Autor: da Redação

  • Com R$ 35,6 bilhões em receitas, cooperativas crescem e impulsionam a economia de SC

    As cooperativas catarinenses cresceram 7,22% em 2018. Isso representa 6,5 vezes mais que a economia brasileira.

    A receita operacional bruta foi de 35,6 bilhões de reais, segundo levantamento da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), anunciado nesta semana em Florianópolis.

    O setor catarinense reúne 258 cooperativas, com atuação no campo e nas cidades,  e mais de 2,4 milhões de associados, que representam 63.348 mil empregos diretos.

    Ao apresentar avaliações e projeções, o presidente da OCESC, Luiz Vicente Suzin e o superintendente Neivo Luiz Panho destacaram que em 2018 o setor investiu na base produtiva, na diversificação de produtos e serviços e na qualificação de colaboradores, dirigentes e associados.

    Cooperativismo enraizado

    O quadro social teve uma expansão de 7,41%, alcançando 2,4 milhões pessoas. Consideradas as famílias cooperadas, isso significa que metade da população estadual está vinculada ao cooperativismo.

    Os dirigentes da OCESC realçaram o crescimento do quadro social de jovens e mulheres. O número de jovens até 25 anos que se associaram às cooperativas subiu 12% no ano passado, chegando a 391 mil. Hoje, 16% do total geral de associados pertencem a essa faixa etária jovem. A participação da mulher no quadro social das cooperativas de SC cresceu 3%. Atualmente, 38% dos associados são do sexo feminino, índice que representa 936,5 mil pessoas.

    Em 2018, o número total de empregados diretos aumentou 3,26%, passando para mais de 63 mil colaboradores.

    Expressão dos segmentos
    Os ramos cooperativistas de maior expressão econômica foram o agropecuário, saúde, crédito, consumo, infraestrutura e transporte.

    47 cooperativas agropecuárias representam 62% do movimento econômico de todo o sistema cooperativista catarinense, com faturamento anual de 22 bilhões. No conjunto, essas cooperativas mantêm um quadro social de 71,6 mil cooperados e um quadro funcional de 40 mil empregados.

    O ramo de crédito apresenta o maior número de associados e a segunda posição em movimento econômico, com 5 bilhões de reais no último ano.. São 61 cooperativas que reúnem 1,7 milhão de cooperados, mantendo 9,5 mil empregos diretos.

    O ramo de saúde, com 30 cooperativas e 12 mil associados, faturou 4 bilhões 045 milhões de reais.

    Os ramos de trabalho, produção, habitacional, mineral, especial e educacional, mesmo com menor expressão econômica, são instrumentos para a promoção de renda às pessoas físicas, que organizadas na forma de cooperativas prestam serviços especializados aos mais diversos segmentos da sociedade.

    (Com informações de assessoria)

  • Por folgada maioria Marchezan aprova concessão de parques e praças

    Com o dobro de votos da oposição (24 a 12 ) o prefeito Nelson Marchezan aprovou o projeto que autoriza “a concessão dos serviços de operação, administração, conservação, manutenção, implantação, reforma, ampliação ou melhoramento, bem como o uso de praças e parques urbanos em Porto Alegre”.

    A votação ocorreu na noite desta quarta-feira, 10, durante sessão ordinária da Câmara Municipal.

    Tramitando no Legislativo desde 8 de novembro de 2018, o PL foi discutido e votado durante cinco sessões ordinárias. No total foram apresentadas 19 emendas e duas subemendas.

    Marchezan diz que foram avaliadas as melhores e mais modernas práticas para execução dos serviços municipais, prospectando novas políticas públicas por meio da captação de recursos externos.

    A prefeitura estima uma economia anual de até 5,6 milhões, que seriam gastos na manutenção dos parques urbanos.

    As concessões de que trata esta lei serão formalizadas por meio de contrato, decorrente de licitação.

    Ficam autorizadas as modalidades de concessão comum, concessão patrocinada, concessão administrativa ou concessão de simples uso de bem público.

