Um espaço com grandes nomes da arte do Brasil e do mundo e que abre oportunidade para novos talentos. Assim é a Galeria Duque também em sua retomada de atividades, com a primeira vernissagem de 2021. No dia 26 de junho, das 11h às 17h, o público poderá conferir, com todos os protocolos de segurança, as três mostras: “Há Luz”, “Lumen” e “Panos da Vida”. A exposição fica em cartaz até outubro.
Djanira da Motta e Silva/ Reprodução
Em “Há Luz”, a curadora Daisy Viola selecionou obras de ícones da arte que fazem parte do acervo da galeria. “Quando dizemos que há luz no fim do túnel, é porque temos esperança de que algo vai ficar melhor do que está. Este foi o nosso pensamento quando planejamos esta exposição. Daqui a pouco estaremos juntos novamente e poderemos celebrar a vida. Assim, selecionamos obras do acervo da galeria cheias de cor e luz”, destaca.
Abhran Palatnik/ Divulgação
Estão representados na exposição nomes como Cícero Dias, Rapopport, Carlos Vergara, Vicente do Rego Monteiro, Sergio Telles, Abraham Palatnik, Frank Stella, Tomie Ohtake, Carlos Fajardo, Mário Zanini, Mário Gruber, Outros Di Cavalcanti, Burle Marx, Iberê Camargo, Salvador Dalí, Maurício Nogueira, Antônio Maluf, Eduardo Vieira da Cunha, Milton da Costa, Angelo Guido e Siron Franco, entre outros, nos dois primeiros andares da galeria.
Judith Lauand/ Divulgação
O projeto de extensão “Lumen – Grupo de Estudos em Processos Fotográficos Históricos e Alternativos”, vinculado à UFRGS – Instituto de Artes e à Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação -, ocupa o terceiro andar do espaço. Na mostra estão em destaque diferentes olhares fotográficos e diferentes técnicas alternativas para o desenvolvimento de cada projeto. Participam da exposição Andréa Brächer, Bruno Leites, Daniela Pinheiro, Daniela Remião, Gisele Endres, Hernando Salles, Jéssica Kohls, Julia Knackfuss Marques, Jussara Moreira, Myra Gonçalves e Sandra Gonçalves.
Myra Gonçalves, Série Insetos Gigantes. Ausentes #2, , 2020. Fotografia P_B tonalizada com Viragem, Sobreposição. 18 x 13 cm./ Divulgação
Para completar a exposição, o grupo Nós do Fio apresenta as obras de “Panos da Vida” no quaro andar da Galeria Duque. Este é um grupo que reúne artistas que utilizam fios e/ou tecidos como suporte ou meio de expressão na sua atividade, e cujos trabalhos apresentam valor artístico pelo seu conteúdo e subjetividade.
Dani Remião, série Les tons des roses, sem título #3, 2017-2020, Fotografia pintada à mão com extrato de rosas. Sobreposição. 30×20 cm/ Divulgação
“Em ‘Panos da Vida’, propomos uma reflexão afetiva por meio do trabalho desenvolvido usando como material, panos com os quais as artistas possuem algum tipo de vínculo pessoal, transformando-os em objetos artísticos”, explica a curadora Daisy Viola. Integram o grupo Nós do Fio as artistas Ana Luiza Miranda, Berenice Fischer, Lucia Aragon, Lucia Guaspari, Marilene Fonsceca, Marize Vargas e Rosane Morais.
Jussara Moreira, série O sagrado da vida,Jardins,2020,Cianotype sobre tecido de sarja ,bordado com fios dourados,30x30cm_/ Divulgação
Agenda:
Exposições: Há Luz, Lumen e Panos da Vida
Local: Galeria e Espaço Cultural Duque
Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
Vernissagem: sábado, 26 de junho, das 11h às 17h
Período da exposição: de 26 de junho até outubro
Horário de funcionamento:
Seg/Sex: 10h30 às 19h | Sáb: 11h às 17h
Entrada Franca
Daniela Pinheiro, série Conversa com a natureza I , 2020, chlorophyll print, 20 x 30 cm/ Divulgação.
Está pronto e com lançamento confirmado o catálogo geral das obras do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul – MACRS, equipamento cultural público vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. O evento, respeitando as normas de controle sanitário e distanciamento social, será dia 26 de junho, das 16h às 18h, nas galerias do Museu, no 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736).
O projeto Arte Contemporânea RS, responsável por esta ação fundamental no campo das artes visuais, direcionou seu olhar para a catalogação do acervo do MACRS, resultando em uma publicação inédita em formato impresso e digital. O cuidadoso trabalho desenvolvido pela equipe de pesquisa, coordenado pela gestora e produtora cultural Vera Pellin, e orientado pela pesquisadora e curadora do projeto Maria Amélia Bulhões, catalogou 1813 obras de 921 artistas. Em edição trilíngue (português, espanhol e inglês), o catálogo também é apresentado em versão online gratuita para download no site www.acervomacrs.com. A versão impressa é composta de 304 páginas e tem tiragem de 1.200 exemplares, a distribuição será administrada pela Associação de Amigos do MACRS – AAMACRS, conforme previsto pelo projeto, através do site: www.amigosdomacrs.com.br .
