Autor: da Redação

  • Dilma posta foto pedalando na orla para desmentir boatos de embolia pulmonar

    Dilma posta foto pedalando na orla para desmentir boatos de embolia pulmonar

    A ex-presidente Dilma /Roussef publicou uma foto na manhã deste domingo (5) ironizando os boatos de que estaria internada em um hospital de Porto Alegre com embolia pulmonar.

    “Eu e a minha embolia pulmonar agora pela manhã, em Porto Alegre”, escreveu Dilma em uma foto em que aparece andando de bicicleta na orla do Guaíba.

    Com 73 anos, a ex-presidente tem o hábito de pedalar pelo local.

     

    Ainda no sábado, a assessoria de imprensa da petista esclareceu que os boatos eram “levianos e mentirosos”. “A assessoria de imprensa de Dilma Rousseff esclarece que a ex-presidenta não está internada em um hospital de Porto Alegre e tampouco sofreu uma embolia pulmonar”, afirmou em nota.

  • Lixo em Porto Alegre: buzinaço dos catadores alerta para o impasse da coleta seletiva

    Lixo em Porto Alegre: buzinaço dos catadores alerta para o impasse da coleta seletiva

    Catadores de lixo reciclável ocuparam a frente da Prefeitura de Porto Alegre, por dois dias na semana passada.

    Vieram de quatro bairros, da região das  ilhas,  em passeata. Sua caminhada de vários quilômetros, na manhã de segunda-feira, foi noticiada como um obstáculo ao trânsito.

    Desde cedo, os boletins de rádio informavam que “uma manifestação de catadores” estava causando engarrafamento de carros e ônibus na avenida Mauá, sem explicar porque os “catadores” caminhavam por ali e nem para onde se dirigiam.

    Eles chegaram pouco antes do meio dia à frente do prédio histórico onde fica o gabinete do prefeito Sebastião Melo. Umas 80 pessoas, homens, mulheres e algumas crianças.

    Instalaram cadeiras de praia, cartazes, barracas e deram início a um incessante buzinaço, entremeado por palavras de ordem e reforçado por uma potente caixa de som.  A prefeitura diz que são “clandestinos”, eles se declaram “autônomos”.

    Um dos líderes, Jorge Fagundes, vice-presidente da Cooperativa Ilhas, disse ao JÁ que representa 800 familias de catadores,  “que estão sendo impedidos de trabalhar, por que a coleta do lixo seco na cidade é monopólio de uma empresa terceirizada da prefeitura.”

    De fato, o Código Municipal de Limpeza Urbana, de 2014 , atribuiu ao município  a exclusividade na coleta do lixo reciclável em Porto Alegre e o município, através do DMLU contratou a Cootravipa, a quem paga R$ 1 milhão por mês, segundo o prefeito Sebastiao Melo. Só ela pode recolher o material reciclável  na cidade.

    Cootravipa é a Cooperativa de Trabalhadores Autônomos das Vilas de Porto Alegre. Quem vê os garis de uniforme laranja varrendo as ruas ou recolhendo o material das lixeiras pensa que é uma cooperativa de garis.

    Há 35 anos, a Cootravipa tem contrato com a prefeitura e não só para a coleta do lixo seco, também para outras dez atividades, desde a capina e varrição das ruas até serviços de eletricidade em prédios públicos.

    A Cootravipa trabalha também  com empresas privadas às quais oferece  desde “Serviços de Higienização e Sanitização de Ambiente”,  de “Segurança e proteção pessoal e empresarial”, até “soluções personalizadas, desenvolvidas por equipe multidisciplinar, a partir de referências científicas e jurídicas, mitigando as chances de contágio pelo coronavírus”.

    A Cootravipa tem 2 mil associados.

    Não há uma estatística, mas o vice- presidente da Cooperativa Ilhas diz que chega a dez mil o número de catadores, carroceiros e carrinheiros que recolhem lixo reciclável pela região metropolitana.

    Com a lei de 2014 que garantiu o monopólio à Cootravipa, vários grupos de catadores autônomos se tornaram “clandestinos” e, desde então, o conflito vem crescendo.

