Autor: da Redação

  • Prorrogação do abono emergencial é certa; valor e prazo estão em discussão

    A proposta de ampliar o prazo do auxílio emergencial já entrou em discussão na Câmara Federal.

    Pelo menos dez projetos de lei sobre o tema já foram protocolados na Câmara, segundo o G1. Alguns ampliam o prazo de pagamento por mais três meses e outros propõem estender as parcelas até o fim deste ano.

    A previsão é de que seja votada em junho.

    A questão a ser decidida é o valor.  A intenção já manifestada pelo governo é de estender o benefício, mas em um valor inferior aos atuais R$ 600.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou que o Executivo trabalha com valores entre R$ 200 e  R$ 300, o que indica um embate parlamentar, pois há uma tendência em todas as bancadas para manter o valor atual, de R$ 600.

    Entre os líderes partidários, discute-se a possibilidade de criar um grupo de trabalho, envolvendo Câmara, Senado e até o governo, para chegar a um consenso.

     

  • Dois terços dos brasileiros entre 9 e 17 anos ainda não têm acesso à internet
    Foto: Reprodução

    Dois terços dos brasileiros entre 9 e 17 anos ainda não têm acesso à internet

    A expansão do ensino à distância, que tem sido a alternativa durante o periodo de confinamento por conta da pandemia, esbarra no aumento da desigualdade social no Brasil.

    Na faixa entre de 9 e 17 anos de idade, dois terços dos brasileiros ainda não tem acesso à internet, segundo uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).

    Nas famílias cuja renda é de até um salário mínimo, 73% dos alunos dessa faixa etária não navegam na rede quando estão em casa. A partir de 3 salários mínimos, o índice é de 53%.

    O número é ainda maior na zona rural, onde 82% dos alunos não acessam a internet em ambientes privados.

    As pesquisas evidenciam também outras dificuldades:
    -casas sem espaço para estudar e sem saneamento básico;
    – falta de equipamentos como computadores e notebooks;
    – problemas na conexão à internet;
    – falta de formação dos professores para usar tecnologia na educação;
    – baixos índices de leitura.

    Além da falta de internet e de equipamentos, outros fatores dificultam o ensino remoto no país.

    Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, 17,3% das crianças de 0 a 14 anos moram em residências que não têm acesso à rede geral de abastecimento de água e 40,8%, em locais sem conexão com o sistema de esgoto.

    Nas casas em que não há internet, as condições de saneamento são ainda piores: 29,3% sem rede de água e 60%, sem a de esgoto.

    Outro problema é a condição das moradias. A pesquisa mostra que 15,1% das residências em que há adultos e crianças abrigam seis ou mais pessoas. Em 40%, há mais de três moradores por dormitório.

    O equipamento que está mais presente nas residências brasileiras é o televisor (96%). Mesmo entre os mais pobres, das classes D e E, 92% têm o aparelho – mas apenas 9% com canais pagos da TV fechada.

    Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2018, que avalia o uso de tecnologias de informação nos domicílios brasileiros, os computadores portáteis continuam concentrados nas famílias mais ricas: na classe A, 90% têm notebook e 49%, tablet.

    Nas camadas D e E, os índices não chegam a 5%.

    Considerando o recorte regional, no Norte, apenas 19% dos lares têm ao menos um notebook. No Sudeste, que aparece em primeiro lugar, o índice é de 33%.

    Ao mensurar o acesso apenas das crianças e jovens de 9 a 17 anos, a pesquisa mostra que 71% dos mais pobres que tem internet só acessam a rede pelo celular. Na classe AB, apenas 26% têm essa restrição, contando também com notebooks e computadores.

  • Ministério da Saúde contraria OMS e mantém orientação para uso da cloroquina
    No Brasil, o governo ainda insiste na orientação para o uso da cloroquina

    Ministério da Saúde contraria OMS e mantém orientação para uso da cloroquina

    O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira que o governo federal vai manter as orientações para o uso da cloroquina no tratamento da Covid 19, apesar a decisão da Organização Mundial da Saúde, a OMS, que interrompeu testagens com a droga.

    Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, afirma que a pasta tem segurança com a orientação, e vem acompanhando estudos que estão sendo feitos no país.

    A OMS suspendeu temporariamente testes com o medicamento hidroxicloroquina em pacientes com o novo coronavírus.

    Quem comunicou a interrupção foi o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom, nessa segunda-feira. A medida se deu por questões de segurança dos pacientes, até que os dados sejam revisados.

