Autor: da Redação

  • Doença desconhecida leva 300 a hospitais na India

    Uma doença ainda não identificada levou centenas de pessoas a serem hospitalizadas na cidade indiana de Eluru, durante o fim de semana, com uma morte registrada. Nenhum dos pacientes internados desde sábado (5) estava infectado pelo novo coronavírus.

    Mais de 300 pessoas foram hospitalizadas no fim de semana por causas desconhecidas, mas com sintomas comuns, segundo anunciaram as autoridades indianas nesta segunda-feira (7). Os pacientes apresentavam sintomas como convulsões, perda de consciência e náuseas.

    Pelo menos um dos doentes hospitalizados morreu, após uma parada cardiorrespiratória, e as autoridades investigam a doença desconhecida que afetou a população de Eluru, no estado de Andhra Pradesh.

    “As pessoas que adoeceram, especialmente as crianças, começaram a vomitar de repente, depois de se queixarem de ardor nos olhos. Algumas delas desmaiaram ou tiveram convulsões”, disse um médico do Hospital do Governo de Eluru ao jornal The Indian Express, citado pela BBC.

    O surgimento da enfermidade ocorre ao mesmo tempo em que a Índia continua a combater a pandemia de covid-19, sendo o segundo país com maior número de infeções em todo o mundo, e o estado de Andhra Pradesh um dos mais afetados. No entanto, a covid-19 não foi a causa das hospitalizações em massa dos últimos dias.

    O número de pacientes começou com 55 à meia-noite de sábado e subiu para 170 na manhã de domingo. No fim do dia de domingo, as hospitalizações já tinham subido para 270 e à meia-noite para 315. Segundo as autoridades, pelo menos mais 50 pessoas estão internadas em hospitais privados, devido à mesma doença.

    Cerca de 180 pacientes já tiveram alta hospitalar, mantendo-se o restante internado, com situação considerada estável.

    “Todos os pacientes tiveram resultados negativos à covid-19”, afirmou à imprensa Dolla Joshi Roy, autoridade responsável do distrito West Godavari de Eluru. “A taxa de recuperação é boa e não há necessidade de pânico”, acrescentou.

    De acordo com nota divulgada pelas autoridades de saúde do estado de Andhra Pradesh, as análises no sangue não apresentaram qualquer infecção viral, como dengue ou chikungunya, ambas causadas por picada de mosquito. Foram ainda recolhidas amostras de água de mais de 57 mil casas, uma vez que foi detectada uma origem comum de abastecimento de todos os pacientes.

    “A causa é desconhecida, mas ainda estamos realizando todos os tipos de testes, incluindo a alimentos e ao leite”, disse Roy.

    Especialistas do Instituto de Ciências Médicas da Índia e um neurologista de outro estado também se deslocaram a Eluru para fazer mais testes neurotóxicos e aguardam os resultados.

    (Com Agência Brasil)

  • Veto à reeleição de Maia e Alcolumbre é vitória de Bolsonaro

    Veto à reeleição de Maia e Alcolumbre é vitória de Bolsonaro

    O Supremo Tribunal Federal decidiu neste domingo vetar a possibilidade de reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para os respectivos cargos.

    A decisão foi feita em plenário virtual. Entenda os votos:

    Reeleição de Rodrigo Maia – 4 votos a favor e 7 contra;

    Reeleição de Davi Alcolumbre – 5 votos a favor e 6 contra.

    A votação começou na 6ª feira, 4, e foi concluída na noite deste domingo, 6.

    A expectativa era por uma decisão favorável. Os votos dos demais ministros deveriam vir na sequência do relatório de Gilmar, que se manifestou a  favor da reeleição em ambas as Casas.

    A forte reação nas redes sociais e na mídia tradicional contra a liberação das reeleições pesou na  reviravolta final.

    O veto à reeleição no legislativo é uma vitória para o presidente Jair Bolsonaro, porque pavimenta o caminho para o Planalto ter um aliado no comando dos deputados e dos senadores a partir de fevereiro de 2021.

    No entendimento do relator, Maia e Alcolumbre poderiam se reeleger, mas deveria haver uma regra para que fosse permitida apenas uma recondução. Ele foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski. Nunes Marques acompanhou o relator, mas em relação à candidatura de Alcolumbre apenas.

    Edson Fachin, Luís  Barroso e Luiz Fux seguiram os votos das ministras Carmen Lúcia e Rosa Weber e do ministro Marco Aurélio Mello, contrários à reeleição. Ao proferir seu voto, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, disse que a norma constitucional “impede a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente a do primeiro ano da legislatura”.

    Segundo Fux, “não há como se concluir pela possibilidade de recondução em eleições que ocorram no âmbito da mesma legislatura sem que se negue vigência ao texto constitucional.”