    Os planos de reciclar os catadores que ficaram sem trabalho nunca saíram do papel. Jorge Fagundes, da Cooperativa Ilhas, lembra que, no governo Fortunati, uma verba de R$ 6 milhões do governo federal foi liberada para organizar esses trabalhadores em postos de triagem, mas nada aconteceu.

    A situação se agravou com a crise econômica que reduziu  consumo das famílias e, consequentemente, o lixo nos condomínios e nas calçadas.

    A atividade dos catadores autônomos  que levam seu material para outros recicladores passou a comprometer a operação das 16 cooperativas de reciclagem que recebem o material da Cootravipa, empregando 700 pessoas.

    A nova administração municipal, desde janeiro decidiu fazer valer a lei. Apertou na fiscalização e no rigor das multas desde o início deste ano. “Não posso desvestir um santo para vestir outro”, disse o prefeito para justificar a repressão aos “clandestinos”.

    Em abril os catadores acamparam na frente da Prefeitura.

    Com intermediação do Ministério Público e da Defensoria Pública, foi iniciada uma negociação para  solucionar o impasse que se agravou com as pesadas multas aplicadas.  A multa por “roubo de lixo” pode chegar a  R$ 7 mil. Segundo Jorge Fagundes alguns associados da Ilhas já acumulam R$ 49 mil de multas.

    Por isso, na semana passada eles voltaram a acampar na frente da Prefeitura. Ficaram dois dias até que, mais uma vez por intermediação da Defensoria Pública, se deu início a uma negociação para resolver o impasse.

    Houve uma primeira reunião dois dias depois que os catadores deixaram o largo da Prefeitura.

    No mesmo dia o prefeito Sebastião Melo, falando a empresários do Quarto Distrito, disse que o lixo em Porto Alegre “é uma questão muito séria e que não tem solução fácil”.  Disse que a Prefeitura paga um milhão por mês à Cootravipa para recolher o lixo seco da cidade, “onde muito pouca gente separa o lixo”.

    “O povo de Porto Alegre está separando pouco lixo!” destacou.

    Segundo os números do DMLU, das 1.160 toneladas recolhidas diariamente na cidade, apenas 51 toneladas (menos de 5%) é material reciclável. Mais grave: estima-se que dentro desse lixo encaminhado para o aterro,  pelo menos 250 toneladas de material reciclável são descartadas diariamente, junto com o lixo orgânico e rejeitos.

    Perda econômica e ambiental pela separação incorreta do lixo em casa. Se fossem separados para reciclagem esses materiais renderiam cerca de R$ 700 mil por mês. Num ano são R$ 8,8 milhões no lixo.

    A coleta seletiva de Porto Alegre entrou em operação em  1990, no  segundo ano da gestão de Olívio Dutra, no Bom Fim, bairro escolhido para o projeto-piloto.  Em seis anos alcançava toda a cidade.

    Trinta anos depois, ainda não venceu o principal desafio: conscientizar a população a separar o material reciclável e organizar a coleta para evitar a disputa nas lixeiras.

    Serviços que a Cootravipa presta como terceirizada à Prefeitura Municipal de Porto Alegre

    • Gestão de Limpeza Urbana
    • Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos
    • Varrição e Raspação
    • Pintura de meio-fio
    • Roçada
    • Capina
    • Limpeza de Viadutos
    • Limpeza e Pintura de Monumentos
    • Limpeza de Praças e Parques
    • Limpeza e Conservação Predial
    • Manutenção de prédios públicos (eletricista, técnico em refrigeração, pedreiro e marcenaria)
  • Dossiê que aponta precariedade em escolas da rede estadual será levado à Assembleia

    Dossiê que aponta precariedade em escolas da rede estadual será levado à Assembleia

    Na terça-feira, 7, o Cpers vai entregar aos 55 deputados e à secretária da Educação o levantamento feito em 186 escolas da rede pública estadual.

    Os dados foram colhidos por uma comitiva que percorreu 60 municípios do Rio Grande do Sul entre os dias 11 e 26 de novembro.