O processo de trabalho, realizado pelo conjunto de profissionais e colaboradores, incluiu as etapas de pesquisa, documentação, digitalização, edição e impressão, demandando intensa dedicação, atenção e aprendizado. Entre os possíveis desdobramentos do projeto está a difusão e divulgação em diferentes mídias deste acervo de arte contemporânea que vem se constituindo ao longo de quase três décadas. Diferentes visões de mundo e expressões a respeito do nosso tempo estarão disponíveis a partir de agora em condição permanente. A partir do olhar desta geração de artistas se manifesta a história da arte contemporânea no Rio Grande do Sul, sendo o MACRS o principal Museu do estado focado nas atividades de preservação e conservação desta memória para as gerações futuras.
“A edição do Catálogo do Acervo do MACRS, com 1813 obras de 921 artistas, tem caráter inédito e viabilizará à comunidade artística a promoção, difusão, preservação e acesso à informação deste valioso patrimônio cultural, além de fonte de pesquisa ao público especializado e interessado. Sua edição impressa e digital possibilitará a emersão de novos processos de leitura e significação da arte ao conhecer, de forma ampliada, todas as obras que compõem este valioso acervo, suas linguagens, diversidade de técnicas e práticas artísticas”, afirma Vera Pellin.
Para o diretor do MACRS, André Venzon, a publicação é um forte indício da consistência desse caminho do Museu, de resgate da biografia desses artistas, doadores, gestores, servidores, estagiários e colaboradores que apontaram essa história, do seu início até hoje, para as novas gerações. Trata-se de uma publicação indispensável para todos que desejam conhecer mais sobre arte contemporânea, com toda a força e pluralidade que a sua produção representa.
‘É uma emoção finalizar o projeto Arte Contemporânea RS, destinado à catalogação do acervo do MACRS; foi um grande desafio e uma realização pessoal. O trabalho, desenvolvido no tempo recorde de quatro meses, incluiu a elaboração do Catálogo impresso de obras, a curadoria de uma exposição, a criação de um site, onde a versão online do catálogo está disponível, e a realização de um vídeo da exposição. Coordenar e acompanhar todas estas atividades demandou muita dedicação, e um enorme entusiasmo. Fico feliz na expectativa de que o resultado obtido concorra para o fortalecimento da credibilidade e respeitabilidade que esta instituição merece’, complementa a curadora Maria Amélia Bulhões.
O projeto ainda contempla uma significativa exposição do acervo no MACRS, em cartaz até 22 de agosto, com curadoria de Maria Amélia Bulhões, nas galerias Sotero Cosme e Xico Stockinger, além do espaço Vasco Prado, no 6º andar da CCMQ. De forma presencial e também virtual, o público pode conferir mais de setenta obras em diferentes suportes, marcando a multiplicidade e representatividade desse acervo.
O Arte Contemporânea RS é um projeto realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, com o financiamento da Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal.
Pesquisa, catalogação e curadoria – Maria Amélia Bulhões
Auxiliares de pesquisa e catalogação – Caroline Ferreira, Luiz Felipe Schulte Quevedo, Nina Sanmatin, Malena Mendes, Mirele Pacheco, Kailã Isaias
Fotografia – Viva Foto – Fabio Del Re / Carlos Stein
Web Site – Laura Sander Klein
Design Catálogo – Janice Alves / Ângela Fayet
SERVIÇO:
Lançamento do Catálogo do Acervo do MACRS / Projeto Arte Contemporânea RS
Dia 26 de junho, das 16 às 18h no MACRS, 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico, Porto Alegre/RS.
Exposição coletiva do acervo MACRS / Arte Contemporânea RS
Visitação até 22 de agosto de 2021,de segunda a sexta, das 10h às 18h, sábado das 13h às 18h, galeriasSotero Cosme e Xico Stockinger e Espaço Vasco Prado, 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico, Porto Alegre/RS.
Nem só de turismo, gastronomia, lazer e natureza vive São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra. A partir do dia 1º de julho a cidade incluirá no seu rol de atividades um espaço cultural inédito na região, dedicado à arte e à promoção de obras do artista Ricardo Giuliani e gestão cultural de Marla Trevisan.
“O Aberto se constituiu, nestes mais de 5 anos de história, em um espaço de pluralidade e de convivência cultural de todas as tribos. São Chico é uma cidade que está construindo esta identidade, com um turismo voltado à cultura, à valorização do que é local, da sua história e de sua natureza ímpar. A gente espera, nesta nova casa, trazer à cidade nossa marca: arte e cultura acessíveis a todos os públicos”, afirmou Marla.
Para o momento inicial da mostra, o artista, também conhecido nacionalmente por sua trajetória no mundo do direito, na advocacia, na consultoria e no magistério superior, apresenta um belo ensaio visual com mais de 200 imagens produzidas ao longo dos últimos anos. Fazem parte da exibição pinturas e desenhos icônicos das mostras Um Gaúcho e TransAparente.
O primeiro aconteceu em 2018 no MARGS – seis anos após Giuliani decidir se enveredar para os campos da arte – e apresenta uma série de pinturas e desenhos sobre história, folclore e arte do cotidiano do sul-rio-grandense. Já a segunda propõe uma reflexão sobre a sociedade, a política, a economia e a mídia que nos cerca, gravitando também em cenas do cotidiano ou ainda as andanças do artista percorrendo universos alheios ou pessoais e que são geralmente ilustrados por seus personagens: ciclistas, palhaços, personas emblemáticas que agem de modo a provocar no observador o estranhamento sobre a vida vivida.