    A organização já havia afirmado que as evidências clínicas não indicavam o uso do medicamento para a Covid-19 até que as pesquisas fossem concluídas. Mas que a decisão sobre a indicação do uso de qualquer medicamento, é de cada país.

    Na semana passada, o Ministério da Saúde publicou uma nova orientação para o uso da cloroquina, indicando inclusive para a fase inicial de sintomas da doença.

    A norma, entretanto, garante ao médico a sua indicação, além da necessidade de autorização de uso dos pacientes. Segundo a pasta, a orientação garante o acesso ao tratamento em todo país.

    Associações médicas brasileiras e o Conselho Nacional de Saúde também se posicionaram contra o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19, alegando ausência de comprovação científica sobre a eficácia do medicamento.

    A posição do Ministério da Saúde segue orientação do presidente Jair Bolsonaro. Uma divergência sobre o uso do medicamento foi, segundo a imprensa, a causa da demissão do ministro Nelson Teich, que deixou o cargo depois de 28 dias.

    No dia 26 de março, em transmissão ao vivo pela internet, o presidente da República, Jair Bolsonaro, defendeu o uso da hidroxicloroquina e cloroquina no combate ao novo coronavírus (Covid-19).

    No pronunciamento, mesmo contrariando o que diz a bula do próprio medicamento, o governante afirmou que a cloroquina não tem efeitos colaterais.

    “Aplica logo, pô”, disse Bolsonaro. “Sabe quando esse remédio começou a ser produzido no Brasil? Ele começou a ser usado no Brasil quando eu nasci, em 1955. Medicado corretamente, não tem efeito colateral”, disse o presidente.

    Bolsonaro chegou a posar para a  CNN, mostrando embalagens do remédio.

    A bula do medicamento explica que o uso da substância apresenta efeitos colaterais comuns em muitos pacientes, como alteração dos batimentos cardíacos, cefaleia, irritação do trato gastrointestinal, distúrbios visuais e urticária, entre outras reações adversas. As orientações ainda explicam que doses diárias altas podem resultar em retinopatia e ototoxicidade irreversíveis.

  • 7,6 milhões recebem a segunda parcela do auxílio emergencial

    Nesta terça, 26, a Caixa Econômica Federal (CEF) credita novos lotes do Auxílio Emergencial, tanto da primeira parcela, para novos aprovados, quanto da segunda, para quem recebeu a anterior até 30 de abril.

    Ao todo, o benefício será pago a 7,6 milhões de trabalhadores, segundo o banco.

    Com os pagamentos desta terça, a Caixa conclui os pagamentos da segunda parcela para os beneficiários que receberam a primeira parcela até 30 de abril e que não fazem parte do programa Bolsa Família.

    Veja quem recebe nesta terça:

    Segunda parcela: 5 milhões trabalhadores inscritos no Cadastro Único ou que se cadastraram através do aplicativo e do site, e que receberam a primeira parcela até 30 de abril, nascidos em novembro e dezembro

    Segunda parcela: 1,9 milhão de trabalhadores beneficiários do Bolsa Família, cujo NIS termina em 7

    Primeira parcela: 700 mil trabalhadores do novo lote de aprovados do benefício, nascidos em setembro

    Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.

    Veja calendário da 2ª parcela

    Depósito em poupança digital e restrição para saque e transferências

    Para os beneficiários que vão receber a segunda segunda parcela e não fazem parte do Bolsa Família, os pagamentos trazem mais restrições: todos vão receber por meio de conta poupança digital da Caixa – mesmo quem recebeu a primeira parcela em outra conta.

    Além disso, a poupança digital não vai permitir transferências inicialmente – apenas pagamento de contas, de boletos e compras por meio do cartão de débito virtual. Transferências para outras contas e saques só serão liberados a partir de 30 de maio (veja o calendário ao final da reportagem).
    Primeira parcela para novos aprovados

    A primeira parcela para esse novo grupo será creditada na conta escolhida pelo beneficiário, da forma como receberam os primeiros beneficiários: nas contas da Caixa, na Poupança Social Digital ou em contas de outros bancos.

    Esses beneficiários também poderão fazer o saque em espécie do auxílio na data da liberação.

