Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Fotógrafa portuguesa Fernanda Carvalho expõe “Fora de Cena” na Galeria Escadaria

    Fotógrafa portuguesa Fernanda Carvalho expõe “Fora de Cena” na Galeria Escadaria

    Higino Barros

    A Galeria Escadaria faz o lançamento oficial nesse sábado, dia sete, da exposição “Fora de Cena” da fotógrafa portuguesa Fernanda Carvalho. A galeria fica no viaduto Otávio Rocha, escadaria Verão, Centro Histórico. Nascida em Lisboa, Fernanda transita pelo teatro, arquitetura e principalmente a fotografia, onde realizou mais de 20 exposições individuais em Portugal e Espanha e participou de outras dezenas de exposições coletivas pela Europa.

    Em Porto Alegre participou das exposições de rua, Street Expo Photo, no viaduto Otávio Rocha e da exposição Mosaicografia, no largo Glenio Peres.

    Segundo Lidiane Back, que apresenta a mostra e é autora dos textos que acompanham cada fotografia, “a exposição da Fernanda Carvalho nos convida a adentrar num mundo cheio de cor, de fantasia e nos faz passear pelas memórias afetivas. Costumamos dizer que a fotografia é a arte de parar o tempo, mas a Fernanda foi além, subverteu essa ideia e nos faz passear no tempo, não aquele tempo histórico que aprendemos na escola, mas o tempo das emoções, o tempo da arte …

    É como se a artista nos perguntasse a cada foto o que estamos deixando transbordar em nós? Como nossos olhos têm enxergado o mundo a nossa volta? A beleza da vida nasce da nossa capacidade de enxergá-la bela e é assim que a Fernanda nos envolve retirando os elementos de sua fotografia do seu lugar comum, tirando-os de cena, e nos convidando a recriar histórias, poesias através do seu olhar … Uma verdadeira pausa no tempo e espaço no meio do caos urbano no centro de uma grande cidade!”

    Serviço:

    Lançamento Oficial 08.09.2021

    Encerramento 31.09. 2021

    Galaria Escadaria – viaduto Otávio Rocha, escadaria verão, Centro Histórico Porto Alegre-RS

    Curadoria de Marcos Monteiro

    Textos expositivos: Lidiane Back.

    O curador da Galeria Escadaria, Marcos Monteiro, conversou com o repórter Higino Barros sobre a exposição

    Pergunta: Como você conheceu a fotógrafa Fernanda Carvalho? Onde ela nasceu e qual sua idade?
    Resposta: Conheci a Fernanda Carvalho após a exposição Mosaicografia realizada no largo Glênio Peres em 2016 através de seus colegas portugueses que expuseram na amostra. Este ano ela completará 69 anos.

    Pergunta:  O que caracteriza o trabalho dela? Nesse, a ênfase é em retratos de pessoas e cenas criadas em estúdio. As outras fotos das exposições anteriores que ela participou aqui é a mesma temática?

    Resposta: A Fernanda tem forte influência do teatro e sua fotografia
    abrange projetos autorais de estúdio e fotografia street, seu olhar é refinado e suas fotos sempre tem uma história a contar, não consigo especificar seu estilo, para mim a fotografia da Fernanda é carregada de signos interpretativos e de uma originalidade impar.

     

    Pergunta:  Essa foi a primeira exposição internacional da Galeria Escadaria. Há outras na frente?
    Resposta: A galeria nasceu em março deste ano e em seu 5º mês de existência apresenta sua 4ª exposição, que é a “ Fora de Cena” da querida Fernanda Carvalho, isso para mim é uma enorme alegria e satisfação, pois o fato de levar a arte de qualidade para a rua, estabelece um diálogo com pessoas que nunca frequentaram um museu ou galeria, além de aproximar todos a arte acaba formando um novo interesse na vida dessas
    pessoas.

    Pergunta: Há toda uma preocupação no conteúdo das exposições, já que é um lugar público. Explica isso.
    Resposta: Isso é uma questão super delicada, o fato da galeria estar na rua perto de crianças,jovens e o público em geral, faz com que tenhamos cuidados para não criar constrangimentos ou desinformação. A arte não pode ser tolhida, mas tem que ter responsabilidade social.

    Pergunta: Como tem sido a reação do público expectador?

    Resposta: A reação é a melhor possível, minha
    maior recompensa é ver crianças ou pessoas menos favorecidas admirando as obras com encantamento no olhar.

    Pergunta:  E como tem sido realizar exposições, em tempos pandêmicos?

    Resposta: A Galeria Escadaria não tem vigilância e durantes as 4 exposições não houve sequer uma depredação, nosso povo é muito mais responsável e culto do que imaginamos. Em relação a
    pandemia, a Galeria por ser num espaço aberto e sem aglomeração, permite que as pessoas transitem despreocupadas e seguras.