As obras de arte expostas no Aberto estarão à venda a preços que cabem em todos os bolsos. A ideia, explica a gestora cultural do espaço, é permitir a entrada simultânea de no máximo seis pessoas, garantindo conforto e segurança sanitária a todos os frequentadores. Num segundo momento, também será possível encontrar obras de outros artistas e designers, que serão convidados periodicamente, de forma a trazer para São Chico um pequeno recorte da produção artística de parceiros brasileiros e estrangeiros.
Pluralidade
Outra característica do Aberto é ter consigo o escritório de advocacia do casal. Ali, no segundo andar, em meio a outras inúmeras obras, Marla e Ricardo seguirão com suas atividades profissionais, o único meio que tem hoje para financiar e sustentar o espaço cultural democrático e qualificado sem qualquer interferência de verba pública.
“A arte, para nós, deve ser libertadora e inclusiva. Somos um espaço público não estatal e pretendemos mostrar e oportunizar a criação artística vinda de todas as vertentes e procedências. A prática concreta do intercâmbio, da troca e da universalização do pensamento é o que poderá ser visto no Aberto”, completou Giuliani.
O Aberto Espaço Cultural passa agora a existir em São Chico para ser visitado, convivido e usado. O local tem mais de 100 m², divididos em dois pavimentos. Haverá um pequeno bar com bebidas como, café, espumantes, licores e vinho, além de petiscos locais. Até então a cidade e a região eram carentes de espaços dessa natureza e o prédio deve abrigar diversas atividades artísticas e culturais. Para o futuro, a meta é dar continuidade às práticas de pluralidade e convívio democrático entre todas as tribos que constroem o nosso mundo cultural.
Porque ABERTO
Surgiu de uma brincadeira, conta Marla. Era para ser só uma plaquinha na porta, desenhada pelo próprio Ricardo para o antigo Estúdio de Criação, então localizado em Porto Alegre, já que eles não queriam nenhuma das convencionais que se compra em papelaria. Acabou se tornando uma grande história, primeiro como Aberto Espaço da Artes que deu origem ao Aberto Espaço Cultural, tão plural quanto o seu nome: virou marca oficial!
Quem é quem
Ricardo Giuliani (Quaraí/RS, 1963), artista visual, escritor e advogado; mestre e doutor em direito. Realizou diversas exposições individuais, dentre as mais marcantes Um Gaúcho, curadoria de José Francisco Alves, MARGS/RS, 2018, TransAparente, curadoria de Ana Zavadil, exposição que itinerou por diversos espaços dentre os quais o Museu de Arte Contemporânea do Mato Grosso do Sul, 2018 e Centro Cultural da Câmara dos Deputados, Congresso Nacional, Brasília/DF, em 2017, ambas selecionado por edital público.
Participou de inúmeras exposições coletivas, as quais mais se destaca A Fonte 100 anos, MACRS/RS, 2017, Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Czech Centre Prague, Praga, República Checa, 2017, Paisagem (In) Certa, Centro de Exposiciones Subte, Montevidéu, Uruguai, 2016, XIV Salão Latino Americano de Artes Plásticas de Santa Maria/RS, 2016, Festival Paratíssima, recorte da I Bienal C, Associação Chico Lisboa, Lisboa, Portugal 2016, O Cânone Pobre – uma arqueologia da precariedade na arte, MARGS/RS, 2014. Com obras em diversas publicações no Brasil e no exterior e em acervos públicos no MARGS/RS, MACRS/RS e MARCO/MS e outras instituições.
Com seis livros publicados, no ano de 2012 foi indicado ao prêmio Açorianos na categoria crônica pelo livro Nas Coxias do Poder. Em 2015, recebeu o Prêmio Luiz Menezes, como reconhecimento pelo seu destaque cultural à cidade de Quaraí/RS.
Marla Trevisan (Triunfo, 1986), advogada formada pela Unisinos/RS, atuante no Direito das Famílias e no assessoramento à artistas visuais em questões de Direito Autoral e questões jurídicas ligadas à arte, tema sobre o qual ministrou cursos e palestras em diversas instituições como Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre/RS, Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, entre outras.
Com formação em andamento em Gestão Cultural pelo Senac/SP, é a gestora responsável pelo Aberto desde 2015, estando na direção geral de todas as exposições e atividades culturais realizadas pelo espaço.
SERVIÇO
Lançamento do Aberto Espaço Cultural
A partir do dia 1 de julho
Sexta, Sábado e Domingo, das 10h às 19h
Endereço: Rua Assis Brasil 236, Centro. São Francisco de Paula
O artista Roberto Freitas fez uma instalação artística no laguinho da Ponte dos Açorianos, no Centro Histórico de Porto Alegre, no dia 12 de junho, em homenagem às vitimas da Covid 19 no Brasil e seus familiares, de grande impacto visual e beleza plástica.
Fotos de Alexandre Freitas/ Divulgação
Segundo Freitas, foi uma releitura de evento semelhante realizado em 2019, quando colocou no local, um barco maior, também de papel, durante uma semana, na Semana da Água, em outubro:
“A ideia agora foi fazer um evento que remetesse à situação da saúde no Brasil, lembrar e homenagear através da arte as pessoas que morreram. Assim, optamos por 100 barquinhos de papel, iluminados, com pontos de led”, explicou.
