Autor: da Redação

  • Grande vencedor do Prêmio CAU-RS Briane Bicca será conhecido dia 15

    Grande vencedor do Prêmio CAU-RS Briane Bicca será conhecido dia 15

    Está em curso a votação para o Prêmio Destaque Briane Bicca, condecoração máxima dentro do Prêmio CAU-RS deste ano. Os eleitores são todos os profissionais registrados na seção gaúcha do Conselho de Arquitetura e Urbanismo.

    Criado em 2019, quando o patrono foi Roberto Py Gomes da Silveira (in memoriam), primeiro presidente do CAU no Estado, o prêmio é um reconhecimento por contribuições para a promoção e valorização da Arquitetura e do Urbanismo.

    Brianne Bicca, falecida em junho de 2018, nacionalmente conhecida por sua luta pela preservação do patrimônio histórico e cultural, nomeia o prêmio destaque deste ano.

    O destaque está sendo eleito on line, até domingo, dia 6/11, entre os dez premiados, distribuídos entre pessoas físicas e jurídicas em quatro categorias: poder público, iniciativa privada, movimentos sociais e imprensa.

    Os premiados foram escolhidos pela comissão julgadora entre os indicados na primeira etapa, em novembro, por conselheiros do CAU/RS,  presidentes das entidades que compõem o Colegiado das Entidades de Arquitetura e Urbanismo do CAU/RS e representantes do Fórum das Entidades de Arquitetos e Urbanistas do Rio Grande do Sul.

    Jornal JÁ é um dos premiados 

    O CAU divulgou cards para a votação do prêmio destaque, que termina domingo

    Indicado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil no Estado, este Jornal JÁ é um dos dez premiados deste ano, na categoria Imprensa (pessoa jurídica). O editor Elmar Bones agradece em nome da equipe e destaca que o JÁ tem uma história de 35 anos cobrindo a cidade e que, apesar de pequena, a empresa tem tido uma produção contínua e jornalisticamente relevante.

    Conheça os vencedores de 2020  que estão concorrendo ao Prêmio Destaque 2020 – Briane Bicca. O resultado será conhecido em cerimônia virtual no dia 15 de dezembro.

    Lista dos vencedores:

    Poder Público:

    Pessoa Física: José Luiz Stédile

    Pessoa Jurídica: IPLAN – Instituto do Planejamento de Santa Maria

    Pessoa Jurídica: Prefeitura Municipal de Putinga/RS

     

    Iniciativa Privada:

    Pessoa Física: Iraní Rupolo

    Pessoa Jurídica: Fecomércio-RS

    Pessoa Jurídica: Killing S/A Tintas e Adesivos

     

    Movimentos Sociais:

    Pessoa Física: Cristiano Müller

    Pessoa Jurídica: Amigos da Terra Brasil

     

    Imprensa:

    Pessoa Física: Bruna Fernanda Suptitz

    Pessoa Jurídica: Jornal JÁ

     

  • Lista de Paulo Guedes para privatizações em 2021 inclui até florestas

    Lista de Paulo Guedes para privatizações em 2021 inclui até florestas

    Em reunião presidida pelo ministro Paulo Guedes e com a presença do presidente Jair Bolsonaro o Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), do Ministério da Economia, apresentou a lista de privatizações que o governo pretende concretizar no ano que vem.

    Mais 58 projetos foram acrescentados à lista original e agora são mais de 200 ativos para leilões e projetos de concessão à iniciativa privada, que podem render mais de R$ 500 bilhões em investimentos, segundo a estimativa do governo.

    A privatização de estatais e concessões de serviços públicos estão no foco do ministro Guedes desde o início do governo, sem resultados relevantes até agora.

    Entre os projetos para 2021 estã a privatização de nove empresas estatais: Eletrobras; Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF); Empresa Gestora de Ativos (Engea); CeasaMinas; Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb); Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Minas Gerais (CBTU-MG); Correios; Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa); e Nuclebrás.

    A Eletrobras, avaliada em R$ 60 bilhões, é a jóia da coroa e está na lista desde o governo Temer. Ainda depende da aprovação de um projeto de lei que tramita no Congresso.

