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  • A ligação do oceano Atlântico ao Pacífico, das trilhas indígenas aos trilhos chineses

    A ligação do oceano Atlântico ao Pacífico, das trilhas indígenas aos trilhos chineses

    Geraldo Hasse

    Trinta anos depois da edição original do livro em que contou a saga do marinheiro português Aleixo Garcia, que há 500 anos liderou uma caravana de índios guarani do litoral de Santa Catarina aos Andes, a jornalista Rosana Bond acaba de lançar uma versão mais encorpada (250 páginas) da história da conexão bioceânica recolocada na agenda pelo Brasil e a China, os maiores países da América do Sul e da Ásia, que prometem ligar o Atlântico e o Pacífico por meio de uma sistema integrado de trilhos ferroviários e rodovias asfaltadas.

    A escritora Rosana Bond, no lançamento de seu livro. Foto: Divulgação

    A nova versão da obra foi publicada pela Insular, editora sediada na capital catarinense, onde reside a autora, que nasceu em 1954 em Curitiba. Rosana Bond trabalhou em vários veículos e regiões do Brasil, mas se dedicou especialmente a juntar fragmentos da misteriosa e ainda incompleta história de Aleixo Garcia encontrados em relatos esparsos de viajantes desde o início do século XVI até pesquisas recentes realizadas por estudiosos autodidatas e acadêmicos.

    Nascido em 1485 ou 1490 na região do Alentejo, na península ibérica, Aleixo Garcia participou da expedição espanhola de Juan Díaz de Solís, que comandava um trio de caravelas quando foi abatido, assado e comido por nativos das margens do rio Paraná – ele procurava as minas de prata de Potosi, na Bolívia. Sem o chefe e alguns marinheiros também sacrificados, os três barcos voltavam para a Europa quando um dos cascos naufragou em águas do litoral de Santa Catarina, onde uma dezena de sobreviventes foi acolhida pelos índios guarani, aldeados na baixada do  rio Maciambu, que deságua no Atlântico (hoje, município de Palhoça, SC). Os marinheiros europeus ficaram vivendo entre os índios. Aleixo casou-se e teve um filho. Em 1523, oito anos depois do naufrágio, liderou a excursão que faria do seu nome uma espécie de lenda vaga, guardada na memória de indígenas sul-americanos e citada em narrativas portuguesas e espanholas.

    Faltam detalhes, mas não foi uma simples aventura. Junto com Aleixo, viajaram quatro dos companheiros de naufrágio e vários índios mais ou menos familiarizados com o chamado Caminho de Peabiru, que configurava a Rota do Sol, do leste para o oeste. Segundo a lenda acolhida por Bond, os excursionistas teriam saído do litoral de SC com 400 pessoas, incluindo mulheres e crianças; no caminho, que atravessou o Paraná, percorreu o Paraguai e chegou a Cochabamba (então pertencente ao império inca, sediado em Cuzco), a caravana teria chegado a reunir duas mil pessoas, sem qualquer explicação sobre os motivos ou objetivos de tamanho deslocamento. Como os guarani acreditavam na terra sem males, o paraíso, é possível que tenham encarado a longa viagem para os Andes como a grande chance de encontrar a felicidade.

    Calcula-se que percorriam até 30 km/dia. Faziam paradas em aldeias amigas (ou hostis) e se alimentavam de farinhas de mandioca, amendoim e milho, além de produtos da caça e pesca (pinhão no inverno). A trilha teria oito palmos de largura.

    Na volta, carregado de peças de ouro e prata, Aleixo acampou no Paraguai, de onde planejava nova excursão ao altiplano com o objetivo provável de saquear os tesouros incas com a ajuda de companheiros que mandou chamar na aldeia do Maciambu – para convencê-los de que a missão valeria a pena, teria enviado amostras de ouro e prata.

    Nessa etapa da história, paira um grande mistério: de repente, enquanto esperava a chegada do apoio pedido, Aleixo Garcia morreu… assassinado no curso de uma revolta de seus mais próximos seguidores. Aparentemente, sucumbiu à ambição por ouro e prata que naquele momento povoava os sonhos de reis e súditos europeus fascinados com a descoberta da América.

    Quando morreu, Aleixo provavelmente já sabia que perdera a parada para os espanhóis liderados por Francisco Pizarro, que chegaram pelo Pacífico em 1532.

    Se Pizarro entrou para a História como o exterminador do império inca, Aleixo Garcia mereceria ser visto como “o descobridor do império Inca”, argumenta Rosana Bond, afirmando que ele teria sido o primeiro europeu a viver entre os índios do Sul do Brasil.

