Funcionários do “extinto” Imesf fazem três dias de greve em Porto Alegre

Mobilização dos funcionários do Imesf nesta quarta-feira, 14/10. Foto Sindisaúde-RS/Divulgação

Ainda na luta pela manutenção dos empregos, trabalhadores do Instituto de Estratégia da Família de Porto Alegre (Imesf) iniciaram nesta quarta-feira (14), uma greve de três dias, em resposta às intensão da Prefeitura de demitir todos os funcionários.

O processo na Justiça a respeito da extinção do órgão está encerrado, com decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF), mas há processos na Justiça do Trabalho sobre destinação dos 1,8 mil funcionários do órgão. A Prefeitura já demitiu cerca de 500 e pretende afastar os demais ainda este ano.

O executivo alega que segue todas as determinações judiciais. “A rescisão dos contratos de trabalho dos profissionais ligados ao Imesf segue decisão do Tribunal de Justiça (TJ/RS), que declarou o instituto inconstitucional, com trânsito em julgado certificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo com 11 reuniões de mediação e formulação de propostas com sindicatos que representam os trabalhadores, todas foram recusadas em assembleias das categorias. Após encerramento da mediação, os contratos de trabalho foram declarados nulos por sentença proferida pela Justiça do Trabalho, em ações movidas pelos sindicatos”, diz a Prefeitura.

A Secretaria de Saúde divulgou nota em que também afirma: “Com o novo modelo, construído pela Secretaria de Saúde, contando com Irmandade Santa Casa de Misericórdia, Associação Sulina Divina Providência e Associação Hospitalar Vila Nova, greves e desassistência para a população não ocorrem, tampouco o porto-alegrense ficará refém de interesses político-sindicais de categorias, em pleno período de pandemia e campanha de vacinação’. Cerca de 75% dos postos de saúde vão passar aos “parceiros” da Prefeitura.

O primeiro dia da greve dos trabalhadores do Imesf teve concentração no Posto Modelo e, à tarde, caminhada até a Câmara de Vereadores, onde o presidente da Casa, Reginaldo Pujol, comprometeu-se com o SindSaúde-RS e demais sindicatos a realizar uma audiência pública para rediscutir a questão Imesf.

“Fomos à Câmara de Vereadores durante a tarde para fazer essa pressão política, requisitando algo que desde setembro de 2019 repetimos: a atenção básica de Porto Alegre não pode e não precisa ser privatizada. E conseguimos esse compromisso do Pujol”, declarou o presidente do sindicato, Julio Jesien.

Ao todo, foram registradas sete Unidades de Saúde fechadas pela paralisação, o que, diz a Prefeitura, deixa 35 mil pessoas sem atendimento em saúde.

 

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