    As  186 escolas visitadas representam menos de 10% da rede escolar estadual ( 2.400 no total).

    Em 58 delas (quase um terço) têm graves problemas estruturais ou de recursos humanos, faltam professores em 21 delas, em 12 há problemas de infiltração e em 13 há problemas na rede elétrica, há 5 escolas sem luz, uma sem água, oito com prédios interditados e sete com muros desmoronando ou já caídos.

    Há ainda seis escolas com telhados quebrados ou com risco de desabar e oito com salas de aula interditadas.

    “Em 36 anos na rede pública, já vi muito, mas um ataque tão feroz à educação e à estrutura da educação, nunca tinha visto”, afirmou Helenir Aguiar Schürer, durante apresentação nesta quinta-feira (2) dos dados coletados na caravana, que percorreu 17.800 km.

    A presidente do Cpers criticou o programa Avançar na Educação, apresentado recentemente pelo governo estadual e que propõe investir cerca de R$ 1,2 bilhão em projetos para melhorar a infraestrutura física e tecnológica das escolas, assegurar a recuperação da aprendizagem pós-pandemia, qualificar o ensino e capacitar os profissionais da educação. A intenção do governo é ter 56 “escolas padrão”.

    “Não queremos poucas ‘escolas modelo’, queremos estrutura decente em todas as escolas”, afirmou. A presidente do Cpers declarou que a entidade voltará à estrada para acompanhar a prática do investimento anunciado pelo governo estadual.

    Lembrou que o quadro se completa “com os sete anos sem reajuste salarial e a retirada de direitos”.

    Números #CaravanaCPERS

    ·      9 Regiões funcionais do RS

    ·      17.800 km percorridos

    ·      60 cidades

    ·      186 escolas visitadas

    ·      58 das escolas visitadas com problemas graves estruturais ou de RH

    ·      21 escolas com falta de educadores(as)

    ·      12 escolas com problemas de infiltração

    ·      13 escolas com problemas na rede elétrica

    ·      5 escolas sem luz

    ·      1 escola sem água

    ·      8 escolas com prédios ou pavilhões interditados

    ·      7 escolas com muro desmoronando ou já desabado

    ·      6 escolas com telhado quebrado com ameaça de desabar

    ·      8 escolas com salas de aulas interditadas

    ·      7 anos sem reposição salarial

    (Fonte: Cpers)

  • Feira da Inovação: Melo busca pool de empresas para reformar três armazéns do Cais Mauá

    Feira da Inovação: Melo busca pool de empresas para reformar três armazéns do Cais Mauá

    O prefeito Sebastião Melo disse em palestra a empresários do Quarto Distrito, nesta quinta-feira 2, que está buscando um pool de empresas dispostas a investir na reforma de três armazéns do Cais Mauá, para sediar a South Summit já marcada para março de 2022 em Porto Alegre.

    “Precisamos recuperar três galpões…teto,  pinturas, os portões de ferro  todos estão estragados”.

    O problema, segundo Melo, não é falta de dinheiro. A prefeitura tem como bancar, mas com recurso público teria que licitar. “Se vai licitar aí já viu, vai se arrastar, os europeus vão cair fora”.

    A decisão é realizar a South Summit, “a maior feira de inovação do Sul da Europa”, em março, quando Porto Alegre festeja seus 250 anos.

    Melo garantiu que já estão encaminhados os procedimentos visando a parceria das empresas com a prefeitura, para intervenção nos armazéns. “O Germano deu garantia que em cinco dias dá a licença…O Gunter  diz que está tudo certo”, disse. Referia-se a Germano Bremmem, secretário do Meio Ambiente e  Gunter Axt, secretário de Cultura, ambos presentes no almoço.

    Melo disse que a South Summit seria um grande evento em qualquer lugar, “mas no Cais Mauá será O evento”. Foi aplaudido.

    (segue)

     

  • Nove em cada dez portoalegrenses já receberam duas doses da vacina, diz Saúde

    A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alcançou nesta quinta-feira, 2, a marca de 90% da população acima de 12 anos com as duas doses da vacina contra a Covid-19 ou dose única.