    Até aí, tudo bem, mas isso não basta para que seja visto como um herói à altura de grandes figuras do século XVI como Anchieta, Nóbrega, João Ramalho e outros. Na realidade, apesar da grande quantidade de citações recolhidas aqui e ali, a história de Aleixo Garcia tem muitos pontos obscuros. De qualquer forma, o livro de Bond é rico em detalhes geográficos e históricos sobre a trajetória do náufrago no continente sul-americano. Citando fontes antigas e recentes do Brasil e de outros países, focaliza sobretudo o caminho a partir de Santa Catarina, mas lembra que havia diversas outras trilhas para o oeste a partir de Paranaguá, Cananeia e outros pontos do litoral brasileiro. Havia também ramificações para o norte e o sul criadas ao longo do tempo por indígenas e usadas por pedestres, cavaleiros e tropeiros cujas rotas serviram à abertura de estradas de rodagem e ferrovias.

    Quinhentos anos depois, o mapa logístico da América do Sul está prestes a ser enriquecido graças ao recente acordo do Brasil com a China. As obras rodoferroviárias previstas são fundamentais para o agronegócio brasileiro, que se modernizou nos últimos 50 anos, com a introdução do cultivo de soja no Brasil Central. A exportação do grão iniciada pelo porto de Rio Grande (redimensionado em 1971) abriu sucessivos polos de embarque em Itajaí, Paranaguá, Santos, Vitória, Ilhéus, Salvador, Recife, Cabedelo, São Luiz e Santarém. Em cada um desses portos, foram construídos corredores de exportação pelo oceano Atlântico. Agora vai se tentar embarcar pelo Pacífico. Não é uma ideia nova.

    Desde a década de 1950 governantes, técnicos e empresários brasileiros fazem planos sobre a ligação bioceânica que permitiria economizar tempo de viagem e custo do frete no transporte marítimo entre a América e a Ásia. Anos atrás, uma caravana de camionetas pilotadas por brasileiros percorreu a rota de São Paulo aos portos de Arica e Iquique, no Chile. Os viajantes encontraram no caminho entraves burocráticos e discrepâncias nos preços dos serviços, mas não perderam a esperança, hoje convergindo para a construção de ferrovias. É um grande projeto que se tornou mais urgente desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, passou a cobiçar a posse do Canal do Panamá.

  • Privatização do DMAE: campanha quer chegar a 100 mil assinaturas para exigir plebiscito

    Privatização do DMAE: campanha quer chegar a 100 mil assinaturas para exigir plebiscito

    Uma “frente em defesa do DMAE”, liderada pelo Simpa, está colhendo assinaturas para que o projeto de privatização do Departamento Municipal de Águas e  Esgotos de Porto Alegre seja submetido a um plebiscito popular.

    A meta é ter 100 mil assinaturas para entrar com uma Ação Civil Publica e exigir uma consulta à população sobre o projeto do prefeito Sebastião Melo, de conceder a uma empresa privada autarquia municipal, responsável pelo abastecimento de água e a rede de esgoto em Porto Alegre, desde 1961.

    O projeto de privatização do DMAE ´é polemico e já enfrenta uma CPI na Câmara de Vereadores de Porto Alegre

  • Audiência do Plano Diretor: “Me lembrei dos cercadinhos do governo Médici”

    Audiência do Plano Diretor: “Me lembrei dos cercadinhos do governo Médici”

    Elmar Bones

    Apresentei-me como repórter do JÁ e fui barrado na audiência pública para discutir o Plano Diretor de Porto Alegre, sábado 9/8, no auditório Araújo Viana.

    Pela manhã foi apresentado o projeto da prefeitura, que está na internet.

    Fui à tarde, ouvir o que iam dizer as entidades e as lideranças representativas da comunidade portoalegrense. Havia mais de 50 inscritos para falar.

    Cometi o erro de achar que minha credencial de jornalista seria suficiente para ter acesso a uma “audiência pública” onde seria apresentado e debatido um assunto do mais alto interesse público,

    Não. Teria que ter pedido antecipadamente uma credencial de imprensa, para receber uma pulseirinha, que me daria acesso ao auditório.

    Havia uma barreira de grades e uma  funcionária uniformizada,  com uma única orientação: “Só entra quem tem a pulseirinha”.

    Me lembrei do tempo dos “cercadinhos” no governo Medici, onde os repórteres eram confinados nos eventos.

    Ninguém da prefeitura que pudesse ser consultado, só os guardas de uma empresa terceirizada para fazer cumprir a determinação inflexível.

    Há mais de 30 anos, o jornal JÁ acompanha a questão do Plano Diretor, em Porto Alegre. Fizemos edições especiais, temos trabalhos premiados.