    Resultado final
    Como o ministro Nunes Marques votou contrário à candidatura da reeleição de Rodrigo Maia, na mesma legislatura, para a presidência da Câmara; e a favor da candidatura de Davi Alcolumbre, para o Senado; o placar final da votação, em sessão de julgamento no plenário virtual, ficou em 7 votos a 4 contra a Maia e 6 a 5 contra Alcolumbre.

    (Com EBC, G1 e Congresso em Foco)

  • “Quem vai resolver as coisas no país é a cidadania autônoma”, diz sociólogo

    “Quem vai resolver as coisas no país é a cidadania autônoma”, diz sociólogo

    Eduardo Maretti, da RBA

    A taxa de desemprego vem batendo recordes, chegando a 14,6% no trimestre encerrado em setembro (14 milhões de pessoas), segundo o IBGE. O Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 3,9% em relação ao mesmo período de 2019, com retração de 3,4% no acumulado em 12 meses. Mas o cenário é visto com entusiasmo pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Olhando apenas para o movimento do segundo para o terceiro trimestre, ele comemora a alta de 7,7% desse momento, dizendo que “a economia (está) voltando em ‘V’ como nós dissemos antes”. Para economistas críticos ao governo, a falta de respostas à crise de emprego não é um percalço, mas um projeto. Projeto este que está levando ao despertar da “cidadania autônoma”, na visão do sociólogo Cândido Grzybowski.

    Para ele, as eleições de 2020 demonstram uma percepção popular de necessidade de reagir ao ódio e à inércia que marcam o discurso do poder.

    “Tanto o governo, quanto o mercado e a mídia de modo geral ainda dobram a aposta na agenda de reformas (administrativa e tributária), que trariam crescimento ao incentivar o investimento privado. Mas isso é muito difícil de ocorrer num cenário de baixíssima demanda e altíssimo desemprego”, diz o economista Marco Antônio Rocha, do Instituto de Economia da Unicamp.

    “A única saída que eles enxergam são as reformas, como se fossem necessidades absolutas, mas a sociedade não participa do debate, como no caso das reformas da Previdência e trabalhista. Eles creem que essas reformas vão resolver e são completamente relutantes em pensar políticas de crescimento econômico”, destaca Ana Luiza Matos de Oliveira, professora da Flacso-Brasil.

    Tempos sombrios

    Mas, para ela, as prioridades do governo de Jair Bolsonaro e Guedes não revelam “burrice”, como alguns avaliam. “A ideia de cortar direito e piorar a qualidade de vida das pessoas atende a interesses específicos, de uma elite que nunca aceitou os direitos sociais e se recusa a dividir com a população os frutos das riquezas do Brasil”, acrescenta a professora.

    A constatação encontra exemplos clássicos na história brasileira moderna: a derrubada de Getúlio Vargas (1954), João Goulart (1964) e Dilma Rousseff (2016), governos populares que tentaram desenvolver politicas de inclusão no país. Em resumo, o cenário é sombrio, com a expectativa de uma “tragédia nos próximos dois anos”, nas palavras do economista Ricardo Carneiro.

    Mas toda essa desconstrução de hoje – na opinião do sociólogo Cândido Grzybowski, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) – vem de há mais tempo. “Começou pela politica, e pela politica contaminou a economia. Então vem a pandemia, enfrentada por cada país com respostas diferentes, que dependem de condições políticas internas. Nação rica e poderosa, os Estados Unidos vivem situação similar à do Brasil.”

    Não é por acaso. Ambos os países são governados pela extrema direita, com Donald Trump e Bolsonaro, que menosprezaram a “gripezinha”. “No nosso caso e dos americanos, é uma combinação de pandemia com pandemônio”, brinca o sociólogo.

    As eleições e a cidadania autônoma

    Entretanto, é sob uma abordagem política, a partir das eleições municipais, mas não só, que Grzybowski enxerga motivos para otimismo. Para ele, a crise e sua potencialização pela pandemia de coronavírus fermentam nas bases da sociedade um movimento já perceptível, refletido nas eleições municipais – que mostraram também uma reação ao ódio alimentado por Bolsonaro e seu governo.

    No triste Brasil de Bolsonaro percebe-se uma “reação de solidariedade” como há muito não se observava, na opinião do analista. “As eleições mostraram, sim, que a cidadania faz a diferença. Nunca tivemos uma eleição com tanta gente eleita por movimentos, mas movimentos autônomos. Esse fenômeno mostra que, em última análise, quem vai resolver as coisas no país é a cidadania.”

