Autor: da Redação

  • De olho no futuro, startups encontram cenário promissor no RS

    De olho no futuro, startups encontram cenário promissor no RS

    Sucesso da South Summit evidencia potencial para projetos de inovação no Estado e em Porto Alegre, que está entre as cidades com forte presença de incubadoras e programas de aceleração

    Letícia Heinzelmann

    Aplicativos de transportes ou de entregas estão no dia a dia de todo mundo, mas não faz muito tempo essas praticidades sequer existiam. E, embora a maioria das pessoas não visse problemas em esperar um táxi no ponto ou pesquisar telefones de restaurantes para pedir comida, hoje é difícil imaginar a vida sem esses serviços. Esta é uma característica das startups: identificar um problema, às vezes não tão evidente, e buscar soluções inovadoras, através de um novo formato de negócio. Segundo Rodrigo Heldt Silveira, professor dos cursos de Negócios da UniRitter, startups não estão necessariamente focadas em tecnologia, mas costumam usar plataformas digitais em busca de escalabilidade, ou seja, a replicação do modelo de negócio em outros mercados.

    “Startups buscam um novo modelo de negócio, que ainda nem existe e precisará ser validado, passar pelo período de criação, de incubação, de protótipos até ser testado no mercado e avaliar sua aceitação, viabilidade e escalabilidade. Outra característica, portanto, é o alto risco. Para cada caso de sucesso, ou a conquista à alcunha de unicórnio, muitas iniciativas não darão certo”, explica o professor. A inovação geralmente antecipa uma necessidade. “Não é uma ideia ou um invento. A inovação ocorre quando se consegue explorar de forma bem-sucedida a percepção do problema, efetivando um produto, conseguindo viabilizar e garantindo valor no mercado”, detalha.

    Para que a dedicação a um projeto ainda tão incipiente seja possível, é necessário muita resiliência, mas também investimentos. “Empreender em startup requer um ecossistema propício. Algumas regiões geográficas são efervescentes nesse sentido, como o Vale do Silício. São locais onde há incentivos de governos, empresas, universidades, parques tecnológicos, que propiciam inclusive a troca de experiências e tecnologias”, comenta Silveira. O Rio Grande do Sul, junto a São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, lidera o ranking de Estados com maior número de startups no Brasil.

    Porto Alegre tem buscado se tornar referência para a criação de startups, com forte presença de incubadoras – que abrem espaços para que fiquem alocadas e desenvolvam suas ideias – e aceleradoras – programas criados por empresas públicas ou privadas com o objetivo de ajudar negócios em fase inicial a crescerem. Um exemplo dessa vocação foi a realização da primeira edição brasileira do evento de inovação South Summit, na Capital. “Ali se reuniu muitas ideias inovadoras e investidores-anjo, que buscam viabilizar novos negócios em troca de sociedade”, comenta o professor de Gestão em Negócios da UniRitter, Eduardo Bugallo. Ele indica a participação nesses eventos, cursos e competições de startups para buscar conhecimentos e ativar o networking.

    No Brasil, o total dos investimentos captados por startups em 2021, até novembro, foi o maior desde 2016, ultrapassando os R$ 55,6 bilhões, segundo pesquisa da plataforma de inovação Distrito.

    Este valor é 200% maior em relação a 2020. As fintechs, startups do setor financeiro, concentraram o maior volume de aportes, seguidas pelas retailtechs, focadas em varejo e consumo; real state, ao mercado imobiliário; edtechs, de educação; e o setor de mobilidade.

    Perfil do “startupeiro”

    Estar num desses locais de efervescência para a inovação e ter recursos para se manter enquanto o projeto é desenvolvido ajudam, mas a principal competência do “startupeiro”, como se diz no meio, é a inquietude. “É um sentimento de ser capaz de enxergar um futuro que ainda não existe e ter o propósito de viabilizá-lo. Ele mergulha na ideia, não é apenas um negócio. E então entra o carisma para inspirar as pessoas a acreditarem nessa nova necessidade”, aponta Silveira. Além de investimentos, será necessário cercar-se de uma equipe engajada e qualificada. “Startups são multidisciplinares: como todo negócio, requerem gestão administrativa e financeira, envolvendo tecnologia, design thinking. O empreendedor dificilmente será um especialista em todas essas áreas, mas ele precisa entender cada etapa do processo”, complementa.

