Prefeitura inicia celebração dos 250 anos de Porto Alegre neste domingo na Redenção

Será lançado neste domingo, dia 26, o calendário oficial de eventos e o selo comemorativo dos 250 anos de Porto Alegre.

O evento será na Redenção, às 11h, junto ao Monumento do Expedicionário  e  contará com a participação do prefeito, Sebastião Melo, de secretários municipais, autoridades locais e atrações musicais.

Rogério Beidacki, o secretário extraordinário para os 250 anos, comentou à respeito da programação: “Temos eventos para todos os públicos, para todas as idades e todas as classes sociais. Nesses 250 anos queremos aproximar ainda mais o cidadão da Capital e aumentar o orgulho pela nossa Porto Alegre”.

A agenda foi desenvolvida durante dois meses pela prefeitura, através da Secretaria Extraordinária para os 250 anos de Porto Alegre, e conta com mais de 200 atrações que vão de 26 de setembro de 2021 a 31 de dezembro de 2022. São eventos dos mais variados, produzidos pela prefeitura, organizações sem fins lucrativos e iniciativa privada. Todos terão o selo comemorativo e o apoio da prefeitura na realização. Esporte, lazer, cultura, turismo, educação, inovação e desenvolvimento social e econômico são os principais temas a serem abordados durante o período de comemoração.

No domingo, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) promoverá ações educativas de trânsito e o Sesc vai oferecer brinquedos para as crianças aproveitarem durante a manhã no local. Entre as atrações, apresentação de capoeira, poesia com Liliana Cardoso e música com Fernando Pratti, Hique Gomes, Victor Hugo e Escola de Samba da Restinga.

O selo comemorativo foi criado pelo design da prefeitura e pretende mostrar alegria e a proximidade com a programação e os eventos promovidos durante os 250 anos. Ele estará disponível em diversos materiais que serão distribuídos para entidades parceiras, comércio e população em geral.

Monumento ao Expedicionário recebeu limpeza nesta sexta 

Nesta sexta-feira, 24, as equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb)  e do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) iniciaram a limpeza do Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção. O trabalho foi realizado por oito funcionários com apoio de dois caminhões.

* Com informações do site da Prefeitura

Guerra ideológica mira memorial Luís Carlos Prestes em Porto Alegre

O Memorial Luis Carlos Prestes, obra  de Oscar Niemeyer,  na Orla do Guaíba tornou-se alvo de uma disputa ideológica na Câmara de Porto Alegre.

A vereadora Comandante Nádia (DEM) ingressou com uma indicação ao Executivo para que envie um projeto propondo   a supressão do nome do líder comunista, mudando para “Memorial Cidade de Porto Alegre”.

Normalmente as indicações passam pelas comissões e vão direto ao Executivo sem maiores problemas quando não sofrem rejeição, mas esta teve um empate na Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) e por isso irá para votação em Plenária.

Se aprovada, a indicação chegará ao prefeito Sebastião Melo, que poderá  ou não enviar um projeto com o conteúdo proposto.

No documento a parlamentar justifica a indicação com um texto do ex-vereador Wambert di Lorenzo que em 2017, às vésperas da inauguração do local tentou mudar o nome do memorial para “Museu do Povo Negro”.

Na ocasião, em sessão que teve bate boca e tumulto , a Câmara rejeitou o projeto por 19 votos à 13.

Procurada pela reportagem do Jornal Já na tarde desta quarta-feira, enquanto ocorria a sessão, a vereadora não quis falar à respeito ou conceder entrevista sobre a indicação. “Não vou falar sobre isso agora”.

A Vereadora Comandante Nádia, do DEM, | Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto

História do Memorial Luis Carlos Prestes 

A  homenagem ao líder comunista Luis Carlos Prestes foi decidida em 1990, quando a Câmara aprovou projeto do então vereador  Vieira da Cunha, cedendo uma área do município de Porto Alegre para a construção de um memorial.

