Investigações sobre “rachadinhas” chegam ao gabinete de Bolsonaro na Câmara

A polêmica sobre a ministra da Saúde, que nem chegou a assumir, tirou o foco da informação mais explosiva desta segunda feira, 15.

Em quatro reportagens, o portal de notícias UOL reuniu informações  sobre a prática da “rachadinha” não só nos gabinetes dos filhos, Carlos e Flávio, na Câmara Municipal e na Assembleia do Rio.

Também no gabinete do pai, Jair Bolsonaro, na Câmara Federal,  em Brasília, há indícios dessa prática.

“O então deputado federal Jair Bolsonaro empregou em seu gabinete por oito anos (de 1998 a 2006) Andrea Siqueira Valle, a irmã de sua segunda mulher, Ana Cristina Siqueira Valle”.

“Um ano e dois meses depois que a irmã deixou de trabalhar para Jair, Ana Cristina ficou com todo o dinheiro acumulado na conta em que Andrea aparecia como titular e recebia o salário: um saldo de R$ 54 mil – quantia equivalente a R$ 110 mil, em valores de hoje”.

O impacto dessa implicação do hoje presidente da República nesse tipo de prática ilícita pode ter consequências incalculáveis.

Num primeiro momento, a crise no Ministério da Saúde desviou o foco. Mas o assunto é bombástico demais para ficar submerso.

Diz a apresentação das reportagens:

“A quebra de sigilos bancário e fiscal de pessoas e empresas ligadas ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) revela indícios de que o esquema da rachadinha também ocorria nos gabinetes do pai, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), quando este era deputado federal, e do irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Os dados apontam ainda a existência de transações financeiras suspeitas realizadas pela segunda mulher do presidente, Ana Cristina Siqueira Valle.

O UOL teve acesso às quebras de sigilo em setembro de 2020, quando ainda não havia uma decisão judicial contestando a legalidade da determinação da Justiça fluminense, e veio, desde então, analisando meticulosamente as 607.552 operações bancárias distribuídas em 100 planilhas -uma para cada um dos suspeitos.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou o uso dos dados resultantes das quebras de sigilo no processo contra Flávio, mas o Ministério Público Federal recorreu junto ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Procurados desde quarta-feira (10) por email, telefone e mensagem de WhatsApp, Jair, Flávio e Carlos Bolsonaro não responderam aos questionamentos da reportagem.

 

Em busca do “centro ampliado”, PSDB deixa candidatura Dória no caminho

O governador de São Paulo, João Doria admitiu rever sua decisão de disputar a presidência da República, para tentar a reeleição estadual.

Em entrevistas a Folha e ao Estadão, no sábado, 13, Dória atribuiu a mudança de planos ao novo cenário eleitoral, com a volta do ex-presidente Lula, como possível candidato.

De fato o PSDB, com a volta de Lula, está defendendo uma grande frente de centro para quebrar a eventual polarização Bolsonaro-Lula.

Mas o fato é que o nome de João Dória, como candidato à presidência vinha enfrentando resistência dentro do PSDB, principalmente no grupo do deputado Aécio Neves, no qual se inclui o próprio presidente do partido, Fábio Araújo.

Dória tentou expulsar Aécio do partido e antecipar a saída de  Araújo da presidência que ele, Dória, queria ocupar.  Sofreu um revés completo.

Fabio Araújo foi confirmado no cargo pela executiva nacional, Aécio ficou fortalecido e ainda mobilizou um grupo de deputados e senadores tucanos para lançar a pré-candidatura de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

Agora, fortalecido com a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Aécio está propondo uma frente de centro – um “centro ampliado” – para chegar a um candidato de consenso que possa tirar Lula ou Bolsonaro do segundo turno em 2022.

Com o apoio dos notáveis do partido, como FHC, criou-se uma situação inusitada para Dória: ter que disputar a candidatura à presidência numa frente que inclui Ciro Gomes, o ex-ministro Mandetta e eventualmente Luciano Huck, entre outros.

Dória, que já se colocava como o anti-Bolsonaro, sendo inclusive alvo de ataques do presidente candidato á reeleição, fica numa situação insustentável.

Admitir uma candidatura ao governo do Estado, é um recuo de Dória ante as dificuldades internas.  Embora o estatuto do PSDB garanta prioridade ao governador para a reeleição, nem assim ele encontra condições favoráveis.

Um obstáculo à esta solução estadual é o ex-governador Geraldo Alckmin, que pretende ser candidato ao Palácio Bandeirantes  e conta com o apoio de vários líderes do interior do estado.

Alckmin e Doria, antigos aliados, estão em alas opostas dentro do partido.

Tudo indica que se quiser manter sua candidatura à presidência, João Dória terá que buscar outra legenda. No PSDB ele está exposto a chuvas e trovoadas.