    Embora a maioria dos “startupeiros” seja jovem, na faixa dos 20 anos, Bugallo observa um aumento de empreendedores mais maduros. “São profissionais que já têm experiências corporativas e por isso conseguem identificar mais facilmente algumas dores de seus segmentos. E visualizam soluções para resolver problemas ou otimizar fluxos”, aponta o professor.

    Outra característica fundamental é a adaptabilidade. Nem sempre a ideia inicial se mostrará viável, pelo menos dentro do prazo traçado pelo empreendedor. “É uma linha muito tênue entre teimosia e convicção. Eu costumo dar duas dicas. A primeira é ter um propósito maior, pois algumas pessoas não vão entender onde se quer chegar; chamavam Steve Jobs de teimoso, mas ele estava com a visão lá na frente. A segunda é não demorar para identificar as dificuldades do projeto. Não tem problema em errar, mas é preciso errar rápido para ter tempo de partir em outra direção, o que chamamos pivotar”, aconselha Bugallo.

    Por fim, startups não são para sempre. Pela própria característica do negócio, haverá o momento da virada de chave para uma empresa com estrutura mais tradicional. De acordo com o Marco Legal das Startups brasileiro, elas deverão ter faturamento de até R$ 16 milhões, tempo de exercício de até 10 anos e modelo de negócios sujeito ao Inova Simples. “São incentivos para ajudar os negócios a decolarem, mas depois eles devem voar sozinhos. Nas incubadoras, o prazo médio de permanência é de dois anos. O startupeiro precisa se preparar para tudo: desistir da ideia, saber a hora de pilotar ou mesmo gerir um negócio que pode se tornar global”, indica o professor de Gestão em Negócios.

  • Encontro estadual lança nova fase da pré-campanha de Edegar Pretto no RS

    Encontro estadual lança nova fase da pré-campanha de Edegar Pretto no RS

    Mais de 500 pessoas em Porto Alegre.

    Essa é a expectativa dos organizadores do Encontro Estadual de Coordenações Regionais, que marca a nova fase da pré-campanha de Edegar Pretto, do PT, na disputa ao Governo do Estado.

    O evento será neste sábado, 28, a partir das 8h30 no Salão Rio Grande do Ritter Hotéis – Largo Vespasiano Júlio Veppo, 55 – em frente à rodoviária.

    Na ocasião, serão apresentados os 13 compromissos estratégicos do pré-candidato para o programa de governo e uma plataforma virtual para a participação popular.

    Com o slogan “O Rio Grande que o povo quer”, o objetivo do evento é reunir representações constituídas nas 28 regionais do partido. Elas receberão as diretrizes e os detalhamentos das propostas para a organização das assembleias populares regionais e reuniões temáticas, que serão realizadas até julho com a participação dos mais diversos setores da sociedade.

    As assembleias servirão para conversar com lideranças políticas, da educação, da indústria, do comércio, de serviços, da agricultura, do cooperativismo, dos movimentos sociais, entre outras, para definir conteúdos que mostrem as realidades locais e os desafios para o desenvolvimento.

    A população também poderá contribuir por meio da Decidim Povo, uma ferramenta digital de participação popular onde os gaúchos e gaúchas poderão opinar e enviar sugestões para o programa de governo de Edegar Pretto.

    Além das coordenações regionais, confirmaram presença nomes como a ex-presidente Dilma Rousseff, os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, o senador Paulo Paim, líderes dos partidos PCdoB e PV, e deputados e deputadas das bancadas estadual e federal do PT.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa. Foto: Rafael Stedile )

     

     

     

  • Varíola dos macacos: 92 casos em 12 países, segundo levantamento da OMS

    Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, neste sábado, 21,, 92 casos da “variola dos macacos”, em 12 paises-membros que não são endêmicos para o vírus.

