Autor: da Redação

  • Pepe Vargas preside a Assembleia do RS em 2025

    Pepe Vargas preside a Assembleia do RS em 2025

    O deputado Pepe Vargas, do  PT, assume a presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira, 3 de fevereiro.

    A posse solene inicia às 14h.

    Vereador e duas vezes prefeito em Caxias do Sul, Pepe Vargas está em seu terceiro mandato como deputado estadual.

    Foi deputado federal por três mandatos e ocupou três ministérios no governo de Dilma Rousseff: ministro do Desenvolvimento Agrário, ministro das Relações Institucionais e ministro dos Direitos Humanos.

    O novo presidente pretende pautar sua gestão pela defesa das instituições democráticas, dos interesses do Rio Grande no contexto da Federação, da independência e da harmonia do Poder Legislativo na relação com o Poder Executivo e demais poderes do Estado.

    “Crescimento sustentável” é o lema de sua gestão.

    “Precisamos crescer, mas com sustentabilidade social e ambiental. Produzir com mais cuidado com o meio ambiente, distribuindo melhor a renda e reduzindo desigualdades entre as regiões”, afirma.

    Para ele, depois das tragédias climáticas “é incontornável a necessidade de um pacto pela transição energética e de uma transformação ecológica nos nossos sistemas produtivos, na ocupação do território e no uso dos nossos recursos naturais”.

    “É este debate que pretendemos levar através do Fórum Democrático”, esclarece.

    “O Governo Federal e o Governo do Estado têm propostas, o que precisamos ver é se elas são adequadas e suficientes”.

    É tradição da Assembleia que cada presidente eleja um tema para trabalhar nos espaços institucionais da Casa, principalmente através do Fórum Democrático. “Creio que este diálogo pode nos conduzir a um pacto que permita a elaboração de um documento com diretrizes para o crescimento sustentável do Rio Grande do Sul, aproveitando oportunidades que a transição energética e a transformação ecológica abrirão, em termos de novos investimentos, de pesquisa e inovação, de capacitação de recursos humanos e empregos de maior remuneração”, conclui.
    Meio século de vida política

    Pepe Vargas iniciou sua vida política aos 16 anos, apoiando as candidaturas que faziam oposição à ditadura militar, no ano de 1974.

    Com a reconstrução da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul (UEE-RS), ambas fechadas pela ditadura e reorganizadas após a Lei da Anistia de 1979, Pepe passou a atuar no movimento estudantil universitário.

    Na década seguinte foi um dos líderes da “Caravana das Diretas”, movimento que percorreu o Rio Grande do Sul defendendo a realização de eleições diretas para presidente em 1984. Na ocasião, exercia a função de diretor da União Estadual dos Estudantes (UEE).

    Pepe Vargas engajou-se desde o início no movimento  que levou à fundação do PT em fevereiro de 1980, mas só se filiou formalmente ao partido em 1981.

    Sua trajetória parlamentar teve início em 1989, eleito como o primeiro vereador pelo PT em Caxias do Sul, cidade onde chegou aos cinco anos, vindo de Nova Petrópolis.

    Em 1994, conquistou seu primeiro mandato como deputado estadual. Dois anos depois, foi eleito prefeito de Caxias do Sul.

    Foi reeleito em 2000. Sob sua liderança, o município alcançou o melhor desempenho em qualidade de vida no Rio Grande do Sul, conforme o IDESE.

    Eleito deputado federal em 2006 e reeleito em 2010 e 2014, Pepe Vargas foi presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados e presidiu a Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas, do Congresso Nacional, responsável pelas negociações que regulamentam o Simples Nacional. Relatou importantes projetos como a Lei de valorização do Salário Mínimo, que garantiu reajustes acima da inflação aos trabalhadores que ganham salário mínimo; o Projeto de Lei com regras alternativas ao Fator Previdenciário, que permitiu aposentadorias sem as brutais perdas decorrentes do Fator Previdenciário; a Lei que regulamentou os percentuais mínimos de investimentos orçamentários para o SUS por parte da União, dos Estados e Municípios. Seu destaque nacional o colocou repetidamente entre as 100 Cabeças do Congresso Nacional, segundo o DIAP.

    Durante a gestão da presidente Dilma Rousseff, ocupou três ministérios.