    Poderão ser objeto de concessão a integralidade de praças e parques urbanos, ou de parcela da área ou dos serviços de operação, administração, conservação, manutenção, implantação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura.

    Fica autorizada a cobrança de ingresso pela concessionária para acesso às áreas fechadas dos parques urbanos em que tenham sido realizados investimentos substanciais pelo concessionário.

    Já a concessão de simples uso de bem público será utilizada, exclusivamente, para praças e para subáreas de parques urbanos. O prazo de concessão será compatível com a amortização dos investimentos previstos, no limite máximo de 35 anos.

    O projeto irá agora para a redação final, ainda na Câmara, e posteriormente encaminhado ao Paço Municipal. No Executivo, o prefeito terá 15 dias úteis para sancioná-lo.

    (Com informações da Assessoria da Prefeitura)

    Cobrança e publicidade

    Em sua proposta original, o Executivo autoriza a cobrança de ingresso pela concessionária para acesso às áreas fechadas dos parques urbanos em que tenham sido realizados “investimentos substanciais” pelo concessionário.

    Além disso, poderão ser objeto de exploração publicitária o mobiliário e demais equipamentos integrantes da concessão.

    emenda nº 4, no entanto, aprovada pelos vereadores, de autoria do vereador Moisés Barboza (PSDB), prevê que “será vedada a cobrança para ingresso nas praças ou parques urbanos concedidos, sendo permitido, porém, que o edital  de licitação e o contrato prevejam a possibilidade de cobrança por serviços ou atividades específicas.”

    O projeto do Executivo abre a possibilidade de serem instituídas novas receitas, além das previstas no edital de licitação e no contrato, mediante autorização e compartilhamento de receitas com o Poder Público.

    “Poderão ser instituídas novas receitas com vista à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, inclusive por conta do acréscimo de encargos do concessionário, por meio de revisão contratual.”

    Emendas

    Emenda 1 – Rejeitada 

    Emenda 2 – Rejeitada

    Emenda 3 – Rejeitada

    Emenda 4 – Aprovada

    Emenda 5 – Retirada

    Emenda 6 – Rejeitada

    Subemenda 1 à Emenda 6 – Retirada

    Subemenda 2 à Emenda 6 – Prejudicada 

    Emenda 7  – Rejeitada

    Emenda 8  – Aprovada

    Emenda 9  – Rejeitada

    Emenda 10 – Rejeitada

    Emenda 11  – Aprovada

    Emenda 12  – Rejeitada

    Emenda 13  – Rejeitada

    Emenda 14  – Aprovada

    Emenda 15 – Prejudicada

    Emenda 16  – Rejeitada

    Emenda 17  – Rejeitada

    Emenda 18  – Rejeitada

    Emenda 19  – Rejeitada

    Texto: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)
              Regina Andrade (reg. prof. 8.423)
              Lisie Venegas (reg. 13.688)
              Fernando Cibelli de Castro (reg. prof. 6881)
    Texto e edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)

