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  • Casa da OSPA tem concerto com solo de violino e recital de trombones
    Maestro Pawel Przytocki Crédito _ Ireneusz Skąpski/ Divulgação

    Casa da OSPA tem concerto com solo de violino e recital de trombones

    Maestro polonês Paweł Przytocki rege a Orquestra pela primeira vez no sábado; grupo de músicos da OSPA se apresenta gratuitamente no domingo

    Os talentos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS), estão em evidência na programação deste final de semana. No sábado, 5 de outubro, às 17h, a violinista da OSPA Brigitta Calloni é a solista do concerto Souvenir d’un Lieu Cher, com regência do maestro polonês Paweł Przytocki. Os ingressos estão à venda pelo Sympla, por valores entre R$ 10 e R$ 50. No domingo, 6 de outubro, às 18h, um grupo formado por trombonistas da OSPA traz uma seleção variada de composições para o instrumento no recital Paisagens Sonoras: Música de Câmara para Trio de Trombones e Piano. Mais detalhes sobre os dois eventos abaixo.

    Brigitta Calloni. Crédito: Cícero Rodrigues/Divulgação

    Concerto Souvenir d’un Lieu Cher

    O concerto da OSPA em 5 de outubro leva o nome de uma grande obra do compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893): Souvenir d’un Lieu Cher (“memória de um lugar querido”). O solo caberá à musicista Brigitta Calloni, chefe do naipe de segundos violinos da OSPA. Doutora em performance de violino, Brigitta já integrou a Salzburg Chamber Soloists, a Orquestra Sinfônica Brasileira e, desde 2017, está na OSPA. A Orquestra estará sob regência do maestro polonês Paweł Przytocki, que já comandou as principais orquestras do seu país e hoje é Diretor Musical da Filarmônica Arthur Rubinstein, em Lodz. Será sua primeira vez à frente da OSPA.

    “Souvenir d’un Lieu Cher” foi concebida em 1878 como um conjunto de três peças para violino e piano denominadas “Méditation”, “Scherzo” e “Mélodie”. Em 1896, ganharam um arranjo orquestral de Alexander Glazunov em uma suíte que se tornou a forma mais popular da obra. Segundo o próprio compositor, em carta enviada a sua mecenas Nadejda von Meck, “a primeira [peça] é a melhor, mas foi a que me deu mais trabalho (…). A segunda é um Scherzo muito rápido, e a terceira – uma Canção sem palavras.”

    Na segunda parte do concerto, a OSPA interpreta Concerto para Orquestra, obra mais conhecida do renomado compositor polonês Witold Lutoslawski (1913-1994). Baseada em temas do folclore nacional, a peça estreou em 1954, em Varsóvia, projetando o nome do compositor para além do seu país natal. Possui três movimentos nos quais a Orquestra inteira é tratada como um instrumento virtuoso, assim como a obra homônima de Bartók (1944), uma de suas influências.

    Paulo Bergmann, José Milton Vieira, Sabryna Pinheiro e Rodrigo da Rocha _ crédito Gabriel Bayer, AsCom OSPA /Divulgação

    No domingo, a Série Música de Câmara apresenta uma atração muito especial: um trio formado por trombonistas da OSPA que estão entre os maiores nomes do instrumento no Brasil, José Milton Vieira, Sabryna Pinheiro e Rodrigo da Rocha, acompanhados ainda pelo pianista Paulo Bergmann. ‎O grupo percorrerá um panorama diversificado que mostra a expressividade e a potência do instrumento em diferentes formações. Tocarão juntos “Three Corales for Trombone Trio” (David Uber) e “Concerto for Three Trombones, Piano and Percussion”, de Derek Bourgeois. Além disso, cada trombonista tocará sozinho com acompanhamento ao piano peças de Eugène Bozza, Alexey Lebedev e Kevin Day.

    “Este recital não só exibe a versatilidade do trombone, mas também proporciona uma jornada sonora que transita entre o clássico e o contemporâneo, destacando tanto a beleza do instrumento quanto o seu poder expressivo em diferentes contextos”, pontua José Milton Vieira. O recital ocorre no domingo (6/10), às 18h, na Sala de Recitais da Casa da OSPA. A entrada é franca e por ordem de chegada.

    FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

    Concerto da Série Casa da OSPA – Souvenir d’un Lieu Cher

    SÁBADO, 5 DE OUTUBRO DE 2024

    Início do concerto: às 17h. Palestra Notas de Concerto: às 16h, com Francisco Marshall.

    Onde: Sala Sinfônica do Complexo Cultural Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

    Ingressos: de R$ 10 a R$ 50 em sympla.com.br/casadaospa ou na Casa da OSPA no dia do concerto, das 12h às 17h.

    Transmissão ao vivo: às 16h (Notas de Concerto) e às 17h (concerto) no canal da OSPA no YouTube.

    Acesse o programa do concerto

     Recital da Série Música De Câmara – Paisagens Sonoras: Música de Câmara para Trio de Trombones e Piano
    DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2024, ÀS 18H

    Onde: Sala de Recitais do Complexo Cultural Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

    ENTRADA FRANCA

    Acesse o programa do recital

    Estas atrações disponibilizam medidas de acessibilidade.

