Autor: da Redação

  • Porto Alegre e mais quatro regiões entram em bandeira vermelha

    Porto Alegre e mais quatro regiões entram em bandeira vermelha

    Com a piora nos indicadores de propagação da Covid-19 e da capacidade de atendimento do sistema de saúde, o governo gaúcho anunciou neste sábado, 20/06, que cinco regiões migraram para bandeira vermelha do sistema de Distanciamento Controlado. Ao todo, 12 das 20 regiões sofreram mudanças.

    O número de novas hospitalizações por Covid-19, nos últimos sete dias, comparado com a semana anterior, apresentou aumento de 55%, passando de 320 para 496. O mesmo se observa com o número de internados em leitos clínicos, que passou de 254 para 386 internações – crescimento de 52%.

    Oito regiões tiveram piora na classificação final e terão maiores restrições de suas atividades. Porto Alegre, Capão da Canoa, Novo Hamburgo, Canoas e Palmeira das Missões, que estavam em bandeira laranja (risco epidemiológico médio) foram para vermelha (risco alto). E três, Pelotas, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul, passaram de amarela (risco baixo) para laranja (médio).

    Já quatro regiões tiveram redução de risco: Caxias do Sul e Uruguaiana, que eram as duas únicas regiões com bandeira vermelha após revisão de dados pelo governo, apresentaram melhora em indicadores e migraram para bandeira laranja. As regiões de Bagé e Santa Rosa também progrediram, saindo da bandeira laranja para amarela.

    O mapa preliminar foi divulgado pelo governador Eduardo Leite, mas os municípios podem, conforme os novos ajustes na sistemática do modelo, apresentar recurso em até 24 horas (18h de domingo). Na segunda-feira (22/6), o Gabinete de Crise fará nova análise e divulgará à tarde as bandeiras definitivas, que serão vigentes de 23 a 29 de junho.

    Marchezan avisa que vai restringir atividades

     

    Na capital, o número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registrado nos últimos 7 dias apresentou um crescimento de 54%, passando de 89 para 137.

    Com isso, o prefeito Nelson Marchezan anunciou em suas redes sociais que pretende diminuir o comércio e a circulação de pessoas nas ruas. “A prefeitura vai fechar, a partir desta segunda-feira, 22, o comércio de Porto Alegre, mantendo abertos apenas os estabelecimentos e serviços expressamente autorizados, restaurantes até 17 h, além dos autônomos e microempreendedores individuais”, escreveu no Twitter.

    “Os motivos levados em conta são o rápido avanço da ocupação de leitos de UTI e a grande circulação de pessoas nas ruas. Nenhum lugar do mundo conseguiu frear o avanço da doença sem evitar circulação de pessoas e restringir atividades econômicas”, completou Marcehzan.

    Uma live será realizada neste domingo pelo prefeito para esclarecimentos das medidas. Será às 15h pelo endereço eletrônico: http://Facebook.com/prefpoa

    Até este sábado, em todo o Rio Grande do Sul já tinham sido contabilizadas 430 mortes por conta da Covid-19.

  • Trump retoma campanha em cidade marcada por massacre racista

    Trump retoma campanha em cidade marcada por massacre racista

    Donald Trump retoma seus comícios em busca da reeleição nesta sábado desafiando o bom senso.

    No ambiente carregado por manifestações anti-racistas que se repetem por todo o pais, ele vai a Tulsa, uma cidade no Oklahoma, que guarda a memória de um dos maiores ataques dos supremacistas brancos, 0corrido há 99 anos.

    Na noite de 31 de maio de 1921 uma horda de brancos invadiu o próspero bairro negro de Greenwood, em Tulsa,  atirando indiscriminadamente em centenas de civis negros e incendiando os negócios, casas, hotéis, igrejas e cinemas no que era então conhecido como “Black Wall Street”.

    Foi um episódio de terror que assombra esta cidade desde então. Cerca de 300 negros foram assassinados, cujos corpos, na maioria nunca foram encontrados. Até hoje existe um comitê local que busca por eles.