    Não tive chance sequer de mostrar o crachá. “Só com a pulseirinha”.

    O rigor era geral. Outras pessoas que tinham inscrição, obtida depois do prazo, se aglomeravam reclamando na entrada. Mas a funcionária simplesmente se retirou e só restaram as grades e os guardas para impedir a entrada.

    As inscrições para a audiencia foram encerradas, às 11 horas de sexta-feira, porque teriam chegado ao limite da lotação do auditório, três mil lugares. Esperava-se que fosse às 18h o encerramento.

    O auditório não esteve lotado em nenhum momento. Pela manhã compareceram pouco mais de 1.500 pessoas.

    No início da tarde, segundo informavam na portaria, não havia mais do que 300 pessoas dentro do auditório.

    Como se explicam regras tão restritivas de acesso a uma “audiência pública” que vai tratar de um assunto que interessa a toda a cidade?.

  • Plano Diretor: “Projeto da prefeitura é capenga e ilegal”, diz ex-vereador Adeli Sell

    Plano Diretor: “Projeto da prefeitura é capenga e ilegal”, diz ex-vereador Adeli Sell

    Higino Barros

    Plano Diretor é uma exigência legal para municípios acima de 20 mil habitantes e deve ser, obrigatoriamente, revisto a cada dez anos. Com os eventos climáticos há mais razões para atualizá-los.

    No entanto, a Prefeitura de Porto Alegre entrega sua proposta com mais de cinco anos de atraso. E não sem grandes polêmicas.

    Estudioso da cidade, vereador por mais de 20 anos e, atualmente, sócio da Dominus, que dá consultoria para Câmaras e Prefeituras, o professor Adeli Sell falou ao jornal JÁ:

    -Por que o atraso na revisão do Plano Diretor?
    ADELI – As desculpas são muitas. Nelso Marchezan, o prefeito anterior, deveria ter enviado. Contratou consultorias. Não lhe agradaram os resultados. Daí, a desculpa foi o período eleitoral. Veio o primeiro governo Melo, mais consultorias, novas divergências. A desculpa foi a pandemia. Novas desculpas por causa das enchentes. E assim estamos com um plano que chega á Câmara
    contestado pelo Ministério Público, que aponta ilegalidades, e por entidades de engenheiros, arquitetos, urbanistas e ambientalistas, de vários matizes.

    – O mapa das aéreas de risco tem que fazer parte do Plano Diretor?
    – Entre os vários debates suscitados pelos eventos climáticas de 2023 e 2024 no Rio Grande do Sul, aquele que desponta é a obrigatoriedade legal de constar no Plano Diretor o mapa de risco.  Vou repetir: o mapa é obrigatório. Juristas têm apontado para a necessidade dos Planos Diretores seguirem o ordenamento jurídico, a começar pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Cidade. Alertam eles, como os urbanistas, que a regularização do uso e ocupação do solo são matérias que só podem constar na lei do Plano Diretor e jamais em lei municipal separada do mesmo. Vou enfatizar: planejamento urbano é um instituto jurídico previsto na Constituição Federal de 1988 e regulamentado no Estatuto da Cidade. Dito isto, no caso específico de Porto Alegre, a minuta do poder executivo, apresentada à Câmara Municipal, não contém quaisquer elementos das áreas de risco. O mapa foi entrega à Prefeitura Municipal de Porto Alegre em 2023, portanto antes das inundações de maio de 2024. Talvez o medo de passar por “réu confesso” tenha feito o Executivo optar por mais uma manobra, que não passou despercebida pelos órgãos de fiscalização de controle, como foi o caso da nota expedida pelo Ministério Público Estadual.
    Poderia explicitar esta questão legal, formal, o que deve ter no Plano Diretor?
    – O Plano Diretor é um instrumento legal fundamental para o planejamento e desenvolvimento urbano de um município. “De um município” quer dizer de todo o seu território. A finalidade é óbvia: planejar e se é “plano diretor” quer dizer que é um documento legal que vai direcionar o futuro local. Aqui, os gestores atuais optaram por dividir o planejamento urbano em duas leis: a lei do plano diretor e a lei de uso ocupação do solo. Não há vedação, em princípio, para essa cisão, segundo um documento orientador do Ministério Público Estadual. Esse documento enviado ao prefeito  é claro quando diz que, “entretanto, as minutas preparadas pelo Poder Executivo Municipal incorrem no equívoco de regular na lei de uso e ocupação do solo matérias que só podem constar na lei do Plano Diretor”.  Não há margem para tergiversações. O planejamento urbano, vou repetir, é um instituto jurídico previsto na Constituição Federal de 1988 e regulamentado no Estatuto da Cidade. A Constituição previu que o planejamento urbano deve ser feito por meio do Plano Diretor. O que deve constar na lei do plano diretor não pode estar em outra lei, sob pena de invalidade. Há na proposta claro vício de inconstitucionalidade. A lei do Plano Diretor deve ser um documento único, abrangente, coerente e igualitário que trate do planejamento urbano na totalidade do Município.

