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  • “Os quadros que falam” de Flávio Scholles abre a programação 2021 da Bublitz Galeria

    “Os quadros que falam” de Flávio Scholles abre a programação 2021 da Bublitz Galeria

    A exposição “Os quadros que falam”, do artista gaúcho Flávio Scholles, abre a programação 2021 da Bublitz Galeria de Arte. Com obras que retratam a colonização alemã, o êxodo, a cidade e as origens, Scholles conquistou o Brasil e tem suas criações espalhadas ao redor do mundo. Na Bublitz, estará representado com 23 quadros, que refletem a trajetória do artista em diferentes estilos, temáticas e dimensões. A exposição poderá ser conferida a partir do dia 10 de abril no link: virtual.galeriabublitz.com.br ou ainda presencialmente na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, seguindo a regulamentação de funcionamento do Estado.

    O artista Flávio Scholles. Foto: Zé Roberto Muniz/ Divulgação
    Com mais de 10 mil telas distribuídas em centenas de lugares mundo afora e com um respeitável acervo em seu atelier, transformado em ponto turístico em Morro Reuter, no interior do Rio Grande do Sul, Scholles é um dos artistas gaúchos mais aclamados internacionalmente. Suas obras passeiam por vários estilos e encantam pela qualidade técnica e artística.

    Vendedora de Flores (2014). Foto; Daniel Martins/ Divulgação
    “Os quadros que falam contêm os primeiros sinais para uma nova comunicação com o universo, por causa do novo, na arte e na cultura. Nas situações da colônia, meu estilo é expressionista. Nas de êxodo, picassiano, por causa da influência do místico negro. Nas situações da cidade, com a vinda dos americanos, a optical art”, resume Sholles.

     “Semeador em Tempo de COVID-19 (2020)”. Foto Daniel Martins/ Divulgação
    O artista já realizou duas exposições individuais, em 1995 e 1998, e participou de três coletivas na Bublitz Galeria de Arte, em 2011, 2014 e 2018. Em “Quadros que falam”, sua efervescência artística está representada em obras que expressam a colheita, as moças do interior, a crítica social, com as construções populares, e até uma obra criada já no contexto da pandemia, em 2020: o “Semeador em Tempo de Covid-19”.

    Livro e documentário

    A vasta obra de Scholles está retratada no livro “Quadros que falam”, da editora Um Cultural, lançada em 2014, sob a coordenação de Daniel Henz e Ralf Cardoso. Com 488 páginas e produzida em cinco línguas, português, inglês, alemão, russo e mandarim, a publicação é uma verdadeira obra de arte, que não só é um registro histórico do artista, mas também um dos mais belos livros do gênero já produzidos no país.

     ” Colheita (2014-2015)”- Foto: Daniel Martins/ Divulgação
    Sua trajetória também foi transformada em documentário em 2016: “Scholles – Sementes de Cor”, da diretora Rejane Zilles. Durante o período da exposição, será possível acessar o filme no link: http://www.youtube.com/user/Zillesprod. O média-metragem de 28 minutos mostra o atelier do artista, suas obras, a influência da região e do contexto histórico em suas criações e faz uma ponte com o pintor Cândido Portinari, em Brodowski, no interior de São Paulo, uma de suas influências “Eu e Flávio temos uma história de vida com pontos em comum. Nascemos neste mesmo povoado alemão, e embora sejamos de gerações diferentes, aprendemos a falar português somente quando chegamos à escola – cada um na sua época e vivemos nossa infância na colônia. Depois de trilharmos nosso caminho pessoal e profissional, voltamos às origens para registrar em quadros e filmes a vida desta aldeia”, destaca Rejane. Em sua obra, Scholles cumpriu o dito de Tostói: “se queres ser universal, fala da tua aldeia”.

    Figuras (2015-2016) .Foto; Daniel Martins/ Divulgação
    Exposição “Quadros que falam” – Flávio Scholles

    Período: 10 de abril a 10 de maio

    Bublitz Galeria Virtual de Arte: http://virtual.galeriabublitz.com.br/

    Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 – Porto Alegre – RS

    Documentário Scholles – Sementes de Cor (disponível durante o período da exposição): www.youtube.com/user/Zillesprod
    Ritzeletas (2014). Foto; Daniel Martins/ Divulgação
  • Mostra “Fora da Cor” reúne obras em preto e branco de 56 artistas do RS e SC
    Obra de MARA GALVANI/ Divulgação

    Mostra “Fora da Cor” reúne obras em preto e branco de 56 artistas do RS e SC

    Na próxima quinta-feira (8/4), às 19h, acontecerá uma live de abertura com a curadora do projeto Fora da Cor, Ana Zavadil, e o diretor do IEAVi/MACRS, André Venzon, no Facebook da Secretaria de Estado da Cultura: facebook.com/rs.sedac. A mostra apresenta trabalhos em preto e branco e os tons de cinza possíveis entre uma e outra cor, com obras de 56 artistas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Também deverá ocorrer um tour virtual em data a ser definida. Quando as condições sanitárias permitirem, haverá visitação presencial sob agendamento, seguindo as orientações das autoridades.

    Obra de GELSON SOARES/ Divulgação
    Obra de ANGELA PLASS / Divulgação

    De acordo com Zavadil, os trabalhos, em diferentes linguagens e suportes, revelam a poética de cada artista, enriquecendo a investigação no campo do conhecimento e da experimentação. “O que dá unidade à exposição é justamente a pouca cor e o diálogo entre as obras, esse é forte e chama a atenção para nichos dentro do espaço expositivo” explica a curadora, que também é professora e mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

    Obra de GRAÇA CRAIDY/ Divulgação

    Gênese da proposta

    A gênese da proposta foi um desafio lançado em 2018 durante aulas ministradas por Zavadil a um grupo de estudos em Santa Maria. O grupo, que se reunia a cada 15 dias, trabalhou com o intuito de criar obras usando somente as cores solicitadas. “Para muitos foi desafiador, mas no desenvolvimento os trabalhos abriram-se para muitas possibilidades e começaram a surgir obras interessantes”, conta ela.

     

    Obra de HELENA D’AVILA /Divulgação

    A primeira exposição Fora da Cor aconteceu no Aberto Caminho de Artes, em Porto Alegre, em dezembro de 2018, com trabalhos de 12 artistas de Santa Maria, Caxias do Sul, Novo Hamburgo e da Capital. Em seguida, em 2019, uma nova proposta deu seguimento aos exercícios sem cor. A exposição Fora da Cor – Exercício 2 ocorreu no Museu de Arte de Santa Maria, com 24 artistas.

    Obra de Sonia Loren/ Divulgação

    A mostra cresceu em número de artistas, obras e de significados, trazendo à luz muitas produções emblemáticas e instigantes. “Virou um ciclo e passou a interessar muitos artistas”, relembra a curadora. Em 2020, alguns dias antes de começar o isolamento social, foi aberta a exposição Fora da Cor – Exercício 3, no Museu Casa dos Rosa, em Canoas, com 31 artistas. Mas, por causa da pandemia, teve de ficar fechada grande parte do ano.

    Obra de RACHEL FONTOURA/ Divulgação

    O ciclo de exposições encerra-se com essa nova exposição que acontece no IEAVi/MACRS. As obras abordam questões pessoais ou de pesquisas realizadas, mas também tratam do tempo e da pandemia, com as mudanças significativas no comportamento e por extensão à arte de todos.