Aécio diz que Dória vive “uma ilusão”

No sábado, 13, o deputado Aécio Neves disse que “o PSDB pode abandonar sua candidatura à presidência no ano que vem” e defendeu a formação de um “centro ampliado” para derrotar Lula e Bolsonaro.

“Temos de radicalizar no centro. Temos de propor, construir um centro ampliado para fazer frente ao Bolsonaro e ao Lula. Centro ampliado tem de ter de Ciro [Gomes, PDT] a PSDB, MDB, DEM, com o [ex-ministro Luiz Henrique] Mandetta, Luciano Huck, o [governador gaúcho tucano] Eduardo Leite e o [presidente do Senado pelo DEM-MG] Rodrigo Pacheco”, disse Aécio à Folha.

“O que o PSDB tem de colocar na balança é a possibilidade de não ter candidatura à Presidência se, nesse conjunto de forças, houver uma candidatura com mais viabilidade”.

O deputado ainda acusou Doria de viver sob a “ilusão de que é o sujeito mais querido do Brasil”: “O governador constituiu em torno de si o que chamamos de CCC, o Conselho do Cargo Comissionado. São pessoas com funções de confiança do governo e que têm função partidária também. Eles se reúnem à noite com o governador para dizer que está tudo bem, que o terno estava muito bonito, a gravata era belíssima e o cabelo estava bem penteado. Aí ele dorme na ilusão de que é o sujeito mais querido do Brasil. Acho que foram esses conselheiros que levaram ele ao equívoco de que poderia tratar o PSDB como uma legenda qualquer”.

“Ninguém será candidato pela imposição. É uma construção. Não se constrói uma candidatura como se preside uma reunião do Lide [grupo empresarial que era liderado por Doria], com um apito na boca, dizendo quem pode falar e quem deve calar. O governador tem virtudes, mas sua obsessão pelo marketing impede que muitas dessas virtudes possam ser vistas”, disse.

Eleito para a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, está recuperando o protagonismo, depois da execração nacional causada pela divulgação de um telefonema seu pedindo R$ 2 milhões ao empresário Wesley Batista. Aécio está considerando a eleição como equivalente à anulação dos processos do ex-presidente Lula pelo ministro Edson Facchin.

“Meu papel agora é suprir as lacunas que a gestão de política externa brasileira. Temos de tentar restabelecer a política externa, temas como o ambiente, de que o Brasil se afastou. Não podemos nos arvorar como Poder Executivo, mas temos instrumentos para discutir mecanismos para permitir a reinserção maior do Brasil no mundo”, declarou.

Sobre a Operação Lava Jato e sobre o papel do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, Aécio foi crítico:

“Houve virtudes [na Lava Jato]. Criminosos foram condenados, presos. Mas a criminalização da política e as arbitrariedades foram enormes. Eu mesmo assinei um documento em favor do direito de Lula de ter um processo legal. O grande mal da Lava Jato foi misturar criminosos e gente de bem na vida política. Janot tinha pretensões políticas. […] Sobre o Moro, não vou entrar no mérito de ilegalidades. Ele ajudou muito a fragilizar muito a Lava Jato na hora em que aceitou ser ministro da Justiça de um governo que ajudou, direta ou indiretamente, a eleger”, completou.

 

 

 

Governo federal negocia 168 milhões de doses de vacina

Nesta sexta-feira, 12, o ministério da Saúde apresentou um balanço das iniciativas do governo para combate ao novo coronavirus. da pandemia.

É mais um sinal da mudança de postura do governo federal diante da pandemia, depois das duras críticas das últimas semanas, incluindo um “puxão de orelhas” do ex-presidente Lula.

O balanço foi apresentado em entrevista coletiva virtual de secretários do Ministério da Saúde em Brasília.

As informações são da Agência Brasil:

O governo federal negocia a compra de 168 milhões de novas doses de vacina contra a covid-19. Neste total estão tratativas para a aquisição das vacinas da Pfizer, da Janssen e da Moderna.

No caso da vacina da Pfizer, foi publicada uma dispensa de licitação para a obtenção de 100 milhões de doses. Com a Janssen o mesmo recurso foi adotado, mas para um lote de 38 milhões de doses.

O Ministério da Saúde espera adquirir 30 milhões de doses com a Moderna, mas ainda espera proposta da farmacêutica.

O Executivo Federal também negocia mais 30 milhões de doses da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac, e de 110 milhões da vacina Oxford/AstraZeneca, produzida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz.

Até o momento, o governo federal contratou 284,9 milhões de doses. Neste total entram as 112,4 milhões da Oxford/AstraZeneca, 100 milhões da Coronavac, 10 milhões da Sputnik V do Instituto Gamaleya em parceria com a União Química, 20 milhões da Covaxin e 42,5 milhões do consórcio Covax Facility

O balanço foi apresentado nesta sexta  (12) em entrevista coletiva virtual de secretários do Ministério da Saúde em Brasília.