    JÁ – A prefeitura já aprovou, em separado, regras para o Centro Histórico e o Quarto Distrito…
    – Pois então, nós já tínhamos apontado como errôneo os chamados “planos” de duas regiões.  Ademais, deve ser feito num processo legislativo que promova a participação, a reflexão e a deliberação de toda a população local. Neste sentido, é uma afronta uma única audiência pública para toda a cidade, um espaço urbano tão díspar como é a capital Porto Alegre. Se a cidade tem oito regiões de planejamento urbano deveríamos ter no mínimo oito audiências preliminares. E outros por segmentos, para analisar os corredores ecológicos, econômicos, culturais etc. A implementação prática dos corredores será assegurada por meio de diversas ações e instrumentos. O Poder Executivo municipal fragmentou o planejamento urbano do ponto de vista territorial. O artigo 40, § 2º, do Estatuto da Cidade, prescreve que “O plano diretor deverá englobar o território do Município como um todo”. Apesar disto, o Poder Executivo apresentou um Plano Diretor que não engloba nem o Bairro Arquipélago, composto pelas ilhas do Lago Guaíba, e tampouco a zona rural, definida em lei. Ou seja, fragmentou-se o planejamento urbano em evidente afronta à lei.
     – Para deixar claro, sem o mapa das áreas de risco o Plano Diretor não só ficaria capenga, como não teria base legal?
    – É intolerável esta posição de omissão dos gestores locais, pois está sendo desvirtuado o artigo 1º da própria minuta de Plano Diretor prevendo que “O PDUS (Plano Diretor Urbano Sustentável) abrange a totalidade do território do município”, enunciado e depois desconsiderado ao longo da minuta.  Em maio de 2024, a cidade ficou inundada. Mas a enchente para as mentes opacas locais não ensinou nada. Acham que Porto Alegre não vai ser atingida pelos efeitos da extrema vulnerabilidade climática. O Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257, de 2001) foi alterado pela Lei nº 12.608, de 2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, vale dizer, o marco legal de enfrentamento a desastres no país. Essa lei introduz no Estatuto da Cidade o importante artigo 42-A, que contém disposições dirigidas à elaboração e à revisão dos planos diretores de Municípios com áreas suscetíveis a desastres. Essas disposições preveem medidas que procuram garantir a vida, a integridade física, a segurança e a propriedade dos habitantes de áreas sujeitas a eventos extremos.
    Não há mapeamento de áreas de risco e sua inserção no texto do plano, razão por que a sua política de parcelamento, uso e ocupação do solo não tem base em qualquer mapa de risco hidrológico e geotécnico. Também não há previsão de medidas de drenagem urbana, indispensáveis para uma cidade afetada. Logo, afirmo que não se trata apenas de um Plano Diretor capenga, mas ilegal. Será contestado por algum estudante de Direito interessado em Direito Urbanístico.