    Será o primeiro comício da campanha de Trump  desde o início da pandemia de coronavírus e desafia também as recomendações de autoridades de saúde.  A decisão de realizar uma manifestação em Tulsa causou indignação  na comunidade afro-americana.

    O massacre de 1921 em Tulsa ocorreu no auge da segregação racial no sul profundo e no meio-oeste dos Estados Unidos.

    Foi provocado por confrontos entre uma multidão de linchadores brancos que exigiram a custódia de um afro-americano de 19 anos – acusado falsamente de agredir sexualmente uma jovem branca – e um pequeno grupo de negros armados que veio para defendê-lo.

    Em 24 horas, instalou-se o “caos sangrento”:  uma próspera comunidade de cerca de 10.000 negros viu suas vidas e meios de vida destruídos por brancos recrutados agindo em nome do estado.

    Nenhum americano negro jamais foi compensado por suas perdas. Nenhum americano branco foi acusado pelo incidente. Foi referido como um “motim racial” em vez de um massacre.

    Segudo o Guardian, cerca de 70 apoiadores de Donald Trump estão acampados no centro de Tulsa desde o início da semana, para garantir uma vaga no comício.

    Alguns usam chapéus e alfinetes representando a bandeira de batalha confederada, um símbolo do passado de escravos da América.

    Blocos de concreto foram erguidos nos principais cruzamentos.

    Na noite de quinta-feira, o prefeito de Tulsa anunciou um toque de recolher noturno na cidade, enquanto as preocupações com a agitação continuam aumentando.

    As autoridades de saúde pública da cidade pediram que a campanha fosse adiada, citando temores da disseminação incontrolável do vírus entre os participantes.

    O Guardian registrou que o diretor de comunicações estratégicas de Trump, Marc Lotter, passeava entre apoiadores no início da semana, ladeado por dois guardas de segurança privados, dizendo que o comício era “um grande exemplo de democracia”.

    Leia mais: http://www.theguardian.com/us-news/2020/jun/19/tulsa-oklahoma-white-supremacist-massacre-trump-rally

  • Mercado Público entra em alerta, restringe acesso e mede temperatura de clientes

    Mercado Público entra em alerta, restringe acesso e mede temperatura de clientes

    Com as novas regras para o funcionamento do comercio de Porto Alegre e o crescimento dos numero de pacientes com a Covid-19 ( 2.564 confirmados e 5.265 em investigação), o Mercado Público Central entrou em alerta: fechou os acessos laterais, deixando apenas liberada a entrada pelo Largo Glênio Peres, e passou a medir a temperatura dos consumidores.

    Consumidores mediram a temperatura

    De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, foram confirmados 69 novos casos de pacientes com a Covid-19 nas últimas 24 horas na Capital.

    No fim da tarde desta sexta, dos 618 leitos de UTI, 506 (81,8%) estavam ocupados e 89 (14,4%) eram por pacientes com diagnóstico da Covid-19.

    Até as 18h30, o total de óbitos na Capital chegou a 65 desde que se iniciaram as ações de combate à pandemia.

  • Mulher de Queiroz recebe auxílio emergencial

    Mulher de Queiroz recebe auxílio emergencial

    A mulher do ex-policial e ex-assessor de Bolsonaro, está inscrita e já recebeu a primeira parcela de 600 reais do auxílio emergencial que o governo está pagando a trabalhadores informais e desempregados.

    A confirmação do pagamento foi feita pelo Congresso em Foco por meio do telefone 111, canal da Caixa que informa o status das solicitações do benefício. A busca foi feita pelo CPF de Marcia, que está publicado nos documentos das investigações judiciais de que é alvo.

    Leia mais|: http://congressoemfoco.uol.com.br/justica/mulher-de-queiroz-esta-recebendo-auxilio-emergencial/

  • Filha de Olavo de Carvalho deu a pista de onde estava Queiroz

    Filha de Olavo de Carvalho deu a pista de onde estava Queiroz

    Foi Heloísa de Carvalho, filha do  guru da família Bolsonaro, Olavo de Carvalho quem revelou à polícia o paradeiro de Fabricio Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, preso na quinta-feira.

