Autor: da Redação

  • Manifestações em 20 cidades contra a escalada fascista

    Manifestações em 20 cidades contra a escalada fascista

    Manifestações ocorreram neste domingo, 7, em pelo menos 20 cidades brasileiras, contra o governo Bolsonaro e as ameaças à democracia.

    Em Brasília, São Paulo e Rio ocorreram também manifestações a favor do governo, menores.

    Apenas em São Paulo foram registrados atos de violência, já na dispersão dos manifestantes, no Largo da Batata, em Pinheiros. Um grupo forçou a barreira policial para dirigir-se à avenida Paulista, onde os governistas se concentraram.

    A PM reagiu com violência usando bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, inclusive com o uso de um helicóptero para iluminar as ruas já escuras por onde manifestantes fugiam. Quarenta e cinco pessoas foram detidas.

    Na capital, a Esplanada dos Ministérios, que se dividiu em duas na manhã de domingo.

    A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) se posicionou no gramado central e manteve manifestantes contra o governo do lado esquerdo, onde fica o Ministério da Justiça, e grupos a favor do presidente Jair Bolsonaro no lado direito, onde fica o Itamaraty.

    Na Esplanada dos Ministério, pouco depois das 9h, um grande grupo caminhou até o Ministério da Justiça, onde havia uma barreira policial impedindo o avanço além daquele ponto.

    A manifestação unificou pautas como o combate ao racismo, ao fascismo e contrários ao governo federal. Os manifestantes usavam máscaras, item de uso obrigatório no Distrito Federal, em virtude da epidemia de covid-19.

    Esse grupo ficou na Esplanada por pouco tempo. Às 11h, ele já caminhava de volta, se afastando do Congresso Nacional em direção à Biblioteca Nacional, onde começou a dispersão. O protesto foi pacífico.

    Do lado favorável ao governo, o público saiu às ruas vestido de verde e amarelo. Os manifestantes tiveram acesso à Praça dos Três Poderes, local que tem concentrado apoiadores do presidente aos domingos.

    O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, esteve presente na Esplanada, acompanhando a movimentação e cumprimentando policiais que faziam a segurança da área.

    A Polícia Militar informou que não houve registro de ocorrência durante a manifestação e ninguém foi detido. Além disso, a PM informou que não faz estimativa de público.

    Rio de Janeiro
    Na parte da manhã, um grupo de manifestantes a favor do presidente Jair Bolsonaro fez uma caminhada na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio.  Os manifestantes, muitos vestidos com as cores da bandeira do Brasil, percorreram um trecho do calçadão no final da manhã e carregaram uma faixa intitulada Marcha da Família pró Bolsonaro com Deus, que defendia também “intervenção popular com o Executivo”.

    Um grupo de manifestantes contrários a Bolsonaro também esteve no calçadão, com uma faixa contra integrantes do governo e outra relembrando a vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018.

    Manifestantes contrários ao governo também participaram da segunda marcha Vidas Negras Importam, que foi realizada na tarde de hoje no centro do Rio.

    O protesto percorreu a Avenida Presidente Vargas e teve como principais bandeiras o combate ao racismo e à violência policial, relembrando pessoas negras que morreram no contexto de ações policiais, como o adolescente João Pedro, assassinado em casa no dia 17 de maio, em São Gonçalo, e a menina Agatha Félix, baleada e morta em setembro do ano passado, no Complexo do Alemão.

    São Paulo

    Os manifestantes contra o governo se reuniram no Largo da Batata, zona oeste paulistana, no ato Mais Democracia – antifascista e antirracista. Lideres do movimento discursaram em um carro de som.

    Os participantes gritaram palavras de ordem contra o racismo, contra o fascismo e contra o presidente Jair Bolsonaro. A Avenida Faria Lima chegou a ter um dos lados da via interrompidos para o fluxo de carros.

    O ato havia sido inicialmente convocado para acontecer na Avenida Paulista. Porém, uma decisão determinou que protestos antagônicos não deveriam acontecer no mesmo local. Na semana passada, houve confusão entre participantes de manifestações pró e contra o governo. A Polícia Militar interveio, lançando bombas de gás contra os manifestantes.

