Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Culturas indígenas são destaques no aniversário do Coletivo Fora da Asa

    Culturas indígenas são destaques no aniversário do Coletivo Fora da Asa

    Com rodas de conversa e exibição do espetáculo “Terra Adorada”, programação é gratuita e inicia dia 4 de agosto

    O coletivo Fora da Asa: experiências plurais celebra três anos no mês de agosto com um evento virtual voltado aos saberes dos povos indígenas. A programação inclui rodas de conversa e o espetáculo teatral “Terra Adorada”, que tem como tema central a violência contra mulheres indígenas e foi vencedor do prêmio Açorianos de Teatro 2019 de Melhor Dramaturgia e Prêmio Braskem 2020 segundo Melhor Espetáculo.

    Com contribuições espontâneas, o evento pretende arrecadar recursos para custear a ida das mulheres a Brasília, onde indígenas de diversos povos  estarão reunidos em agosto para protestar pelo direito à terra. A programação ocorre no instagram @foradaasa e no Google Meet.

    As ações iniciam no dia 4 de agosto, quarta-feira, às 18h30, com uma roda de conversa entre Iracema Gã Téh, Kujã  Kaingang e Rejane Paféj, mestranda em psicologia social e institucional. Na quarta-feira da semana seguinte (11), às 18h30, a cacica Xokleng Cullung Vei-Tcha Teie, representante do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul, e Cullar Maiule Teie, ambas são representantes da Retomada Xokleng Konglui em São Francisco de Paula e debatem sobre a luta das mulheres pelo direito aos territórios tradicionais.

    A programação encerra com o espetáculo “Terra Adorada”, que será exibido no dia 18 de agosto, às 19h. Entrelaçando narrativas vivenciadas em terras indígenas Guarani e Kaingang, notícias jornalísticas, dados históricos, palavras de Renata Tupinambá, Davi Kopenawa, Daniel Munduruku, Jaider Esbell, “Terra Adorada” apresenta um olhar crítico sobre esse Brasil parido à força, inventado a partir das dores de mulheres pegas no laço. Após o espetáculo, haverá uma conversa mediada por Angélica Kaingang, com a participação de mulheres indígenas e da atriz e idealizadora do espetáculo, Ana Luiza da Silva.

    A produção é da Complô Cunhã, produtora cultural dedicada a mover projetos de, com e por mulheres,  e terá inscrições prévias pelo email complocunha@gmail.com.

    Foto (drone) de Maria Luiza Rosa/ Divulgação

    Confira a programação:

    04/08, às 18h30 – Psicologia e medicina tradicional Kaingang (instagram @foradaasa)

    Com Rejane Paféj e Iracema Gã Téh

    Rejane Paféj, kanhgág psicóloga, mestranda em psicologia social e institucional.

    Iracema Gãh Téh, mulher indígena Kaingang, kujà (xamã). Palestrante de cosmopolítica. Artesã. Militante, luta pela causa e pelos direitos indígenas através de debates e trabalhos com a medicina tradicional Kaingang.

    Na live, haverá arrecadação de colaborações financeiras para a ida de Iracema Gã Téh a Brasília, na mobilização dos povos indígenas em agosto contra o PL490 e o Marco Temporal. Pix da Iracema Gã Téh: CPF 349.022.360-87

    11/08, às 18h30 – A luta das mulheres indígenas pelo direito aos territórios tradicionais (@foradaasa)

    Com Cullung Vei-Tcha Teie e Cullar Maiule Teie

    Cullung Vei-Tcha Teie, cacica da retomada Xokleng Konglui em São Francisco de Paula. Primeira coordenadora do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul. Liderança feminina, militante na luta pelos direitos dos povos indígenas.

    Cullar Maiule Teie, representante do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul. Representa o povo Xokleng Konglui cursando faculdade em Porto Alegre. Participa do movimento pelos direitos indígenas desde os 15 anos de idade. Cresceu na aldeia, atualmente é militante da retomada de São Francisco de Paula.

    Na live, haverá arrecadação de colaborações financeiras para a ida de Cullung Vei-Tcha Teie a Brasília, na mobilização dos povos indígenas em agosto contra o PL490 e o Marco Temporal.  Pix: culungteie@gmail.com

    14/08, das 18h às 20h – Minicurso: Por que devemos considerar uma psicologia decolonial? com Rejane Paféj

    O curso abordará as questões relativas ao nosso kanhgág êg my há (o que faz bem para nós kaingangue) para uma Psicologia das florestas, dos rios, dos encantados, dos nossos jagrês, seres da floresta, dos médicos espirituais, dos nossos kofás, velhos sábios que carregam consigo uma biblioteca inteira de conhecimentos ancestrais para resistir para existir nesses momentos tão duros.