    Lei de Incentivo à Cultura

    Patrocínio da Temporada Artística: Banrisul Corretora de Seguros, Banrisul, John Deere, Gerdau e Bazk.

    Apoio da Temporada Artística: Panvel, Trento, Sponchiado, Cavaletti, Unimed, Triel-HT, Intercity e Imobi.

    Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação OSPA, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.

    Acompanhe as notícias da Fundação OSPA:

    ospa.rs.gov.br

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  • Espetáculo ” A FOME” ganha nova temporada na Sala Álvaro Moreyra
    A Fome1 -Foto Morgana Mazzon/Divulgação

    Espetáculo ” A FOME” ganha nova temporada na Sala Álvaro Moreyra

    Em um universo majoritariamente machista, a atriz e dramaturga Sissi Venturin entrega-se a uma personagem que é a voz de muitas mulheres em situações de abuso. Ela mergulha em si para descobrir o poder de sua FOME e saciar seus desejos mais proibidos. O monólogo terá três sessões, dias 4, 5 e 6 de outubro

     A Cia. Espaço em Branco retorna aos palcos neste final de semana (4, 5 e 6 de outubro) com nova temporada de A FOME. As apresentações ocorrem na Sala Álvaro Moreyra do Centro Municipal de Cultura em Porto Alegre, na sexta e sábado, às 20h, e, no domingo, às 19h. O monólogo é dirigido por João de Ricardo, com atuação de Sissi Venturin, que também assina a dramaturgia junto com Marcos Contreras.

    A Fome -Foto Morgana Mazzon/ Divulgação

    O espetáculo abriria a programação de 20 anos da Companhia Espaço em Branco, em maio, na semana que o RS, Porto Alegre e o Centro Municipal de Cultura em Porto Alegre foram atingidos pelas águas.

    Misturando humor e horror psicológico, A FOME traz uma personagem atordoada por pensamentos obsessivos sobre o amor, que resolve cumprir um ritual gastronômico radical. Diante de seu amante, ela vai até o limite para revelar toda a verdade sobre seu relacionamento e provar sabores fatais. A peça mescla teatro com elementos de vídeo e som ao vivo, numa visceral e apetitosa performance.

    A FOME estreou em 2018, no Festival Porto Alegre em Cena / Ponto de Teatro e, desde lá, participou do Festival Palco Giratório Sesc (POA), Mostra Cena Sul no Sesc Belenzinho (São Paulo), Festival da Amazônia e Santiago Off (Chile). Ainda em 2018, recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Dramaturgia e, em 2019, o Troféu Braskem em Cena de Melhor Atriz.

    A Fome -Foto Morgana Mazzon/ Divulgação

    Duas décadas de teatro experimental

    Fundada em 2004 pelo encenador, ator e professor independente João de Ricardo e pela atriz e dramaturga Sissi Venturin, a Cia. Espaço em Branco tem como diferencial a pesquisa em performance artística, dança, vídeo e música, produzindo obras com dramaturgia e trilhas originais que conjugam arte e tecnologia. Conhecida por espetáculos híbridos, a cena “em branco” é um espaço versátil que se desdobra em múltiplas camadas sensoriais, onde o audiovisual, os elementos cênicos e, principalmente a atuação, ampliam o convite à imaginação.

    Nesses 20 anos de trabalho continuado, produziram treze espetáculos, tais como Extinção, Andy/Edie, Teresa e o Aquário, Prata Paraíso e Tocar Paraíso. Com reconhecimento de público e crítica, recebeu os Prêmios Açorianos de Melhor Atriz Coadjuvante para Extinção (2004), Melhor Espetáculo e Ator para Prata Paraíso (2017) e Melhor Espetáculo, Direção e Atriz para Tocar Paraíso (2019).

    Desde 2014, a Companhia integra o projeto “Usina das Artes”, promovendo em sua sede diversas iniciativas de ensino teatral, como oficinas, encontros com outros grupos e residências criativas.

    A FOME | FICHA TÉCNICA

    Direção: João de Ricardo

    Atuação: Sissi Venturin e João de Ricardo

    Dramaturgia: Marcos Contreras e Sissi Venturin

    Trilha sonora: Deni Roitman e grupo

    Iluminação: Bruna Casali
    Vídeos: Jana Castoldi

    Figurinos e produção: João de Ricardo e Sissi Venturin

    Cartaz: Martino Piccinini

    Realização: Cia. Espaço em Branco

    Classificação indicativa: 18 anos

    Duração: 70 minutos

    SERVIÇO
    A FOME
    Onde: Sala Álvaro Moreyra (Rua Érico Veríssimo, 307 – Azenha)

    Quando: 4, 5 e 6 de outubro | Sexta e sábado às 20h, e domingo às 19h

    Ingressos: R$25 meia-entrada (idosos, estudantes e artistas) e R$50 inteira
    INGRESSOS À VENDA NA SYMPLA: https://www.sympla.com.br/evento/a-fome-temporada-na-sala-alvaro-moreyra-outubro/2626304?referrer=l.instagram.com