A Prefeitura cedeu um terreno, na Edvaldo Pereira Paiva, cruzamento com a Ipiranga que teve sua pedra fundamental inaugurada em 1998. Somente 11 anos depois, em 2009 a Câmara autorizou  a concessão de uso do terreno e para conseguir erguer o prédio projetado por Niemayer, metade foi cedida para a Federação Gaúcha de Futebol, que construiu um prédio de três andares no local.

“Esse projeto para tirar o nome do Prestes é absolutamente sem sentido, um absurdo, é uma tentativa de atacar ideologicamente uma obra consagrada” falou o vereador Pedro Ruas (PSOL) que participou da reunião, junto com Vieira da Cunha, em que foi pedido para Oscar Niemeyer, que também era comunista que elaborasse o projeto em homenagem ao Luis Carlos Prestes. “Seria enganar Niemeyer que fez essa obra para homenagear o seu líder.” finalizou.

Prefeito votou favorável do projeto que concedeu o terreno.

Votado no dia seis de maio de 2009 a Câmara Municipal aprovou, por 28 votos favoráveis e um contrário, projeto do Executivo que autorizou a concessão de uso de terreno do Município à construção da nova sede da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e do Memorial Luis Carlos Prestes.

Entre os favoráveis estava o do então vereador Sebastião Melo que, caso a indicação chegue à sua mesa, terá de decidir se segue em frente com a ideia.

Nos corredores da Câmara se fala que a proposta é mera intenção de levantar debate ideológico. “Ela quer colocar no colo do prefeito um tema que só interessa e serve para o eleitorado dela” comentou um assessor político.

 

 

Secretário admite flexibilização de protocolos para turismo e eventos em Porto Alegre

A Câmara Municipal discutiu na manhã desta terça-feira (21/9), em reunião virtual, uma nova perspectiva para setor de turismo e eventos,  com a flexibilização dos protocolos adotados em função da pandemia.

O secretário extraordinário de Enfrentamento ao CoronaVírus na Capital, César Sulzbach, admitiu que existe a necessidade de uma análise efetiva para que sejam abrandadas as regras de controle sanitário, devido ao avanço na vacinação.

Sulzbach mencionou também flexibilização dos protocolos para eventos pequenos na Capital.

“Acredito que a testagem é a melhor forma de se bloquear o vírus, permitindo que as escolas, o comércio e administração pública possam trabalhar e fazer com que a nossa economia possa girar.”

Para o secretário do Turismo Luiz Armando Silva de Oliveira, é fundamental a participação da gestão pública nesse processo.

“De 2019 para 2020, os processos, na nossa coordenação de eventos, caíram em 61%; para licenciados houve uma variação negativa de 80%. E agora, em 2021, já conseguimos liberar 630 eventos, ou seja, existe um crescimento na liberação e, consequentemente, das atividades econômicas ligadas ao setor de eventos”, informou.

“A prefeitura se coloca como parceira das empresas privadas, da comunidade em geral e do Legislativo municipal para que se discutam essas questões para a nossa cidade.”

A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre organizou a reunião.

*Com informações da Câmara

Porto Alegre ultrapassa 60% da população com vacinação completa

Porto Alegre atingiu nesse feriado de 20 setembro a marca 62,1% da população com o esquema vacinal completo.

São 752.319 mil pessoas que se vacinaram das duas doses ou da dose única conforme os dados atualizados no vacinômetro, no site da Prefeitura.

Com a primeira dose o percentual é ainda mais alto, de 91,1% o equivalente 1,1 milhão de pessoas. Desde o dia 15 de setembro a Prefeitura já aplica a dose de reforço em idosos maiores de 70 anos e que receberam a segunda dose até 11 de março.

No dia 16 foi iniciada a vacinação para adolescentes com 15 anos ou mais. A Prefeitura diz ter 90 mil vacinas Pfizer em estoque, número considerado suficiente para atender a faixa etária atual.

Capital gaúcha integrou pesquisa do Ministério da Saúde

Equipes de laboratório contratado pelo Ministério da Saúde estiveram em Porto Alegre para realizar a pesquisa PrevCov, que analisa a prevalência de infeção por Covid-19 no Brasil.