    Valor de contribuição à ministrante: R$50. Inscrições: foradaasapoa@gmail.com

    18/08, às 19h – espetáculo teatral “Terra Adorada” (via Google Meet)

    Um espetáculo sobre nós, dirigido a nós, os brasileiros que não se consideram índios. Entrelaçando narrativas vivenciadas em terras indígenas Guarani e Kaingang, notícias jornalísticas, dados históricos, palavras de Renata Tupinambá, Davi Kopenawa, Daniel Munduruku, Jaider Esbell, Terra Adorada apresenta um olhar crítico sobre esse Brasil parido à força, inventado a partir das dores de mulheres pegas no laço. Um espetáculo sobre um país que “vai pra frente”.

    O valor arrecadado será dividido entre o coletivo de artistas do espetáculo e um coletivo de mulheres indígenas do RS , para colaborar com o transporte para a II Marcha das Mulheres Indígenas que acontecerá em setembro em Brasília

    Após o espetáculo, haverá uma conversa com mulheres indígenas mediada por Angélica Kaingang.
    Inscrições prévias: complocunha@gmail.com.

    FICHA TÉCNICA

    Idealização, pesquisa, atuação: Ana Luiza da Silva

    Direção: Jezebel De Carli e Ana Luiza da Silva

    Dramaturgia: Ana Luiza da Silva, Jezebel De Carli

    Colaboração dramatúrgica: Vika Schabbach

    Cenografia: Ana Luiza da Silva e Jezebel De Carli

    Iluminação: Carol Zimmer

    Figurino: Ana Luiza da Silva e Iara Sander

    Trilha sonora pesquisada: Ana Luiza da Silva

    Preparação de bufão: Aline Marques

    Edição de vídeos: Carina Macedo

    Produção: Complô Cunhã

    Adaptação em vídeo: Ana Luiza da Silva, Jezebel De Carli, Maria Luiza Rosa, Marina Matte, Mirim Bnites.

    Prêmio Açorianos de Teatro 2019: Melhor Dramaturgia

    Prêmio Braskem em Cena 2020: Segundo Melhor Espetáculo

  • Uma campanha para salvar a Terreira da Tribo, escola de teatro e rebeldia

    Uma campanha para salvar a Terreira da Tribo, escola de teatro e rebeldia

    Paulo Flores, um dos idealizadores da “Terreira da Tribo”, marco de rebeldia e inovação nas artes cênicas em Porto Alegre, está divulgando a seguinte mensagem no Instagram:

    “SALVE A TERREIRA DA TRIBO!
    “Venho aqui pedir a solidariedade e colaboração de todas as pessoas que acreditam na Arte e na Cultura para que apoiem o centro cultural Terreira da Tribo”.

    “Vivemos tempos sombrios e da maior crise sanitária da história. A TERREIRA vem resistindo bravamente para não fechar as suas portas”. Você pode colaborar com uma assinatura mensal através da benfeitoria.com/terreiradatribo  ou com uma doação para Associação dos Amigos da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nois Aqui Traveiz CNPJ 95.123.576/0001-52 através da conta
    Caixa econômica Federal
    Agência 0448
    Operação 003
    Conta Corrente 01315-4
    Ou pelo PIX
    Chave 95123576000152

    A Terreira da Tribo é um espaço de aprendizagem e pesquisa teatral e sobretudo de resistência ao pensamento único.

    Criado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz  em 1984, o espaço  reuniu e reúne artistas de diferentes linguagens, do teatro ao cinema, das artes visuais a música, sempre com atividades abertas e gratuitas

  • Obras de Erly Almanza celebram o bicentenário da independência do Peru

    Obras de Erly Almanza celebram o bicentenário da independência do Peru

    Na próxima quarta-feira, dia 28 de julho, o Peru celebra seus 200 anos de independência. O bicentenário serve para celebração no Aberto Espaço Cultural, que abre as portas de sua galeria, agora localizada em São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra, para o artista peruano Erly Almanza.

    Zeca/ divulgação

    As obras de Almanza, também conhecido como Lito, respondem a perguntas sobre a vida do indígena andino contemporâneo, a essência do homem andino em um mundo globalizado. Em suas invenções, a subjetividade é evidenciada por meio do misticismo e da “mestiçagem” cultural. É um trânsito contínuo que anda de mãos dadas com o caráter do artista.

    Peppa death-óleo sobre lienzo y hojas de plata-70 x 100 cm-2019/ Divulgação

    Serão, aproximadamente, 10 obras em gravura digital (processo contemporâneo de gravação de imagens por meios digitais, cuja impressão pode ser feita em papéis ou telas), além de algumas pinturas à óleo originais. Os preços variam de R$ 160 (gravuras digitais pequenas, tamanho médio de 15×15), R$ 380 as médias (35×20), ultrapassando a casa dos R$ 1.200,00 as pinturas à óleo original. Os trabalhos constituem acervo permanente do Aberto e podem ser prestigiadas a partir desta sexta-feira, dia 30 de julho.