    Pergunta:  O que projeta para quando as condições de segurança de saúde estiverem mais consolidadas?
    Resposta: Acredito que estamos vivendo uma “nova ordem mundial” nunca será como antes, sempre teremos alguma variante nova, mas acredito que as pessoas vão buscar algo para preencher este espaço vazio que se criou com a pandemia e nessa busca a arte vai predominar.

  • Associação Chico Lisboa celebra 83 anos, virtualmente, com bate papo, dança e música

    Associação Chico Lisboa celebra 83 anos, virtualmente, com bate papo, dança e música

    A Associação Chico Lisboa completa 83 anos e para celebrar, na próxima segunda-feira, dia 09 de agosto, às 19 horas, será realizado um encontro virtual de aniversário com convidados. O evento será transmitido pelo www.facebook.com/associacaochicolisboa.

     

    Na programação, o bate-papo “Histórias da Chico que não estão nas atas” com Zoravia Bettiol, Francisco Alves e Liana Timm, além da performance de dança No-outro lugar, da Cia A Trupe Dosquatro, e apresentação musical de Liana Timm.

     Fundada em 1938, a Chico Lisboa é a mais antiga entidade cultural em funcionamento no Estado. Ao longo de sua história, a Chico Lisboa teve como diretores e presidentes grandes expoentes das artes plásticas do Rio Grande do Sul, tais como: Carlos Scliar, Guido Mondim, Francisco Stockinger, Vasco Prado, Zoravia Bettiol, Riopardense de Macedo, Carlos Alberto Petrucci, entre outros.

    Zoravia Bettiol. Foto: Cássia Alexandra/ Divulgação

    Zoravia Bettiol, artista plástica, designer e arte-educadora. Nasceu em Porto Alegre, RS, em 1935. Participou de 153 exposições individuais e mais de 400 coletivas, em Bienais, Trienais e exposições importantes internacionais entre 1959 e 2021 na América do Sul, Europa, EUA e Japão. A mais significativa foi a retrospectiva Zoravia Bettiol – O Lírico e o Onírico no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em 2016. Suas obras estão em acervos dos principais museus e centros culturais do mundo como o Brooklyn Museum, de Nova Iorque; o Kunstindustriemuseet, de Oslo, Gabinet des Estampes Bibliothéque Nationale de Paris e o Museum of Modern Art, de Kyoto.

    O Jose Francisco Alves. Foto: Denise Andrade e Iara Morselli/ Divulgação

    José Francisco Alves – Graduado em Escultura, Doutor e mestre em História da Arte. Membro da Associação Internacional de Críticos de Arte e Conselho Internacional de Museus. Professor concursado do Atelier Livre Xico Stockinger, da Prefeitura de Porto Alegre.

    Liana Timm. Foto Luis Ventura/ Divulgação

    Liana Timm – Artista multimídia, arquiteta, poeta e designer. Transita pelas Artes Visuais, Literatura, Artes Cênicas e Música com atelier em constante ebulição. Tem participação em 44 publicações, 18 individuais de poesia, 18 textos de dramaturgia. Conta 76 exposições individuais e 15 prêmios recebidos. Produziu o projeto ‘Freud e os escritores’ em cartaz por 9 anos (2010/19), BossaJazz&Cia, shows de música e poesia e Experiências Cênicas Multimídia, performances cênicas de sua produção poética.

    Chico Lisboa

    (51) 3224.6678
    chicolisboa@chicolisboa.com.br
    www.chicolisboa.com.br
    www.facebook.com/associacaochicolisboa
    twitter: @chicolisboaarte

    instagram: @chicolisboaarte
  • Biba Meira e seu “Microscópicos Ritmos de uma Máquina de Escrever”

    Biba Meira e seu “Microscópicos Ritmos de uma Máquina de Escrever”

    A baterista e percursionista Biba Meira está com financiamento coletivo para viabilizar seu segundo trabalho solo ‘Microscópicos Ritmos de uma Máquina de Escrever’

    O projeto está na plataforma Benfeitoria e o público pode conferir e participar de diversas formas. O prazo para contribuir é até 16 de agosto. Confira em: www.benfeitoria.com/bibameira

    “Microscópicos Ritmos de uma Máquina de Escrever” nasceu em uma noite de insônia na pandemia. Neste novo disco, Biba Meira põe em prática a criação e gravação de composições melódicas e rítmicas, tendo como elementos principais uma máquina de escrever e sons percussivos.

    “Foi algo totalmente instintivo e motivado por ideias criativas envolvendo sons variados da cidade, instrumentos musicais e uma máquina de escrever. Nas primeiras cinco composições, convidei diversas musicistas, músicos e videomakers para participarem como parceiros na criação das obras e produção dos vídeos”, afirma a baterista, importante figura da cena local, integrante da fundamental banda DeFalla, e atualmente à frente de um dos projetos mais bacanas no sul do Brasil: As Batucas – Orquestra Feminina de bateria e Percussão.

    O novo disco será um trabalho autoral com a participação de vários músicos e musicistas da cena da cidade compartilhando este desafio musical proposto por Biba, em mais um de seus criativos projetos. O formato será EP, com distribuição exclusivamente digital pela Ímã Records.