    Obra de PRISCILA SABKA THOMASSEN/ Divulgação

    “O que a curadoria busca é relação direta do espectador com as obras, pois, já dizia Marcel Duchamp, são os espectadores que fazem a obra. É o observador que leva a obra de arte para o exterior do espaço museológico, é ele que a faz existir para o mundo”, declara Ana Zavadil.

    Obra de HELOÍSA BIASUZ/Divulgação

    SERVIÇO

    Título: Fora da Cor – Exercício 4

    Curadoria: Ana Zavadil

    Artistas:

    Alexandra Eckert, Andréa Bracher, Angela Plass, Beatriz Dagnese, Carmela Slavutzky, Clara Koppe, Cristie Boff, Cristina Luviza Battiston, Dani Remião, Dartanhan Baldez Figueiredo, Denise Giacomoni, Denise Wichmann, Edson Possamai, Esther Bianco, Felipe Ferla da Costa, Gelson Soares, Graça Craidy, Helena D’Avila, Heloísa Biasuz, Juliana Feyh, Kika Costa, Leonardo Loureiro, Leonice Araldi, Lisi Wendel, Lorena Steiner, Lucy Copstein, Mara Galvani, Maria Cristina, Maria Paula Giocomini, Maril Rodrigues, Marina Ramos, Maristel Nascimento, Marlon Viana, Mery Bavia, Milene Gensas, Mônica Furtado, Myra Gonçalves, Nadiamara Paim, Natalia Bianchi, Neca Sparta, Odilza Michelon, Priscila Sabka Thomassen, Rachel Fontoura, Ricardo Aguiar, Rosirene Mayer, Sandra Gonçalves, Sandra Kravetz, Sandra Lages, Selir Staliotto, Silvia Rodrigues, Sonia Loren, Sonia Rombaldi, Susan Mendes, Susane Kochhann, Vera Reichert e Wischral.

    Obra de RICARDO AGUIAR/ Divulgação

    Local: IEAVi/MACRS (Casa de Cultura Mario Quintana, Rua dos Andradas, 736, 3º andar). Na Galeria Augusto Meyer e no Espaço Maurício Rosenblatt

     Live de Abertura: dia 8 de abril de 2021, às 19h, com a curadora do projeto Fora da Cor, Ana Zavadil, e o diretor do IEAVi/MACRS, André Venzon, no

    Facebook da Secretaria de Estado da Cultura: facebook.com/rs.sedac

     *Atendimento ao público e visitação das galerias temporariamente suspensos devido às medidas de prevenção à Covid-19, seguindo o modelo de Distanciamento Controlado proposto pelas autoridades locais.

    A curadora Ana Zavadil. Foto: Divulgação

    Ana Zavadil, Porto Alegre/RS, 1957.

    Especialista em Arte Moderna e Contemporânea, Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Santa Maria- RS (2011) possui graduação em Artes Visuais, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com habilitação em Pintura (2002) e em História Teoria e Crítica de Arte (2004). Foi Curadora-chefe do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul-MACRS (2015-2018), Curadora-assistente da 10ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul (2015), Curadora-chefe do Museu de Arte do Rio Grande do Sul –MARGS (2013-2014), faz parte do Comitê de Acervo e Curadoria do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do SUL- MAC/RS (2011-2013) Tem experiência na área de curadoria e de produção de exposições de arte, foi professora em diversas universidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, na graduação e pós-graduação. Realizou mais de 60 curadorias nos últimos 10 anos, dando destaque para as curadorias de artistas mulheres buscando trazer uma maior visibilidade e revisão do cânone histórico, com ênfase para As Canibais: Artistas e o exercício das imagens, no CCCEV, em Porto Alegre/RS, com publicação de catálogo; Placentária: Curadoria feminista no Museu, MACRS, 2018, com publicação de catálogo; realizou a exposição Útero Museu e Domesticidade: Gerações do Feminino na Arte, MARGS, 2014, com catálogo; Insulares– exposição paralela à 11ª Bienal do Mercosul, no MACRS (2018), com publicação de catálogo; A Bela Morte: Confrontos com a Natureza-Morta no século XXI; O Cânone Pobre: Uma Arqueologia da Precariedade na Arte, MARGS, 2014; Geografias da Criação: arte, moda e design (MARGS), 2013-2014. Realizou a série de Exposições Futurama, em que pesquisa jovens produções, com três edições, a última em 2018 no MACRS. Escreveu o livro ENTRE: Curadoria AZ, mapeamento de 78 jovens artistas do RS (2013) com exposição no MACRS e o texto do livro Há Tempo Atento ao Tempo do artista Leandro Selister.

    Redes sociais

    |+55 (51) 999145819 | anameri@gmail.com | @zavadilana

  • Evandro Fióti fala sobre “AmarElo – É Tudo Pra Ontem”, no FADE TO BLACK Festival

    Evandro Fióti fala sobre “AmarElo – É Tudo Pra Ontem”, no FADE TO BLACK Festival

     

    Luta, esperança, sensibilidade e poder coletivo. O documentário “AmarElo – É Tudo Pra Ontem”, disponível na Netflix, além de jogar luz na importância que a cultura negra teve (e tem) na história e na construção do Brasil, potencializou a presença da negritude no streaming. Pela primeira vez, Evandro Fióti, que assina a produção da obra, falará em um evento sobre o processo de elaboração do trabalho. O papo inédito será no dia 10 de abril, encerrando a programação do FADE TO BLACK Festival. As credenciais, com vagas limitadas, estão disponíveis em: www.fadetoblackfestival.com

    Idealizado pela cineasta Gautier Lee, o FADE TO BLACK Festival ocorrerá de 06 a 10 de abril, no formato virtual, reunindo mais de 30 painelistas entre nacionais e internacionais que atuam na criação de narrativas negras do audiovisual no Brasil e também no cenário internacional. Entre alguns nomes estão confirmadas as presenças de:SUE-ELLEN CHITUNYA, uma das coordenadoras de pós-produção de filmes da Marvel Studios, STEFON BRISTOL, diretor do longa A Gente Se Vê Ontem (Netflix) e parceiro de Spike Lee, RAE BENJAMIN, roteirista da série de sucesso Bridgerton (Netflix), e a atriz e multiartista ZEZÉ MOTTAcomo convidada especial.

    Para mais detalhes da programação completa acesse: www.fadetoblackfestival.com e as redes sociais do evento: Instagram @fadetoblack_festival, Facebook @fadetoblackfestival  e Twitter @fadetoblackfes1.

    O FADE TO BLACK Festival é contemplado pela lei Aldir Blanc de incentivo às produções culturais (Lei federal nº 14.017/2020), idealizado pela produtora audiovisual Gautiverse, de Gautier Lee, e realizado em parceria com a Reina Produções. Além disso, o FADE TO BLACK Festival conta com parceiros internacionais: Organization of Black Screenwriters, Black Film Space, Black Film Allegiance, Black Femme Supremacy Film Fest e parceiros do mercado nacional: Macumba Lab, APAN, Revista Exibidor, Griottes Narrativas, Frapa, Rota, Roteiraria, Películas Negras/Saturnema Filmes, Cabíria, ABRA e Serie Lab.