    Veja como ficou o calendário de pagamento da 1ª parcela para novos aprovados:

    19 de maio (terça): nascidos em janeiro
    20 de maio (quarta): nascidos em fevereiro
    21 de maio (quinta): nascidos em março
    22 de maio (sexta): nascidos em abril
    23 de maio (sábado): nascidos em maio, junho ou julho
    25 de maio (segunda): nascidos em agosto
    26 de maio (terça): nascidos em setembro
    27 de maio (quarta): nascidos em outubro
    28 de maio (quinta): nascidos em novembro
    29 de maio (sexta): nascidos em dezembro

    Calendário da 2ª parcela

    O calendário do pagamento da 2ª parcela do Auxílio Emergencial começou na segunda-feira (18) e seguirá até 13 de junho.

    O calendário da terceira parcela, que estava prevista para maio, continua sem definição.

    O calendário da segunda parcela vale apenas para quem recebeu a primeira parcela até 30 de abril. O governo não informou quando vai pagar a segunda parcela para quem receber a primeira depois desta data.
    São 3 calendários:

    -um para recebimento em poupança social
    -um para saque em espécie para beneficiários do Bolsa Família
    -um para saque em espécie para poupança social e transferência de recursos

    (Com Assessoria de Imprensa)

  • Ex-ministro da Defesa ironiza ameaça do general Heleno: “Cachorro que late não morde”

    Em nota oficial emitida na sexta-feira, quando circulou a notícia (errada) de que a Justiça poderia requisitar os telefones do presidente da República,  o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, disse que a medida poderia ter “consequências imprevisíveis para a estabilidade institucional”.

    Uma ameça explícita de intervenção militar.

    A ameaça do general Heleno  mereceu um comentário irônico do ex-ministro da Defesa do governo Dilma, Aldo Rebelo: “Não é representativo do que pensam os militares, não terá maiores repercussões. Como dizem na minha terra: “Cachorro que late não morde”.

    Rebelo fez a declaração no debate sobre a maciça presença de militares no governo Bolsonaro,  promovido pelo Comitê de Defesa da Democracia, na sexta-feira e que está no You Tube e no site do jornal JÁ.

    http://www.youtube.com/watch?v=UgjcHJjc6Jk

  • Manifesto de coronéis da reserva ataca STF e diz que imprensa é “tendenciosa e canalha”

    Um manifesto assinado por 92 coronéis da reserva ataca duramente o Supremo Tribunal Federal  e diz que “o noticiário das redes de TV, jornais e rádios (“com raríssimas exceções”) é tendencioso, desonesto, mentiroso e canalha”.

    O manifesto foi divulgado no fim de semana para dar “total e irrestrita solidariedade” ao general Augusto Heleno, que na sexta-feira, em nota oficial, disse que uma possível apreensão dos telefones do presidente Bolsonaro poderá ter “consequências imprevisíveis para a estabilidade institucional”.

    Grafando a sigla STF, com letras minúsculas, o texto dos coronéis  repudia as “sucessivas arbitrariedades, que beiram a ilegalidade e a desonestidade, praticadas por este bando de apadrinhados que foram alçados à condição de ministros do STF, a maioria sem que tivesse sequer logrado aprovação em concurso de juiz de primeira instância”.

    Deputados da oposição minimizaram o alcance do manifesto, dizendo que “são militares de pijamas, mais interessados em cargos no governo Bolsonaro”. Segundo levantamento do jornal O Estado de São Paulo, Bolsonaro já nomeou cerca de 2.500 militares para órgãos de primeiro escalão, incluindo nove dos 22 ministérios.

    Leia a íntegra do manifesto:

    SOLIDARIEDADE AO GENERAL AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA

    Nós, oficiais da reserva do Exército Brasileiro, integrantes da Turma Marechal Castello Branco, formados pela “SAGRADA CASA” da Academia Militar das Agulhas Negras em 1971, e companheiros dos bancos escolares das escolas militares que, embora tenham seguido outros caminhos, compartilham os mesmos ideais, viemos a público externar a mais completa, total e irrestrita solidariedade ao GENERAL AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, não só em relação à Nota à Nação Brasileira, por ele expedida em 22 de maio de 2020, mas também em relação a sua liderança, a sua irrepreensível conduta como militar, como cidadão e como ministro de Estado.

    Alto lá, “ministros” do stf!

    Temos acompanhado pelo noticiário das redes sociais (porquanto, com raríssimas exceções, o das redes de TV, jornais e rádios é tendencioso, desonesto, mentiroso e canalha, como bem assevera o Exmº. Sr. presidente da República), as sucessivas arbitrariedades, que beiram a ilegalidade e a desonestidade, praticadas por este bando de apadrinhados que foram alçados à condição de ministros do stf, a maioria sem que tivesse sequer logrado aprovação em concurso de juiz de primeira instância.