    Na Avenida Paulista, em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), um grupo de apoiadores do presidente Bolsonaro se reuniu com bandeiras do Brasil e cartazes.

    Desde o final da manhã, a Polícia Militar esteve presente na região da Paulista com unidades da cavalaria, viaturas e bloqueios para revistar as pessoas que saíam das estações do metrô. S

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o patrulhamento buscava garantir a segurança da população e proteger o patrimônio. A corporação usou drones para monitorar tanto o Largo da Batata, como a Paulista. Algumas imagens foram disponibilizadas nas redes sociais da PM.

    Apesar da determinação de que os atos acontecessem em lugares distintos, um grupo contra o presidente também se reuniu em uma das extremidades da Avenida Paulista, na Praça do Ciclista. Um cordão de policiais militares com escudos, entretanto, não permitiu que o grupo avançasse na via e o protesto permaneceu a mais de um quilômetro de distância dos apoiadores do presidente.

    (Com informações do G1 e Agência Brasil)

  • Apagão nas estatísticas da pandemia escancara o despreparo do governo Bolsonaro

    Apagão nas estatísticas da pandemia escancara o despreparo do governo Bolsonaro

    A confusão criada pelo Ministério da Saúde na divulgação dos números de contaminações e mortes causadas pela Covid 19 provocou uma avalanche de críticas ao governo, dentro e fora do país.

    Numa primeira divulgação, o ministério apresentou números coerentes com a evolução da pandemia no país: seriam 37, 3 mil novos casos de contaminados com 525 mortes nas últimas 24 horas.

    A redução drástica no número de mortes, quase à metade da média dos últimos dias, surpreendeu e gerou suspeitas de manipulação.

    Horas depois uma nova estatística do Ministério revelou a grande discrepância nos dados: seriam 36, 4 mil novos casos (quase mil a menos do que o número anteriormente divulgado) e 1.382 mortes em 24 horas, uma diferença de 825 mortes a menos em relação ao dado anterior.

    A confusão vem coroar uma política errática que o governo federal, por orientação do próprio presidente, vem adotando, inicialmente minimizando os perigos da pandemia, que não passaria de uma gripezinha, depois questionando as estratégias de isolamento social adotadas pelos Estados e Municípios.

    Bolsonaro trocou dois ministros – Henrique Mandetta e Nelson Teich, ambos médicos – e acabou colocando um general da reserva no Ministério da Saúde.

    A principal preocupação do governo desde então parece ser a questão das estatísticas. Primeiro duvidando  dos números apresentados diáriamente e insinuando que estavam sendo manipulados, forncecendo material para a imprensa disseminar o medo na população.

    A primeira providência foi mudar o horário de divulgação dos dados de cada dia, para evitar que fossem divulgados com destaque nos noticiários da televisão no início da noite.  Culminou com essa confusão dos números que até o início da manhã desta segunda-feira não tinha sido esclarecida pelas autoridades.

  • Bolsonaro promete isentar de imposto a importação de armas por policiais e militares

    Bolsonaro promete isentar de imposto a importação de armas por policiais e militares

    Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (6) que pretende “brevemente” isentar policiais e militares do imposto sobre importação de armas.  Nessas duas categorias o presidente tem uma de suas principais bases de apoio.

    Segundo O Globo, Bolsoanro afirmou que a medida “vai ajudar todo o pessoal dos artigos 142 e 144 da nossa Constituição”. O artigo 142 da Constituição vem sendo usado frequentemente por Bolsonaro e aliados para defender uma possível intervenção militar.

    “Dizer aos senhores que brevemente, já está bastante avançado, uma boa notícia, nós vamos poder importar armas para uso individual sem imposto de importação. Uma boa medida que vai ajudar todo o pessoal dos artigos 142 e 144 da nossa Constituição. E também vamos atingir o pessoal de segurança das casas legislativas estaduais e a federal, talvez a municipal, não tenho certeza. São medidas que ajudam”, disse Bolsonaro durante a inauguração de um hospital de campanha contra a Covid-19 em Águas Lindas (GO).