    Frame documentário Batucas.Foto: Lisi Kieling/ Divulgação

    O novo projeto amplia os sons da cidade de forma inovadora e irreverente. Serão compostas mais seis músicas e clipes para as respectivas músicas, sempre contando com diferentes parcerias musicais. ‘Várias cabeças compondo, musicando e diversificando produz um resultado único e instigante’ afirma Biba.

    Um total de quinze músicos e musicistas participarão do projeto, além de seis videomakers.  O EP será lançado pela Ímã Records nas plataformas digitais juntando a primeira fase do projeto, já concluída, com esse novo formato incluindo os sons da cidade. Ao total serão lançadas onze músicas.

    Nesta nova fase participam artistas como Edu K, Flávio Santos e Castor Daudt (parceiros no DeFalla), Diego Dias, Miriã, Samara, Negra Jaque, Gutcha Ramil, Dessa Ferreira, Dejeane Arruèe, Luciano Albo, Carlos Stein e Veco Marques. Alguns dos vídeos dessa etapa vão ser feitos pelo Rogério Brasil Ferrari, Lisi Kieling, Eduardo Christofoli, entre outros. Na primeira leva de músicas, com obras já concluídas, participaram Marcelo Fornazier, Nina Nicolaiewsky, Júlia Pianta, Raquel Pianta, Luís Nenung, Marcelo Granja, Arthur de Faria e Daniela Garcia.

    Entre as recompensas do projeto aos apoiadores estão o próprio EP, agradecimentos nas redes, oficinas de percussão com As Batucas (em formato virtual) e muito mais!

    Confira alguns dos trabalhos:

    Microscópicos Ritmos de uma Máquina de Escrever

    Na plataforma Benfeitoria

    Acesse o link: www.benfeitoria.com/bibameira

  • Funkalister mostra a sonoridade das décadas de 1960 e 1970, no Butiá

    Funkalister mostra a sonoridade das décadas de 1960 e 1970, no Butiá

    O Butiá recebe, neste sábado (7), a banda Funkalister. A apresentação ao ar livre inicia às 16h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com.

    A Funkalister surgiu em 2002, em Porto Alegre, com o intuito de buscar uma sonoridade típica das décadas de 60 e 70. Entre suas principais influências estão o funk e o soul dos anos 70, o rock, o jazz, a bossa e o samba.

    Para este show, a banda passará por músicas dos álbuns lançados em 2006, 2008 e 2012), intercalando com sucessos de artistas e grupos que servem de inspiração, como Earth Wind & Fire, Quincy Jones, Stevie Wonder, Sivuca, Tim Maia e Eumir Deodato.

    Integram o grupo: Chico Paixão (guitarra), Everton Velasquez (baixo), Leonardo Boff (teclados), Rodrigo Siervo (sax), Mateus Mapa (flauta) e os músicos convidados Márcio Pexi (bateria), Huberto Boquinha (trombone), Renato Dallago (trompete) e Felipe Santos (percussão).

  • “Todo mundo tem um sonho”, em documentário, exposição fotográfica e workshop virtual

    “Todo mundo tem um sonho”, em documentário, exposição fotográfica e workshop virtual

    O espetáculo “Todo mundo tem um sonho”, produção original do Pertence Cultural em parceria com as artistas Paula Carvalho (diretora) e Bianca Bueno (coreógrafa), e que levou ao palco mais de 100 pessoas com deficiência ao palco do Theatro São Pedro, em setembro de 2019, vai estrear em formato de documentário. A novidade traz também uma exposição fotográfica e um workshop online. O início da programação será no dia 06 de agosto, na plataforma online http://pertence.me/cultura e integra as comemorações dos 10 anos do Pertence.

     A programação cultural foi viabilizada com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20, por meio do Edital Criação e Formação – Diversidade das Culturas da Fundação Marcopolo. Todas as ações do projeto preveem acessibilidade em libras, legenda e audiodescrição.

    Foto: Fabricio Sviroski-Artimagem/ Divulgação

    “Há mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo, mesmo assim elas continuam praticamente invisíveis. Ao longo da história, a pessoa com deficiência foi vista como alguém ‘sem capacidades’, colocada à margem de tudo e de qualquer bem, seja ele social, cultural, político ou econômico. Queremos com o filme, apresentar as potencialidades e a riqueza da nossa diversidade, e, a partir deste local de protagonismo, que é o palco, mostrar que a pessoa com deficiência, quer e vai assumir o seu lugar de protagonismo na vida e no mundo!”, destaca Paula Carvalho diretora/roteirista do filme e coordenadora artística do Pertence Cultural.

    Para o presidente do Pertence Cultural Victor Freiberg, “a grandeza do espetáculo ‘Todo mundo tem um sonho’ não cabe no documentário como se fossemos contar algo do passado, simplesmente. Já estamos vislumbrando oportunidades de produções futuras, criando conteúdos específicos, planejados para o nosso público”.