Roberto Freitas é ligado ao Instituto de Artes, que esse ano completa 60 anos de fundação e contou com a participação de colegas da instituição no projeto atual. A instalação no Largo dos Açorianos começou às 17 horas e foi concluída às 20 horas. Teve o apoio da Prefeitura de Porto Alegre que desligou o chafariz localizado dentro da água.
Como havia vento forte no inicio da instalação alguns barcos viraram, o que não atrapalhou a beleza do evento. Pessoas que passavam pelo local comentavam a originalidade do projeto, se aproximavam para falar com o artista enquanto crianças, encantadas, interagiam com a instalação, pegando e empurrando os barquinhos.
“Serviu como metáfora da vida, alguns barcos viram, outros não. É uma instalação efêmera, um pouco como a vida é. É a questão da temporalidade das coisas, elas têm seu tempo. Importante é que os artistas tragam suas criações para a rua, as pessoas apreciam e precisam disso, ainda mais em um momento como esse”, concluiu Freitas.
O jornalista, editor e escritor, Flávio Ilha, lançou no final de maio, a biografia “João aos Pedaços”. O livro chega no ano em que o biografado completaria 75 anos. João Gilberto nasceu em Porto Alegre, em 1946 e faleceu em 2017, na capital gaúcha. O biógrafo conta como chegou lá; “depois de quatro anos de pesquisa, entrevistas, noites e mais noites escrevendo, apagando, reescrevendo, eis que está na hora de mostrar o resultado de tanta obstinação”, afirma Flávio Ilha.
O escritor da obra concedeu essa entrevista ao jornalista José Weis:
Há quanto tempo és um leitor do Noll?
Flávio Ilha – Sou leitor no Noll desde que ele lançou o primeiro livro, “O cego e a dançarina”, em 1980. Não lembro por que comprei o livro, talvez tenha sido bem comentado na imprensa da época, não lembro. Mas o livro me encantou imediatamente, gostei demais do conjunto de contos e virei um fã do Noll. Em maior ou menor intensidade, dependendo da época, acompanhei de perto seu trabalho. Quando editei a revista Aplauso, na primeira década dos anos 2000, tivemos um breve contato profissional. Mas, na condição de jornalista, nunca fiz uma entrevista exclusiva com ele.
Conheceste João Gilberto Noll pessoalmente?
Ilha – Nos conhecemos pessoalmente apenas no final da vida dele, em 2016, quando cursei uma de suas oficinas literárias na Livraria Baleia. O curso deu origem ao meu primeiro livro de contos, “Longe daqui, aqui mesmo”, de 2018. Não nos tornamos amigos, não no sentido estrito da palavra. O João era bem discreto e fechado. Muito receptivo, mas bem fechado. Dificilmente falava de coisas pessoais.
Quando e como começou o trabalho da biografia?
Ilha – A biografia começou logo após a sua morte, em 2017. Explico: eu o havia convencido a produzir um documentário sobre sua história literária, que seria feito de caminhadas dele pelo Centro da cidade, o que era bem comum, e leituras de trechos de seus livros por pessoas convidadas. Ele inclusive já havia selecionado alguns trechos para ler, estava empolgado, mas morreu antes de conseguirmos dar início ao projeto. Como não seria possível fazer o trabalho sem ele, decidi transformar em uma biografia. Comecei aos poucos, tateando, procurando pessoas. Só engrenou mesmo em 2019.
Foto; Editora Diadorin/ Divulgação
Fizeste pesquisas e entrevistas?
Ilha – Sim, fiz várias dezenas de entrevistas (não contei), aqui, no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte… Consultei cartas, documentos, reli vários de seus livros, pesquisei em universidades. Foi bem intenso, às vezes pensei em desistir, mas acredito que o Noll merece essa biografia e então toquei em frente. Não imagino que seja uma pesquisa definitiva, acredito que muita coisa ainda possa ser desvendada sobre a vida dele. Espero que inspire outros autores a isso.
O que achas das adaptações para o cinema e o teatro da obra de Noll?
Ilha- Conheço apenas as adaptações para o cinema. Em geral são recortes da obra dele, até nem as abordo muito na biografia, pois a transposição de sua linguagem literária para o cinema é (em minha opinião) impossível. O Noll em geral não criticava as adaptações, até gostava. Mas sabia que se tratavam de linguagens diferentes, ou seja, difíceis de ser comparadas. Adaptações para teatro nunca vi.
O título “João aos pedaços” seria uma referência aos personagens que também são apresentados quase sempre em partes que se compões ou se desmancham ao longo de suas narrativas?
Ilha – O título refere-se a duas coisas: primeiro, à organização da biografia. Não se trata de um inventário completo da vida dele, não queria fazer uma biografia convencional, então eu começo com a ida dele pro Rio, volto à infância, vamos para o exterior, depois voltamos a Porto Alegre. São pedaços da vida que ele levou que explicam quem ele era. A segunda razão é que o próprio Noll vivia “aos pedaços”: se desmanchava e se reconstruía a cada livro, diz isso em várias cartas, era um processo bem pesado para ele.
