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  • Conab denuncia golpistas que roubam cadastros para cestas básicas e medicamentos

    Conab denuncia golpistas que roubam cadastros para cestas básicas e medicamentos

    Companhia Nacional de Abastecimento, Conab, divulgou nota  alertando para uma nova modalidade de golpe, desta vez no Rio Grande do Sul.

    “Pessoas batem de porta em porta, se passando por funcionários da Conab, e pedem dados cadastrais à população atingida pelas enchentes, alegando necessidade de confirmação de cadastro para receber cestas de alimentos e medicamentos. De acordo com relatos recebidos de testemunhas, os falsos empregados pedem inclusive fotos das pessoas segurando seus documentos.

    A Conab esclarece que não realiza qualquer tipo de ação cadastral ou cobrança para a realização de doações. O acesso aos programas executados pela Companhia, quando exige cadastro, é feito diretamente pelo próprio beneficiário por meio dos canais oficiais da Conab ou do Governo Federal.

    Todas as ações são realizadas com transparência, respaldo legal e sem qualquer custo para os participantes.

    “Lamentamos e alertamos para o aumento de tentativas de golpe envolvendo o nome da instituição, registradas em diferentes regiões do país”, disse o presidente da Conab, Edegar Pretto.

    A Companhia reforça que, em caso de abordagem suspeita, nenhum dado deve ser repassado ou qualquer pagamento, de qualquer natureza, deve ser realizado. Orientamos que os órgãos competentes sejam procurados para que se faça um registro de ocorrência. Também é indicado que a vítima entre em contato com a Conab, por meio dos canais oficiais da estatal, para notificar o caso.

    A Conab reitera seu compromisso com a transparência, integridade e segurança das ações que desenvolve e permanece à disposição para prestar esclarecimentos adicionais.

    Contato para dúvidas ou denúncias:
    Email: ouvidoria@conab.gov.br
    Telefone: (61) 3403-4575

  • Filha de chineses, de 41 anos, é empresária-símbolo em campanha da indústria gaúcha

    Filha de chineses, de 41 anos, é empresária-símbolo em campanha da indústria gaúcha

    Carolina Chiao, CEO da Metalúrgica Fimac, de Gravataí foi a escolhida para representar as 52 mil indústrias gaúchas na campanha institucional lançada nesta quinta-feira pela Federação das Indústrias do Rio Grandedo do Sul.

    Nas peças publicitárias que começam a ser veículadas nos principais meios de comunicação. Carolina narra na primeira pessoa sua trajetória que “reflete a diversidade do setor industrial gaúcho”.

    Ela tem 41 anos e é filha de imigrantes chineses que chegaram ao Brasil em 1981. Em 2010, com a morte do irmão que dirigia a empresa da familia, assumiu como gestora e transformou uma pequena fábrica num polo de inovação.

    Ela conta que nos primeiros anos, o faturamento era baixo, os custos altos e as entregas atrasavam. Em seu segundo ano à frente da Fimac, conseguiu zerar os atrasos e, progressivamente, estabelecer uma cultura de excelência. Hoje a Fimac é um exemplo.

    A campanha do Sistema FIERGS pretende “valorizar a força do setor industrial que responde por 855 mil empregos no Estado”.

    A iniciativa busca estimular um novo olhar sobre a indústria, com destaque para sua diversidade e sua importância para o desenvolvimento gaúcho.
    “Indústria RS: Feita por muitos. Forte por todos”, resume o conceito que orienta a campanha.

    “Queremos mostrar a força da nossa indústria por meio das pessoas que a constroem todos os dias. O nosso setor é um pilar para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e está em constante transformação, sempre buscando inovação e mais competitividade”, diz o  presidente Claúdio Bier.
    Segundo o diretor de Comunicação do Sistema FIERGS, Nilson Vargas, a campanha busca promover uma nova percepção sobre a indústria gaúcha. “Essa ação estimula um novo olhar sobre o setor como um ecossistema vivo, diverso e essencial para o desenvolvimento do estado. A indústria é feita por pessoas reais, que com seu trabalho transformam o Rio Grande do Sul”.