    La banda/ Divulgação

    Conhecendo o artista  

    Nascido em Arequipa, o artista viveu parte de sua infância em Ayaviri, cidade nos Andes peruanos. Estudou Artes Plásticas na Universidade Nacional de San Agustín em Arequipa. Em 2008 deu início ao projeto “Ayar a lenda dos Inkas” (uma história em quadrinhos que narra a origem dos Incas), formando a empresa Tawa Producciones ao mesmo tempo em que passava a trabalhar pinturas indígenas em óleo e acrílico.

    Puka pollera-óleo sobre lienzo-50 x 85 cm-2019/ Divulgação

    Em 2009 realizou sua primeira exposição individual em Arequipa. Em 2010 iniciou exposições em Lima, capital peruana. Na sequência, passou por San Diego e Nova York, nos Estados Unidos. Em 2015 começou a expor suas obras indígenas na Europa, em 2016 mudou‐se para Lima, onde passou a ser representado por várias galerias. Em meados de 2017 mudou‐se para Porto Alegre para fazer o mestrado em Artes Visuais na UFRGS. Aqui no Sul, conheceu Marla Trevisan e Ricardo Giuliani, se tornando artista parceiro do Aberto. Devido à pandemia, retornou ao Peru, decidindo ficar por lá até que seja seguro viajar. Atualmente é professor de Artes Visuais e continua produzindo obras de arte que se movem entre o indigenismo e a fantasia.

    Jazz patronal/ Divulgação

    SERVIÇO 

    Obras no artista Erly Almanza no Aberto Espaço Cultural

    Sextas: das 15 às 19h

    Sábado: das 10h às 19h

    Domingos: das 10h às 13h

    Agendamento personalizado pelo fone (51) 999301911

    Endereço: Rua Assis Brasil, 236, São Francisco de Paula (RS)

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    El viaje del ratón-óleo sobre lienzo-70 x 100 cm-2018/ Divulgação

  • As travessias de seis escritoras negras gaúchas, em lançamento da Libretos

    As travessias de seis escritoras negras gaúchas, em lançamento da Libretos

    O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, 25 de julho, marca o lançamento do livro Travessias de Amanaã

            Mulheres são, a priori, entidades. Unidas, são força real; irmanadas na luta, pólvora; coesas em arte, deusas em ebulição. Do encontro de seis mulheres negras, as escritoras gaúchas Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht,
    surge AMANAÃ, um ser intuído pelo poder deste aquilombamento. Uma energia que passa de raiz a semente.

     

    Travessias de Amanaã (Libretos, 136 páginas) reúne textos, poemas e reflexões das seis autoras, numa construção coletiva de mulheres inspiradas em suas vivências, assim como Conceição Evaristo e Maria Carolina de Jesus. A ilustração da capa, de Carmen Lima, revela a potência e a conexão com a ancestralidade presentes nos textos. O título tem ainda edição e design de Clô Barcellos.

    No prefácio, Rudiléia Paré Neves, professora e coordenadora do Coletivo de Mulheres Negras Iyá Agbara, reconhece nas autoras a escrita se fazendo tão necessária quanto o ato de respirar.  “Essas seis escritoras, que também desempenham outras funções no dia a dia (não há uma só jornada para as mulheres) e que se entregam ao gozo – ou sofrimento? – do ato de escrever, neste livro falam do que e de quem precisa ser dito. Falam do que e de quem foi/é renegado. Falam do que e de quem foi/é esquecido. Falam de amor, de autoamor. Falam de alegrias e de dores”. E prossegue na análise: “E eu me vejo nas mulheres desses textos. Me vejo um pouco em Farisa, a menina que não podia falar com espíritos de brancos; na menina de tranças, que renasce todos os dias e na bruxa, que renasce das cicatrizes; na mulher que rompe com um ciclo de dor e na que parte sem se despedir; na que sonha e acorda molhada e na professora cujo aluno não conseguiu fazer o trabalho solicitado; na que é perseguida pelo segurança da loja e naquela cujo corpo recebe a bala perdida; na resposta certeira e forte aos olhares preconceituosos que recebemos todos os dias. Vejo todas as que são atingidas – e mortas – pelo racismo, pelo machismo, pelas opressões todas.”

    O lançamento de Travessias de Amanaã é emblemático: em 25 de Julho, dia internacional de visibilidade à luta das mulheres negras latino-americanas e caribenhas. Nesta data, às 19h, acontece o Sarau Amanaã – Energia de raiz a semente na Sala Libretos (Facebook/libretoseditora) com as autoras Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht e a convidada Rudiléia Paré Neves, intelectual negra.

    Autoras:

    Ana Dos Santos

    Poetisa, professora de Literatura e contadora de histórias, Ana é gaúcha de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Formada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Participou de diversas coletâneas e publicou dois livros de poesia: Poerotisa (Editora Figura de Linguagem) e Pequenos Grandes Lábios Negros (Editora Venas Abiertas).

    Carmen Lima

    Natural de Porto Alegre, é professora licenciada em Pedagogia, atriz, bonequeira, brincante e contadora de histórias. Dos 30 anos de docência, há 20 atua na rede estadual de ensino, como alfabetizadora, oficineira e mediadora de leitura. Formou equipe de animação e empresa de teatro de bonecos. Esta é a sua primeira publicação, a qual assina também a capa.