    De acordo com o Vacinômetro, já são 1.210.571 pessoas vacinadas com primeira dose, o equivalente a 99,9% da população acima de 12 anos, e 1.091.270 com o esquema vacinal completo, o equivalente a 90,1% da população. Já são mais de 2,5 milhões de vacinas aplicadas na Capital, entre primeira, segunda e terceira doses. O secretário municipal de Saúde, Mauro Sparta, comemorou os índices alcançados. “Isso é resultado de um esforço conjunto. Desde 19 de janeiro, as nossas equipes de saúde não pararam de vacinar um dia sequer”, enfatiza Sparta.

    O secretário também reforçou a importância da população completar o esquema vacinal. “Principalmente neste momento em que mais uma variante do coronavírus é confirmada no Brasil, as pessoas precisam estar protegidas”, complementa.

    A primeira dose está disponível para todas as pessoas com 12 anos ou mais.

    Já a segunda dose é oferecida para vacinados com Oxford/AstraZeneca e Pfizer/BioNTech há pelo menos oito semanas e Coronavac/Butantan, para vacinados há pelo menos 28 dias.

    Podem receber a dose de reforço pessoas com 18 anos ou mais vacinadas com a segunda dose há cinco meses e imunossuprimidos com a segunda dose há pelo menos 28 dias.

  • O desafio de Eduardo Leite é quebrar uma tradição de meio século e eleger o sucessor

    O desafio de Eduardo Leite é quebrar uma tradição de meio século e eleger o sucessor

    O desafio do governador  Eduardo Leite, depois de barrada sua pretensão de ser candidato a presidente da República pelo PSDB em 2022, é eleger o sucessor, já que ele é contra a reeleição.

    Leite tem um histórico de sucesso.

    Com sólida maioria da Assembleia, completou o ciclo de reformas de ajuste iniciado por Sartori, botou em dia os salários do funcionalismo, anuncia equilíbrio das contas e até alguns investimentos.

    Mas o desafio permanece, até porque o equilíbrio fiscal obtido é temporário.

    Na história recente, não há caso de governador que tenha sido reeleito ou feito o sucessor no Rio Grande do Sul.

    Durante o  regime militar, os governadores eram nomeados, indicados pelo partido que apoiava o governo.

    Desde que voltou a eleição direta, há 40 anos, nenhum governo foi aprovado nas urnas no Estado.

    Descartada a reeleição, resta a Eduardo Leite eleger o sucessor.

    Perguntado recentemente se o candidato seria o vice (candidatura natural) Leite elogiou Ranolfo Vieira, disse que ele tem todas as credenciais para ser candidato do governo, mas jogou pra frente a decisão que pode ser crucial para seu futuro.

  • Em nota, Simers diz que relatórios técnicos atestam integridade da eleição

    Em nota, Simers diz que relatórios técnicos atestam integridade da eleição

    O  Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) se manifestou em nota oficial a respeito da denúncia de fraude na eleição de 25 de outubro, feita pelo candidato da oposição Edson Machado.

    O Simers, segundo a nota, “repudia com veemência os ataques contra a honra da Instituição”.

    “A entidade reitera a lisura e a total transparência na realização da eleição 2021”.

    “A instituição dispõe de relatórios técnicos e independentes que reforçam a integridade do pleito, desconstruindo qualquer narrativa inverídica e Fake News sobre supostas inconsistências entre o número de aptos a votar e o total de votantes”.

    “A seriedade do processo estabelecido pela Comissão Eleitoral, presidida pelo presidente do Conselho Regional de Medicina (CREMERS), Carlos Isaia Filho, o trabalho da consultoria jurídica externa do advogado Gustavo Paim, e a aprovação, inclusive das chapas concorrentes, ao sistema de votação da empresa Webvoto, atestam o pleito.  Os pareceres técnicos, detalham minuciosamente o processo eleitoral, bem como a austeridade com que ele foi conduzido e finalizado”.

