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  • Mostra de Graça Craidy no Memorial Ucraniano promove encontro de Clarice Lispector com suas origens

    Depois de mais de 103 anos de seu nascimento, em 10 de dezembro de 1920, e 46 de sua morte, em 9 de dezembro de 1977, a escritora Clarice Lispector finalmente encontra, ainda que simbolicamente, o povo e as tradições da terra onde nasceu, a Ucrânia.

    Por meio da arte, desde sexta-feira (5/7), a autora está abrigada no Memorial Ucraniano, no Parque Tingüi, em Curitiba, que sedia a exposição “Clarices”, da artista visual gaúcha Graça Craidy. Reunindo 20 pinturas, nas quais a escritora é retratada em diversas facetas de sua vida, a mostra permanecerá aberta à visitação até o final do ano.

    A artista no Memorial Ucraniano/ Divulgação

    A exposição foi destacada no site do Congresso Mundial Ucraniano, entidade fundada em 1967, que representa os interesses de mais de 20 milhões de ucranianos na diáspora, unindo comunidades e organizações ucranianas em mais de 60 países, por “uma Ucrânia europeia, democrática e próspera”.

    Vitorio Sorotiuk, artista Graça Craidy e cônsul Mariano Czaikowski, da esq p. dir./ DEivulgação

    O cônsul honorário da Ucrânia, Mariano Czaikowski, presente ao vernissage, destacou ser importante valorizar a memória e a obra de Clarice, em especial no difícil momento vivido pela Ucrânia, em guerra com a Rússia desde que foi invadida e atacada em 24 de fevereiro de 2022.

    A exposição, sob a coordenação da Fundação Cultural de Curitiba, também foi saudada pelo presidente da Representação Central Ucraniano-Brasileira (RCUB), Vitorio Sorotiuk, citado na notícia, em inglês, do site da entidade internacional. O Paraná é o estado brasileiro que abriga o maior número de imigrantes e descendentes de ucranianos.

    Clarice nasceu em Tchechelnik, na Ucrânia, então pertencente à Rússia, quando sua mãe, Mania, o pai, Pinkhas, e suas irmãs, Elisa e Tania, fugiam da perseguição e ataques aos judeus. A família, com a recém-nascida nos braços da mãe, alcançou a Romênia e a Alemanha, onde embarcou em navio para o Brasil.

    Clarice nunca mais voltou à terra que a viu nascer e em cujo solo nunca pisou, embora tenha vivido na Europa depois de casada. Ela naturalizou-se brasileira em 1943, no Rio de Janeiro, onde morreu de câncer, aos 57 anos.

    O Paraná é o estado brasileiro que mais abriga ucranianos – entre 500 mil e 600 mil imigrantes e descendentes -, dos quais cerca de 70 mil radicados na sua capital. O Memorial Ucraniano foi inaugurado em 1995 em homenagem ao centenário da chegada dos primeiros imigrantes ao território paranaense.

     Contexto especial

    Por esse contexto, essa montagem de “Clarices” é especial, na avaliação da artista Graça Craidy. “É como se a nossa querida e magistral escritora estivesse voltando para o lugar onde nasceu, pois o memorial é uma espécie de ‘embaixada’ cultural da Ucrânia”, diz a pintora, empenhada em difundir a obra clariciana entre os jovens. Na mostra, alguns livros da autora estão à disposição dos visitantes.

    Na mostra, que já foi vista em Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Niterói, Brasília e Florianópolis, Graça apresenta Clarice em diferentes papéis: a escritora trabalhando em casa com a máquina de escrever no colo e o cigarro nos lábios; como esposa de diplomata que vivia no exterior dividida entre a vida conjugal e o desejo de autonomia; a mãe de dois filhos; a tutora do cão Ulisses, por exemplo.