    Também está prevista a concessão de 16 portos, entre eles o de Santos (SP) e o de Paranaguá (PR); seis rodovias, com destaque para a Via Dutra, que liga Rio de Janeiro e São Paulo; 24 aeroportos, incluindo a relicitação de Viracopos (SP) e São Gonçalo do Amarante (RN); seis parques e florestas.

    Martha Seillier, coordenadora do programa, explicou que a concessão das florestas “será em bases sustentáveis, que permita a exploração pela iniciativa privada, mas que proporcione à floresta capacidade de se recuperar ao longo do tempo”.

    “As concessões de florestas seguem como fortalecimento da agenda de desenvolvimento sustentável da região, para coibir todas as atividades ilegais dentro dessas áreas, evitar incêndios e grilagem”, disse.

    No total, a carteira do programa de privatizações conta agora com 201 projetos e 15 políticas, que são as prioridades na agenda do governo para futuras concessões, privatizações e parcerias com o setor privado para obras e serviços públicos.

    Além deles, há 48 projetos de estados e municípios que são apoiados pelo PPI.

    Criado em 2016, o Conselho do PPI se reúne ordinariamente três vezes ao ano. Na reunião de quarta-feira, a última de 2020, foi apresentado um balanço do que foi realizado neste ano.

    Foram 18 leilões e projetos.

    Mais 11 estão agendados até o fim de dezembro, entre eles o leilão dos parques nacionais de Aparados da Serra (RS) e Serra Geral (SC), para concessão de serviços públicos de apoio à visitação e à gestão das unidades, e a liquidação do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada, a Ceitec, de Porto Alegre, que atua no segmento de semicondutores.

    Os investimentos nesses ativos devem chegar a R$ 3,9 bilhões, além de R$ 4,7 bilhões em outorgas para a União.

    A política de privatizações do ministro Paulo Guedes foi alvo de críticas num debate, promovido pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com  os economistas Ricardo Carneiro e Luiz Gonzaga Belluzzo. Eles consideram “desalentadoras” as perspectivas da economia brasileira nos próximos anos. Segundo ambos, o projeto econômico do ministro Paulo Guedes, baseado no “Estado mínimo”, está “na contracorrente do que os países centrais promovem hoje no mundo”.

    Os debatedores lembraram que, não apenas Paulo Guedes, mas inúmeros economistas, cujas ideias têm espaço permanente nos meios de comunicação, “defendem incessantemente a agenda do ministro da Economia, suas reformas e sua visão ultraliberal”.

    “Vamos viver nos próximos dois anos uma tragédia, com a economia, na melhor das hipóteses, andando de lado, com formas precárias de emprego crescendo e os donos da riqueza contentes com isso”, disse Ricardo Carneiro.

    Ambos os economistas criticaram os meios de comunicação e seu apoio às ideias de Guedes e dos economistas ultra liberais.  “A maioria dos economistas brasileiros que estudaram fora sofreram uma lavagem cerebral. Todos repetem as mesmas coisas e a imprensa se dedicou a interditar o debate no Brasil”, criticou Belluzzo. “Às vezes eu imagino que os economistas brasileiros estão no planeta Netuno. Não percebem as inter-relações da economia.”

    “Não sei como se formou esse consenso perverso de que a situação externa do Brasil é complicada por causa do risco fiscal”, observou Carneiro.

    “Eles olham sempre os efeitos contábeis, mas os efeitos econômicos eles não olham”, disse Belluzzo. “Economista está virando contador, fica só fazendo conta.”

    A “contração fiscal”, que leva em conta medidas como o Teto de Gastos, reduzindo drasticamente o investimento público, “é quase inacreditável”, afirmou Carneiro. A austeridade fiscal e a entrada do gasto privado no lugar do público pode melhorar indicadores como câmbio e juros. “Mas é péssimo, porque a dívida não cresce, mas o PIB também não.” Para ele, tal visão não é “desinteressada”, mas visa manter a riqueza nas mãos das elites financeiras.

    O país, segundo os economistas, precisa de investimento público e programas para minimizar a crise na base da pirâmide social, mas o que se pode esperar de concreto é o oposto: o fim do auxílio emergencial e o aperto fiscal, a partir de 2021.

    “É preciso ter o objetivo de salvaguardar a vida das pessoas”, afirmou Belluzzo. Para ele, a liberdade de que hoje goza o sistema financeiro, que pode movimentar e promover a fuga de capitais, corrói as economias e “é desestabilizadora para os países periféricos”.