O estudo soroepidemiológico fornecerá informações que apoiam a tomada de decisão baseada em evidências para embasar respostas em saúde pública, mostrando a distribuição da Covid-19, a dinâmica de transmissão e a variação da doença de acordo com o cenário específico das populações afetadas nos diferentes recortes geográficos: grandes regiões, unidades federadas, regiões metropolitanas e municípios das capitais.

Com pesquisas em 274 municípios brasileiros, o estudo vai gerar um mapa detalhado da transmissão e comportamento da Covid-19 no país e ajudará a aperfeiçoar as ações de combate e prevenção da doença e de outras possíveis ameaças virais. Em caso de dúvida, a orientação é ligar 136 – Disque Saúde ou acessar o site www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/prevcov.

Melo recorre a Paulo Guedes para destravar empréstimos internacionais

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, foi recebido pelo ministro Paulo Guedes nesta quarta-feira, em Brasilia. Não foi divulgado o tempo da audiência.

Melo tinha dois assuntos:

– a crise do transporte coletivo, que se extremou com a pandemia

– a portaria editada pelo governo federal, que travou a tomada de empréstimos por parte de estados, Distrito Federal e municípios.

A portaria 9.365/2021, editada em 4 de agosto pelo Ministério da Economia, barrou os processos para contratação de crédito pelos municípios.

Melo defendeu a revisão do texto, uma vez que Porto Alegre apresenta um quadro financeiro favorável para ampliar as linhas de crédito junto às instituições financeiras.

“Estamos com uma série de empréstimos internacionais para serem efetivados, mas ainda não concluímos estes processos, pois ainda dependemos de um aval do governo federal. Porto Alegre se encontra em boas condições para tomar novos empréstimos. Estamos tranquilos para receber este aval, diferente de outros estados e municípios”, destacou.

“Um SUS para os transportes”

Na questão dos transportes, Melo insistiu na tese de que só uma união de esforços para atenuar os impactos sofridos pelo setor pode sanar a crise financeira.

Além da retirada dos impostos, ele defendeu a criação de um fundo federal para financiar as gratuidades.

“Também defendemos com o ministro a criação de um ‘SUS’ para o transporte urbano para financiar os usuários que não podem pagar em uma operação tripartite – União, Estado e municípios – ou que seja retirado os pesados impostos que incidem sobre a passagem”, ressaltou.

Hoje, os tributos federais que incidem sobre o transporte público têm impacto de 8,09% sobre os insumos. No Estado, o peso dos impostos é de 5,77%.

Nesta quinta-feira, 16, o prefeito conclui sua agenda em Brasília. Tem marcados encontros com parlamentares entre eles o líder da bancada gaúcha na Câmara Federal, Giovane Cherini e reunião na sede da Frente Nacional de Prefeitos reunido com representantes da Confederação Andina de Fomento (CAF), financiadora dos principais projetos de Porto Alegre, a começar pela Orla.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Covid: pesquisadores brasileiros desenvolvem vacina em spray nasal

Da Agência Brasil

Uma vacina em forma de spray nasal contra a covid-19 está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em fase de estudos, o novo imunizante promete ser de baixo custo, proteger contra variantes e bloquear o novo vírus ainda no nariz. A expectativa é que ela esteja disponível até o fim de 2022.

“Você já começa a induzir resposta no epitélio nasal e induzir a produção de um anticorpo que é muito importante nas mucosas, que são as IgAs [Imunoglobulina A] secretórias”, explica o coordenador do estudo, Jorge Elias Kalil Filho, professor da Faculdade de Medicina da USP e chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas.

Além de inovar na forma de inoculação do vírus, com aplicação pelo nariz e não por via intramuscular, o imunizante também se diferencia no antígeno. “Em vez de usarmos a Spike do vírus de Wuhan, nós vamos utilizar só a RBD [domínio receptor obrigatório, pela sigla em inglês] das quatro variantes de preocupação”, diz Kalil Filho.

De acordo com a Fiocruz, a proteína Spike é associada à capacidade de entrada do patógeno nas células humanas e é um dos principais alvos dos anticorpos neutralizantes produzidos pelo organismo para bloquear o vírus.