    Militante contra a extrema direita, Heloísa já publicou  carta denunciando o pai por maus tratos contra ela e seus irmãos. Por essa razão, acabou sendo processada por Olavo.

    No dia 20 de maio, Heloísa postou em rede social uma foto da placa do escritório de Wassef em Atibaia, dizendo:. “Advogado de Flávio Bolsonaro afirma que Queiroz foi exonerado para se aposentar. Sim! E foi curtir uma longa temporada numa casa no meio do nada, em Atibaia”.

    Depois da prisão consumada, nesta quinta-feira, Heloísa e Todd voltaram ao local. Em um novo post no perfil de Todd no Instagram, os dois comemoram o fim do “sumiço” de Queiroz. Na imagem, ambos tomam suco de laranja e, no enunciado, festejam: “Mais um caso resolvido com minha parceira”.

    (Com informações da RBA )

    Leia aqui a reportagem completa  http://analytics.google.com/analytics/web/#/report/content-overview/a157877265w222110561p211054253/ da RBA)

  • Empresa britânica ganha concessão para explorar dez campos da Petrobras

     Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou dez contratos de concessão da Petrobras para a Trident Energy do Brasil, empresa britânica especializada em recuperar campos antigos de petróleo.

    A cessão foi aprovada pela diretoria da ANP nesta quinta-feira (18) e envolve os polos Pampo e Enchova, abrangendo os campos de Badejo, Bicudo, Bonito, Enchova Oeste, Enchova, Linguado, Marimbá, Pampo, Piraúna e Trilha.

    As dez áreas estão na Bacia de Campos, em águas rasas, onde houve uma redução de cerca de 50% na produção, nos últimos 10 anos, segundo a ANP. Em abril, esses campos produziram, juntos, em torno de 22 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), segundo dados do Painel Dinâmico da Produção da ANP.

    “Espera-se que sejam realizados investimentos firmes da ordem de US$ 1 bilhão (previstos nos Planos de Desenvolvimento desses campos) com potencial de adição de 203,5 milhões de barris de óleo em reservas. Adicionalmente, há a previsão de investimentos contingentes da ordem de US$ 1,3 bilhão”, informou a agência em nota.

    Após a assinatura dos termos aditivos aos contratos de concessão, a Trident Energy do Brasil, nova entrante nas atividades de exploração e produção de petróleo no Brasil, será a operadora e única concessionária nesses campos.

  • Assembleia do Rio analisa pedido de impeachment do governador

    Assembleia do Rio analisa pedido de impeachment do governador

    A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro instalou nesta quinta-feira a Comissão de Impeachment que vai analisar denúncias de corrupção contra o  governador Wilson Witzel.

    Duas operações policiais constataram desvios e superfaturamento na compra de equipamentos para o combate à Covid-19.

    A Comissão, composta por 25 deputados de todos os partidos, será presidida pelo deputado Chico Machado, do PSD, tendo como relator Rodrigo Bacellar, do Solidariedade.

    A partir da notificação da denúncia, Wilson Witzel tem um prazo de 10 sessões ordinárias para apresentar sua defesa.

    O relator também vai pedir à Procuradoria Geral da República, ao Superior Tribunal de Justiça, à Polícia Federal e ao Ministério Público do Estado a íntegra da investigação sobre fraudes, reveladas nas operações Favorito e Placebo.

    Outro ofício será encaminhado à Secretaria de Saúde para acesso a informações do processo administrativo instalado. As informações vão complementar a denúncia, como afirma o relator Rodrigo Bacellar.