    “As informações disponíveis sugerem que a transmissão de humano para humano está ocorrendo entre pessoas em contato físico próximo com casos sintomáticos”, acrescentou a agência.

    A varíola dos macacos é uma doença infecciosa que geralmente é leve e é endêmica em partes da África ocidental e central. É espalhada por contato próximo, e pode ser contida com relativa facilidade por meio de medidas como isolamento e higiene.

    “O que parece estar acontecendo agora é que ela entrou na população como uma forma sexual, como uma forma genital, e está se espalhando assim como as infecções sexualmente transmissíveis, o que amplificou sua transmissão em todo o mundo”, disse David Heymann, funcionário da OMS e um especialista em doenças infecciosas, à Reuters.

    Heymann disse que um comitê internacional de especialistas se reuniu por videoconferência para analisar o que precisava ser estudado sobre o surto e comunicado ao público.

  • Queda na arrecadação de impostos no RS chega a 6% na comparação de abril

    Queda na arrecadação de impostos no RS chega a 6% na comparação de abril

    A arrecadação de impostos estaduais no Rio Grande do Sul alcançou R$ 4,9 bilhões no mês de abril. Representou uma queda de  6,1% em relação a abril do ano passado.

    A principal razão da queda, segundo a Receita Estadual, é a redução da alíquota geral do ICMS, de 17,5% para 17%, e das alíquotas sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações, de 30% para 25% – mudanças em vigor desde o início de 2022.

    As estimativas da Fazenda eram de perdas de 8% no ICMS  em abril, por conta da redução das alíquotas. Foi menos que isso: os R$ 3,99 bilhões arrecadados representam uma queda de 7,7% em relação ao valor de abril do ano passado.

    Foi menor também a arrecadação de IPVA por conta das antecipações incentivadas, com parcelamento em até seis meses, para quem antecipasse o pagamento para dezembro de 2021.

    Com isso, o IPVA somou R$ 753,48 milhões arrecadados no mês, o que significa uma redução real de 9,3% na comparação com 2021.

    A média de 6,1% na queda geral da arrecadação foi garantida pelo  ITCD, (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens e Direitos). que mais do que duplicou sua arrecadação em abril.  Ao todo, foram R$ 167,70 milhões recolhidos, consistindo em uma variação positiva na ordem de 118,1% frente ao mesmo período do ano passado, em números atualizados pelo IPCA.

    Arrecadação acumulada em 2022

    Com o resultado de abril, a arrecadação acumulada dos impostos estaduais em 2022 registra queda  frente a 2021, em números reais, ou seja, descontada a inflação do período.

    Nos quatro primeiros meses deste ano, foram arrecadados R$ 17,70 bilhões, indicando uma redução de 2,9% (R$ 525 milhões) na comparação com o ano passado.

    Sem as antecipações de IPVA,  a queda real no somatório de todos os impostos estaduais nos primeiros quatro meses, seria de apenas 0,1%.

    Considerando que houve redução das alíquotas, o resultado é considerado positivo pelo fisco gaúcho, refletindo a retomada da atividade econômica após o período de maior impacto da crise da covid-19.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Enterro da ex-primeira dama Judite Dutra será às 11h deste sábado

    Enterro da ex-primeira dama Judite Dutra será às 11h deste sábado

    Está marcado para as 11 horas deste sábado, 21, o enterro de dona Judite Dutra, esposa do ex-governador Olívio Dutra.

    Ela morreu por volta das 6h de sexta-feira, na UTI do Instituto de Cardiologia, onde estava internada há 10 dias, em decorrência de complicações relacionadas a diabetes. Tinha 78 anos

    Professora aposentada, Judite nasceu em Rolador, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, mas morou, desde a infância, em São Luiz Gonzaga, nas Missões.