O pesquisador explica ainda que o antígeno vai conter pedaços de proteínas que estimulem a resposta celular mais duradoura do que aquela mediada pelos anticorpos neutralizantes.

“Nós estudamos 220 pessoas que tiveram a doença, estudamos também por informática todo o genoma do vírus e selecionamos fragmentos que teoricamente induzem uma boa resposta celular”, acrescenta.

O imunizante, portanto, deve incluir fragmentos que são capazes de matar a célula, caso ela seja infectada. “Se o vírus entrar na célula, a única coisa que você pode fazer é usar as células chamadas CD8 citotóxicas, que matam a célula infectada”, afirma Kalil Filho.

O spray deve incluir, portanto, os chamados linfócitos T CD8+ citotóxicos, que matam células doentes, e os linfócitos T CD4+, que auxiliam na produção de anticorpos e nas respostas citotóxicas.

Outra inovação do produto é a criação de um tipo de nanopartícula que adere à mucosa do nariz. “A mucosa tem muitos cílios que não deixam nada aderir, mas desenvolvemos um jeito de colocar uma formulação específica em que a gente induz uma resposta de mucosa importante”, acrescenta o médico.

Sobre o custo, Kalil Filho diz que deve ficar em torno de US$ 5, mas que ainda são necessárias outras análises relacionadas ao rendimento. “Nós temos alguns laboratórios que produzem proteínas recombinantes, mas ainda está muito no início, então estamos tratando com as empresas farmacêuticas pra ver se a gente acha alguma que consiga produzir com boa quantidade”.

A vacina spray nasal pode funcionar como um reforço para as doses já existentes e aplicadas por via intramuscular.

“Provavelmente, quando o spray estiver pronto, boa parte da população mundial vai estar vacinada. Eu acredito que ele vai ser, sobretudo, como uma dose de reforço”, afirmou o médico.

Briga de Eduardo Leite com a Petrobras é campanha política

O governador Eduardo Leite recorreu à Justiça contra a Petrobras por propaganda enganosa. Pede até indenização por dano moral.

A causa é um anúncio em que a estatal mostra a estrutura de custos da gasolina e diz que recebe apenas R$ 2,00 pelo litro de gasolina que está custando quase R$ 7,00 na bomba.

O vídeo veiculado ressalta o peso do ICMS cobrado pelos Estados, que chega em média a 28% do preço final da gasolina.

Na ação, o governador alega que a Petrobras omite informações e tenta jogar para os Estados a culpa pelo alto preço dos combustíveis.

O anúncio da Petrobras atende a um interesse do candidato Bolsonaro, de passar aos governadores a culpa pelo alto preço dos combustíveis.

A ação do governador Eduardo Leite é também a de um candidato, que não aceita ser o vilão da alta dos combustíveis.

A verdade é que alíquota do ICMS no Rio Grande do Sul para a gasolina é 30%  desde 2016, com validade até 2022. Não por acaso, o preço da gasolina no Estado só perde para o Tocantins.

 

Documentário mostra falhas na investigação sobre a facada em Jair Bolsonaro

“Sei que muitos investigadores gostariam que o caso fosse reaberto para começar uma investigação a partir de uma perícia médica no Jair Bolsonaro”.

A declaração é do repórter Joaquim de Carvalho, que acaba de lançar um documentário sobre a facada que o, então, candidato Jair Bolsonaro sofreu em Juiz de Fora no dia 6 de setembro de 2018, em plena campanha eleitoral.

O atentado, que justificou a ausência de Bolsonaro  dos debates e comoveu o eleitorado,  é considerado decisivo para a eleição do atual presidente.

Segundo Carvalho, até que haja uma investigação independente, não se poderá excluir a hipótese de um auto-atentado. Uma “fackeada” como ele diz.

O documentário  “Bolsonaro e Adélio – uma facada no coração do Brasil”, produzido pelo jornalista, pelo cineasta Max Alvim e pelo cinegrafista Eric Monteiro, tem produção da TV 247 e financiamento coletivo de seus assinantes e apoiadores.
O filme, com uma hora e 44 minutos de duração, revela os furos da versão oficial sobre o episódio.