  • Seguidor F e Osório lançam música sobre Lanceiros Negros no Festival Palmares
    Seguidor F/ Divulgação

    Seguidor F e Osório lançam música sobre Lanceiros Negros no Festival Palmares

     

    No domingo, os rappers Seguidor F e Osório sobem ao palco do Festival Palmares. Eles apresentarão uma música inédita sobre os Lanceiros Negros. O evento acontece no Largo Zumbi dos Palmares, das  9h às 19h, em Porto Alegre. A entrada é gratuita.
  • Com 2.500 obras, acervo do Instituto de Artes agora está na Reitoria da UFRGS
    Foto Luiz Eduardo Achutti

    Com 2.500 obras, acervo do Instituto de Artes agora está na Reitoria da UFRGS

    A transferência do acervo artístico da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, do Instituto de Artes, para o segundo andar do prédio da Reitoria, no antigo Salão de Festas, no Campus Centro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é o reconhecimento da importância para a cultura gaúcha e brasileira, desse conjunto de manifestações artísticas que denominamos artes plásticas.

    Com mais de 2,5 mil itens, entre desenhos, gravuras, pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e objetos, a Pinacoteca é a mais antiga coleção pública de arte do Rio Grande do Sul e uma das mais importantes coleções universitárias do Brasil.

    O acervo estava em um espaço muito pequeno, praticamente inacessível para o público, no prédio do Instituto de Artes, Centro Histórico de Porto Alegre. Em 2021, graças a uma parceria com a Pró-Reitoria de Extensão, o acervo artístico da Pinacoteca foi transferido, provisoriamente, para a Sala Fahrion, na Reitoria, conquistando agora um local definitivo.

    De acordo com a coordenadora da Pinacoteca, curadora, historiadora da arte, professora do Instituto de Artes, Paula Ramos, a conquista desse espaço, no coração da Administração Central, confirma a vocação museal da Pinacoteca como mediadora e referencial para a sociedade e consolida um projeto em desenvolvimento desde 2014, em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e o seu Departamento de Difusão Cultural.

    Luiz Eduardo Achutti

    Para ela, é muito emblemático a instalação da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo no prédio da Reitoria. “Até pouco tempo atrás, esse importante espaço servia como depósito. Agora, a estrutura da Pinacoteca ainda não está totalmente pronta, pois precisa ser mais bem equipada. No entanto, esse primeiro passo de torná-la visível é fundamental.”

    A partir da aprovação do projeto pela Reitoria, o tempo para montar o acervo no novo espaço foi de um mês e meio, sendo inaugurado em 10 de setembro passado, em cerimônia para a comunidade acadêmica. “A coleção foi distribuída em cada parede por afinidades entre os trabalhos, independente da data de criação”, revela Paula Ramos.

    Luiz Eduardo Achutti

    Em uma das paredes, por exemplo, há quatro trabalhos em torno de fotografia. Um conjunto de três fotografias é de Marina Camargo, artista visual que trabalha em várias mídias, egressa do Instituto de Artes, e que hoje se divide entre Porto Alegre e Berlim, participando de exposições pelo mundo. Ao lado tem o trabalho de Sandra Rey, professora do Instituto de Artes. Ela entende a fotografia como imagem contaminada pelo real, mas uma vez isolada de seu contexto, é trabalhada como um material.

    No mesmo espaço tem fotos de Rômulo Vieira Conceição, professor da UFRGS do curso de Geologia, artista visual que trabalha com diversos meios, entre eles a fotografia. Ele fez uma série ressaltando fragmentos. Ao lado, obras do artista Rogério Livi, professor de Física aposentado, com a série Floresta Encantada, fotografias de um mangue. São quatro trabalhos de fotografia dialogando com a terra de formas distintas.

    Luiz Aduardo Achutti

    Em outra parede tem fotos jornalísticas e históricas, como as do jornalista e professor de Fotografia da UFRGS, Eduardo Achutti, com as obras “Diretas Já”, imagem para fixar o momento icônico que representava toda a luta pela volta da democracia em 1984 e “O último trem”, com mecânicos da Rede Ferroviária Federal, extinta em 1999, empoleirados numa antiga locomotiva.

    Neste espaço tem ainda Dirnei Prates, que desenvolve sua pesquisa artística desde 2007 com fotografia e vídeo utilizando imagens apropriadas de jornais, filmes antigos, fotografias e imagens do  arquivo pessoal; além de trabalhos de José Leopoldo Plentz, fotógrafo graduado em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da UFRGS e Luiz Carlos Felizardo, especialista em fotos preto e branco e em grande formato, com imagens de Maria Lídia Magliani, gaúcha de Pelotas, falecida em 2012, primeira mulher negra a formar-se no Instituto de Artes.

    Arquivo

    O acervo mais antigo do Instituto de Artes está numa sala climatizada, onde estão obras de Pedro Weingärtner, Ado Malagoli, João Fahrion, Oscar Boeira, Aldo Locatelli, Chico Stockinger, Iberê Camargo, entre tantos outros artistas.