    Assistimos, calados e em respeito à preservação da paz no país, à violenta arbitrariedade de busca e apreensão, por determinação de conluio de dois “ministros”, cometida contra o General Paulo Chagas, colega de turma. Mas o silêncio dos bons vem incentivando a ação descabida dos maus, que confundem respeito e tentativa de não contribuir para conturbar o ambiente nacional com obediência cega a “autoridades” ou conformismo a seus desmandos. Aprendemos, desde cedo, que ordens absurdas e ilegais não devem ser cumpridas.

    Desnecessário enumerar as interferências descabidas, ilegais, injustas, arbitrárias, violentas contra o Exmº Sr. Presidente da República, seus ministros e cidadãos de bem, enquanto condenados são soltos, computador e celular do agressor do então candidato Jair Bolsonaro são protegidos em razão de uma canetada, sem fundamentação jurídica, mas apenas pelo bel-prazer de um ministro qualquer.

    Chega!

    Juiz que um dia delinquiu – e/ou delinque todos os dias com decisões arbitrárias e com sentenças e decisões ao arrepio da lei – facilmente perdoa.

    Perdoa, apoia, põe em liberdade e defende criminosos, mas quer mostrar poder e arrogância à custa de pessoas de bem e autoridades legitimamente constituídas. Vemos, por esta razão, ladrão, corrupto e condenado passeando pela Europa a falar mal do Brasil. Menos mal ao país fizeram os corruptos do mensalão e do petrolão, os corruptos petistas e seus asseclas que os maus juízes que, hoje, fazem ao solapar a justiça do país e se posicionar politicamente, como lacaios de seus nomeadores, sequazes vermelhos e vendilhões impatrióticos.

    O cunho indelével da nobreza da alma humana é a justiça e o sentimento de justiça. Faltam a ministros, não todos, do stf, nobreza, decência, dignidade, honra, patriotismo e senso de justiça. Assim, trazem ao país insegurança e instabilidade, com grave risco de crise institucional com desfecho imprevisível, quiçá, na pior hipótese, guerra civil. Mas os que se julgam deuses do Olimpo se acham incólumes e superiores a tudo e todos, a saborear lagosta e a bebericar vinhos nobres; a vaidade e o poder lhes cegam bom senso e grandeza.

    Estamos na reserva das fileiras de nosso Exército. Nem todos os reflexos são os mesmos da juventude. Não mais temos a jovialidade de cadetes de então, mas mantemos, na maturidade e na consciência, incólumes o patriotismo, o sentimento do dever, o entusiasmo e o compromisso maior, assumido diante da Bandeira, de defender as Instituições, a honra, a lei e a ordem do Brasil com o sacrifício da própria vida. Este compromisso não tem prazo de validade; ad eternum.

    Brasília, 23 de maio de 2020.

    Assinam (o nome aparece em ordem alfabética):

    Adonai de Ávila Camargo Coronel de Infantaria

    Alvarim Pires do Couto Filho Coronel de Infantaria

    Álvaro Vieira Coronel Engenheiro Militar

    Altimelio Silva Pinheiro Homem Coronel de Infantaria.