O documentário foi lançado no Youtube na noite do sábado (11) e ao final da manhã deste domingo já contabilizava mais de 134 mil visualizações.

Projeto que autoriza privatização da Carris é aprovado

Foi aprovado na noite desta quarta-feira, por 23 votos a favor e 13 contra, o projeto que autoriza a desestatização da estatal do transporte público, a centenária Carris Porto Alegrense.

O PLE 13/21 é o segundo projeto de um pacote de medidas enviadas pelo prefeito Sebastião Melo  à Câmara Municipal de Vereadores  para enfrentar a crise do transporte público em Porto Alegre.

A empresa vinha apresentando déficit desde 2012 e tinha nisso a principal justificativa para aprovação do projeto. Em dez anos o governo alega ter aportado mais de R$ 500 milhões para a estatal.

A partir de agora a Prefeitura tem aberto o caminho para a desestatização da Carris, o que deve ocorrer até o fim do ano que vem conforme falou a secretária de Parcerias, Ana Pellini.

“Não será um processo curto, nunca vi nenhum processo de privatização não ser demorado” comentou, Ana.

O secretário de Mobilidade, Luiz Fernando Záchia, admitiu que o projeto sozinho é insuficiente mas que outras ações como repactuação dos contratos já estão em andamento. “A Carris traz um prejuízo.  Essas medidas não resolvem,  tem que vir outras medidas.” explicou Záchia.

Como foi a sessão

A sessão nem havia começado e do lado de fora, servidores e rodoviários apoiados por sindicatos e movimentos sindicais, se concentravam em frente à Câmara. Vereadores da  oposição chegavam e somavam coro aos contrários ao projeto.

Do lado de fora s funcionários da empresa, municipários e movimentos sociais protestavam contra o projeto. Foto: Martha Izabel/CMPA

A sessão começou por volta das 14h15 presidida pelo líder do governo Idenir Cecchim já que o presidente da Casa o vereador Márcio Bins Ely não se apresentou presencialmente ao legislativo.

Nas galerias, que por razões de protocolos sanitários estavam quase esvaziadas, servidores da Carris se manifestavam a cada discurso na tribuna.

Ao contrário da votação que aprovou a extinção da profissão de cobradores, a sessão não teve maiores incidentes mas teve seus momentos de tensão.

O clima esquentou um pouco mais quando os vereadores Cassiá Carpes (PP) e Felipe Camozzatto (NOVO),  a favor do projeto, foram à Tribuna.

Já no final os ânimos foram ao extremo quando os servidores  se exaltaram com o vereador da base Jesse Sangalli (CIDADANIA) que teria provocado os rodoviários.

Na tribuna os vereadores da oposição subiram o tom e defenderam os funcionários da estatal. ” É uma vergonha, um profundo desrespeito com os servidores de vereadores que ganham até salário duplo e não tem coragem de falar na tribuna” exclamou o vereador Matheus Gomes( PSOL).

Logo em seguida o vereador Jesse subiu na Tribuna e disse que não provocou ninguém: “Eu desafio a provarem que eu provoquei alguém. Eu não provoquei ninguém.” se defendeu o parlamentar.

Rodoviários se viravam quando vereadores da base falavam. Foto: Elson Sempé Pedroso

Ao longo das horas, oposição e base governista lançavam suas estratégias para a sessão. No plenário três secretários de governo acompanhavam a sessão:  Cassio Trogildo(Governança Local), Ana Pellini (Parcerias) e Luiz Fernando Záchia (mobilidade).

Na tribuna os vereadores da oposição gastavam todos seus espaços para discursar. Por diversas vezes  tentavam prorrogar ainda mais a sessão ou com pedidos de adiamento, ou solicitando revisão do quórum.

Foram apresentadas sete emendas, todas da oposição, todas com destaque o que dava espaço para mais discussão.

Uma prévia de que o projeto seria aprovado foi quando o requerimento de adiamento por duas sessões da votação do projeto foi rejeitado.