    Como Ministro do Desenvolvimento Agrário, ampliou os limites de financiamento para cooperativas agropecuárias, reduziu os juros nos contratos do Pronaf investimento para 2% ao ano, contribuiu para a criação do Programa Nacional de Produção Orgânica e Agroecológica, coordenou o PAC Máquinas, que doou a mais de cinco mil municípios brasileiros máquinas como retroescavadeiras, motoniveladoras, caminhões caçamba e pás carregadeiras para melhoria das estradas municipais; encaminhou 100 decretos para assentamentos de agricultores, através do Programa Nacional de Reforma Agrária. Como Ministro dos Direitos Humanos negociou a aprovação da Lei que instituiu o Estatuto das Pessoas com Deficiência.

    Como Ministro das Relações Institucionais, estabeleceu critérios objetivos para liberação de emendas parlamentares.

    Em 2019, retornou à Assembleia Legislativa como deputado estadual, onde presidiu comissões importantes. Também liderou frentes parlamentares em defesa da Petrobras, dos usuários de rodovias pedagiadas e das vítimas da Covid-19.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)
  • Melo extingue Fundação de Assistência Social e Cidadania

    Melo extingue Fundação de Assistência Social e Cidadania

    O Diário Oficial de Porto Alegre circulou em edição extra neste domingo, 2 de fevereiro, com duas leis complementares de autoria do Executivo Municipal.

    Uma delas extingue a Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC), entidade criada em 1977 (48 anos em junho) para executar em Porto Alegre os programas de assistência e apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social. Os programas do Sistema Único de Assistencia Social, por exemplo, com repasses federais, eram executados por ela.

    A Fasc ganhou evidência desde abril do ano passado, quando um incêndio matou 11 pessoas e feriu outras 15, numa pousada da rede “Pousada da Garoa”, contratada  para abrigar temporariamente pessoas sem moradia.

    O inquérito, conduzido pelo Ministério Público, concluiu que o incêndio foi causado por uma série de falhas.

    Entre elas, a falta de um plano de prevenção contra incêndios, a ausência de funcionários treinados para situações de emergência e problemas estruturais, como saídas insuficientes para a quantidade de pessoas (32) presentes no local.

    A promotoria apontou também “omissão das autoridades competentes e do proprietário da pousada, que não realizaram qualquer fiscalização recente nas instalações, permitindo que as condições de segurança precárias levassem à tragédia”.

    Além disso, o MP também responsabilizou a Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC) “por ter colocado pessoas em situação de vulnerabilidade social nas acomodações inadequadas e por consentir a continuidade das atividades em um ambiente que oferecia condições mínimas de segurança”.

    Segundo o relatório do MP, o responsável pela pousada, o gestor e a fiscal do contrato da FASC, “com suas condutas assumiram conscientemente o risco do trágico desfecho do incêndio, seja qual for a sua origem”.

    Foram indiciados o proprietário da pousada, André Kologeski da Silva, e dois servidores públicos da Prefeitura de Porto Alegre: o presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Cristiano Atelier Roratto, e a fiscal do contrato da pousada junto à prefeitura, Patrícia Mônaco Schüler. Cristiano Roratto, segundo o Matinal, desde 23 de janeiro, ocupa a diretoria-geral da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. 

    Além do prédio que incendiou, na avenida Voluntários da Pátria, a Fasc mantém contrato com outras 23 unidades da empresa Pousada da Garoa.

    Um ano antes, uma pessoa morreu em incêndio em outra pousada da empresa, no centro da cidade.

    Secretaria

    A outra Lei Complementar,  de nº 1.037,  publicada no DO deste domingo, cria duas novas secretarias municipais:

    -Secretaria Geral de Governo, para “auxiliar diretamente o prefeito na coordenação do governo”;

    -Secretaria de Assistência Social que vai absorver as atribuições e programas executados pela FASC, “criando uma estrutura mais ampla e integrada”. Os servidores da Fasc manterão seus direitos e serão realocados conforme as necessidades da gestão.