    “O Simers atua de forma contundente para banir as contestáveis iniciativas, comunicações inconsequentes e estratégias que objetivam desabonar o pleito eleitoral e honestidade dos envolvidos.  O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, através do seu advogado, está tomando as providências cabíveis para responsabilizar criminalmente as ações e atores que promovam agressões e ofensas contra a honra da instituição”.

    Na terça-feira, 30/11, o candidato da oposição, Edson Machado prestou depoimento na 15a. Delegacia no inquérito policial que investiga a denúncia.

    Há também, por parte da oposição, um pedido de liminar para anulação da eleição, que ainda não foi julgado.

  • Prefeitura lança edital para adoção do Laçador

    Prefeitura lança edital para adoção do Laçador

    A partir dessa segunda-feira, 29, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Parcerias (SMP), receberá propostas para a revitalização e manutenção do Sítio do Laçador.

    Empresas interessadas em adotar o espaço público, pelo período de dois anos, deverão formalizar suas propostas até o dia 5 de janeiro de 2022.

    O conteúdo do edital foi publicado no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa)

    As propostas deverão conter o modelo paisagístico proposto pelo adotante.

    Além do embelezamento do local, é exigido um projeto que não altere a natureza do Sítio do Laçador, localizado em frente ao primeiro terminal do Aeroporto Internacional Salgado Filho, na avenida Zaida Jarros (BR-116).

    Como contrapartida, o adotante poderá inserir sua marca no local e usar em suas peças publicitárias os dizeres “Uma empresa parceira de Porto Alegre”, acompanhada do brasão oficial do município.

    Poderá ainda ser instalada a identificação contendo as melhorias implementadas no tamanho de até 42 centímetros por 29,7 centímetros. A análise das propostas será feita por uma comissão julgadora formada por integrantes das pastas de Parceria, Cultura, Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade e Gabinete do Prefeito.

    A estátua do Laçador (ou monumento ao Laçador) foi definida por lei municipal como Símbolo Oficial de Porto Alegre em 1992.

    Sua autoria é do escultor pelotense Antônio Caringi.

    A estátua foi tombada como patrimônio histórico de Porto Alegre em 2001. Para usar um gaúcho autêntico como modelo para a sua obra, Antônio Caringi contou com o folclorista Paixão Côrtes, então um jovem apreciador dos costumes da cultura campeira sul-rio-grandense, o qual posou para o artista com a sua coleção de indumentária gauchesca.

    O monumento é feito de bronze, tem 4,45 metros de altura e pesa 3,8 toneladas. A estátua tem um pedestal de granito trapezoidal de 2,10 metros de altura.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa) 

    Foto: Luciano Lanes/PMPA

  • Pedro Ruas: “Essa direita vai cair. Temos que promover a mudança”

    Pedro Ruas: “Essa direita vai cair. Temos que promover a mudança”

    Aos 65 anos com as credenciais de sete mandatos legislativos (seis como vereador e um como deputado estadual), Pedro Ruas  é o candidato do PSOL para o governo do Rio Grande do Sul, nas eleições de 2022.

    Foi indicado por aclamação na convenção  no início de novembro.

    O porto-alegrense Ruas tem um eleitorado fiel que o colocou sempre entre os mais votados de seu partido na capital gaúcha. Na última eleição, com mais de 14 mil votos foi o segundo mais votado entre todos, compondo quatro vereadores para o Psol, a maior bancada da oposição em Porto Alegre.

    Na eleição de 2018 concorreu a deputado estadual, foi um dos mais votados mas os votos na legenda não foram suficientes para que o PSol elegesse dois deputados.

    Advogado, formado na UFRGS, tem o ex-governador Leonel Brizola como referência para sua atuação política e seu estilo combativo. Entra na disputa de 2022 convicto de que o Brasil vai mudar e que a esquerda vai recuperar o protagonismo perdido.

    “Essa direita vai cair, nós temos que promover essa mudança”. Quando alianças, ele diz que está conversando com todo mundo do centro para a esquerda, mas acordo mesmo só no segundo turno.

    Como foi essa indicação para concorrer ao governo do Estado?