    Memorial Ucraniano, em Curitiba, abriga exposição Clarices, de Graça Craidy/ Divulgação

    Em 25 de agosto (domingo), o Memorial Ucraniano promoverá festividades alusivas à data da independência da Ucrânia, como a leitura de textos de Clarices, considerada a maior escritora modernista brasileira, no espaço da exposição.

     

      SERVIÇO

     Exposição “Clarices”, da artista visual Graça Craidy

    Local: Memorial Ucraniano, em Curitiba, no Parque Tingüi

    Endereço: Rua Dr. Mbá de Ferrante s/nº, Pilarzinho, Curitiba

    Período: de 5 de julho até o final de 2024

    Visitação: de terça a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h

    Entrada gratuita

  • Pintor gaúcho Gustavo Schossler está em exposição de destaque  em Londres
    Pintura de Gustavo Schossler selecionada em Londres/ Divulgação

    Pintor gaúcho Gustavo Schossler está em exposição de destaque  em Londres

    O pintor brasileiro Gustavo Schossler foi selecionado através de uma competição altamente prestigiada e concorrida, o Herbert Smith, para expor na National Portrait Gallery, de Londres, um dos museus mais importantes do mundo, com foco no retrato.

    A competição que estava em suspenso desde 2020, voltou esse ano e terá abertura dia 11 de julho, na capital da Inglaterra. “Esse é um concurso que eu sonhava em participar desde que comecei a pintar. Diversos pintores contemporâneos importantes que admiro passaram por ele ao longo dos anos” conta Gustavo.

    Em 2016 se inscreveu pela primeira vez e foi selecionado para a segunda etapa, mas não chegou a ser escolhido para a exposição. “Esse ano, o concurso recebeu 1.647 inscrições de 62 países, para serem julgadas de forma online. Dessas, 245 foram selecionadas para a segunda etapa, quando as pinturas são enviadas para Londres. Com as obras em Londres, os jurados selecionaram apenas 50 obras, dentre elas, a minha”, afirma o artista, orgulhoso com o reconhecimento de seu trabalho.

    O Herbert Smith Freehills é um concurso anual de retratos realizado na National Portrait Gallery, em Londres. Anteriormente conhecido como John Player Portrait Award e depois como BP Portrait Award, é o prêmio de retratos mais importante do mundo e é considerado um dos concursos de maior prestígio na arte contemporânea. Desde a sua criação, há mais de 40 anos, o concurso atraiu mais de 40 mil inscrições de mais de 100 países e a exposição foi vista por mais de seis milhões de pessoas. Esse ano são esperados em torno de 120 mil visitantes no espaço expositivo entre 11 de julho e outubro de 2024.

    Gustavo Schossler estudou pintura e desenho na França, no Studio Escalier, e nos EUA com o artista Anthony Ryder. Seu foco principal está na figura e principalmente no retrato. “Busco através da escolha de meus modelos explorar conceitos sobre identidade e questionar ideais de beleza, dando visibilidade a pessoas que historicamente não foram retratadas pela pintura” reflete o artista.

    Serviço

    Abertura da mostra dia 11 de julho (para convidados)

    Visitação de 12 de julho a 24 de outubro

    Diariamente das 10h30 às 18h. Sextas e sábados das 10h30 às 21h

    National Portrait Gallery – St Martin’s Place – Londres

    Site e redes do artista:

    http://www.gustavoschossler.com/

    https://www.instagram.com/gustavoschossler/

    https://www.facebook.com/gustavo.baldassoschos

  • “Estalo”, a 14ª Bienal de Arte do Mercosul tem nova data definida
    Equipe 14ª Bienal do Mercosul “Estalo”: Alexandre Lindenberg (Estúdio Margem, identidade visual), Fernanda Medeiros, curadora assistente, Michele Ziegt, curadoria educativa, Marina Feldens, curadora de Programas Públicos Tiago Sant´Ana, curador adjunto, Andréa Hygino, curadoria educativa, Raphael Fonseca, curador-chefe, Anna Mattos – curadora de Programas Públicos e Yina Jiménez Suriel, curadora adjunta. Foto: Thiele Elissa/ Divulgação