    Segundo nota da assessoria de imprensa, que encobre a extinção da Fasc, “as mudanças também reorganizam as secretarias municipais e alteram as nomenclaturas das pastas: Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SMDET) passa a se chamar Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos (SMDETE); Secretaria Municipal de Planejamento e Assuntos Estratégicos (SMPAE) passa a se chamar Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (SMPG); Secretaria Municipal de Governança Local e Coordenação Política (Smgov) muda para Secretaria Municipal de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural (SMGOV); Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (SMELJ) será Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL); Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMCEC) passa a ser Secretaria Municipal da Cultura (SMC).

     

  • Trabalho escravo: mais de 2 mil foram resgatados no Brasil em 2024

    Trabalho escravo: mais de 2 mil foram resgatados no Brasil em 2024

    Ações fiscais foram realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego
    Foto: MPT/Divulgação

    O Ministério do Trabalho e Emprego realizou, ao longo de todo o ano de 2024, 1.035 ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão. As operações resultaram no resgate de 2.004 trabalhadores submetidos a condições degradantes, assegurando o pagamento de R$ 7.061.526,03 em verbas trabalhistas e rescisórias.

    Em nota, a pasta informou que o combate ao trabalho escravo, no ano passado, alcançou, ao todo, 5.741 trabalhadores, incluindo aqueles cujos direitos, mesmo não caracterizados como situação de trabalho escravo contemporâneo, foram verificados e assegurados pela atuação dos auditores fiscais do trabalho.

    As áreas com maior número de trabalhadores resgatados foram construção de edifícios (293), cultivo de café (214), cultivo de cebola (194), serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (120) e horticultura, exceto morango (84).

    “Esses dados revelam um crescimento significativo no número de trabalhadores resgatados em áreas urbanas, que representaram 30% do total de trabalhadores em condições análogas à escravidão identificados em 2024”, destacou o ministério.

    Trabalho doméstico

    No âmbito doméstico, a inspeção do trabalho realizou 22 ações fiscais específicas em 2024, resultando no resgate de 19 trabalhadores.

    Ações de fiscalização

    Os estados com maior número de ações fiscais ao longo de 2024 foram São Paulo (191), Minas Gerais (136), Rio Grande do Sul (82), Paraná (42), Espírito Santo e Rio de Janeiro (ambos com 41 cada).

    Quanto ao número de resgatados, os destaques foram Minas Gerais (500), São Paulo (467), Bahia (198), Goiás (155), Pernambuco (137) e Mato Grosso do Sul (105).

    Entenda

    No combate ao trabalho análogo à escravidão, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel conta com a participação da Inspeção do Trabalho, que coordena as ações.

    “Quando nós vamos ao campo de resgate das vítimas, a gente apoia, em conjunto com outras instituições, como o Ministério Público de Trabalho, o Ministério Federal, o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública da União, a Polícia Rodoviária Federal”, explicou o coordenador-geral de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravizador e Tráfico de Pessoas do ministério, André Esposito.

    “A partir da identificação e resgate das vítimas, a gente tem o acionamento de toda uma rede depois para o pós-resgate, para o momento seguinte da vítima, para o acolhimento institucional em referência a outras políticas públicas.”

    Todo trabalhador resgatado por um auditor fiscal do trabalho tem, por lei, direito ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, pago em três parcelas no valor de um salário mínimo cada. O benefício, somado à garantia dos direitos trabalhistas cobrados dos empregadores, busca oferecer condições básicas para que o trabalhador possa recomeçar.

    “Hoje, a gente é reconhecido internacionalmente e formalmente pela ONU [Organização das Nações Unidas], pela Organização Internacional do Trabalho, como modelo de boa prática para a execução de política pública de erradicação do trabalho escravo.”

    “Então, a gente realmente está longe de precisar inventar a roda, em termos de desenho de política pública, porque a gente precisa manter e reforçar os esforços que estão sendo feitos, que têm dado resultados importantes para os esforços de erradicação e para o atendimento e garantir direitos às vítimas”, concluiu Esposito.

    Da Agência Brasil

  • Porto Alegre: acidentes com motos causam mais de um terço das mortes no trânsito

    Porto Alegre: acidentes com motos causam mais de um terço das mortes no trânsito

    Motociclistas estão entre as principais vítimas no trânsito em Porto Alegre. Das 80 mortes nos primeiros 11 meses de 2024, 30 foram de motociclistas (29 condutores e um carona).

    Motoristas sem habilitação e motos sem condições estão entre as principais causas.