    Fátima Farias

    Fatima Farias. Foto: Marco Farias/ Divulgação

    Nasceu em Bagé e reside na capital Porto Alegre desde os anos 1980. É poeta, compositora e educadora social, tem como profissão também a gastronomia inspirada em temperos orgânicos. Participa de diversas coletâneas e lançou seu primeiro livro solo em março de 2020, Mel e Dendê (Editora Libretos), onde reúne poesia e prosa, dando um passeio pelos slams.

    Delma Gonçalves

    Delma Gonçalves. Foto: Estudio Nuvem de Afeto/ Divulgação

    Nasceu em Porto Alegre, é poetisa, compositora, produtora cultural. Graduada em Letras com pós-graduação em Produção Textual, suas poesias estão em diversas coletâneas. Publicou Cinco Décadas de Samba no Bairro Santana  (Editora Cidadela) e livro de poesias O Som das Letras. Produziu e é parceira de Bedeu no CD Na Poesia e na Canção Elas e Eles Cantam Bedeu & Delma.

    Lilian Rocha

    Lilian Rocha. Foto: Diego Lopes/ Divulgação

    Natural de Porto Alegre/RS, é farmacêutica e analista clínica (UFRGS), especialista em Homeopatia (ABH), musicista (Liceu Palestrina), escritora. É autora dos livros A Vida Pulsa – Poesias e Reflexões (Editora Alternativa), Negra Soul (Editora Alternativa) e Menina de Tranças (Editora Taverna). Participante de inúmeras antologias poéticas brasileiras e portuguesas.

    Taiasmin Ohnmacht

    Taiasmin Ohnmacht. Foto: Tamires Stodulski/ Divulgação

    É psicóloga e psicanalista. Mestre em Psicanálise: clínica e cultura (UFRGS). Participou da organização do e-book Da Vida que Resiste – Vivências de Psicólogas(os) entre a Ditadura e a Democracia (CRP/RS). Publicou Ela Conta Ele Canta (Cidadela),  com o poeta Carlos Alberto Soares, e a novela Visite o Decorado (Figura de Linguagem).  Mantém o blog taiasmin.blogspot.com

     

    Travessias de Amanaã (Libretos, 2021, 136 páginas, ISBN 978-65-86264-33-3, R$40,00)

    Autoras: Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha, Taiasmin Ohnmacht

    Lançamento:

    Dia 25 de julho (domingo), às 19h

    Sala Libretos: Sarau Amanaã – Energia de raiz a semente, no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, com as autoras Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht e a convidada Rudiléia Paré Neves, intelectual negra.

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  • Múltiplos olhares de 31 artistas visuais em exposição, no Espaço Cultural Correios 

    Múltiplos olhares de 31 artistas visuais em exposição, no Espaço Cultural Correios 

    Exposição, que inaugura no dia 31 de julho, reúne obras de 31 artistas sob a curadoria de Fábio André Rheinheimer.

    Obra de Andrea Seligman. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação

    A 5ª edição do Projeto Múltiplos Olhares chega de forma revista e ampliada ao Espaço Cultural Correios. Com a curadoria do artista e arquiteto Fábio André Rheinheimer, a exposição apresenta mais de 60 obras de diversas expressões artísticas de 31 nomes da cena cultural gaúcha. A abertura será no dia 31 de julho e a mostra poderá ser conferida até o dia 24 de setembro no Espaço Cultural Correios, localizado na Av. Sete de Setembro, Nº1020, no Centro Histórico, em Porto Alegre.

    Obra de Mônica Furtado. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    A primeira edição do Projeto Múltiplos Olhares foi realizada em 2016, no MARGS, com 21 fotógrafos participantes. Na 5ª edição, a exposição vai além do universo da fotografia, presente nas exposições anteriores. “O projeto se desenvolve conceitualmente, considerando dois referenciais fundamentais: o primeiro é determinado pela interação entre técnicas distintas – desenho, pintura, escultura que juntamente com a fotografia diversificam o diálogo entre produções singulares; o segundo se estabeleceu enquanto exercício mais abrangente, em que cada artista foi incentivado a ocupar significativa área disponível com obras dissociadas da ideia de ineditismo, por exemplo, entre outros condicionantes. Por consequência, esta apropriação do espaço acabou contribuindo com a elaboração de uma exposição ao mesmo tempo única e diversa”, explica Rheinheimer.

    Obra de Carlinhos Rodrigues. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação

    A partir da interação entre portfólios distintos, a 5ª edição do Projeto Múltiplos Olhares apresenta a produção dos seguintes artistas: Alexandre Lopes Fagundes, Ana Fernanda Tarrago, Anderson Neves, Andréa Barros, Andréa Seligman, Avani Stein, Carlinhos Rodrigues, Clara Koury, Douglas Fischer, Fábio Petry, Fernanda Garcia, Gutemberg Ostemberg, Helena Stainer, Inez Pagnoncelli, Leandro Facchini, Manoel Petry, Marcelo Leal, Marcelo Spolaor, Mônica Furtado, Paulo Mello, Raquel Lima, Rejane Wagner, Rita Gil, Rosali Plentz, Silvia Dornelles, Susane Kochhann, Tânia Rossari, Tomas Barth, Victor Ghiorzi, William K Clavijo, Zulaine Santos.