    Alzelino Ferreira da Silva. Coronel Comunicações

    Amaury Faia Coronel de Infantaria

    Anquises Paulo Stori Paquete Coronel de Infantaria

    Antônio Carlos Gay Thomé Coronel Engenheiro Militar

    Antônio Carlos da Silva Portela General de Brigada

    Antônio Ferreira Sobrinho Coronel de Artilharia

    Augusto Cesar Lobão Moreira Promotor de Justiça

    Carlos Alberto Dias Vieira Engenheiro

    Carlos Alberto Zanatta Coronel Engenheiro Militar

    Carlos Augusto da Costa Brown Coronel de Infantaria

    Carlos Soares Coronel Engenheiro Militar

    Celso Bueno da Fonseca Coronel de Cavalaria

    Chacur Roberto Jorge Major de Material Belico

    Cláudio Eustáquio Duarte Coronel de Infantaria

    Dalton Domingues Coronel do Quadro de Material Bélico

    Décio Machado Borba Júnior Coronel Infantaria

    Édson Pires dos Santos Coronel de Infantaria

    Edu Antunes Coronel de Infantaria

    Eduardo de Carvalho Ferreira Coronel do Quadro de Material Bélico

    Eduardo José Navarro Bacellar Coronel de Comunicações

    Eliasar de Oliveira Almeida Coronel de Artilharia

    Emilio Wagner Kourrouski Coronel de Cavalaria

    Ênio Antonio Alves dos Anjos Coronel de Comunicações

    Fernando Francisco Vieira Major de Artilharia

    Fernando Freire Coronel de Infantaria

    Francisco José da Cunha Pires Soeiro Coronel Engenheiro

    Fernando Ruy Ramos Santos Coronel de Intendência

    Francisco de Assis Alvarez Marques Coronel de Artilharia

    Gabriel Cruz Pires Ribeiro Coronel de Comunicações

    Genino Jorge Cosendey Coronel de Engenharia

    Gilberto Machado da Rosa Coronel de Engenharia

    Ivanio Jorge Fialho Coronel de Intendência

    Jeová Ferreira Rocha Coronel do Quadro de Material Bélico

    Johnson Bertoluci Coronel de Engenharia

    João Cunha Neto Coronel de Infantaria

    João Henrique Pereira Allemand Coronel de Comunicações

    João Vicente Barboza Coronel de Infantaria

    Jorge Alberto Durgante Colpo Coronel de Artilharia

    Jorge Cosendey Coronel de Engenharia

    José Benedito Figueiredo Coronel de Artilharia

    José Carlos Abdo Coronel de Engenharia

    José Eurico Andrade Neves Coronel de Cavalaria

    José Rossi Morelli Coronel de Engenharia

    Josias Dutra Moura Coronel de Intendência

    Julio Joaquim da Costa Lino Dunham

    Juarez Antônio da Silva Coronel de Infantaria

    Lincoln Ungaretti Branco Coronel de Infantaria

    Luiz Antônio Gonzaga Coronel de Artilharia

    Luiz Dionisio Aramis de Mattos Vieira Coronel de Cavalaria

    Luiz Eduardo Rocha Paiva Gen Bda Ref

    Manoel Francisco Nunes Gomes Coronel de Infantaria

    Márcio Visconti Coronel de Cavalaria

    Marco Antônio Cunha Coronel de Infantaria

    Marino Luiz da Rosa Coronel de Comunicações

    Nelson Gomes Coronel de Engenharia

    Moacir Klapouch Coronel de Intendência

    Nilton Nunes Ramos Coronel de Infantaria

    Nilton Pinto França Coronel de Artilharia

    Norberto Lopes da Cruz Coronel de Infantaria

    Osiris Hernandez de Barros Coronel de Cavalaria

    Pascoal Bernardino Rosa Vaz Coronel de Cavalaria

    Paulo Cesar Alves Schutt Coronel de Infantaria

    Paulo César Fonseca Coronel de Infantaria

    Paulo Goulart dos Santos Coronel de Infantaria

    Paulo Sérgio de Carvalho Alvarenga Coronel do Quadro de Engenheiros Militares

    Paulo Sérgio do Nascimento Silva Coronel de Infantaria

    Pedro Sérgio Chagas da Silva Coronel do Quadro de Material Bélico

    Pedro Paulo da Silva Coronel de Infantaria

    Renan Coelho Caldeira Coronel de Intendência

    Renato César do Nascimento Santana Coronel de Infantaria

    Roberto Barbosa Coronel de Infantaria

    Robert Henriques empresário

    Ronald Wall Barbosa de Carvalho Engenheiro e empresário

    Rubens Vieira Melo Coronel de Artilharia

    Rui Antônio Siqueira Coronel de Infantaria

    Sebastião Célio de Aquino Almeida Coronel de Intendência

    Sérgio Afonso Alves Neto Coronel de Artilharia

    Sérgio Antônio Leme Dias Advogado e professor

    Siloir José Soccal Coronel de Intendência

    Téo Oliveira Borges Coronel de Infantaria

    Tércio Azambuja Coronel de Cavalaria

    Tiago Augusto Mendes de Melo Coronel de Artilharia

    Túlio Cherem General de Exército

    Vanildo Braga Vilela Coronel de Engenharia

    Vicente Wilson Moura Gaeta Coronel de Intendência

    Waldir Roberto Gomes Mattos Coronel de Infantaria

    Walter Paulo General de Brigada

    Willard Faria Familiar Coronel de Infantaria

    Zenilson Ferreira Alves Coronel de Artilharia

  • Paulo Guedes sobre corte de aumento a servidores: “Colocamos a granada no bolso do inimigo”

    O economista Paulo Guedes emerge da fatídica reunião ministerial do dia 22 de abril como o ministro mais poderoso do governo Bolsonaro.