    “Estalo”, a 14ª Bienal de Arte do Mercosul tem nova data definida

     

    A 14ª Bienal de Arte do Mercosul irá acontecer entre 27 de março a 01 de junho de 2025. A mostra, que acontece em Porto Alegre e estava planejada para acontecer neste ano, teve o seu calendário reestruturado em decorrência das catástrofes climáticas que atingiram o sul do Brasil.
    A próxima edição da Bienal tem como tema “Estalo” e vai se espalhar por diversos espaços na cidade de Porto Alegre, numa proposta de atingir uma quantidade maior e mais diversa de público – investindo numa aproximação da arte tanto com a audiência local quanto global. O conceito curatorial da mostra tem como principal objetivo perceber como diferentes movimentos podem provocar transformações de diversas magnitudes – sejam elas mediadas pelo corpo, pela natureza ou por distintas mídias.
    Após os desafios do projeto da 14ª edição, a fundação da Bienal do Mercosul reitera o seu desejo em continuar realizando um trabalho com impacto social conforme apresenta a presidente Carmen Ferrão: “Durante este ano estamos envolvidos em iniciativas para a reconstrução do setor artístico e dos equipamentos – espaços expositivos parceiros. Também mantivemos as equipes que dedicam-se à instituição e a esta edição. Temos certeza que a mostra é parte da reconstrução: trará mais pessoas ao RS e movimentará a capital através da arte e da educação”.
    Algumas das iniciativas propostas pela fundação além da mostra principal são os projetos Portas para a Arte – em parceria com galerias da cidade – e Arte no Prato – que envolve e movimenta o setor de gastronomia local. Ambos eventos acontecem no mesmo período da mostra principal da Bienal, que nesta edição tem como curador-chefe Raphael Fonseca. A lista dos artistas participantes e dos espaços expositivos será divulgada em novembro.
    Financiamento: PRÓ-CULTURA – Lei Estadual de Incentivo à Cultura
    Realização: Lei Federal de Incentivo à Cultura
    Foto: Thiéle Elissa
    Equipe 14ª Bienal do Mercosul “Estalo”:
    Alexandre Lindenberg (Estúdio Margem, identidade visual), Fernanda Medeiros, curadora assistente, Michele Ziegt, curadoria educativa, Marina Feldens, curadora de Programas Públicos
    Tiago Sant´Ana, curador adjunto, Andréa Hygino, curadoria educativa, Raphael Fonseca, curador-chefe, Anna Mattos – curadora de Programas Públicos e Yina Jiménez Suriel, curadora adjunta.
    Criada em 1996, a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul é uma instituição que tem como missão desenvolver projetos culturais e educacionais na área de artes visuais, adotando as melhores práticas de gestão e favorecendo o diálogo entre as propostas artísticas contemporâneas e a comunidade. Reconhecido como o maior conjunto de eventos dedicados à arte contemporânea latino-americana no mundo, oportuniza o acesso à cultura e à arte a milhares de pessoas de forma gratuita.
  • Ayton Centeno lança o ABC da Ditatura em pequena tiragem

    Ayton Centeno lança o ABC da Ditatura em pequena tiragem

    Do alto dos seus 75 anos, o incansável jornalista Ayrton Centeno está distribuindo a amigos, colegas e bibliotecas públicas seu último livro, Dicionário da DitaDura, onde consolida uma contundente síntese de atos, fatos, personagens e versões sobre o regime militar vigente no Brasil de 1964 a 1985.