Tentei não fazer uma biografia convencional, com começo, meio e fim. Me detive pouco na questão familiar, embora seja um capítulo bem importante da vida dele, para tentar desvendar sua persona literária. Ele se colocava muito nos seus livros, há conexões bem evidentes disso em vários livros que são citados na biografia. Não tenho preocupações acadêmicas, não fiz um estudo teórico, meu objetivo foi desvendar a vida discreta do Noll sem entrar em detalhes pessoais que só interessavam a ele. Então, não há cenas de sexo, bacanais ou qualquer indiscrição como possam supor os leitores mais interessados em escândalos do que em informação.
Foto: Gilberto Perin/ Divulgação
Um narrador em eterna busca
“Quase sempre narrados em primeira pessoa, são personagens de rumo incerto, anônimos e que sobrevivem e passam por cidades reais ou mesmo em territórios imaginários. Essas são as criaturas e cenários que identificam a obra de João Gilberto Noll. Um autor reconhecido e vencedor de prêmios literários, Noll também foi objeto de muitos ensaios acadêmicos.
João Gilberto Noll na sua escritura, quando o cenário é a cidade de Porto Alegre, trás um olhar peculiar, ora amargo ora quase lírico. É o que identifica nas primeiras páginas de “Rastros de Verão” e “O Quieto Animal da Esquina”. Ruas, avenidas e praças têm referências, porém com certo distanciamento. “O meu passado em Porto Alegre era mais uma abstração”, diz o narrador em “Rastros de Verão”. O jornalista Carlos André Moreira, em artigo escrito em 2012, adverte que “Noll, por sua vez, descreve pouco o ambiente externo em que seus heróis se movimentam. Também desloca com desenvoltura o espaço físico de seus romances”. André Moreira ainda observa que “algumas de suas principais e mais aclamadas obras se passam fora de Porto Alegre, como “A Fúria do Corpo” (no Rio), “Harmada” (em um país fictício) ou “Lorde” (Londres)”.
O seu alter ego narrador, quase sempre diz logo onde está; “Subi as escadas de um pequeno hotel na Nossa Senhora de Copacabana, quase esquina da Miguel Lemos”, em “Hotel Atlântico”. A linguagem nas narrativas que perpassam na obra de João Gilberto Noll é uma busca constante de uma renovação. Seus protagonistas estão sempre à procura de alguém, que se transforma durante a jornada de uma busca descarnada e enriquecedora do texto.
Em entrevista a uma publicação da PUCRS/Brown Univerty (1998), João reconhece uma textura barroca em seus escritos, “sou mais o ritmo musical do que o ritmo da escrita”. As leituras de seus escritos, quando lidas pelo autor, emprestam um ritmo, canto que encanta.
O autor “A Céu Aberto” almejava livrar-se da “canga da ação”, revelou numa outra entrevista. Talvez seja um reflexo de uma obra em construção, da juventude, quando participou de grupos de canto orfeônico ou sua graduação pelo Instituto de Letras da UFRS, ou ainda da leitura de poesia, uma constante em sua vida, dos tempos em que lia Casemiro de Abreu. Desde no seu primeiro livro, o conjunto de sua obra é um convite à desestabilização do leitor. João Gilberto Noll, o desconcertante.” (JW)
_____
João aos pedaços – biografia de João Gilberto Noll escrita por Flávio Ilha
Reconhecido pelos célebres trigais e pelas histórias em quadrinhos, Fernando Ikoma é a próxima atração da Bublitz Galeria de Arte. A exposição, que inaugura no sábado, dia 12 de junho, das 10h às 13h, traz 25 obras do artista e pode ser conferida presencialmente na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre, ou no link virtual.galeriabublitz.com.br. A exposição vai até 12 de julho.
Fotos de obras. Crédito: Daniel Martins/ Divulgação
Com telas espalhadas em vário continentes, Ikoma tem quadros que fazem parte de acervos importantes para o Vaticano e para a Casa Real da Suécia, com obras que foram presenteadas ao Papa João Paulo II e à Rainha Silvia. Também esteve representado em exposições fora do Brasil, em países como Estados Unidos e Suíça.
Fernando Ikoma. Foto: Maryanna Ikoma/ Divulgação
Aos 75 anos, o artista que nasceu em Martinópolis e passou a infância em Presidente Prudente (SP), mudou-se para Curitiba na adolescência, onde vive até hoje. Boa parte de suas obras estão no Paraná, mas o Rio Grande do Sul se destaca pelo acervo espalhado por Porto Alegre, Caxias do Sul e Uruguaiana. “Os gaúchos gostam das minhas obras e eu também sempre tive um sonho de morar em Porto Alegre”, revela Ikoma.
Principal destaque
Em suas obras, o principal destaque são os trigais, um resgate das reminiscências da infância no interior, em pinturas a óleo que refletem a simplicidade de uma agricultura artesanal, nada mecanizada. Outro tema presente em suas obras e na exposição da Bublitz Galeria de Arte é a infância. “Gosto muito de pintar crianças”, reconhece o artista.
Na mostra também será possível conferir obras que retratam Dom Quixote e São Francisco de Assis. A temática religiosa faz parte da trajetória de Ikoma, cujas criações estão na Bíblia Infantil Ilustrada em Quadrinhos e nos calendários anuais de 2013 e 2014 para a “A Basílica del Santo”, na Itália, que circulou nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Filipinas e Singapura.
Como quadrinista, trabalhou nas principais editoras do país e criou vários personagens que fazem sucesso até hoje, como “Fikom, o Herói do Universo dos Sonhos”. Na Editora Abril, escreveu histórias infanto-juvenis para o Grupo Hanna & Barbera. Também conquistou diversos prêmios como o Angelo Agostini e HQMIX e o título de Grande Mestre nas Histórias em Quadrinhos.