    No domingo, 22, por exemplo, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) realizou uma blitz em conjunto com a Brigada Militar, na avenida Figueira, bairro Mário Quintana.

    A operação, que atendeu a uma solicitação do Ministério Público e de moradores da região, resultou no recolhimento de 12 das 13 motos abordadas, a maioria em mau estado de conservação. Também foram abordados cinco motociclistas sem habilitação.

    É uma infração gravíssima, que gera multa de R$ 880,oo e a retenção da moto até que se apresente um condutor habilitado, é uma das ocorrências mais comuns.  “Durante as ações que temos realizado é cada vez mais comum encontrar motoristas sem habilitação para motos”, segundo o coordenador de Operações Especiais, Carlos Santos.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Com 3% do território, Rio Grande do Sul vai produzir 12% da safra nacional de grãos

    Com 3% do território, Rio Grande do Sul vai produzir 12% da safra nacional de grãos

    Com pouco mais de 3% do território brasileiro, o Rio Grande do Sul vai contribuir com  mais de 12% da produção grãos no país na safra 2024/2025, segundo os números divulgados pela Conab, nesta quinta-feira, 12.

    A produção nacional de grãos é estimada em 322,4 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul, segundo os números, terá  safra recorde de 38,29 milhões de toneladas.

    Os 322,4 milhões de toneladas de grãos previstos, para o pais, representam um aumento de 8,2%, ou seja, 24,5 milhões de toneladas  a mais do que  o volume obtido no na safra anterior. Caso o resultado seja confirmado, será a maior safra registrada na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    A área plantada, segundo os números da Conab, chegará aos 81,39 milhões de hectares, o que corresponde a 1,45 milhão de hectares a mais ocupados com lavouras neste ano.

    Os números constam no terceiro levantamento da safra de grãos, divulgado nesta quinta-feira (12) pela estatal.

    “As chuvas ocorridas até o momento favorecem as lavouras nos principais estados produtores. Em alguns locais tivemos curtos períodos de falta de chuva, mas não o suficiente para influenciar na estimativa de um novo recorde na produção brasileira de grãos”, destaca o presidente da Conab, Edegar Pretto.

    Detalhes do levantamento
    A semeadura da soja entra nos estágios finais. Nesta semana, o índice de plantio atingiu 94,1% dos 47,37 milhões de hectares destinados para a oleaginosa. O clima tem contribuído para a implantação e o desenvolvimento da cultura em grande parte dos estados produtores. Em algumas regiões do Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Tocantins e Maranhão foram registrados curtos períodos de falta de chuva. Ainda assim, as condições climáticas são favoráveis e é esperada uma produção de 166,21 milhões de toneladas, uma alta 12,5% em relação ao volume colhido em 2023/24.

    Com crescimento de 9,8% na área destinada para o arroz, estimada em 1,77 milhão de hectares, o plantio da cultura também avança e já chega a 86,6%. De acordo com o levantamento da Conab, é esperado um incremento de área tanto no cultivo do arroz de sequeiro quanto sob irrigação. Com isso, a produção está estimada em torno de 12,1 milhões de toneladas do grão.

    No caso do feijão, é esperado um crescimento de 1,7% na área, estimada em 2,9 milhões de hectares. O maior incremento na área é esperado no primeiro ciclo de plantio da leguminosa, podendo chegar a 907 mil hectares, e a semeadura já atinge 60,5%. A produção total também deve crescer 3,5% com expectativa de atingir volume em torno de 3,36 milhões de toneladas.

    Para o milho, a previsão é de uma produção total de 119,63 milhões de toneladas, 3,4% acima da safra anterior. Apenas no primeiro ciclo do cereal, é esperada uma colheita de 22,61 milhões de toneladas. A semeadura da primeira safra já ultrapassa 70% da área e as condições climáticas, nas principais regiões produtoras, favorecem as lavouras. A Conab também prevê uma elevação de 3% na área destinada ao cultivo de algodão, com o plantio chegando a aproximadamente 2 milhões de hectares, o que resulta em uma estimativa de produção de pluma em 3,69 milhões de toneladas.