    Foram duas visões, a minha e a do partido. O partido queria ter uma candidatura competitiva, eu apareci em duas pesquisas, uma com 6% e a outra eu tenho 8,7%. Um candidato como o Luiz Heinze, do PP, que está em campanha há tempo tem 10%, ou seja nós estamos pertinho. Isso tudo estimulou o PSOL. Antes dessas pesquisas eu já tinha uma ideia de participar da eleição majoritária porque eu tenho vários mandatos, disputei muitas eleições, eu acho muito importante em 2022 disputar a majoritária de uma maneira que até ficaria frustrado se disputasse a proporcional e o Psol tem que disputar é a nossa maneira de construção.

    Há um entusiasmo partidário e pessoal. Quero apresentar o melhor programa de governo, ter uma condição boa de poder fazer o enfrentamento com a direita e mostrar a nossa cara. Eu acho que um partido de esquerda como o nosso, socialista, combativo ele tem que disputar sempre com cara própria, eu sou a favor da unidade mas a alianças a gente pode deixar pra depois, é um outro debate.

    Como avalias o cenário para a eleição no Rio Grande do Sul

    O atual governador não concorre, mas a direita tem candidatos fortes e temos que ter uma capacidade de enfrentamento grande. Temos que mostrar as atuações fascistas , apontar os representantes do bolsonarismo e a pior face disso tudo na campanha eleitoral, é parte do nosso papel.

    Já foste candidato ao Governo do Estado em 2010,  o que mudou?

    Mudou bastante em onze anos. Há cinco ou seis anos atrás, se alguém nos dissesse que nós iriamos ter um fascista na presidência da república, daríamos risada, não se cogitava disso, nem de ter que combater racismo vindo da presidência da República. Era muito diferente tudo.

    Evidentemente que as necessidades do nosso Estado já existiam. Há 10 anos já tinha a Lei Kandir que é uma praga para o Estado. Ela praticamente isenta a produção primária de tributos estaduais liquidou com as nossas finanças, a tal compensação que viria nunca veio. Eu tenho um levantamento que a nossa soja que sai daqui in natura e vai pra Argentina e pra China, se transforma em óleo, farelo, ração, em muita coisa mas aqui não gera empregos, além da lavoura. São problemas que já existiam.

    De lá pra cá como foram os governos?

    Nos anos 90, o governo Britto teve um certo pioneirismo nessa política neoliberal. Ele acabou com a Caixa Estadual, privatizou parte da CEEE e a CRT. Eu sou um Brizolista e em 59 o Brizola criou a CEEE e a CRT. Então, eu venho de uma origem politica de criação de estrutura pra todos e não o inverso, por que eu faço essa referencia? Porque todos os governos que vieram depois; Leite, Sartori, Yeda, Rigotto foram governo na mesma linha do Britto. O que é também a linha do governo Melo. Vendeu a Carris, na prática acabou com a Procempa. No Estado o Leite acabou com a Procergs, tu vês que são políticas semelhantes. Coisas que vem desde o consenso de Washington em 95, que tomou conta do planeta. O que não se imaginava, pelo menos eu não li nada nesse sentido, é essa transformação de neo liberalismo em fascismo. É estranho. São coisas assustadoras e incríveis de como por exemplo nós voltarmos a discussões do século XV ou XIV, sobre se a terra plana ou é redonda. É um debate medieval, esses grupos anti-vacinas, por exemplo, não se imaginava um retrocesso tão grande a respeito dos costumes por exemplo.

    Eu uso isso de parâmetro para trazer porque essa linha toda vai ter representação nas eleições do ano que vem. Fascismo, negacionismo estará representado. Quando nós falamos em nível de unidade eu por exemplo, sou o líder da oposição aqui na Câmara. Lidero o Psol, PT e PC do B com muito orgulho e eu acho que unidade de ação politica contra o fascismo nós já temos mas unidade eleitoral é outro debate, que pode ou não ocorrer.

