No dia 7 de outubro (quarta-feira), às 20h, João Maldonado celebra 56 anos de vida e 37 de carreira com o show “Recital de Piano em Casa”. O projeto foi contemplado no FAC Digital RS, edital da Secretaria de Estado da Cultura promovido, em parceria com a Universidade Feevale, de Novo Hamburgo. A live acontece, simultaneamente, pelo canal do Youtube do músico e do Espaço 373, que vem apoiando artistas neste período isolamento social. A data marca, ainda, a reabertura gradual do 373 para até 30 pessoas (a capacidade total é de 130 pessoas) com agendamento prévio pelo Eventbrite, em cumprimento a todos os protocolos de segurança sanitária. A apresentação tem entrada gratuita.
No repertório, composições feitas para a família, além das músicas do disco “Beauty”, lançado em novembro do ano passado pela Loop Discos. “É um aniversário bem diferente. Já não tenho mais minha vó nem meus pais. Minhas irmãs, que moram fora de Porto Alegre, não vejo desde o início dessa loucura que estamos passando. Então este show é uma forma de estar perto deles e, também, de agradecer por estarmos sobrevivendo à pandemia do coronavírus”, diz Maldonado.
Foto Nabor Goulart/ Divulgação
Do jazz a bossa nova Desde o início da pandemia, João Maldonado tem aproveitado o tempo para estudar Harmonia com o pianista Fabio Torres, do Trio Corrente, Grammy 2014 como Melhor Álbum de Jazz Latino, e compor. Ele está preparando um trabalho de bossa nova que será lançado em breve, com várias participações especiais, pela Loop Discos.
“Apesar de tudo, estou vivendo um momento muito feliz. Passei pelo rock, fui o primeiro pianista a gravar um álbum de blues no Rio Grande do Sul, em 2019 lancei meu primeiro disco de jazz e só faltava a bossa nova. Fui desafiado pelo Edu Santos (Loop Discos), precisei estudar muito e o trabalho está ficando maravilhoso. Vamos tocar a alma das pessoas”, destaca Maldonado.
A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o terceiro volume.
A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 3
CORIOLANO
p/William Shakespeare
Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck
Porto Alegre, Editora Movimento, 2017, 264p.
Editado com o apoio de Wizard
“Militar romano que ajudou a expulsar o último rei de Roma, Coriolano foi um dos instauradores da república romana, em torno de 500 a.C. Seu exacerbado amor à justiça, que o levou, entre outras atitudes radicais, a exercer forte oposição à decisão do Senado que, temeroso de perder votos, permitiu a distribuição gratuita de trigo à plebe, foi seu defeito trágico (húbris) que, somado a seu apego edipiano por sua mãe e sua intransigência em ceder, lhe trouxe consequências fatais.”
Ato I, Cena 1 – Caio Márcio (depois chamado Coriolano – dirigindo-se aos cidadãos de Roma):
[…] Que quereis, cães furiosos,
que não gostais nem da paz nem da guerra? A guerra vos assusta
e a paz vos torna arrogantes. Quem em vós confiar
vai descobrir lebres lá onde pensava achar leões
e gansos onde buscava raposas; confiar em vós é o mesmo
que confiar numa brasa que fica no gelo
ou no granizo que se derrete ao sol. Para vós é virtude
valorizar aquele cujo crime o levou a ser punido
e vituperar a justiça que o puniu. Os que merecem as glórias
incorrem em vosso ódio; aquilo que procurais é como
o apetite de um homem adoentado, que mais deseja aquela comida
O Coletivo Nimba, grupo de profissionais negras da cultura, convidou quatro mulheres de destacada atuação na cultura gaúcha para comentar sobre a condição da mulher negra na sociedade em uma série de encontros virtuais no mês de outubro. Quem abre o projeto “Bate-Papo Nimba” é a jornalista Carol Anchieta, que conversará sobre o tema “Afrofuturismo”, no dia 6 de outubro, terça-feira, às 21h. O público pode acompanhar pelo Instagram do coletivo (@coletivonimba).
Carol Anchieta é jornalista, com passagens por veículos como TV Unisinos, Canal Futura, Rede Globo e RBS TV. E mestranda em Design Estratégico para Inovação Social, com foco em moda sustentável e Afrofuturismo, integra o grupo de estudos “Atinuké – Pensamento de Mulheres Negras” e, atualmente, trabalha como assessora de Diversidade da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
A programação do “Bate-Papo Nimba” prossegue no dia 13 com a presença da bióloga e ativista Maria Cristina Santos Ferreira, que abordará o empreendedorismo de mulheres negras, a partir do caso da Rede de Afro-Empreendedoras (Reafro). No dia 20, a conversa é com a poetisa Delma Gonçalves, com o tema “Histórias de uma Compositora Negra”. Finalizando o ciclo, no dia 27 de outubro, a contadora e empreendedora Carol Moreira, mentora de negócios de mulheres negras, fala sobre a startup Negras Plurais e sobre o protagonismo negro.