    O sindicato dos professores do ensino público, CPERS, ao qual Judite era filiada desde 1971, destacou o papel da professora “aguerrida defensora da educação”. “Teve importante participação nas lutas da categoria. Deixará saudades em todas e todos que, assim como ela, acreditam em um mundo mais justo e igualitário”, diz a postagem no Facebook da entidade.

    Primeira dama na prefeitura de Porto Alegre ( 1989 e 1993)  e no governo do Estado de 1999 a 2003, estava sempre ao lado de Olívio Dutra, sempre discreta e atenciosa.

     

  • Programa de Recuperação Fiscal: um beco sem saída

    Programa de Recuperação Fiscal: um beco sem saída

    O acordo do governo do Rio Grande do Sul com a União, intitulado  Programa de Recuperação Fiscal, vai jogar para a frente, por 30 anos, uma dívida que o Estado não tem como pagar hoje e nada indica que terá, lá adiante.

    O Estado devia 9 bilhões de reais quando renegociou sua dívida com a União, pela última vez há 25 anos. Pagou mais de 30 bilhões e ainda deve mais de 60 bilhões.

    Nas condições em que está renegociando, estima-se que essa bola de neve vai chegar aos 90 bilhões, apesar do imenso sacrifício exigido, além do que já vem exigindo há mais de duas décadas.

    Para  obter mais prazo do credor – o Governo Federal – o Estado terá que se submeter a um arrocho. sem precedentes no orçamento público.

    O teto de gastos, uma das exigência do acordo, estrangula os serviços públicos por dez anos. O comprometimento da receita, para abater a dívida, jugula os investimentos.

    O dinheiro das privatizações cai no sorvedouro do custeio. Ao vender empresas lucrativas como a Corsan e a Sulgás, o governo abre mão de receitas a longo pazo.

    Nesse futuro de penúria, a única coisa que pode alterar a situação é um crescimento forte e continuado da receita, que depende de crescimento sustentado da economia regional.

    Os ideólogos do neoliberalismo acreditam que os investimentos privados virão e vão fazer girar a roda, estagnada há quase uma década.

    Não há antecedente que dê crédito a essa hipótese.

    O histórico mostra que há crescimento quando há um projeto e há investimento público.  E isso não há no horizonte. O que cresce no Estado é o agronegócio, que não paga impostos e dá pouco emprego.

    Ter desenvolvimento com “Estado Mínimo” é uma hipótese, ou uma utopia, por enquanto, confinada aos manuais neoliberais.

    O governo e seus aliados dizem que não há outro caminho.

    Sim, esse foi o caminho construído ao longo de mais de duas décadas,  Eduardo Leite apenas está dando o arremate.

    Desde a primeira renegociação da dívida com a União, há 25 anos, apenas dois governadores, Olívio Dutra e Tarso Genro, contrariaram a lógica de tratar o problema com ênfase quase exclusiva no corte dos gastos públicos.

    Entenderam que o déficit , fonte da calamidade financeira, decorre também da perda estrutural de receitas, com as desonerações, as mudanças na matriz econômica do Estado e na perda de poder político frente à União.

    Olívio Dutra  enfrentou a questão da Lei Kandir, de interesse da União, que isentou a soja e outros produtos de exportação. Obteve ressarcimento de pelo menos R$ 400 milhões, em valores da época.

    Tarso questionou o indice que  corrigia a dívida, o mais alto do mercado, e os  juros bancários, num contrato entre dois entes federados.  Provocou mudança no indexador e redução do juro. Conseguiu redução considerável do saldo.

    Os demais governadores, desde Antonio Britto,  atacaram o desequilíbrio estrutural das finanças públicas do Estado basicamente cortando custos e investimentos e vendendo empresas públicas.

    Esse caminho se aprofundou quando o governador  dvo Sartori, em 2017, não conseguiu mais pagar as parcelas mensais da dívida com a União.