    Obra de Douglas Fischer/ Foto: Divulgação

    Projeto Múltiplos Olhares – 5ª edição

    Curadoria Fábio André Rheinheimer

    Abertura: 31 de julho de 2021, das 10h às 17h;

    Visitação: 31 de julho a 24 de setembro – ter. a sab. das 10h às 17h;

    Local: Espaço Cultural Correios

    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre

    Obra de Rejane Wagner. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação

  • 28º Porto Alegre em Cena será realizado em formato híbrido

    28º Porto Alegre em Cena será realizado em formato híbrido

    A 28º edição do Porto Alegre em Cena ocorre de 19 a 31 de outubro em formato híbrido de apresentações.

    Realização da prefeitura, pela Secretaria Municipal da Cultura, o projeto respeita os protocolos indicados por autoridades referentes ao isolamento social e pretende transformar plataformas on-lines, ruas, teatros e galerias de arte em palcos.

    Com a temática “Existe uma cidade sobre nós – território, memória e futuro”, o Porto Alegre em Cena apresentará, este ano, instalações de caráter urbano e humanizado, refletindo uma visão especial sobre as cidades em perspectiva de futuro. Seguindo a premissa da edição do ano passado, o evento terá apresentações antiaglomeração, concebidas a partir de intervenções em espaços públicos para espectadores que permanecerão dentro de casa nas janelas, nos ônibus ou no trânsito.

    Diferentes plataformas, como Zoom, Instagram e WhatsApp, serão utilizadas para transportar o público para diversos espaços culturais. Apresentações locais, nacionais e internacionais terão transmissão pelo site e canal oficial no YouTube, sem perder o vínculo com as ruas de Porto Alegre.

    Um dos destaques estrangeiros é a montagem espanhola Museu da ficção I: Império, criada por Matías Umpierrez. A atração será dominada por apelos visuais em um diálogo sobre o deslocamento que a ação dramática pode provocar em um sistema museu-coleção-conservação-exposição-tempo. Também foram confirmadas a participação do artista Xadalu Tupã Jekupé, que irá criar uma obra exclusiva para o festival, e a instalação Entidades de Jaider Esbell, artista, escritor e produtor cultural indígena da etnia Makuxi.

    Além disso, a programação do Inclusão em Cena volta a promover acesso de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social aos espetáculos e ações ao longo do evento.

    Com o objetivo de selecionar propostas de trabalhos artísticos – inéditos ou não – para serem apresentadas em espaços públicos e em plataformas digitais, o Porto Alegre em Cena abre inscrições para artistas, grupos e companhias locais da Capital. As inscrições podem ser feitas nas categorias Performances Urbanas e Performances Digitais, até 25 de julho.

    Mais informações sobre o evento e acesso ao formulário de inscrição estão disponíveis no site do Porto Alegre em Cena.

     Textos: Luara Rodrigues (estagiária) / Supervisão: Mariana Bertolucci

    Edição: Fabiana Kloeckner

  • Simões Lopes Neto e o cigarro “Marca Diabo”, em  exposição na Biblioteca Pública Estadual

    Simões Lopes Neto e o cigarro “Marca Diabo”, em exposição na Biblioteca Pública Estadual

    Lançado em 1901, o cigarro é um dos empreendimentos mais originais do escritor, autor também de textos jornalísticos e teatrais e de vários projetos cívicos, comerciais, industriais e empresariais.

    A Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (BPE), umas das instituições pertencentes à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), promove a exposição “Simões & Cia.: os 120 anos do cigarro Marca Diabo”. A mostra integra a programação comemorativa aos 150 anos da Biblioteca e vai ocorrer entre 27 de julho e 27 de agosto, das 10h às 17h, com entrada franca, seguindo os protocolos de saúde pública. Faz parte da instalação a projeção do vídeo documentário “Diavolus Registrada: 120 anos da “marca diabo” de Simões Lopes Neto”, de autoria de Emerson Ferreira.

    Com curadoria de Cláudia Antunes — jornalista, pesquisadora e servidora da BPE, e vídeo documentário e design de Emerson Ferreira — artista visual e designer, o projeto conta a história deste que é um dos empreendimentos mais curiosos do escritor João Simões Lopes Neto (1865 – 1916): o cigarro Marca Diabo.

    A curadora Cláudia Antunes. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação

    A mostra foi pensada em dois ambientes: no primeiro haverá uma instalação de uma tabacaria do século XIX, com vários artigos de fumo e cigarros do Rio Grande do Sul, de 1900. Para isso, foi feita uma pesquisa sobre marcas de cigarros da época existentes em Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas. As embalagens serão reproduzidas e expostas, assim como tudo que envolve o universo do Diavolus, descrito nos jornais da época.