    “Eu tenho poder e vou interferir em todos os ministérios, sem exceção”, diz o presidente no vídeo divulgado por determinação judicial na sexta-feira, 22.

    Em seguida ele fez a ressalva: “Se eu tiver que mexer nos bancos, falo com o Guedes (…) Zero problemas com o Paulo Guedes, mas os demais [ministérios] vou [interferir]”, diz Bolsonaro.

    Guedes, empoderado,  foi um dos ministros que mais falou na reunião, em diversas intervenções, nas quais fez  jus à linguagem chula usada pelo presidente.

    Suas declarações, no entanto,  não tiveram grande repercussão na imprensa, que de modo geral apóia sua política.

    Entre outras coisas, ele revela sua urgência em privatizar o Banco do Brasil e comemora a proibição de aumento por dois anos para os servidores (“Botamos a granada no bolso do inimigo”), dando a entender que pretende aprofundar o ajuste fiscal, apesar da crise econômica decorrente da pandemia. “Vamos manter o rumo, vamos manter o rumo”, insistiu.

    Sua declaração mais preocupante, no entanto, refere-se ao financiamento para ajudar as empresas a se recuperarem da crise econômica agravada pela pandemia:

    “Nós vamos botar dinheiro, e … vai dar certo e nós vamos ganhar dinheiro. Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas”.

    A declaração explica as dificuldades que as micro e pequenas empresas estão enfrentando para ter acesso às linhas de crédito já anunciadas pelo governo.

    Esse é o segmento empresarial que mais emprega e que afeta um maior número de pessoas, mas pelas declarações de Paulo Guedes não vai ser uma prioridade nos programas para recuperação da economia.

    Veja as declarações de Paulo Guedes na reunião:

    “O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. Não é privado, nem público. Então se for apertar o Rubem (Rubem Novaes, presidente do BB), coitado. Ele é super liberal, mas se apertar ele e falar: ‘bota o juro baixo’, ele: ‘não posso, senão a turma, os privados, meus minoritários, me apertam’ . Aí se falar assim: ‘bota o juro alto’, ele: ‘não posso, porque senão o governo me aperta’. O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização”.

    Bolsonaro, então decidiu dar a palavra ao presidente do banco, Rubem Novaes, mas Guedes logo interrompeu: “Banco do Brasil a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então tem que vender essa porra logo”.

    “Todo mundo está achando que, tão distraídos, abraçaram a gente, enrolaram com a gente. Nós já botamos a granada no bolso do inimigo – dois anos sem aumento de salário”.

    “E estamos agora no meio dessa confusão, derrubando a última, a última torre do inimigo. Que uma coisa é que nós vamos fazer a reconstrução e a nossa transformação econômica. A outra coisa são as torres do inimigo que a gente tinha que derrubar. Uma era o excesso de gasto na Previdência, derrubamos assim que entramos. A segunda torre eram os juros. Os juros tão descendo e vão descer mais ainda”

    “Nós sabemos para onde nós vamos voltar já, já, tá certo? E se o mundo for diferente, nós vamos ter capacidade de adaptação. Por exemplo: eu já tenho conversado com o ministro da Defesa, já conversamos algumas vezes. Quantos? Quantos? Duzentos mil, trezentos mil. Quantos jovens aprendizes nós podemos absorver nos quartéis brasileiros? Um milhão? Um milhão a 200 reais, que é o Bolsa Família, 300, para o cara. […] Faz ginástica, canta o hino, bate continência. De tarde, aprende, aprende a ser um cidadão, pô! Aprende a ser um cidadão. Disciplina, usar o … usar o tempo construtivamente, pô! […] É voluntário para fazer estrada, para fazer isso, fazer aquilo. Sabe quanto custa isso? É 200 reais por mês, 1 milhão de cá, 200 milhões, pô! Joga dez meses aí, 2 bi. Isso é nada!”.

    “O sonho do presidente de transformar o Rio de Janeiro em Cancún lá, Angra dos Reis em Cancún… Aquilo ali pode virar Cancún rápido. Entendeu? A mesma coisa aí é a Espanha. Espanha recebe trinta, quarenta milhões de turistas. Isso aí é uma cidade da Ásia. Macau recebe vinte e seis milhões hoje na … na China. Só por causa desse negócio. É um centro de negócios. É só maior de idade. O cara entra, deixa grana lá que ele ganhou anteontem, – ele deixa aquilo lá, bebe, sai feliz da vida. Aquilo ali num atrapalha ninguém. Aquilo não atrapalha ninguém. Deixa cada um se foder. Ô Damares. Damares. Damares. Deixa cada um … Damares. Damares. O presidente, o presidente fala em liberdade. Deixa cada um se foder do jeito que quiser. Principalmente se o cara é maior, vacinado e bilionário. Deixa o cara se foder, pô! Não tem … lá não entra nenhum, lá não entra nenhum brasileirinho”.