    E se tornou um beco sem saída em maio de 2022, quando a dívida vencida bate nos 16 bilhões de reais.

     

     

     

     

     

     

  • Eleições 2022:  Edegar Pretto vai debater programa de governo em assembleias regionais

    Eleições 2022: Edegar Pretto vai debater programa de governo em assembleias regionais

    Em evento que reuniu cerca de 400 pessoas na noite desta quarta-feira (11), em Porto Alegre, o pré-candidato do PT ao Governo do Estado, Edegar Pretto, disse que os próximos passos da sua jornada rumo às eleições de 2022 são as assembleias populares.

    O objetivo é reunir todas as regiões do estado em 10 encontros com os mais diversos setores da sociedade e preparar o programa de governo.

    A atividade desta quarta encerrou o ciclo de instalação das coordenações da pré-campanha de Edegar e Lula nas 28 regionais do partido, contemplando todo o estado, e contou com a presença de deputados, vereadores, dirigentes, militantes e apoiadores do PT, PCdoB e PV.

    As assembleias populares servirão para conversar com lideranças políticas, da educação, da indústria, do comércio, de serviços, da agricultura, do cooperativismo, dos movimentos sociais, entre outros, para extrair conteúdos que mostrem as realidades locais e os desafios para o desenvolvimento.

    “Estamos convidando a população para dialogar verdadeiramente conosco. Vamos colocar no papel um programa de governo que será fruto de muita participação. As assembleias populares servirão para que possamos ter um retrato de como nós queremos um governo do Rio Grande”, revelou Pretto.

    Líderes que fizeram história no PT gaúcho, como os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, estiveram presentes e reafirmaram as suas convicções de que Edegar Pretto é o nome mais preparado, da nova geração do partido, para liderar a disputa ao Piratini.

    A importância de reconstruir a visão de República, de democracia e de tirar o pais da crise foi ressaltada por Tarso. “Nós recomeçaremos sempre, quantas vezes for necessário. E aqui no Rio Grande do Sul não há outra voz, não há outra personalidade política que não seja o Edegar”, salientou.

    Olívio destacou que é preciso recuperar o que o atual governo vem destruindo. “Com Lula e Edegar Pretto vamos construir um projeto economicamente viável, ecologicamente sustentável e com o protagonismo do povo. Nós temos uma experiência e sabemos tirar lições dela, das suas potencialidades e dos seus desacertos. Nos governos que exercemos nos municípios, nos estados e no país, nós construímos o que nunca a burguesia havia construído, com a participação popular”, observou.

    O momento também foi marcado por manifestações de apoio e reconhecimento a Edegar Pretto, por parte de partidos aliados.

    A vereadora Daiana Santos falou em nome do PCdoB. “Precisamos urgente de mudança. Nós, do PCdoB, estamos presentes, porque nos unimos a estas e a outras figuras espalhadas pelo Rio Grande, pelo Brasil, e que estão mobilizadas em prol dessa mudança. Estamos aqui construindo saídas e todos precisam entender isso”, alertou.

    Já o presidente do PV, Marcio Souza, disse que o Partido Verde fez questão e lutou muito para estar irmanado nessa federação com o PT e o PCdoB. “Isso nos honra e nos engrandece, nos traz dignidade. Não mediremos esforços para que tenhamos um papel importante, não só para o crescimento do nosso partido, mas para que possamos contribuir para que esse estado tenha um governador de verdade, e esse governador se chama Edegar Pretto”, completou.

     

  • PT completa 28 regionais para coordenar a campanha de Edegar Pretto ao governo gaúcho

    PT completa 28 regionais para coordenar a campanha de Edegar Pretto ao governo gaúcho

    Evento encerra um ciclo de organização em todo o estado. Próximo passo é a elaboração do Programa de Governo

    O Partido dos Trabalhadores (PT) instala nesta quarta-feira (11) a coordenação de pré-campanha de Edegar Pretto e Lula em Porto Alegre.