    Foto: Fabricio Sviroski/ Divulgação

    Exposição, workshop e documentário – A exposição virtual que registra imagens do espetáculo teatral inclusivo tem a curadoria de Roberta Millarch e será lançada no dia 06 de agosto, às 19h, como abertura do Projeto “Todo Mundo tem um Sonho – Caminhos para um porto mais alegre, diverso e inclusivo”.  Ao todo, são cerca de 40 imagens registradas pelos fotógrafos Lua Luna; Elisa Pegoraro; Fabricio Sviroski, da Art Imagem; e Pegorer Studio.

    No dia 10 de agosto, das 19h às 20h, será a vez do workshop DANÇA-TEATRO com a dançarina, coreógrafa e cofundadora do grupo Fábrica de Sonhos, Bianca Bueno. Com uma metodologia que se baseia no respeito às individualidades e se potencializa por meio da diversidade, o workshop conta com acessibilidade em libras e audiodescrição. As vagas são limitadas e o acesso é gratuito e aberto a todos os interessados a partir dos 16 anos. O evento acontecerá via plataforma Zoom. Inscrições disponíveis no site www.pertence.me/cultura. Mais informações pelo telefone: (51) 99176 9191.

    A programação se encerra com o lançamento do documentário, no dia 12 de agosto, às 20h, no canal do Youtube do Pertence. O vídeo conta a experiência e a metodologia do grupo Fábrica de Sonhos – Arte, Inclusão, Diversidade e Pertencimento fundado pelo Pertence em parceria com as artistas Paula Carvalho (diretora) e Bianca Bueno (coreógrafa), que levou ao palco mais de 100 pessoas com deficiência, em setembro de 2019. São imagens exclusivas das apresentações e bastidores do espetáculo, costuradas com entrevistas dos diretores e gestores do projeto, artistas com e sem deficiência e depoimentos de pessoas que presenciaram a encenação. O filme é uma realização do Pertence Cultural, com direção e roteiro da artista Paula Carvalho, produção audiovisual e direção de fotografia de Voltaire Barbieri e produtora E-frame Art and Filmes.

    Tecnologia pedagógica

    Desde que foi fundado, há 10 anos, o Pertence vem se consolidando como uma referência nacional no atendimento de pessoas com deficiência intelectual e suas famílias. Nascido com a inédita ideia de clube com atividades de convivência e sociabilidade, naturalmente, cresceu e precisou agregar conhecimento na gestão de seus próprios objetivos.  Entre as atividades do Pertence estão passeios, oficinas, atividades especializadas, Curso profissionalizante “Trabalho & Vida”, Pertence Virtual, capacitações, Grupo “Dialogando com as Famílias e viagens.

    Hoje, são 45 profissionais envolvidos na operação de forma sistemática ou pontual, além de 196 voluntários para diversas atividades que apontam, por exemplo, para números anuais de 120 oficinas de teatro, 96 oficinas de música e 120 oficinas de dança. São 600 vagas para participantes de ações virtuais e 120 vagas para Porto Alegre e região, nas modalidades presenciais.

     

    “É uma inovação não nos posicionarmos como clínica, escola ou espaço terapêutico. Nossa missão é criar experiências memoráveis e despertar o sentimento de pertencer a quem precisa. Em 2020 e 2021, convivendo com as adaptações da pandemia Covid-19, abrimos novas perspectivas e nosso modelo de trabalho – incluindo os esforços para possibilidades virtuais – é novamente uma inovação que precisamos avançar”, reconhece Geniane Pereira, executiva da gestão geral do Pertence.

     Programação:

    06/08 a 15/08 – Exposição Todo Mundo tem um sonho” no site www.pertence.me/cultura.

     10/08, das 19h às 20h – Workshop de dança-teatro “Todo mundo tem um sonho”. Inscrições gratuitas: www.pertence.me/cultura. Vagas limitadas.

     12/08, às 20h – Lançamento Minidoc “Todo mundo tem um sonho” no canal do Youtube Pertence Virtual.

     

  • Culturas indígenas são destaques no aniversário do Coletivo Fora da Asa

    Culturas indígenas são destaques no aniversário do Coletivo Fora da Asa

    Com rodas de conversa e exibição do espetáculo “Terra Adorada”, programação é gratuita e inicia dia 4 de agosto

    O coletivo Fora da Asa: experiências plurais celebra três anos no mês de agosto com um evento virtual voltado aos saberes dos povos indígenas. A programação inclui rodas de conversa e o espetáculo teatral “Terra Adorada”, que tem como tema central a violência contra mulheres indígenas e foi vencedor do prêmio Açorianos de Teatro 2019 de Melhor Dramaturgia e Prêmio Braskem 2020 segundo Melhor Espetáculo.

    Com contribuições espontâneas, o evento pretende arrecadar recursos para custear a ida das mulheres a Brasília, onde indígenas de diversos povos  estarão reunidos em agosto para protestar pelo direito à terra. A programação ocorre no instagram @foradaasa e no Google Meet.