    O começo

    O Instituto Livre de Bellas Artes (IBA) do Rio Grande do Sul foi fundado em 1908, apenas com o Conservatório de Música. Em 1910, foi criada dentro dele a Escola de Artes, com Libindo Ferrás como único professor e diretor.

    A Pinacoteca surge com o objetivo primordial de constituir um acervo didático e, desde 1943 – com a inauguração do edifício do Instituto de Artes, no Centro Histórico, passou a se chamar “Pinacoteca Barão de Santo Ângelo” (PBSA), em homenagem a um dos mais notáveis nomes da arte oitocentista no Brasil: Manuel de Araújo Porto Alegre (Rio Pardo 1806/1879 Lisboa).  Gaúcho que partiu muito jovem para a Corte, no Rio de Janeiro, e não mais retornou. Discípulo de Jean-Baptiste Debret, teve atuação fundamental nas instituições culturais de Segundo Reinado.

    O acervo incorpora, majoritariamente, obras de professores e egressos do Instituto de Artes, bem como obras de artistas que participaram, entre 1939 e 1977, dos diversos salões de Arte que atraíam a Porto Alegre expoentes do circuito nacional e latino-americano.

    A partir de 1939 começam a ser organizados os Salões de Arte do IBA com o objetivo de dar visibilidade ao que era produzido no Rio Grande do Sul e atrair pessoas de fora para participar. Por isso, a coleção tem um pé muito fincado nesses Salões. Esta prática vem desde o século IX com os Salões da Academia Imperial de Belas Artes, depois Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, que dava prêmios em dinheiro para a melhor pintura, escultura e desenho.

    Pintura de Dimitri Ismailovitch/Arquivo

    Algumas cidades começaram a promover Salões de Arte e o que tinha mais visibilidade era o de Porto Alegre. A pintura de Dimitri Ismailovitch, por exemplo, artista que veio da Ucrânia na década de 1920 para o Rio de Janeiro, passou a integrar a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo em 1955, quando foi uma das premiadas no VI Salão de Belas Artes.

    Os Salões de Belas Artes do Rio Grande do Sul, promovidos entre 1939 e 1956, foram os eventos que efetivamente deram corpo à Pinacoteca. Na década de 1970 foram incorporadas as obras premiadas no Salão de Artes Plásticas da UFRGS, que ocorreu em quatro edições – 1970, 1973, 1975 e 1977.

    Seis expulsões

    Em janeiro de 1939, o Instituto de Artes foi expulso pela primeira vez da então Universidade de Porto Alegre por vários motivos, entre os quais a estrutura do prédio na rua Senhor dos Passos, Centro Histórico, que não atendia as necessidades de uma universidade. O Instituto de Artes foi expulso seis vezes e nesses períodos em que ficou fora se mantinha com a mensalidade paga pelos alunos.

    Segundo Paula Ramos, o então diretor do Instituto de Artes, Tasso Corrêa, que ficou no cargo de 1936 a 1958, percebeu que era necessário dar visibilidade ao que era feito no Instituto de Artes para evitar novas expulsões. “Ele lutava para que o estudo da arte estivesse dentro da universidade e seus contemporâneos acreditavam que não era um tipo de conhecimento acadêmico.”

    Montagem do Catálogo Geral 1910/2014 PBSA

    Em 1958, quando o Instituto completa 50 anos, Tasso Corrêa juntamente com os professores, organiza o 1° Congresso Brasileiro de Arte e o 1° Salão Panamericano de Arte. Um Salão Internacional que pode ser considerado o embrião da Bienal do Mercosul que vai acontecer em 1997.  O prédio inteiro tomado pelos participantes do continente americano. Participaram do salão 670 obras de 297 artistas divididas nas categorias: – Pintura – Desenho – Escultura – Gravura – Arte Decorativa – Arquitetura e Urbanismo -Teatro.

    Junto com o Salão Panamericano acontece o 1° Congresso Brasileiro de Arte com intelectuais de todo o Brasil para discutir artes visuais, literatura, arquitetura, teatro e educação. Na época, a Revista do Globo ressaltou que um dos pontos importantes do Congresso foi a tese apresentada pela direção do Instituto de Belas Artes com recomendação para a formação de um Ministério das Artes, não aprovada pela maioria dos participantes.

    Tasso Correa, conforme Paulo Ramos, temia pela manutenção do Instituto de Artes fora da universidade, cobrando mensalidade dos alunos, além do descarte da tese da criação do Ministério das Artes que seria encaminhada ao então presidente da República Juscelino Kubitschek. “Ele doou para UFRGS obras emblemáticas para ficarem no salão do Conselho Universitário. Uma delas, uma pintura imensa feita em 1958 por Aldo Locatelli chamada ‘As profissões’. Ali estão representadas as áreas de conhecimento da universidade e no meio está a representação do artista.”

    Em 1962, quem recebe esses trabalhos é o reitor Elyseu Paglioli, que ficou 12 anos no cargo. Ele incorpora definitivamente o Instituto de Artes à UFRGS.

    Em agosto de 2024, a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo foi homenageada pela Associação Brasileira de Críticos de Arte com o Prêmio ABCA 2023 – Destaque Regional – Região Sul, durante uma cerimônia realizada no Teatro do SESC Vila Mariana, em São Paulo.