    Será no Sindicato dos Municipários (Simpa), na rua João Alfredo, nº 61, a partir das 18h30, com a presença de Pretto, pré-candidato ao Governo do Estado.

    A atividade na capital encerra o ciclo de instalação das coordenações nas 28 regionais do partido, contemplando todo o Rio Grande do Sul. Elas são compostas de forma plural, para além de integrantes do PT.

    Incluem, por exemplo, militantes, dirigentes partidários, de movimentos populares, de centrais sindicais, representantes de setores produtivos, da juventude, dos movimentos negro e LGBTQIA+, entre outros.

    Desde que foi escolhido por unanimidade para representar o projeto do PT nas eleições deste ano, Pretto passou por diversas regiões do estado. Agora, a partir da estruturação das coordenações, o partido avança na mobilização para reforçar o diálogo com as regiões e lideranças. Também prepara assembleias populares para a elaboração do Programa de Governo de Edegar Pretto.

    (Com informações da Assessoria de Comunicação)

     

     

  • Eleição 2022: Campanha para eleger políticos comprometidos com Amazônia e povos indígenas

    Eleição 2022: Campanha para eleger políticos comprometidos com Amazônia e povos indígenas

    Por Márcia Turcato, de Brasília

    A campanha #EuVotoPelaAmazonia foi lançada em Brasília, pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam-Brasil), organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

    O objetivo da iniciativa é ajudar a sociedade a refletir sobre a importância de eleger políticos e governos comprometidos com a ecologia integral, a agroecologia, a justiça socioambiental, o bem-viver e o direito dos povose de seus territórios.

    No vasto território amazônico, compartilhado por nove países (Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname), vivem mais de 180 povos indígenas, sendo que alguns grupos são isolados.

    O agronegócio, o garimpo, a extração ilegal de madeira e os grandes projetos econômicos são alguns dos fatores que contribuem para o desmatamento e o empobrecimento dos recursos naturais e dos povos que habitam a Amazônia e colocam em risco a integridade física dos indígenas e seu modo de vida, além de também ameaçarem as
    populações tradicionais.

    A campanha #EuVotoPelaAmazonia se estenderá até o mês de setembro, véspera da eleição majoritária, e desenvolverá várias iniciativas de conscientização, como rodas de conversa sobre a Amazônia, vídeos, materiais para redes sociais e roteiro de celebrações para as comunidades de dentro e de fora da Amazônia, além de reuniões com procuradores do Ministério Público e com vereadores e deputados dos estados amazônicos, explica a socióloga Márcia Maria Oliveira, professora da
    Universidade Federal de Roraima (UFRR) e assessora da Repam.

    Márcia Maria é uma especialista em Amazônia e foi nomeada como perita pelo Papa Francisco para participar da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica, realizada em outubro de 2019, em Roma, Itália. Nos últimos anos, o bioma amazônico foi explorado violentamente com queimadas, desmatamentos, invasão de terras indígenas e o avanço do agronegócio e da mineração sobre territórios protegidos.

    A substituição da floresta nativa por pastagem para o gado é uma das maiores agressões ao bioma. Mesmo reconhecendo que outros biomas também estão ameaçados, a Amazônia tem significado crucial para o enfrentamento das mudanças climáticas no mundo  Arcebispo de Porto Velho.

    De acordo com o Arcebispo de Porto Velho e Secretário da Repam, Dom Roque Paloschi, as eleições são um espaço fundamental para o exercício da cidadania e o momento durante o qual podemos decidir os rumos de nossa história e salvaguardara democracia.

    “Para isso, é importante uma educação integral de todos nós, povo brasileiro, para que tenhamos escolhas conscientes e pelo bem da coletividade”.

    Ainda segundo Dom Roque, nestas eleições, é importante prestar atenção nas propostas que os partidos e candidatos fazem sobre a Amazônia. “Todos sabemos da importância fundamental do bioma amazônico e a sua sociodiversidade para o equilíbrio do clima e a garantia da possibilidade de vida para as gerações futuras”, salienta.