Até o momento foram distribuídas 20,1 milhões de doses, sendo 16,1 milhões da Coronavac e 4 milhões da Oxford/AstraZeneca, das quais foram aplicadas 10,7 milhões.

O secretário executivo da pasta, Élcio Franco, disse que a expectativa do ministério é vacinar 170 milhões de pessoas ainda neste ano. Nesta soma não entram públicos que não participaram de estudos clínicos, como crianças.

Sobre a compra de vacinas por estados e municípios, Franco afirmou que o ministério vai discutir o assunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) para avaliar se o ministério comprará lotes ou se haverá um desconto da quantidade que seria repassada pelo Executivo.

Leitos de UTI
Os secretários abordaram a demanda de municípios e estados por novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e pela manutenção daqueles abertos no ano passado diante do colapso de sistemas de saúde em diversos locais.

Segundo o secretário da Atenção Básica à Saúde, Luiz Otávio Duarte, em fevereiro havia 10,4 mil leitos de UTI para covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre março e julho, a projeção de autorizações é de 8,3 mil.

Duarte destacou que houve mudanças na dinâmica de apoio aos leitos abertos por estados e municípios. Neste ano o ministério passou a autorizar os leitos, e não habilitar, sem pagamento adiantado, mas com repasses por mês. As autorizações em caráter excepcional vão ser mantidas enquanto continuar a situação de calamidade, com diária de R$ 1.600.

No dia 2 de março foi publicada portaria autorizando 3.201 leitos de UTI para covid-19, sendo 3.160 adultos e 41 pediátricos. Outra portaria, de 11 de março, autorizou mais 3.965 leitos de UTI para a doença, sendo 3.950 adultos e 15 pediátricos.

As autorizações a partir de abril ficam condicionadas à aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), à análise da curva epidemiológica do estado ou município e a critérios estabelecidos nas normas do ministério.

 

Efeito Lula: Bolsonaro usa máscara e autoriza Estados e Municípios a comprar vacina

Quatro hora depois da entrevista do ex-presidente Lula, nesta quarta-feira 10,  o presidente Jair Bolsonaro estava de máscara em cerimônia no Palácio do Planalto, assinando o projeto de Lei  que autoriza estados, municípios e o setor privado a comprarem vacinas contra a covid-19 com registro ou autorização temporária de uso no Brasil.

Não era mera coincidência.

De forma contundente em seu pronunciamento antes da entrevista, ao meio dia,  Lula  responsabilizou Bolsonaro pelo atraso do Brasil no combate à pandemia. Disse que a situação revela que o “país não tem governo”.

Com mais de 2.300 casos em 24 horas, com hospitais e UTIS lotadas  e com variantes do vírus surgindo, o  Brasil tornou-se um caso de preocupação mundial.

E Lula em sua primeira manifestação depois de recuperar os direitos políticos, soube explorar esta situação que deixa em xeque o presidente Jair Bolsonaro.

Desde o início, Bolsonaro minimizou a gravidade do novo coronavírus e desdenhou da eficácia das medidas de isolamento e do uso de máscara.

O texto que Bolsonaro sancionou  é de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e teve sua tramitação concluída pelo Congresso Nacional na semana passada.

Pelo projeto, empresas poderão adquirir diretamente das farmacêuticas vacinas contra a covid-19 que tenham autorização temporária para uso emergencial, autorização excepcional e temporária para importação e distribuição ou registro definitivo concedidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Enquanto estiver em curso a vacinação dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, as doses deverão ser integralmente doadas ao Sistema Público de Saúde (SUS).

Após a conclusão dessa etapa, o setor privado poderá ficar com metade das vacinas compradas desde que as doses sejam aplicadas gratuitamente.

A outra metade deverá ser remetida ao SUS.

O texto também permite que estados, Distrito Federal e municípios assumam a responsabilidade civil por eventuais efeitos adversos provocados pelos imunizantes, desde que estes tenham obtido registro da Anvisa.

Segundo o projeto, agora transformado em lei, os governos locais podem contratar um seguro privado para cobrir os eventuais riscos das condições impostas por fornecedores em contrato.

Essa é uma exigência feita por alguns laboratórios, como Pfizer/BioNTech e Janssen, cujas vacinas ainda não chegaram ao Brasil.

Dentre essas condições, estão a ausência de responsabilização ao laboratório em caso de atraso na entrega ou de eventuais efeitos colaterais do imunizante.

Bolsonaro disse que já foram distribuídos 17 milhões de vacinas  e que dez milhões de pessoas já foram vacinadas. “Isso equivale a uma população maior do que o estado de Israel, que são 9 milhões de habitantes”, comparou. Considerando os 200 milhões da população brasileira, equivale a 5% do total.