    Se a denúncia for aceita, com o plenário determinando a continuidade do processo de impeachment, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, é afastado temporariamente do cargo e será julgado por crime de responsabilidade.
    (Com Agência Brasil)

  • Queiroz mandou recado aos Bolsonaro: “Todos vão dançar”

    Queiroz mandou recado aos Bolsonaro: “Todos vão dançar”

    A prisão de Fabrício Queiroz na primeira hora desta quinta-feira  é o mais duro golpe na família Bolsonaro e atinge também o presidente.

    Amigo da família há mais de 30 anos e ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Queiroz era o articulador do esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio durante o tempo em que ele foi deputado estadual no Rio de Janeiro.

    Ele é apontado também como o elo de ligação do senador com as milícias do Rio de Janeiro.

    Quando estava hospitalizado no ano passado, com a polícia no seu encalço, Queiroz postou um vídeo em que ele e sua mulher, Márcia, apareciam dançando.

    O vídeo foi interpretado como um recado cifrado à família: “Estou dançando, mas todos podem dançar comigo se eu for preso”.  Em outra ocasião ele se queixou de que o cerco da polícia estava se fechando sobre ele e “ninguém fazia nada”.

    Há sinais evidentes e numerosos de que desde então ele tem sido protegido pelos Bolsonaro.

    Em operação conjunta do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Civil, Queiroz foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo, e deve ir para o Rio, onde é investigado. A operação denominada “Anjo” teve o apoio da Polícia Civil.

    O MP do Rio também cumpre mandados de busca e apreensão em diversos endereços da capital. Um deles é a casa de Bento Ribeiro, escritório político da família Bolsonaro.

    Ele esteve no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio entre 2007 e 2018 e, no período, emplacou sete parentes na estrutura. Além dele, também foram lotados outros sete parentes dele no gabinete de Flávio desde 2007.

    Entre os parentes de Queiroz investigados junto com ele, estão a mulher, a enteada e duas filhas, uma delas é Nathalia Queiroz, conhecida por ser personal trainer no Rio.

    O endereço onde Queiroz foi preso em São Paulo está em nome do advogado Frederick Wassef que atua na defesa do presidente e do senador Flávio Bolsonaro.

    Além da prisão de Queiroz, o MP-RJ obteve na Justiça a decretação de medidas cautelares que incluem busca e apreensão, afastamento da função pública, o comparecimento mensal em Juízo e a proibição de contato com testemunhas.

    São eles o servidor da Alerj, Matheus Azeredo Coutinho; os ex-funcionários da casa legislativa Luiza Paes Souza e Alessandra Esteve Marins; e o advogado Luis Gustavo Botto Maia.

    Momento da prisão de Fabrício Queiroz (de boné azul) em Atibaia, interior de São Paulo Foto: Reprodução

    Alvo principal desta quinta-feira, Queiroz tenta explicar desde o fim de 2018 uma “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão, no intervalo de um ano, em suas contas.

    Casa de Fabrício Queiroz em Bento Ribeiro também foi alvo da operação da PF e MPF /  Reprodução

    Questionado sobre a movimentação atípica em sua conta, Fabrício Queiroz afirmou que suas transações financeiras eram fruto da compra e venda de veículos usados.

    Porém, além da movimentação de R$ 1,2 milhão, o ex-assessor da Alerj também entrou no radar do Coaf por outros R$ 5,8 milhões movimentados nos últimos três anos. Somados, os valores indicam transações atípicas de R$ 7 milhões.

  • Nada vai mudar no MEC: Weintraub será substituído por secretário olavista

    Nada vai mudar no MEC: Weintraub será substituído por secretário olavista

    O presidente Jair Bolsonaro vai demitir o ministro da Educação, Abraham Weintraub. O atual secretário de Alfabetização da pasta, Carlos Nadalim, deve ser nomeado ministro interino enquanto um nome definitivo não é escolhido.

    A informação foi confirmada pelo Congresso em Foco com auxiliares de Bolsonaro.

    A decisão deve ser publicada no Diário Oficial da União até sexta-feira (19). Nadalim trabalha no MEC desde a gestão de Ricardo Vélez, antecessor de Weintraub no posto.

