A entrevista do jornalista Glenn Grenwald no programa Roda Viva. da Tv Cultura de São Paulo foi a grande audiência da noite desta segunda-feira, 02 de setembro.
Desde junho, o site The Intercept, do qual Greenwald é editor, vem publicando mensagens trocadas pelo Telegram entre o juiz Sérgio Moro e os procuradores que conduziam as investigações da Operação Lava Jato
“O jornalista só tem que responder duas perguntas diante de um material que recebe: é autêntico? é de interesse público?”, disse Glenn quando um dos entrevistadores lembrou que ele estava divulgando informações obtidas por meios criminosos.
Outra pergunta recorrente: não estaria, com as revelações, pondo em risco o legado da Lava Jato no combate à corrupção (“155 condenados, 2 mil anos de prisão no total, 600 denunciados, R$ 13 bilhões resgatados”).
“Impossível combater a corrupção com métodos corruptos. Ao denunciá-los estamos fortalecendo o combate à corrupção”.
A autenticidade das mensagens vazadas: “Há um jogo cínico de insinuar que pode haver manipulação, mas ninguém questionou até agora a veracidade das mensagens”.
Segundo Glenn, o juiz Sérgio Moro e o procurador da Operação Lava Jato acharam que o fim nobre de combate a corrupção poderia justificar os meios.
Vazamentos seletivos para a imprensa de processos em segredo de justiça, orientação do juiz aos procuradores para produção de provas, pressão por delações… “Sérgio Moro grampeou Lula e a Dilma e vazou…”
A série de reportagens do Intercept com base nas mensagens hackeadas do Telegram revela que os vazamentos ilegais que, durante mais de três anos, renderam manchetes nos principais jornais do país partiam dos procuradores que conduziam as investigações.
.

Deixe uma resposta