    Em 324 páginas, alinha 528 verbetes vazados na linguagem enxuta que marcou os melhores anos do Jornal do Brasil do Rio e os anos iniciais da revista Veja (nenhum desses dois veículos ganhou verbete no livro, embora sejam citados incidentalmente aqui ou ali).
    Poucos textos do dicionário ocupam uma página (32 linhas). A maioria absoluta tem mais ou menos 16 linhas, o suficiente para dar conta dos causos recheados de ironias e sarcasmo, num dos mais didáticos resumos dos anos 64/85.
    Folheando o livro, a gente acaba se perguntando como e por que ninguém teve essa ideia antes. O próprio Centeno explica: viu-se com a faca e o queijo na mão após concluir o livro “Os Vencedores” (Geração Editorial, 2014), no qual conta histórias dos que pegaram em armas contra a ditadura. Para escrever suas 856 páginas, entrevistou dezenas de pessoas e, além de checar arquivos, leu todos os livros sobre a ditadura.
    Dez anos depois de juntar uma grande massa de informações, “achei que seria um desperdício não publicar nada sobre os 60 anos daquela tragédia que estropiou várias gerações”, disse Centeno. Assim o dicionário veio à luz quase automaticamente. Saiu com excelente qualidade de impressão em tiragem mínima custeada pelo autor, que só tem esperança de recuperar o investimento se o livro extrapolar as previsões da Editora Autografia, do Rio, responsável pela edição inicial e pelas vendas on line em seu site.
    Produto de um veterano jornalista que começou nos anos 60 na revisão do Diário Popular de Pelotas até hoje não parou de trabalhar, o livro tem chance de fazer sucesso se for encarado como fonte de consulta didática – pedagógica, na realidade – por jovens estudantes ou professores que não vivenciaram os anos de chumbo.

    (Geraldo Hasse)

  • Musicoterapeutas do Brasil se mobilizam para ajudar pessoas atingidas pelas enchentes do RS
    Fotos AMTR/ Divulgação

    Musicoterapeutas do Brasil se mobilizam para ajudar pessoas atingidas pelas enchentes do RS

    A saúde mental dos gaúchos depois das enchentes de maio é uma grande preocupação no Estado. Profissionais de várias áreas da saúde estão unidos para amenizar este problema em crianças e adultos. As musicoterapeutas Natália Magalhães e Graziela Pires criaram a iniciativa SOS ENCHENTES RS_Musicoterapia para os refugiados climáticos. Já foram atendidas 120 pessoas e até o final do ano, o projeto seguirá de forma presencial, em abrigos, ou online.

    “Assim que entendemos que a situação era muito grave e que afetaria muito a saúde mental, sobretudo do público de crianças que nós atendemos com transtornos de desenvolvimento, autismo e outros, pensamos: temos que fazer alguma coisa”, diz Grazi. O processo iniciou no dia sete de maio através de ações nas redes sociais e grupos de whatsapp, convidando colegas do Brasil todo a se voluntariarem para atendimentos presenciais e online. “Fomos buscar apoio da UBAM (União Brasileira das Associações de Musicoterapia) e da AMTRS (Associação de Musicoterapia do RS) da qual eu estava presidente na época, para abranger o Brasil todo na ação. E para nossa surpresa, em uma semana encerramos as inscrições de profissionais, pois já haviam mais de 80 cadastrados. E os atendimentos iniciaram imediatamente.”, destaca Natália. Fazem parte dos profissionais cadastrados musicoterapeutas de todo o Brasil, de norte a sul, com diferentes perfis, experiências e dedicação profissional.

    Até o final de junho, um total de 20 pacientes, de 03 a 70 anos, haviam se inscrito para receber atendimentos online e em torno de cinco musicoterapeutas voluntários estavam atuando presencialmente e semanalmente nos abrigos da região metropolitana de Porto Alegre, como no CTG Recanto Nativo, em Viamão, Colo de Mãe e no Abrigo no Lindóia Tênis Clube, ambos em Porto Alegre. Nos abrigos, cerca de 100 pessoas foram atendidas. As coordenadoras entendem que o projeto deverá seguir com os atendimentos até o final do segundo semestre. “Sabemos que os efeitos desta grande tragédia sobre a saúde mental das pessoas não será imediato. Por isso nosso time de voluntários seguirá a postos para acolher qualquer pessoa que sinta a necessidade de um espaço de escuta qualificada, orientação psicológica e principalmente que acredite que a música possa auxiliá-lo em seu processo de cura. Independente da idade, do tipo de situação a que a pessoa tenha sido exposta (se direta ou indiretamente), os musicoterapeutas estão prontos para acolher a todos e todas.” desta Grazi Pires que desde 08 de junho assumiu a presidência da Associação de Musicoterapia do Rio Grande do Sul.