    Na quarta-feira (5), Bolsonaro já havia prometido a apoiadores que iria afrouxar ainda mais as regras para o porte e posse de armas de fogo no Brasil.

     

  • Bolsonaro anuncia auxílio menor e pressiona pelo fim do isolamento

    Bolsonaro anuncia auxílio menor e pressiona pelo fim do isolamento

    O presidente Bolsonaro disse na quinta-feira (4) à noite  que está acertado o pagamento de mais duas parcelas do auxílio emergencial, mas com valor inferior aos atuais R$ 600.

    Bolsonaro fez o anúncio durante sua live semanal, transmitida pelas redes sociais. Ele também pressionou pelo fim do isolamento social para combate à Covid 19.

    ” Vai ser menor do que os R$ 600, para ir partindo exatamente para um fim, porque cada vez que nós pagamos esse auxílio emergencial, dá quase R$ 40 bilhões. É mais do que os 13 meses do Bolsa Família. O Estado não aguenta. O Estado não, o contribuinte brasileiro não aguenta. Então, vai deixar de existir. A gente espera que o comércio volte a funcionar, os informais voltem a trabalhar, bem como outros também que perderam emprego”, disse.

    O auxílio emergencial, em três parcelas de R$ 600,| foi aprovado pelo Congresso Nacional em abril  para trabalhadores informais, integrantes do Bolsa Família e pessoas de baixa renda. O governo propôs um valor de R$ 200, que foi aumentado por decisão dos parlamentares.

    Mais de 59 milhões tiveram o benefício aprovado. O novo valor ainda não foi anunciado pelo governo. O mais provável é que ele retorne ao antigo valor de R$ 200.

    Liberação de praia

    Durante a live, o presidente defendeu a liberação de acesso às praias, que está proibida na maioria das capitais litorâneas do Brasil, e que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai emitir um parecer favorável sobre o assunto.

    “O governo federal vai opinar favoravelmente para aquela pessoa ir à praia, agora o juiz de cada cidade, que vai recepcionar esses mandados de segurança, é que vai decidir se o João pode ir para a praia ou não. Eu não vejo nada demais ir para a praia, praia é saúde”, afirmou.

    O fechamento das praias faz parte das estratégias dos governos estaduais e prefeituras para evitar aglomerações.

    O isolamento social é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por especialistas como a principal forma de evitar disseminação em massa do novo coronavírus.

    (Com informações da Agência Bresil)

  • Relatório inclui jornal centenário como divulgador de fake news

    Relatório inclui jornal centenário como divulgador de fake news

    O relatório produzido por consultores legislativos classificou a Gazeta do Povo, jornal fundado em 1919, como divulgador de “notícias falsas”.

    O documento foi produzido a pedido da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, e também inclui outros 47 sites.

    A classificação negativa ao veículo centenário, detentor de diversos prêmios jornalísticos, foi dada, segundo a relatoria da comissão, após consulta de seis agências verificadoras.

    A Gazeta do Povo procurou as seis agências indicadas. Todas desmentiram a versão da CPMI. Comprova, Aos Fatos, Estadão Verifica, Boatos.org, Lupa e E-Farsas relataram não terem sido consultadas ou sequer acionadas pela comissão.

    A CPMI produziu um levantamento sobre sites, canais no Youtube e aplicativos que veicularam propagandas do governo federal por meio da plataforma Google Adwords, uma ferramenta automática que distribui anúncios em sites que possuem o sistema do Google, como a Gazeta do Povo.

    Ou seja, o contratante da propaganda não escolhe diretamente onde quer que seu anúncio seja divulgado.

    A Associação Nacional de Jornais (ANJ) cobrou explicações da CPMI sobre inclusão da Gazeta na lista. “A Gazeta tem sido, ao contrário, uma adversária permanente da desinformação e um veículo de ponta na defesa da pluralidade”, disse o presidente da ANJ, Marcelo Rech. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também se manifestou e revela que o caso Gazeta é exemplo do risco de se deixar o Estado definir o que é fake news.

