MISTURA EXPLOSIVA: Pandemia no pico e uma campanha com onze pré-candidatos

A campanha eleitoral de 2022 está nas ruas e o número de pré-candidatos chega a onze, a começar por Jair Bolsonaro, que não esconde seu projeto de reeleição desde que tomou posse.

O último nome a surgir na bolsa de pré-candidatos é o da empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza, campeã do varejo, forte conexão com o povão.

Ela desmente as notas que saem nos jornais mas um jornalista experiente que esteve com ela nestes dias garante: “É candidatíssima”.

Até o PT sonha com ela, como vice de Haddad, replicando o modelo Lula/José Alencar, o empresário mineiro que foi vice de Lula.

O  certo é que Luiza Trajano, ainda sem partido, é a décima primeira de uma lista que provavelmente ainda não está completa.

Ela começa por dois candidatos remanescentes da eleição de 2018: Fernando Haddad, pelo PT, e Ciro Gomes, PDT, antes potenciais aliados, agora antagônicos.

Fernando Haddad  foi lançado por Lula, num momento em que o PT se enredava em indefinições.

Teve efeito positivo, sua candidatura se consolida mas o padrinho Lula seguirá por algum tempo como uma sombra, até que se resolvam suas pendências na Justiça.

Se puder, Lula não será candidato?  Nem o próprio Lula, talvez, possa responder essa pergunta nesta altura.

Ciro Gomes, pré-candidato do PDT,  coadjuvante na aliança do trabalhismo com o petismo, foi ministro do primeiro governo Lula. Agora diz que seu papel na eleição será tirar o PT do segundo turno. Deduz que no segundo turno o PT será obrigado a votar nele para derrotar Bolsonaro.

João Dória, governador de São Paulo, é um candidato notório desde que pisou no Palácio dos Bandeirantes pela primeira vez.  Elegeu-se com o BolsoDoria e agora trabalha para ser o anti-Bolsonaro.

Enfrenta uma resistência no PSDB, depois que tentou assumir o diretório nacional e expulsar o deputado Aécio Neves, para não entrar na campanha com telhado de vidro no terreno da corrupção.

Há um movimento, com apoio dos caciques tucanos, como FHC, Tasso Jereissati, para inviabilizar a candidatura Dória pelo PSDB. Faz parte desse movimento o lançamento há poucos dias de outro pré candidato, o jovem governador gaúcho, Eduardo Leite.

Leite administra uma máquina pública desgastada por 40 anos de déficit público, que nos últimos dois anos não conseguia nem pagar os funcionários em dia. Há quatro anos não paga as parcelas de dívida com a União.

Tem se mostrado hábil, constituiu sólida maioria na Assembleia para aprovar projetos que cortam despesas, mas tem o contencioso de um funcionalismo há seis anos sem reajuste.

Outro pré-candidato, o apresentador Luciano Huck, assim como Luiza Trajano sem qualquer experiência política e  ainda sem partido, também faz parte das negociações em andamento no interior do PSDB.

Fernando Henrique Cardoso é um dos entusiastas de sua candidatura, mas ele vacila,  uma hora dá sinais que já está trabalhando, outra hora diz que está fora, vai continuar na Globo, no lugar do Faustão.

Os demais são: Sérgio Moro, herói da Lava-Jato, hoje submetido a um processo de revisão, com sua atuação questionada, primeiro como juiz, depois como ministro do governo Bolsonaro.

Do ninho bolsonarista, sai também o ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, que ganhou notoriedade no início da pandemia, se opondo ao negacionismo explícito do presidente. Entre aqueles que buscam alguém que ocupe o lugar do ministro Guedes na defesa das reformas neoliberais, surge também o nome de Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, que fez nome se opondo aos excessos bolsonaristas.

Completam a lista alguns nomes que sinalizam para a intensidade do embate político nos bastidores: Guilherme Boulos, do Psol, Renado Casagrande, governador do Espírito Santo,  e um previsível João Amoêdo, do Novo.

 

 

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