    PREPARO

    As coordenadoras do Projeto, juntamente com a UBAM e AMTRS, pensaram em formações e supervisões gratuitas para os profissionais que se dispuseram a atender. O Dr. Musicoterapeuta Gustavo Gattino ministrou a formação “Métodos, técnicas e procedimentos em musicoterapia para situações de crise e experiências traumáticas”. A Dra. Musicoterapeuta Cláudia Zanini falou sobre a temática “Musicoterapia e lutos: perdas e descobertas”. Já a Dra. Musicoterapeuta Mariane Oselaime compartilhou o tema “Encaminhamentos pós situação de crise”.

     

    Conheça a nova Diretoria da AMTRS – Gestão 2024- 2026

    Presidente: Grazi Pires (455/2016)

    Vice-presidente: Carolina Veloso (487/2020)

    1ª Secretária: Rossana Flores Bastos (497/2021)

    2ª Secretária: Daniela Amorim Faria Schoenknecht (471/2019)

    1⁰ Tesoureira: Mª Helenita Nascimento Bernál (437/2010)

    2⁰ Tesoureiro: Valdonei dos Santos (514/2022)

    Conselho Fiscal:

    Irene Marli Bertschinger (459/2016)

    Maria Helena Nunes Schaan (462/2017)

    Luciana Steffen (416/2008)

    Sobre A Associação de Musicoterapia do Rio Grande do Sul

    A Associação de Musicoterapia do Rio Grande do Sul (AMT-RS) foi fundada em 11 de novembro de 1968, Porto Alegre. É uma entidade sem fins lucrativos, com a finalidade de resguardar a defesa da classe e atuação profissional ética; promover o uso, desenvolvimento e divulgação da Musicoterapia no tratamento, educação e reabilitação de todos que a necessitem; congregar profissionais e acadêmicos de Musicoterapia e instituições oficiais e/ou particulares cujas áreas de atuação tenham relação com a Musicoterapia; estimular e promover a investigação e a pesquisa no campo da Musicoterapia; promover cursos de atualização e capacitação profissional; representar os profissionais do estado a nível nacional e em demais entidades latinoamericanas e mundiais da Musicoterapia; esclarecer a população e entidades frente a profissionais que fazem uso da musicoterapia de forma indevida, sem formação; e apurar e denunciar a prática antiética e que pode causar prejuízo à população, fazendo uso de instrumentos legais previstos no Estatuto da AMT-RS.

    FOTO Grazi Pires_arquivo pessoal/ Divulgação

    Sobre UBAM
    A União Brasileira das Associações de Musicoterapia (UBAM) foi fundada no dia 10 de outubro de 1995, durante o 8º Simpósio Brasileiro de Musicoterapia em São Paulo, e intitulada União Nacional das Associações de Musicoterapia do Brasil (UNAMB), cuja finalidade era formar um colegiado das associações regionais para trocar informações e tentar estruturar o crescimento da profissão em nosso país.

  • Ministério da Cultura detalha a divisão dos R$ 60 milhões destinados à cultura gaúcha
    Anúncio de ajuda financeira à cultura gaúcha foi feito no Mercado Público de Porto Alegre.

