Autor: da Redação

  • Eleições 2024: cenário pós enchente favorece frente de esquerda em Porto Alegre

    Eleições 2024: cenário pós enchente favorece frente de esquerda em Porto Alegre

    Em abril, quando confirmou sua candidatura à reeleição, o prefeito Sebastião Melo era considerado imbatível, até por alguns de seus mais severos críticos.

    Com apoio explícito da mídia local, executando um programa dos sonhos do empresariado – com privatizações, terceirizações e incentivos à construção civil – Melo era tão favorito, que a indicação da deputada Maria do Rosário, pelo PT, chegou a ser considerada “uma candidatura para o sacrifício”.

    A enchente que assolou Porto Alegre em maio virou de pernas para o ar o cenário destas as eleições, cujo adiamento chegou a ser cogitado mas  que estão confirmadas para 6 de outubro.

    As águas que avançaram por todo o centro e vários bairros da cidade, numa situação inédita desde 1941, expuseram as graves negligências  da gestão Sebastião Melo, em planejamento, políticas ambientais e, sobretudo, nas medidas para contenção  das renitentes cheias do Guaíba.

    Mesmo a imprensa que apoiava explicitamente o prefeito teve que expor os seus erros e mostrar que seus principais projetos para o desenvolvimento da cidade estavam na contramão de uma nova realidade que a enchente escancarou.

    Uma pesquisa em junho apontou que 59% dos porto-alegrenses desaprovavam a gestão de Melo. Sua substituição já vinha sendo admitida dentro do próprio partido e da coligação que o apoia.

    Ele tentou reagir.  Num evento da Fundação Ulysses Guimarães, Melo recebeu o apoio do deputado Alceu Moreira, presidente da Fundação e teve a oportunidade de fazer um discurso minimizando as críticas e dizendo que é “mais candidato do que nunca”.

    Alceu Moreira lidera uma dissidência no MDB, em contraposição ao grupo majoritário alinhado ao vice-governador Gabriel de Souza, que defende a aliança com o PSDB, de Eduardo Leite, também para as eleições municipais.

    A reação de Melo, tentando mostrar que tem como recuperar o desgaste da enchente, ao que tudo indica não teve força para alterar uma posição que se torna dominante em seu partido.

    A fissura ficou evidente há poucos dias quando Leite indicou ex-prefeito Nelson Marchezan, do seu partido, como candidato das forças que dão sustentação a Melo, na verdade as mesmas que sustentaram Marchezan. Trata-se de salvar o projeto.

    O ex-prefeito José Fortunatti, também já havia sido mencionado como candidato à “continuidade sem Melo” e agora, neste início de semana, circulou o nome de José Fogaça, o candidato que o MDB foi buscar em 2004 para quebrar a hegemonia de 16 anos do PT em Porto Alegre.

    Esses movimentos provocaram alguns espasmos  à esquerda, mas até agora insuficientes para alterar o jogo de forças que sustenta a candidatura de Maria do Rosário, cujo desempenho em recentes pesquisas  fortaleceu sua posição.

    Em entrevista ao Uol,  ela mostrou-se preparada e determinada e destacou as alianças que está costurando e que já envolveriam PSOL, PCdoB, PV, Rede e em andamento com o PDT.  Seria uma inédita aliança de esquerda já no primeiro turno.

    Há, porém, um palpável silêncio e uma indisfarçada cautela no campo da esquerda, o que não elimina uma movimentação  intensa abaixo da linha d’água.

    Maria do Rosário tem-se mantido discreta, mas firme em sua posição. Se ela era boa candidata para enfrentar um Melo imbatível,  por que não será agora que ele está em baixa?

    Rosário, que exerce o sexto mandato na Câmara Federal, já foi candidata derrotada à Prefeitura de Porto Alegre em 2008, quando ela e Manuela d’Ávila dividiram os votos da esquerda e José Fogaça foi reeleito.