“Queremos mais tempo para este debate” pediu antes da votação do requerimento o líder da oposição, o vereador Pedro Ruas(PSOL).

Em meio a discussão o vereador Roberto Robaina, também do PSOL,  sugeriu que a empresa fosse administrada por uma cooperativa de trabalhadores.

“O governo não quer uma medida democrática e sim um medida de negócio. O governo disse que iria entregar a Carris para administrar sem recursos públicos. Nós aceitamos mas o governo não quer. Nós podemos administrá-la melhor que o MDB fez no ano passado”. concluiu na Tribuna.

Do outro lado a estratégia da base governista era ficar quase calada. Poucos vereadores favoráveis ao projeto foram a tribuna.

Foram eles os vereadores Cassiá Carpes (PP), Felipe Camozzatto (NOVO), Jesse Sangalli (CIDADANIA).

O  líder do governo, Idenir Cecchim, falou somente no final, quando se discutia a oitava emenda que decretava que o projeto entrasse em vigor apenas cinco anos depois da sua aprovação: “Em cinco anos a Prefeitura gastaria mais de R$ 300 milhões.” foi um dos argumentos usados pelo parlamentar.

Após a rejeição da emendas vieram os discursos finais. “Ainda terá muita luta pela frente, a Carris pode voltar a ser pública” exclamou a vereador Bruna Rodrigues (PcdoB).

O relógio marcava 22h36 minutos quando o projeto foi aprovado. Os servidores presentes em comoção se abraçavam, alguns choravam, outros proferiam frases de críticas aos vereadores, que saiam do plenário Otávio Rocha pelas portas dos fundos..

 Emendas rejeitadas

Das oito emendas que a oposição apresentou nenhuma foi aprovada.  “Fizemos as emendas para amenizar os danos” avisou o vereador Pedro Ruas.

Os vereadores da base foram orientados a votar contra. “São emendas ruins sem estudo, sem cálculos” argumentou o líder do governo Idenir Cecchim.

Todas as emendas com exceção da emenda 7 tiveram 23 votos contra e 11 favoráveis.

A emenda 7 teve o apoio do vereador Clàudio Janta (Solidariedade), e dos vereadores do PDT Márcio Bins Ely e Mauro Zacher. A emenda 8 teve dez votos favoráveis.

Emenda 1 –  condicionava a desestatização do projeto a partir da apresentação de estudos técnicos e de um plebiscito após o projeto aprovado.

Emenda 2 –A mais complexa das emendas previa, entre outras coisa, que caso fosse aprovado o projeto em  conformidade com o artigo 1 ficariam mantidas as linhas operadas pelo lote público, devendo estas serem ser submetidas a processo licitatório. O mesmo se aplicava ao terreno e demais patrimônios da empresa. A emenda também incluía que os funcionários da empresa não fossem demitidos e sim incorporados à empresa que assumisse as linhas da Carris.

Emenda 3 – previa que a Prefeitura realocasse , precedido de um plano de manejo, os trabalhadores da estatal

Emenda 4 – permitia  que lei só entrasse em vigor  24 meses após o cessar do Estado de Calamidade Pública que ocorre devido a pandemia de Coronavírus

Emenda 5- Incluía ao artigo 1 da lei que: “quaisquer das formas de desestatização estabelecidas na legislação pátria da Companhia Carris PortoAlegrense (CARRIS) fica condicionada à deliberação e aprovação da medida em Assembleia Geral dos acionistas, de acordo com Lei nº 6.404/1976.”

Emenda 6 – Alterava o artigo 1 e ficava com a seguinte redação:  “Art. 1º- Fica o Poder Executivo do Município de Porto Alegre autorizado a transferir totalmente as trabalhadoras e trabalhadores concursados da Companhia Carris Porto Alegrense (CARRIS), a sociedade, os seus ativos, inclusive o controle acionário da Companhia Carris Porto Alegrense (CARRIS)”.