    Além dos anúncios veiculados a partir desta quinta-feira, a ação conta com um site (www.feitapormuitos.com.br) que complementa a estratégia e aprofunda a relevância da indústria gaúcha.
    As peças publicitárias valorizam o ecossistema da indústria, com destaque para o empresário, que será o personagem no lançamento da campanha.​

    A CAMPANHA
    A concepção do projeto foi realizada pela Diretoria de Comunicação do Sistema FIERGS, que também criou as peças gráficas.

    O desenvolvimento do anúncio de TV ficou sob responsabilidade da produtora gaúcha de filmes publicitários Mythago.

    Com direção de cena de Guido Antonini e direção de arte de Bernardo Zortea, os filmes trazem um cenário que é um híbrido entre o real e o simbólico. Um grande estúdio com luzes à mostra, cabos no chão e tripés no fundo.
    “Com liberdade para desenvolver e criar em cima da ideia inicial apresentada pela FIERGS, ajustamos algumas coisas, evoluímos outras e saímos de um ‘estúdio com cara de making of’ para um cenário moderno, com iluminações pontuais e aparentes e imagens que foram captadas na própria fábrica da Fimac”, descreve Antonini.

  • Os programas que tiraram o Brasil do Mapa da Fome

    Os programas que tiraram o Brasil do Mapa da Fome

    O Brasil saiu novamente do Mapa da Fome da ONU, segundo o Relatório sobre o Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, da ONU.

    Significa que, na média dos últimos três anos (2022/2023/2024), o percentual de brasileiros em risco de subnutrição, sem acesso ou com alimentação insuficiente não ultrapassou os 2,5% da população do país.

    A saída do Brasil do Mapa da Fome novamente resulta de um conjunto de políticas que priorizaram a redução da pobreza: estímulo à geração de emprego e renda,  fortalecimento da alimentação escolar,  acesso à alimentação saudável e o apoio à agricultura familiar.

    Um exemplo é a restauração da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com a  retomada do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a criação do Programa Cozinha Solidária.

    A Conab foi desmontada pelo governo anterior, com a venda ou fechamento de seus principais armazéns.

    Nos últimos dois anos investiu mais de R$ 1 bilhão na compra de 132 milhões de quilos de alimentos da agricultura familiar. “Essa comida chegou a quem mais precisa, diretamente na mesa das famílias em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar”, diz o presidente da companhia, Edegar Pretto.

    O povo Yanomami, por exemplo, enfrentando grave desnutrição,  recebeu 160 mil cestas de alimentos, de um total de mais de 800 mil que a Conab já entregou a populações afetadas pela seca em estados como Amazonas, Pernambuco e Alagoas, e pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

    Segundo o IBGE, até o final de 2023, o país retirou cerca de 24 milhões de pessoas da insegurança alimentar grave.

    Além disso, em 2023, o país reduziu a pobreza extrema a 4,4%, um mínimo histórico, refletindo a retirada de quase 10 milhões de pessoas dessa condição em relação a 2021.

    Em 2024, a taxa de desemprego chegou a 6,6%, a menor desde 2012, o rendimento mensal domiciliar per capita bateu recorde, chegando a R$ 2.020, e o índice de Gini, que mede a desigualdade, recuou para 0,506 — menor resultado da série histórica.

    “Essa vitória é fruto de políticas públicas eficazes, como o Plano Brasil Sem Fome que engloba o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Programa Cozinha Solidária, a valorização do salário mínimo, crédito para a produção de alimentos pela agricultura familiar, incentivo à qualificação profissional, ao emprego e ao empreendedorismo, além do incremento da alimentação escolar. Todas as políticas sociais trabalhando juntas para ter um Brasil sem fome e soberano”, afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias.