    A campanha #EuVotoPelaAmazonia quer demonstrar que não existe limite para a verdadeira participação política. E muitas atitudes e lutas comprovam isso, explica Márcia Maria Oliveira.

    Em três de novembro de 2021, o mundo ouviu a única brasileira a discursar na abertura oficial da Conferência da Cúpula do Clima (COP26).

    A jovem Txai Suruí, advogada, 24 anos, do povo Suruí, denunciou os impactos das mudança climática na Amazônia como resultado do desmatamento, das queimadas, do latifúndio, da invasão das terras indígenas pelo garimpo ilegal, da contaminação da terra, das águas e do envenenamento dos alimentos. A COP26 representa um dos maiores espaços de debate político do planeta.

    A jovem Txai levou para a COP26 o conceito de “amazonizar” o discurso e, a partir daí, a ideia foi acolhida pela campanha. “Amazonizar a política é assumir o voto consciente e eleger quem defende a Amazônia e se posiciona em defesa dos povos indígenas e os reconhecem como os verdadeiros protetores do território”, diz a socióloga.

    Márcia Maria diz também que “amazonizar a política é votar em quem defende as comunidades camponesas, ribeirinhas, seringueiras e quilombolas que convivem com as águas e florestas sem a destruir ou maltratar o bioma, amazonizar a política é incluir-se nos espaços e instituições para fazer diferente”.

    A vontade de amazonizar a política já conseguiu eleger uma deputada federal, Joenia Wapichana (Rede/RR), e que pretende ampliar a representação indígena no Congresso nas próximas eleições. O Acampamento Terra Livre (ATL), realizado em abril em Brasília, e que reuniu representantes de cerca de 100 etnias indígenas, definiu vários nomes para a disputa eleitoral.

    Para ampliar a visibilidade das demandas indígenas, vários artistas se uniram à campanha #EuVotoPelaAmazonia, como Wagner Moura, Dira Paes, Marieta Severo e Letícia Sabatella, entre outros. A socióloga Márcia Maria Oliveira chama a atenção para as diversas ações em defesa dos povos indígenas levadas para discussão junto a organismos internacionais e que resultaram em inúmeras recomendações para o governo brasileiro.

    “Infelizmente, como essas decisões da Corte Internacional não têm poder de força, o atual governo ignora completamente as recomendações e é omisso com os abusos que acontecem na região”, constata Márcia Maria, e acrescenta: “a Funai (Fundação Nacional do Índio), agora é uma instituição contrária aos interesses dos povos indígenas”.

    Violência contra indígenas
    O relatório Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil, divulgado em outubro de 2021 pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), mostra que em 2020 ocorreram 182 assassinatos de indígenas, número 63% superior ao de 2019, quando 113 indígenas foram mortos em atos de violência.

    Em 2020 também foram registrados 14 casos de abuso de poder, 17 ameaças de morte, 34 ameaças várias, 16 homicídios culposos, 8 lesões corporais dolosas, 15 casos de racismo e discriminação étnico cultural, 13 tentativas de assassinato e 5 ocorrências de violência sexual.

    Somados, os registros totalizam 304 casos de violência praticadas contra a pessoa indígena em 2020. O número de casos é maior do que o registrado em 2019, quando foram identificados 277 casos.

    Em relação aos três tipos de Violência contra o Patrimônio, que é um dos capítulos do relatório, foram registrados os seguintes dados: omissão e morosidade na regularização de terras (832 casos); conflitos relativos a direitos territoriais (96 casos); e invasões possessórias, exploração ilegal de recursos naturais e danos diversos ao patrimônio (263 casos registrados). Os registros somam 1.191 casos de violências contra o patrimônio dos povos indígenas em 2020.

    O Cimi também indica que na terra Yanomami é estimada a presença ilegal de cerca de 20 mil garimpeiros. Além de levarem violência, levam a Covid-19. Segundo dados da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), mais de 43 mil indígenas foram contaminados pela covid-19 e pelo menos 900 morreram por complicações da doença no ano de 2020.