    A crise econômica, iniciada em 2015, agravada governo de Michel Temer e, principalmente, por Jair Bolpelo sonaro e seu ministro da Economia – e mais ainda pela pandemia de coronavírus – exigiria a adoção de obstáculos à fuga de capitais, o que está longe das ideias do grupo que comanda o país.

    (Com informações da EBC, RBA, Congresso em Foco)
  • O ataque a Criciúma e o “Novo Cangaço”

    O ataque a Criciúma e o “Novo Cangaço”

    A ação durou uma hora e quarenta e cinco minutos. Pelo menos 30 homens participaram da operação, na madrugada da segunda-feira.

    Foram usados dez veículos e armamento pesado: fuzis de alto calibre , uma metralhadora .50, de uso restrito das forças armadas, “capaz de perfurar blindados e derrubar pequenas aeronaves”.

    Fizeram reféns, a quem trataram bem mas exigiram que tirassem a camisa. Colocaram barreiras para conter a chegada da polícia, tanto a local quanto das cidades próximas. Jogaram um pacote de dinheiro na rua e recomendaram aos reféns que pegassem.

    Abandonaram os carros num milharal no município vizinho e fugiram, uma das hipóteses é que havia um avião esperando.

    Dez carros, quase todos blindados, foram usados no assalto e abandonados num milharal fora da cidade. Dali provavelmente a quadrilha fugiu de avião.

    Não foi calculado o valor do dinheiro espalhado na rua. Mas com quatro moradores que foram localizados o valor encontrado foi de 810 mil reais. Quanto mais foi recolhido nas ruas?  Quanto levaram os assaltantes? Não se sabe. O Banco do Brasil, a única fonte da informação precisa, diz que não vai revelar.

    Um policial militar e um vigilante ficaram feridos. Não houve mortes. Na fuga. Trinta 30 quilos de explosivos foram deixados.

    O delegado Anselmo Cruz, titular da Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais de Santa Catarina, afirmou que o assalto é o maior da história do estado e que foi possivelmente praticado por criminosos de fora.

    A polícia até o fim desta terça-feira não tinha pistas.

    “Pode até haver integrantes daqui, mas sabemos que esse tipo de ação é proveniente de grupos de fora, principalmente de São Paulo. Não se tem apontamento de que seja ação de facção criminosa, mas de assaltantes até conhecidos no mercado, responsáveis pelas ações mais violentas no Brasil nos últimos anos” —  disse o delegado aos jornais.

    Os carros deixados tinham placas de São Paulo, o que remeteu imediatamente para o PCC.

    Mas a polícia foi cautelosa em atribuir a autoria a facções do tráfico de drogas. A polícia preferiu atribuir ao “Novo Cangaço”, grupos altamente organizados e fortemente armados que tomam e saqueiam cidades em ações relâmpago.

    Araraquara, Botucatu e Ourinhos são cidades paulistas que já sofreram esse tipo de ataque.

    Em tempo:  um ataque semelhante foi feito na terça-feira à noite em Cametá, cidade de 146 mil habitantes, no Pará. Segundo a polícia paraense, desta vez os bandidos explodiram o cofre errado e não levaram o dinheiro pretendido. A polícia de São Paulo informou a prisão de uma mulher, que teria ligações com o grupo. No apartamento dela foram encontradas armas e pacotes de dinheiro.

  • Melo é o prefeito, Manuela não conseguiu tirar os eleitores de casa

    Melo é o prefeito, Manuela não conseguiu tirar os eleitores de casa

    Os mais de 400 mil porto-alegrenses que não foram votar ou votaram branco ou nulo neste domingo decidiram pelo continuísmo representado por Sebastião Melo. Foram 404.431 votos.

    Melo, o vencedor, recebeu 370.550 votos.

    A segunda colocada, Manuela D’Ávila, recebeu 307.745 mil votos.

    Manuela disse no final do primeiro turno que seu maior desafio era tirar de casa os 358.217 eleitores que não foram votar no primeiro turno.

    Apenas 3.525 eleitores atenderam aos apelos da campanha eleitoral.