    Esta é a segunda vez que o governo do presidente Lula retira o país da condição de fome: a primeira foi em 2014, após 11 anos de políticas consistentes. No entanto, a partir de 2018, o desmonte de programas sociais fez o Brasil retroceder e retornar ao Mapa da Fome no triênio 2018/2019/2020.

    Com informações do MDS

  • PPP da Usina: Prefeitura pagará R$ 5 milhões por ano à concessionária

    PPP da Usina: Prefeitura pagará R$ 5 milhões por ano à concessionária

    No edital para a concessão da Usina do Gasômetro,  ícone da paisagem urbana de Porto Alegre, o essencial ficou encoberto pela polêmica que ainda está nas manchetes: pode o município conceder um imóvel que é da União?

    O prédio da antiga usina é patrimônio da União, em “concessão de uso” ao município de Porto Alegre desde 1982. Interpretações divergentes dos termos da concessão alimentam a polêmica.

    Não causou estranheza que a “gestão compartilhada” prevista na concessão do prédio histórico implique num repasse de R$ 95 milhões do poder municipal para a concessionária que vai “administrar o espaço” por  20 anos.

    O município já investiu milhões na infindável reforma do prédio. E vai pagar quase R$ 5 milhões por ano para uma empresa “administrar o  espaço”?

    A concorrência deve ocorrer no fim de agosto.

  • Animais abandonados: EPTC já recolheu mais de 100 cavalos das ruas de Porto Alegre este ano

    Entre janeiro e junho, a EPTC recolheu 126 cavalos em áreas de circulação proibida ou em situação de maus-tratos. Destes, 76 foram devolvidos aos seus responsáveis.

    Ao menos 13 animais recolhidos neste ano já haviam sido retirados das ruas anteriormente. Do total de animais recolhidos no primeiro semestre, 31 cavalos foram entregues para adoção.

    Todos os animais são tratados, microchipados e identificados antes de serem disponibilizados.

    O microchip, do tamanho de um grão de arroz, possui um número único de identificação, que não pode ser alterado ou removido.

    Ele é implantado sob a pele, geralmente na região do pescoço, sem causar danos à saúde do animal. As informações são lidas por um scanner e gerenciadas por meio de software, o que facilita o controle e monitoramento.

    Atualmente, o abrigo da EPTC conta com 49 cavalos, dos quais 46 estão aptos para adoção. Todo o processo é acompanhado pela EPTC, que realiza visitas anuais às famílias adotantes para verificar os cuidados dos animais. Em 2025, já foram feitas 16 vistorias pós-adoção.

    Para adotar, o interessado deve possuir espaço adequado e se cadastrar por meio da Carta de Serviços da Prefeitura de Porto Alegre, para assumir a guarda legal do animal como fiel depositário.

    Os cavalos adotados não podem ser utilizados para trabalho de tração – como carroças, charretes ou arados – nem para práticas esportivas, como saltos e corridas.

    Segundo a legislação vigente, lei municipal nº 10.531/08, o uso de veículos de tração animal (VTA) é permitido apenas em áreas específicas do Extremo Sul e regiões das Ilhas de Porto Alegre, e somente em rotas e baias autorizadas pelo Executivo Municipal.

    A Equipe de Fiscalização de Veículos de Tração Animal (EFVTA) da EPTC é responsável por recolher animais soltos, fiscalizar o uso de carroças e apurar denúncias de maus-tratos, além de promover a guarda e adoção dos equinos.

    Como denunciar – Em casos de abandono ou maus-tratos, a população pode denunciar por meio da Central de Atendimento ao Cidadão 156 (opção 1) ou pelo número 118. O atendimento funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive em feriados. Se constatada a irregularidade, o animal é recolhido e levado ao abrigo na Zona Sul, onde recebe alimentação, cuidados veterinários e, se recuperado, pode ser encaminhado para adoção.

    Em 2024, a EPTC recebeu 640 chamadas envolvendo cavalos: 29 por maus-tratos, 292 por animais soltos nas ruas, 23 relacionadas a veículos de tração animal, além de outros serviços.