    A superação não é fácil, principalmente pelo fato de a crise sanitária comprometer de maneira dramática a possibilidade de ação da cidadania no espaço público. “A pandemia criou grandes dificuldades nesse sentido. Ela afeta exatamente o espaço público da palavra e da ação. Mas eu vejo um ressurgir de algo maior do que os partidos, que não estão dando conta nem da pandemia nem da política. O que surge é uma cidadania mais autônoma.”

    O movimento que se pode observar se refletiu em 2020 com indígenas, quilombolas, negros, LGBTs, mulheres de diferentes partidos de esquerda virando prefeitos e vereadores. “As mulheres se assumindo enquanto mulheres, e não tanto como PT, PSol, PCdoB etc. Isso é muito interessante como perspectiva”, aponta o sociólogo.

    Cidadania autônoma

    A comunidade LGBT celebrou mais de 450 mil votos e 48 candidatos eleitos em 15 de novembro. Ao menos 25 candidatos que se identificaram como transexuais, bissexuais, gays ou lésbicas se elegeram vereadores no primeiro turno das eleições. Linda Brasil (Psol), primeira trans eleita para a Câmara Municipal de Aracaju, foi a mais votada na capital de Sergipe (5.773 votos) e será a primeira trans a ocupar cargo político no estado. Em Belo Horizonte, outro exemplo, com a professora Duda Salabert (PDT) elegendo-se a primeira vereadora trans, com 37.613 votos.

    Em 15 de novembro, foram eleitos oito prefeitos de origem indígena, 33% a mais do que em 2016. O número total de indígenas que concorreram nas eleições municipais subiu de 1.715, há quatro anos, para 2.216 em 2020.

    Essa “cidadania autônoma”, na opinião de Grzybowski, é um movimento que “começa a corroer pelas bordas, e é pelas bordas que as coisas vão mudar”. “Poderemos ser surpreendidos com um grande movimento num futuro próximo. Pode não ser no ano que vem, mas no processo de 2022, que essa insubordinação que se exprime politicamente possa surgir e levar o processo de atropelo, como foram as Diretas Já”, diz.

    O sociólogo do Ibase acredita que, das figuras políticas que surgiram no atual contexto, “menos presos a estigmas partidários”, se destacam Guilherme Boulos (Psol) e Manuela D’Ávila (PCdoB). “Eles foram muito maiores que os partidos.”

    Bolsonaro e igrejas derrotados

    Para além das legendas partidárias, os laços “que se teceram” nas periferias das cidades são, no momento, imperceptíveis, em parte pelo isolamento forçado pela pandemia, e porque os meios de comunicação dominantes ignoram esse movimento. “Isso não é notícia, mas tem um potencial explosivo. Desconstrói o discursos das igrejas, que não constrói laços.”

    A realidade surgida das eleições municipais representa clara derrota para Bolsonaro e de sua retórica do ódio, contra a diversidade e racista. Mas não só. Grzybowski vê no processo, também, uma ameaça às igrejas neopentecostais. “Não é que mudou estruturalmente, mas mudou a atitude de parte da sociedade em relação às igrejas.”

    No entanto, o processo será longo e difícil, prevê o sociólogo, até porque, ao contrário de Bolsonaro, a direita não perdeu, está extremamente ativa e tem aliança com os meios de comunicação. “Vamos sofrer, porque institucionalmente não podemos tirar Bolsonaro. A crise é real, e Guedes é protegido pela direita um pouco mais civilizada. Eles lamentam Bolsonaro, mas apoiam Guedes”, diz  Grzybowski.

    “Não temos soluções imediatas à vista, mas temos condições para uma revolta popular. Basta vir a vacina para que a gente possa ir para a rua com segurança”, acrescenta. Não é por acaso que Bolsonaro faz o conhecido e errático discurso de sabotagem sistemática à imunização contra a covid-19 no país.

  • Minha Casa Minha Vida: 100 mil moradias inacabadas, 500 mil tomadas pelo tráfico

    Minha Casa Minha Vida: 100 mil moradias inacabadas, 500 mil tomadas pelo tráfico

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3) a Medida Provisória que institui o programa “Casa Verde e Amarela”, para financiar moradias populares.

    A matéria segue para aprovação do Senado.

    A medida provisória foi editada em agosto e tem que ser aprovada até fevereiro, quando perderá a validade. O novo programa substitui o Minha Casa Minha Vida, vitrine dos governos Lula e Dilma, que ainda tem 100 mil moradias com obras paralisadas.

    Outras 500 mil unidades estão tomadas por facções do tráfico de drogas e grupos milicianos, segundo estimativa do próprio ministro do Desenvolvimento.

    Segundo o governo, o Minha Casa Minha Vida será extinto à medida em que as obras inacabadas forem concluídas.

    A meta do governo é atender 1,6 milhão de famílias de baixa renda com o financiamento habitacional até 2022.