  • Imóveis: Melnick bate recorde com vendas de R$ 645 milhões

    A Melnick Even, lider em imóveis de alto padrão no Rio Grande do Sul está comemorando os resultados de 2018 e dos primeiros três meses deste ano.
    No ano passado, a empresa bateu recorde de vendas, chegando a R$ 645 milhões de faturamento bruto. Os lançamentos alcançaram R$ 706 milhões, registrando 90% de crescimento em relação ao ano anterior.
    O início de 2019 segue no mesmo ritmo. Num único dia de promoção , o MeDay, em 30 de março foram vendidos R$ 145 milhões.
    Vários fatores contribuiram para o desempenho positivo, na contramão da crise que que assola o setor de construção do país.
    Entre eles a maior aprovação de projetos pela prefeitura e o desenvolvimento de produtos diferenciados, em nichos de mercado, a maioria com 80 a 90% vendidos. Este ótimo desempenho ajudou a fazer o recorde de vendas.
    Foram seis lançamentos no ano, Vida Viva Linked, Artur 505, Vivio Lindóia, Teená, Pontal e Praça do Sol em Caxias do Sul.
    O grande destaque foi o Pontal, o mais novo cartão postal da cidade. Tudo complementado por uma forte estratégia comercial de transformar a crise e seus problemas em oportunidades de mercado.
    Os resultados foram números excepcionais no cenário do setor. O lucro líquido chegou a R$ 70 milhões. O Landbank está em R$ 4,5 bilhões, o maior do estado.
    Ano promissor
    Em janeiro a empresa anunciou parceria com a Hilton, líder mundial em hotelaria e a Atlântica Hotels, maior administradora hoteleira da América do Sul, para o desenvolvimento do DoubleTree by Hilton Porto Alegre no Pontal, o primeiro empreendimento desta bandeira no Brasil.
    Em 30 de março aconteceu a 8ª edição do Melnick Even Day.  Foi um sucesso, vendendo R$ 145 milhões, comercializando mais que 30% dos estoques.
    Foram 335 atendimentos e 252 vendas, com ticket médio acima de R$ 575 mil. De cada quatro pessoas que foram à empresa, três compraram imóveis.
    Segundo Juliano Melnick, diretor executivo da empresa: “Conseguimos bater nosso recorde de lançamentos e vendas, mesmo num momento complicado de mercado, com destaque ao Pontal, que é parte importante da transformação da orla do Guaíba. Adquirimos ótimos terrenos e estamos mais confiantes este ano. Com a melhora da economia podemos fazer ainda melhor.”
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Mercado Público: após vistoria dos Bombeiros permissionários poderão retomar projetos

    Após o pedido da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), o Corpo de Bombeiros confirmou a realização de vistoria para quinta-feira, 11 de abril. O valor para a execução do projeto foi pago pelos permissionários por meio de uma linha de crédito individual. Após a vistoria, os permissionários que desativaram lojas do segundo andar após o incêndio, poderão apresentar projetos para retomada dos espaços.
    “Ficamos muito felizes com mais este passo para a utilização de todo espaço que o Mercado Público dispõe. Os permissionários estão se mobilizando de forma muito contundente e estamos confiantes no resultado positivo”, destaca a primeira secretária da Ascomepc, Adriana Kauer.

    (Foto: divulgação/PMPA)

    As obras feitas pela associação para a execução do plano de prevenção e proteção contra incêndios (PPCI) contemplam a adequação de duas escadas metálicas e a compra de mais de 200 extintores, que estão espalhados pelo Mercado, inclusive nas lojas de modo individual.Os associados também garantiram a colocação de placas de sinalização das saídas principais e secundárias, para casos de emergência, e desobstrução dos corredores do prédio.
     

  • Tributação de lucros e dividendos reduziriam desigualdade, conclui pesquisa do Ipea

    A pesquisa Imposto de Renda e Distribuição de Renda no Brasil, lançada pelo Ipea nesta segunda-feira, 08, apresenta simulações do impacto da tributação de lucros e dividendos no Brasil sobre a distribuição de renda e a arrecadação. Foram previstos dois cenários: um tributando lucros e dividendos a uma taxa fixa de 15%, e outro a uma taxa progressiva que varia entre 15,0% e 27,5%. Os resultados indicam pequena melhoria na distribuição de renda, discreta devido ao grande nível de concentração de riquezas no país. Verificou-se, porém, um aumento significativo na arrecadação.
    O estudo também reúne projeções de impacto caso a arrecadação adicional gerada por meio da criação do tributo sobre lucros e dividendos fosse usada para custear um aumento do gasto público com saúde, ou se fosse compensado com uma redução do PIS-Cofins.
    Fernando Gaiger, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e um dos autores do estudo, explicou que a tributação de lucros e dividendos de maneira progressiva implicaria um incremento na queda no índice de Gini (utilizado para medir a desigualdade de distribuição de renda de um país) da renda pessoal de cerca de 1%, ao passo que o aumento da arrecadação acompanhada de redução do PIS-Cofins ou de elevação dos gastos em saúde resultaria em uma ampliação da queda do Gini em 1,5%.
    “De um lado, a tributação de lucros e dividendos distribuídos às pessoas físicas, de outro, o emprego desse aumento na arrecadação do IRPF com a redução do PIS-Cofins  (preservando-se, assim, a carga tributária incidente sobre as famílias), ou com o incremento dos gastos em saúde potencializando os efeitos redistributivos”, apontou Gaiger.
    De acordo com a pesquisa, o sistema tributário brasileiro enfatiza os impostos indiretos – que representam mais de 51% da carga tributária bruta total. A insistência do país em impostos sobre bens e serviços (impostos indiretos) – em detrimento de impostos sobre a renda e a propriedade (impostos diretos) – sabota, segundo os autores, a aplicação real do princípio de capacidade contributiva, resultando em um sistema regressivo no qual famílias de renda proporcionalmente menor financiam uma maior fatia do Estado.
    O estudo conclui que a opção por não tributar os lucros e os dividendos implica aumentar a regressividade no bojo do próprio imposto de renda.
    Acesse aqui o estudo completo