(Com informações da EBC)

Lula fala à imprensa: vai pedir mutirão para vacinas e interdição de Bolsonaro

O ex-presidente Lula vai falar à imprensa nesta terça-feira às 13h30 (*).

Será a primeira entrevista depois da decisão do STF que anulou os processos contra ele na Lava Jato.

A maioria de correspondentes estrangeiros inscritos para fazer perguntas demonstra a repercussão internacional da anulação dos processos contra o ex-presidente.

A um integrante da cúpula petista com quem falou logo depois da decisão, Lula disse que “vai se colocar a serviço do povo brasileiro” , mas não vai tratar de eleição  agora.

“Ele vai ler um manifesto sobre a urgência de uma conjugação de esforços pela vacinação, pelo auxílio emergencial e contra o desemprego”, disse ao JÁ esse interlocutor.

Ele vai, também, pegar pesado contra o presidente Bolsonaro e pedir sua interdição pelos erros e a negligência no combate à pandemia.

Lula avalia, segundo essa fonte, que obteve uma “grande vitória”, com a anulação dos processos.

Estava eufórico recebendo centenas de telefonemas, mas a todos os que ligavam exultantes pedia  um  “otimismo cauteloso”.  Explicava que os processos agora anulados terão que ser retomados do zero, mas que não deve ser descartada a possibilidade  de um novo julgamento antes de 2022.

Independente das motivações e dos fundamentos jurídicos, o certo é que o ministro Edson Fachin, com sua decisão nesta terça-feira, criou um fato político das dimensões do impeachment da presidente Dilma, em 2016, e da prisão do próprio Lula em abril de 2018.

Ao anular os processos contra o ex-presidente na Lava Jato, devolvendo-lhe o direito de concorrer, Fachin puxou a toalha da mesa onde já estavam sentados dez pré-candidatos à Presidência da República em 2022.

Até ontem a pergunta era: quem será o anti-Bolsonaro?

Agora é: quem será o anti-Lula em 2022?

A avaliação dos bolsonaristas é que a polarização que se desenha, favorecerá Bolsonaro.

A avaliação à esquerda é de que Lula é o único candidato capaz de liderar uma grande frente para derrotar Bolsonaro de forma cabal.

(*) NR : Horas antes, a entrevista de Lula foi adiada para a quarta-feira, 11 horas, no mesmo local.

 

MISTURA EXPLOSIVA: Pandemia no pico e uma campanha com onze pré-candidatos

A campanha eleitoral de 2022 está nas ruas e o número de pré-candidatos chega a onze, a começar por Jair Bolsonaro, que não esconde seu projeto de reeleição desde que tomou posse.

O último nome a surgir na bolsa de pré-candidatos é o da empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza, campeã do varejo, forte conexão com o povão.

Ela desmente as notas que saem nos jornais mas um jornalista experiente que esteve com ela nestes dias garante: “É candidatíssima”.

Até o PT sonha com ela, como vice de Haddad, replicando o modelo Lula/José Alencar, o empresário mineiro que foi vice de Lula.

O  certo é que Luiza Trajano, ainda sem partido, é a décima primeira de uma lista que provavelmente ainda não está completa.

Ela começa por dois candidatos remanescentes da eleição de 2018: Fernando Haddad, pelo PT, e Ciro Gomes, PDT, antes potenciais aliados, agora antagônicos.

Fernando Haddad  foi lançado por Lula, num momento em que o PT se enredava em indefinições.

Teve efeito positivo, sua candidatura se consolida mas o padrinho Lula seguirá por algum tempo como uma sombra, até que se resolvam suas pendências na Justiça.

Se puder, Lula não será candidato?  Nem o próprio Lula, talvez, possa responder essa pergunta nesta altura.

Ciro Gomes, pré-candidato do PDT,  coadjuvante na aliança do trabalhismo com o petismo, foi ministro do primeiro governo Lula. Agora diz que seu papel na eleição será tirar o PT do segundo turno. Deduz que no segundo turno o PT será obrigado a votar nele para derrotar Bolsonaro.

João Dória, governador de São Paulo, é um candidato notório desde que pisou no Palácio dos Bandeirantes pela primeira vez.  Elegeu-se com o BolsoDoria e agora trabalha para ser o anti-Bolsonaro.

Enfrenta uma resistência no PSDB, depois que tentou assumir o diretório nacional e expulsar o deputado Aécio Neves, para não entrar na campanha com telhado de vidro no terreno da corrupção.

Há um movimento, com apoio dos caciques tucanos, como FHC, Tasso Jereissati, para inviabilizar a candidatura Dória pelo PSDB. Faz parte desse movimento o lançamento há poucos dias de outro pré candidato, o jovem governador gaúcho, Eduardo Leite.