A exposição “A Arte de Fernando Ikoma” é a terceira individual do artista na Galeria Bublitz. As outras mostras individuais foram realizadas nos anos 2000 e 2013. Suas obras também integraram as exposições coletivas comemorativas dos 25 e dos 30 anos da galeria.
Mesmo sendo um nômade, durante a quarentena da pandemia, Wander Wildner teve que ficar mais tempo recluso e descobrir novas formas de se expressar, pois a mente de um criador é inquieta por natureza. Nesse período ele escreveu o livro Aventuras de um Punkbrega e depois organizou um financiamento coletivo para impressão da obra literária, que teve a expressiva participação de 474 apoiadores.
O livro tem 162 páginas, capa e ilustrações de Allan Sieber, fotos de Fernanda Chemale, apresentação de Eduardo Peninha Bueno e foi editado pela Yeah Discos Livros & Bugigangas.
Aventuras de um Punk Brega pode ser adquirido através do site oficial (www.wanderwildner.com).
Mulheres vivenciando juntas processos criativos e partilhando experiências e contato, é a isso que se propõe a Oficina ELA: Experiência Cênica para Mulheres. Um projeto que acontece desde 2018 em Porto Alegre/RS e que já contou com a participação de diversas mulheres. Nos dias 11,12 e 13 de junho, acontece uma nova edição da oficina, de forma online, através da plataforma Zoom.
Com foco no corpo, na expressão e através de exercícios de sensibilização corporal, improvisação de movimento, dança e jogos teatrais, as participantes são convidadas a realizar um mergulho pessoal e refletir sobre o feminino que habita em cada uma. Abrindo um diálogo entre as experiências pessoais das participantes e o desenvolvimento de um
trabalho sensível e artístico sobre a potência criadora da mulher.
O objetivo da oficina é trabalhar com o público feminino através do teatro e da dança livre, utilizando a ludicidade e a sensibilidade para tocar em aspectos da vida, dos sentimentos e desafios em ser mulher.
Em virtude da situação atual de pandemia do Covid-19, não está sendo possível realizar a oficina ELA de forma presencial, assim, nasceu o desejo de seguir com o trabalho, mas criando uma transposição para a plataforma virtual. Para isso, foi necessário extrair alguns princípios da oficina que podem ser vividos de forma online, como por exemplo o encontro entre as mulheres em um espaço de confiança e
criatividade, expressão corporal, improvisação de movimento entre as participantes, diálogos sobre gênero, questões sobre ser mulher – que as participantes são instigadas a refletir – e a criação coletiva através das telas.
Além disso, a proposta neste formato online é desenvolver as narrativas pessoais de cada participante focando em seu corpo como território de liberdade, criação, afirmação e autonomia.
A oficina se destina às mulheres (cis e trans) interessadas a partir de 14 anos, com ou sem experiência artística.
A professora e idealizadora da oficina ELA, é atriz, diretora e professora de teatro Kalisy Cabeda.
Foto reprodução via Zoom – oficina ELA 2021
Sobre a idealizadora:
Kalisy Cabeda é mulher, mãe e seu campo de interesse é o corpo como lugar político. Suas pesquisas são dentro do teatro, da dança, da performance e da palhaçaria. É Bacharel em Teatro pela UFRGS e Mestre em Artes Cênicas pela USP. Atua no Grupo Cerco de teatro desde sua fundação como atriz e assistente de direção. No Coletivo Âmago desenvolve trabalhos com dança, vídeo e performance ao lado da artista
Sissi Betina Venturin e com diferentes artistas colaboradores. Pesquisa a palhaçaria no Núcleo NIC-Mulheres Palhaças, um coletivo de palhaças que investiga a palhaçaria feminina e seus desdobramentos.
Desde 2011 ministra aulas de teatro para diferentes grupos e projetos e desde 2018 realiza a oficina ELA: Experiência Cênica para Mulheres, na qual desenvolve uma oficina prática de teatro e dança com foco no público feminino.
SERVIÇO
Dias 11 de junho de 2021, das 19h às 21:30h e
12 e 13 de junho de 2021, das 15h às 18h.
Serão três encontros pela plataforma Zoom.
Mais informações acesse o evento no Sympla:
https://www.sympla.com.br/13-edicao-ela-experiencia-cenica-para-mulheres—oficina-online
__1220717
BOLSA
Será disponibilizada bolsa-social para mulheres que necessitam, para solicitar a bolsa envie um e-mail contando os motivos pelas quais você tem interesse em realizar esta oficina e porquê precisa da bolsa neste momento, dois dias antes do início da oficina a bolsista selecionada será contatada por e-mail.
E-mail: elacenciamulheres@gmail.com
Siga a Oficina ELA no Instagram:
@oficina_ela
Para saber sobre os demais projetos que a Kalisy Cabeda integra, siga:
@amagocoletivo @grupocerco
@nic.mulherespalhacas e @oficina_ela
No período de sete a 30 de junho, o Museu de Arte de Santa Maria apresentará no espaço Iberê Camargo a exposição “Deusas do Mundo” da artista visual Susane Kochhann.