    Assim como Vélez e Weintraub, o secretário é da ala ideológica do governo influenciada pelas ideias do escritor Olavo de Carvalho.

    O estopim da saída teria sido a participação de Weintraub em ato contra o Supremo Tribunal Federal no domingo (14). “Já falei a minha opinião, o que faria com esses vagabundos”, disse ele.

    Weintraub  é alvo de investigação do Supremo por ter defendido, em reunião ministerial de 22 de abril, que os ministros da mais importante corte do país fossem presos.

    A troca no MEC é  cogitada desde o final de 2019. Weintraub é alvo de insatisfação no Congresso, no STF e na ala militar do governo. Ele já protagonizou atritos envolvendo o Enem, o Fundeb, método de escolha de reitores e resistiu a negociação de cargos no governo.

    O ministro se envolveu em uma disputa com o Centrão nas últimas semanas. Ele resistiu à nomeação de um indicado do bloco informal para o  Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

    Após pressão de Bolsonaro, Weintraub acabou aceitando e foi nomeado para o fundo milionário Marcelo Lopes, ex-chefe de gabinete do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

    No final do ano passado, chegou a demitir um indicado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do ex-ministro das Cidades e atual secretário estadual de Transportes de São Paulo, Alexandre Baldy (PP-GO), do comando do FNDE. Maia já fez diversos discursos contra o ministro.

    (Do Congresso em Foco)

  • Depois de ataque ao STF, apoio de policiais militares a Bolsonaro preocupa governadores

    Depois de ataque ao STF, apoio de policiais militares a Bolsonaro preocupa governadores

    O sinal de alerta acendeu no sábado, quando um bombardeio simbólico com fogos de artifício foi lançado sobre a sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

    No domingo, o governador  Ibaneis Rocha (PMDB) demitiu o coronel Sérgio Ferreira de Souza, comandante em exercício da Polícia Militar do Distrito Federal. Segundo Ibaneis, a PM sabia do ataque e nada fez.

    O foguetório preparado por profissionais, com “ângulo de tiro” sobre o prédio do STF e numa região de alta segurança, durou mais de cinco minutos sem que aparecesse um policial.

    Em entrevista à Folha de S. Paulo, o governador disse que a PM soube que o grupo “300 do Brasil” estava com armamentos e “outros tipos de munições” para atacar o STF e nada fez para impedir.

    “Tivemos as informações de que no tal acampamento dos 300 estava sendo preparado um ataque a instituições da República, como de fato ocorreu no sábado no Supremo”.

    Essa informação, segundo Ibaneis, o levou dias antes a decretar a retirada do acampamento, que há mais de mês ocupava um espaço na Esplanada dos Ministérios. O acampamento foi retirado, mas o ataque não foi desarticulado.

    Segundo ele, a situação mais crítica entre governadores e PM está em São Paulo, onde “são muitas as manifestações públicas de que os policiais militares estão contra o governador João Dória”.

    Dória está em confronto aberto com o presidente por divergência sobre a política de combate ao coronavírus.  Em mensagens que circulam pelas redes sociais, os policiais sustentam uma série de ataques a Dória, chamado de “traidor” e “incompetente”.

    Segundo o jornalista, “integrantes do Palácio do Planalto mantêm contatos diários com lideranças das PMs. Muitos desses contatos são intermediados pelo chamado gabinete do ódio, que identificou entre os policiais militares uma das bases mais fieis ao presidente da República”.

    “Com certeza, o índice de apoio a Bolsonaro é maior nas PMs do que nas Forças Armadas, para as quais todos ficam olhando”, diz um assessor do presidente da República. “As PMs, certamente, farão o que o presidente pedir. Não há dúvidas disso”, acredita.

    “A determinação dos grupos bolsonaristas é manter a tensão entre as PMs e os governadores no grau mais elevado possível, de forma a reforçar o poder que persuasão que Bolsonaro tem entre os policiais militares.”

    “Trata-se de um quadro alarmante”, conclui o jornalista.