    A comunidade pode conhecer o acervo artístico da Pinacoteca de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30, mas é necessário agendamento prévio pelos e-mails acervoartes@gmail.com e/ou acervoartes@ufrgs.br. O visitante será acompanhado por integrante da equipe da Pinacoteca.

     

  • Orquestra Jovem da Casa da Música realiza neste sábado espetáculo na Casa de Cultura Mario Quintana
    Orquestra Jovem da Casa de Cultura CCMQ – Foto Vitor Ceolin/ Divulgação

    Orquestra Jovem da Casa da Música realiza neste sábado espetáculo na Casa de Cultura Mario Quintana

    Neste sábado (28), a Orquestra Jovem Casa da Música, projeto vinculado à Associação Amigos Casa da Música (AACAMUS), apresenta um concerto no Teatro Bruno Kiefer, da Casa de Cultura Mario Cultura, às 15h. Entrada gratuita.

    Orquestra Jovem. Foto Vitor Ceolin/ Divulgação

    Com coordenação musical de Ricardo Chacón e direção geral de Angela Diel, o espetáculo contará, ainda, com a participação de alunos do projeto, como o Grupo de Violões, a Camerata Jovem, o Grupo de Percussão, a Orquestra de Violões e o Coral Infantil.

    Concerto com a Orquestra Jovem e grupos musicais da Casa da Música tem o patrocínio das empresas Gedore, TDK e TKE.

    Orquestra Jovem da Casa da Música. Foto Vitor Ceolin/ Divulgação

    SERVIÇO
    Concerto com a Orquestra Jovem e grupos musicais da Casa da Música

    Quando: 28 de setembro | Sábado | 15h

    Onde: Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico)

    Entrada gratuita

     

    Acompanhe a Casa da Música Poa pela internet:
    Facebook: https://pt-br.facebook.com/CasadaMusicaPoa/
    Instagram: https://www.instagram.com/casadamusicapoa/
    Youtube: https://www.youtube.com/user/casadamusicapoa

     

  • História e meio ambiente marcam a maioridade da Feira Literária de Viamão
    ^R

    História e meio ambiente marcam a maioridade da Feira Literária de Viamão

    Encerra neste domingo a 18ª Feira Literária de Viamão, instalada na praça diante da Matriz Nossa Senhora de Conceição, no coração da cidade.

    Além dos livros à disposição do público nos stands da feira, a programação incluiu  eventos culturais – palestras, lançamentos, apresentações musicais e teatrais.

    A abertura da feira, no 20 de setembro, foi precedida por uma apresentação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, na nave da catedral, com a execução do Hino Rio-grandense, composto pelo maestro Joaquim Mendanha, músico mineiro que se tornou gaúcho e foi morador de Viamão.

    “Ah, bentido o que semeia livros,

    livros à mão cheia,

    e manda o povo pensar”.

    Escritor Alcy Cheuiche, patrono da 18a. Flivi

    Citando os versos do poeta Castro Alves, o patrono da 18a FliVi, escritor Alcy Cheuiche, abriu o evento e, em seguida autografou o livro Viamão – Trincheira Farroupilha, romance histórico que resgata o protagonismo de Viamão nos idos de 35..

    “A feira chega à maioridade destacando as maiores riquezas de Viamão, que são a sua história de pioneirismo e a exuberância de sua natureza preservada”, disse o jornalista José Barrionuevo, ao passar o cargo de Patrono para Alcy Cheuiche.

    Outro destaque da feira foi o lançamento do livro A Visão e as Previsões de José Lutzenberger, organizado por Lúcia Britto, com textos premonitórios do grande ambientalista sobre a questão ambiental e as mudanças climáticas.

    Já o livro Tamoyo, o time de Viamão, de Bira Mros e Juarez Godoy, lançado nesta quinta-feira, resgata os 80 anos do clube esportivo mais antigo da cidade.

    Confira aqui, a programação da 18a. Feira Literária de Viamão:

    https://www.viamao.rs.gov.br/portal/noticias/0/3/9074/programacao-da-18-flivi–feira-literaria-de-viamao

     

  • Luigi Rossetti, o editor dos Farrapos, em lançamento na Feira Literária de Viamão
    Primeira edição de O Povo, editado por Luigi Rossetti

    Luigi Rossetti, o editor dos Farrapos, em lançamento na Feira Literária de Viamão

    O livro O Editor sem Rosto, do jornalista Elmar Bones, resgata a história e as ideias de Luigi Rossetti, o revolucionário italiano que criou e editou O Povo, o lendário jornal dos farroupilhas.

    “Ele não podia aparecer, porque era um estrangeiro e acabou completamente esquecido”, diz o autor. Hoje, segundo Bones, “está clara sua importância, pois seus escritos no jornal e suas cartas são documentos valiosos para o entendimento de certos aspectos ainda não bem estudados da guerra dos farrapos e da República Rio-grandense, que manteve o Rio Grande do Sul por quase dez anos separado do Brasil.

    Rossetti era filiado à Giovine Italia, organização que pregava a insurreição republicana para derrubar os reis e os privilégios da aristocracia. Vivia exilado no Rio de Janeiro quando Garibaldi chegou ao Brasil, em 1836.