    (Elmar Bones)

     

     

     

  • Edital seleciona empresa para remover dez mil toneladas de entulho do Porto Seco

    Edital seleciona empresa para remover dez mil toneladas de entulho do Porto Seco

    A prefeitura publicou nesta quarta-feira,3, o edital para  contratar o transporte dos entulhos da enchente acumulados no Porto Seco (av. Élvio Antônio Filipetto – Rubem Berta) para um “aterro de inertes” localizado em Gravataí.

    Segundo estima o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) o peso dos resíduos depositados no local é de mais de 10 mil toneladas. O custo da remoção é estimado em de R$ 945 mil.

    As propostas devem ser encaminhadas ao endereço parcerias@portoalegre.rs.gov.br, até as 12h de sexta-feira, 5. Pedidos de informações e esclarecimentos podem ser obtidos até esta quinta-feira, 4, às 16h, pelo mesmo e-mail. O critério de escolha da proposta será o de menor preço.

    O serviço terá prazo de execução de 30 dias. A contratação emergencial engloba a carga e transporte de resíduos gerados pelo desastre climático, com fornecimento de equipamentos, caminhões, respectivos operadores e motoristas e mão de obra.

    Equipes e equipamentos – O edital prevê a remoção de todo o volume de resíduos existentes, com total esvaziamento dos locais, conforme os quantitativos estimados. Os equipamentos e caminhões trabalharão na remoção completa e transporte de todos os tipos de resíduos, inservíveis, entulhos, lixo, incluindo mobiliário, utensílios, eletrodomésticos, eletrônicos, entre outros, atualmente depositados nos bota-espera.

    Para a execução dos serviços estima-se ser necessário os seguintes equipamentos, caminhões e mão de obra: um encarregado geral com veículo, um veículo leve, dois auxiliares gerais, uma escavadeira hidráulica, uma pá carregadeira, um trator de esteira, caminhões com caçambas basculantes trucados ou com cavalo mecânico (carretas). A contratada também deverá prover vigilância noturna e implantar um container e sanitário químico no bota-espera. A fiscalização estará a cargo da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Smsurb) e do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).

    (Com informações da Assesssoria de Imprensa)

  • Enchente em Porto Alegre: Câmara aprova Escritório da Reconstrução com 12 novos Cargos em Comissão

    Enchente em Porto Alegre: Câmara aprova Escritório da Reconstrução com 12 novos Cargos em Comissão

    A Câmara de Porto Alegre aprovou nesta quarta, 3, a criação do “Escritório de Reconstrução e Adaptação Climática”,  projeto do prefeito Sebastião Melo, que cria um fundo, um programa e uma equipe “para coordenar a reconstrução e adaptação da cidade a fenômenos como as chuvas que provocaram, no mês passado, a maior enchente da história da cidade”.

    O projeto sofreu duas emendas pontuais e foi aprovado quase na íntegra por 24 votos a favor e 11 contra. A lei complementar aprovada prevê a criação de 12 novos cargos de confiança, sem a necessidade de concurso público, ao custo de R$ 1,7 milhão até o final do ano.

    Autoriza, ainda, o pagamento de gratificação a servidores que forem remanejados para o escritório até dezembro. Junto com a proposta, foram aprovadas duas emendas. Uma, do líder do governo, Idenir Cecchim (MDB), que limita a soma do salário com a gratificação ao que ganha o prefeito e outra, do Novo, que exige que seja publicado no Portal Transparência, o dinheiro gasto e em que ações e o currículo dos profissionais escolhidos para trabalharem no escritório.

    Sebastião Melo diz que o escritório “vai concentrar os esforços em dar respostas mais ágeis para obras e intervenções”.

    Por enquanto são genéricos os encargos do Escritório, que terá no comando o Secretario de Meio Ambiente e Urbanismo, Germano Brehmmen

    “Diagnósticos de impactos ambientais, reconstrução de infraestrutura, gestão contínua de indicadores de desempenho e captação de recursos financeiros nacionais e internacionais”, são os eixos que vão orientar a intervenção do Escritório. 

