A crise institucional desencadeada pelo ministro André Mendonça faz parte de um plano de ações para desestabilizar o país e por em risco as eleições de 4 de outubro? Potencial ela tem.
Por trás da crise, estão dois maiores escândalos da história brasileira, Master e INSS e, pela frente, uma eleição decisiva, em que a soberania nacional está em jogo.
Desestabilizar para forçar uma intervenção e impedir a eleição por falta de garantias, seriam os propósitos golpistas. A crise já atinge em cheio o Judiciário, ronda o Parlamento e molha os pés do Executivo. A implosão do STF por um de seus ministros vai muito além do fato.
Com as insinuações sobre Lulinha a crise roça a Presidência. Também o envolvimento do Procurador Geral no caso Vorcaro atinge o Executivo. Os dois escândalos tem elementos contaminantes para enlamear a República.
A inquietação com a anarquia chega à população e já é visível nos meios mais politizados. O editorial da Folha de São Paulo, o manifesto da Associação Brasileira de Imprensa nesta semana são indicativos claros de que está disseminada a percepção do perigo institucional. Os desdobramentos da crise no STF esta semana poderão ser decisivos.