    As ações iniciam no dia 4 de agosto, quarta-feira, às 18h30, com uma roda de conversa entre Iracema Gã Téh, Kujã  Kaingang e Rejane Paféj, mestranda em psicologia social e institucional. Na quarta-feira da semana seguinte (11), às 18h30, a cacica Xokleng Cullung Vei-Tcha Teie, representante do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul, e Cullar Maiule Teie, ambas são representantes da Retomada Xokleng Konglui em São Francisco de Paula e debatem sobre a luta das mulheres pelo direito aos territórios tradicionais.

    A programação encerra com o espetáculo “Terra Adorada”, que será exibido no dia 18 de agosto, às 19h. Entrelaçando narrativas vivenciadas em terras indígenas Guarani e Kaingang, notícias jornalísticas, dados históricos, palavras de Renata Tupinambá, Davi Kopenawa, Daniel Munduruku, Jaider Esbell, “Terra Adorada” apresenta um olhar crítico sobre esse Brasil parido à força, inventado a partir das dores de mulheres pegas no laço. Após o espetáculo, haverá uma conversa mediada por Angélica Kaingang, com a participação de mulheres indígenas e da atriz e idealizadora do espetáculo, Ana Luiza da Silva.

    A produção é da Complô Cunhã, produtora cultural dedicada a mover projetos de, com e por mulheres,  e terá inscrições prévias pelo email complocunha@gmail.com.

    Foto (drone) de Maria Luiza Rosa/ Divulgação

    Confira a programação:

    04/08, às 18h30 – Psicologia e medicina tradicional Kaingang (instagram @foradaasa)

    Com Rejane Paféj e Iracema Gã Téh

    Rejane Paféj, kanhgág psicóloga, mestranda em psicologia social e institucional.

    Iracema Gãh Téh, mulher indígena Kaingang, kujà (xamã). Palestrante de cosmopolítica. Artesã. Militante, luta pela causa e pelos direitos indígenas através de debates e trabalhos com a medicina tradicional Kaingang.

    Na live, haverá arrecadação de colaborações financeiras para a ida de Iracema Gã Téh a Brasília, na mobilização dos povos indígenas em agosto contra o PL490 e o Marco Temporal. Pix da Iracema Gã Téh: CPF 349.022.360-87

    11/08, às 18h30 – A luta das mulheres indígenas pelo direito aos territórios tradicionais (@foradaasa)

    Com Cullung Vei-Tcha Teie e Cullar Maiule Teie

    Cullung Vei-Tcha Teie, cacica da retomada Xokleng Konglui em São Francisco de Paula. Primeira coordenadora do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul. Liderança feminina, militante na luta pelos direitos dos povos indígenas.

    Cullar Maiule Teie, representante do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul. Representa o povo Xokleng Konglui cursando faculdade em Porto Alegre. Participa do movimento pelos direitos indígenas desde os 15 anos de idade. Cresceu na aldeia, atualmente é militante da retomada de São Francisco de Paula.

    Na live, haverá arrecadação de colaborações financeiras para a ida de Cullung Vei-Tcha Teie a Brasília, na mobilização dos povos indígenas em agosto contra o PL490 e o Marco Temporal.  Pix: culungteie@gmail.com

    14/08, das 18h às 20h – Minicurso: Por que devemos considerar uma psicologia decolonial? com Rejane Paféj

    O curso abordará as questões relativas ao nosso kanhgág êg my há (o que faz bem para nós kaingangue) para uma Psicologia das florestas, dos rios, dos encantados, dos nossos jagrês, seres da floresta, dos médicos espirituais, dos nossos kofás, velhos sábios que carregam consigo uma biblioteca inteira de conhecimentos ancestrais para resistir para existir nesses momentos tão duros.

    Valor de contribuição à ministrante: R$50. Inscrições: foradaasapoa@gmail.com

    18/08, às 19h – espetáculo teatral “Terra Adorada” (via Google Meet)

    Um espetáculo sobre nós, dirigido a nós, os brasileiros que não se consideram índios. Entrelaçando narrativas vivenciadas em terras indígenas Guarani e Kaingang, notícias jornalísticas, dados históricos, palavras de Renata Tupinambá, Davi Kopenawa, Daniel Munduruku, Jaider Esbell, Terra Adorada apresenta um olhar crítico sobre esse Brasil parido à força, inventado a partir das dores de mulheres pegas no laço. Um espetáculo sobre um país que “vai pra frente”.

    O valor arrecadado será dividido entre o coletivo de artistas do espetáculo e um coletivo de mulheres indígenas do RS , para colaborar com o transporte para a II Marcha das Mulheres Indígenas que acontecerá em setembro em Brasília

    Após o espetáculo, haverá uma conversa com mulheres indígenas mediada por Angélica Kaingang.
    Inscrições prévias: complocunha@gmail.com.

