edital publicado nesta terça-feira (13), pesquisadores e estudantes podem se inscrever em quatro categorias: monografia de graduação, dissertação de mestrado, tese de doutorado e artigo científico.
Categorias do Prêmio Luiz Castro Faria
Categoria I – Monografia de Graduação: visa a apresentação de monografia final desenvolvida no âmbito de cursos de graduação em Arqueologia (ou com habilitação em Arqueologia reconhecido pelo MEC) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 10 mil.
Categoria II – Dissertação de Mestrado: visa a apresentação de dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito de cursos de pós-graduação stricto sensu em Arqueologia, ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior (Capes), e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 15 mil.
Categoria III – Tese de Doutorado: visa a apresentação de tese de doutorado desenvolvida no âmbito de cursos de pós-graduação stricto sensu em Arqueologia, ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior (Capes), e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 20 mil.
Categoria IV – Artigo Científico: visa a apresentação de artigo científico inédito que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 7 mil.
Serviço:
9ª Edição do Prêmio Luiz de Castro Faria
Inscrições: de 13 de julho a 27 de agosto de 2021
Edital e ficha de inscrição:
Edital n° 02/2021
Ficha de inscrição
Informações sobre a premiação:
Centro Nacional de Arqueologia (CNA/Iphan)
(61) 2024-6300 – premio.cna@iphan.gov.br
Quadra SEPS, 713/913 Bloco D – 3º andar Asa Sul Brasília – DF
O Bibi Jazz Duo faz nessa terça-feira, 13 de julho, apresentação no DRY Moments & Drinks, na programação do Jazzy Moments. O Bibi Jazz Duo é composto pela cantora e intérprete uruguaia Bibiana Dulce e pelo violonista e guitarrista Antônio Flores.
Apresenta em seu repertório não somente standards e clássicos consagrados da cultura popular norte- americana, mas também arranjos próprios para canções da cultura européia e latino – americana, nos idiomas inglês, italiano e espanhol.
Com uma carreira de 16 anos, a cantora Bibiana Dulce participou nos últimos anos de diversos festivais de jazz pelo Brasil como: “Jazz Porto” , Wine and Jazz Festival , “Villa do Jazz” e ” Gramado Jazz e Blues Festival”.
Antônio Flores começou suas atividades artísticas aos 16 anos em Porto Alegre, tocando ao lado do seu pai, o cantor e compositor Dorotéo Fagundes. Antônio teve a oportunidade de morar nos Estados Unidos somando-se à cena jazz local. No Brasil participou dos principais festivais de jazz como Jurerê Jazz Festival , Rio Das Ostras Jazz e Blues , Santa Jazz e Poa Jazz Festival.
Ambos fazem parte do quarteto Bibi Jazz Band, que vem ganhando notoriedade na cena musical gaúcha. Bibi Jazz Duo apresenta um espetáculo único e inesquecível, um convite a emoção como poesia na canção.
SERVIÇO
Av. Nova York, 48 – Auxiliadora, Porto Alegre – RS, 90550-070
Exposições estão programadas para Gramado e Porto Alegre, além de um catálogo virtual
Um número recorde de artistas visuais – 261 – se inscreveu para participar da Miniarte Internacional deste ano, cujo tema é Vida. Além de brasileiros, artistas de países como Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Venezuela, Espanha, Estados Unidos, França, México, Nova Zelândia e Taiwan terão suas obras expostas no projeto criado no Estado em 2003.
Gabriela Petter – Brasil –
Já estão agendadas duas exposições da Miniarte Vida: em Gramado, no Centro Municipal de Cultura, de 4 de setembro a 10 de outubro, e em Porto Alegre, na Gravura Galeria, de 4 a 26 de novembro, observando as orientações sanitárias. A produção coletiva dos artistas resultará também, como sempre acontece, em um catálogo virtual que é disponibilizado no site da Miniarte (www.miniartex.org).