    Temos lido muita gente questionando as alturas, ouvimos que o Plano opta por adensamentos, poderia nos explicar isto?
    – Veja só, em maio de 2024, o Bairro Farrapos e o IV Distrito ficaram inundados. Agora, a Prefeitura quer um Plano Diretor com prédios de até 130 metros de altura nesta região. Lembrando que no IV Distrito a restrição do Plano de 1999 era de 33 metros. Atualmente, podem chegar a 52. O que mudou para melhor na região? A proteção contra as cheias piorou, por deterioração e falta de conservação. Obras viárias continuam precárias, as conexões do transporte público são uma piada. O Ministério Público encaminhou vasto estudo à prefeitura, apontando falhas jurídicas, como a falta de mapeamento de áreas de risco, regramento genérico e risco à participação popular restrita a apenas uma audiência pública. A proposição vira as costas ao Estatuto da Cidade, já que ali se lê que o plano diretor é um dos instrumentos previstos e que deve considerar a análise de riscos climáticos e a vulnerabilidade das áreas urbanas, orientando ações de planejamento e gestão urbana para
    promover a adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climática. O Ministério Público aponta esta lacuna, portanto começa a “fazer água” antes da realização de UMA audiência pública. Sempre falamos em audiências públicas (no plural), pois se prestam para debater temas relevantes, obter informações de especialistas e da sociedade civil, e subsidiar decisões e políticas públicas. Sou obrigado mais uma vez repetir: no mínimo, deveríamos ter a garantia de oito
    audiências preliminares, um por cada região de planejamento. E outros por segmentos, para
    analisar os corredores ecológicos, econômicos, culturais etc. A implementação prática dos corredores será assegurada por meio de diversas ações e instrumentos.
    Não é apenas o MP que contesta o Plano com um vasto material, o CAU/RS também. Leio por todos os lados as contestações de profissionais do urbanismo.
    Um Plano como o proposto é oriundo de mentes opacas, cujo resultado será uma cidade opaca. A proposição do “adensamento construtivo”, especialmente por meio da verticalização de prédios é uma ideia equivocada; pois não produz, necessariamente, adensamento
    populacional, que é efetivamente a diretriz que interessaria ‘ao bem-estar dos habitantes da
    cidade’”. Como falar em adensamento para uma cidade de 1.346.000 habitantes, tendo 101.000
    unidades habitacionais, comerciais e industriais devolutas.
    Concomitantemente à revisão este tema deveria ser um dos focos da reorganização político-administrativa da cidade, para sair do precipício econômico a que estamos sendo levados, com a perda de 76 mil habitantes do Censo de 2010 a 2022. Ninguém fala do êxodo depois da enchente. O Plano Diretor, antes de começar a andar, faz água por todos os lados, e isto que as tormentas de críticas só começaram.
    – O senhor que já foi vereador por tantos anos, acha que a Câmara poderia corrigir estas questões legais e também mexer na proposta governamental?
    – Eu não tenho muita esperança não. Acho que a maioria está capturada pelo governo. Creio que sou ainda um pouco ingênuo, mas eu esperava algo bem melhor vindo do prefeito. Ele era presidente da Câmara e eu era seu vice. quando fizemos um grande Seminário sobre a cidade. Acho que ele esqueceu disto tudo.  Perdeu o senhor prefeito uma grande oportunidade.

  • Porto Alegre: audiência do Plano Diretor tem 3 mil inscritos e guerra judicial nos bastidores

    Porto Alegre: audiência do Plano Diretor tem 3 mil inscritos e guerra judicial nos bastidores

    As onze horas da manhã de sexta-feira*, foram encerradas as inscrições para a última audiência pública antes da votação do novo Plano Diretor de Porto Alegre, marcada para este sábado, 09/08.

    Três mil moradores haviam confirmado presença, limite de lotação do Auditório Araújo Viana, onde se realiza a audiência.

    Pouco depois, correu a notícia. O Sul 21 registrou às 17h50:

    “A  juíza Clarides Rahmeier , da 5ª Vara Federal de Porto Alegre, suspendeu, na tarde desta sexta-feira (8), a audiência pública do novo Plano Diretor, que estava marcada para este sábado (9)”.

    “A decisão acata pedido do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS), que alega a ocorrência de vícios estruturais no processo de revisão do plano e violação à gestão democrática prevista na Constituição e no Estatuto da Cidade”.

    Três horas depois (às 20h50) a assessoria de imprensa da prefeitura distribuiu uma nota:   

    “O presidente do Tribunal Regional Federal da 4a Região decidiu, na noite desta sexta-feira, 8, manter a audiência pública do Plano Diretor, agendada para este sábado, 9”.

    “Com isso, a audiência ocorrerá no Auditório Araújo Vianna (avenida Osvaldo Aranha, 685 – Parque Farroupilha) e conta com três mil inscritos, capacidade total do espaço”.

    Programação – O evento começa com o credenciamento dos inscritos, das 9h às 11h. Para acessar o auditório, é necessário apresentar documento oficial com foto.

    A abertura oficial será às 10h, seguida da apresentação das regras de participação e da proposta detalhada do Plano Diretor, às 11h.

    O intervalo ocorre às 13h e, a partir das 14h, o público terá espaço para manifestações orais. O encerramento está previsto para as 17h45, com as considerações finais.

    Todos os relatórios, propostas e documentos relacionados ao novo Plano Diretor podem ser acessados no site oficial: prefeitura.poa.br/planodiretor.

    *Na primeira versão deste texto, as inscrições teriam encerrado no meio da tarde. Informação incorreta. Encerraram pontualmente às 11 horas do dia 8/82005.

     

  • Transporte coletivo: “ajustes” anunciados pela prefeitura beneficiam empresas

    A Secretaria de Mobilidade Urbana fará “novos ajustes” na oferta do transporte público em Porto Alegre a partir desta sexta-feira, 8.

    Mais uma vez são mudanças que zelam mais pelo interesse das empresas do que o conforto do usuário.