    O programa financia com juros subsidiados a construção e reforma de residências para famílias com até R$ 7 mil de renda mensal na área urbana e com até R$ 84 mil de renda ao ano na área rural.

    O governo subsidia os juros que variam de 0,5% a 4,5% ao ano conforme a faixa de renda.

    O relator do projeto, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) disse que mais  de 500 emendas apresentadas foram rejeitadas.

    A oposição tentou adiar a votação. Uma das alegações é que o novo programa exclui  as famílias mais carentes, com renda de até R$ 1.800 mensais. Também foi criticada a falta de um teto para o comprometimento da renda dos beneficiários do programa.

    Entretanto, na hora de votar o texto-base, a oposição foi favorável ao texto, que foi aprovado por 367 votos a 7.

    O novo programa substitui o Minha Casa Minha Vida, vitrine dos governos Lula e Dilma. Segundo o governo, o Minha Casa Minha Vida será extinto à medida em que as obras forem concluídas.

    Na quinta-feira, ao comentar a aprovação da MP do Casa Verde e Amarela na Câmara, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, admitiu que ainda estão paradas obras relacionadas a 100 mil moradias do Minha Casa Minha Vida.

    No entanto, ele afirmou que pretende retomar a construção de 40 mil unidades até o fim deste ano. Marinho disse que o Minha Casa Minha Vida tem méritos, mas também muitos problemas. Entre eles, construção de conjuntos habitacionais distantes das cidades, sem infraestrutura urbana. Com a ausência do poder público nessas áreas precárias cerca de 500 mil unidades foram tomadas pelo tráfico e milícias, estimou o ministro.

    — Existem problemas insolúveis no curto prazo, ligados a questão jurídica, desapropriação de terra, inadequação de projetos, falta de infraestrutura urbana. Esse é o grande problema do programa Minha Casa Minha Vida — afirmou Marinho, ao participar de evento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic).

    Além da mudança de nome, a nova política habitacional do presidente Jair Bolsonaro acaba com a faixa de beneficiários com renda mais baixa, de até R$ 1,8 mil. No Minha Casa Minha Vida a casa é praticamente doada nessa faixa, com prestações simbólicas.

    O novo programa terá como foco famílias com capacidade de assumir financiamento (com renda entre R$ 2 mil e R$ 7 mil). Além disso, passará a atuar em duas novas frentes: regularização de terrenos em parcerias com estados e prefeituras e reformas de casas. Marinho afirmou que a aprovação da MP vai permitir ao governo federal entregar 100 mil casas a cada ano devido ao corte nos juros para as famílias e na taxa de remuneração da Caixa Econômica Federal, agente operador do programa.

    O Casa Verde e Amarela busca ampliar o acesso à moradia no Norte e no Nordeste com condições mais facilitadas de financiamento nessas regiões. A meta do presidente Jair Bolsonaro é entregar mais 350 mil residências, atingindo 1,6 milhão em quatro anos, considerando as obras em andamento do Minha Casa Minha Vida. Também faz parte do plano regularizar dois milhões de moradias, fora de áreas de risco, e reformar 400 mil casas.

    O texto aprovado pela Câmara permite ao Executivo alterar por decreto o valor máximo do imóvel financiado e as faixas de renda das famílias beneficiadas. Hoje, é preciso alterar leis no Congresso para fazer essas mudanças.

    O relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), estendeu a redução tributária atualmente vigente para as empresas no novo programa e incluiu a criação de um fundo para concessão de registros eletrônicos de imóveis. Foram apresentadas mais de 500 emendas à MP, quase todas rejeitadas pelo relator. A votação durou 9 horas e meia, mas o governo venceu a obstrução da oposição.

  • Grande vencedor do Prêmio CAU-RS Briane Bicca será conhecido dia 15

    Grande vencedor do Prêmio CAU-RS Briane Bicca será conhecido dia 15

    Está em curso a votação para o Prêmio Destaque Briane Bicca, condecoração máxima dentro do Prêmio CAU-RS deste ano. Os eleitores são todos os profissionais registrados na seção gaúcha do Conselho de Arquitetura e Urbanismo.

    Criado em 2019, quando o patrono foi Roberto Py Gomes da Silveira (in memoriam), primeiro presidente do CAU no Estado, o prêmio é um reconhecimento por contribuições para a promoção e valorização da Arquitetura e do Urbanismo.

    Brianne Bicca, falecida em junho de 2018, nacionalmente conhecida por sua luta pela preservação do patrimônio histórico e cultural, nomeia o prêmio destaque deste ano.

    O destaque está sendo eleito on line, até domingo, dia 6/11, entre os dez premiados, distribuídos entre pessoas físicas e jurídicas em quatro categorias: poder público, iniciativa privada, movimentos sociais e imprensa.