Graça Craidy – Brasil
A criadora e coordenadora-geral da Miniarte, a artista visual e gestora cultural gaúcha Clara Pechansky, avalia que o público “terá oportunidade de comparar tendências, já que as obras expostas sempre refletem o presente e cada artista busca enviar aquilo que produz de mais atual, mais significativo e com a melhor qualidade técnica”.
Ilse Ana Paim- Brsil
O objetivo da iniciativa, segundo Clara, é apresentar um panorama das artes visuais de diferentes regiões do mundo. “As obras (apresentadas em tamanho 14,5 x 14,5cm) são expostas em ordem alfabética, permitindo a conexão de uma diversidade de influências culturais sem que se perca a individualidade de cada artista”, diz ela.
Fernando Gomez Barrera- Colômbia
Entre os artistas brasileiros da mostra, estão nomes conhecidos como, por exemplo, Alfredo Nicolaiewsky, Britto Velho, Zoravia Bettiol, Flávio Wild, Glorinha Corbetta, Liana Timm, Miriam Tolpolar, Bernardete Conte, Claudia Stern, Cylene Dallegrave e Graça Craidy, além da própria Clara Pechansky.
Czili – Twaiwan
Já entre os estrangeiros, aparecem nomes consagrados como Ernesto Ríos Rocha, Jorge Luiz Hurtado Reyes e Clemente Perez Gaxiola (México), Jorge Torres e Mauricio Mayorga (Colômbia), Bruce Buckley e Paula Goldstein (Estados Unidos), Dale Copeland e Paul Hutchinson (Nova Zelândia) e Linda de Sousa e Juan Jiménez (Espanha), entre outros.
Como funciona
Coordenadores nacionais e estrangeiros são responsáveis por reunir um grupo de artistas que representa um ou mais países. São coordenadores nacionais as artistas Juliane Mai, Mara Galvani, Marcia Marostega, Rita Gil e Zoravia Bettiol; e internacionais, Andrea Beatriz Garcia e Carolina Villa (Grupo Patagônia Argentina), Clemente Pérez Gaxiola (México), Josefina Suarez (Chile), Jorge Luis Hurtado (Arte México Internacional), Linda de Sousa (Portugal/Espanha) e Marise Zimmermann (Estados Unidos).
Além dos grupos liderados por artistas, a Miniarte recebe participantes independentes, formando um leque de visões e expressões diversificadas sobre o tema Vida. Os visitantes das exposições terão oportunidade de observar, mesmo em pequenos formatos, como é rico e colorido o panorama atual da arte no mundo.
O Butiá recebe no sábado (10) João Maldonado Trio. Acompanhado de Everson Vargas (baixo acústico) e Mano Gomes (bateria), o pianista apresenta um repertório autoral instrumental e releituras de clássicos do rock gaúcho e internacional, como Beatles e Jimi Hendrix, além de standarts de jazz.
No domingo (11), sobe ao palco o Instrumental Picumã. Formado por Paulinho Goulart (acordeom), Matheus Alves (violão e guitarra), Texo Cabral (flauta), Miguel Tejera (contrabaixo acústico e elétrico) e Bruno Coelho (percussão), o grupo resgata a música feita no sul do Brasil com influências latino-americanas. Em suas composições e arranjos, destacam-se ritmos como milonga, chacarera, candombe e tango, que se fundem ao choro, à salsa e ao jazz, criando assim uma identidade própria.
Instrumental Picumã se apresenta no domingo. Foto Rika Silveira/ Divulgação
Para este primeiro show no Butiá, Picumã apresenta o repertório de seu primeiro disco, lançado em 2017 e contemplado com o Prêmio Açorianos de Música, como Melhor Disco Instrumental e Revelação, além de releituras de compositores, como: Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Astor Piazzolla, Lito Vitale e Chick Corea.
As apresentações ao ar livre iniciam às 16h até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informadas por e-mail após a reserva.