     

  • LOS3PLANTADOS fazem lives e debates em três cidades do interior gaúcho
    Los Três Plantados – Foto: Fernanda Chemale/ Divulgação

    LOS3PLANTADOS fazem lives e debates em três cidades do interior gaúcho

    LOS3PLANTADOS apresentam em 2021 o show Melodias que conscientizam a doação de órgãos. Vacaria, Bento Gonçalves e Passo Fundo recebem o show e os debates no mês de abril, dias seis, oito e quinze. Em função da pandemia, as transmissões acontecem via TV e emissoras de rádios locais, em formato de lives. Também será transmitido pela plataforma youtube na página oficial do grupo. Melodias que conscientizam a doação de órgãos foi contemplado no FAC Movimento com recursos do Governo do Estado do RGS por meio do ProCultura, Sedac Rs.

    O grupo de milonga e rock, formado por Bebeto Alves, King Jim e Jimi Joe, traz para a cena a obra e as ideias de três músicos que sofreram transplantes de órgãos em 2013 e que decidiram contar em canções suas experiências acerca do tema doação de órgãos. O show foi pré-gravado e apresenta no roteiro sete músicas que abordam as reflexões de alguém que espera ou que faz um transplante, a importância da doação, da empatia, da esperança e de viver intensamente as coisas simples. Vai muito além de uma apresentação musical é sobre superação, amor ao próximo e o sentido da vida. Antes de cada show os músicos e médicos especialistas em transplantes se reúnem em debates sobre a importância da doação de órgãos. Nesse momento tão difícil de tantas mortes, a ideia central do debate é a palavra solidariedade.

    Com uma visão humanista LOS3PLANTADOS é o único grupo musical do Brasil que tem seus integrantes transplantados, todos eles com carreiras importantes no cenário do sul do país. No mesmo edital será produzido um minidocumentário de 15 minutos sobre o trio, contando um pouco da história da banda. O doc terá tradução em LIBRAS.

    Bebeto Alves tem mais de 20 discos gravados e muitos sucessos em sua carreira. É um dos pioneiros na atualização de gêneros regionais como a milonga mesclada com influências do rock. King Jim foi fundador da banda Garotos da Rua nos anos 80 e tocou com praticamente toda a cena do rock gaúcho ao longo de décadas.  Também tem vários discos em parceria com outros expoentes da música produzida no sul do Brasil. Jimi Joe integrou e integra grandes trabalhos como o de Júlio Reny & Expresso Oriente, Os Daltons e Wander Wildner. Tem dois álbuns gravados em carreira solo. Músico e jornalista por mais de 40 anos, foi crítico musical do Jornal O Estado de São Paulo e diretor da rádio Unisinos. Acompanham neste show os músicos Julio Cascaes no baixo, Luke Faro na bateria e Luis Mauro nos teclados.

    Confira as apresentações e programação em cada cidade:

    MELODIAS QUE CONSCIENTIZAM A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

    – Lives e debates com LOS3PLANTADOS e médicos convidados

    Vacaria – dia 06 de abril, às 20h

    – bate-papo com o médico Spencer Camargo, cirurgião de transplantes da Hospital Santa Casa de Porto Alegre + show/live

    *Spencer Camargo é cirurgião do Complexo Hospitalar Santa Casa. Integra o grupo de médicos de transplantes pulmonares do hospital Dom Vicente Scherer. Doutor em pneumologia pela UFRGS. Natural de Vacaria.

    Transmissão no dial da Tua Rádio Fátima 90.5 FM e no Facebook da rádio: https://www.tuaradio.com.br/Tua-Radio-Fatima/

    Los3plantados – youtube – https://www.youtube.com/channel/UC0SaVZY7M_vivzZm8MMuAqA

    Apoio: Radio TUA RADIO FÁTIMA E MAIS NOVA

    Bento Gonçalves – dia 08 de abril, 20h

    – bate-papo com o médico Luiz Felipe Gonçalves da Unidade de Transplante Renal do Hospital de Clínicas de Porto Alegre + show/live

    Transmissão no dial da Radio UCSFM 89.9 e no Facebook da rádio:

    https://ucsfm.com.br/tag/bento-goncalves/

    Los3plantados – youtube – https://www.youtube.com/channel/UC0SaVZY7M_vivzZm8MMuAqA

    Passo Fundo – dia 15 de abril, 20h

    – bate-papo com o médico Paulo Reinchert epatologista, cirurgião, coordenador do serviço de transplantes do Hospital São Vicente de Paula de Passo Fundo, diretor da faculdade de medicina da UPF.

    Transmissão TV UPF, Rádio UPF e Youtube UPF

    Facebook – los3plantados

    O projeto ‘Melodias que conscientizam a doação de órgãos’ está inserido na campanha de 2021 da UPF sobre doações de órgãos.

  • A segunda temporada da Web série de Sbørnia em Revista, com “A Expedizsøn!”

    A segunda temporada da Web série de Sbørnia em Revista, com “A Expedizsøn!”

    ,Na área da cultura, o ano de 2020 foi marcado por muitos cancelamentos de espetáculos e festivais pelo mundo todo, e não foi diferente com a tradicional temporada sbørniana de janeiro no Theatro São Pedro. Depois de 35 anos de espetáculos de verão no mais célebre palco gaúcho, primeiro com Tangos e Tragédias, e mais recentemente com sua continuação, A Sbørnia Kontr’Atracka, a tradição foi interrompida devido à pandemia de COVID-19. Visando contornar essa situação e seguir levando o espetáculo ao seu público, Hique Gomez e sua equipe promoveram uma migração para o ambiente virtual com o lançamento da websérie Sbørnia em Revista.

    A primeira temporada, dividida em quatro episódios, foi ao ar em novembro e dezembro de 2020 no canal A Sbørnia Kontr’Atracka no YouTube, e apresentou quadros inéditos de humor e material de arquivo das mais de três décadas de espetáculos. A experiência deu tão certo que os artistas decidiram levá-la adiante, e já está em fase de produção a segunda temporada da série, realizada com recursos da Lei nº 14.017/2020. A estreia da segunda temporada, chamada de A Expedizsøn será no dia 03 de abril, às 19h. Os outros dois episódios entrarão no ar dias 11 e 18 de abril, no mesmo horário.

    O enredo que dá o tema dos três novos episódios remete ao maior tesouro da Sbørnia, a Recykla Gran Rechebuchyn, uma grande lixeira cultural de onde são extraídos e reciclados os sucessos musicais esquecidos por outras nações. Devido a uma grande estiagem artística que se acometeu sobre o mundo todo no último ano, as valiosas reservas de lixo cultural da Sbørnia chegaram a níveis muito baixos, e foi preciso que o Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan) organizasse uma expedição – ou, em bom sbørniano, expedizsøn – por diversas cidades, para encontrar novos e experientes artistas cujas obras serão preservadas no patrimônio cultural da ilha flutuante. Kraunus Sang (Hique Gomez) e Nabiha Nabaha (Simone Rasslan) sairão à procura desses artistas, que serão os convidados especiais da série. “Teremos a participação de talentos musicais das periferias do Rio Grande do Sul. São performances artísticas que seguem a linha da comédia musical A Sbørnia Kontr’Atracka, adaptadas ao formato audiovisual e transmitidas em nosso canal do YouTube”, comenta Hique Gomez, que também é o idealizador e diretor geral da websérie.