    Votação com 100% das urnas:

    Sebastião Melo: 370.550
    Manuela d’Ávila: 307.745
    Abstenções: 354.692
    Nulos: 28.801
    Brancos: 20.938
    Soma de abstenções, nulos e brancos: 404.431

     

  • Eleições 2020: Caetano e Paula Lavigne doaram 200 mil para a campanha de Manuela

    Eleições 2020: Caetano e Paula Lavigne doaram 200 mil para a campanha de Manuela

    A campanha de Manuela D’Ávila à prefeitura de Porto Alegre já arrecadou R$ 5.038.897,13, segundo a Justiça Eleitoral. Sendo R$ 358.510,13 de doações de pessoas físicas (7,11%) e R$ 48.959,00 de financiamento coletivo (0,97%).

    Os maiores doadores da campanha são o casal Caetano Veloso e Paula Lavigne, que juntos doaram R$ 200.000,00.

    O artista, um dos maiores do Brasil, realizou dia 10 de novembro uma Live na internet para arrecadar fundos, tanto para Manuela D’Ávila quanto para Guilherme Boulos, que disputa a prefeitura da cidade de São Paulo. Inicialmente o show online foi proibido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE/RS). Mas, em 5 de novembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou o ato.

    Nas doações, após o casal Caetano e Paula, vem a escritora Beatriz Bracher, que doou R$ 30.000,00 para a candidatura. Ela é membro da diretoria do Instituto Acaia, entidade sem fins lucrativos dedicada à educação, e pertence a uma tradicional família de banqueiros. O pai, Fernão Bracher, foi fundador do Banco Central e Banco BBA, hoje parte do grupo Itaú Unibanco.

    A vaquinha da candidata, que contam com contribuições espontâneas de eleitores e admiradores, arrecadou quase R$ 50 mil (48.959). É o melhor desempenho deste tipo de modalidade na eleição em Porto Alegre. Na lista ainda de doadores há outras dezenas de pessoas que fizeram doações de menor porte.

    Os valores arrecadados ainda não são os definitivos, já que despesas e receitas podem ser inseridas a qualquer momento pelo partido e candidato no sistema da Justiça Eleitoral. Oficialmente, a campanha tem até 15 de dezembro para apresentar as despesas finais.

    As principais fontes de receita dos candidatos são o fundo especial e partidário (dinheiro público). Depois são seguidas de doações de pessoas físicas e a possibilidade do financiamento coletivo. A Justiça Eleitoral definiu em R$ 6,6 milhões o teto de gastos para cada um dos concorrentes à prefeitura de Porto Alegre.

    Para chegar no segundo turno, Manuela D’Ávila gastou R$ 10,14 para cada voto obtido, enquanto Sebastião Melo gastou R$ 7,24.

    Do total arrecado, a campanha de Manuela já indicou despesas no valor de R$ R$1.899.387,77 .

    O maior gasto é com instituo de pesquisa Methodus, que já recebeu R$ R$255.000,00 por pesquisas e teste eleitorais.

    Ranking doadores campanha de Manuela D’Ávila (PCdoB)
    
    - Direção Nacional (PCdoB)               R$ 2.954.000,00
    - Direção Nacioan (PT)                   R$ 1.677.428,00
    - Paula Mafra Lavigne                    R$ 100.000,00 
    - Caetano Emmanoel Viana Telles Veloso   R$ 100.000,00
    - Financiamento Coletivo                 R$ 48.959,00
    - Beatriz Sawaya Botelho Bracher         R$ 30.000,00
    
    Fonte: Divulgação de Contas TSE
  • Eleições 2020: grandes empresários são os financiadores da candidatura Melo

    Eleições 2020: grandes empresários são os financiadores da candidatura Melo

    A candidatura de Sebastião Mello ao cargo de prefeito de Porto Alegre arrecadou exatos R$ 1.482.681,99. Valores informados à Justiça Eleitoral.

    Do total, R$ 478.800,21 são doações de pessoas físicas, o que representa 32,29% do total arrecado (R$ 1.482.681,99). Os dados estão disponíveis no site do TSE.

    Os sete maiores “mecenas” da campanha emedebista são os empresários Ricardo Antunes Sessegolo, diretor do grupo Goldsztein; José Isaac Peres, sócio do grupo Mulitplan, ambos doaram R$ 40 mil. E os sócios do grupo Abelim, empresa que atua no processamento e importação de carne, Michele Shen Lee, Maximiliano Chang Lee, Lee Shing Wen, Eduardo Shen Pacheco da Silva e José Roberto Fraga Goulart.