    Retirada dos cobradores, redução da idade para gratuidade, aumento da vida útil dos veículos e outras medidas foram tomadas desde 2020, em nome do equilíbrio financeiro das empresas, abalado pela redução da demanda pelo transporte coletivo na cidade. Considere-se ainda os subsídios aportados pelo município, que chegaram a R$ 100 milhões por ano.  

    Segundo a assessoria, as atuais mudanças na tabela horária de 21 linhas “fazem parte do processo de otimização do sistema, com base na análise de dados de demanda e desempenho, para garantir a racionalidade na operação”.

    Com a alteração, retorna-se ao número de oferta anterior, de março deste ano, com 13.420 viagens em dias úteis. Também serão desativadas três linhas aos sábados e quatro linhas aos domingos.

    Na quarta-feira, 13/8, outras quatro linhas terão ajustes nos horários. “Com a medida, veículos serão direcionados para horários e itinerários com maior procura”.

    O secretário de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior, disse que houve redução no número de usuários do transporte coletivo este ano. “Apesar dos significativos investimentos realizados desde 2022 para oferecer um transporte público mais qualificado e confortável, neste ano a demanda de passageiros não acompanhou a projeção, na mesma proporção, do aumento da oferta de viagens, especialmente nos horários de menor movimento. Esse descompasso compromete a eficiência da operação e torna necessários os ajustes para a continuidade dos avanços”.

    Em outras palavras: cortar  linhas e horários de baixo movimento, remanejando os ônibus para as áreas de maior movimento, elevando a média de passageiros por viagem. Mesmo que os cortes atinjam um número reduzido de moradores ele revela a lógica das mudanças.

    Linhas desativadas

    A linha C1 – Circular Centro transporta, em média nos dias úteis, 11 passageiros por viagem, em 19 partidas diárias. Aos sábados, a média é de três passageiros por viagem, em 19 partidas diárias.

    Já a C5 – Circular 4º Distrito/Moinhos de Vento carrega, em dias úteis, três passageiros por viagem, com média de quatro passageiros aos sábados e dois aos domingos, operando com quatro horários diários. Aproximadamente 50% das viagens aos domingos transportam zero passageiros.

    A linha A18 – Alimentadora Chácara do Banco/Noite, que possui itinerário semelhante ao da linha A11, transporta, na média mensal, menos de um passageiro por viagem. Assim como a C5, aproximadamente 50% das viagens transportam zero passageiros.

    Outras cinco linhas de ônibus terão substituição temporária do operador, sem impacto para os passageiros. A única alteração será a cor dos veículos utilizados, em razão da identificação visual por bacia operacional.

     

     

  • Após obstrução, Senado amplia para até dois mínimos a isenção de IR

    Depois de 48 horas de obstrução do plenário por bolsonaristas,  a primeira matéria que o Senado aprovou, nesta quinta-feira (7), foi o projeto de lei que isenta do pagamento do Imposto de Renda os trabalhadores que ganham até dois salários-mínimos, o que equivale a R$ 3.036.

    O texto agora vai para o presidente sancionar.

    Esse limite já estava em vigor pela medida provisória 1.294/2025, editada pelo governo federal, e cuja validade venceria na próxima segunda-feira (11).

    Caso a MP perdesse a validade, poderia prejudicar milhões de contribuintes – o IR passaria a ser obrigatório para aqueles que receberam, em média, R$2.606 por mês.

    O relator da matéria no Senado, o líder do governo Jacques Wagner (PT-BA), comemorou o resultado da votação, que foi aprovada em votação simbólica sem manifestações contrárias.

    “Depois, trabalharemos para aprovar a proposta de estender a isenção para quem ganha até R$ 5 mil”, explicou o relator.
    A proposta de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil reais está em tramitação na Câmara, aguardando votação no plenário.

    Já aprovada em Comissão Especial, o texto prevê ainda uma redução do IR para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

    A medida é outra das promessas de campanha do presidente Lula.

    A votação da matéria foi atrasada pelo motim da oposição, que ocupou as mesas diretoras dos plenários da Câmara e Senado após decretada a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

     

  • Gigante chinesa de drones entra no mercado da limpeza doméstica

    A gigante chinesa fabricante de drones DJI entrou pesado no mercado de limpeza doméstica inteligente. Nesta quarta-feira, 7/8, apresentou uma “série inaugural” de aspiradores de pó robóticos, expandindo sua experiência tecnológica além dos dispositivos aéreos.

    A nova linha de produtos, chamada série DJI ROMO, integra capacidades de varredura e limpeza, aproveitando as tecnologias de detecção ambiental proprietária da empresa e planejamento inteligente de caminhos originalmente aprimoradas para as operações de drones.