    A paralisação das demarcações de terras indígenas, anunciada pelo presidente da República Jair Bolsonaro, continua sendo uma diretriz do atual governo. O Cimi aponta que, das 1.299 terras indígenas no Brasil, 832 (64%) seguem com pendências para sua regularização.

    Conheça a Repam

    A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam-Brasil) foi criada em 2014, em Brasília, pelo Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pelo Secretariado da América Latina e Caribe de Caritas (SELACC) e pela Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR), a REPAM tem o objetivo de construir e fortalecer uma estratégia em defesa da vida, dos povos e do bioma amazônico.

    A Repam nasceu a partir de uma provocação da V Conferência Geral do
    Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida (SP), em que sugeriu “criar nas Américas a consciência sobre a importância da Amazônia para toda a humanidade e estabelecer entre as Igrejas locais de diversos países sul-americanos, que estão na bacia amazônica, uma pastoral que crie um modelo de desenvolvimento que privilegie os pobres e sirva ao bem comum.

    Quem é Márcia Maria Oliveira

    A socióloga Márcia Maria foi nomeada como perita pelo Papa Francisco para participar da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica, realizada em outubro de 2019 em Roma, Itália. Cerca de 100 mil pessoas foram ouvidas simultaneamente nos nove países que compõem a Pan-Amazônia e todo o material produzido nessa escuta foi sistematizado e transcrito de forma sintética e pedagógica em um documento de trabalho. Márcia Maria participou do grupo de redação final do documento do Sínodo.

    Ela é doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia (UFAM), com pós-doutorado em Sociedade e Fronteiras (UFRR); mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia, mestre em Gênero, Identidade e Cidadania (Universidad de Huelva – Espanha); Cientista Social, Licenciada em Sociologia (UFAM); pesquisadora do Grupo de Estudos Migratórios da Amazônia (UFAM); pesquisadora do Grupo de Estudo Interdisciplinar sobre Fronteiras: Processos Sociais e Simbólicos (UFRR);  professora da Universidade Federal de Roraima (UFRR); pesquisadora do Observatório das Migrações em Rondônia (OBMIRO/UNIR) e assessora da Rede Eclesial Pan-Amazônica – Repam/CNBB e da Cáritas Brasileira.

  • Governo chinês isola bairros em Pequim para conter novo surto de Covid-19

    Governo chinês isola bairros em Pequim para conter novo surto de Covid-19

    O governo chinês intensificou as medidas de prevenção e controle para conter o mais recente ressurgimento do COVID-19 em dois distritos de   Pequim – Chaoyang e Shunvi, onde vivem mais de 5 milhões de pessoas.

    Parques amanheceram fechados nesta segunda-feira, 9. Casas de entretenimento, academias, salões de beleza, bibliotecas, museus, escolas e shopping centers tiveram que suspender temporariamente os negócios.

    Mercados e outros negócios que garantem a subsistência das pessoas permanecem abertos, e os restaurantes podem continuar recebendo pedidos online nos dois distritos.

    Foram registradas na região 49 infecções nas últimas 24 horas, incluindo 16 casos assintomáticos, elevando o total da atual onda para pouco mais de 700 casos.

    O governo chinês mantém sua política de “zero casos de Covid”, com o isolamento de bairros ou cidades inteiras, sempre que um surto é detetado.

    Os dois distritos da captal onde surgiram as últimas infecções  estão paralisados. Os moradores foram instruídos a ficar em casa e os habitantes de outras áreas da cidade proibidos de entrar nas zonas afetadas.

    Todos os serviços de transporte público em Chaoyang  foram interrompidos, e os funcionários de escritório estão trabalhando em casa.

    Os moradores de Pequim passaram por três rodadas de testes em massa desde o início do surto, juntamente com outras medidas de precaução, para impedir a propagação da doença.

    (Com informações da Agência Xinhua )