    “A China é aquele cara que cê sabe que cê tem que aguentar, porque pro cês terem uma ideia, pra cada um dólar que o Brasil exporta pros Estados Unidos, exporta três pra China. Você sabe que ele é diferente de você. Cê sabe que geopoliticamente cê tá do lado de cá. Agora, cê sabe o seguinte, não deixa jogar fora aquilo ali não porque aquilo ali é comida nossa. Nós tamo exportando pra aqueles cara. Não vamos vender pra eles ponto crítico nosso, mas vamos vender a nossa soja pra eles. Isso a gente pode vender à vontade. Eles precisam comer, eles precisam comer”.

    “Montamos um comitê de bancos, estamos lá com o Montezano (do BNDES) agora fazendo justamente a reestruturação. Não vai ter molezinha pra empresa aérea, pra nada disso. É dinheiro que nós vamos botar usando a melhor tecnologia financeira lá de fora. Nós vamos botar dinheiro, e … vai dar certo e nós vamos ganhar dinheiro. Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas. Então, nós estamos fazendo tudo by the book, direitinho”.

  • Caixa informa que 30 milhões já receberam segunda parcela do abono emergencial

    Continua nesta segunda-feira, 25, o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial de 600 reais para os trabalhadores informais que foram incluídos na segunda etapa do programa.

    Podem sacar em dinheiro os beneficiários nascidos em agosto; na terça-feira é a vez dos nascidos em setembro, na quarta os aniversariantes de outubro e assim sucessivamente.

    A caixa orienta que o beneficiário cheque o dia certo do pagamento de acordo com a data de aniversário, antes de ir para a fila.

    Já o pagamento da segunda parcela, para aqueles que já receberam a primeira até 30 de abril, está na reta final.

    Também nesta segunda-feira será creditado na conta digital o auxílio para os nascidos em setembro e outubro, e na terça-feira para quem faz aniversário em novembro e dezembro.

    Já quem preferir sacar em dinheiro vai precisar esperar até sábado dia 30 de maio, o inicio do calendário.

    Ao todo, mais de 55 milhões de pessoas receberam a primeira parcela.

    O pagamento da segunda parcela ultrapassou até o momento 30 milhões de trabalhadores informais.

    Ontem, o banco abriu suas portas para atender o público e informou que já pagou 60 bilhões de reais de auxílio emergencial, isso somando a primeira e segunda parcelas.

    Os cadastros processados para pedir o benefício passaram de 100 milhões. Desse total, 59 milhões foram considerados elegíveis.
    O cadastro no programa pode ser feito até o dia 3 de junho.

    Mais informações pelo telefone 111 ou pelo site da caixa na internet no endereço: caixa.gov.br

    (Com a Agência Brasil)

  • Trump proibe entrada de brasileiros e estrangeiros que passaram pelo Brasil: “Não quero que venham aqui e infectem o nosso povo”

    Trump proibe entrada de brasileiros e estrangeiros que passaram pelo Brasil: “Não quero que venham aqui e infectem o nosso povo”

    A situação da pandemia no Brasil ganha repercussão mundial com a proibição anunciada neste domingo: brasileiros e estrangeiros que tenham passado pelo país nos últimos 14 dias não podem entrar nos Estados Unidos.

    O decreto foi assinado pelo presidente Donald Trump, no domingo, 24.  A entrada passa a ser proibida a partir do dia 29 de maio.

    “Não quero que as pessoas venham aqui e infectem o nosso povo”, declarou  Trump há dez dias, quando o aumento de casos colocou o Brasil em segundo lugar  entre os países com mais pessoas contaminadas, atrás justamente dos EUA.

    Neste domingo, o número de mortes registrado no Brasil (653) foi maior do que nos Estados Unidos (638), segundo a universidade Johns Hopkins.

    “Os Estados Unidos doarão 1.000 respiradores para o Brasil para ajudar nas necessidades de saúde. Essas restrições de viagem são projetadas para proteger os cidadãos dos Estados Unidos e do Brasil e não refletem de forma alguma uma redução no forte relacionamento bilateral entre nossos dois países”, diz o comunicado do governo americano.