A série “Bate-Papo Nimba” iniciou-se em abril deste ano, com encontros semanais que visavam mitigar os efeitos da pandemia e proporcionar momentos de diálogo e troca de saberes. Já foram entrevistas pelas integrantes do coletivo: Vera Lopes, Iya Sandrali, Iara Deodoro, Anaadi, Andrea Cavalheiro, entre outras. As entrevistas podem ser acessadas no IGTV do @coletivonimba.
Mesmo em um contexto de pandemia, o Coletivo Nimba mantém a proposta de reunir um conjunto de artistas descendentes da diáspora africana em conversas que discutem a presença minoritária da mulher negra em espaços de produção intelectual, de consumo e de poder. Outra iniciativa do coletivo é o Sarau A Única Negra, tradicional encontro poético-musical, que também vem sendo realizado em formato virtual, promovendo e divulgando o trabalho de artistas negras.
SERVIÇO:
O Quê: Bate-papo Nimba. Série de encontros virtuais que discutem a participação da mulher negra na sociedade contemporânea. Abertura com a jornalista Carol Anchieta.
Quando: Dia 06 de outubro de 2020, terça-feira, 21h
Onde: Pelo Instagram do Coletivo Nimba – @coletivonimba
A Câmara Riograndense do Livro anunciou hoje, dia 29, o nome do patrono da 66ª Feira do Livro de Porto Alegre. Será o escritor Jeferson Tenório. A 66a Feira do Livro de Porto Alegre acontecerá, seguindo a tradição, nos primeiros dias de novembro – a programação oficial vai de 30 de outubro a 15 de novembro. Porém, como ela será inteiramente virtual, sem eventos na Praça da Alfândega, dará a largada em 13 de outubro, com um “aquece” do que virá pela frente.
Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Jeferson Tenório mudou-se para Porto Alegre ainda criança, com 13 anos de idade. Foi na capital gaúcha que se formou como pessoa e como profissional. Graduou-se em Letras pela UFRGS, onde ingressou através da primeira turma do programa de cotas raciais, e onde obteve seu título de mestre em literaturas luso-africanas, com uma dissertação sobre o moçambicano Mia Couto.
Atualmente, é doutorando em teoria literária pela Escola de Humanidades da PUCRS, e professor de português e literatura na rede pública de ensino de Porto Alegre. Os 30 anos de morada no Rio Grande do Sul já lhe conferem, se não oficialmente pelo menos honorariamente, o título de gaúcho.
Sua obra mais recente, O Avesso da Pele, foi publicada em agosto deste ano, pela Companhia das Letras, e chegou fazendo barulho. Ou, talvez seja mais correto dizer, chegou em meio ao barulho provocado pelos protestos desencadeados após a morte de George Floyd, em Minnesota, nos Estados Unidos, e, no cenário nacional, da morte do adolescente João Pedro Mattos, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Vidas negras importam, diz o movimento antirracista e a obra de Tenório. Em seu livro, o personagem principal também é brutalmente assassinado, por policiais, por causa da sua cor.
Tenório estreou sua carreira como romancista com a obra O beijo na parede, publicada em 2013, pela Sulina. O livro lhe rendeu o prêmio de Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores. Em 2018, o livro entrou para o PNLD (Plano Nacional do Livro e do Material Didático), do Ministério da Educação, e passou a ser distribuído para as escolas públicas, para alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e alunos do Ensino Médio. A obra já teve mais de 60 mil exemplares distribuídos pelo programa. Seu segundo romance, Estela sem Deus, foi publicado em 2018, pela editora Zouk.
PROGRAMAÇÃO DA FEIRA
A programação deste ano está organizada a partir dos temas valorização da cultura, diversidade, ciência e sustentabilidade
Neste ano, tudo fugiu da normalidade. Os setores da vida precisaram se reorganizar. Com a Feira do Livro, não foi diferente. Considerando sempre a segurança do público e dos participantes em primeiro lugar, bem como a sua importância na formação de leitores, a Câmara Rio-Grandense do Livro entendeu que as mudanças trazidas pela pandemia da Covid-19 exigiriam adaptações ao tradicional evento de Porto Alegre. A querida Praça da Alfândega não poderia ser ocupada por milhares de pessoas que costumam frequentar a Feira, não poderia receber a efervescência de todos os anos. Foi preciso transformar o cenário de dificuldades, de saudades e de pesar em algo positivo, produtivo e novo. O que poderia ser uma crise acabou trazendo uma oportunidade de inovação. A partir de agora, a Feira do Livro se insere em um novo patamar, alinhando-se também com as tendências do mercado e da integração ao mundo digital.
Toda a programação de 2020 acontece inteiramente on-line. Encontros com autores, lançamentos, balaios de descontos, contações de histórias, atividades paralelas, entre outros, estão concentrados aqui na plataforma e são acessíveis não apenas para o público cativo, que vive em Porto Alegre ou que costumava visitar a cidade por ocasião da Feira, mas para todos. Para quem quiser ver, ouvir, participar e compartilhar, de qualquer canto do mundo.