  • Ensino médio terá empreendedorismo e investigação científica no currículo

    O novo ensino médio terá formação mais voltada para o empreendedorismo, a investigação científica, os processos criativos e a mediação e intervenção sociocultural.
    Estes são os eixos que vão orientar os chamados itinerários formativos, ou seja, as atividades que os estudantes poderão escolher. O modelo deverá ser implementado nas escolas públicas e privadas do país até 2021.
    Isso significa que, ainda no ensino médio, os estudantes poderão, por exemplo, aprofundar os conhecimentos referentes ao mundo do trabalho e à gestão de empreendimentos.
    Além disso, os estudantes deixarão a escola sabendo mediar conflitos e propor soluções para questões e problemas socioculturais e ambientais identificados em suas comunidades.
    Os eixos que servirão de referência para a estruturação dos itinerários formativos estão em portaria publicada nesta sexta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC). Os referenciais foram definidos pela gestão passada da pasta e já estavam disponíveis na internet desde o fim do ano passado. Agora, foi feita a publicação oficial.
    No novo ensino médio, os estudantes de todo o país terão formação semelhante, orientada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Em um ensino médio com 5 horas diárias de aulas, essa parte ocupará 60% dos três anos de formação, o equivalente a pouco mais que um ano e meio.
    No tempo restante, os estudantes poderão aprofundar os estudos em itinerários nas áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.
    Os referenciais publicados na semana passada servirão para orientar a elaboração dos itinerários formativos.
    Pelo texto, cada um dos itinerários deverá abordar pelo menos um dos eixos estruturantes, podendo abarcar inclusive os quatro. Ou seja, um estudante que optar por fazer, ainda no ensino médio, um curso técnico em informática, poderá aprender questões ligadas a processos criativos dentro da própria área, como fazer uma investigação científica relacionada à informática e assuntos afins e como empreender com o que aprendeu.
    “A intenção é que a partir de 2021, as novas turmas do ensino médio entrem nas redes, sejam públicas ou particulares, em um novo ensino médio, mais antenado como a garotada, com esses jovens que hoje estão na escola. Isso é muito importante”, disse a ex-secretária de Educação Básica do MEC Kátia Smole, que coordenou a elaboração dos referenciais.
    A publicação dos referenciais era a etapa que faltava para que as redes de ensino elaborassem os currículos do ensino médio. Na rede pública, isso caberá aos estados, responsáveis pela maior parte da oferta da etapa de ensino no país.
    “A parte comum [que deverá ser baseada na BNCC] é mais fácil para nós. Estamos nos organizando. Os itinerários são coisas que nunca fizemos. Os eixos estruturantes vão dar um norte para que possamos escrevê-los”, ressaltou a presidente do Conselho Estadual de Secretários de Educação (Consed), Cecília da Motta.
    Cada município deverá oferecer pelo menos dois itinerários formativos aos estudantes. No ensino médio regular, até 20% das aulas poderão ser a distância e, no noturno, até 30% poderão ser ofertadas nessa modalidade.
    Segundo Cecília, os estados vão dialogar com os municípios para verificar as possibilidades de oferta em cada local. A escolha dos itinerários levará em conta, entre outros fatores, as áreas com maior empregabilidade em cada cidade. “Haverá município que poderá ofertar dois itinerários e outros que poderão ofertar mais. Vamos construindo devagar”, acrescentou.
    A previsão é que todos os estados concluam até o fim do ano a elaboração dos currículos. No ano que vem, os professores serão formados para atuar no novo modelo, que chegará nas salas de aula em 2021.
    Apoio do MEC
    A construção e implementação dos currículos cabem prioritariamente aos estados, mas cabe ao MEC auxiliar os entes federativos para que o novo ensino médio saia do papel.
    O Conselho Nacional de Educação (CNE), que foi responsável pela aprovação tanto da BNCC quanto das diretrizes curriculares do ensino médio, também acompanha o processo.
    “Faremos o acompanhamento, o apoio, para que essa implementação possa ser bem-sucedida em relação àquilo que está normatizado”, disse o conselheiro do CNE Eduardo Deschamps, que presidiu a comissão da BNCC no conselho.
    “A expectativa é que, com a implementação do novo modelo, o ensino médio passe a fazer mais sentido e ser mais útil e adequado para os jovens, independentemente do caminho que eles queiram seguir. Se querem seguir para a universidade ou para o mundo do trabalho, que seja uma formação mais vinculada ao projeto de vida que eles têm”, acrescentou Deschamps.
    Na semana passada, o MEC lançou o Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular, que prevê ações como produção de materiais, cursos e impressão de documentos para discussão e formação dos currículos.
    Além disso, a pasta vai ofertar bolsas de estudos e pesquisas, considerando a disponibilidade orçamentário-financeira, para o acompanhamento da elaboração dos currículos e formação de professores.
    (Com informações da EBC)