Ao JÁ Porto Alegre ela explicou: “Essa exposição surgiu da minha busca de trabalhar com esse arquétipo feminino de mulher selvagem que tenho e toda mulher possui também. Em geral, as deusas conhecidas são as gregas. Pesquisei sobre deusas celtas, chinesas e etnias diferentes, inclusive uma índia brasileira. Na mostra cada uma terá um texto explicativo. Todas têm uma lado selvagem, que a gente se identifica, que está sendo confrontado agora por essa pandemia”.
No texto de divulgação da mostra Susane escreve:
“A exposição Deusas do Mundo é uma instalação artística múltipla e inquieta. O processo criativo possibilitou experimentos nas mais diversas formas de expressão – pintura, desenho, bordado, modelagem, corte e costura, cerâmica e escultura – e pouco a pouco gerou e ocupou espaços plurais, mentais, físicos, afetivos, entre outros.
Susane Kochhann. Foto: Divulgação
A instalação de arte têxtil possui 20 peças vestíveis criadas a partir de representações de arquétipos femininos. A instalação como modo de apresentação dos trabalhos permite a contemplação da obra de arte, não como objeto, mas como uma situação, tornando o espaço expositivo possível para ser percorrido e sentido, valendo-se da experiência, onde o espectador poderá encontrar a sua própria vivência introspectiva.
O ofício artístico feito à mão é uma parte importante do trabalho e a história contada propõem uma reflexão sobre a nossa própria identidade, muitas vezes calada e abafada e por vezes, prejudicada por séculos de patriarcado e machismo, somadas a absorção das mais diversas problemáticas experiências do mundo e da vida contemporânea.
Cada peça representa uma leitura interpretativa e intuitiva a partir de uma ampla pesquisa bibliográfica de algumas deusas, – Baba Yaga, Lillith, Deméter, Perséfone, Iemanjá, Freya, e outras – materializadas no tecido, nas linhas e em diversos materiais encontrados na natureza.
E assim, convido o público a apreciar as obras com a mente livre de preconceitos e a se permitir um reencontro com o Self, com o Eu interior, pois o conjunto da obra permite que a observação seja múltipla, individual e sensível”.
Susane Kochhann, na montagem da exposição. Foto: Divulgação
`Por email, a artista visual concedeu essa entrevista:
PERGUNTA: Quem é Susane Kochhann?
RESPOSTA: Susane Kochhann, nascida na cidade de Boa Vista do Buricá-RS em 1974 (47 anos). Formação acadêmica: Ciências Contábeis (2007), Artes Visuais (2016), Mestre em Engenharia de Produção na área de Qualidade e Produtividade (2011), realizou inúmeras exposições individuais e coletivas nacionais e internacionais. Atua profissionalmente como artista, gestora cultural e curadora.
PERGUNTA: – O que caracteriza essa exposição? e seu trabalho?
RESPOSTA: Ela representa uma expressividade a partir de materiais diferentes – tecido, cerâmica e outros materiais – e a temática relacionada a arquétipos femininos no formato de uma instalação de arte textil, com peças vestiveis.
PERGUNTA: Os suportes usados na exposição: pintura, desenho, bordado, etc. Como chegou a essa solução, a essa opção artística?
RESPOSTA: Sou uma artista multifacetada. Não me percebo utilizando uma única linguagem para a criação. Acredito que na produção artística a liberdade é fundamental. Em meu processo criativo não vejo como me limitar unicamente num determinado tipo de material ou linguagem.
PERGUNTA: Há uma pegada feminina e feminista no trabalho. O que as deusas representam e significam na exposição?
RESPOSTA: Porque deusas? A partir de uma pesquisa sobre arquétipos femininos. Encontrei nas histórias contadas um significado interessante sobre luta, resistência e determinação das mulheres em sua pluralidade étnica. A criação das peças aconteceu através da pesquisa, técnicas (corte e costura, modelagem e outras), materiais diferentes e uma interpretação poética, sensível e íntima.
PERGUNTA: Como é fazer arte fora do circuito de porto Alegre?
RESPOSTA: significa ir ao encontro de um público diferente que anseia pelo conhecimento teórico, técnico, sensível e poético que a arte proporciona.
PERGUNTA: Como tem sido trabalhar com arte em tempos pandêmicos?
RESPOSTA: Trabalhar com arte em tempos pandêmicos tem sido uma imersão no fazer e na pesquisa. O isolamento social proporcionou essa imersão que em outros tempos talvez não fosse possível.
“Cortejo ao Mar”, espetáculo de dança que será apresentado dias 05 de junho (em Rondinha, Capão da Canoa e Tramandaí) e 26 de junho na praia do Cassino, respeitando os protocolos de segurança vigentes em função da pandemia da COVID 19, é dirigido por Marsal Rodrigues e tem financiamento da Lei Aldir Blanc. A montagem traz para a cena o resultado de meses de trabalho com a inspiração potente do mar e seus deuses, mistérios, profundidade e perigos, a ancestralidade dos cortejos no mar, oferendas, fé e esperança.
O resultado final, ou seja, a encenação propriamente dita, é fruto do trabalho de pesquisa e ensaio individual de cada ator/bailarino que, ao longo do processo trocaram impressões, suas histórias, seus arquétipos e personagens. Durante o andamento do projeto, foram gravadas cenas, performances dos atores em suas casas e os bastidores que formam o espetáculo. O resultado, incluindo essas gravações e as apresentações presenciais, estará no vídeo Cortejo ao Mar, nas redes do projeto.