    O abrigo da EPTC conta com infraestrutura adequada: caminhão com guincho munck – capaz de transportar até cinco cavalos, baias de alvenaria para equinos debilitados, assistência veterinária, área de pastagem, cocho de alimentação, bebedouro e equipe dedicada ao tratamento e cuidado dos animais.

    A visitação ao abrigo é permitida mediante agendamento. O espaço está localizado na rua Crispim Antônio Amado, 1266, bairro Lami. Informações sobre adoção podem ser solicitadas pelo e-mail adote@eptc.prefpoa.com.br ou pelo link da Carta de Serviços da prefeitura.
     (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Bancos e big techs por trás do ataque americano ao Pix, a nova moeda brasileira

    Sérgio Lagranha

    A investigação que o  governo dos Estados Unidos abriu para apurar “práticas desleais” de comércio no  Brasil tem por trás os interesses de bancos  e empresas de alta tecnologia que operam com intermediação financeira.

    No relatório do Escritório do Representante do Comércio dos EUA,  que deu origem ao processo, os autores alegam que “o modelo brasileiro de pagamento pode impactar os negócios de empresas estadunidenses”.

    O “modelo brasileiro”  é o PIX, o sistema de pagamento instantâneo, criado pelo Banco Central do Brasil como alternativa rápida e prática aos métodos tradicionais como TED, DOC e boletos.

    O levantamento realizado pelo Banco Central mostra que o Pix superou o dinheiro como forma de pagamento mais usada no país, sendo preferida por 76,4% dos brasileiros, enquanto o dinheiro em espécie é usado por 68,9%.

    No ano passado, foram movimentados R$ 26,455 trilhões em transferências feitas via Pix, segundo dados do Banco Central.

    O economista Paul Krugmann, Premio Nobel de Economia, chegou a perguntar, em artigo sobre o Pix: “O Brasil inventou o futuro do dinheiro?”.

    Gratuito para pessoas físicas  e com taxa de apenas 0,33% do valor da transação, para empresas/comerciantes, o Pix é mais vantajoso que os cartões de débito (taxa de 1,33%) e  os cartões de crédito (taxa de 3,24%).

    Com isso, os bancos perderam receita e modelos de pagamento como Google Pay e Apple Pay também perdem.  A concorrência afeta os ganhos das big techs – como Google, Apple, Amazon e Meta, que estão cada vez mais presentes no mercado financeiro brasileiro, com foco especial em meios de pagamento digitais.

    Essas empresas atuam tanto como facilitadoras de pagamentos através de parcerias com bancos e empresas financeiras, quanto como provedoras de serviços financeiros próprios. É a elas que o relatório se refera quando diz que o Pix “pode impactar os negócios de empresas estadunidenses”.

  • Apoio de Trump a Bolsonaro pode causar mais estragos do que o tarifaço

    Apoio de Trump a Bolsonaro pode causar mais estragos do que o tarifaço

    O alvo dos ataques de Donald Trump ao Brasil é o BRICS.

    Esse bloco, hoje com 11 países e quase metade do PIB mundial, desafia a hegemonia americana, sustentada pelo dólar, a moeda de referência do comércio mundial.

    No BRICS, os países estão buscando negociar em suas próprias moedas, numa relação que dispensa o dólar.

    A cooperação em torno de interesses comuns substitui a competição, muitas vezes agressiva, que caracteriza o capitalismo americano, financeirizado, concentrador.

    A eleição de Trump  dá a dimensão da crise desse modelo, levado ao extremo.  Despreparado, mal informado e, por isso mesmo, arrogante, o “homem cenoura” desconcerta o mundo.

    Caiu até no golpe de Bolsonaro que promete afastar o Brasil do BRICS, se ele Bolsonaro (ou um dos seus) chegar à presidência em 2026. Como se fosse simples assim.

    Para começar, a China é hoje o principal parceiro no comércio e em projetos estratégico no Brasil, que por sua vez tem um papel angular para os interesses chineses no continente americano.