    Os premiados foram escolhidos pela comissão julgadora entre os indicados na primeira etapa, em novembro, por conselheiros do CAU/RS,  presidentes das entidades que compõem o Colegiado das Entidades de Arquitetura e Urbanismo do CAU/RS e representantes do Fórum das Entidades de Arquitetos e Urbanistas do Rio Grande do Sul.

    Jornal JÁ é um dos premiados 

    O CAU divulgou cards para a votação do prêmio destaque, que termina domingo

    Indicado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil no Estado, este Jornal JÁ é um dos dez premiados deste ano, na categoria Imprensa (pessoa jurídica). O editor Elmar Bones agradece em nome da equipe e destaca que o JÁ tem uma história de 35 anos cobrindo a cidade e que, apesar de pequena, a empresa tem tido uma produção contínua e jornalisticamente relevante.

    Conheça os vencedores de 2020  que estão concorrendo ao Prêmio Destaque 2020 – Briane Bicca. O resultado será conhecido em cerimônia virtual no dia 15 de dezembro.

    Lista dos vencedores:

    Poder Público:

    Pessoa Física: José Luiz Stédile

    Pessoa Jurídica: IPLAN – Instituto do Planejamento de Santa Maria

    Pessoa Jurídica: Prefeitura Municipal de Putinga/RS

     

    Iniciativa Privada:

    Pessoa Física: Iraní Rupolo

    Pessoa Jurídica: Fecomércio-RS

    Pessoa Jurídica: Killing S/A Tintas e Adesivos

     

    Movimentos Sociais:

    Pessoa Física: Cristiano Müller

    Pessoa Jurídica: Amigos da Terra Brasil

     

    Imprensa:

    Pessoa Física: Bruna Fernanda Suptitz

    Pessoa Jurídica: Jornal JÁ

     

  • Lista de Paulo Guedes para privatizações em 2021 inclui até florestas

    Lista de Paulo Guedes para privatizações em 2021 inclui até florestas

    Em reunião presidida pelo ministro Paulo Guedes e com a presença do presidente Jair Bolsonaro o Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), do Ministério da Economia, apresentou a lista de privatizações que o governo pretende concretizar no ano que vem.

    Mais 58 projetos foram acrescentados à lista original e agora são mais de 200 ativos para leilões e projetos de concessão à iniciativa privada, que podem render mais de R$ 500 bilhões em investimentos, segundo a estimativa do governo.

    A privatização de estatais e concessões de serviços públicos estão no foco do ministro Guedes desde o início do governo, sem resultados relevantes até agora.

    Entre os projetos para 2021 estã a privatização de nove empresas estatais: Eletrobras; Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF); Empresa Gestora de Ativos (Engea); CeasaMinas; Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb); Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Minas Gerais (CBTU-MG); Correios; Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa); e Nuclebrás.

    A Eletrobras, avaliada em R$ 60 bilhões, é a jóia da coroa e está na lista desde o governo Temer. Ainda depende da aprovação de um projeto de lei que tramita no Congresso.

    Também está prevista a concessão de 16 portos, entre eles o de Santos (SP) e o de Paranaguá (PR); seis rodovias, com destaque para a Via Dutra, que liga Rio de Janeiro e São Paulo; 24 aeroportos, incluindo a relicitação de Viracopos (SP) e São Gonçalo do Amarante (RN); seis parques e florestas.

    Martha Seillier, coordenadora do programa, explicou que a concessão das florestas “será em bases sustentáveis, que permita a exploração pela iniciativa privada, mas que proporcione à floresta capacidade de se recuperar ao longo do tempo”.

    “As concessões de florestas seguem como fortalecimento da agenda de desenvolvimento sustentável da região, para coibir todas as atividades ilegais dentro dessas áreas, evitar incêndios e grilagem”, disse.

    No total, a carteira do programa de privatizações conta agora com 201 projetos e 15 políticas, que são as prioridades na agenda do governo para futuras concessões, privatizações e parcerias com o setor privado para obras e serviços públicos.

    Além deles, há 48 projetos de estados e municípios que são apoiados pelo PPI.

    Criado em 2016, o Conselho do PPI se reúne ordinariamente três vezes ao ano. Na reunião de quarta-feira, a última de 2020, foi apresentado um balanço do que foi realizado neste ano.

    Foram 18 leilões e projetos.

    Mais 11 estão agendados até o fim de dezembro, entre eles o leilão dos parques nacionais de Aparados da Serra (RS) e Serra Geral (SC), para concessão de serviços públicos de apoio à visitação e à gestão das unidades, e a liquidação do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada, a Ceitec, de Porto Alegre, que atua no segmento de semicondutores.

    Os investimentos nesses ativos devem chegar a R$ 3,9 bilhões, além de R$ 4,7 bilhões em outorgas para a União.