    O secretário, que vai chefiar o escritório, também é genérico

    “Será uma força-tarefa técnica e responsável para tornar a Capital ainda melhor e mais preparada para o futuro, projeta o coordenador do escritório e secretário municipal declarou, Germano Bremm”.

    A nota distribuida pela assessoria de imprensa da prefeitura, pouco explica:

    “Programa – A estrutura é fundamental para a execução do programa, permitindo uma abordagem integrada e especializada. Atuará como unidade central de coordenação e execução das diversas ações e projetos previstos, assegurando uma resposta eficaz aos desafios impostos pelas enchentes.

    As duas emendas não influem no principal do projeto. Uma determina que os currículos dos novos contratados e servidores realocados para a unidade sejam publicizados no portal de transparência da cidade. A outra versa sobre a proporcionalidade das gratificações a serem repassadas aos membros do escritório.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Nova data para inauguração do centro oncológico do GHC, sem Lula: 12 de julho

    Nova data para inauguração do centro oncológico do GHC, sem Lula: 12 de julho

    Nesta segunda-feira, os dirigentes do Grupo Hospitalar Conceição  marcaram para 12 de junho a inauguração do Centro de Oncologia, que vai ampliar a capacidade no tratamento de câncer  do principal hospital do SUS no Estado.

    Estava previsto o dia 5 para a inauguração, na expectativa de contar com a presença do presidente Lula, que estaria no Estado neste dia.

    Esta previsão não se cumpriu e a partir de agora fica impossível a presença do presidente no evento. Nestes 90 dias até as eleições municipais, o presidente não pode participar de eventos que possam ser considerado campanha eleitoral.

  • Águas contaminadas, lixo, ruas impedidas: cenário pós-enchente em Porto Alegre

    Águas contaminadas, lixo, ruas impedidas: cenário pós-enchente em Porto Alegre

    A visão do Quarto Distrito e adjacências do Bairro Humaitá é alarmante, ainda mais por ser apenas um dos pontos da cidade nas mesmas condições. É um cenário pós-enchente estagnado. Grande quantidade de água continua acumulada no rebaixamento de acesso à Rua Voluntários da Pátria, nas imediações da Igreja dos Navegantes. A área está coberta de água escura e fétida desde início de maio, quando começou a enchente histórica. No gradil de concreto, muito lixo pendurado. O local tornou-se foco de proliferação de insetos, além de concentrar água contaminada pela urina de roedores.
    A situação revela que a cidade não estava preparada para enfrentar tantas ocorrências simultâneas, mesmo com 1.040 garis, 477 equipamentos para remoção de lixo e de entulho – caminhões, retroescavadeiras, mais 1,5 mil pessoas contratadas e incontáveis voluntários.
    É uma de várias regiões da cidade, muitas bem próximas do centro, que enfrentam um tormento interminável, onde continua impedido o trânsito de veículos e também do metrô de superfície, que não circula desde a Estação Mercado Público.

    Nei Rafael Filho,
    DE PORTO ALEGRE,
    PARA O JÁ.

  • Centro de Oncologia do Conceição está pronto, inauguração depende de Lula

    Centro de Oncologia do Conceição está pronto, inauguração depende de Lula

    Recebe os últimos retoques o Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo Hospitalar Conceição, que tem inauguração programada para os primeiros dias de julho.

    A data certa depende de uma confirmação do presidente Lula que prometeu presença. Se ele confirmar, o ato terá que ser até o dia 5, pela lei eleitoral, devido a proximidade das eleições municipais.

    O Centro, na verdade, já está funcionando parcialmente, com internações na ala da quimioterapia.

    Serão 94 leitos clínicos, mais as unidades de diagnósticos, ambulatório, imagem e outros serviços complementares num prédio de 7 andares e quase 20 mil metros quadrados de área construída. Uma obra de R$ 150 milhões com recursos do governo federal.

    O centro, com equipamentos de última geração, será a primeira unidade do GHC a oferecer tratamento de radioterapia.