    Ricardo Sessegolo, empatado no 1º lugar no ranking de maiores doadores, é do ramo da construção civil, diretor da Goldsztein e ex-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul, o SINDUSCON-RS.

    José Isaac Peres, que também foi um dos maiores doadores da campanha de Nelson Marchezan Júnior (com R$ 70000), é fundador e acionista do Grupo Multiplan, responsável pelo Barra Shopping Sul. O grupo também controla outros 18 shoppings de alto padrão, em seis estados brasileiros.

    Já os sócios Lee Shing Wen, chinês naturalizado brasileiro, Michele Shen Lee, Maximiliano Chang Lee, Eduardo Shen Pacheco da Silva, descendentes do país asiático, e José Roberto Fraga Goulart, atuam na importação de produtos alimentícios, mais especificamente no segmento de proteína animal, tendo como base duas marcas: a Alibem, produtora de carne suína; e a Agra, produtora de carne bovina. Ambas estão entre as cinco maiores exportadoras de carne do sul do país.

    Outras dezenas de pessoas também aparecem na lista de doadores da campanha de Melo. Os valores arrecadados ainda não são os definitivos, já que despesas e receitas podem ser inseridas a qualquer momento pelo partido e candidato no sistema da Justiça Eleitoral. Oficialmente, a campanha tem até 15 de dezembro para apresentar as despesas finais.

    A principal fonte de receita dos candidatos é o fundo especial e partidário (dinheiro público). Depois aparecem doações de pessoas físicas. Há ainda possibilidade de financiamentos coletivos. A Justiça Eleitoral definiu em R$ 6,6 milhões o teto de gastos para cada um dos concorrentes à prefeitura de Porto Alegre.

    Para chegar no segundo turno, Sebastião Melo gastou R$ 7,24 por voto. Já sua adversária, Manuela D’Ávila, gastou R$ 10,14.

    Do total arrecado, a campanha de Melo já indicou despesas no valor de R$1.451.725,73. O maior gasto é com a produtora Cubo Filmes, R$ 278.256,00.

    Ranking doadores campanha de Sebastião Melo (MDB) 
    
    - Direção Nacional (MDB)                   R$ 720.900,00
    - Direção Estadual (MDB)                   R$ 202.481,78
    - Direção Nacional (Democratas)            R$ 80.500,00
    - Ricardo Antunes Sessegolo                R$ 40.000,00
    - Jose Isaac Peres                         R$ 40.000,00
    - Michele Shen Lee                         R$ 36.000,00
    - Maximiliano Chang Lee                    R$ 36.000,00
    - Lee Shing Wen                            R$ 36.000,00
    - Jose Roberto Fraga Goulart               R$ 36.000,00
    - Eduardo Shen Pacheco da Silva            R$ 36.000,00
    
    Fonte: Divulgação de Contas TSE

     

  • Ibope mostra Sebastião com 49% dos votos e Manuela com 42%

    Ibope mostra Sebastião com 49% dos votos e Manuela com 42%

    Sebastião Melo (MDB) tem 49% contra 42% das intenções de voto de Manuela D’Ávila (PCdoB) no segundo turno das eleições para a Prefeitura de Porto Alegre. Os números são da pesquisa Ibope, divulgada nesta terça-feira, 24/11.

    Ainda, brancos e nulos são 5%, enquanto 4% não sabem/não responderam.

    Se considerados somente os votos válidos, ou seja, excluindo brancos e nulos, Sebastião Melo tem 54% e Manuela, 46%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

    Foram ouvidos 805 eleitores da capital, entre os dias 22 e 24 de novembro. A pesquisa tem identificação na Justiça Eleitoral e foi encomendada pelo grupo RBS.

    No primeiro turno mais de 33% dos eleitores de Porto Alegre não compareceram à votação. Convencer esses eleitores a irem votar pode ser decisivo na disputa.

    Foi a primeira pesquisa do Ibope para o segundo turno na Capital. Na semana passada uma pesquisa do Instituto Paraná apontava Melo com 53% e Manuela tendo 32% das intenções do voto. Comparando os números, nota-se uma diminuição da diferença entre os candidatos. A eleição ocorre domingo, 29/11.