    A política de privatizações do ministro Paulo Guedes foi alvo de críticas num debate, promovido pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com  os economistas Ricardo Carneiro e Luiz Gonzaga Belluzzo. Eles consideram “desalentadoras” as perspectivas da economia brasileira nos próximos anos. Segundo ambos, o projeto econômico do ministro Paulo Guedes, baseado no “Estado mínimo”, está “na contracorrente do que os países centrais promovem hoje no mundo”.

    Os debatedores lembraram que, não apenas Paulo Guedes, mas inúmeros economistas, cujas ideias têm espaço permanente nos meios de comunicação, “defendem incessantemente a agenda do ministro da Economia, suas reformas e sua visão ultraliberal”.

    “Vamos viver nos próximos dois anos uma tragédia, com a economia, na melhor das hipóteses, andando de lado, com formas precárias de emprego crescendo e os donos da riqueza contentes com isso”, disse Ricardo Carneiro.

    Ambos os economistas criticaram os meios de comunicação e seu apoio às ideias de Guedes e dos economistas ultra liberais.  “A maioria dos economistas brasileiros que estudaram fora sofreram uma lavagem cerebral. Todos repetem as mesmas coisas e a imprensa se dedicou a interditar o debate no Brasil”, criticou Belluzzo. “Às vezes eu imagino que os economistas brasileiros estão no planeta Netuno. Não percebem as inter-relações da economia.”

    “Não sei como se formou esse consenso perverso de que a situação externa do Brasil é complicada por causa do risco fiscal”, observou Carneiro.

    “Eles olham sempre os efeitos contábeis, mas os efeitos econômicos eles não olham”, disse Belluzzo. “Economista está virando contador, fica só fazendo conta.”

    A “contração fiscal”, que leva em conta medidas como o Teto de Gastos, reduzindo drasticamente o investimento público, “é quase inacreditável”, afirmou Carneiro. A austeridade fiscal e a entrada do gasto privado no lugar do público pode melhorar indicadores como câmbio e juros. “Mas é péssimo, porque a dívida não cresce, mas o PIB também não.” Para ele, tal visão não é “desinteressada”, mas visa manter a riqueza nas mãos das elites financeiras.

    O país, segundo os economistas, precisa de investimento público e programas para minimizar a crise na base da pirâmide social, mas o que se pode esperar de concreto é o oposto: o fim do auxílio emergencial e o aperto fiscal, a partir de 2021.

    “É preciso ter o objetivo de salvaguardar a vida das pessoas”, afirmou Belluzzo. Para ele, a liberdade de que hoje goza o sistema financeiro, que pode movimentar e promover a fuga de capitais, corrói as economias e “é desestabilizadora para os países periféricos”.

    A crise econômica, iniciada em 2015, agravada governo de Michel Temer e, principalmente, por Jair Bolpelo sonaro e seu ministro da Economia – e mais ainda pela pandemia de coronavírus – exigiria a adoção de obstáculos à fuga de capitais, o que está longe das ideias do grupo que comanda o país.

    (Com informações da EBC, RBA, Congresso em Foco)
  • O ataque a Criciúma e o “Novo Cangaço”

    O ataque a Criciúma e o “Novo Cangaço”

    A ação durou uma hora e quarenta e cinco minutos. Pelo menos 30 homens participaram da operação, na madrugada da segunda-feira.

    Foram usados dez veículos e armamento pesado: fuzis de alto calibre , uma metralhadora .50, de uso restrito das forças armadas, “capaz de perfurar blindados e derrubar pequenas aeronaves”.

    Fizeram reféns, a quem trataram bem mas exigiram que tirassem a camisa. Colocaram barreiras para conter a chegada da polícia, tanto a local quanto das cidades próximas. Jogaram um pacote de dinheiro na rua e recomendaram aos reféns que pegassem.

    Abandonaram os carros num milharal no município vizinho e fugiram, uma das hipóteses é que havia um avião esperando.

    Dez carros, quase todos blindados, foram usados no assalto e abandonados num milharal fora da cidade. Dali provavelmente a quadrilha fugiu de avião.

    Não foi calculado o valor do dinheiro espalhado na rua. Mas com quatro moradores que foram localizados o valor encontrado foi de 810 mil reais. Quanto mais foi recolhido nas ruas?  Quanto levaram os assaltantes? Não se sabe. O Banco do Brasil, a única fonte da informação precisa, diz que não vai revelar.

    Um policial militar e um vigilante ficaram feridos. Não houve mortes. Na fuga. Trinta 30 quilos de explosivos foram deixados.

    O delegado Anselmo Cruz, titular da Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais de Santa Catarina, afirmou que o assalto é o maior da história do estado e que foi possivelmente praticado por criminosos de fora.