    O projeto é do governo Dilma Rousseff, mas as obras só começaram em 2018, logo interrompidas pela epidemia. Foram retomadas no atual governo.

    O Grupo Hospitalar Conceição é a maior complexo hospitalar do SUS na região Sul, formado por quatro hospitais, uma Unidade de Pronto Atendimento, 12 postos do Serviço de Saúde Comunitária e três Centros de Atenção Psicossocial. .

  • Dengue chega a 8 mil casos em Porto Alegre este ano; 33 mil suspeitas em observação

    Dengue chega a 8 mil casos em Porto Alegre este ano; 33 mil suspeitas em observação

    Porto Alegre tem 7.933 casos confirmados de dengue em 2024 até o dia 15 de junho.

    Do total, 7.452 foram contraídos na cidade (autóctones), 309 são importados (infecção fora da cidade) e 172 têm local de infecção indeterminado.

    O total de ocorrências suspeitas notificadas à Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) soma 33.566 no ano.

    Em 2023, no mesmo período, foram 8.818 notificações e 6.050 casos confirmados. Os números são parciais e estão sujeitos à revisão.

    Até o momento, houve oito óbitos por dengue entre moradores de Porto Alegre: sete do sexo feminino (um na faixa dos 21 aos 30 anos, três na faixa etária de 31 a 40 anos, um na faixa etária 50-60 anos, um na faixa etária dos 70 aos 80 anos e um na faixa acima de 80 anos) e um do sexo masculino, entre 70 a 80 anos.

    Os dados estão no boletim epidemiológico publicado nesta segunda-feira, 17, pela Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) da SMS.

    O levantamento apresenta informações cumulativas até a semana epidemiológica 24 de 2024 (dados cumulativos, até 15 de junho).

    A faixa etária dos 21 a 30 anos ainda mantém a maior proporção dos casos confirmados (18,2%), e a maioria dos pacientes são do sexo feminino (53,4%). Os principais sintomas relatados são febre (referida em 7.269 casos, ou 93,7%), seguido por cefaleia (dor de cabeça), em 6.513 casos, e mialgia (dor no corpo), em 6.468 casos confirmados. Em todo este ano, os três sintomas são os prevalentes relatados pelos pacientes, sendo que mialgia e cefaleia se alternam em algumas semanas.

    Nas duas semanas, foram confirmados casos em 52 bairros da cidade. Os dados apresentados indicam aumento no número de bairros e na incidência de novos casos, em relação aos dados apresentados no boletim divulgado dia 10. Cumulativamente, todos os bairros da cidade registraram casos de dengue neste ano, evidenciando a necessidade de manter e reforçar a atuação sobre os reservatórios de mosquitos em cada região.

    A equipe de monitoramento das armadilhas está retomando as suas atividades de rotina. Na última semana epidemiológica, 80,8% das armadilhas foram vistoriadas, com infestação moderada na cidade.

    Neste momento, ainda de limpeza de imóveis e descarte de resíduos, com acúmulo de lixo em muitos locais da cidade e ocorrência de chuvas, é importante as pessoas estarem atentas a lixo reciclável/seco, plantas e recipientes expostos às chuvas e ao acúmulo de água. Também merecem atenção os depósitos fixos, como ralos, caixas d’água não vedadas e piscinas não tratadas, principais tipos de criadouros responsáveis pelos altos níveis de infestação de mosquitos em todas as regiões com casos de dengue na cidade.

    O Boletim Epidemiológico é uma publicação prevista no Plano de Contingência da Dengue, Zika e Chikungunya da SMS. Mais informações sobre a dengue e a infestação do mosquito Aedes aegypti em Porto Alegre estão no endereço www.ondeestaoaedes.com.br.

  • Defesa Civil emite alerta para o fim de semana: chuvas podem chegar a 120 mm

    Defesa Civil emite alerta para o fim de semana: chuvas podem chegar a 120 mm

    A Defesa Civil de Porto Alegre emitiu alerta para as chuvas intensas que deverão ocorrer entre sábado, 15, e segunda-feira, 17.