    FICHA TÉCNICA

    Idealização, pesquisa, atuação: Ana Luiza da Silva

    Direção: Jezebel De Carli e Ana Luiza da Silva

    Dramaturgia: Ana Luiza da Silva, Jezebel De Carli

    Colaboração dramatúrgica: Vika Schabbach

    Cenografia: Ana Luiza da Silva e Jezebel De Carli

    Iluminação: Carol Zimmer

    Figurino: Ana Luiza da Silva e Iara Sander

    Trilha sonora pesquisada: Ana Luiza da Silva

    Preparação de bufão: Aline Marques

    Edição de vídeos: Carina Macedo

    Produção: Complô Cunhã

    Adaptação em vídeo: Ana Luiza da Silva, Jezebel De Carli, Maria Luiza Rosa, Marina Matte, Mirim Bnites.

    Prêmio Açorianos de Teatro 2019: Melhor Dramaturgia

    Prêmio Braskem em Cena 2020: Segundo Melhor Espetáculo

  • Uma campanha para salvar a Terreira da Tribo, escola de teatro e rebeldia

    Uma campanha para salvar a Terreira da Tribo, escola de teatro e rebeldia

    Paulo Flores, um dos idealizadores da “Terreira da Tribo”, marco de rebeldia e inovação nas artes cênicas em Porto Alegre, está divulgando a seguinte mensagem no Instagram:

    “SALVE A TERREIRA DA TRIBO!
    “Venho aqui pedir a solidariedade e colaboração de todas as pessoas que acreditam na Arte e na Cultura para que apoiem o centro cultural Terreira da Tribo”.

    “Vivemos tempos sombrios e da maior crise sanitária da história. A TERREIRA vem resistindo bravamente para não fechar as suas portas”. Você pode colaborar com uma assinatura mensal através da benfeitoria.com/terreiradatribo  ou com uma doação para Associação dos Amigos da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nois Aqui Traveiz CNPJ 95.123.576/0001-52 através da conta
    Caixa econômica Federal
    Agência 0448
    Operação 003
    Conta Corrente 01315-4
    Ou pelo PIX
    Chave 95123576000152

    A Terreira da Tribo é um espaço de aprendizagem e pesquisa teatral e sobretudo de resistência ao pensamento único.

    Criado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz  em 1984, o espaço  reuniu e reúne artistas de diferentes linguagens, do teatro ao cinema, das artes visuais a música, sempre com atividades abertas e gratuitas

  • Obras de Erly Almanza celebram o bicentenário da independência do Peru

    Obras de Erly Almanza celebram o bicentenário da independência do Peru

    Na próxima quarta-feira, dia 28 de julho, o Peru celebra seus 200 anos de independência. O bicentenário serve para celebração no Aberto Espaço Cultural, que abre as portas de sua galeria, agora localizada em São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra, para o artista peruano Erly Almanza.

    Zeca/ divulgação

    As obras de Almanza, também conhecido como Lito, respondem a perguntas sobre a vida do indígena andino contemporâneo, a essência do homem andino em um mundo globalizado. Em suas invenções, a subjetividade é evidenciada por meio do misticismo e da “mestiçagem” cultural. É um trânsito contínuo que anda de mãos dadas com o caráter do artista.

    Peppa death-óleo sobre lienzo y hojas de plata-70 x 100 cm-2019/ Divulgação

    Serão, aproximadamente, 10 obras em gravura digital (processo contemporâneo de gravação de imagens por meios digitais, cuja impressão pode ser feita em papéis ou telas), além de algumas pinturas à óleo originais. Os preços variam de R$ 160 (gravuras digitais pequenas, tamanho médio de 15×15), R$ 380 as médias (35×20), ultrapassando a casa dos R$ 1.200,00 as pinturas à óleo original. Os trabalhos constituem acervo permanente do Aberto e podem ser prestigiadas a partir desta sexta-feira, dia 30 de julho.

    La banda/ Divulgação

    Conhecendo o artista  

    Nascido em Arequipa, o artista viveu parte de sua infância em Ayaviri, cidade nos Andes peruanos. Estudou Artes Plásticas na Universidade Nacional de San Agustín em Arequipa. Em 2008 deu início ao projeto “Ayar a lenda dos Inkas” (uma história em quadrinhos que narra a origem dos Incas), formando a empresa Tawa Producciones ao mesmo tempo em que passava a trabalhar pinturas indígenas em óleo e acrílico.

    Puka pollera-óleo sobre lienzo-50 x 85 cm-2019/ Divulgação

    Em 2009 realizou sua primeira exposição individual em Arequipa. Em 2010 iniciou exposições em Lima, capital peruana. Na sequência, passou por San Diego e Nova York, nos Estados Unidos. Em 2015 começou a expor suas obras indígenas na Europa, em 2016 mudou‐se para Lima, onde passou a ser representado por várias galerias. Em meados de 2017 mudou‐se para Porto Alegre para fazer o mestrado em Artes Visuais na UFRGS. Aqui no Sul, conheceu Marla Trevisan e Ricardo Giuliani, se tornando artista parceiro do Aberto. Devido à pandemia, retornou ao Peru, decidindo ficar por lá até que seja seguro viajar. Atualmente é professor de Artes Visuais e continua produzindo obras de arte que se movem entre o indigenismo e a fantasia.