    “O ROMO representa a primeira mudança estratégica da DJI da inteligência aérea para o cenário de limpeza doméstica”, disse Zhang Xiaonan, porta-voz da DJI, com sede em Shenzhen.

    Embora os ambientes residenciais sejam diferentes dos ambientes aéreos, o princípio básico permanece idêntico – empregando navegação inteligente, percepção ambiental e controle de precisão para permitir que as máquinas atendam às pessoas de forma mais eficaz e inteligente, disse Zhang.

    A experiência em drones da empresa a posiciona para enfrentar os principais desafios da indústria de vácuo robótico, acrescentou a porta-voz.

    A empresa disse que espera que a série ROMO seja lançada nos mercados estrangeiros ainda este ano, embora datas e regiões específicas de lançamento permaneçam não confirmadas.

    As remessas globais de aspiradores de pó robóticos atingiram 20,6 milhões de unidades em 2024, um aumento anual de 11,2%, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado IDC.

    O relatório do 1º trimestre de 2025 da empresa mostrou que as vendas globais aumentaram para 5,1 milhões de unidades, um aumento de 11,9% em relação ao ano anterior.

    As marcas chinesas Roborock, Ecovacs, Dreame e Xiaomi conquistaram quatro dos cinco primeiros lugares por volume de remessas.

  • Bolsonaristas querem estender a “rebelião parlamentar” aos Estados para pressionar governadores

    Bolsonaristas querem estender a “rebelião parlamentar” aos Estados para pressionar governadores

    A mobilização de senadores e deputados bolsonaristas, que ocuparam as mesas diretoras dos plenários do Senado e da Câmara, nesta terça-feira, 5/8, mostra que o  articulação pela anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro, ainda tem fôlego.

    O apoio explícito do presidente americano,  Donald  Trump, as manifestações de rua em diversas cidades do pais no domingo e a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira, deram nova tração ao movimento, que parecia já esvaziado.

    Os senadores e deputados envolvidos na ação prometem permanecer nos locais até que os presidentes das casas legislativas cancelem a sessão prevista ou aceitem pautar a anistia geral e irrestrita para os condenados por tentativa de golpe de Estado.

    Eles também reivindicam que seja pautado o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.  E querem estender o movimento aos Estados, para pressionar os governadores. Parlamentares de ao menos três estados – Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo – avaliam obstruções regionais a projetos do Executivo local como instrumento de pressão após a prisão domiciliar imposta na segunda-feira

    O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP),  classificou a atitude dos parlamentares oposicionistas como “um novo 8 de janeiro”.

    — O que ocorre hoje no Congresso Nacional é um novo 8 de Janeiro. É um vilipêndio ao funcionamento pleno do Congresso Nacional por parte daqueles que estão a serviço de interesses estrangeiros, estão a serviço da impunidade e não querem que a agenda do Brasil avance — disse o líder.

    Em coletiva de imprensa em frente ao Congresso Nacional, parlamentares da oposição criticaram a decisão de Moraes que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), disse que as medidas exigidas pela oposição visam “pacificar” o Brasil.

    “A primeira medida desse pacote de paz que queremos propor é o impeachment do ministro Alexandre de Moraes que não tem nenhuma capacidade de representar a mais alta Corte do país”, informou o parlamentar.

    O líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), cobrou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), paute o impeachment de Moraes.

    “Ocupamos as mesas diretoras das duas Casas, no Senado e na Câmara, e vamos obstruir as sessões. O Senado já está com cinco senadores sentados na mesa. É uma medida extrema, nós entendemos, mas já fazem mais de 15 dias que eu, como líder da oposição, não consigo interlocução com Davi Alcolumbre”, comentou.

    Além da anistia e do impeachment de Moraes, a oposição exige ainda a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim do foro privilegiado.

    Dessa forma, o ex-presidente Bolsonaro não seria mais julgado pelo Supremo, mas pela primeira instância.

    Apesar de exigirem as medidas para “pacificar o Brasil”, como disseram os parlamentares, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que o grupo estava “se apresentando para a guerra”.

    “Não haverá paz no Brasil enquanto não houver discurso de conciliação, que passa pela anistia, pela mudança do fim do foro e pelo impeachment de Moraes”, afirmou.

    Motta e Alcolumbre ainda não se manifestaram sobre a ação da oposição até a publicação desta reportagem.

    Câmara
    O vice-presidente da Câmara, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), prometeu pautar o projeto da anistia caso o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), se ausente do país. Dessa forma, Côrtes assumira a presidência da Casa.