    No segundo ambiente estarão as fontes originais, pertencentes a colecionadores particulares e aos acervos do Museus Julio de Castilhos e do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, também pertencentes à SEDAC, em um exercício de transversalidade institucional.

    Morgana Marcon, diretora da Biblioteca, explica que “a Biblioteca Pública possui no seu acervo os originais do teatro e as primeiras edições das obras de Simões. Esse projeto irá complementar a sua biografia, dando a oportunidade de mostrar ao público uma outra face
    do escritor, ainda desconhecida.

    Para a secretária da Cultura, Beatriz Araujo, “a exposição é um exemplo de
    cooperação das instituições que integram a Sedac, no esforço de difundir a cultura do nosso Estado.”

     

    Visitação
    Para que o público possa aproveitar a exposição, além das práticas usuais de segurança, como uso de álcool gel, máscaras e distanciamento, a entrada será controlada para evitar aglomerações. Visitas guiadas podem ser agendadas pelo e-mail agendamento.bpe@gmail.com ou pelos telefones (51) 3224-5045 / 3225-9426 e WhatsApp: (51) 985949135. A Biblioteca Pública está localizada no Centro Histórico de Porto Alegre (Rua
    Riachuelo, 1190) e funciona de segunda a sexta, das 10h às 17h.

    O cigarro Diavolus
    Há exatamente 120 anos era anunciada na imprensa pelotense a venda dos cigarros Diavolus, da fábrica de fumo Simões & Cia. O cigarro trazia estampada a figura de um diabinho, em contraste com as marcas da concorrência, todas com nomes de santos.

    Em 1901, a firma Simões & Cia inaugurou a fábrica de fumos e cigarros Marca Diabo. A fábrica produzia os cigarros União Gaúcha, General Osório, Dr. Berchon, Clube Caixeiral, Macanudos, Coió e Mirim e anunciava “fumos crespos e caporais, em pacotinhos e frisos nos cabeços”, com reclames nos jornais de Pelotas.

    O cigarro durou apenas cinco anos. Mesmo com vida curta, a marca Diavolusparticipou de diversas exposições nacionais e estrangeiras, chegando a levar a medalha de prata, em 1904, na exposição internacional de Saint Louis, nos Estados Unidos. Quando o cigarro saiu de circulação, em 1906, o estoque de tabaco foi utilizado para desenvolver o
    carrapaticida Tabacina, que duraria até 1912.

    João Simões Lopes Neto é o escritor mais conhecido da literatura regionalista e é considerado um dos maiores autores do Rio Grande do Sul. Natural de Pelotas/RS, recebeu o reconhecimento da crítica e do público por sua obra literária, lembrada, principalmente, pelos livros Contos gauchescos (1912) e Lendas do Sul (1913). O que poucos sabem é que
    a criação literária só se manifestou nos seus últimos anos de vida. Antes disso, era conhecido na cidade pelos textos jornalísticos e teatrais e por seus vários projetos cívicos, comerciais, industriais e empresariais. A criação do cigarro Marca Diabo, em sintonia com a modernidade
    urbana do seu tempo, foi um empreendimento ousado e pitoresco da época que acabou se tornando parte do folclore do seu criador.

    Serviço:
    Exposição Simões & Cia.: Os 120 anos do cigarro Marca Diabo
    Curadoria e pesquisa: Cláudia Antunes
    Design e vídeo: Emerson Ferreira
    Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Rua Riachuelo, 1190 –
    Porto Alegre/RS)
    De segunda a sexta, das 10h

  • Saxofonista Diego Ferreira e a trombonista japonesa Nana Sakamoto tocam no Butiá

    Saxofonista Diego Ferreira e a trombonista japonesa Nana Sakamoto tocam no Butiá

    Nana Sakamoto – Foto Kuro-Chan/ Divulgação

    No domingo, sobem ao palco Luis Henrique “New” (piano), Ricardo Arenhaldt (bateria), Everson Vargas no show Coletânea Samba Jazz e Afins

     

    O Butiá recebe, neste sábado (24), Diego Ferreira/Nana Sakamoto Quarteto. Radicados em Nova Iorque, Diego e Nana apresentam um repertório de standards “lado B” em releituras no estilo latin jazz e bossa nova. Formam a banda o contrabaixista Miguel Tejera e o baterista Dani Vargas.

    A trombonista japonesa Nana Sakamoto é uma das grandes revelações do jazz nova-iorquino. Aos 25 anos, já tocou com os mais importantes músicos da atualidade: os trompetistas Freddie Hendrix e Terell Stafford e lendas como Louis Hayes (baterista de Cannonball Adderley), Rufus Reid, Steve Davis, John Lee (baixista de Dizzy Gillespie), Dave Kikoski e Kenny Washington. Ativa na cena musical, Nana se apresenta regularmente com as big bands Birdland Big Band, David Berger Big Band, Greg Ruvolo Big Band e Seth Weaver Big Band.