  • Indústria segue perdendo espaço na economia brasileira

    A atividade industrial no Brasil recuou 0,2% nos primeiros dois meses do ano de acordo com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento industrial (IED).
    A queda mantém a tendência que se verifica desde os anos 80 de queda de participação da indústria de transformação na composição do Produto Interno Bruto (PIB).
    No ano passado, esse setor respondeu por apenas 11,3% da atividade econômica do País, o patamar mais baixo em mais de 70 anos – não há dados anteriores a 1947.
    No fim dos anos 80, a indústria de transformação (que exclui a indústria extrativa) chegou a ter uma fatia próxima de 30% do PIB, mas essa participação depois veio diminuindo rapidamente.
    É provável que 2019 registre um número ainda mais baixo que o de 2018. “É um risco que corremos e uma tendência que vem de longo prazo. Os países continuam avançando na indústria mais sofisticada, e o Brasil não”, diz o economista Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
    Apesar da perda de espaço na economia ser um fator estrutural – no mundo todo, os serviços têm ganhado participação –, há indícios de que, no Brasil, esse fenômeno vem sendo fortalecido por questões conjunturais, como as crises sucessivas.
    Isso ocorre porque, nas recessões, a indústria costuma recuar mais do que o PIB total, mas, nos períodos de crescimento econômico, ela não avança de forma mais acelerada.
    O economista Paulo Morceiro, do Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP, lembra que, entre 2000 e 2008, período de crescimento mais significativo, a indústria apenas acompanhou o ritmo do PIB. “A indústria não avançou mais porque perdeu competitividade para o importado”, diz.
    Um estudo de Morceiro mostra que o PIB do setor industrial caiu de forma acelerada desde 2013 e hoje se encontra em um patamar próximo ao de 2004. Apesar de as importações também terem recuado nos últimos cinco anos por causa da recessão, elas mais do que dobraram desde 2004.
    Para o Iedi, a falta de mecanismos de financiamento, os gargalos na infraestrutura, o sistema tributário complexo e um apoio ineficiente à ciência e tecnologia têm comprometido a produtividade industrial.
    “Nesse ritmo, a indústria brasileira caminhará para um porcentual do PIB inferior a dois dígitos, algo que pode acontecer dentro dos próximos dois anos se as tendências em curso de retrocesso industrial e de vazamento de demanda para o exterior continuarem”, diz um documento do instituto publicado recentemente.
    (Com informações do IEDI e Estadão)

