Gravura abre mostra individual “Mulheres silenciadas” e coletiva “Topografias sensíveis

Obra de Marília Chartune. Divulgação

A Gravura Galeria de Arte promove a abertura de duas exposições nesta quinta-feira (14/05): a individual “Mulheres silenciadas”, da artista visual Ivone Rabelo, e a coletiva “Topografias sensíveis”, dos artistas João Carlos Bento, Cleci Serpa, Marion Lunke e Marília Chartune. A inauguração das duas acontece às 18h30, e as mostras ficam abertas à visitação até 6 de junho.

Obra de Ivone Rabelo – Série Mulheres Silenciadas. Divulgação

Com mais de duas décadas de atuação nas artes, Ivone Rabelo aborda a opressão, a violência de gênero e os silenciamentos impostos às mulheres. Por meio de manequins de loja em escala humana, materializa diferentes formas de abuso – emocional, financeiro, patrimonial e sexual -, dando corpo a realidades muitas vezes invisibilizadas. “Transformo a dor em linguagem artística”, resume ela, que ocupa a sala Branca da Gravura.

“Minha obra questiona o ideal imposto à mulher, que deve ser múltipla, perfeita, mas sempre submissa – e rompe com ele. É um grito de basta”, diz Ivone.

A curadora de “Mulheres silenciadas”, Ana Zavadil, ressalta que a escolha do manequim como figura central não é casual. “Trata-se de uma representação que desloca o corpo feminino do âmbito do indivíduo para o campo da objetificação. O manequim, como corpo artificial e comercial, carrega em si uma simbologia direta relacionada à mercantilização do feminino e a redução da mulher à condição de objeto. É uma presença corporal sem voz, sem história, sem identidade própria, ou seja, uma forma vazia, destinada a servir de suporte para o olhar alheio”.

Cores, flores e cidades

Integrante da mostra “Topografias sensíveis”, o artista formado pelo Instituto de Artes (IA/UFRGS) e arquiteto João Carlos Bento conta que sempre procura “trabalhar as cores como se fossem flores, que tragam uma energia positiva para os ambientes onde estão compondo”.

Obra de João Carlos Bento. Divulgação

Cleci Serpa, por sua vez, explica que, para ela, a cor não é descritiva. “Opera como território emocional, criando tensões, pausas e fluxos”.

Já Marília Chartune valoriza o fato de que a representação de grandes cidades, temática trabalhada por ela desde 1984, é atemporal e “surge nas pinceladas fluidas da técnica de aquarela”.

Obra de Cleci Serpa. Divulgação

Nascida na Alemanha, mas gaúcha de coração, Marion Lunke não faz segredo de que se vale de “pinceladas fortes e bem coloridas”. Ela tem as flores, o corpo humano e rostos de mulheres entre seus principais temas.

A coletiva dos quatros artistas, com curadoria de Regina Galbinski, ocupa a sala Negra. Conforme o texto curatorial, “cada pintura propõe uma experiência particular de observação, convidando o olhar a percorrer camadas, ritmos e silêncios”.

Obra de Marion Lunke. Divulgação

SERVIÇO:

Exposições: “Mulheres silenciadas” e “Topografias sensíveis”

Abertura: quinta-feira (14/5), das 18h30 às 20h30

Visitação: até 6 de junho, de segunda a sexta, das 9h30 às 18h30; sábado, das 9h30 às 13h30

Local: Gravura Galeria de Arte

EndereçoRua Coronel Corte Real, 647, bairro Petrópolis, Porto Alegre

Entrada gratuita

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