    Para se ter uma ideia, a verba de anúncios do governo federal via Google Adwords para a Gazeta do Povo foi de R$ 909,16 em 2019 e é de R$ 494,49, do início de 2020 até os dias atuais. O valor tem peso diminuto em relação ao auferido pela Gazeta com assinaturas e outros tipos de publicidade.

    “O critério de enquadramento da CPMI para veículos de comunicação como sendo disseminadores de Fake News deve ser revisto. E óbvio que a Gazeta do Povo não se enquadra nesta categoria,” disse o deputado Ricardo Barros (PP-PR), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das Fake News.

     

  • Propaganda do governo em sites de fake news é a ponta do iceberg

    Propaganda do governo em sites de fake news é a ponta do iceberg

    Em 40 dias, dois milhões de anúncios do governo federal foram veiculados em 47 canais de notícias falsas, 12 de jogos de azar e quatro canais de conteúdo sexual.

    A informação é de um relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o fenômeno das fake news, as notícias falsas que se tornaram uma praga na internet.

    O secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, minimizou o problema dizendo que esses dois milhões representam 4% de um total de 47 milhões de anúncios veiculados.

    E que não foi decisão do governo programar esses canais, pois “não é o governo que define quais os sites que terão anúncios utilizando ferramenta de publicidade na internet, e sim a plataforma”.

    O secretário de Publicidade, Glen Valente, disse à Agência Brasil  que “não é papel da Secom censurar sites e nem definir os veículos que são impróprios para anúncios na internet”.

    Nada disso diminui o tamanho do problema, que recém começa a ser enfrentado.

    Os técnicos a serviço da CPI pediram à Secom um levantamento dos anúncios veiculados no Google num período de 11 meses, mas até agora só conseguiram acesso acesso dos dados 6 de junho e 13 de julho de 2019.

    Segundo o secretário, se fossem efetivados esses 2 milhões de anúncios – o que o governo não confirma – o custo máximo dessa publicidade seria de R$ 10 mil, em um total de R$ 72 milhões utilizados na campanha pela reforma da Previdência.

    Argumento que também não minimiza o problema, segundo a CPI. Mais do que o desperdício do dinheiro público,  grave é a canalização de recursos do governo estimulando atividades ilegais.

    Além da CPI no Congresso, as fake news na internet também são alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal, que investiga ataques e ameaças a ministros.

    Na semana passada, por determinação judicial  uma operação da Policia Federal fez buscas e apreensões nas casas de 29 blogueiros e apoiadores do presidente Bolsonaro, entre eles o blogueiro Allan Santos e o empresário Luciano Hang.

    A ação policial provocou um discurso indignado do presidente, que definiu como “atentado à liberdade de expressão”.

    Este inquérito que nesta quinta-feira ouve a deputada Carla Zambelli pode se tornar ameaçador para o governo se confirmados os indícios de que ataques disseminados por rede clandestina partem de servidores abrigados em gabinetes palacianos.

     

  • Pacote de ajuda dos EUA incluiu cloroquina a pedido do governo brasileiro

    Pacote de ajuda dos EUA incluiu cloroquina a pedido do governo brasileiro

    O embaixador dos Estados Unidos,  Todd Chappman, disse em entrevista à rádio Gaúcha nesta manhã de quarta-feira, 4, que o lote de hidroxicloroquina incluído no pacote da ajuda americana ao combate da codiv 19 no Brasil, atendeu a “um pedido do governo brasileiro”.

    Segundo a embaixada americana, já foram entregues 2 milhões de doses do medicamento ao ministério da Saúde, além de respiradores, outros equipamentos e doações para institutos de pesquisas, num total que chega a 12,5 milhões de dólares.

    O uso da hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19 vem sendo questionado cada vez mais pelas autoridades médicas no mundo inteiro, pela falta de comprovação da eficácia e pelos efeitos colaterais, que podem levar à morte.