  • 239ª Feira do Peixe começa hoje no Arquipélago de POA

    O lançamento do evento será às 12h, na sede da Colônia de Pescadores Z-5, na Ilha da Pintada, integrante do bairro do Arquipélago de Porto Alegre.
    A festa inclui a escolha da Rainha e do Rei das Ilhas, uma missa em homenagem aos pescadores e um concurso de pesca. Contará, ainda, com apresentações de musicas tradicionalistas e outras atrações culturais, culminando no tradicional Almoço do Peixe na Taquara. A prefeita em exercício Mônica Leal participará do evento.
    O objetivo é fomentar a cadeia produtiva da piscicultura, bem como das demais atividades agrícolas desenvolvidas, além de apresentar o potencial do município no setor de comércio, indústria e serviços.
    “A feira faz parte da história de Porto Alegre e valoriza a atividade dos pescadores, na medida em que gera emprego e renda para as comunidades do arquipélago e pescadores das zonas Sul e Extremo Sul da Capital”, comenta o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Cidade.

    Já no dia 16, acontece a abertura oficial da 239ª Feira do Peixe no Largo Glênio Peres. Simultaneamente, ocorrerão a 17ª Feira do Peixe da Restinga e a 8ª Feira do Peixe do Extremo Sul, em Belém Novo.
    A Feira do Peixe teve sua primeira edição oito anos depois da fundação da cidade, em 1772. Hoje, mais de 250 famílias de pescadores se envolvem diretamente na sua realização. Os peixes mais procurados são tilápia, merluza, tainha, abrótea, corvina e anchova. Na edição de 2018, mais de 700 mil pessoas passaram pelos três pontos de venda e movimentaram cerca de 407 toneladas de pescados – com um valor equivalente a R$ 5,6 milhões.
    Desde 2017, a feira ocorre sem recursos públicos. Tudo é bancado pelos próprios feirantes e pescadores da Colônia Z-5, da Associação dos Pescadores e Piscicultores do Extremo-Sul (Appesul) e atacadistas, com apoio institucional da Divisão de Fomento Agropecuário da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico  (SMDE). Já as festividades do lançamento no arquipélago são promovidas pela Secretaria Municipal de Relações Institucionais (SMRI) por intermédio do Crip Ilhas e Colônia de Pescadores Z-5. Neste ano, a programação traz as seguintes atrações:
    Programação da abertura na Ilha da Pintada, neste domingo, 7 de abril: 
     9h – Missa em homenagem aos pescadores
    10h – Concurso da Rainha e Rei das Ilhas
    Concurso de Pesca – Escola Almirante Barroso
    12h – Abertura oficial – Lançamento da Feira do Peixe 2019
    Almoço do Peixe na Taquara
    13h – Apresentação de Música Tradicionalista – Cantor Xirú
    14h – Oficina de Rádio na Rua – Grupo Oficina de Artes Integradas, na Praça Salomão Pires de Abrahão
    15h – Oficina do Cartão Axé Brasil na frente da Colônia Z-5
    Aula aberta de teatro – Grupo Oficina de Artes Integradas, na Praça Salomão Pires de Abrahão
    16h – Apresentações do Talento Destaque
    18h – Encerramento
    A abertura também contará com as seguintes atrações:
    • Atividades de conscientização do trânsito com a Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC) e circulação fluvial pela Marinha
    • Distribuição de mudas de ervas medicinais com educação ambiental de plantas nativas
    • Feira de quitutes e artesanato
    • Brincadeiras com cama elástica e piscina de bolinhas
    • Apresentação da Escola Unidos do Pôr do Sol
    • Copinha “Descruze os Braços” na Escola Almirante Barroso
    Despesca – Dá início aos preparativos para a Feira do Peixe, com a coleta de carpas e tilápias na quinta-feira, 11. A despesca consiste na retirada dos peixes dos tanques de criatório com redes ou tarrafas. O início da despesca ocorrerá na sede da Appesul, no bairro Vila Nova, em uma propriedade de meio hectare com cinco tanques de beneficiamento.
    Montagem das Feiras –  A montagem dos estandes da abertura oficial da 239ª Feira do Peixe de Porto Alegre começa já neste domingo, 7. Já a da Restinga e do Extremo Sul inicia a partir do dia 15.