    Já a colheita das lavouras de inverno da safra 2024 caminha para a sua finalização, com a conclusão prevista para meados deste mês. Para o trigo, principal produto cultivado, a estimativa é de uma colheita de 8,06 milhões de toneladas, redução de 0,4% do resultado obtido na safra anterior. Essa menor produção foi ocasionada, principalmente, pela redução de 14,1% na área de plantio dos estados da região Sul, que representam 85,4% da área ocupada com trigo no país, aliada ao comportamento climático desfavorável durante todo o ciclo da cultura no Paraná.

    Maior safra da história do RS

    A Conab prevê, para o Rio Grande do Sul, uma safra recorde de 38,29 milhões de toneladas de grãos, um aumento de 3,3% em relação à safra passada. Isso mantém o estado na posição de terceiro maior produtor de grãos no país. Já a área semeada está prevista em 10,49 milhões de hectares, um crescimento de 0,7%. O terceiro levantamento da Companhia mostra um cenário de recuperação de safra e de estabilidade em relação às estimativas iniciais do ciclo 2024/25.

    Soja – O RS é o terceiro estado que mais produz soja, atrás do Mato Grosso e do Paraná, resultado da recuperação de produtividade da cultura. O volume esperado é de 20,34 milhões de toneladas, um aumento de 3,5%. A área cultivada deve ter elevação de 1,1%, chegando a 6,84 milhões de hectares.

    Milho – A produção de milho deve alcançar 4,3 milhões de toneladas, uma queda de 11,4%. A área também apresenta redução, de 11,7%, e está prevista em 719,6 mil hectares. As lavouras de primeira safra foram semeadas em agosto, setembro e outubro. Em dezembro, deve-se iniciar o plantio das áreas mais tardias, em sucessão, principalmente, aos cultivos de fumo, pastagens e milho silagem.

    Arroz – A safra de arroz pode chegar a 8,26 milhões de toneladas. Já as lavouras somam 988 mil hectares. As altas são, respectivamente, de 15,3% na produção e de 9,7% na área. A expectativa é de aumento da área cultivada em todas as regiões produtoras, com destaque para as regiões Sul e Fronteira Oeste.

    Trigo (safra 2023/24) – A estimativa de produção de trigo é de 4,12 milhões de toneladas, um aumento de 42,3%. A área está prevista em 1,34 milhão de hectares, uma queda de 10,6%. O levantamento mostrou uma área menor, mas uma boa produtividade, recuperando em relação à safra passada. A colheita está praticamente finalizada em todas as regiões do estado.

    Feijão – O RS deve colher 76 mil toneladas de feijão, 6% a mais do que na safra anterior. A área está prevista em 49,4 mil hectares, uma alta de 1,9%. O cultivo do feijão cores se concentra no Planalto Superior, onde a semeadura ocorre a partir de dezembro. A área cultivada tem apresentado uma tendência de aumento nas safras recentes, devido à rentabilidade e às condições climáticas favoráveis. Já a semeadura do feijão preto de primeira safra alcança 70% da área prevista no estado. A área tem apresentado tendência de redução nas safras recentes, uma vez que questões mercadológicas têm influenciado na decisão do plantio, exceto nas áreas do Planalto Superior, onde há sistemas de rotação de culturas e perspectivas de boas produtividades.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

     

  • Melchiona formaliza denúncia contra o Zaffari no Ministério Público do Trabalho

    Melchiona formaliza denúncia contra o Zaffari no Ministério Público do Trabalho

    A deputada Fernanda Melchiona (Psol/RS) formalizou na terça-feira, 10,  junto ao Ministério Público do Trabalho, um pedido de investigação por supostos “abusos e violações de direitos trabalhistas” cometidos pelo Grupo Zaffari em sua rede de supermercados em Porto Alegre.

    As denúncias, baseadas em depoimentos de funcionários de várias unidades  do Zaffari, foram publicadas há uma semana no jornal Brasil de Fato.

    Os trabalhadores, que tiveram seus nomes preservados na reportagem,  relatam, entre outras irregularidades,  jornadas de até dez horas diárias  e escala que não respeita a exigência do descanso semanal, com dez dias de trabalho por um de descanso. O grupo tem 12.500 funcionários. “As denúncias configuram graves violações aos direitos trabalhistas. As práticas relatadas são revoltantes, ainda mais numa empresa com faturamento de quase R$ 8 bilhões”, justificou a deputada. Ela solicita a abertura de um inquérito civil, investigação sobre a validade do Acordo Coletivo de Trabalho, firmado entre a empresa e o sindicato. Uma investigação também foi solicitada à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul.