    Hique e a produtora Marilourdes Franarin se aprofundaram em uma pesquisa nas periferias do Rio Grande do Sul, em busca desses nomes. Entre os músicos convidados estão Dona Cô, sambista octogenária de Pelotas, o jovem gaiteiro Douglas Santana, de São Francisco de Paula, o percussionista Kako Xavier, da Praia do Laranjal, que atua disseminando a importância dos tambores na cultura gaúcha, o rapper Nitro Di e o grupo feminino de pagode SambaDelas, de Porto Alegre. Ao todo, serão nove participações, três em cada episódio, com números musicais e entrevistas, sempre com a habitual dose de humor e ficção que caracteriza o espetáculo e a série. Seguindo com a estética de cenários virtuais que marcaram a primeira temporada, as entrevistas serão ambientadas em plena órbita terrestre, na estação espacial sbørniana Sprøtna 4. Além disso, alguns quadros que já fizeram parte da primeira temporada, como os musicais “As Devagar Quase Paradas de Sucesso” e o nostálgico arquivo do “Tubo do Tempo”, terão continuação nos novos episódios.

    Assim como na primeira temporada, as gravações são realizadas de modo remoto, com equipamentos previamente instalados nas casas dos artistas e monitoramento a distância pela equipe técnica. A temporada tem previsão de lançamento para o mês de abril no canal A Sbørnia Kontr’Atracka no YouTube, e posteriormente será exibida pela TVE-RS. Enquanto isso, vale a pena assistir à primeira temporada no YouTube.

     

    Foto Kraunus (Hique Gomez ) Foto: Rafael Roso Berlezi/ Divulgação.

    Relembre algumas peculiaridades da Sbørnia

    A Sbørnia é uma ilha que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares e passou a flutuar errante pelos mares do mundo. Seu maior patrimônio é a Recykla Gran Rechebuchyn, a Grande Lixeira Cultural de onde são extraídos e reciclados os dejetos artísticos esquecidos por outras nações. Seu regime político é o Anarquismo Hiperbølico, o que faz com que todos os seus governos sejam provisórios. A religião oficial do país é o Votørantismo, pois os sbørnianos são radicalmente sonhadores e precisam muito acreditar no concreto. O esporte nacional é o Machadobol, mas não existem ídolos como os jogadores de futebol brasileiros, pois é muito raro que algum atleta sobreviva por mais de três partidas.

    Kraunus e Pletskaya imigraram para o Brasil em 1984, devido aos ataques de tribos hostis, como os Menudos, ao seu país, e se tornaram embaixadores da cultura sbørniana com seu espetáculo marcadamente no estilo do Teatro Hiperbølico.

    Em 2014, Pletskaya retornou em definitivo à sua terra natal, quando Nico Nicolaiewsky nos deixou, e dois anos mais tarde, Kraunus se juntou à pianista sbørniana Nabiha, vivida pela maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan, para dar continuidade à saga com A Sbørnia Kontr’Atracka.

    Além dos tradicionais espetáculos, que desde 1984 conquistaram fãs no Brasil e no exterior, Sbørnia invadiu outros formatos artísticos. Em 1990, Tangos e Tragédias em Quadrinhos, com criação de Cláudio Levitan e desenhos de Edgar Vasques, foi lançado pela editora L&PM, e ganhou duas novas edições em 2007 e 2017. Em 2013, a Sbørnia chegou às telas do cinema, com o longa de animação “Até Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje os mais novos brasileiros membros da academia de cinema de Hollywood.

    FIQUE POR DENTRO:

    O que: Sbørnia em Revista – A Expedizøn.

    Onde: Canal do YouTube A Sbørnia Kontr’Atracka (@asborniakontratracka)

    Quando:  03 – 11 – 18 de abril, às 19h

    FICHA TÉCNICA

    Hique Gomez: Concepção, Direção Geral e Roteiro

    Simone Rasslan: Arranjos

    Cláudio Levitan: Criação e desenvolvimento de conteúdo

    Marilourdes Franarin: Direção de Produção

    Rique Barbo: Direção de arte / cenários virtuais e Coordenação de Iluminação.

    Rafael Roso Berlezi: Direção de fotografia, Assistente de Direção, Roteiro e Câmera.

    Heloiza Averbuck: Coordenação de Iluminação, assistente de câmera, produção de estúdio.

    Gustavo Schauenberg: OXI Comunicação/Criação da Abertura.

    Bruno Sussella Teixeira: Edição dos episódios

    Fabrício Fortes: Roteiro, edição dos clipes e textos

    Álvaro RosaCosta: Captação som e imagens Simone Rasslan

    Adriano Cescani: Assessoria Imprensa

    EXP Transmídia: Marketing de conteúdo, suporte técnico e Gestão de Redes sociais

    Rafael Pacheco: Assistente de produção RS

    Edu Coelho: Mixagem

    Daniela Ramirez: Administração projeto

    Odimar Garrett: Acessibilidade em libras

    Produção Geral: Escritório de Produção Marilourdes Franarin

    SbørniaProjectus®️ Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky para “TANGOS E  TRAGÉDIAS”.

     

  • Fantaspoa e a seleção da 17ª edição do festival, que será totalmente on-line.
    FANTASPOA-:Mate-o e Deixe Esta Cidade / Divulgação

    Fantaspoa e a seleção da 17ª edição do festival, que será totalmente on-line.

    O Fantaspoa, tradicional festival de cinema realizado em Porto Alegre desde 2005, realizará a sua décima sétima edição em ambiente totalmente online. O festival acontece entre os dia e 18 de abril. Dedicado a filmes fantásticos – ou seja, dos gêneros fantasia, ficção-científica, horror e thriller -, disponibilizará gratuitamente sua seleção na plataforma de streaming Darkflix. Mais 32 longas-metragens, além dos já divulgados, integram a programação de 2021, somando 57 longas. Incluindo os 103 curtas-metragens selecionados, o festival exibirá um total de 160 filmes.

    FANTASPOA: Vítima do Amor/ Divulgação

    O evento é realizado com recursos da Lei 14.017/2020, a Lei Aldir Blanc. Segundo os organizadores João Fleck e Nicolas Tonsho, “o Fantaspoa 2021 é a iniciativa mais democrática realizada por um evento cinematográfico na América Latina. Se a pessoa tem um dispositivo com acesso à internet, pode acessar 14 cursos com personalidades do cinema e 160 filmes provenientes de 40 diferentes países, selecionados priorizando a variedade e a qualidade do conteúdo apresentado.”

    Abaixo, segue a relação dos longas-metragens que complementam a programação previamente anunciada. Destes 32 títulos listados, um terá sua première mundial no festival, dois estarão sendo exibidos pela primeira vez fora de seus países de origem no Fantaspoa, 18 estarão em première latino-america e sete em première brasileira, consolidando o Fantaspoa como a mais importante janela de exibição da produção fílmica do gênero fantástico na América Latina. As obras representam 17 países e foram premiadas em alguns dos festivais mais relevantes do mundo, como Festival Internacional de Cine de Mar del Plata, Moscow International Film Festival, Annecy International Animation Film Festival, Ottawa International Animation Film Festival e Viennale. Além disso, fizeram parte das seleções oficiais de outros eventos de alto prestígio, como International Film Festival Rotterdam, Tallin Black Nights, Locarno International Film Festival e Berlin International Film Festival, ressaltando o diferencial da seleção deste ano, realizada objetivando trazer ao público um recorte do melhor da produção fílmica mundial de gênero fantástico dos anos recentes.

    Confira os 32 filmes que completam a programação:

    Assim na Terra, Como no Céu, de Francesco Er

    Come in Cielo, Così in Terra, 2020, Animação/Mistério/Thriller, Itália

    No ano de 1275, uma jovem é presa nas masmorras de uma abadia onde um alquimista a usa para estranhos experimentos. Em 2011, dois jovensdesaparecem numa floresta. Nas investigações, a polícia encontra um manuscrito em uma tumba. Nos dias de hoje, Leonardo, o inspetor da polícia e responsável pela elucidação do sumiço, deixa um vídeo-testemunho. Após suas últimas descobertas, ele teme por sua vida.