    Por exemplo, esse acordo,  para a construção de um corredor ferroviário, que atravessa o Brasil a partir do litoral da Bahia até o Peru é tudo o que o agronegócio do centro-oeste almeja. Ele é um dos acordos selados em julho, em Brasilia, dois dias antes do tarifaço de Trump. Apenas um, dos 37 “acordos de cooperatação” assinados entre Lula e Xi-Jinping.

    A reação de Trump diante de uma realidade que lhe foge ao controle é a de um menino mimado. O problema é que ele é o presidente dos Estados Unidos e suas decisões, sensatas ou disparatadas, afetam  todo o mundo.

    Não será difícil para o mercado e a diplomacia mitigarem e provavelmente compensaram com vantagens os estragos do tarifaço na economia. Não é improvável, inclusive, que Trump volte atrás.

    Já no terreno político, esse engajamento leviano de Trump com a causa bandida dos Bolsonaro, pode causar estragos imprevisíveis num momento em que o Brasil luta para se estabilizar.

    Por enquanto, o efeito é o contrário do esperado. A manifestação arrogante de Trump, mexeu com os velhos brios nacionalistas e o bolsonarismo golpista ficou na contramão.  Bandeiras dos Estados Unidos voltaram a ser queimadas em manifestações e mesmo aliados se afastaram de Bolsonaro.

    Mas Bolsonaro é um agitador profissional. Com o aval de Trump, não é uma tornozeleira que vai tirá-lo de cena, ao contrário.

    (E.B.)

  • Empresa argentina vence leilão para administrar a ponte São Borja-Santo Tomé

    Empresa argentina vence leilão para administrar a ponte São Borja-Santo Tomé

    A  empresa Plus Byte SRL venceu o leilão realizado nesta quarta-feira, 16/08,  para modernizar a Ponte Binacional São Borja – Santo Tomé.

    O grupo argentino apresentou proposta de outorga de US$ 29 milhões. Foi a terceira tentativa de concessão.

    A ponte, com cerca de 1,4 quilômetro, anexada a um sistema de 15,6 quilômetros de extensão, conecta o Brasil à Argentina sobre o Rio Uruguai e concentra 20% do comércio bilateral,  além de 40% do comércio rodoviário entre Brasil e Chile.

    O contrato  prevê que a concessionária invista US$ 99 milhões (99 milhões de dólares) ao longo de 25 anos de vigência.

    A Plus Byte superou a proposta da brasileira CS Infra, que ofertou US$ 26 milhões.

    “É o primeiro leilão internacional na história da infraestrutura rodoviária brasileira”, comemorou  o ministro dos Transportes, Renan Filho.

    Investimentos vão modernizar alfândega e acessos
    A concessionária vencedora do leilão da ponte binacional São Borja-São Tomé ficará responsável por obras de recuperação estrutural, requalificação dos acessos e ampliação do Centro Unificado de Fronteira (CUF).

    O contrato exige melhorias nos sistemas de controle aduaneiro e nas instalações de fiscalização na ponte entre Brasil e Argentina.

    Foram incluídas tarifas reduzidas e isenções para moradores das cidades fronteiriças e para o transporte coletivo.

    A concessão da ponte binacional integra o pacote de 12 certames para angariar recursos da iniciativa privada e que estão nos planos do Ministério dos Transportes para este ano.

    “O governo Lula tem a meta de 35 leilões. Realizamos 15 desde o início da gestão. Para comparação, o governo Bolsonaro fez seis em quatro anos. Já alcançamos R$ 160 bilhões em novos contratos assinados só este ano”, declarou Renan Filho.

    O leilão da Ponte São Borja–Santo Tomé marcou o primeiro certame internacional da infraestrutura rodoviária federal, com participação de empresas habilitadas fora do Brasil.