    O Zaffari ainda não se manifestou sobre o assunto.

  • Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo  entrega troféus aos vencedores de 2024

    Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo entrega troféus aos vencedores de 2024

    Será nesta terça, 10 de dezembro, entrega dos troféus aos vencedores da 41ª edição do Prêmio Direitos Humanos de  Jornalismo. A partir das 19h, no espaço OAB/RS Cubo, em Porto Alegre.

    O evento também poderá ser acompanhado pelo canal da OAB/RS no Youtube.

    O Prêmio, criado em 1984,  recebeu este ano 358 inscrições em dez categorias: acadêmico, reportagem, multimídia, áudio, fotografia, televisão, on-line, documentário, grande reportagem (livro) e crônica.

    Confira a lista dos premiados aqui.

    O Prêmio é realizado pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio Grande do Sul (OAB/RS). “Democracia”, foi o tema deste ano.

    Para o presidente da Ordem gaúcha e presidente da Comissão de Direitos Humanos Sobral Pinto (CDH), Leonardo Lamachia, a parceria entre a Ordem e o MJDH demonstra o compromisso institucional com a defesa integral da democracia e dos direitos humanos.

    “Ao longo de mais de quatro décadas, nossa parceria tem promovido, por meio do incentivo ao trabalho jornalístico, diversas iniciativas para garantir o acesso à Justiça, combater a discriminação e fortalecer a participação cidadã, beneficiando a sociedade gaúcha e brasileira como um todo”, disse.

    O coordenador da CDH, Roque Reckziegel, considera a premiação um dos pilares na construção de uma cultura de respeito aos direitos humanos. “Fico honrado em representar a Comissão, pois o jornalismo é um grande aliado na luta pela efetivação dos mais diversos direitos humanos, como educação, saúde, segurança, moradia e meio ambiente”, reforçou.

    Democracia

    O concurso tem o objetivo de estimular, valorizar e reconhecer o trabalho dos profissionais de jornalismo na denúncia de violações, visando à observância e à defesa dos direitos humanos nas sociedades da América do Sul, prestigiando os trabalhos mais relevantes da imprensa nacional e internacional nessa área.

    Homenageados

    Como forma de reconhecimento pelo trabalho exercido em favor dos direitos humanos, o presidente e a vice-presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia e Neusa Bastos, respectivamente, serão homenageados.

    Apoio

    O Prêmio também recebe o apoio da Caixa de Assistência dos Advogados do RS (CAARS), da Regional Latino Americana da União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação (Rel UITA) e da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC-RS).

  • Celular será proibido nas salas de aula a partir de janeiro em São Paulo

    Celular será proibido nas salas de aula a partir de janeiro em São Paulo

    São Paulo será o primeiro estado a restringir o uso de aparelhos eletrônicos nas salas de aula das escolas públicas e privadas a partir do ano que vem.

    Os aparelhos serão suspensos também no intervalo entre as aulas, recreios e atividades extracurriculares.
    O governador Tarcísio de Freitas sancionou o Projeto de Lei 293/2024, da deputada Marina Helou (Rede), aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo.

    A nova lei substitui e amplia a lei de 2007, proibindo outros tipos de dispositivos eletrônicos, como tablets, relógios inteligentes e aparelhos similares.

    A lei foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (6), e passa a valer em 5 janeiro de 2025.

    A lei prevê que os estudantes podem levar seus celulares e outros dispositivos eletrônicos para as escolas, mas eles deverão ficar guardados e não poderão ser acessados durante o período das aulas.
    Antes, as escolas determinavam como funcionaria a limitação do acesso aos celulares.

    Agora, as unidades de ensino seguirão um protocolo para o armazenamento dos celulares durante o período de permanência dos estudantes.