Leite administra uma máquina pública desgastada por 40 anos de déficit público, que nos últimos dois anos não conseguia nem pagar os funcionários em dia. Há quatro anos não paga as parcelas de dívida com a União.

Tem se mostrado hábil, constituiu sólida maioria na Assembleia para aprovar projetos que cortam despesas, mas tem o contencioso de um funcionalismo há seis anos sem reajuste.

Outro pré-candidato, o apresentador Luciano Huck, assim como Luiza Trajano sem qualquer experiência política e  ainda sem partido, também faz parte das negociações em andamento no interior do PSDB.

Fernando Henrique Cardoso é um dos entusiastas de sua candidatura, mas ele vacila,  uma hora dá sinais que já está trabalhando, outra hora diz que está fora, vai continuar na Globo, no lugar do Faustão.

Os demais são: Sérgio Moro, herói da Lava-Jato, hoje submetido a um processo de revisão, com sua atuação questionada, primeiro como juiz, depois como ministro do governo Bolsonaro.

Do ninho bolsonarista, sai também o ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, que ganhou notoriedade no início da pandemia, se opondo ao negacionismo explícito do presidente. Entre aqueles que buscam alguém que ocupe o lugar do ministro Guedes na defesa das reformas neoliberais, surge também o nome de Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, que fez nome se opondo aos excessos bolsonaristas.

Completam a lista alguns nomes que sinalizam para a intensidade do embate político nos bastidores: Guilherme Boulos, do Psol, Renado Casagrande, governador do Espírito Santo,  e um previsível João Amoêdo, do Novo.

 

 

Calamidade nacional: 18 Estados com ocupação acima de 80% nas UTI

Dezoito estados e o Distrito Federal têm ocupação de leitos de UTI para covid-19 acima de 80%. Desses, 10 estão com lotação acima de 90%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (2) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No Boletim do Observatório Fiocruz Covid-19, a entidade chama a atenção para a gravidade do momento no país, com um forte crescimento no número de casos de contaminações e óbitos causados pela doença e classifica a situação como a ponta de um iceberg.

“Verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de SRAG [Síndrome Respiratória Aguda Grave], a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais.

No momento, 19 unidades da Federação apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI acima de 80% – no boletim anterior eram 12.

O cenário alarmante, segundo a análise, representa apenas a ponta do iceberg de um patamar de intensa transmissão no país”, destacou a Fiocruz.

Diante desse quadro, os pesquisadores disseram ser necessária a adoção de medidas não farmacológicas mais rigorosas, incluindo a manutenção de todas medidas preventivas, como distanciamento físico, uso de máscaras e higiene das mãos, até que a pandemia seja declarada encerrada.

Além disso, são recomendadas medidas de supressão, como restrição da circulação e das atividades não essenciais, de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, avaliadas semanalmente a partir de critérios técnicos como taxas de ocupação de leitos e tendência de elevação no número de casos e óbitos.

O número de pessoas que morreram por complicações da covid-19 no Brasil subiu para 257.361. Em 24 horas, foram registradas 1.641 mortes. 

Já o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 10.587.001. Em 24 horas, foram confirmados pelas autoridades sanitárias 59.925 novos casos.

Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta terça-feira (2). O balanço é produzido a partir de informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Há, ao todo, 862.392 pessoas com casos ativos da doença em acompanhamento por profissionais de saúde.

(Com Agencia Brasil)

 

Eduardo Leite, uma pré-candidatura no fio da navalha

O governador Eduardo Leite joga uma cartada decisiva para seu futuro com a pré candidatura à presidência da República, lançada no pico de uma pandemia e no limiar de uma crise econômica sem precedentes.

O regime de bandeira preta que ele estendeu a todo o Rio Grande do Sul neste fim de semana pode consagrar sua candidatura ou pode enterrá-la de vez.

O desafio vai além da pandemia, pois, quando ela passar,  vai deixar um rastro de destruição de empresas e empregos, pelo qual ele poderá ser culpado, se prevalecer a narrativa de Bolsonaro e de seus seguidores: de que as medidas restritivas adotadas pelos governadores são inóquas contra o coronavirus e mortais para a economia, cuja recuperação no RS será ainda mais lenta e difícil por conta da crise, já instalada, e dos impostos turbinados que garroteiam os negócios.

Há quase cinco anos o Rio Grande do Sul mantém a aliquota básica do ICMS em 18% e a dos produtos essenciais como combustível, energia e telecomunicações, em 25%.

Por conta disso, é previsível uma queda ainda maior na arrecadação, tornando ainda mais graves as agruras financeiras do Estado, trazendo de volta o fantasma do parcelamento de salários, que por quase dois anos assombrou os servidores públicos.

E não é tudo. Na condição de pré-candidato à presidência, Leite estará sob a mira aguçada do presidente que só pensa em reeleição e de quem o Estado é cada vez mais dependente.