    Esses atos Fora Bolsonaro são da Unidade de Ação Politica que é o que interessa. O fundamental é que a gente tenha clareza das nossas missões e a do PSOL é afirmar o partido cada vez mais como pólo de esquerda coerente, responsável, com capacidade de enfrentamento. O Psol é um partido que não se rende e não se vende, não tem medo de ninguém e não tem preço. Isso nós temos que deixar bem claro e fazer os enfrentamentos necessários.

    Essa linha de ajuste fiscal, privatizações, teto de gastos…

    Com exceção do Alceu Collares, Olivio Dutra e Tarso Genro, todos os outros foram nessa linha de destruição. Por exemplo, a CEITEC (Centro Nacional de Tecnologia Avançada) fechou sem qualquer resistência do Estado. Esse caso é emblemático, pois se produzia tecnologia de ponta que ninguém produz, coisa que se paga caro para importar, e além disso gerava empregos. Toda essa ideia do juste fiscal também… O Sartori mandou um projeto pra Assembleia Legislativa pra fazer uma acordo com a União, sobre ajuste fiscal, o Plano de Recuperação, o regimento dizia que deveria se apresentar o acordo e não se tinha o acordo e mesmo assim foi aprovado, nós entramos na Justiça e estamos aguardando. O que se sabia e o governo Satori negou é que nesse acordo o Estado tinha prometido Banrisul e Corsan. O Eduardo Leite negou em campanha que fosse vender a Corsan, ele mentiu. Agora nega que vá privatizar o Banrisul…como acreditar?

    O governador Eduardo Leite conseguiu remover da Constituição Estadual a exigência de plesbicito para privatizar as estatais…

    Nós conseguimos evitar que o Sartori mudasse a Constituição Estadual. O Leite depois conseguiu, em 2019, mas naquela época nós ajudamos a salvar a CEEE, CRM e a Sulgás. A Sulgás operando no azul desde sempre. E a Corsan, que particularmente eu conheço bem quando fui secretário de Obras, é fundamental para o nosso desenvolvimento e saúde.  Tem uma água com um cloro de alta qualidade, foi uma das primeiras Estaduais a usar o flúor na água. O flúor é importante na saúde dentária.  Mas na verdade eu quero chegar num outro ponto. Já se sabia que isso era uma condição. É um absurdo a divida do Estado com a união. Essa dívida, pelo levantamento dos auditores do TCE, ela já foi paga em 2013, desde de 2013. É só usar o indexador correto. A dívida está paga. Então, o governo tem problemas seríssimos nesse sentido porque não reivindica, não se impõe.

    Imagina na época do Brizola se ele iria aceitar isso, ia dizer que estava pago. Então, por um lado nos tiram os tributos, por outro nos cobram uma dívida que não existem mais. E a respeito da Lei Kandir, vão dizer que eu quero arrebentar com o agro, claro que não. Se é pra beneficiar o agro com dinheiro do Estado que a União vai repor, então a gente cobra o tributo e depois que o produtor pagar o seu tributo ele vai lá e se ressarce na União, não é a União que quer fazer a coisa? Por que se a desculpa era ajudar o agro então que se mude a operação, eu vou cobrar o produtor paga e cabe ao governo federal ressarci-lo.

    Pra onde vai esse recurso da soja?

    Não é o produtor. O produtor via de regra é pequeno, tem os grandes que ganham muito, mas via de regra é pequeno. Tem gente que lida só no mercado financeiro e é dono tudo daquilo ali. Isso faz parte de uma máquina financeira onde o rentismo opera forte.

    Nas últimas eleições a esquerda perdeu espaço tanto nos governos como nos parlamentos…

    É difícil explicar, mas isso está mudando. Aqueles ventos de 2018 e chegaram a 2020 não vão se repetir. Mas nós temos o risco de 2022 de ter bolsonaristas no Rio Grande do Sul, eles tem candidaturas aí fortes. Isso não teve em 2018 aqui por exemplo, era um direita clássica.