Para garantir a relevância e a representatividade de uma programação intensa e em um novo formato, a 66ª Feira do Livro de Porto Alegre conta, este ano, com uma curadoria acompanhada de um manifesto (leia aqui – link). Lu Thomé, jornalista, escritora e editora, assumiu a tarefa de pensar a relação e a conexão entre cada uma das atividades da programação geral a fim de montar uma grade de atividades que fosse atual e que prezasse, acima de qualquer outra coisa, pela importância dos debates. A programação Infantil e Juvenil segue a cargo de Sônia Zanchetta, que também se adaptou ao on-line (saiba mais aqui – inserir link para outra matéria).
Se, por um lado, o ambiente digital proporciona um alcance ainda maior, por outro, justamente pela quantidade de eventos que acontecem simultaneamente nas redes, ele exige mais qualidade. Pensar uma linha condutora entre as lives que integram a Feira foi o ponto central do trabalho da curadora. Lu Thomé conta que o primeiro passo foi pensar na programação como um todo. “A programação precisava dialogar com a maneira como estamos vivendo este ano e também com as pautas que nos rondam nos últimos meses. E, é claro, ter o livro como centro de tudo”, aponta. Assim, como não poderia deixar de ser, é do livro e da literatura que irradiam os temas que compõem o grande guarda-chuva temático da 66ª edição.
Em um ano de muitas inovações na Feira do Livro, a indicação de Jeferson Tenório como patrono da 66ª Feira do Livro marca também um novo posicionamento da Câmara Rio-grandense do Livro. Um posicionamento que sinaliza o quanto a Literatura e seus autores podem contribuir para um mundo melhor.
A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) irá retomar gradualmente o atendimento presencial em parte de seus equipamentos culturais. O retorno das atividades ocorre após a publicação do decreto n° 20.742, que regulamenta o funcionamento do comércio e prestação de serviços. O novo decreto autoriza a reabertura controlada de museus, centros culturais e bibliotecas. Serão respeitados todos os protocolos de saúde e o atendimento será realizado por equipes reduzidas e restrição ao número de visitantes.
Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho. Foto; PM/ Divulgação
Arquivo Histórico Moysés Vellinho
Atendimento presencial mediante agendamento, sendo um visitante no turno da manhã e um no turno da tarde.
Atendimentos terças e quintas-feiras, das 9h às 11h e das 13h às 15h.
A higienização da sala de pesquisa ocorre das 11h às 13h
O pesquisador visitante deverá trazer e usar luvas e máscara.
Porto Alegre, RS – 30/05/2018 Arquivo Histórico Moysés Velinho . Foto: Joel Vargas / PMPA/Divulgação
Centro de Documentação e Memória – Cinemateca Capitólio
Atendimento presencial mediante agendamento, limitação de uma pessoa por hora.
Atendimentos segundas, quartas e sextas-feiras, das 9h às 15h.
Respeitando a agenda, intervalos mínimos de 15 minutos entre pesquisadores e usuários para higienização da sala de pesquisa.
O pesquisador visitante deverá trazer usar luvas e máscara.
A primeira quinzena de outubro será de grande agitação entre artistas e produtores culturais gaúchos.
Em números redondos, o Rio Grande do Sul está recebendo 155 milhões de reais via lei Aldir Blanc. É o triplo do que o Estado costuma investir em Cultura em um ano.
A parte que coube ao governo estadual, de 69,7 milhões de reais, já está na conta desde o dia 21 (são 30 milhões para auxílio emergencial a trabalhadores previamente cadastrados, mais 39,7 milhões distribuídos entre cinco editais).
Outros 85 milhões de reais são destinados aos municípios. E a regulamentação da lei diz que tem que gastar tudo até o fim deste ano. Ou o dinheiro volta para Brasília.
Do dia primeiro a 16 de outubro, estarão abertos dois dos cinco editais previstos pela Secretaria Estadual da Cultura, e as inscrições para três chamadas públicas.
Também em outubro serão pagos os auxílios emergenciais de 600 reais por mês a 2.219 trabalhadores que se cadastraram. O valor é retroativo a junho, portanto a primeira parcela será de três mil reais. Quem perdeu o prazo para se cadastrar pode recorrer às chamadas públicas, também até 16 de outubro.
Dez milhões de reais estão destinados ao edital para produções culturais, com valores de 100 mil a 350 mil reais por projeto. Um critério importante para aprovação na Sedac é a capacidade da produção de gerar trabalho e renda.
O outro edital que abre dia primeiro reserva quatro milhões de reais para aquisição de bens e materiais, como livros e equipamentos úteis ao trabalho (50 mil a 100 mil reais por proposta). Para este edital, o passado do solicitante pesa: é preciso comprovar que é do ramo, que está na área há algum tempo.
Ambos abrangem os produtores formalizados. Segundo o diretor de Fomento da Sedac, Rafael Balle, há cerca de 30 mil microempreendedores cadastrados, que poderão disputar uma fatia da verba. Para os informais, os “sem CNPJ”, sejam pessoas físicas ou coletivos informais, foram concebidos os editais a partir de chamadas públicas. São três.