    Foi ele quem levou Garibalbi para falar com Bento Gonçalves na prisão, onde ficou acertada a participação dos italianos na Revolução Farroupilha.

    Temperamento “veemente e fogoso”, segundo sua própria descrição, Rossetti foi, dos três italianos influentes no comando da Revolução Farroupilha, o único a morrer na guerra.

    Foi morto na batalha do Passo do Vigário, em Viamão, em novembro de 1840. Ele estava na retaguarda do exército farroupilha que se retirava para a campanha, quando foram atacados de surpresa.

    Publicado pela JÁ Editora, com apoio do Departamento de Memória Cultural de Viamão, o livro terá uma sessão de autógrafos na Feira Literária de Viamão,  no sábado, 28 de setembro, após palestra do autor, a partir das 10h30.

     

  • Eleições 2024: a dez dias das urnas, polarização não se confirma em Porto Alegre
    Juliana Brizola. Foto: Reprodução

    Eleições 2024: a dez dias das urnas, polarização não se confirma em Porto Alegre

    A dez dias das urnas, a eleição em Porto Alegre está tomando um rumo inesperado.

    O crescimento nas intenções de voto (de 11 para 17%, segundo a última pesquisa feita pela Quaest) e a entrada do governador Eduardo Leite na campanha, nos últimos dias, colocam a candidatura de Juliana Brizola, do PDT, numa posição decisiva.

    Se confirmada a tendência de crescimento de Juliana, que já se pode perceber nas conversas informais e nas redes sociais,  estará quebrada a polarização prevista entre Sebastião Melo (MDB/PL) e Maria do Rosário (PT/PSol/PCdoB).

    De onde estão vindo esses votos, que alimentam a tendência de crescimento da candidata, se ela se comprovar? É a pergunta no ar.

    As contundentes críticas que Juliana Brizola tem feito à administração de Sebastião Melo certamente vão sensibilizar, no mínimo,  aquela fração que vai votar em Melo só por antipetismo.

    Em qualquer circunstância, a candidata da frente de esquerda, Maria do Rosário, é a mais ameaçada neste novo cenário.

    Até a hipótese de Maria ficar fora do segundo turno, impensável duas semanas atrás, se torna plausível nessa nova configuração e já há inquietantes discussões em grupos de WatsApp sobre o voto útil: levar Juliana para o segundo turno para impedir a reeleição de Sebastião Melo, repetindo o que ocorreu na eleição estadual que reconduziu Eduardo Leite ao Piratini, em 2022.

    A campanha de Maria do Rosário melhorou, ela afinou seu discurso, tem se saído bem nos debates e entrevistas, seu programa no rádio e na tv se tornou mais objetivo e incisivo, mas a militância, grande força da esquerda, continua encolhida. Tudo indica que ela crescerá, mas pode não ser na medida necessária, apesar da garra e da determinação da candidata.

    Quanto a Juliana Brizola, mesmo que permaneça em terceiro lugar no primeiro turno, ela será decisiva no segundo turno.

    Candidata de uma aliança do PDT com o União Brasil, PSDB e Cidadania,  mesmo que ela não declare apoio, seu eleitorado tende a migrar para Melo no segundo turno, selando, assim, mais uma vez, a sorte da frente de esquerda, liderada pelo PT.

    É preciso considerar, porém, que um ponto forte da campanha de Juliana são as duras e pertinentes críticas que tem feito à gestão do prefeito,  o que alimenta a hipótese de que seu provável crescimento possa se dar em cima do eleitorado de Melo. Melo nesta ultima semana incorporou à campanha o apoio dos caciques do MDB que se bolsonarizou, encabeçados pelo nonagenário ex-governador Pedro Simon. Mas sua campanha, repetitiva, dá sinais de que ele não tem muito o que mostrar. Os bordões e as frases de efeito tem um limite.

    A consequência desses movimentos na reta final da campanha  é que  nem a hipótese de um segundo turno entre Maria e Juliana pode ser descartada. Mas nem nessa hipótese, pouco provável, a situação de Maria seria confortável,  já que Juliana tende a ter, então, o apoio de Melo.

    Aos 49 anos, Juliana Brizola iniciou sua carreira em 2008, quando se elegeu vereadora em Porto Alegre. Foi duas vezes deputada estadual (2010/2016), concorreu a vice-prefeita de Porto Alegre, na chapa de  Sebastião Melo em 2016, na eleição vencida por Nelson Marchezan.

    Apresenta-se sempre como herdeira política de Leonel Brizola,  seu avô, mas para viabilizar alianças à direita nesta eleição suprimiu o símbolo  que Brizola adotou para o PDT, a rosa vermelha da Internacional Socialista.

    As cores predominantes em todas as peças de sua campanha são o azul e o amarelo.

    Nota do Editor: Este artigo já estava escrito quando saiu uma pesquisa do Instituto Futura Inteligência, “em parceria com a empresa 100% Cidades” usando a abordagem CATI (entrevista telefônica assistida por computador).  A pesquisa mostra um crescimento exponencial de Sebastião Melo e queda das suas duas oponentes. Não nos parece consistente o suficiente para alterar a nossa avaliação.