    Como era (Lei 12.730/2007)

    • Proíbe o uso de celulares e dispositivos eletrônicos (tablets, relógios inteligentes e similares) apenas durante o horário das aulas nas escolas privadas e públicas.
    • Pode usar o celular e demais dispositivos nos intervalos das aulas.
    • A lei é válida para educação infantil, ensino fundamental e ensino médio
    • Em casos das atividades pedagógicas, o uso dos celulares e dispositivos fica permitido.
    • Professores podem vetar o uso de celulares e demais dispositivos, mas não podem reter os equipamentos.

    Como ficou (Lei 18.058/2024)

    • Proíbe o uso de celulares e demais dispositivos eletrônicos durante todo o período das aulas, que é compreendido durante toda a permanência do aluno na escola (intervalos, recreios e atividades extracurriculares)
    • É permitido o uso nos casos de atividades pedagógicas conduzidas pelos próprios professores e em situação de utilização por parte de alunos com alguma deficiência.
    • Aluno deve deixar o dispositivo em um repositório próprio para ser armazenado (não pode deixar na mochila)
    • Professores podem vetar e reter o uso dos celulares e demais dispositivos em sala.
    • O estudante assume a responsabilidade por eventual dano ou extravio
    • A lei é válida para educação infantil, ensino fundamental e ensino médio
    • As secretarias municipais, bem como a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e as escolas da rede privada, deverão estabelecer protocolos para o armazenamento dos dispositivos eletrônicos durante todo o horário escolar
    • As Secretarias Municipais de Educação, bem como a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo e as escolas da rede privada, deverão criar canais acessíveis para a comunicação entre pais, responsáveis e as instituições de ensino.

    (Com a Agência Brasil)

     

  • Acordo representa quase R$ 100 bilhões a mais no comércio entre Brasil e Europa

    Acordo representa quase R$ 100 bilhões a mais no comércio entre Brasil e Europa

    O acordo firmado nesta sexta-feira (6) entre o Mercosul e a União Europeia (UE) deve aumentar em 5% o fluxo de comércio entre o Brasil e o bloco europeu, o que representa R$ 94,2 bilhões em valores atuais. A estimativa é do governo brasileiro.

    O governo ainda estima um impacto de R$ 37 bilhões sobre o Produto Interno Bruto (PIB),ou seja, cerca de 0,34% da economia brasileira.

    Como a redução das tarifas de importação é gradual, o impacto estimado pela equipe econômica é para o ano de 2044.

    Com a redução das tarifas, o governo estima que haverá um aumento de R$ 42,1 bilhões das importações da UE e um crescimento de R$ 52,1 bilhões das exportações brasileiras para o bloco.

    A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2023, a corrente comercial entre Brasil e o bloco europeu representou 16% do comércio exterior brasileiro.

    O professor Giorgio Romano Schutte, membro do Observatório da Política Externa e da Inserção Internacional do Brasil (Opeb), avaliou que o acordo está melhor que o negociado em 2019, entre outros motivos, pelo fato de o Brasil ter colocado salvaguardas para o setor automotivo, para impedir que as importações de carros europeus prejudiquem a indústria no Brasil.

    “Mas isso vai depender do governo de plantão, se ele vai usar ou não o poder de salvaguarda”, disse.

    Professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC paulista (UFABC), ele ponderou que os impactos econômicos do acordo demoram a ser sentidos e são limitados. Ele lembrou que apenas a China tem uma corrente comercial com o Brasil superior aos 27 países da União Europeia somado com o dos Estados Unidos.

    “O impacto não é assim tão rápido. A geração de empregos deve demorar a dar resultados. Mas com esse acordo você aumenta o comércio. Além disso, com o acordo, aumenta o poder de negociação com a China e os Estados Unidos. Tem um elemento político também nesse acordo, para além do econômico. Agora, algumas poucas empresas brasileiras e do Mercosul vão conseguir aproveitar para fazer negócios na União Europeia, com certeza”, analisou Giorgio Romano.

    O governo brasileiro estima ainda um aumento de R$ 13 bilhões em investimentos no Brasil, o que representa um crescimento de 0,76%. Espera-se ainda uma redução de 0,56% nos preços ao consumidor e aumento de 0,42% nos salários reais. Tudo apenas para 2044, disse Giorgio Romano.

    Cotas 
    A redução das tarifas que o Mercosul cobra da UE pode ser imediata ou ao longo de prazos, que variam entre 4 anos a 15 anos. Para o setor automotivo, os períodos de redução tarifária são mais longos, variando de 18 anos a 30 anos para veículos eletrificados, movidos a hidrogênio e com novas tecnologias.