    Ministério da Cultura detalha a divisão dos R$ 60 milhões destinados à cultura gaúcha

    Os R$ 60 milhões destinados à recuperação dos eventos culturais no RS atingidos pelas enchentes no mês de maio, anunciados nessa quarta-feira pela Ministra Margareth Menezes foram divididos entre em três ações, segundo integrantes do  Ministério da Cultura  (Minc).
    Ação 1:
     Bolsas Retomada Cultural* (não foram anunciadas o número de bolsas) no valor de R$4500 ;
    Ação formativa curso de 70h e bolsa para agentes culturais inscritos no cadastro único do Ministério da Cultura ou Mapa da Cultura | agentes / CPF inscritos até 09/07 | critérios: ter residência em um dos 90 municípios em calamidade pública; restrito a agentes culturais que não tenham renda fixa nem sejam sócios de empresas com fins lucrativos
    Ação 2:
    Diversidade Cultural RS:* apoio financeiro de R$ 30 mil para pontos de cultura, pontos de memórias,  bibliotecas comunitárias, pontos de leitura, escolas livres e comunidades quilombolas; É necessário estar cadastrado no Ministério.
    Ação 3:
    Retomada Cultural RS* (ações continuadas) 150 bolsas culturais de R$30mil cada para realização de uma ou mais ações (criação artística, organização de acervo
    *Programa Emergencial*
    *Rouanet RS*
    1. Tramitação prioritária na análise e na CNIC:*
    -Propostas e projetos dos proponentes do RS
    -Propostas e projetos de restauro e patrimônio material do RS
    * 2. Possibilidade de *convocação de reunião extraordinária da CNIC* ou decisão ad referedum do colegiado
    * *3. Prospecção de investidores (juntos aos 100 maiores investidores* da Rouanet) para investimentos entre julho de 2024 e julho de 2025; *Já confirmada aliança com 12 empresas* para Rouanet Especial RS (GRUPO ITAU, VALE, SHELL BRASIL, NEOENERGIA, SANTANDER, FUNDAÇÃO CSN Companhia Siderúrgica Nacional, ACCELOR INSTITUTO EDP BRASIL, GRUPO CMPC (BRASL), HYUNDAI MOTOR CERRAL, PETROBRAS, BANCO DO BRASIL
    * *4 Criação de Comitê Gestor* para seleção de projetos (MINC, Secretaria de Cultura do Estado, CNIC, entidades culturais e empresas patrocinadoras.
    PROJETOS GAÚCHOS NA ROUANET: 
    – 1,5 bilhões projetos em condições de receber imediatamente
    • 50 planos anuais aprovados
    • 113 projetos aprovados de festivais e eventos capendarizados
  • Governo Federal destina R$ 60 milhões para  a reconstrução do setor cultural gaúcho
    Ato foi realizado no primeiro andar do Mercado Público.

    Governo Federal destina R$ 60 milhões para a reconstrução do setor cultural gaúcho

    Texto e fotos Higino Barros

    O Governo Lula destinou de R$ 60 milhões ao setor cultural do Rio Grande do Sul atingido pelas enchentes do mês de maio. O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante solenidade realizada em lugar simbólico para Porto Alegre e cultura estadual. o Mercado Público da capital, duramente atingido pela catástrofe climática que devastou grande parte do Estado.

     

    A titular do Ministério da Cultura estava acompanhada pelo Ministro Extraordinário para a Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, cerca de seis assessores diretos do MINC, alguns gaúchos, além de integrantes de outros ministérios e conduziu sua fala em tom emotivo. “Nós artistas somos assim, tocados pelos sentimentos. Chorei muito nos dias das chuvas aqui e vou deixar as explicações técnicas sobre como se dará esta ajuda para os especialistas”, explicou Margareth Menezes.

    O ato foi acompanhado pela comunidade cultural gaúcha, principalmente de Porto Alegre e cidades vizinhas. Compareceram deputados federais e estaduais de partidos aliados do governo federal, além da Secretária Estadual de Cultura, Beatriz Araújo, cuja presença foi destacada pela ministra Margareth Menezes como exemplo de união em prol da cultura. A Prefeitura de Porto Alegre não enviou representante ao evento, demonstrando suas divergências com o governo federal durante as negociações para a gestão da tragédia ambiental.