O Regime de Recuperação Fiscal, por exemplo, ao qual o RS tenta aderir há quatro anos. Ele decorre de uma lei aprovada no parlamento, mas sua implementação depende da Secretaria Nacional do Tesouro, comandada por um subordinado do presidente.

Sem contar que o Estado está desde 2017 sem honrar sua dívida com a União, acumulando um saldo devedor que supera os R$ 12 bilhões. A cobrança está suspensa por liminar do STF que, teoricamente não sofre ingerência de Bolsonaro. Mas ele é o credor e liminar, como se sabe, é instrumento precário e transitório. Pode cair a qualquer momento.

Fora isso, há os repasses e auxilios emergenciais do governo federal que até agora tem sido providenciais para o funcionamento da máquina estadual.

Não bastasse tudo isso, Eduardo Leite terá que enfrentar dentro do PSDB, seu partido, um embate com o governador de São Paulo, João Dória, também pré-candidato.

Leite tem, claro, o apoio da imprensa, principalmente da RBS que domina as audiências no RS. Um candidato à presidência seria um lenitivo à auto estima dos gaúchos, ferida pela prolongada crise.

Há que considerar, porém, que a audiência é alta mas a rejeição também e que o governo federal (diga-se Bolsonaro) também tem sua munição em verbas para os canais amigáveis.

Além disso, os demais veículos de comunicação alimentam grave ressentimento com o tratamento preferencial ao grupo de avenida Ipiranga. Os jornais do interior, por exemplo, mais de uma centena aglutinados na Adjori, não escondem o seu desagrado.  E o cobertor é curto.

Neste fim de semana, os veículos  da RBS publicaram uma matéria extemporânea para mostrar que a pré-candidatura de Eduardo Leite dentro do PSDB não é apenas resultado de um movimento liderado pelo deputado Aécio Neves, para retaliar João Dória que quer expulsá-lo do partido.

Nem todo o empenho da repórter Juliana Bublitz consegue tornar convincente a premissa da matéria, de que os emuladores da candidatura Leite dentro do PSDB são lideranças representativa de todas as regiões.

A verdade é  que os caciques tucanos, a começar pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,  incluindo Tasso Jereissati,  Geraldo Alkmin e mesmo o presidente do partido, Fábio Araújo, a quem Dória quis derrubar,  todos se mantém em cima do muro, com declarações habilidosas que não descartam outros nomes como Luciano Huck e mesmo João Dória.

Aos 35 anos, com estampa de galã, dono de discurso articulado e aberto ao diálogo, Eduardo Leite é, sem dúvida, um nome capaz de empolgar na campanha presidencial de 2022.

O problema é chegar lá e, nesse fio de navalha em que sua candidatura transita , um passo em falso pode ser fatal, comprometendo irremediavelmente o futuro brilhante que se desenha para ele.

Vacina contra Covid: India manda mais 2 milhões de doses para o Brasil e pede “paciência”

Um avião da companhia Emirates chega a São Paulo na madrugada desta terça-feira,23,  com  2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19,

O avião decolou na madrugada de hoje (22) de Mumbai,  por volta das 10h30 da manhã (horário local), o que equivale a 2h da madrugada de hoje no horário de Brasília.

A carga fará escala em Dubai, nos Emirados Árabes..

De  São Paulo, as vacinas seguirão para o Rio de Janeiro, onde serão levadas para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

As doses foram produzidas pelo Instituto Serum, maior produtor mundial de vacinas e parceiro da AstraZeneca na Índia.

Mesmo prontas, as vacinas precisarão passar primeiro por Bio-Manguinhos para que possam ser rotuladas antes de serem distribuídas ao Programa Nacional de Imunizações.

A importação de doses prontas é uma estratégia paralela à produção de vacinas acertada entre a AstraZeneca e a Fiocruz.

Segundo o acordo com a farmacêutica anglo-sueca, a Fiocruz vai produzir 100,4 milhões de doses de vacinas até julho, a partir de um ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado.

A primeira remessa desse insumo já chegou ao Bio-Manguinhos e o primeiro milhão de doses produzido na Fiocruz tem entrega prevista para o período de 15 a 19 de março.

De acordo com a fundação, os dois primeiros lotes estarão liberados internamente nos próximos dias. Esses lotes são destinados a testes para o estabelecimento dos parâmetros de produção.

“Com esses resultados, a instituição produzirá os três lotes de validação, cuja documentação será submetida à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses lotes somarão cerca de 1 milhão de doses e seus resultados serão enviados à Anvisa até meados de março”.

Também está em andamento na Fiocruz o processo de transferência de tecnologia para a produção do IFA no Brasil, o que tornará a fundação autossuficiente na produção das vacinas.