    Do lado da UE, a redução tarifária também pode ser imediata ou por períodos que vão de 4 anos a 12 anos, a depender do produto.

    Estão previstas ainda cotas para produtos agrícolas e agroindustriais do Brasil. Ou seja, acima de determinada quantidade, alguns produtos começam a pagar a tarifa cheia para entrar no bloco. Entram nessa categoria produtos como carne suína, etanol, açúcar, arroz, mel, milho e sorgo, queijos, entre outros.

    Para o professor Giorgio Romano Schutte, essa é a principal assimetria do acordo. “No caso dos produtos industriais da União Europeia, eles entram sem cotas, sem restrições ao volume. E no caso dos produtos agrícolas do Mercosul, tem cotas”, lembrou.

    O Brasil exportou US$ 46,3 bilhões para a União Europeia em 2023:

    Alimentos para animais – 11,6%

    Minérios metálicos e sucata – 9,8%

    Café, chá, cacau, especiarias – 7,8%

    Sementes e frutos oleaginosos – 6,4%

    Ferro e aço – 4,6%

    Vegetais e frutas – 4,5%

    Celulose e resíduos de papel – 3,4%

    Carne e preparações de carne – 2,5%

    Tabaco e suas manufaturas – 2,2%

    O Brasil importou US$ 45,4 bilhões da União Europeia em 2023:

    Produtos farmacêuticos e medicinais – 14,7%

    Máquinas em geral e equipamentos industriais – 9,9%

    Veículos rodoviários – 8,2%

    Petróleo, produtos petrolíferos – 6,8%

    Máquinas e equip. de geração de energia – 6,1%

    Produtos químicos orgânicos – 5,5%

    Máquinas e aparelhos especializados para determinadas indústrias – 5,3%

    Máquinas e aparelhos elétricos – 4,7%

    Materiais e produtos químicos – 3,6%

    Ferro e aço – 3,4%

    (Com informações da Agencia Brasil)

  • Brasil arrecadaria R$ 260 bilhões por ano cobrando 2% de imposto dos super ricos

    Brasil arrecadaria R$ 260 bilhões por ano cobrando 2% de imposto dos super ricos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a tributação dos super-ricos, depende também da reformulação das instituições globais.

    Lula falou na abertura da segunda sessão da Cúpula de Líderes do G20, que discute a reforma da governança global, no Rio.

    Citou estimativas do Ministério da Fazenda, segundo as quais uma taxação de 2% sobre o patrimônio de indivíduos super-ricos poderia gerar US$ 250 bilhões por ano para serem investidos no combate à desigualdade e ao financiamento da transição ecológica.

    O presidente brasileiro lembrou que a história do G20 está ligada às crises econômicas globais das últimas décadas. Lula criticou a gestão da crise de 2008, que, nas palavras dele, ajudou o setor privado e foi insuficiente para corrigir os excessos de desregulação dos mercados e a apologia ao Estado mínimo.

    Para o presidente, a não resolução das desigualdades globais contribui para o fortalecimento do ódio político no planeta.

    “Em um momento, escolheu-se ajudar bancos em vez de ajudar pessoas. Optou-se por socorrer o setor privado em vez de fortalecer o Estado. Decidiu-se priorizar economias centrais em vez de ajudar países em desenvolvimento. O mundo voltou a crescer, mas a riqueza gerada não chegou aos mais necessitados. Não é surpresa que a desigualdade fomente o ódio, extremismo e violência, nem que a democracia esteja sob ameaça”, avaliou o presidente.

    Inteligência artificial
    O presidente encerrou o discurso pedindo que a reforma das instituições globais reduza os riscos da inteligência artificial e citou um trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade. “Em 1940, o poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade escreveu um poema chamado Congresso Internacional do Medo, que traduzia o sentimento prevalente em meio à 2ª Guerra Mundial. Para evitar que o título desse poema volte a descrever a governança global, não podemos deixar que o medo de dialogar triunfe”, concluiu Lula.

    Prevista para começar às 14h30, a sessão que discutiu a reforma da governança global iniciou-se por volta das 16h10. Apenas o discurso de Lula foi transmitido.