O Prêmio Trajetórias contempla os veteranos (que podem ser indicados por outra pessoa). “Um reconhecimento a quem tem contribuído para o desenvolvimento da cultura”, resume Balle.
O objetivo do edital Criação e Formação é fomentar a pesquisa, montagens, grupos coletivos e até empresas. Investimento para o futuro.
O quinto edital será o mais complexo. Tem foco territorial e foi criado para financiar projetos com potencial de transformação social em locais de baixa escolaridade, baixa renda e altos índices de violência, mapeados pelo programa RS Seguro. Abrange 23 municípios onde vive mais da metade da população. Os “invisíveis”, lembra Balle, mostram que as políticas públicas são insuficientes.
Para a secretária da Cultura, Beatriz Araujo, a aplicação da lei Aldir Blanc provocou o mais amplo debate sobre políticas públicas de todos os tempos no Rio Grande do Sul. Ela ressalta que a Sedac instituiu cotas raciais, de gênero, e atenção para contemplar todas as regiões do Estado.
Situação no Interior do RS
Foram feitas 17 reuniões por videoconferência, envolvendo 38 integrantes do Conselho Estadual de Cultura e dirigentes do setor nos municípios, para debater o tema e divulgar que este dinheiro existe e está disponível. “Não é favor, nem benesse, é um direito, e depois tem que prestar contas”, disse o presidente do Conselho, escritor Airton Ortiz.
Dos 85 milhões de reais para os municípios, 35 milhões de reais já foram depositados, segundo Evandro Soares, presidente do Conselho de Dirigentes Municipais de Cultura da Famurs e secretário de Cultura de Bento Gonçalves. Até esta segunda-feira, 45% dos 497 municípios gaúchos já tiveram seus projetos aprovados e 20% aguardam aprovação, porém 35% sequer iniciaram seus planos para aplicação desses recursos.
A escritora Eliane Tonello lançou no início de setembro o livro “Layla e a uva”, dirigida ao público infanto juvenil. Aqui ela responde sobre a obra e como tem sido fazer literatura em tempos de pandemia.
Higino Barros
Pergunta: Pelos anos 1980 decretaram a morte do livro impresso. Em 2020, você faz parte da geração que ainda acredita no livro impresso. Livro tem textura, cheiro e outros atrativos que o virtual não tem. Fale dessa opção pelo livro impresso, que já foi visto como um anacronismo.
Resposta: Sobre a ideia da morte anunciada do livro impresso em 1980, acredito que se perdeu no caminho. Percebo uma grande mudança no cenário atual, visto que há um respeito pela particularidade de cada leitor. Em 2020, a pandemia chegou e nos desafiou. Foi então que passei a fazer parte da geração que acredita no livro impresso e no livro virtual e publiquei nos dois formatos, a obra quadrilingue em um só livro
“Layla e a Uva”. O livro em formato e-book possibilitou um alcance maior, o leitor poderá acessar a loja da Amazon em diferentes partes do mundo, enquanto o impresso pode ser adquirido com a autora que o envia através da tele-entrega e pelo correio para todo o Brasil. Também aceita pedidos de empresas e instituições.
Pergunta: Voltada para o público infantil/juvenil, a obra pega todas as idades. Intenção era essa?
Resposta: A publicação da obra quadrilíngue em um só livro “Layla e a Uva” está encantando leitores do Brasil e exterior de todas as idades. Como a publicação ocorreu durante a pandemia, a intenção foi aproximar e reaproximar os membros da família de uma forma amorosa. Sem o contato com o mundo externo a personagem Layla nos encanta, utiliza a sua criatividade e apresenta o seu sonho em quatro idiomas. E você
leitor, tens algum sonho? Qual é? A personagem vive em diferentes cenários e cria uma espécie de ponte que possibilita aguçar memórias olfativas, sensoriais, auditivas e gustativas no leitor. Um resgate cultural e afetivo com experiências e percepções significativas que envolvem vínculos afetivos. Mais uma vez, a arte e a criatividade se apresentam como grandes aliados frente à saúde mental. A literatura nos prepara para
a vida e nos salva.
Pergunta: A opção pelos quatros idiomas e o italiano empregado, da serra gaúcha. Como chegou a esse solução?
Resposta: Sou filha da cidade de Rondinha, norte da Serra Gaúcha. Tataraneta de descendentes Italianos vindos da Região de Vêneto – Província de Belluno e Trentino Alto Ágide- Província de Trento. Cresci no campo embaixo dos parreirais escutando o dialeto regional. E publicar a obra “Layla e a Uva” foi uma forma de dar continuidade às
gerações futuras e de mostrar ao mundo a cultura da Serra Gaúcha regada de afeto, sonhos e esperanças. Sem deixar de mencionar o bom suco e o excelente vinho.
Pergunta: O papel da ilustração na concepção da obra. Como foi a escolha do artista e por quê ele?