    “Diante dos fatos que se apresentam, quero registrar e já comuniquei ao presidente Hugo Motta que, no primeiro momento que eu exercer a presidência plena da Câmara dos Deputados, ou seja, quando o presidente Motta se ausentar do país, eu irei pautar a anistia. Essa é a única forma de pacificar o país”, afirmou o parlamentar.

    Trama golpista
    A oposição espera barrar o processo no STF por tentativa de golpe de Estado. Além desse processo, o ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado no inquérito que apura a atuação dele e do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto ao governo dos EUA, para promover medidas de retaliação aos ministros do STF em razão do julgamento sobre a trama golpista.

    Segundo a denúncia, o ex-presidente Bolsonaro pressionou os comandantes militares para suspender o processo eleitoral em que perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A polícia ainda apreendeu planos para assassinar e prender autoridades públicas. Bolsonaro nega as acusações.

    Diante do julgamento, o filho Eduardo se licenciou do cargo de deputado e foi aos Estados Unidos, passando a defender sanções contra ministros do STF e ações contra o Brasil. Diante disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de nova investigação para apurar tentativa de obstrução do processo penal contra Eduardo e o pai, Jair.

    O Supremo determinou medidas cautelares contra Bolsonaro, entre elas, a restrição ao uso das redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Como o ex-presidente descumpriu a decisão do STF nesse domingo (3) ao se manifestar por meio do perfil do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ministro Moraes determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

  • Fiergs faz convênio com o Exército para enfrentar a falta de mão de obra na indústria

    Fiergs faz convênio com o Exército para enfrentar a falta de mão de obra na indústria

    Um convênio entre o Sistema Fiergs e o Comando Militar do Sul  vai proporcionar cursos técnicos e vagas no mercado de trabalho a jovens que cumprem o serviço militar obrigatório.

    O Programa + Soldado Cidadão, tem como meta matricular 10 mil jovens até 2027 e  foi lançado nesta quinta-feira (31), em Santa Maria, durante evento do projeto Rota FIERGS na Região Central.
    O projeto prevê investimentos de R$ 12,6 milhões, para oferecer cursos gratuitos de aperfeiçoamento e qualificação profissional, proporcionando habilidades técnicas e novas oportunidades de emprego para esse público, ampliando suas chances de inserção no mercado de trabalho.
    “Essa ação faz parte de um movimento da FIERGS para reduzir a escassez de mão de obra qualificada e ampliar oportunidades de emprego e renda”, explicou Claudio Bier, presidente da Fiergs.

    A diretora-geral de Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta afirmou que, com essa iniciativa, o Sistema FIERGS facilita a inserção dos jovens no mercado de trabalho, combatendo assim o “grave desafio da escassez de mão de obra”.
    Já o general Paulo Pimentel, comandante da 3ª divisão do Exército, destacou o propósito maior do evento. “É uma satisfação representar o Exército nessa iniciativa, que colocará mais um tijolinho nessa missão do desenvolvimento da região”, afirmou.
    RESULTADOS POSITIVOS
    O programa já vem sendo executado em unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS). Durante a manhã, Susana Kakuta visitou as instalações do Senai Santa Maria e acompanhou de perto as atividades do programa, como uma aula prática do curso de pedreiro de alvenaria, ministrada pela instrutora Daiane Correia dos Santos.

    A aula marcou o encerramento do curso iniciado em 23 de junho, com carga horária total de 160 horas.

    Daiane, que conduz as aulas diretamente nos quartéis de Santa Maria, afirma que o programa oferece aos jovens a chance de adquirir conhecimento para atuar na indústria. “É muito gratificante fazer parte desse processo, até porque alguns alunos estão na reta final do serviço militar e precisam dessa profissionalização para entrarem preparados no mercado de trabalho”, destacou.
    Gabriel Xavier, 24 anos, é um velho conhecido do Senai. Ele já concluiu três cursos e é entusiasta do projeto. “Já encontrei muitos empregos que exigem como pré-requisito uma qualificação profissional, e é por isso que projetos como esse são essenciais”, apontou.  Ele também ressalta que os cursos oferecidos atendem às demandas das indústrias locais, facilitando a conquista de um bom emprego para os jovens.

    SOBRE O PROGRAMA
    A estrutura do + Soldado Cidadão contempla cursos profissionalizantes, workshops, palestras, captação de vagas e parcerias com empresas, bem como eventos voltados à empregabilidade. As capacitações serão conduzidas pelo Senai-RS, pelo Serviço Social da Indústria (Sesi-RS) e pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS).  As aulas ocorrem em dias de semana durante a manhã e tarde, dentro das próprias Organizações Militares (OMs).
    (Com informações da Assessoria de Imprensa da Fiergs)