    Black Medusa, de Youssef Chebbi e ismaël

    2021, Thriller/Drama, Tunísia

    A jovem Nada leva uma vida dupla. Durante o dia, é quieta e reservada, e à noite mergulha na vida noturna da Tunísia em busca de homens com quem cria confiança, para então dominá-los. Quando uma nova colega, Noura, chega ao seu local de trabalho e Nada encontra uma faca mítica na casa de uma de suas vítimas, a situação começa a fugir de seu controle.

    Benny Loves You, de Karl Holt

    2019, Comédia/Horror, Reino Unido

    Jack está enfrentando uma crise de meia-idade e buscando desesperadamente um recomeço para sua vida. Nesta reorganização, ele joga fora Benny, o boneco de pelúcia favorito de sua infância, gerando consequências mortais. Afinal, Benny o ama.

    Corte Profundo, de Nicholas Santos

    It Cuts Deep, 2020, Comédia/Horror, EUA

    Numa viagem de final de ano, um jovem casal contempla seu futuro. Ashley está ansiosa para se casar e ter filhos, o que apavora Sam. Quando o atraente e paternal Nola entra em cena, Sam perde o controle de sua sanidade, considerando-o uma ameaça. Enquanto isso, Ashley questiona o futuro do seu relacionamento.

    Córtex, de Moritz Bleibtreu

    Cortex, 2020, Policia/Drama/Thriller, Alemanha

    Hagen é um homem de 50 anos que vem tendo distúrbios do sono e pesadelos frequentes, já não conseguindo mais distinguir entre sonhos e realidade. Ele começa a sonhar repetidamente com um jovem fora-da-lei chamado Niko, com quem sua esposa Karoline começa a ter um caso.

    A Desvida, de Agustín Rubio Alcover

    Non-Living, 2020, Drama/Thriller, Espanha

    Um casal de autores de contos infantis volta para a casa onde tragicamente perdeu seu filho. Eles pretendem buscar alguns objetos e então seguir seus caminhos separadamente. Tudo muda quando encontram uma mensagem deixada pelo garoto, que propõe um jogo de pistas com consequências inesperadas.

    Detenção, de John Hsu

    Fanxiao, 2019, Horror/Mistério/Thriller, Taiwan

    Em 1962, em Taiwan, no período da lei marcial, a estudante Fang e seu professor, Sr. Chang, se apaixonam. Apesar da restrição a certos livros e à livre expressão, o Sr. Chang organiza um grupo secreto de estudos para livros proibidos, até que um dia desaparece misteriosamente. A busca pelo professor leva Fang e um colega por um perigoso caminho.

    Dois Minutos Além do Infinito, de Junta Yamaguchi

    Beyond the Infinite Two Minutes, 2021, Ficção Científica/Comédia, Japão

    Kato é dono de um café, que fica abaixo de onde mora. Um dia, após o expediente, sobe para o seu apartamento e vê sua própria imagem na televisão, dizendo “Eu sou o seu futuro eu. Dois minutos no futuro!” A TV do quarto de Kato e a TV do café abaixo estão conectadas com uma diferença de dois minutos, permitindo que se viaje no tempo… Mas por apenas dois minutos!

    Ejen Ali, de Muhammad Usamah Zaid

    2019, Animação/Ação/Aventura, Malásia

    Após ser acidentalmente recrutado como espião, Ejen Ali, de 12 anos, cresceu para abraçar seu papel na agência secreta Meta Advance Tactical Agency (MATA) para proteger a futurística cidade de Cyberaya de ameaças externas.

    Fazendo Companhia, de Josh Wallace

    Keeping Company, 2021, Thriller/Comédia, EUA

    Uma sucessão de eventos trágicos se inicia após dois ousados vendedores de seguros baterem na porta errada. Na esperança de conseguir a venda e subir na hierarquia da empresa, eles não percebem o perigo e logo se vêem presos no porão de um estranho.

    Imortal, de Fernando Spiner

    Inmortal, 2020, Ficção Científica, Argentina

    Ana retorna a Buenos Aires para receber a herança deixada por seu pai. Lá, ela encontra o Dr. Benedetti, um cientista amigo de seu pai, que descobriu um portal para outra dimensão que permite o reencontro com os mortos.

    Jumbo, de Zoé Wittock

    2020, Drama/Fantasia/Romance, França/Bélgica/Luxemburgo

    A tímida jovem Jeanne começa a trabalhar num parque de diversões. Fascinada pelos brinquedos, passa horas montando miniaturas de parques em sua casa, onde mora com sua mãe. Um dia, Jeanne conhece a nova atração do parque, que passa a chamar carinhosamente de Jumbo.

    Mate-o e Deixe Esta Cidade, de Mariusz Wilczynski

    Kill It and Leave This Town, 2019, Animação/Horror, Polônia

    Tentando escapar do desespero depois de perder aqueles que lhe são queridos, nosso herói se refugia em suas memórias, onde o tempo não se move e todos aqueles que são queridos estão vivos.

    Menáge, de Luan Cardoso

    2020, Drama/Thriller, Brasil

    Três eméritos corruptos de um mesmo pequeno partido político envolvidos numa trama de sexo, corrupção e traição são as personagens principais de uma trama ágil, onírica e que remete às melhores realizações do cinema marginal brasileiro.

    Mentes Paralelas, de Benjamin Ross Hayden

    Parallel Minds, 2020, Thriller/Ficção Científica, Canadá

    Próximo ao lançamento da Red Eye 2, uma lente de contato revolucionária que pode gravar e replicar nossas memórias, a chefe do projeto é assassinada. A pesquisadora Margo se junta ao detetive Thomas para  desvendar as circunstâncias do homicídio. Ambos começam a ser ameaçados pelo passado enquanto buscam descobrir as verdadeiras intenções dessa perigosa inteligência artificial.

    Modell Olimpia, de Frédéric Hambalek

    2020, Drama, Alemanha

    Uma mulher desesperada desenvolve um estranho plano para ajudar seu filho. O jovem, que tem fantasias destrutivas que giram em torno de sexualidade e violência, aceita participar do programa de terapia idealizado por sua mãe.

    O Nariz ou a Conspiração dos Dissidentes, de Andrey Khrzhanovskiy

    Nos Ili Zagovor Netakikh, 2020, Animação, Rússia

    Um olhar simultaneamente sombrio e alegre sobre as loucuras do século XX, ancorado na novela proto-surrealista de Gogol “O Nariz” e na ópera homônima de Shostakovich.

    Nas Sombras, de Erdem Tepegoz

    In the Shadows, 2020, Ficção Científica, Turquia

    Em uma distopia dominada por uma tecnologia primitiva, um grupo de pessoas é controlado por um sistema de vigilância onipresente. Quando um indivíduo começa a ter dúvidas e questionar o sistema, passa a conhecer as profundezas dessa estrutura, que é mais obscura do que imaginava.

    O Ninho, de Roberto de Feo

    Il Nido, 2019, Drama/Mistério, Itália

    Samuel é um menino paraplégico que mora com sua mãe Elena em uma mansão isolada, da qual é proibido de se afastar. Quando conhece a adolescente Denise, ele começa a se opor às restrições da mãe. Por que Elena força Samuel a viver como prisioneiro em sua casa? Por que ela é cruel com Denise, que incentiva Samuel a ver o mundo lá fora?