    O governo federal tentou leiloar a ponte binacional São Borja-São Tomé em duas ocasiões antes desta quarta-feira. Em janeiro, o Tribunal de Contas da União suspendeu o certame após questionamentos sobre os critérios técnicos. Em abril, a segunda tentativa não atraiu propostas.

    Para viabilizar a nova rodada, o ministério reduziu a outorga mínima de US$ 48,8 milhões para US$ 26,5 milhões e flexibilizou exigências operacionais.

    O novo contrato transfere à iniciativa privada a operação do Centro Unificado de Fronteira, que passa a oferecer suporte direto às operações alfandegárias, aos controles sanitários e à circulação dos veículos de carga.

    O modelo de concessão incorporou inovações como degraus tarifários atrelados aos investimentos (capex), descontos por cumprimento de obrigações contratuais e um programa de recursos para desenvolvimento tecnológico, voltado ao avanço da infraestrutura rodoviária.

    Ponte Binacional São Borja-Santo Tomé, sobre o Rio Uruguai, liga o município de São Borja (RS), à cidade de Santo Tomé, na Argentina.

    A ponte de ligação entre Brasil e Argentina entrou em operação em 1997, após 18 meses de obras feitas com base em acordo firmado entre os dois países no ano de 1989.

    O consórcio Mercovia assumiu a operação desde o início, mas perdeu o contrato em julho de 2021, quando o governo prorrogou temporariamente a gestão enquanto preparava o novo leilão.

     

  • Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro

    Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro

    Foi postada às 8h21 min desta sexta-feira, 18/08, no portal da Polícia Federal, a seguinte nota:

    Basília/DF. A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (18/7), em Brasília, dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da PET n.º 14129.

    Coordenação-Geral de Comunicação Social
    imprensa@pf.gov.br

    Pouco depois, os advogados de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmaram ao G1 a operação.

    Os mandados foram cumpridos na casa do ex-presidente, em Brasília, e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), ao qual Bolsonaro é filiado.

    Entre as restrições, o Bolsonaro passará a usar tornozeleira eletrônica e não poderá acessar redes sociais.

    Ele terá de permanecer em casa entre 19h e 7h da manhã, e foi proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros (não podendo se aproximar de embaixadas), nem com outros réus e investigados pelo Supremo.

    As medidas indicam que foram percebidos sinais de que Jair Bolsonaro poderia buscar asilo em alguma embaixada, para evitar uma possível ordem prisão.

  • Quem diria, a China retoma o Caminho de Peabiru

    Quem diria, a China retoma o Caminho de Peabiru

    A recente iniciativa da China de propor ao Brasil um estudo sobre a construção de um sistema de transporte de cargas ligando o interior brasileiro ao oceano Pacífico recoloca no ar o Caminho de Peabiru, pelo qual os indígenas pré-descobrimento faziam a ligação terrestre entre o litoral atlântico e os Andes.

    Na sua concepção moderna, visando uma profunda integração no continente sul-americano, essa histórica ligação é discutida há pelo menos 70 anos nos bastidores da administração pública brasileira, mas não sai do papel por falta de recursos. Ideia velha, portanto.

    A novidade agora é o interesse da China, que se dispôs a custear um novo estudo ao longo dos próximos 18 meses – a conclusão seria apresentada no final do atual governo Lula.

    Pode ser este um dos motivos do tarifaço do presidente dos EUA? Sim, e a menção à perseguição judicial ao ex-presidente Bolsonaro seria mera cortina de fumaça para encobrir o verdadeiro objetivo norte-americano – fazer pressão contra a aproximação Brasil-China.

    Bolsonaro como boi-de-piranha faz sentido no momento em que avulta a disputa entre os dois impérios econômicos do momento.

    Esse projeto não sai do papel porque faltam recursos para construir as vias rodoviárias e/ou ferroviárias até o Pacífico, além de um ou mais terminais de cargas no litoral de um dos países andinos. Agora os chineses sugerem um porto no Peru,  já construído por eles. Mas já houve estudos sobre saídas pelo Equador e pelo Chile.