    Diego Ferreira – Foto Augusto Maurer/ Divulgação

    O gaúcho Diego Ferreira é mestre em Jazz Performance e em Composição Erudita, pela New Jersey City University. Se apresentou ao lado de nomes como Bibi Ferreira, Catherine Russell, Emilio Valdés, Di Steffano, Julio “Chumbinho” Herrlein, e Peter Slavov. Entre discos lançados, destacam-se suas participações em “O Encontro,” do baixista Ricardo Baumgarten; “Arquitetônicos,” do trompetista brasiliense Marcos Santos; e “Angico”, do baterista Graciliano Zambonin, gravado no Samurai Studios (Brooklyn, NY).

    Coletânea Samba Jazz e Afins
    No domingo (25), sobem ao palco Luis Henrique “New” (piano), Ricardo Arenhaldt (bateria), Everson Vargas (contrabaixo) e Amauri Iablonovski (sax). No repertório, uma seleção de músicas que mistura referências do samba jazz (toque brasileiro unido ao jazz norte-americano), latim jazz (salsa) e bossa nova, entre elas: músicas autorais de “New” – Prêmio TIM como Melhor Disco em Língua Estrangeira – e composições de Baden Powell.

    Trio instrumental gaúcho toca no domingo. Foto: Divulgação

    As apresentações ao ar livre iniciam às 16h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.comA localização e como chegar são informadas por e-mail após a reserva.

  • Vídeo-dança “Cortejo ao Mar” estará nas plataformas digitais a partir do dia 18

    Vídeo-dança “Cortejo ao Mar” estará nas plataformas digitais a partir do dia 18

    A história dos povos originários, a memória das deusas e entidades, as forças da natureza contidas dentro dos oceanos, o mar em sua plenitude. Deste ponto de partida surgiram as primeiras ideias de Cortejo ao Mar, espetáculo de Marsal Rodrigues que esteve de forma presencial nas praias do Litoral Norte e Cassino, em junho, com financiamento da Lei Aldir Blanc. Emocionante, forte, bonito, transformador. Essas foram impressões de quem assistiu ao cortejo em suas incursões à beira do mar. Agora, o vídeo produzido ao longo do projeto, estará disponível nas redes e seu lançamento será dia 18 de julho, domingo, às 20h, pelo meet.

    O link para a participação do público estará disponível na bio do Instagram e na legenda do Facebook do projeto Cortejo ao Mar. Quem estiver ao vivo, receberá um link para assistir ao vídeo em primeira mão. O público em geral poderá acessar a partir do dia 19, nas redes do projeto.

                A montagem, resultado de meses de trabalho com a inspiração no mar e seus mistérios, na ancestralidade dos cortejos religiosos, oferendas, fé e esperança, emocionou o público e estará no vídeo em imagens captadas por Carlos de los Santos, Carol Zimmer e Murilo Bittencourt. A encenação propriamente dita é fruto do trabalho de pesquisa e ensaio individual de cada ator/bailarino que, ao longo do processo, trocaram impressões e compartilharam seus arquétipos e ideias. Durante essa construção, entre janeiro e junho, foram gravadas cenas dos atores em suas casas. Além disso, os bastidores, a viagem até os locais de apresentação, curiosidades, os figurinos e muito mais estarão nesta vídeo-dança, dirigido por Marsal Rodrigues, disponível nas redes após o lançamento do dia 19.

    Ficha técnica:

    Marsal Rodrigues – Direção geral/ produção/ performer

    Imagens captadas por Carlos de los Santos, Carol Zimmer e Murilo Bittencourt

    Edição e criação – Carlos de los Santos

    Fotos – León / Kiran Foto

    Maira Coelho – Figurino

    Luana Emil – Antropóloga

    Bebe Baumgarten – Assessoria de imprensa

    Ananda Aliardi – Identidade visual e Redes sociais

    Elenco:

    Denise Azeredo – Performer/ bailarina

    Rita Guerra – Performer/bailarina

    Vera Carvalho – Performer/bailarina

    João Lima – Perfomer/ ator

    Raquel Coelho – Performer/ bailarina

    Marilice Bastos – Performer/ bailarina

    Milene Tafra – Performer/ artista visual (artista convidada)

     

    CORTEJO AO MAR

    Lançamento da vídeo-dança dia 18 de julho, domingo, às 20h

    Link disponível na bio do Instagram e na legenda do Facebook do projeto Cortejo ao Mar

    Aberto ao público – os presentes receberão em primeira mão o link para assistir o vídeo

  • O canto coral em projeto de inclusão social e cultural 

    O canto coral em projeto de inclusão social e cultural 

    Para encerrar o projeto “O canto como revigoramento coletivo, inclusão social e cultural” que foi aprovado na Lei Aldir Blanc e realizou oficinas em abril e maio de 2021, serão feitas dezenas de apresentações de Canto a Capella, neste mês de julho, em entidades vinculadas ao Conselho Municipal do Idoso de Porto Alegre. As transmissões acontecem de forma virtual entre os dias 15 a 30 de julho através do YouTube do projeto, com direção geral e regência de Bernardo Grings.

