Porto Alegre está se preparando para El Niño? Reunião na Câmara não acha resposta

Reunião proposta pelo vereador José Freitas sobre “Como Porto Alegre se prepara para o El Ninõ?”

Porto Alegre está preparada para o El Niño que vem aí?

Esta foi a pergunta que norteou a reuni]ao da Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab, nesta terça-feira 7/7. Os prognósticos são de anormalidades climáticas, com forte aumento das chuvas entre agosto e novembro próximos. 

“A enchente de 2024 deixou um trauma muito grande não só financeiro, mas também psicológico. As pessoas estão com medo. Precisamos saber o que as secretarias estão fazendo”, afirmou o proponente da pauta, vereador José Freitas (Republicanos). 

Segundo Freitas, o Guaíba está assoreado, mesma situação dos arroios. “Os principais arroios foram desassoreados apenas nas cabeceiras. O desassoreamento completo é um trabalho de médio e longo prazo. Quando teremos um sistema de contenção como queremos?”, indagou Freitas. 

Comunidades

Leandro Machado, representando os moradores da Vila Asa Branca, no bairro Sarandi, lembrou as dificuldades vividas há dois anos, quando o “DMAE e Defesa Civil não estiveram nos primeiros momentos”.

Ele fez cobranças em relação à prefeitura e à distribuidora de energia elétrica Equatorial. “Na última enchente, agimos sozinhos nos primeiros momentos. Agora, queremos que estejam ao nosso lado. A prefeitura vai estar lá?”, questionou.

A situação dos animais também foi debatida. A protetora Keissy Gomes, do projeto Toda a Vida Importa, perguntou sobre planos de resgate e de abrigos. “Vivemos tragédia e acho que aprendemos. Precisamos de um plano de evacuação de pessoas, mas também de animais. As comunidades querem saber pra onde levar seus animais, saber o que fazer”, indagou. 

Prefeitura

Em nome do Gabinete da Causa Animal da Prefeitura, a secretária-executiva, Tatiana Guerra, destacou que foi elaborado um plano de contingência para os animais em casos de desastres naturais, finalizado no início deste ano. Segundo ela, a pasta também vem trabalhando preventivamente em regiões que foram mais afetadas, como a das Ilhas, com vacinação, castração e colocação de microchips nos animais para geolocalização. “Desde 2024, 350 animais não foram procurados por seus antigos tutores”, ressaltou ao enfatizar a importância da geolocalização.

A questão da habitação para a população atingida e em áreas de risco foi abordada pelo diretor-adjunto do Departamento Municipal de Habitação (Demahab), Marcelo Cardoso. Ele relatou que muitos moradores conseguiram novas casas a partir dos programas como o Compra Assistida, integrante do Minha Casa, Minha Vida. “O Departamento segue recebendo muitas consultas de pessoas em áreas de risco que pretendem trocar de moradia”, relatou.   

Também foram analisadas a situação das obras no dique do bairro Sarandi, as bombas submersíveis e móveis que poderão ser utilizadas nas áreas de alagamento, os condutos forçados e as podas de árvores que vêm sendo realizadas.  

Encaminhamentos 

Ao final da reunião, o vereador José Freitas sugeriu mais ações de macrodrenagem e a ampliação do número de casas de bombas na cidade. “Continuaremos atentos e acompanhando todas as questões que envolvem esse tema”, disse. 

(Com Assessoria de Imprensa da Câmara)

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