    O Ministro Extraordinário para a Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, disse que todo o esforço do governo federal será empregado para ajuda aos gaúchos. “A única coisa que não dá para recuperar são as mortes causadas pelas enchentes. Mas o resto nós vamos reconstruir com muita fé e trabalho”, afirmou.

    O convite da visita da Ministra da Cultura Margarete Menezes que cumpriu agenda a outros pontos culturais da capital gaúcha.

     

  • Retomada de mostras na Delphus Galeria de Arte reverterá venda de obra ao SOS RS
    Obra de Mádia.

    Retomada de mostras na Delphus Galeria de Arte reverterá venda de obra ao SOS RS

    A Delphus Galeria de Arte e Molduras, que deixou de realizar exposições durante os meses de maio e junho, em razão das enchentes que atingiram o estado, retomará o calendário de mostras a partir desta segunda-feira, 1º dia de julho.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

    Durante todo o mês, estará em cartaz na Delphus a exposição que teve de ser cancelada no início de maio por causa da tragédia climática: Resgate no Olhar, da artista visual caxiense Mádia Bertolucci.

    Artista visual Mádia Bertolucci – Divulgação

    O valor de uma das obras expostas, a de referência MAD- 123, reverterá integralmente ao SOS Rio Grande do Sul, do governo do Estado, em favor das pessoas atingidas pelas cheias.

    Obra de Mádia Bertolucci cujo valor será doado à vítimas das enchentes./ Divulgação

    A artista, uma das fundadoras do Navi – Núcleo de Artes Visuais de Caxias do Sul, criado em 1988, acrescentou três novas obras a mostra de pinturas abstratas, agora com 23 quadros, a maioria acrílica sobre tela e aquarela.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

    “O nome Resgate no Olhar expressa minha esperança e a certeza de que tudo tem um caminho e outras maneiras de rever nossas vidas. Nestas horas vemos a solidariedade do povo gaúcho e brasileiro”, diz Mádia. Lembrando o que foram os primeiros dias de maio, ela declara que “naquele momento de tanta tristeza, nada mais havia a fazer senão adiar a exposição”.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

    Caracterizada pela leveza, suavidade e múltiplas cores em suas telas abstratas, Mádia é destacada pela Delphus, no ano do cinquentenário da galeria, na 15ª edição da série Mês do Artista Delphus. “Meu trabalho procura descansar o olhar do espectador e meu desejo é que ele o interprete livremente. É um trabalho contemporâneo, até lírico. Nas aguadas, rasuras ou até mesmo no acúmulo de tinta surge minha obra de arte”, conta a artista.

    Compra solidária

     Engajada ao movimento de solidariedade à população gaúcha, a Delphus, no mês passado, lançou a “Compra Solidária”, pela qual obras de arte são vendidas com 50% de desconto e alimentos e donativos são destinados às vítimas das inundações. A promoção inclui envio de obras para todo o país. Catálogos podem ser solicitados pelo 51 9 9256-6218.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição Resgate no Olhar, de Mádia Bertolucci

     Onde: Delphus Galeria e Molduras

     Endereço: Av. Cristóvão Colombo, 1501, Floresta

     Período:  1º a 31 de julho

     Visitação: segunda a sexta-feira, das 9h às 18h45; sábado, das 9h às 13h

     Entrada gratuita 

  • Festival Cultura Negra RS Solidária reúne artistas pretos, na Banda da Saldanha
    Banda da Saldanha participa e é anfitriã do evento. Foto: Divulgação