    As previsões indicam já a partir de sábado “chuvas moderadas e fortes”, acompanhadas de descargas elétricas.

    No domingo as chuvas aumentam  e podem chegar a 120 milímetros por metro cúbico em algumas regiões.  Os ventos podem chegar a 60 km/h 

    O boletim da Sema:

    – Sábado: As condições atmosféricas indicam a possibilidade de chuvas moderadas a fortes, com incidência de descargas elétricas. Antes da precipitação, são esperadas rajadas de vento entre 30 e 55 km/h.

    – Domingo: A intensidade das chuvas deve aumentar, com volumes diários previstos entre 40 e 70 milímetros, podendo ultrapassar os 110 milímetros em algumas regiões. Os ventos podem atingir velocidades superiores a 60 km/h durante as instabilidades.

    – Segunda-feira: A atuação de uma frente fria semiestacionária na faixa norte do Estado manterá a tendência de chuvas intensas.

    A Comissão Permanente de Atuação em Emergência (Copae), composta por diversos órgãos municipais e estaduais, está monitorando a situação e pronta para prestar assistência à população conforme necessário.

    Recomendações – A Defesa Civil orienta os cidadãos a tomarem algumas precauções durante o período de alerta:

    1. Observe mudanças no terreno e busque abrigo temporário junto a parentes, amigos ou nos locais disponibilizados pela prefeitura, caso necessário.
    2. Procure locais seguros e evite transitar em áreas sujeitas a alagamentos, inundações e deslizamentos.
    3. Não enfrente o mau tempo e mantenha-se afastado de postes, árvores e placas de sinalização ou publicitárias.

    Em caso de dúvidas ou emergências, a Defesa Civil pode ser contatada pelo número 199, e o Corpo de Bombeiros pelo número 193. A população é encorajada a seguir estas recomendações para garantir a segurança durante o período de intensas chuvas previstas para o final de semana.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Porto Alegre: Serviços de Saúde no fim de semana, 1 e 2/06

    Porto Alegre terá cinco unidades de saúde abertas neste fim de semana, além de cinco unidades móveis, integrando ações da Operação Inverno na Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Os profissionais seguem no atendimento junto aos abrigos provisórios.

    Sábado e domingo, 1º e 2 de junho, das 10h às 19h, atendem a população a unidade de saúde Beco do Adelar e as clínicas da família José Mauro Ceratti Lopes, Moab Caldas, Modelo e Tristeza, com acesso a atendimento médico, de enfermagem e vacinação. Já as unidades móveis têm horários diferentes, quatro delas com vacinação contra a gripe (Influenza), Covid-19, difteria e tétano. Confira abaixo os endereços e horários.

    O hospital de campanha ao lado da Unidade de Pronto Atendimento Moacyr Scliar, na Zona Norte, funciona 24 horas, todos os dias, com recursos humanos do Grupo Hospitalar Conceição e voluntários da Força Nacional do SUS. Outra opção é o hospital de campanha em parceria com o Exército Brasileiro, ao lado do Pronto Atendimento Bom Jesus, Zona Leste da cidade.

    Unidades de saúde, das 10h às 19h:
    -Beco do Adelar (avenida Juca Batista, 3480 – bairro Campo Novo)
    -José Mauro Ceratti Lopes (Estrada João Antônio da Silveira, 3330 – bairro Restinga)
    -Moab Caldas (avenida Moab Caldas, 400 – bairro Santa Tereza)
    -Modelo (avenida Jerônimo de Ornelas, 55 – bairro Santana)
    -Tristeza (avenida Wenceslau Escobar, 2442 – bairro Tristeza)

    -Unidades móveis sábado e domingo, das 9h às 18h, com atendimento médico, de enfermagem e vacinação:
    -Shopping Total (avenida Cristóvão Colombo, 545)
    -Largo Zumbi dos Palmares (avenida Loureiro da Silva, 730)
    -Ao lado do Cemitério Jardim da Paz (rua João de Oliveira Remião, 1347)

    Unidades móveis sábado:
    Boulevard Assis Brasil (avenida Assis Brasil, 4320), das 9h às 17h, com atendimento médico e odontológico. Vacinação das 9h às 13h.
    Ftec Faculdades (avenida Assis Brasil, 7765), das 9h às 17h, com atendimento médico e odontológico. Sem vacinação.