    Segundo as agências internacionais,  Trump conversou com o presidente Jair Bolsonaro duas vezes nos últimos dois meses sobre o assunto.

    A cada semana, mais de 1.500 passageiros chegam a aeroportos dos EUA vindos do Brasil. Entre 11 e 17 de maio, cerca de 1.800 viajantes do Brasil entraram nos Estados Unidos.

    Os voos entre os dois países no momento estão bastante reduzidos. Atualmente, os únicos estados dos EUA que ainda operam voos com origem e destino ao Brasil são Texas e Flórida.

    A restrição não será aplicada a pessoas que residam nos Estados Unidos ou sejam casadas com um cidadão americano ou que tenha residência permanente no país, filhos ou irmãos de americanos ou residentes permanentes também poderão entrar, desde que tenham menos de 21 anos.

    Membros de tripulações de companhias aéreas ou pessoas que ingressem no país a convite do governo dos EUA também estão isentas da proibição.

    Neste domingo, os Estados Unidos chegaram à marca de 1.635.192 casos de Covid-19, com  97.599 mortes pela doença, segundo a universidade Johns Hopkins. Já o Brasil tinha 347.398 casos e 22.013 mortes.

    Filipe Martins, assessor especial da presidência brasileira para assuntos internacionais, usou seu perfil em uma rede social para comentar o decreto de Trump.

    “Ao banir temporariamente a entrada de brasileiros nos EUA, o governo americano está seguindo parâmetros quantitativos previamente estabelecidos, que alcançam naturalmente um país tão populoso quanto o nosso. Não há nada específico contra o Brasil. Ignorem a histeria da imprensa”, escreveu.

    Anteriormente, os EUA já tinham proibido a entrada de pessoas provenientes de outros países devido à pandemia de coronavírus: da China (excluindo Hong Kong e Macau), do Irã, de países europeus membros da zona Schengen, do Reino Unido e da Irlanda.

    As autoridades brasileiras também destacaram a cooperação do governo dos EUA à presidência brasileira no combate à pandemia e disseram que “as restrições não afetam o fluxo de comércio entre os dois países”.

    “A decisão do governo dos EUA baseou-se em critérios técnicos, que levam em conta uma combinação de fatores tais como os casos totais, tendências de crescimento, volume de viagens, entre outros.

    A restrição americana tem o mesmo propósito de medida análoga já adotada pelo Brasil em relação a cidadãos de todas as origens, inclusive norte-americanos, e de medidas semelhantes tomadas por ampla gama de países.”, diz a resposta do Itamaraty.

    (Com informações da EBC e G1)

  • Estudo das Nações Unidas prevê queda “sem precedentes” na saúde, educação e nível de vida

    Estudo das Nações Unidas prevê queda “sem precedentes” na saúde, educação e nível de vida

    O Programa  das Nações Unidas para o Desenvolvimento  divulgou uma previsão do impacto global da pandemia nos níveis de saúde, educação e condições de vida.

    Será “um retrocesso sem precedentes no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta”.

    O recuo universal do IDH em decorrência da covid-19 seria o primeiro em 30 anos, desde que o indicador foi criado, em 1990.

    “O mundo passou por muitas crises nos últimos 30 anos, incluindo a crise financeira global de 2007 a 2009. Cada uma delas afetou fortemente o desenvolvimento humano, mas, em geral, os ganhos de desenvolvimento foram acumulados globalmente ano a ano. A covid-19, com seu triplo impacto em saúde, educação e renda, pode mudar essa tendência”, declarou o administrador do Pnud, Achim Steiner, ao comentar as conclusões do estudo.

    De acordo com a análise, a renda per capita global deve cair 4% em 2020, com elevação dos índices de desemprego e endividamento dos governos.

    Na saúde, o colapso dos sistemas de atendimento em todo o planeta deve ir além de não conseguir dar conta dos infectados pela covid-19. Pode inviabilizar o também atendimento de outras doenças, elevando os riscos de morte para outros segmentos, além dos grupos de risco do novo coronavírus.

    Em relatório divulgado na última semana, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estimou que 6 mil crianças podem morrer diariamente de causas evitáveis, nos próximos seis meses, em razão do enfraquecimento dos sistemas de saúde pelo mundo causado pelo coronavírus.

    Segundo o Pnud, a deterioração do IDH será maior nos países pobres e em desenvolvimento.