A previsão é que as primeiras doses com IFA nacional sejam entregues ao Ministério da Saúde em agosto, e, até o fim de 2021, seja possível entregar 110 milhões de doses, elevando o total produzido no ano pela Fiocruz para 210,4 milhões.

O lote de dois milhões de doses que chega agora é o segundo vindo da India, de onde já vieram outros 2 milhões de doses em janeiro. O total previsto é de 12 milhões de doses prontas a serem importadas.

Além dos 2 milhões que chegam amanhã ao país, mais 8 milhões estão previstas para os próximos dois meses, mas não há um cronograma definido por enquanto.

Maior fabricante mundial de vacinas, o Serum Instituto da India,  está pedindo aos países que aguardam imunizantes contra a covid-19 que sejam “pacientes”.

O governo determinou que a prioridade é atender “às enormes necessidades” da Índia.

Responsável por 60% das vacinas mundiais antes da pandemia, o STI está produzindo a vacina anglo-sueca AstraZeneca, conhecida localmente como Covishield, em suas instalações em Pune, no oeste da Índia, e já enviou milhões para o estrangeiro, incluindo o Brasil.

O fabricante indiano, que tem recebido pedidos de vários países, entre eles o Canadá, prevê ainda fornecer 200 milhões de doses no âmbito da plataforma Covax, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir o acesso às vacinas dos países mais pobres.

A Índia começou uma gigantesca campanha de vacinação em 16 de janeiro, tendo até agora vacinado cerca de 11 milhões de pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde.

O governo indiano tinha estabelecido como objetivo vacinar cerca de 300 milhões de pessoas até julho, num país com 1,3 bilhão de habitantes, mas a campanha sofreu grandes atrasos, não por falta de vacinas, mas devido à falta de candidatos.

Segundo o jornal Hindustan Times, só 4% dos cerca de 191 mil trabalhadores do setor da saúde receberam a segunda dose da vacina um mês depois da primeira, o prazo recomendado para a segunda imunização pelo fabricante, embora seja possível prolongá-lo até seis semanas.

A desconfiança em relação às vacinas e a enorme diminuição do número de casos no país poderão explicar o desinteresse da população, segundo especialistas ouvidos pela revista Time.

O país reduziu drasticamente a progressão da doença nos últimos meses, depois de atingir o valor mais alto de infeções em meados de setembro de 2020, com 97.894 contágios num só dia.

No último balanço diário, a Índia registou  14.199 casos, além de 83 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde indiano, tendo registado em média 13 mil casos diários na última semana.

Apesar disso, nas últimas duas semanas o número de casos aumentou em Maharashtra, o estado indiano mais atingido pela pandemia, que viu o número de infeções diárias duplicar, estando agora com uma média de mais de 5 mil infecções.

No último dia, o estado indiano registrou quase 7 mil novas infeções, praticamente metade do total do país.

Ainda assim, menos de 36% das pessoas inscritas para vacinação em 11 de fevereiro na capital do estado, Nagpur, se apresentaram nos centros de saúde, de acordo com o diário Times of India.

Desde o início da pandemia, a Índia contabilizou mais de 11 milhões de casos do novo coronavírus, mantendo-se como o segundo com mais infecções, atrás dos Estados Unidos, que no último balanço contavam com mais de 28,1 milhões.

Com um total de 156.385 mortes, a Índia é o quarto país do mundo com mais óbitos, atrás dos Estados Unidos, do Brasil e México, de acordo com a contagem independente da Universidade norte-americana Johns Hopkins.

O país tem atualmente 150.055 casos ativos da doença.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2,4 milhões de mortes no mundo, resultantes de mais de 110 milhões de casos de infecção, segundo balanço feito pela agência francesa AFP.

As doses foram produzidas pelo Instituto Serum, parceiro da AstraZeneca na Índia e maior produtor mundial de vacinas. Mesmo prontas, as vacinas precisarão passar primeiro por Bio-Manguinhos para que possam ser rotuladas antes de serem distribuídas ao Programa Nacional de Imunizações.

A importação de doses prontas é uma estratégia paralela à produção de vacinas acertada entre a AstraZeneca e a Fiocruz. Para acelerar a disponibilidade de vacinas à população, 2 milhões de doses já foram trazidas da Índia em janeiro e está previsto um total de 10 milhões de doses prontas a serem importadas. Além dos 2 milhões que chegam amanhã ao país, mais 8 milhões estão previstas para os próximos dois meses.

Enquanto negocia a chegada das doses prontas, a Fiocruz trabalha na produção local das vacinas Oxford/AstraZeneca.

Segundo o acordo com a farmacêutica anglo-sueca, a Fiocruz vai produzir 100,4 milhões de doses de vacinas até julho, a partir de um ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado.