    Prontos-atendimentos 24h:
    -PA Cruzeiro do Sul (rua Professor Manoel Lobato, 151 – Santa Tereza)
    -PA Bom Jesus (rua Bom Jesus, 410 – Bom Jesus), com reforço do hospital de campanha ao lado
    -PA Lomba do Pinheiro (Estrada João de Oliveira Remião, 5120, parada 12 – Lomba do Pinheiro)
    -PA de Saúde Mental IAPI (rua Valentim Vicentini, s/nº – fone: 3289-3456)
    -UPA Zona Norte Moacyr Scliar (rua Jerônimo Velmonovitz, esquina com avenida Assis Brasil – fone: 3368-1619), com reforço do hospital de campanha ao lado

    Hospitais 24h:
    -Hospital de Pronto Socorro (Largo Teodoro Herzl, s/nº, bairro Bom Fim)
    -Hospital Materno Infantil Presidente Vargas – emergências obstétrica e pediátrica (avenida -Independência, 661)

    (Com informações da Assessoria)

  • Sequelas da enchente: leptospirose tem 4 mortes e 54 casos confirmados no RS

    Sequelas da enchente: leptospirose tem 4 mortes e 54 casos confirmados no RS

    Da Agência Brasil

    Até a última quinta-feira (23), o Rio Grande do Sul registrava 1.072 notificações de leptospirose e 54 casos confirmados, além de quatro mortes confirmadas para a doença. Há outros quatro óbitos em investigação.

    No Laboratório Central (Lacen) do Rio Grande do Sul  mais de 800 amostras de casos suspeitos de leptospirose estão em análise.

    Em nota, a Secretaria de Saúde do estado informou que acompanha o aumento de casos suspeitos associados às enchentes e, consequentemente, ao aumento da exposição da população à doença.

    De acordo com a secretaria, o Lacen dispõe de dois testes para o diagnóstico da leptospirose: o teste de biologia molecular, conhecido como RT-PCR, e o teste diagnóstico sorológico.

    O RT-PCR detecta a bactéria presente no organismo do paciente e é indicado para a análise de amostras coletadas nos primeiros dias de sintomas. Podem ser analisadas por esse método amostras de pacientes com até sete dias de sintomas.

    Já o diagnóstico sorológico detecta o anticorpo produzido pelo organismo do paciente em resposta à infecção causada pela bactéria Leptospira. O exame é indicado para a análise de amostras de pacientes que apresentam sintomas há sete dias ou mais.

    Os exames estão disponíveis para todos os pacientes considerados suspeitos e que foram expostos às enchentes. O laboratório recebe amostras das 7h às 19h.

    A doença
    A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda e transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais infectados – principalmente ratos. O contágio pode ocorrer a partir de lesões na pele ou mesmo em pele íntegra, se imersa por longos períodos em água contaminada.

    A infecção também pode acontecer por meio das mucosas. O período para o surgimento dos sintomas pode variar de um a 30 dias. Os principais sintomas da leptospirose são febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (em especial, na panturrilha) e calafrios.
    Ao apresentar sintomas, a recomendação é procurar um serviço de saúde e relatar se houve exposição de risco. O uso do antibiótico, conforme orientação médica, está indicado em qualquer período da doença, mas a eficácia costuma ser maior na primeira semana do início dos sintomas.

    “Não é necessário aguardar o diagnóstico laboratorial para o início do tratamento”, destacou a secretaria.
    Edição: Juliana Andrade