    Os que Voltam, de Laura Casabe

    Los que Vuelven, 2019, Drama/Horror/Thriller, Argentina

    Em 1919, na América do Sul, a esposa de um proprietário de terras está desesperada por um filho, mas sofre seguidos abortos espontâneos. Ela encontra esperança em um obscuro plano: orar para uma divindade mítica ressuscitar seu filho natimorto. O plano funciona, mas com a criança vem algo mais maléfico.

    FANTASPOA : Rabo de Cavalo (Poster)/Divulgação

    Rabo de Cavalo, de Manoj Leonel Jason e Shyam Sunder

    Kuthiraivaal, 2020, Drama/Fantasia/Mistério, Índia

    Um bancário alcoólatra tem que resolver um mistério: por que certo dia ele acordou com um rabo de cavalo? Na tentativa de descobrir, embarca em uma viagem por seus sonhos, ilusões e memórias, encontrando diversos personagens enigmáticos e peculiares.

    A Risada, de Martin Laroche

    Le Rire, 2020, Drama/Fantasia, Canadá

    Valerie foi a única sobrevivente de uma execução em massa ocorrida em meio a uma guerra civil no Quebec. Com o passar dos anos, embora tenha conseguido reconstruir sua vida, tornando-se enfermeira numa casa de repouso e iniciando um novo relacionamento amoroso, Valerie ainda sofre da síndrome do sobrevivente. Até que conhece Jeanne, uma erudita e sarcástica paciente, que lhe dá outra perspectiva sobre a vida.

    Ritos Ancestrais, de Christopher Alender

    The Old Ways, 2020, Horror, EUA

    A jornalista Cristina viaja para Veracruz, sua terra natal, a fim de investigar uma história de feitiçaria. Lá, é sequestrada por um grupo de moradores que acredita que ela é a encarnação do diabo.

    Röckët Stähr’s Death of a Rockstar, de Röckët Stähr

    2020, Animação/Ficção Científica/Comédia/Musical, EUA

    No ano de 2164, quando o rock’n’roll é proibido, um grupo de rebeldes liderado por um cientista louco tenta iniciar uma revolução. Um rockstar é clonado com o objetivo de fazer uma turnê de guerrilha para “libertar as massas da tirania por meio do rock”. No entanto, logo descobrem que mesmo os melhores planos muitas vezes dão errado.

    Sangre Comigo, de Amelia Moses

    Bleed With Me, 2020, Horror/Thriller, Canadá

    A vulnerável e excluída Rowan fica animada quando é convidada pela popular Emily para um fim de semana em uma cabana na floresta. O entusiasmo logo se transforma em paranoia quando Rowan acorda com incisões misteriosas em seu braço. Assombrada por sonhos, Rowan começa a suspeitar que a estão drogando e roubando seu sangue.

    A Selva da Claquete: Sobrevivendo no Cinema Independente, de Justin McConnell

    Clapboard Jungle: Surviving the Independent Film Business, 2020, Documentário, Canadá

    Um documentário que serve como guia de sobrevivência para o cineasta independente. Afinal, fazer cinema hoje é mais difícil do que nunca. A evolução da tecnologia e um mercado superlotado geraram uma indústria na qual qualquer um pode fazer um filme, mas poucos podem ganhar a vida. Enquanto segue a jornada pessoal de um cineasta, este filme busca ajudar as pessoas a sobreviverem nesse negócio arriscado.

    A Sombra do Galo, de Nicolás Herzog

    La Sombra del Gallo, 2020, Thriller/Drama/Crime, Argentina

    Após um período afastado, um ex-policial retorna ao povoado de sua infância para vender a casa que seu pai lhe deixou. Ele, então, mergulha em um profundo estado de narcolepsia que o faz alucinar com uma mulher que parece incentivá-lo a desmascarar uma rede policial de prostituição e tráfico de mulheres.

    Sonhos Coloridos, de Jan Balej

    Barevný Sen, 2020, Animação/Fantasia, República Tcheca

    Uma trupe circense chega a uma ilha rigidamente controlada e governada por um déspota. Durante seu espetáculo, um tiro de canhão se extravia, gerando uma série de acontecimentos. Dois jovens, Drin e Tuvi, juntamente com Nathan, a gaivota, iniciam uma luta contra o totalitarismo, que pode transformar o destino de todos os habitantes da ilha.

    Trans, de Naeri Do

    2020, Ficção Científica, Japão

    Minyoung é uma garota que sonha em se tornar transumana. Depois de ser atacada na escola, ela planeja uma vingança contra os agressores. Minyoung conduz seu batismo elétrico, mas, quando desperta, transformada em uma transumana, ela percebe que assassinou um colega e tenta viajar no tempo e no espaço usando a bobina de tesla.

    FANTASPOA: Uma Tumba para Três (poster)

    Uma Tumba para Três, de Mariano Cattaneo

    Una Tumba Para Tres, 2020, Thriller, Argentina

    Três criminosos são enviados para coletar o resultado de um assalto. A tarefa não se mostra tão simples e eles cometem um erro grave. Agora, tentando remediar o irremediável, eles se envolvem em tumultos com personagens excêntricos e violentos que colocarão em risco suas vidas.

    Vítima do Amor, de Jesper Isaksen

    Victim of Love, 2019, Thriller/Horror, Dinamarca

    Charly está procurando sua namorada Amy, que desapareceu subitamente. Ele decide retornar ao hotel onde Amy foi vista pela última vez, para finalmente desvendar este mistério. No entanto, a investigação acaba tomando rumos inesperados, levando Charly a um pesadelo fantasmagórico.

    ESPECIAIS

    Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na Sexta-Feira 13 do Verão Passado, de Felipe M. Guerra

    2001, Comédia/Horror, Brasil

    Um dos títulos mais populares do cinema independente brasileiro, este filme amador conta as desventuras de um grupo de jovens da Serra Gaúcha perseguidos por um psicopata mascarado. Para marcar o aniversário de duas décadas do lançamento, o diretor Felipe M. Guerra reeditou completamente o filme, voltando ao material original para recuperar cenas inéditas e esquecidas há 20 anos.

    A Morte Cansada, de Fritz Lang

    Der Mude Tod, 1921, Thriller/Drama/Fantasia, Alemanha

    Num vilarejo europeu do século XIX, a Morte leva um jovem prestes a se casar. Sua noiva suplica que devolva a vida do seu amor. A Morte decide dar uma chance à jovem desesperada, prometendo devolver a vida do noivo se ela conseguir evitar a morte de uma das três vidas prestes a perecer.

    Mergulho e Decolagem de Pazucus, de Gurcius Gewdner

    2021, Documentário, Brasil

    Com os olhos livres, coração aberto, bons amigos e um punhado de sorte, Gurcius Gewdner revisita algumas de suas aventuras dos últimos cinco anos, sobrevive ao implacável inverno Russo e faz a seguinte pergunta: quão longe pode ir um filme underground brasileiro?