  • Eleições 2024: a dez dias das urnas, polarização não se confirma em Porto Alegre
    Juliana Brizola. Foto: Reprodução

    Eleições 2024: a dez dias das urnas, polarização não se confirma em Porto Alegre

    A dez dias das urnas, a eleição em Porto Alegre está tomando um rumo inesperado.

    O crescimento nas intenções de voto (de 11 para 17%, segundo a última pesquisa feita pela Quaest) e a entrada do governador Eduardo Leite na campanha, nos últimos dias, colocam a candidatura de Juliana Brizola, do PDT, numa posição decisiva.

    Se confirmada a tendência de crescimento de Juliana, que já se pode perceber nas conversas informais e nas redes sociais,  estará quebrada a polarização prevista entre Sebastião Melo (MDB/PL) e Maria do Rosário (PT/PSol/PCdoB).

    De onde estão vindo esses votos, que alimentam a tendência de crescimento da candidata, se ela se comprovar? É a pergunta no ar.

    As contundentes críticas que Juliana Brizola tem feito à administração de Sebastião Melo certamente vão sensibilizar, no mínimo,  aquela fração que vai votar em Melo só por antipetismo.

    Em qualquer circunstância, a candidata da frente de esquerda, Maria do Rosário, é a mais ameaçada neste novo cenário.

    Até a hipótese de Maria ficar fora do segundo turno, impensável duas semanas atrás, se torna plausível nessa nova configuração e já há inquietantes discussões em grupos de WatsApp sobre o voto útil: levar Juliana para o segundo turno para impedir a reeleição de Sebastião Melo, repetindo o que ocorreu na eleição estadual que reconduziu Eduardo Leite ao Piratini, em 2022.

    A campanha de Maria do Rosário melhorou, ela afinou seu discurso, tem se saído bem nos debates e entrevistas, seu programa no rádio e na tv se tornou mais objetivo e incisivo, mas a militância, grande força da esquerda, continua encolhida. Tudo indica que ela crescerá, mas pode não ser na medida necessária, apesar da garra e da determinação da candidata.

    Quanto a Juliana Brizola, mesmo que permaneça em terceiro lugar no primeiro turno, ela será decisiva no segundo turno.

    Candidata de uma aliança do PDT com o União Brasil, PSDB e Cidadania,  mesmo que ela não declare apoio, seu eleitorado tende a migrar para Melo no segundo turno, selando, assim, mais uma vez, a sorte da frente de esquerda, liderada pelo PT.

    É preciso considerar, porém, que um ponto forte da campanha de Juliana são as duras e pertinentes críticas que tem feito à gestão do prefeito,  o que alimenta a hipótese de que seu provável crescimento possa se dar em cima do eleitorado de Melo. Melo nesta ultima semana incorporou à campanha o apoio dos caciques do MDB que se bolsonarizou, encabeçados pelo nonagenário ex-governador Pedro Simon. Mas sua campanha, repetitiva, dá sinais de que ele não tem muito o que mostrar. Os bordões e as frases de efeito tem um limite.

    A consequência desses movimentos na reta final da campanha  é que  nem a hipótese de um segundo turno entre Maria e Juliana pode ser descartada. Mas nem nessa hipótese, pouco provável, a situação de Maria seria confortável,  já que Juliana tende a ter, então, o apoio de Melo.

    Aos 49 anos, Juliana Brizola iniciou sua carreira em 2008, quando se elegeu vereadora em Porto Alegre. Foi duas vezes deputada estadual (2010/2016), concorreu a vice-prefeita de Porto Alegre, na chapa de  Sebastião Melo em 2016, na eleição vencida por Nelson Marchezan.

    Apresenta-se sempre como herdeira política de Leonel Brizola,  seu avô, mas para viabilizar alianças à direita nesta eleição suprimiu o símbolo  que Brizola adotou para o PDT, a rosa vermelha da Internacional Socialista.

    As cores predominantes em todas as peças de sua campanha são o azul e o amarelo.

    Nota do Editor: Este artigo já estava escrito quando saiu uma pesquisa do Instituto Futura Inteligência, “em parceria com a empresa 100% Cidades” usando a abordagem CATI (entrevista telefônica assistida por computador).  A pesquisa mostra um crescimento exponencial de Sebastião Melo e queda das suas duas oponentes. Não nos parece consistente o suficiente para alterar a nossa avaliação.

  • Fábio André Rheinheimer revisita trajetória como artista com a exposição “Portfólio”
    Fábio André Rheinheimer revisita sua trajetória como artista com exposição na AZ Galeria

    Fábio André Rheinheimer revisita trajetória como artista com a exposição “Portfólio”

    Portfólio” abre no dia 5 de outubro, às 11h, e pode ser visitada até 5 de novembro, na rua Casemiro de Abreu, 1412, bairro Bela Vista

     

    Nos últimos 37 anos, o artista visual, arquiteto e curador Fábio André Rheinheimer tem mergulhado em uma pesquisa em fotografia, desenho, pintura e objetos tridimensionais. Dessa imersão, surgiram as famosas séries WaterfallPlaneta Vermelho A Mãe do Ouro, produzidas em sequência na técnica desenho (grafite, lápis aquarela sobre papel); A Tempestade, outra série de fotografias impressas em tecido; e esculturas em acrílico cortadas a laser. Agora, esse conjunto estará reunido na exposição Portfólio, que inaugura no dia 5 de outubro (sábado), na AZ Galeria. A visitação ocorre até o dia 5 de novembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h e, sábado, das 10h às 14h.