Emenda 7 – Incluía no artigo a seguinte redação: A alienação ou transferência citada no caput do presente artigo será efetuada aos funcionários da Companhia Carris Porto-Alegrense, organizados na forma de cooperativa, caso haja deliberação para tal prática em assembleia realizada pelos trabalhadores.

Emenda 8  – Lei entraria  em vigor decorridos 5 (cinco) anos após a sua publicação.

 

Servidores em comoção com aprovação do projeto que autoriza privatizar a Carris. Foto: Felipe Uhr
Pela o acesso aos fundos do plenário vereadores e assessores da base saiam sob vaias. Foto: Felipe Uhr/Jornal Já

Votaram a favor do projeto

Alexandre Bobadra (PSL)
Alvoni Medina (REP)
Cassiá Carpes (PP)
Cláudia Araújo (PSD)
Claudio Janta (SD)
Comandante Nádia (DEM)
Felipe Camozzato (NOVO)
Fernanda Barth (PRTB)
Gilson Padeiro (PSDB)
Giovane Byl (PTB)
Hamilton Sossmeier (PTB)
Idenir Cecchim(MDB)
Jesse Sangalli (Cidadania)
José Freitas (REP)
Lourdes Sprenger (MDB)
Mari Pimentel (NOVO)
Mauro Pinheiro (PL)
Moises Barboza (PSDB)
Mônica Leal (PP)
Pablo Melo (MDB)
Professor Franzen (PSDB)
Psicóloga Tanise Sabino (PTB)
Ramiro Rosário (PSDB)

Votaram contra a desestatização da Carris

Airto Ferronato (PSB)
Aldacir Oliboni (PT)
Bruna Rodrigues (PCdoB)
Daiana Santos (PCdoB)
Jonas Reis (PT)
Karen Santos (PSOL)
Laura Sito (PT)
Leonel Radde (PT)
Marcio Bins Ely (PDT)
Matheus Gomes (PSOL)
Mauro Zacher (PDT)
Pedro Ruas (PSOL)
Roberto Robaina (PSOL)

 

 

 

Bolsonaro repete ameaças mas sai enfraquecido dos atos do 7 de setembro

O presidente Jair Bolsonaro usou o Dia da Independência para fazer demonstrações de força e ameaçar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois de participar do ato oficial na frente do Palácio do Planalto, o presidente deslocou-se para São Paulo, onde seus apoiadores ocuparam parte da avenida paulista.

Apesar do número expressivo de manifestantes favoráveis ao presidente,  a presença foi menor do que a anunciada e esperada pelos organizadores.

Tampouco se concretizaram as ameaças reiteradas de bloqueio de estradas e ultimato para os ministros do STF.

No Distrito Federal, Bolsonaro ficou no local da manifestação por cerca de meia hora e discursou em um carro de som, acompanhado de ministros.

O ponto principal do seu discurso foram os ataques ao STF, onde é alvo em quatro investigações. “Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica, da região [da Praça] dos Três Poderes, continue barbarizando a nossa população”, disse, em referência ao ministro Alexandre de Moraes.

“Ou o chefe desse Poder enquadra o seu ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos. Porque nós valorizamos, reconhecemos e sabemos o valor de cada Poder da República. Nós todos aqui na Praça dos Três Poderes juramos respeitar a nossa Constituição. Quem age fora dela se enquadra ou pede pra sair”, completou.

Bolsonaro ainda afirmou que nesta quarta-feira (8) se reuniria com ministros e também com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, do Senado, Rodrigo Pacheco, e do STF, Luiz Fux. “Com esta fotografia de vocês [das manifestações de hoje], vou mostrar pra onde nós todos devemos ir”, disse aos apoiadores.

Nenhum dos três confirmou essa reunião mencionada pelo presidente.

No fim da manhã, o presidente embarcou para São Paulo, onde participou de ato na Avenida Paulista.  Bolsonaro praticamente repetiu o discurso, ampliando as agressões ao STF.

Embora tenha demonstrado que tem uma base de apoio consistente, as manifestações do presidente ampliaram seu desgaste nos meios político e empresarial, onde crescem às reações à sua pregação anti-democrática.