  • Fiscal do Carrefour é presa temporariamente por participação no assassinato de Beto

    Fiscal do Carrefour é presa temporariamente por participação no assassinato de Beto

    A Polícia Civil pediu e a justiça decretou a prisão temporária de Adriana Alves Dutra, 51 anos, pelo prazo de 30 dias, prorrogável pelo mesmo período. O pedido feito pela polícia e ratificado pelo Ministério Público foi inicialmente pela prisão preventiva de Adriana, que é investigada pela participação na morte de João Alberto Silveira Freitas, na última quinta-feira, 19/11, no supermercado Carrefour da zona norte de Porto Alegre.

    Agente de fiscalização do supermercado, Adriana é vista em vídeos da morte de João Alberto andando ao redor da vítima e parece falar por meio de um rádio. Ela ainda é flagrada tentando impedir as filmagens e discute com outros clientes. A funcionária, que aparece em imagens de camisa branca, calça preta e crachá, ameaça pessoas que gravavam o fato. “Não faz isso, não faz isso senão vou te queimar na loja”, diz.

    Adriana se apresentou no Palácio da Polícia nesta terça-feira e foi avisada da prisão. Para a delegada Roberta Bertoldo, ela é a superior hierárquica dos homens que espancaram e asfixiaram a vítima, os seguranças Marcos Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva, que já estão presos desde a noite do assassinato. A fiscal é investigada por homicídio doloso triplamente qualificado, assim como os seguranças.

    Adriana Alves Dutra teria acionado os dois acusados, que faziam a segurança do estabelecimento naquela noite, para conduzir a vítima para fora da loja, onde ele foi agredido e morreu. A polícia informou que a suspeita deixou a casa onde mora logo após o fato, sem informar onde estava, o que também sustentaria o pedido de prisão. A Advogada dela afirmou que Adriana saiu de casa por se sentir ameaçada.

    A Juíza Cristiane Busatto Zardo esclareceu que é preciso verificar a participação de Adriana Alves Dutra e, talvez, de outras pessoas neste caso. A magistrada disse que não afasta a necessidade, mas antes de se cogitar a prisão preventiva, é preciso investigar melhor a posição da representada nos fatos. “Entendo, assim, que a prisão temporária se mostra mais adequada, neste momento, permitindo à Autoridade Policial que colha os elementos que forem necessários e possíveis aos esclarecimentos dos fatos”. A justiça também esclareceu que a prisão não viola a lei eleitoral, já que a mulher é moradora da Região Metropolitana, em cidade que não terá segundo turno.

    A Polícia Civil também investiga a possível participação de outras pessoas no crime e pretende esclarecer o motivo do soco que João Alberto deu em um dos seguranças, o que desencadeou a reação abusiva dos seguranças, e se há registros de outros desentendimentos de Beto ocorridos no supermercado.

    ONU pede investigação independente da morte

    A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu às autoridades brasileiras que seja investigada de maneira “rápida, completa, independente, imparcial e transparente” a morte de João Alberto Silveira Freitas.

    Em comunicado, a porta-voz da alta comissária, Ravina Shamdasani, disse que a morte de João Alberto “é um exemplo extremo, mas infelizmente muito comum, da violência sofrida pelos negros no Brasil”, onde há “persistente discriminação estrutural”. Segundo ela, Bachelet salienta que é preciso apurar se o crime foi motivado por preconceito racial.

    A morte ocorreu na noite de quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra, no supermercado Carrefour, em Porto Alegre.

    Conforme a porta-voz da alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, o racismo, a discriminação e a violência contra afrodescendentes no Brasil “são documentados por dados oficiais, que indicam que o número de vítimas afro-brasileiras de homicídio é desproporcionalmente maior do que outros grupos”.

  • Vice na sombra: Bruno Covas e Sebastião Melo têm algo em comum

    Vice na sombra: Bruno Covas e Sebastião Melo têm algo em comum

    No debate do Roda Viva desta segunda-feira, 23/11, na TV Cultura, foi levantada mais uma vez a questão do vice que o candidato Bruno Covas tenta manter na sombra durante sua campanha à reeleição como prefeito de São Paulo.