    Serviço da Feira do Peixe 2019:
    39ª Feira do Peixe de Porto Alegre
    Dia: 16 a 19 de Abril
    Horário: 8h30 às 20h30
    Local: Largo Glênio Peres
    17ª Feira do Peixe Restinga
    Dia: 17 a 19 de Abril
    Horário: 8h30 às 20h30
    Local: Esplanada da Restinga
    8ª Feira do Peixe do Extremo Sul em Belém Novo
    Dia: 17 a 19 de Abril
    Horário: 8h30 às 20h30
    Local: Praça Inácio Antônio da Silva
  • Campanha busca arrecadar pares de tênis para crianças e adolescentes

    Neste sábado, 6, das 14h às 17h, na Praça da Encol ocorre uma ação da campanha #desafiodotênispoa, que busca mobilizar as pessoas para doarem pares de tênis em bom estado, que serão utilizados por crianças e adolescentes atendidos pelos projetos sociais da prefeitura.
    Voluntários recolherão doações na praça e nas sinaleiras da rótula Nilo Peçanha com Carazinho e Carlos Trein Filho.
    Em caso de chuva o evento será adiado.
    Lançada em 11 de março pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE), em parceria com a Associação dos Moradores da Bela Vista, Mont Serrat e Boa Vista (Amobela) e com o Circuito Gaúcho de Futevôlei, o #desafiodotênispoa tem como meta arrecadar 1,5 mil pares em um mês – a campanha encerra dia 11 de abril. É uma ação realizada dentro do programa Banco do Tênis, criado em 2005. A doação de tênis viabiliza a prática esportiva das crianças em suas comunidades e a participação nas demais atividades.
    A campanha incentiva que os doadores gravem e publiquem um vídeo em suas redes sociais falando da doação e incentivando um amigo a doar e passar a corrente adiante.
    O #desafiodotênispoa tem a parceria da Associação dos Jovens Empresários (AJE), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Jovem POA, Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) Jovem, Sindilojas e Brasil 200.
    As doações podem ser feitas em diversos pontos de coleta. A lista completa pode ser acessada neste link.

  • Antes dos 100 dias, Bolsonaro começa a ceder à "velha política"

    Durou 94 dias a promessa do presidente Jair Bolsonaro de governar sem a “velha politica”, o toma lá da cá que troca cargos e verbas por votos nos parlamentos. Em dificuldades para aprovar a reforma da Previdência, de que depende seu governo, o presidente fez o que os partidos tradicionais, os ninhos do toma lá da cá, queriam: sentou para conversar com os caciques.
    O registro mais preciso da mudança foi feito por Bernardo Melo Franco no Globo:
    “No dia em que lançou oficialmente a sua candidatura ao Planalto, Jair Bolsonaro atacou a aliança do PSDB com os partidos do centrão. “Quero agradecer ao Geraldo Alckmin por reunir a nata do que há de pior do Brasil ao seu lado”, disse.
    Eleito presidente, ele continuou a desprezar as legendas que sempre estiveram no poder. Prometeu acabar com o “toma lá dá cá” e não trocar cargos e ministérios por apoio. Este discurso começou a ser abandonado ontem, no 94º dia do governo.
    Numa maratona de quase 11 horas, Bolsonaro se reuniu com seis presidentes de partidos. Além de Alckmin, recebeu antigos desafetos como Ciro Nogueira e Gilberto Kassab, a quem já se referiu como “porcaria”. Foi uma rendição à “velha política” que ele prometia varrer de Brasília”.