A primeira remessa desse insumo já chegou ao Bio-Manguinhos e o primeiro milhão de doses produzido na Fiocruz tem entrega prevista para o período de 15 a 19 de março.

De acordo com a fundação, os dois primeiros lotes estarão liberados internamente nos próximos dias. Esses lotes são destinados a testes para o estabelecimento dos parâmetros de produção.

“Com esses resultados, a instituição produzirá os três lotes de validação, cuja documentação será submetida à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses lotes somarão cerca de 1 milhão de doses e seus resultados serão enviados à Anvisa até meados de março”.

Também está em andamento na Fiocruz o processo de transferência de tecnologia para a produção do IFA no Brasil, o que tornará a fundação autossuficiente na produção das vacinas.

A previsão é que as primeiras doses com IFA nacional sejam entregues ao Ministério da Saúde em agosto, e, até o fim de 2021, seja possível entregar 110 milhões de doses, elevando o total produzido no ano pela Fiocruz para 210,4 milhões.

 

IBGE vai contratar 204 mil para fazer o Censo Demográfico em 2021

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reabriu o aguardado concurso para 204.307 vagas temporárias para a realização do Censo Demográfico 2021, com salários de até R$ 2.100.

Os editais estão no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 18.

São dois processos seletivos e há vagas distribuídas para praticamente todos os municípios do país.

Veja a distribuição de vagas e salários:

·         181.898 vagas para a função de Recenseador: remuneração por produção, de acordo com o número de domicílios visitados e questionários respondidos.

·         5.450 vagas para a função de Agente Censitário Municipal: salário de R$ 2.100.

·         16.959 vagas para a função de Agente Censitário Supervisor: salário de R$ 1.700

Para a função de recenseador, é exigido ensino fundamental completo.

A previsão de duração do contrato é de até 3 meses, podendo ser prorrogado mediante necessidade de conclusão das atividades do Censo e de disponibilidade orçamentária.

As renovações ou rescisões dos contratos estarão condicionadas ainda ao cronograma da coleta e aos resultados da avaliação de desempenho do contratado. A jornada de trabalho é de, no mínimo, 25 horas semanais.

Para as funções de agente censitário, é exigido ensino médio completo.

A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias.

Os melhores colocados em cada município ocuparão a vaga de agente censitário municipal, que será o responsável pela coordenação da coleta naquela cidade. Os demais supervisionam as equipes de recenseadores.

A previsão de duração do contrato é de até 5 meses, podendo também ser prorrogado.

Para as vagas de recenseador, as inscrições começam no dia 23 de fevereiro e vão até 19 de março, pelo site http://www.cebraspe.org.br/concursos/ibge_20_ recenseador. A taxa de inscrição é de R$ 25,77.

Para as vagas de agente censitário municipal e agente censitário supervisor, as inscrições começam nesta sexta-feira (19) e vão até 15 de março pelo site http://www.cebraspe.org.br/concursos/ibge_20_agente. A taxa de inscrição é de R$ 39,49.

Distribuição de vagas

Vagas para Recenseador  Mapa: Reprodução/IBGE

Provas e resultados

De acordo com o IBGE, as provas objetivas serão aplicadas presencialmente em 18 de abril para agente censitário municipal e agente censitário supervisor.

Para recenseadores, as provas serão também presenciais, em 25 de abril, “seguindo os protocolos sanitários de prevenção da Covid-19”.

Essa diferença de datas permite ao candidato participar dos dois processos seletivos.

As provas serão realizadas em todos os municípios onde houver vagas.

Provas para agente censitário municipal e agente censitário supervisor:

·         prova objetiva de caráter eliminatório e classificatório

·         4 horas de duração, aplicada no turno da tarde

·         10 questões de Língua Portuguesa

·         10 questões de Raciocínio Lógico Quantitativo

·         5 questões de Ética no Serviço Público

·         15 questões de Noções de Administração/Situações Gerenciais

·         20 questões de Conhecimentos Técnicos. O conteúdo programático está disponível no edital.

Prova para recenseador:

·         prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório

·         4 horas de duração, aplicada no turno da tarde

·         10 questões de Língua Portuguesa

·         10 questões de Matemática

·         5 questões sobre Ética no Serviço Público

·         25 questões de Conhecimentos Técnicos

Os gabaritos preliminares serão divulgados no dia seguinte a aplicação das provas, a partir das 19h, no site do Cebraspe. O resultado final dos aprovados será divulgado em 27 de maio.

A previsão para contratação é dia 31 de maio no caso dos agentes censitários, e em julho para os recenseadores.

Menos vagas que concurso cancelado

O processo seletivo autorizado tem menos vagas previstas que o anterior, que foi cancelado por causa da pandemia.

Lançado em março do ano passado, o edital trazia 208.695 vagas e a previsão era receber quase 2 milhões de inscrições.

(Com Assessoria de Imprensa)