Não é a primeira vez que Marsal propõe um trabalho nesse formato. Faz vinte anos que trabalha com experimentos em rede e à distância. Com prêmios nacionais e internacionais realizou o primeiro espetáculo ‘Lá e Cá’ em dois locais de forma simultânea formando um único trabalho. Na sequência veio o #Tapiocatouch que estreou na Alemanha onde o grupo encontrou-se pela primeira para apresentar e que depois percorreu o Brasil em excursão. Como produtor, diretor e criador do projeto, Marsal vem desenvolvendo essas metodologias de trabalho por meio de redes e assim congregando pessoas das mais diferentes trajetórias e vertentes artísticas. ‘Cada um neste projeto é impar, tem seu histórico, e se torna de extrema importância na construção deste movimento’, afirma.
Milene Tafra – Performer/ artista visual (artista convidada)
Carlos de los Santos + Equipe – Filmagens e fotografia
Maira Coelho – Figurino
Luana Emil – Antropóloga
Bebe Baumgarten – Assessoria de imprensa
Ananda Aliardi – Identidade visual e Redes sociais
Marsal Rodrigues é artista performático, educador, produtor e diretor que busca em suas obras reunir vários aspectos da cultura local-nacional. A ideia é construir, assim, processos coletivos através da criação digital-humana que se baseiam na potência das bagagens individuais como principal fonte criativa para colagens, compartilhamentos e trocas na construção do objeto artístico.
João Lima é ator e bailarino/performer desde 1995. Mestre em Artes Cênicas e Especialista em Arte, Corpo e Educação UFRGS. Atualmente é pesquisador e educador das práticas brincantes com o corpo e a teatralidade, no espaço da educação não formal. Ministra aulas de psicomotricidade relacional de educação infantil.
Rita Guerra é bailarina, coreógrafa, diretora e professora há 30 anos. Atualmente reside em Bento Gonçalves/RS. Escolheu a dança como uma forma de estar no mundo. Inquieta, como seu nome artístico evoca, atua também como fotógrafa, na tentativa de capturar aquilo que o movimento, por sua essência, torna efêmero. Observadora, ainda que isso não seja considerado profissão, é a ocupação que norteia sua existência artística como um todo.
Raquel Vidal é bailarina e performer da cena porto-alegrense há 8 anos; pesquisadora do corpo e movimento; instrutora de dança contemporânea, pilates e pole dance; fundadora e professora da escola de dança Limbo Pole Training em Porto Alegre
Milene Tafra, artista visual, reside e trabalha em Porto Alegre/RS. Investiga e experimenta em diversas mídias, focando-se, atualmente, na pintura, performance e seus desdobramentos. Volta seu interesse para a temática do corpo e à ausência de fronteiras entre humano, não-humano e mais-que-humano, natureza e cultura, natural e artificial, sob uma perspectiva feminista ecológica, anticapitalista e decolonial. Participou de exposições coletivas em espaços de arte autônomos físicos e virtuais. Faz parte do coletivo de artes visuais La Concha.
Denise Azeredo é coreógrafa, figurinista, dançarina. Atualmente é diretora artística e coordenadora geral do Ponto de Cultura Raízes da Paz. Parecerista do CNIC. Mestranda em Processos e Manifestações Culturais/ FEEVALE-RS. É membro da Comissão de Coordenação do Programa de Pósgraduação em Processos e Manifestações Culturais e integra a diretoria da Articula Dança RS (Coordenadoria LGBTQIAP+). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Coreografia, danças e cultura popular brasileira, atuando principalmente nos segmentos ‘qualidade de vida na dança’ e ‘Dança Popular Brasileira. Possui graduação em Dança pela Universidade Luterana do Brasil (2010).
Marilice Bastos atua, desde 2002, como bailarina em Porto Alegre-RS, participando de grupos e também como artista independente. Ganhou diversas premiações do governo federal, estadual e municipal, em 2019 ganhou o Prêmio Açorianos de dança como melhor bailarina. Desde 2012 dirige o Espaço Cultural DCDA, um espaço destinado à prática da dança e atividades corporais para a comunidade. Dentre os projetos realizados, destaca-se a Residência Artística de Integração entre a Dança Contemporânea e a Música Brasileira, realizado na Espanha.
Vera Carvalho está envolvida com as artes cênicas desde os 17 anos, começando pelo teatro, passando pelo circo, dança, bambolê e burlesco. Também possui formação em Pilates e é praticante de Ioga.
CORTEJO AO MAR
Dia 05 de junho, sábado, em Rondinha, Capão da Canoa e Tramandaí / na beira da praia
Pontos de encontro:
* Rondinha – às 10h30
saída da Rua Capivari, próximo ao Super Bolão / na beira da praia – direção norte
* Capão da Canoa – às 13h30
saída da Av. Central esquina com Av. Beira Mar / na beira da praia – direção norte
* Tramandaí – às 15h30
saída da Av. Beira Mar esquina com Rua Delmar Antonio Rodrigues, próximo ao monumento à Iemanja / na beira da praia – direção norte
Dia 26 de junho, sábado, na praia do Cassino / na beira da praia
* Cassino – às 11h
Saída da Av. Rio Grande esquina com beira Mar, próximo ao monumento à Iemanja / na beira da praia – direção norte