Resposta: O encantamento com o trabalho do artista Emerson Falkenberg, após conhecer as ilustrações da obra de uma amiga, foi imprescindível para contatá-lo para este projeto. Emerson decifrou meus rabiscos e conseguiu condensar de forma precisa através das ilustrações o cenário que a personagem vivencia com tanta alegria junto com
familiares. A obra é um convite ao leitor para experienciar momentos repletos de afetos, sensações e cheiros. A impressão é que Emerson, ao mesmo tempo em que criava, vivia intensamente cada cena da obra.
Pergunta: Literatura em tempo de pandemia. Como tem sido a experiência para a obra chegar ao leitor.
Resposta: A literatura em tempos de pandemia conquistou um espaço significativo em minha vida. Houve uma aproximação calorosa e significativa com o leitor. Essa vivência eu não tive como leitora infanto-juvenil, quando a figura do escritor era de alguém distante.
A experiência de fazer a obra chegar ao leitor teve algumas particularidades, visto que o contato ocorre exclusivamente através das redes sociais. Isso permite um alcance maior e um contato mais íntimo. Houve reaproximações de amigos da infância e da juventude que permitiram relembrar de forma carinhosa e engraçada de situações
vividas, além de possibilitar novas amizades, sempre com uma boa conversa e infinitas trocas. Enfim, uma experiência afetuosa indescritível com o leitor que jamais teríamos se os livros fossem vendidos nas livrarias, salvo, o momento mágico que ocorre nas sessões de autógrafos. Essa experiencia virtual é nova na minha vida e acho interessante, pois tem
possibilidade de atingir um público maior. Seguimos nessa aposta!
A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o segundo volume.
“MUITO BARULHO POR NADA”
p/William Shakespeare
Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck
Porto Alegre, Editora Movimento, 2018, 192p.
“Escrita há mais de quatrocentos anos, Muito barulho por nada revela um Shakespeare profundo conhecedor da pulsão sexual, sem o refino e as sofisticações acadêmicas que caracterizam os modernos discípulos de Freud. Como um Freud da ribalta da Era Elisabetana, Shakespeare disseca a personalidade de seus personagens e nos faz ver, por baixo das roupas coloridas da civilização, o animal humano impulsionado por forças internas que, há séculos, nos dominam e causam muito barulho e transgressões de toda espécie em nossa civilização, supostamente dita racional.” – E não está demais lembrar que, na gíria elisabetana, o nothing do título, esse nada, é o oposto de thing, o pênis.
Ato II, Cena 1 – Beatriz: Gênio muito mau é mais do que mau gênio, mas abranda o castigo de Deus, pois está escrito: Deus dá chifres curto a uma vaca de mau gênio, mas não a uma de muito mau gênio.
A apresentação é do psicanalista, escritor e intelectual gaúcho Luiz-Olyntho Telles da Silva, colaborador do JÁ Porto Alegre.
“A Editora Movimento, de Porto Alegre, está oferecendo a Coleção das obras completas de William Shakespeare, em edição bilíngue, traduzida pelo Prof. Elvio Funk, doutorado em literatura inglesa pela Universidade do Texas. Um luxo que deixa de parabéns não só o tradutor e o editor, Carlos Jorge Appel, mas também toda a comunidade intelectual gaúcha e brasileira. Dividida em dois pacotes de vinte volumes, o primeiro deles já está inteiramente disponível.
A seguir, a resenha de uma obra da juventude do bardo (nos próximos dias irei publicando as resenhas de todos os primeiros vinte volumes):
BEM ESTÁ O QUE BEM ACABA
p/William Shakespeare
Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck
Porto Alegre, Movimento, 2019, 184p. –
Editado com o apoio da Família Hartmann
_________
“Em seus encontros e desencontros, Bem está o que bem acaba não deixa de ser um retrato da sociedade moderna, sempre esperançosa de que no fim tudo vai dar certo, mas também sempre manipuladora e maquiavélica e raramente aprendendo dos erros passados. O título da peça não deixa de ser uma nem tão sutil paráfrase de o fim justifica os meios. Aliás, a arma mais forte que usamos para conseguir nossos fins, nem sempre nobres, é a palavra, o signo, em qualquer de suas manifestações. Não por acaso o personagem central da peça, essencialmente bravateiro e mentiroso chama-se Paroles, ou seja, Palavras. Não por nada Shakespeare inventa palavras sem significado, são apenas ruídos (oscorbidulchos volivorco, manka revania dulche) mas, paradoxalmente, no contesto, são ruídos muito significativos.”
Ato I, Cena I – Paroles:
Depois que a virgindade implodir,
o homem bem ligeiro vai dar sua descarga e cair desanimado.
Mas, depois que o deixais bem caído, a brecha que foi feita
na vossa muralha porá a cidade a perder.
A preservação da virgindade não é estratégia comum
no reino da natureza. A perda da virgindade traz consigo
um incremento de pessoas no mundo e nunca houve virgem
sem que, primeiro, se perdesse a virgindade.
Sois feita de um metal muito próprio para gerar virgens.
Depois que a virgindade é perdida, dez virgens podem ser achadas;
se ela for preservada, as dez virgens deixarão de existir.
A virgindade peca por excesso de pureza! Fora com ela!
Neste domingo, 27, acontece a cerimônia do Prêmio Açorianos de Dança. O evento será virtual, a partir das 19h, através da página do Facebook do Centro de Dança, da Secretaria Municipal da Cultura (https://www.facebook.com/centromunicipal.dedanca).
Entre os 17 espetáculos inscritos em 2019, destacam-se Dura Máter, que recebeu oito indicações, Chromos e Reutilizáveis Corpos Descartáveis, que receberam sete indicações cada, Afluência, com seis, e Tiger Balm com quatro indicações. Todos estão concorrendo ao prêmio de Melhor Espetáculo do Ano.
O Açorianos contempla ainda as categorias de destaque por modalidades como balé, jazz, danças urbanas, entre outras, além das categorias de Novas Mídias em Dança e Projetos de Difusão e Formação. Essas categorias contam com juris especializados que somam um total de 23 profissionais da área.
Neste ano, Cláudio Etges receberá o Prêmio de Personalidade do Ano, pela sua trajetória de mais de 40 anos como fotógrafo de dança no Rio Grande do Sul, registrando e dando visibilidade para milhares de produções ao longo das últimas décadas. Também serão homenageados o Curso de Dança da Ufrgs, que em seus dez anos de atividade ajuda a consolidar a pesquisa, o ensino e a arte da dança no campo acadêmico, e o conjunto de folclore internacional Os Gaúchos, que há 50 anos pesquisa e divulga a arte folclórica dos povos através da música e da dança.
“Reutilizáveis Corpos Descartáveis” está concorrendo com sete indicações / Foto: Claudio Etges/Divulgação
Bruna Gomes, por Dura Máter
Coletivo Grupelho, por Tiger Balm
Direção coletiva pelo espetáculo Afluência
Gustavo Silva, por Chromos
Patrícia Nardelli e Luíza Fischer, por Três Canções
Bailarino
Bruno Manganelli, por FM
Leonardo Maia Moreira, por Pétalas ao Vento
Pedro Coelho, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Robinson Gambarra, por Arcanum
Willian Dipe Anga, por Chromos
Bailarina
Geórgia Macedo, por Afluência
Louíse Lucena, por Do lugar onde habito
Luíse Robaski, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Marilice Bastos, por Translúcido
Taís da Cunha Schneider, por Dura Máter
Coreografia
Bruna Gomes, por Dura Máter
Geórgia Macedo, por Afluência
Gustavo Silva, por Chromos
Marilice Bastos, por Translúcido
Maurício Miranda, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Cenografia
Al-Málgama, por Dura Máter
Companhia H, por FM
Gustavo Silva, por Chromos
Isabel Ramil, por Afluência
Reynaldo Netto, Daisy Homrich e Lucas Busato, por O Paradoxo da Queda
Iluminação
Casemiro Azevedo, por Ranhuras
Gustavo Silva, por Chromos
Karrah, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Leandro Gass, por Dura Máter
Lucca Simas, por O Paradoxo da Queda
Figurino
Ateliê Alfa, por FM
Antônio Rabadan, Júlia Dieguez Lippel, Mova e elenco, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Graça Ferrari, por Tiger Balm
Gustavo Silva, por Chromos
Loraine Santos, por Dura Máter
Trilha Sonora
Felipe Zancanaro e Thiago Ramil, por Afluência
Flamenco Popular, por Arcanum
Henrique Fagundes, por Tiger Balm
Patrícia Nardelli, por Três Canções
Robson Serafini, por Metades
Produção
Al-Málgama, por Dura Máter
Dullius Dance, por Unífico
Cintia Bracht, elenco Guadalupe Casal, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Guilherme Conrad, por O Paradoxo da Queda
Luka Ibarra (Lucida Desenvolvimento Cultural), por FM
PRÊMIOS DESTAQUE
Destaque em Ballet Clássico
– A B C Dança Festival Infantil – criado e organizado pela profª. Samantha Bueno Dias – por proporcionar uma experiência com o ballet clássico desenvolvida e pensada para as crianças, que respeita o tempo de cada pequena aprendiz, de forma lúdica e por proporcionar um espaço para as escolas apresentarem seus trabalhos recebendo uma avaliação que visa a aprimorar e conscientizar os educadores em sua prática.
– Dançar é arte – da Ong Renascer da Esperança Restinga – coordenado por Daniel Santo – por oportunizar a inclusão social e promover o acesso à cultura através da dança.
– Festival Internacional de Dança de Porto Alegre – organizado e realizado pelo Ballet Vera Bublitz – por promover e incentivar o intercâmbio da produção sul-americana em Dança Clássica e Contemporânea, por meio de apresentações, cursos, vivências e concessões de bolsas de estudo para bailarinas e bailarinos em destaque.
– Gala Ballet 2019 – criado e organizado por Cris Fragoso – por valorizar e promover a linguagem do ballet clássico, reunindo escolas e grupos que trabalham com esta modalidade e também por apresentar importantes personalidades do ballet que escreveram a história desta arte em Porto Alegre e no Estado aos jovens estudantes e artistas.
– Gisele Meinhardt – pelo trabalho como professora desenvolvido com bailarinos de diversas idades e níveis, mantendo-se fiel à metodologia Vaganova.
Destaque em Sapateado
– Heloísa Bertoli – pela trajetória no sapateado no qual é uma das pioneiras, por sua colaboração na formação de bailarinos e pela atuação continuada como profissional no universo da dança.
– Hoje tem espetáculo – da Cia Claquê – pela cenografia criativa na articulação de diferentes elementos cenográficos que valorizaram a apresentação.
– Ilha, pesquisa em TAP – pela proposta de difusão e popularização do TAP em novas mídias, pelo resgate da memória e por levar o sapateado para espaços alternativos.
– Mulher de Fases – coreografia do espetáculo A Deusa da Minha Rua – Outras Deusas, do grupo Laços – pela fusão do sapateado com a dança contemporânea e por trazer uma temática atual que enfoca o universo feminino.
– Tap Hour – por congregar diversas escolas e divulgar o TAP em um evento descontraído e acessível ao público.
Destaque em Flamenco
– Ana Medeiros – pelo trabalho continuado de expansão dos domínios da cena flamenca em Porto Alegre, especialmente através do CD Carmen & os Violões, ao lado da camerata Violões de Porto, na qual se fez o registro sonoro da dança, não só no sapateado e nas castanholas, como até no som do movimento da bata de cola, do abanico e do mantón.
– Del Puerto – pelos 20 anos de um projeto que concilia o trabalho de excelência da companhia, de reconhecimento nacional, ao da escola, que estimula o gosto pelo flamenco e forma novos bailarinos, o que se evidenciou no espetáculo comemorativo do final do ano. E, paralelamente, pela produção do primeiro espetáculo solo de Gabriel Matias e da vinda do projeto Inmersión Flamenco.
– Marco van Teffelen – por sinalizar a possibilidade inovadora da bata de cola ser praticada por homens na cena local.
– Silvia Canarim – pela sólida trajetória dedicada ao flamenco em Porto Alegre, investigando a história dessa linguagem e explorando as nuances possíveis de seu encontro com a dança contemporânea, registrada no espetáculo de 25 anos, que reuniu com intensidade emocional e artística parceiros de diferentes épocas.
Destaque em Jazz
– POA Dança Jazz – Pela integração, promoção e acessibilidade de profissionais, escolas e alunos do jazz que o evento promove na cidade. Pela inovação e criatividade na edição de 2019 que incluiu o pré-evento Esquenta POA Dança Jazz e também a participação de profissionais de renome nacional.
– Escobar Junior – Pela qualidade técnica e artística como bailarino e coreógrafo que se revela na diversidade de sua produção e reconhecimento em diversos eventos de dança no ano de 2019.
– Igor Zorzella – Pela qualidade técnica e artística como bailarino e coreógrafo que vem se destacando no Brasil e no exterior, preservando o jazz tradicional, em 2019.
– Reutilizáveis Corpos Descartáveis – Pela qualidade e primor na produção do espetáculo, lançando Maurício Miranda como coreógrafo, mantendo viva a Transforma Cia de Dança e o gênero do jazz em Porto Alegre.
– Move it – Dança – Pela inovação na criação de um grupo voltado à produção de jazz musical em Porto Alegre.
Destaque em Dança do Ventre
– Al-málgama – pela excelência técnica e artística na criação do espetáculo Dura Máter, que aborda uma temática de relevância ao questionar o papel da mulher na sociedade contemporânea e pela ação social de abrir sessão extra gratuita para mulheres em situação de vulnerabilidade social.
– Karine Neves – pela qualidade técnica e estética em Tribal Fusion, evidenciada no espetáculo Conexões e pela pesquisa científica e pioneirismo no estudo do Tribal Brasil na cidade.
– Gabriela Bonatto – pelo trabalho de resgate da autoestima das crianças da Vila Nazaré através da dança do ventre.
– Deusas – espetáculo do grupo Filhas de Rá – pela valorização da mulher através do texto e escolha de personagens.
– Fernando Espinosa – pela sensibilidade em retratar a essência da Dança do Ventre, contribuindo para a difusão do estilo na cidade.
Destaque em Danças Urbanas
– Underground Queen – Pela pesquisa em danças urbanas que intercruza as danças de matriz africana, pela promoção de eventos gratuitos fomentando as danças urbanas ao ar livre em Porto Alegre e pela representação artística da cidade em eventos que fomentam a cultura Hip Hop.
– Leleo (Leonardo Meirelles) – Pelo trabalho artístico desenvolvido nas danças urbanas e pelo destaque em batalhas de hip hop freestyle, mesclando as danças urbanas e as danças de matriz africana.
– Syl Rodrigues – Pela excelência na direção artística da Flashblack Cia de Dança, criada em 2019 com jovens negros da periferia e pela pesquisa que desenvolve tanto nas danças urbanas quanto na práxis do jazz funk.
Destaque em Dança Contemporânea
– Afluência – pela pesquisa de movimento e pela articulação dos elementos cênicos que compõem o espetáculo.
– Estúdio Amplo – pela constituição de um lugar efetivo e diversificado para a formação e difusão da dança contemporânea na cidade, com aulas, ateliês de criação e espaço de diálogo e reflexão.
– Coletivo Moebius – pela gestão coletiva de uma qualificada e abrangente produção em dança contemporânea evidenciada em espetáculos como Ranhuras, Três Canções e Poéticas sobre morte/tempo/vida.
– Laura Bernardes e Milena Fernandes – pela organicidade e fluência presentes na linguagem corporal da performance Despertar, apresentada no Mix Dance 2019 – Mostra do Curso de Licenciatura em Dança/Ufrgs.
– Degustação de Movimentos com o Mímese – por compartilhar metodologias e procedimentos de composição do projeto de extensão da Mímese cia de dança-coisa com a comunidade, incentivando a difusão da linguagem da dança contemporânea a um público mais amplo.
Destaque em Danças Folclóricas/Étnicas
– Afrosul/Odomodê – pelo fomento e divulgação da cultura afrobrasileira durante 45 anos, sendo símbolo de resistência na cidade.
– La Marropeña Brasil – pela divulgação do folclore argentino em Porto Alegre e no Brasil, tornando-se referência na área.
– Movimento Cênico do Cesmar/Centro Social Marista de Porto Alegre – pela introdução das danças folclóricas/étnicas na prática pedagógica de um Centro Social da cidade.
– Movimento Meninas Crespas – pela implantação de ações afirmativas da Cultura Afrobrasileira através da dança.
– Pablo Geovane – pela dedicação ao desenvolvimento da chula em apresentações, divulgando essa modalidade em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul
Destaque em Projeto de Formação e Difusão em Dança
– A B C Dança Festival Infantil – por promover o intercâmbio entre diferentes grupos e escolas de dança para crianças, ampliando a visão do público para a diversidade das criações e proporcionando, através de um parecer técnico, o crescimento na formação dos jovens bailarinos.
– Dança e Saúde Mental – por proporcionar uma vivência no qual a dança não é mera ferramenta terapêutica ou recreativa, mas uma experiência de criação artística, proporcionando a pessoas que estão em situação de cuidado por sofrimento psíquico uma experiência que as leva a ressignificar seu lugar no mundo e por dar visibilidade a estas criações para diferentes públicos.
– Degustação de movimentos com o Mímese – Por aproximar o público do fazer em dança, tornando acessíveis metodologias e rotinas de trabalho de bailarinas e bailarinos a um público não necessariamente familiarizado com a dança.
– Musas e Muso do Ceprima – Por apresentar e incentivar a prática da dança na comunidade do bairro Santa Maria Goretti, promovendo a formação e a socialização de adultos e idosos.
– Projeto Dança & Parkinson – por proporcionar a pessoas com doença de parkinson e seus acompanhantes uma experiência em dança que amplia as possibilidades de experienciar o mundo através do movimento.
Destaque em Novas Mídias
– Contágio – do Coletivo Opsis – pela qualidade e criatividade no desenvolvimento da narrativa, usando elementos do audiovisual de uma maneira inteligente e artística, na qual a coreografia tem papel fundamental.
– Cross-cap – de Lícia Arosteguy – pela excelência na articulação dos elementos de audiovisual e dança: produção, coreografia, direção de arte, fotografia e trilha sonora original. Pelo diálogo instigante entre o movimento do corpo e do cenário.
– Depois em voz alta – de Anne Plein e Caroline Turchiello – pela escolha do poema como construtor da narrativa coreográfica tratando de forma sensível e artística a temática.
– Home – do grupo K-Klass – do pela qualidade na utilização dos elementos técnicos, onde destacam as interferências digitais como elementos que contribuíram para uma criação pop, empolgante e alegre.
Destaque em Dança de Salão
– Caroline Wüppel – pela experimentação e difusão da pesquisa da corporeidade, musicalidade e liberdade em gêneros afro-latinos.
– Eduardo Santacruz – pela produção de eventos de bachata e forró, envolvendo aulas e shows com artistas nacionais e internacionais, levando a dança de salão a ocupar espaços de grande visibilidade em Porto Alegre e pela manutenção de festas, oportunizando a prática regular da dança social.
– Forró de Rua – pelo empenho do projeto – idealizado por Giziane Almeida e realizado de maneira coletiva – em democratizar e dar visibilidade ao Forró por meio da produção de eventos públicos.
– Martha Royer – pela dedicação ao desenvolvimento de práticas pedagógicas relacionadas à desconstrução de gênero na Zathus Espaço de Dança, estimulando o desenvolvimento de novas percepções da dança e das relações sociais. Pela visibilidade nacional alcançada, promovendo o intercâmbio dessas práticas.
– Zouk na Rua – pela iniciativa em levar o Zouk para espaços públicos, promovendo a aproximação e despertando o interesse da população por este gênero.
Serviço
Cerimônia Virtual de Premiação Açorianos de Dança
Domingo, 27, 19h – página do Facebook do Centro de Dança