    Cartaz da edição 2021 do Fantaspoa e imagens selecionadas em: https://drive.google.com/drive/folders/1sPfkiP44DeA7Aqm7KNa7gL1tfk1Z-8kW?usp=sharing

    Imagens de todos os filmes disponível em:
    https://drive.google.com/drive/folders/1hRTUYe7MCGYtBZWPO7KKHGzr_ChQdjVz?usp=sharing

    Trailer do festival: https://youtu.be/ZJhYkJReNC4

    Links do festival:
    www.fantaspoa.com
    www.facebook.com/fantaspoa
    www.instagram.com/fantaspoa
    www.youtube.com/fantaspoa

  • Exposição “Clara Pechansky y sus 33 amigas” começa a percorrer o México
    Clara (a oitava em pé da esq. para dir.) e parte de suas convidadas. Foto: Lisa Roos/ Divulgação

    Exposição “Clara Pechansky y sus 33 amigas” começa a percorrer o México

     

    Depois de um ano em exibição na Galeria Frida Kahlo da Universidade Autônoma de Sinaloa (UAS), em Culiacán, a exposição “Clara Pechansky y sus 33 amigas” começa a ser mostrada por outras cidades do México. As amigas de Clara, no caso, são artistas gaúchas, ou que possuem fortes laços com o Brasil.

    A primeira parada da mostra é nesta sexta-feira (26/03), na cidade de Mazatlán. A inauguração, na Casa Haas, dirigida pela artista e gestora cultural Dory Perdomo, contará com a presença do professor Jorge Luis Hurtado Reyes, diretor da Galeria Frida Kahlo e curador da mostra no México. A Casa Haas está incluída no Património Histórico, com apoio do Instituto de Cultura, Turismo e Arte de Mazatlán.

    Convite Casa Haas/ Divulgação

    Clara tem sido entrevistada pela mídia mexicana, devido ao ineditismo que é mostrar 40 obras de artistas brasileiras. As obras são todas executadas sobre papel, em técnicas como desenho, gravura, pintura, técnicas mistas, colagem e fotografia. A seleção das artistas foi realizada por Clara em 2019, num critério que abrangeu desde emergentes até consagradas, permitindo um grande arco de tendências e estilos (em www.pechansky.com.br, pode-se ver a mostra na área Exposições).

    Casa Haas, em Mazatlán, México, recebe exposição de Clara Pechansky. Foto: Divulgação

    A itinerância deve se estender por alguns meses, percorrendo outras cidades do México, até chegar à capital, sempre com o suporte cultural e curadoria da Universidade Autônoma de Sinaloa.

  • Fotografia e literatura, em livro dos fotógrafos Guto Monteiro e Iara Tonidandel
    Foto: Guto Alminhana Monteiro/ Divulgação

    Fotografia e literatura, em livro dos fotógrafos Guto Monteiro e Iara Tonidandel

    Obra que une fotógrafos e escritores será apresentada na próxima segunda-feira, dia 29 de março, às 20 horas. É o “Projeto Grão – imagens, palavras, eternidade”, dos fotógrafos Guto Alminhana Monteiro e Iara Tonidandel, sob a coordenação do escritor, músico e publicitário Rubem Penz. O lançamento integra a programação da Semana de Aniversário de Santo Antônio da Patrulha e poderá ser acompanhado no link: https://www.facebook.com/prefasap.

    O patrulhense Guto Alminhana Monteiro e a portoalegrense Iara Tonidandel vão apresentar essa obra que nasceu da inspiração de suas imagens transformadas em crônicas e foi viabilizada a partir de um financiamento coletivo.  O livro também traz uma homenagem ao fotógrafo Beto Scliar, filho do escritor Moacyr Scliar, (que faleceu em março de 2020) , com uma foto que ele fez do pai em Cuba.

    O coordenador do livro Rubem Penz e os fotógrafos Iara Tonidandel e Guto Monteiro. Foto: Divulgação.

    Integram a publicação os fotógrafos Anibal Elias Carneiro e Carlos Eduardo Vaz e os poetas Clarissa Ferreira e André Bolivar. Eles foram convidados a escrever a partir da intensidade eloquente de instantâneos pré-selecionados e, assim, perseguir o olhar de cada um diante da lente dos autores e dos fotógrafos participantes do projeto.

    Foto Iara Tonidandel/ Divulgação

    Com 200 páginas, o livro já está disponível para venda e pode ser adquirido pelo email toniiara@hotmail.com, com o assunto Compra do Grão, ao custo de R$ 75. Também é possível solicitá-lo diretamente dos autores no Instagram: @clickiara e @guto_alminhana.

    Foto: Guto Alminhana Monteiro/ Divulgação

     

    O que: lançamento do “Projeto GRÃO – imagens, palavras, eternidade”

    Quando: 29/03 às 20h

    Onde: https://www.facebook.com/prefasap

    Como: Live – apresentação Raffaela Reis (da Prefeitura de Santo Antônio da Patrulha)
    Páginas: 200
    Valor: R$ 75
    Para encomendar o livro: 
    toniiara@hotmail.com (assunto Compra do Grão)

    Foto Iara Tonidandel/ Divulgação

     

  • Rafael Guimaraens e Paulo César Teixeira: um olhar histórico e amoroso sobre Porto Alegre

    Rafael Guimaraens e Paulo César Teixeira: um olhar histórico e amoroso sobre Porto Alegre

    No dia do aniversário de 249 anos da cidade, Rafael Guimaraens e Paulo César Teixeira, dois  premiados autores que moram na capital gaúcha, falam de seus trabalhos e trocam ideias sobre os relatos à margem de Porto Alegre. Nessa sexta feira, 26 de março, às 19 horas no Facebook @libretoseditora e no Youtube Libretos100.

     

    Os dois têm em comum a escolha de Porto Alegre como cenário de seus livros. Rafael pesquisa histórias antigas e misteriosas para contá-las em obras como “Tragédia da Rua da Praia”, “Teatro de Arena”, a “Dama da Lagoa” e “1935”. Paulo César busca locais e personagens surpreendentes, que trata em seus livros “Esquina Maldita”, “Nega Lu – uma dama de barba mal feita” e “Rua da Margem”, mesmo nome do site que mantém há quatro anos.

    Quem são:

    Rafael Guimaraens é jornalista profissional desde 1976. Atuou como repórter, editor e secretário de redação da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal). Foi editor de Política do jornal Diário do Sul. Exerceu diversas funções nas assessorias de imprensa da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Governo do Estado do RS e Assembleia Legislativa do RS.

    Rafael Guimaraens Foto: Marco Nedeff/ Divulgação

    É autor dos livros “O Livrão e o Jornalzinho” (1997, reedição em 2011), “Pôrto Alegre Agôsto 61” (2001), “Trem de Volta, Teatro de Equipe” (com Mario de Almeida, 2003), “Tragédia da Rua da Praia” (2005, Prêmio “O Sul Nacional e os Livros”, categoria melhor narrativa longa), “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas” (com Ivanir Bortot, 2008), “Teatro de Arena – Palco de Resistência” (2009, Prêmio Açorianos categoria Especial e Livro do Ano), “A Enchente de 41” (2010, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, como melhor livro não-ficção), “Rua da Praia – Um Passeio no Tempo” (2010), “Unidos pela Liberdade!” (2011), “Mercado Público – Palácio do Povo” (2012), “A Dama da Lagoa” (2013), “Aguas do Guaíba” (2015), “O Sargento o Marechal e o Faquir” (2016, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, categoria Especial), 20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (2017, Prêmio Minuano de Literatura), “Fim da Linha – Crime do Bonde” (2018), “O Espião que Aprendeu a Ler (2019) e “1935” pela Editora Libretos.