    A polícia até o fim desta terça-feira não tinha pistas.

    “Pode até haver integrantes daqui, mas sabemos que esse tipo de ação é proveniente de grupos de fora, principalmente de São Paulo. Não se tem apontamento de que seja ação de facção criminosa, mas de assaltantes até conhecidos no mercado, responsáveis pelas ações mais violentas no Brasil nos últimos anos” —  disse o delegado aos jornais.

    Os carros deixados tinham placas de São Paulo, o que remeteu imediatamente para o PCC.

    Mas a polícia foi cautelosa em atribuir a autoria a facções do tráfico de drogas. A polícia preferiu atribuir ao “Novo Cangaço”, grupos altamente organizados e fortemente armados que tomam e saqueiam cidades em ações relâmpago.

    Araraquara, Botucatu e Ourinhos são cidades paulistas que já sofreram esse tipo de ataque.

    Em tempo:  um ataque semelhante foi feito na terça-feira à noite em Cametá, cidade de 146 mil habitantes, no Pará. Segundo a polícia paraense, desta vez os bandidos explodiram o cofre errado e não levaram o dinheiro pretendido. A polícia de São Paulo informou a prisão de uma mulher, que teria ligações com o grupo. No apartamento dela foram encontradas armas e pacotes de dinheiro.

  • Melo é o prefeito, Manuela não conseguiu tirar os eleitores de casa

    Melo é o prefeito, Manuela não conseguiu tirar os eleitores de casa

    Os mais de 400 mil porto-alegrenses que não foram votar ou votaram branco ou nulo neste domingo decidiram pelo continuísmo representado por Sebastião Melo. Foram 404.431 votos.

    Melo, o vencedor, recebeu 370.550 votos.

    A segunda colocada, Manuela D’Ávila, recebeu 307.745 mil votos.

    Manuela disse no final do primeiro turno que seu maior desafio era tirar de casa os 358.217 eleitores que não foram votar no primeiro turno.

    Apenas 3.525 eleitores atenderam aos apelos da campanha eleitoral.

    Votação com 100% das urnas:

    Sebastião Melo: 370.550
    Manuela d’Ávila: 307.745
    Abstenções: 354.692
    Nulos: 28.801
    Brancos: 20.938
    Soma de abstenções, nulos e brancos: 404.431

     

  • Eleições 2020: Caetano e Paula Lavigne doaram 200 mil para a campanha de Manuela

    Eleições 2020: Caetano e Paula Lavigne doaram 200 mil para a campanha de Manuela

    A campanha de Manuela D’Ávila à prefeitura de Porto Alegre já arrecadou R$ 5.038.897,13, segundo a Justiça Eleitoral. Sendo R$ 358.510,13 de doações de pessoas físicas (7,11%) e R$ 48.959,00 de financiamento coletivo (0,97%).

    Os maiores doadores da campanha são o casal Caetano Veloso e Paula Lavigne, que juntos doaram R$ 200.000,00.

    O artista, um dos maiores do Brasil, realizou dia 10 de novembro uma Live na internet para arrecadar fundos, tanto para Manuela D’Ávila quanto para Guilherme Boulos, que disputa a prefeitura da cidade de São Paulo. Inicialmente o show online foi proibido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE/RS). Mas, em 5 de novembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou o ato.

    Nas doações, após o casal Caetano e Paula, vem a escritora Beatriz Bracher, que doou R$ 30.000,00 para a candidatura. Ela é membro da diretoria do Instituto Acaia, entidade sem fins lucrativos dedicada à educação, e pertence a uma tradicional família de banqueiros. O pai, Fernão Bracher, foi fundador do Banco Central e Banco BBA, hoje parte do grupo Itaú Unibanco.

    A vaquinha da candidata, que contam com contribuições espontâneas de eleitores e admiradores, arrecadou quase R$ 50 mil (48.959). É o melhor desempenho deste tipo de modalidade na eleição em Porto Alegre. Na lista ainda de doadores há outras dezenas de pessoas que fizeram doações de menor porte.

    Os valores arrecadados ainda não são os definitivos, já que despesas e receitas podem ser inseridas a qualquer momento pelo partido e candidato no sistema da Justiça Eleitoral. Oficialmente, a campanha tem até 15 de dezembro para apresentar as despesas finais.

    As principais fontes de receita dos candidatos são o fundo especial e partidário (dinheiro público). Depois são seguidas de doações de pessoas físicas e a possibilidade do financiamento coletivo. A Justiça Eleitoral definiu em R$ 6,6 milhões o teto de gastos para cada um dos concorrentes à prefeitura de Porto Alegre.