    O vereador Ricardo Nunes, do MDB, vice na chapa de Covas, tem registro policial de violência contra a mulher e uma investigação no Tribunal de Contas por suspeita de superfaturamento em creches alugadas à prefeitura. Estas acusações já foram publicadas pelo blogueiro Felipe Neto e motivaram um processo, mas a Justiça não mandou retirar as denúncias do ar.

    Covas, no Roda Viva, voltou a repetir que não há nada provado contra seu vice e que ele está sendo atacado porque é uma figura popular. Mas a verdade, como comentaram os entrevistadores do programa, é que Covas só fala do vice quando questionado.

    Enquanto seu adversário, Guilherme Boulos, não perde oportunidade de mencionar a sua vice, Luiza Erundina, Covas não cita o vice nem na propaganda.

    Nisso se parece ao candidato Sebastião Melo, do MDB, cujo vice Ricardo Gomes, atual DEM, também fica na sombra e mal aparece na propaganda eleitoral.

    Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Gomes foi eleito vereador na esteira das manifestações de apoio ao impeachment de Dilma Roussef e defendendo uma política liberal e a favor de privatizações. Com histórico em atuação e promoção de sociedades empresariais ligadas ao liberalismo, presidiu o Instituto de Estudos Empresariais (IEE), associação que reúne empresários, forma lideranças políticas e realiza eventos como o Fórum da Liberdade.

    O vice de Melo foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Marchezan, mas brigou e rompeu com o atual prefeito ao discordar da lei que modificou o IPTU na Capital gaúcha. Ricardo Gomes é contra o projeto, que classifica como aumento abusivo de imposto. Eleito pelo PP, trocou de partido e está no DEM, e foi o indicado para vice de Melo.

    Gomes já denominou a chapa como de “centro-direita” e age como ligação ao empresariado gaúcho liberal e com forças próximas ao bolsonarismo, ainda que ele, Gomes, não se declare abertamente apoiador do presidente da República.

    A eleição no segundo turno ocorre no próximo domingo, dia 29. Em Porto Alegre disputam o voto Sebastião Melo (MDB) e Manuela D’Ávila (PCdoB), que tem como vice em sua chapa Miguel Rosseto (PT).

     

  • Sinais de virada em São Paulo: Boulos segue subindo, Covas perde força na reta final

    Sinais de virada em São Paulo: Boulos segue subindo, Covas perde força na reta final

    A seis dias da eleição, a pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira aponta sinais de virada em São Paulo, com o candidato do PSOL, Guilherme Boulos mantendo a forte tendência de alta e o prefeito Bruno Covas (PSDB) em queda.

    De acordo com a pesquisa, Boulos ganhou cinco pontos em uma semana, chegando a 40% das intenções de voto, enquanto Covas se manteve nos mesmos 48% do levantamento realizado nos dias 17 e 18.

    A pesquisa mostra que a Boulos conseguiu o voto de pessoas que antes diziam votar branco ou nulo.

    A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Considerando os votos válidos, que exclui brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos, Boulos oscilou de 42% para 45% dos votos válidos, enquanto Covas oscilou negativamente de 58% para 55%. Este é o critério usado pela Justiça Eleitoral determinar o resultado oficial da eleição. Para vencer no 2º turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

    A principal diferença do segundo turno para o primeiro é o tempo de TV, que passou a ser dividido de forma igualitária entre os candidatos. No primeiro turno, ancorado em sua coligação de dez partidos, Covas teve 3 minutos e 29 segundos no horário eleitoral de TV, contra 17 segundos de Boulos.

    Boulos cresceu em intenções de voto sobretudo nos estratos mais jovens do eleitorado: ele cresceu 6 pontos entre os eleitores de 16 a 24 anos e três pontos entre os eleitores de 25 a 34 anos.

    Covas, entretanto, mantém sua vantagem em todos os recortes de renda familiar: vence tanto entre os mais ricos quanto entre os mais pobres. Guilherme Boulos, por outro lado, tomou a dianteira entre os eleitores com ensino superior.

    O Datafolha mostra que o atual prefeito recebeu a maior fatia de votos dos principais concorrentes de ambos no primeiro turno: 45% dos eleitores de Márcio França vão votar em Covas e 72% dos eleitores de Russomanno votarão no tucano.

    A pesquisa foi realizada no dia 23 de novembro, ouviu 1.260 pessoas na cidade de São Paulo e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número SP-0985/2020. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.