    Obra WATERFALL – Foto Regina Peduzzi Protskof/ Divulgação

    “Celebrando um percurso de quase quatro décadas, esta exposição apresenta um conjunto de obras representativas em minha produção. Concluo, assim, uma etapa importante em minha trajetória, revendo e refletindo sobre técnicas e temas que muito me inspiraram. Celebro essa caminhada, bem como a continuidade desse ciclo infinito das artes, em que se faz imprescindível mirar com acurada atenção outras possibilidades do fazer artístico que possam advir”, diz o artista.

    André Rheinheimer – Foto Juliana Baratojo/ Divulgação

    Com curadoria de Paulo Amaral, foram selecionadas 20 obras produzidas entre 2012 e 2024, período em que Rheinheimer se apropria de materiais e formatos distintos e mergulha na sobreposição, criando possibilidades no universo das artes.

    Artista e obra. Foto Carlinhos Rodrigues/ Divulgação

    “As primeiras obras de Fábio André Rheinheimer conheci em 2017, quando o convidei a expor nas Salas Negras do MARGS, do qual eu era diretor. A exposição, que tinha por título “Planeta Vermelho”, originária de outra série do artista denominada Waterfall, era composta por desenhos muito densos e primorosos, feitos com lápis de cor, aquarela e grafite sobre papel, exprimindo, pela qualidade dos sombreamentos, a volumetria daquilo que eu entrevia como panos dobrados. A lembrança daquelas imagens, em similitude, me vinha inculcada desde muitos anos antes, quando visitei a ala egípcia do Metropolitan Museum de Nova York, onde, numa pequena vitrine, se encontram expostos linhos egípcios meticulosamente enrolados, ainda em sua alvura original e aparentemente intactos. Pela idade daquelas raridades, algo como quatro mil anos, e por sua incrível conservação, a imagem dos linhos induzia à ideia de um milagre, algo de sacro em minha imaginação. Então, essa densidade no desenho de Fábio e a leveza dos linhos egípcios, como penso (e que tem muito a ver uma com a outra) provocaram em mim a ideia de eu estar em frente a um só objeto, apesar de estarem espaçados em sua produção por algumas eras. Aqui é como se uma fosse a releitura da outra. Outra série produzida pelo artista, agora em fotografias impressas sobre tecido, resultantes de uma só pintura em acrílico, com sucessivas mutações sobre si mesma, leva o nome de “A tempestade”, lembrando gestuais dramáticos como os acordes do movimento homônimo (4º) da Sinfonia Pastoral de Beethoven. Numa apresentação mais recente, Fabio apresenta a série “Naves Poéticas” que, em crescendo visual, desemboca nos “Pontos de Luz”, em que se utilizam acrílico rígido e outros elementos compositivos como suportes de lâmpadas LED. Esta última fase já traz em si um caráter utilitário. É nessa pluralidade das experimentações em sua trajetória de artista, e, também, na de curador de artes que ele exerce regularmente, revela um artista dinâmico e versátil, movido por rica imaginação e maestria no trato das técnicas que aborda”, escreve Paulo Amaral.

    Obra Planeta Vermelho – Foto Regina Peduzzi Protskof/ Divulgação

    SOBRE A AZ GALERIA

    Em 2012, a artista plástica e empresária Angela Zaffari inaugurou a AZ Galeria em Bagé, inicialmente com uma proposta de expor os próprios trabalhos. Em pouco tempo, o espaço já contava com exposições de outros artistas que acreditaram na ideia de levar adiante uma galeria no interior do Rio Grande do Sul.

    Em 2020, após sentir a demanda do mercado, ela resolveu inovar e criou um conceito inovador de galeria e loja à AZ Galeria. No local, além de um amplo acervo de arte, oferece uma linha exclusiva de estofados, mobiliário, tapetes, tecidos e objetos de decoração.

    Em julho do ano passado, Angela inaugurou em Porto Alegre, sua cidade natal, um espaço com o mesmo conceito: uma loja ampla e aconchegante, localizada em uma bela casa na Rua Casemiro de Abreu, no bairro Bela Vista. O projeto leva a assinatura do arquiteto Francisco Pinto.

    – Foto Juliana Baratojo/Divulgação

    SERVIÇO
    Exposição Portfólio
    Artista: Fábio André Rheinheimer
    Curador: Paulo Amaral
    Onde: AZ Galeria (rua Casemiro de Abreu, 1412, bairro Bela Vista)
    Abertura: 5 de outubro | Sábado | 11h
    Visitação: até 5 de novembro | Segunda a sexta, das 10h às 19h e, sábado, das 10h às 14h