     Em 1986, editou o livro “Legalidade – 25 anos”. Coordenou a edição do livro “Coojornal – um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar” (2011, Prêmio Açorianos, categoria Especial) e “Os Filhos Deste Solo – Olhares Sobre o povo Brasileiro” (2013). Produziu o roteiro do espetáculo “Legalidade – o Musical” (2011), exibido diante do Palácio Piratini, em comemoração aos 50 anos da Campanha da Legalidade.

     Já Paulo César Teixeira Escritor e jornalista em atividade desde 1980,  destaca cenários e personagens da história recente de Porto Alegre e, com isso, busca elementos para compreender a transformação da paisagem da cidade.

    Paulo César Teixeira. Foto: Tânia Meinerz/ Divulgação

    Essa preocupação está presente nos quatro livros publicados até agora. Esquina Maldita (Libretos), por exemplo, mostra o gueto boêmio que reuniu artistas, hippies e ativistas políticos, entre as décadas de 1960 e 1970, no Bom Fim. Já Nega Lu – Uma Dama de Barba Malfeita (Libretos), vencedor do Prêmio Associação Gaúcha de Escritores 2016/Categoria Não Ficção, revela a personagem irreverente que antecipou, em duas ou três décadas, as conquistas sociais e comportamentais de negros e homossexuais consolidadas no começo do século 21.

    Darcy Alves – Vida nas Cordas do Violão (Libretos), por sua vez, conta a trajetória do cantor e violonista que acompanhava Lupicínio Rodrigues no século passado, e que se transformou numa figura cult da boemia porto-alegrense no início dos anos 2000. Por fim, Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre (Libretos) apresenta as melhores reportagens do Rua da Margem, além de matérias inéditas, que reconstituem a história e a paisagem da Cidade Baixa guiadas pelos olhos de antigos moradores do bairro mais boêmio e cultural da capital gaúcha.

    Como jornalista, Paulo César, o Foguinho, tem textos publicados em Istoé, Veja, Época, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Zero Hora, Jornal do Comércio e Diário do Sul. Ganhou o Prêmio ARI (Associação Riograndense de Imprensa) de Reportagem Cultural por Um certo Erico Veríssimo e A Rua da Margem, matérias publicadas pela revista Aplauso, em 2005 e 2008.

    SERVIÇO

    Live Porto Alegre: Relatos à margem com os escritores Rafael Guimaraens e Paulo César Teixeira

    Dia 26 de março, às 19 horas no Facebook @libretoseditora e no Youtube Libretos100.

     

  • O desafio de se tornar mãe, em tempos de pandemia, ganha espetáculo teatral virtual
    Foto Ismael Silva/ Divulgação

    O desafio de se tornar mãe, em tempos de pandemia, ganha espetáculo teatral virtual

    A gaúcha radicada há dez anos em Salvador, Josy Acosta, estreia no dia 3 de abril, no Youtube, um espetáculo teatral sobre os desafios da maternidade na pandemia.“Yèyé” (em yorubá arcaico pode ser traduzido como mãe) é fruto do projeto Mama África, aprovado no Prêmio das Artes Jorge Portugal.

    A peça foi construída a partir de uma pesquisa de campo na Fundação Pierre Verger, local onde a atriz e sua equipe escutaram a griote Vovó Cici contar histórias de orixás femininos. “Pedi à Vovó que contasse histórias que versassem sobre mulher-guerreira, mulher-encantamento e mulher-mãe. Depois, entrei em sala de ensaio com o professor Negrizu, arte-educador e coreógrafo da Escola Olodum, para trabalhá-las corporalmente e, só então, o roteiro surgiu. Escolhemos falar sobre a ‘mulher-mãe’, a orixá que é mãe do ser humano, um espetáculo que dialoga com as minhas memórias da infância, com a religiosidade de matriz africana e com os ensinamentos que a maternidade me trouxe”, conta Josy.

    Foto: Josy Acosta e Maisha – Arquivo Pessoal

    Nascida há 37 anos na zona leste da Capital gaúcha, na comunidade do Campo da Tuca, Josy Acosta começou a estudar teatro com bolsa de estudo para uma oficina com Lisa Becker – que desde 2006 vive na Europa –, na Casa de Cultura Mario Quintana. Mais tarde, formou-se atriz na Escola de Teatro Popular da Tribo de Atuantes “Ói nóis aqui Traveiz” e, finalmente, pelo Departamento de Arte Dramática da UFRGS. Mas foi no grupo Caixa-Preta, do diretor Jessé Oliveira, do qual foi uma das protagonistas do espetáculo “Antígona BR”, que começou seu interesse pelo teatro negro. Mestre em Artes Cênicas pelo programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, em 2013 fundou a Acosta Produções Artística, totalmente dedicado à difusão de produções artísticas que valorizam o legado cultural afrodescendente.

    Vovó Cici. Foto: Foto Ismael Silva/ Divulgação

    Vinte mães

    Para construir o roteiro, a atriz realizou encontros virtuais com vinte mães de diversas partes do país, que participaram de uma convocatória pública, para trocar experiências sobre maternidade em tempos de pandemia, um momento da nossa história potencializado pela carga emocional e o acúmulo de trabalho, principalmente das mulheres. Nesse momento de confinamento e de distanciamento social quem acolhe, aconchega e as escuta? Elas e seus bebês foram presenteados com camisetas exclusivas, produzidas pela marca BlackPim, responsável pelo figurino do espetáculo.

    Mama África dialogou diretamente com a comunidade do Engenho Velho de Brotas e arredores, tanto na realização da pesquisa, como dos ensaios e formação da equipe técnica. O espetáculo “Yèyé” segue a linha dos trabalhos anteriores do Grupo Ìwà, valorizando a musicalidade e recursos corporais para contar histórias. Acompanham a atriz em cena os músicos Juliana Almeida e Gabriel Carneiro, que divide os arranjos com Pedro Acosta. Com trilha assinada por Toni Edson e direção do cineasta Ailton Pinheiro, a montagem foi gravada em um espaço cultural da capital baiana e ficará disponível para visualização no Youtube até 10 de abril.

    O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

    SERVIÇO
    Estreia do espetáculo Yèyé
    Quando: 
    03 de abril | 16h
    Onde: Youtube do Grupo Ìwà – http://bit.ly/iwagrupo
    Instagram: @grupoÌwà

    FICHA TÉCNICA
    Coordenação de produção, roteiro, direção e atriz: Josy Acosta
    Atriz mirim: Maisha Bárbara
    Produtora executiva: Karla Janaína
    Assistente de direção: Amanda Cervilho
    Assistente de produção: Francine Cardoso
    Preparador corporal, coreógrafo e dançarino: Negrizu
    Griote entrevistada: Vovó Cici
    Trilhas: Toni Edson
    Diretor musical e arranjador: Pedro Acosta
    Músico instrumentista e arranjador: Gabriel Carneiro
    Percussionista: Juliana Almeida
    Ilustrador: Pablo Santos
    Figurino: BlackPim e Francine Cardoso
    Costureiros: Adriano Silva e Maria Luiza Santana
    Maquiagem: Douglas Navarro
    Fotógrafo: Ismael Silva
    Gestão de mídias e iluminadora: Bruna Immich
    Programadora visual: Amanda Nascimento
    Coordenador de audiovisual: Ailton Pinheiro
    Vídeo mapping: Magno Black
    Técnico de som: Jeferson Souza
    Imagens e edição do teaser do processo criativo: Márcio Soares e Uriel Santana
    Produção audiovisual: Ori Imagem e som
    Assessoria de Imprensa: Iele Portugal