    Jazz patronal/ Divulgação

    SERVIÇO 

    Obras no artista Erly Almanza no Aberto Espaço Cultural

    Sextas: das 15 às 19h

    Sábado: das 10h às 19h

    Domingos: das 10h às 13h

    Agendamento personalizado pelo fone (51) 999301911

    Endereço: Rua Assis Brasil, 236, São Francisco de Paula (RS)

    I

    El viaje del ratón-óleo sobre lienzo-70 x 100 cm-2018/ Divulgação

  • As travessias de seis escritoras negras gaúchas, em lançamento da Libretos

    As travessias de seis escritoras negras gaúchas, em lançamento da Libretos

    O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, 25 de julho, marca o lançamento do livro Travessias de Amanaã

            Mulheres são, a priori, entidades. Unidas, são força real; irmanadas na luta, pólvora; coesas em arte, deusas em ebulição. Do encontro de seis mulheres negras, as escritoras gaúchas Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht,
    surge AMANAÃ, um ser intuído pelo poder deste aquilombamento. Uma energia que passa de raiz a semente.

     

    Travessias de Amanaã (Libretos, 136 páginas) reúne textos, poemas e reflexões das seis autoras, numa construção coletiva de mulheres inspiradas em suas vivências, assim como Conceição Evaristo e Maria Carolina de Jesus. A ilustração da capa, de Carmen Lima, revela a potência e a conexão com a ancestralidade presentes nos textos. O título tem ainda edição e design de Clô Barcellos.

    No prefácio, Rudiléia Paré Neves, professora e coordenadora do Coletivo de Mulheres Negras Iyá Agbara, reconhece nas autoras a escrita se fazendo tão necessária quanto o ato de respirar.  “Essas seis escritoras, que também desempenham outras funções no dia a dia (não há uma só jornada para as mulheres) e que se entregam ao gozo – ou sofrimento? – do ato de escrever, neste livro falam do que e de quem precisa ser dito. Falam do que e de quem foi/é renegado. Falam do que e de quem foi/é esquecido. Falam de amor, de autoamor. Falam de alegrias e de dores”. E prossegue na análise: “E eu me vejo nas mulheres desses textos. Me vejo um pouco em Farisa, a menina que não podia falar com espíritos de brancos; na menina de tranças, que renasce todos os dias e na bruxa, que renasce das cicatrizes; na mulher que rompe com um ciclo de dor e na que parte sem se despedir; na que sonha e acorda molhada e na professora cujo aluno não conseguiu fazer o trabalho solicitado; na que é perseguida pelo segurança da loja e naquela cujo corpo recebe a bala perdida; na resposta certeira e forte aos olhares preconceituosos que recebemos todos os dias. Vejo todas as que são atingidas – e mortas – pelo racismo, pelo machismo, pelas opressões todas.”

    O lançamento de Travessias de Amanaã é emblemático: em 25 de Julho, dia internacional de visibilidade à luta das mulheres negras latino-americanas e caribenhas. Nesta data, às 19h, acontece o Sarau Amanaã – Energia de raiz a semente na Sala Libretos (Facebook/libretoseditora) com as autoras Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht e a convidada Rudiléia Paré Neves, intelectual negra.

    Autoras:

    Ana Dos Santos

    Poetisa, professora de Literatura e contadora de histórias, Ana é gaúcha de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Formada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Participou de diversas coletâneas e publicou dois livros de poesia: Poerotisa (Editora Figura de Linguagem) e Pequenos Grandes Lábios Negros (Editora Venas Abiertas).

    Carmen Lima

    Natural de Porto Alegre, é professora licenciada em Pedagogia, atriz, bonequeira, brincante e contadora de histórias. Dos 30 anos de docência, há 20 atua na rede estadual de ensino, como alfabetizadora, oficineira e mediadora de leitura. Formou equipe de animação e empresa de teatro de bonecos. Esta é a sua primeira publicação, a qual assina também a capa.

    Fátima Farias

    Fatima Farias. Foto: Marco Farias/ Divulgação

    Nasceu em Bagé e reside na capital Porto Alegre desde os anos 1980. É poeta, compositora e educadora social, tem como profissão também a gastronomia inspirada em temperos orgânicos. Participa de diversas coletâneas e lançou seu primeiro livro solo em março de 2020, Mel e Dendê (Editora Libretos), onde reúne poesia e prosa, dando um passeio pelos slams.

    Delma Gonçalves

    Delma Gonçalves. Foto: Estudio Nuvem de Afeto/ Divulgação

    Nasceu em Porto Alegre, é poetisa, compositora, produtora cultural. Graduada em Letras com pós-graduação em Produção Textual, suas poesias estão em diversas coletâneas. Publicou Cinco Décadas de Samba no Bairro Santana  (Editora Cidadela) e livro de poesias O Som das Letras. Produziu e é parceira de Bedeu no CD Na Poesia e na Canção Elas e Eles Cantam Bedeu & Delma.