    O Sartori ainda tentou se agarrar no Bolsonaro no último minuto…

    Mas aquilo ali foi oportunismo. Ele como governador conseguiu liquidar com todas nossas fundações. Ficamos sem saber o nosso Produto Interno Bruto, porque não tínhamos mais a FEE(Fundação de Economia e Estatística), ficamos dois anos sem saber isso. Ele acabou com a Cientec. Ele mesmo foi ao Japão ficou encantado com a tecnologia que produziam lá e que por acaso a Cientec já produzia aqui também. Quer dizer, ele nem conhecia o que ele destruiu. Ele não conseguiu na época a CEEE,CRM e a Sulgás mas pegou as Fundações.

    Mas essa ascenção da direita vai perdendo força na medida que chegou no extremo do fascismo e agora está voltando. São ciclos, como tiveram os períodos de ditatura na América Latina. Tivemos governo de esquerda, progressistas e aqui no Brasil eu acho que nós estamos passando o ciclo da direita, eu tenho certeza que essa direita cai ano que vem. Nós temos que cuidar é pra que caia nos Estados e depois nos municípios.

    A gente tem que protagonizar a mudança e potencializar os movimentos sociais.

    Eu estou motivado. A candidatura majoritária te dá a condição de estar no olho do furacão e diferente da proporcional que te esconde.

    E num eventual segundo turno, como será a articulação política?

    Acho que, do centro pra esquerda, temos que falar com todo mundo, essa tem que ser um posição desde logo assumida.

    E o PSOL no cenário nacional?

    Nós temos o deputado Glauber Braga como pré-candidato, ainda não é selada porque há divergências. Há setores que apoiam diretamente o Lula, não é o nosso caso aqui, mas eu acho fundamental que nós tenhamos candidatura própria e depois num segundo turno contra o Bolsonaro, apoiar o Lula sem dúvida. Em São Paulo nós temos o Boulos, que fez uma bela campanha em 2020.

    E aqui no Rio Grande do Sul, tu abdicaste de uma possível eleição a Deputado Estadual para concorrer ao Governo…

    Eu faço questão de fazer parte disso. Estou abrindo mão conscientemente e estou bem contente. Gostei muito da Assembleia mas acho que essa missão é muito mais importante e com uma contribuição maior pra dar. Vai ser o ano da mudança nacional, do debate mundial e uma das tarefas também é ajudar a construir essas candidaturas proporcionais. Devemos ter pelo menos duas vagas à nível federal e três estadual. 2022 será o inverso de 2018.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • Polícia investiga denúncia de fraude na eleição on line do Sindicato Médico do RS

    Polícia investiga denúncia de fraude na eleição on line do Sindicato Médico do RS

    Chegou à polícia o conflito que se avoluma no Sindicato Médico do Rio Grande do Sul desde a eleição  da atual diretoria em 25 de outubro deste ano.

    Na sexta-feira, 27, o médico Edson Machado, lider da chapa de oposição,  registrou na 15a. delegacia de Porto Alegre uma “Ocorrência Policial”,  para que seja investigada uma possível fraude nas eleições do Simers.

    Representando 15 mil médicos no RS, o Simers é uma das corporações profissionais mais poderosas do Estado. A eleição, contrariando as expectativas, foi vencida pelo candidato da situação Marcos Rovinski.

    O principal indício de fraude apontado na denúncia é uma diferença de votos entre o relatório apresentado pela empresa Webvoto, que realizou o pleito on line, e os números registrados no Conselho Regional de Medicina.

    Segundo o relatório da Webvoto na faixa de 18 e 24 anos votaram 535 médicos, representando cerca de 11,6% do total de 4.589 votos computados.

    Segundo os dados obtidos pela oposição junto ao Cremers, o número de profissionais no Rio Grande do Sul na faixa entre 18 e 25 anos, é de 266 médicos.

    “Quando vi o número de 535 votos na faixa dos 18 aos 24 anos, representando mais de 11 por cento do total de votos, estranhei.  São poucos  os médicos formados nessa faixa de idade. Então, fui conferir os números do Conselho e constatei essa discrepância brutal”, contou ao JÁ o autor da denúncia, pediatra de 66 anos, que disputou com Marcos Rovinski.

    Edson Machado está movendo também ações na Justiça pedindo anulação da eleição.