    São três vídeos preparados para essas transmissões e os locais já agendados são o Asilo Padre Cacique, Associação de Cegos Louis Braille (ACELB), Sociedade Porto Alegrense de Auxílio aos Necessitados (SPAAN), Lar Maria de Nazaré, Nosso Lar – Casa de Repouso, Ipanema Lar do Idoso, Associação Cultural Amigos para Sempre (ACAPS), Casa dos Amigos de Santo Antônio, Pequena Casa da Criança, entre outros.

    O primeiro vídeo é resultado do Coro Virtual da FPE RS com a música Acredite, vai passar, que traz uma importante mensagem de esperança e otimismo perante este complexo período que vivenciamos. O segundo é uma apresentação do Vocal Live – um quarteto vocal a capella do estilo barbershop, com nove músicas e aproximadamente 30 minutos. O terceiro vídeo é a apresentação do Vocal5 grupo campeão do quadro A Capella do Domingão do Faustão, com oito músicas.

    Canto a capella é quando as músicas são cantadas sem o acompanhamento de instrumentos musicais, sendo o foco do trabalho desenvolvido no projeto O canto como revigoramento coletivo, inclusão social e cultural”. As ações do projeto foram desenvolvidas em parceira com a Fundação de Proteção do Estado do RS (FPE RS) e o Conselho Municipal do Idoso (COMUI).

    Técnica vocal 

    Nos meses de abril e maio foram realizadas diariamente oficinas de técnica vocal e ensaios de canto para a comunidade da FPE RS, preparando um arranjo vocal da música Acredite, vai passar de Rick Sollo para a produção do Coro Virtual da FPE RS. O vídeo foi lançado no dia 28 de maio nas comemorações de 19 anos desta entidade, que tem como missão acolher e proteger crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, e contou com a participação do compositor que fez um depoimento destacando a qualidade da versão vocal a capella de sua música.

    O projeto “O canto como revigoramento coletivo, inclusão social e cultural”é realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc, contemplado no Edital Sedac nº 09/2020 – Produções Culturais e Artísticas. Devido ao agravamento da pandemia de COVID-19 as atividades foram adaptadas para a versão virtual, através de oficinas e ensaios por videoconferências e gravações.

    O Vocal Live foi criado em 2018 e, desde então, tem atuado majoritariamente em eventos privados. Executa um repertório de música popular nacional e internacional, sendo uma grande parte dos arranjos composta exclusivamente para o grupo. Integram o Vocal Live os cantores Bruno Mezzomo (baixo), Guilherme Roman Marangon (Barítono), Aramis Malinski Argenta (Lead) e Lucas Alves (Tenor).

    O Vocal5 teve seu início em 1999 e desenvolve um repertório que vai da MPB ao pop internacional. Em 2005 gravou seu primeiro CD e realizou shows no Brasil, na Alemanha (2009), no Paraguai (2010, 2012) e Uruguai (2019). Representou a cultura do canto coral gaúcho no quadro competitivo A Capella 2016 do Domingão do Faustão, sendo o grupo campeão desta edição. É formado por Cintia de los Santos (Soprano), Karine Rodrigues (Mezzo Soprano), Bruno Cardoso (Tenor), Eduardo Alves (Tenor / Beatbox) e Guilherme Roman Marangon (Baixo).

    O Maestro Bernardo Grings é Doutor e Mestre em Música, Bacharel em Regência e Licenciado em Canto pela UFRGS, onde obteve a Láurea Acadêmica – “pelo excelente desempenho acadêmico no Curso de Música”. Participou e ministrou dezenas de cursos, festivais e congressos na área de música no Brasil, Escócia, Estados Unidos, Alemanha, Grécia, Inglaterra, México, Argentina e Uruguai. Foi docente em cursos de Graduação, Extensão e Pós-Graduação em Música, além de atuar como parecerista de artigos científicos para congressos como ANPPOM e ABEM. Desde 2011 atua como diretor-presidente da BG MAESTRO, quando passou a reger a Orquestra Sinfônica de Gramado (OSG) e Coral da Maçonaria Unida do RS (MURGS).

     

    Links dos Vídeos:

     

    Acredite, vai passar – Coro Virtual da FPE RS

    https://www.youtube.com/watch?v=dPkWmgSQirc

     

    Apresentação Vocal Live

    https://www.youtube.com/watch?v=iwViOjmozVM

     

    Apresentação Vocal5

    https://www.youtube.com/watch?v=OjovtQXhQic

    Realização:

    BG MAESTRO – Cultura

    Parcerias: Vocal Live, Vocal5, Fundação de Proteção Especial (FPE RS) e Conselho Municipal do Idoso (COMUI)

    Financiamento: Edital Sedac nº 09/2020 – Produções Culturais e Artísticas – Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Sedac.