    Lilian Rocha

    Lilian Rocha. Foto: Diego Lopes/ Divulgação

    Natural de Porto Alegre/RS, é farmacêutica e analista clínica (UFRGS), especialista em Homeopatia (ABH), musicista (Liceu Palestrina), escritora. É autora dos livros A Vida Pulsa – Poesias e Reflexões (Editora Alternativa), Negra Soul (Editora Alternativa) e Menina de Tranças (Editora Taverna). Participante de inúmeras antologias poéticas brasileiras e portuguesas.

    Taiasmin Ohnmacht

    Taiasmin Ohnmacht. Foto: Tamires Stodulski/ Divulgação

    É psicóloga e psicanalista. Mestre em Psicanálise: clínica e cultura (UFRGS). Participou da organização do e-book Da Vida que Resiste – Vivências de Psicólogas(os) entre a Ditadura e a Democracia (CRP/RS). Publicou Ela Conta Ele Canta (Cidadela),  com o poeta Carlos Alberto Soares, e a novela Visite o Decorado (Figura de Linguagem).  Mantém o blog taiasmin.blogspot.com

     

    Travessias de Amanaã (Libretos, 2021, 136 páginas, ISBN 978-65-86264-33-3, R$40,00)

    Autoras: Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha, Taiasmin Ohnmacht

    Lançamento:

    Dia 25 de julho (domingo), às 19h

    Sala Libretos: Sarau Amanaã – Energia de raiz a semente, no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, com as autoras Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht e a convidada Rudiléia Paré Neves, intelectual negra.

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  • Múltiplos olhares de 31 artistas visuais em exposição, no Espaço Cultural Correios 

    Múltiplos olhares de 31 artistas visuais em exposição, no Espaço Cultural Correios 

    Exposição, que inaugura no dia 31 de julho, reúne obras de 31 artistas sob a curadoria de Fábio André Rheinheimer.

    Obra de Andrea Seligman. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação

    A 5ª edição do Projeto Múltiplos Olhares chega de forma revista e ampliada ao Espaço Cultural Correios. Com a curadoria do artista e arquiteto Fábio André Rheinheimer, a exposição apresenta mais de 60 obras de diversas expressões artísticas de 31 nomes da cena cultural gaúcha. A abertura será no dia 31 de julho e a mostra poderá ser conferida até o dia 24 de setembro no Espaço Cultural Correios, localizado na Av. Sete de Setembro, Nº1020, no Centro Histórico, em Porto Alegre.

    Obra de Mônica Furtado. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    A primeira edição do Projeto Múltiplos Olhares foi realizada em 2016, no MARGS, com 21 fotógrafos participantes. Na 5ª edição, a exposição vai além do universo da fotografia, presente nas exposições anteriores. “O projeto se desenvolve conceitualmente, considerando dois referenciais fundamentais: o primeiro é determinado pela interação entre técnicas distintas – desenho, pintura, escultura que juntamente com a fotografia diversificam o diálogo entre produções singulares; o segundo se estabeleceu enquanto exercício mais abrangente, em que cada artista foi incentivado a ocupar significativa área disponível com obras dissociadas da ideia de ineditismo, por exemplo, entre outros condicionantes. Por consequência, esta apropriação do espaço acabou contribuindo com a elaboração de uma exposição ao mesmo tempo única e diversa”, explica Rheinheimer.

    Obra de Carlinhos Rodrigues. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação

    A partir da interação entre portfólios distintos, a 5ª edição do Projeto Múltiplos Olhares apresenta a produção dos seguintes artistas: Alexandre Lopes Fagundes, Ana Fernanda Tarrago, Anderson Neves, Andréa Barros, Andréa Seligman, Avani Stein, Carlinhos Rodrigues, Clara Koury, Douglas Fischer, Fábio Petry, Fernanda Garcia, Gutemberg Ostemberg, Helena Stainer, Inez Pagnoncelli, Leandro Facchini, Manoel Petry, Marcelo Leal, Marcelo Spolaor, Mônica Furtado, Paulo Mello, Raquel Lima, Rejane Wagner, Rita Gil, Rosali Plentz, Silvia Dornelles, Susane Kochhann, Tânia Rossari, Tomas Barth, Victor Ghiorzi, William K Clavijo, Zulaine Santos.

    Obra de Douglas Fischer/ Foto: Divulgação

    Projeto Múltiplos Olhares – 5ª edição

    Curadoria Fábio André Rheinheimer

    Abertura: 31 de julho de 2021, das 10h às 17h;

    Visitação: 31 de julho a 24 de setembro – ter. a sab. das 10h às 17h;

    Local: Espaço Cultural Correios

    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre

    Obra de Rejane Wagner. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação