Auditor de finanças assume interinamente no lugar de Weintraub

Antonio Vogel é ministro interino. Foto: MEC

O presidente Jair Bolsonaro nomeou Antonio Paulo Vogel de Medeiros  como ministro interino em substituição a Abraham Weintraub no Ministério da Educação.

A exoneração de Weintraub foi publicada neste domingo.

Vogel ocupava o cargo de secretário-executivo, considerado o número 2 da pasta, desde que Weintraub tomou posse, em abril de 2019.

Tem graduação em economia e direito e pós-graduação em administração financeira. É auditor de finanças e controle desde 1998.

Participou do grupo de transição do governo Bolsonaro e atuava como secretário-executivo adjunto da Casa Civil, onde Weintraub foi o secretário-executivo.

Quando anunciado como secretário-executivo do MEC, Vogel era o quinto nome indicado publicamente para o cargo.

Antes, vários nomes passaram pelo cargo:

-Luiz Antônio Tozi, exonerado em 12 de março após uma disputa interna entre grupos ligados aos militares e os seguidores do escritor Olavo de Carvalho;

-Rubens Barreto da Silva, que era secretário-executivo adjunto, atuou interinamente mas nunca chegou a ser nomeado ou tomou posse efetivamente do cargo principal;

-Iolene Lima, que foi diretora de um colégio batista no interior de São Paulo, nunca chegou a ser nomeada oficialmente e, oito dias depois, divulgou uma nota afirmando que fora informada de que não ficaria mais no ministério.

A Secretaria-Executiva passou 17 dias sem comando definitivo, e só teve outro nome oficialmente nomeado no “Diário Oficial de União” em 29 de março.

Na ocasião, o governo anunciou a escolha do nome do tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira para o cargo.

Menos de duas semanas depois, com a troca de ministro quando Weintraub assumiu, foi anunciado Vogel como secretário-executivo.
No site do Ministério da Educação, foi publicado um breve  perfil de Antonio Vogel:

“Servidor público federal, no cargo de Auditor Federal de Finanças e Controle, o secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC) é formado em Economia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e em Direito, pela Universidade de Brasília (UnB). Também possui pós-graduação em Administração Financeira, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Atua em gestão pública há mais de 20 anos, tendo, durante esse período, ocupado funções de chefia e alta direção na Secretaria do Tesouro Nacional, nos estados do Rio de Janeiro e de Goiás, na cidade de São Paulo e no governo do Distrito Federal. No Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, foi secretário de Gestão e assessor especial no Ministério da Fazenda.
Fora do serviço público, trabalhou como consultor do Banco Mundial em finanças públicas e diretor do IRB Brasil Resseguros.

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