    Mesmo nos Estados Unidos há pressão da área médica para que sejam revisadas as regras que indicam o uso do medicamento em pacientes contaminados pelo novo coronavirus.

    O governo Trump, no entanto, se mantém irredutível na defesa da cloroquina, no que é seguido pelo presidente Jair Bolsonaro.

  • Senado congela planos de saúde por 120 dias

    O  Senado aprovou, nesta terça-feira, o projeto que suspende por até 120 dias o reajuste de preços de planos de saúde e por 60 dias os de remédios.

    Como tem uma medida provisória congelando os preços dos remédios, o aumento no preço dos medicamentos fica suspenso também por 120.  A matéria será analisada agora pela Câmara dos Deputados.

  • Auxilio emergencial: Câmara aprova projeto que dá prioridade a mulheres

    O plenário da Câmara foi aprovou nesta terça-feira, 2, o projeto que dá prioridade à mulher chefe de família no recebimento do auxílio emergencial.

    A proposta pretende evitar fraudes por ex-companheiros que pediram o auxílio como se tivessem a guarda dos filhos.

    De acordo com a deputada  Dorinha Seabra Rezende, do Democratas de Tocantins, relatora do projeto, o governo terá que dar preferência à mãe das crianças na hora de pagar as duas cotas R$600.

     

     

     

  • Bilionários que apoiam Trump financiam campanha contra o confinamento

    Bilionários que apoiam Trump financiam campanha contra o confinamento

    “Uma poderosa coalizão conservadora”. Assim o Guardian definiu o grupo de apoiadores do governo Trump que está arrecadando US $ 5 milhões para aplicar em “novos esforços publicitários – online, rádio e imprensa” – para defender a reabertura imediata das atividades econômicas.

    O movimento tem apoio um grupo de médicos e além da retomada das atividades pede redução de de impostos e corte dos “gastos pandêmicos”, para movimentar os negócios.

    A coalizão Save Our Country (SOC), lançada em abril, é integrada por grupos de direita, como FreedomWorks Foundation, Tea Party Patriots e Conselho de Intercâmbio Legislativo Americano (Alec). Teria no total 200 membros, segundo relato do Guardian.

    As autoridades de saúde pública se mantém cautelosas quanto a relaxar as medidas de contenção e liberar as atividades nos estados.

    A epidemia já custou mais de 100 mil vidas aos Estados Unidos e o risco de que uma abertura precipitada resulte numa segunda onda, “ainda mais devatadadora”, é apontado por especialistas do mundo inteiro.

    Os defensores da abertura, no entanto, já estão em campo.

    Segundo o Guardian, os Patriots do Tea Party, em entrevistas de rádio e TV,  estimulam a mobilização “de médicos que pedem aos Estados que se movam mais rapidamente”.

    A líder do Tea Party, Jenny Beth Martin, ouvida pelo Guardian, disse que o grupo tem cerca de 800 membros e sua missão é “educar o público americano sobre os efeitos colaterais não desejados” do isolamento.

    Martin disse que 800 médicos assinaram uma carta em maio a Donald Trump, que considerou os bloqueios um evento de “vítimas em massa”, causando depressão e outros males, e instou Trump a encerrar o “fechamento nacional”.

    A Dra. Simone Gold, de Los Angeles, disse à AP que “não havia base científica com a qual o americano comum deveria se preocupar”. Covid-19 – algo que minimiza todas as evidências médicas sobre os riscos da pandemia.

    Gold também usou o rádio para falar da hidroxicloroquina, um medicamento anti-malária – com que Trump espera bloquear o Covid-19 – apesar das crescentes evidências científicas que traz grandes riscos à saúde.

    Jerry Taylor, um especialista ouvido pelo Guardian disse que “os atores políticos envolvidos com esses grupos estão unidos em dois pontos”:

    1) são hostis à ciência dominante, que eles consideram uma conspiração esquerdista conspiratória para destruir o capitalismo de mercado livre;

    2) tem uma compreensão superficial da economia. “A reabertura total da economia não produzirá uma recuperação econômica até que o coronavírus seja contido e possa permanecer contido ”, afirmou ele.