    Festival Cultura Negra RS Solidária reúne artistas pretos, na Banda da Saldanha

    A diversidade da música, da literatura, do artesanato e da culinária negra está presente no Festival Cultura Negra RS Solidária. O evento, que ocorre neste domingo, dia 30 de junho, na Banda da Saldanha (Av. Padre Cacique, 1355), das 11h30 até às 23h30, reunirá grandes nomes da música como Banda da Saldanha, Produto Nacional, Serginho Moah, Pau Brasil, Bem Natural, Marietti Fialho, Mark B, D Piá, 3 Blacks, Seguidor F, 50 Tons de Pretas, Da Guedes feat Cristal, Negra Jaque e Positiva Dub.
    “Percebemos que em meio à catástrofe climática que abateu o Rio Grande do Sul, o nosso povo negro foi duramente impactado. Por uma iniciativa da Carrasco Produções e de Paulo Dionísio, juntamente com a Banda da Saldanha, foi criado com o objetivo de arrecadar doações para uma camada da comunidade um tanto esquecida, entre elas os 12 quilombos urbanos de Porto Alegre”, afirma o produtor Claudiomar Carrasco.
    O objetivo é misturar a música pop, o rap, o samba, o reggae e os dj’s para fazer da arte e da cultura popular uma ferramenta de ação social. Para isso, artistas gaúchos se uniram em um line up com diversidade e representatividade.
    Paralelamente ao festival acontecerá uma feira literária que contará com a presença do Coletivo de Escritores Negros, onde estarão expostos livros de diversos autores negros. Além disso, teremos exposição de artesanatos afro, roupas e gastronomia.
    *INGRESSOS -* Para adquirir os ingressos (que são limitados) basta acessar o link https://www.sympla.com.br/evento/festival-cultura-negra-rs-solidaria. Os valores são: R$ 10 com doação ou R$ 20 sem doação. Podem ser doadas peças de roupas em bom estado, materiais de higiene e limpeza, água, além de alimentos não perecíveis. A realização da Banda da Saldanha.
    *SERVIÇO*
    *FESTIVAL CULTURA NEGRA RS SOLIDÁRIA*
    Data: 30 de junho
    Horário: 11h30 às 23h30
    Local: Banda da Saldanha (Av. Padre Cacique, 1355)
    Atrações: Banda da Saldanha, Produto Nacional, Serginho Moah, Pau Brasil, Bem Natural, Marietti Fialho, Mark B, D Piá, 3 Blacks, Seguidor F, 50 Tons de Pretas, Da Guedes feat Cristal, Negra Jaque e Positiva Dub
    Ingressos: no https://www.sympla.com.br/evento/festival-cultura-negra-rs-solidaria. Os valores são: R$ 10 com doação ou R$ 20 sem doação. Podem ser doadas peças de roupas em bom estado, materiais de higiene e limpeza, água, além de alimentos não perecíveis.
  • Tem atividades culturais e solidárias, no domingo, na Praça Mafalda Veríssimo

    Tem atividades culturais e solidárias, no domingo, na Praça Mafalda Veríssimo

    O movimento comunitário Vive Petrópolis realiza feira de artesanato, exposições, música, literatura e caminhada cultural neste domingo (30/6), na praça Mafalda Veríssimo, conhecida por sua famosa caixa d’água, na rua Felipe de Oliveira, 1300, bairro Petrópolis, em Porto Alegre.

    O ingresso é solidário: doação de livros, que serão destinados ao Projeto Vó Chica- Vila Safira.

    O evento inicia às 11h com a “Exposição-Protesto Alerta Verde: O fim do futuro?“, que questiona a derrubada de árvores saudáveis na cidade e luta pela manutenção dos parques públicos da Capital.

    Confere outras atrações:

    – Feira de Artesanato

    – Conversa com o jornalista Elmar Bones sobre a importância dos jornais de bairro e os 39 anos do jornal JÁ.
    – Apresentação do Grupo de Canto Sol de Si, com coordenação Marcelo Delacroix
    – Caminhada Literária (especial: redescobrindo a casa de Cyro Martins)

    – Duo Marcelo Dharma (sax) e Guilherme Kessler (guitarra) – Grupo Tapera Elétrica, Jonas Dorneles (bumbo leguero) e Rodrigo Sabedot (violões e pedais).