    Para chegar no segundo turno, Manuela D’Ávila gastou R$ 10,14 para cada voto obtido, enquanto Sebastião Melo gastou R$ 7,24.

    Do total arrecado, a campanha de Manuela já indicou despesas no valor de R$ R$1.899.387,77 .

    O maior gasto é com instituo de pesquisa Methodus, que já recebeu R$ R$255.000,00 por pesquisas e teste eleitorais.

    Ranking doadores campanha de Manuela D’Ávila (PCdoB)
    
    - Direção Nacional (PCdoB)               R$ 2.954.000,00
    - Direção Nacioan (PT)                   R$ 1.677.428,00
    - Paula Mafra Lavigne                    R$ 100.000,00 
    - Caetano Emmanoel Viana Telles Veloso   R$ 100.000,00
    - Financiamento Coletivo                 R$ 48.959,00
    - Beatriz Sawaya Botelho Bracher         R$ 30.000,00
    
    Fonte: Divulgação de Contas TSE
  • Eleições 2020: grandes empresários são os financiadores da candidatura Melo

    Eleições 2020: grandes empresários são os financiadores da candidatura Melo

    A candidatura de Sebastião Mello ao cargo de prefeito de Porto Alegre arrecadou exatos R$ 1.482.681,99. Valores informados à Justiça Eleitoral.

    Do total, R$ 478.800,21 são doações de pessoas físicas, o que representa 32,29% do total arrecado (R$ 1.482.681,99). Os dados estão disponíveis no site do TSE.

    Os sete maiores “mecenas” da campanha emedebista são os empresários Ricardo Antunes Sessegolo, diretor do grupo Goldsztein; José Isaac Peres, sócio do grupo Mulitplan, ambos doaram R$ 40 mil. E os sócios do grupo Abelim, empresa que atua no processamento e importação de carne, Michele Shen Lee, Maximiliano Chang Lee, Lee Shing Wen, Eduardo Shen Pacheco da Silva e José Roberto Fraga Goulart.

    Ricardo Sessegolo, empatado no 1º lugar no ranking de maiores doadores, é do ramo da construção civil, diretor da Goldsztein e ex-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul, o SINDUSCON-RS.

    José Isaac Peres, que também foi um dos maiores doadores da campanha de Nelson Marchezan Júnior (com R$ 70000), é fundador e acionista do Grupo Multiplan, responsável pelo Barra Shopping Sul. O grupo também controla outros 18 shoppings de alto padrão, em seis estados brasileiros.

    Já os sócios Lee Shing Wen, chinês naturalizado brasileiro, Michele Shen Lee, Maximiliano Chang Lee, Eduardo Shen Pacheco da Silva, descendentes do país asiático, e José Roberto Fraga Goulart, atuam na importação de produtos alimentícios, mais especificamente no segmento de proteína animal, tendo como base duas marcas: a Alibem, produtora de carne suína; e a Agra, produtora de carne bovina. Ambas estão entre as cinco maiores exportadoras de carne do sul do país.

    Outras dezenas de pessoas também aparecem na lista de doadores da campanha de Melo. Os valores arrecadados ainda não são os definitivos, já que despesas e receitas podem ser inseridas a qualquer momento pelo partido e candidato no sistema da Justiça Eleitoral. Oficialmente, a campanha tem até 15 de dezembro para apresentar as despesas finais.

    A principal fonte de receita dos candidatos é o fundo especial e partidário (dinheiro público). Depois aparecem doações de pessoas físicas. Há ainda possibilidade de financiamentos coletivos. A Justiça Eleitoral definiu em R$ 6,6 milhões o teto de gastos para cada um dos concorrentes à prefeitura de Porto Alegre.

    Para chegar no segundo turno, Sebastião Melo gastou R$ 7,24 por voto. Já sua adversária, Manuela D’Ávila, gastou R$ 10,14.

    Do total arrecado, a campanha de Melo já indicou despesas no valor de R$1.451.725,73. O maior gasto é com a produtora Cubo Filmes, R$ 278.256,00.

    Ranking doadores campanha de Sebastião Melo (MDB) 
    
    - Direção Nacional (MDB)                   R$ 720.900,00
    - Direção Estadual (MDB)                   R$ 202.481,78
    - Direção Nacional (Democratas)            R$ 80.500,00
    - Ricardo Antunes Sessegolo                R$ 40.000,00
    - Jose Isaac Peres                         R$ 40.000,00
    - Michele Shen Lee                         R$ 36.000,00
    - Maximiliano Chang Lee                    R$ 36.000,00
    - Lee Shing Wen                            R$ 36.000,00
    - Jose Roberto Fraga Goulart               R$ 36.000,00
    - Eduardo Shen Pacheco da Silva            R$ 36.000,00
    
    Fonte: Divulgação de Contas TSE