O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) pediu desculpas a Ciro Gomes (PDT) por “agressões verbalizadas” no passado e disse que o candidato à Presidência nas eleições de 2018 “tinha razão sobre [o presidente Jair] Bolsonaro”.
A mensagem foi postada em seu perfil no Twitter na noite deste domingo (15) em resposta a uma publicação em que Ciro critica a família do presidente.
O deputado foi expulso do PSL no mês passado e intensificou suas críticas públicas a Bolsonaro (PSL). Na semana passada, ele afirmou que o presidente faz “pornografia política de baixo nível”. “O que o Bolsonaro faz hoje é pornografia política de baixo nível, basta ver o que ele tem feito para emplacar o filho na embaixada dos EUA, ou para esconder o Queiroz, proteger o outro filho, que é senador, e por aí vai”, disse em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”. Frota, que debutou na Câmara dos Deputados neste ano, foi expulso do PSL por conta das críticas assíduas ao presidente.
Mesmo sem ser unanimidade no partido, ele acertou sua filiação ao PSDB, apoiado pelo governador de São Paulo, João Doria.
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Frota diz que Ciro Gomes "tinha razão sobre Bolsonaro" e pede desculpas
Movimento pela liberdade religiosa faz caminhada no Rio
A Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa chegou neste domingo (15) à sua 12ª edição, reunindo na Praia de Copacabana representantes de todos os segmentos religiosos.
Este ano, o evento contou com a participação de pastores afro-americanos da Igreja Luther King, de Atlanta, Estados Unidos, e de Arabá Agbaye Olu Isese de Ilè Ifè, considerado o sacerdote supremo de Ifá na Nigéria.
A caminhada é organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) e levou a mensagem de “respeito à democracia, ao Estado laico, aos direitos humanos e às liberdades”.
Segundo disse à Agência Brasil o babalaiô Ivanir dos Santos, presidente da CCIR e conselheiro do Ceap, o Brasil está vivendo um momento muito ruim, onde cresceu a intolerância religiosa, o racismo, a homofobia, “que são uma ameaça à diversidade”.
12ª Caminhada Nacional em Defesa da Liberdade Religiosa, na orla de Copacabana.
Essa é a maior mensagem do evento, que pretende levar às autoridades o pleito de que sejam tomadas medidas contra os ataques que os templos do candomblé sofrem nas comunidades carentes do estado e do país. “A nossa esperança também está nessa direção. E acordar a sociedade, que precisa se posicionar, dizer que não aceita isso, que está junto conosco em um momento como esse”.
Novo desenho
Ivanir dos Santos destacou que o evento deste domingo tem um desenho diferente dos anteriores porque “a maçonaria se mobilizou, os escoteiros estão trazendo uma delegação grande”.
Além disso, as escolas de samba Estação Primeira de Mangueira e Grande Rio também têm representantes, uma vez que o enredo das duas gremiações tem a ver com intolerância. “Todo mundo envolvido”.
Também aderiram setores populares, como a cultura. Outra novidade deste ano foi que adeptos do candomblé usaram cocares de penas na abertura da caminhada, remetendo aos animais da Amazônia que devem ser preservados. “Porque, para nós, a natureza é sagrada. Somos religiões que reverenciamos a natureza”, disse o babalaiô.
União
Na avaliação de Patricia Carvalho, da organização budista Brahma Kumaris, a principal lição que a caminhada dá é mostrar, por meio de ações concretas, que é necessário ir além das diferenças e eleger e trabalhar por aquilo que todas as religiões têm em comum, que são os valores humanos, entre os quais a paz, a liberdade e a união. “Porque afinal de contas, a religião, na prática, é isso. É ir além dos dogmas, da filosofia, das diferenças, e juntar as mãos e trabalhar por aquilo que todos nós temos em comum”.
O pastor evangélico Vitor Louredo, da Igreja GAE – Missões, observou que o país está vivendo um momento crítico em relação à intolerância religiosa, principalmente contra as religiões de matriz africana, que vêm sofrendo ataques. “É importante essa luta para que o respeito e o amor prevaleçam na sociedade, que é o que tem faltado”. De acordo com Louredo, tem muita onda de intolerância vinda de evangélicos.
Por isso, afirmou que sua participação é também para mostrar que nem todos os evangélicos abraçam esses ataques. “Muitos evangélicos ainda estão lutando pelo amor, pelo respeito; são contra essa onda. Acho que o Estado laico e o direito religioso não são só para o outro. São para mim também. Ao mesmo tempo que eu não gostaria de ser perseguido, também não quero que outros sejam perseguidos”. Deixou claro que o seu direito termina quando começa o direito do outro. “Não posso querer só liberdade para mim e não querer do outro; querer só privilégios, porque eu não gostaria que fosse o contrário”.

Uma das faixas carregadas pelos religiosos deixava bem claro: “Somos todos iguais perante Cristo”. O diácono Nelson Águia levou a mensagem do cardeal do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, para a caminhada, cuja importância disse ser muito grande. “Porque hoje nós temos, mais do que nunca, no passado, agora, no presente, nós temos que nos respeitar. Cada um tem o direito de seguir a religião que quer, do modo que quer e se relacionar com Deus como quer. Deus é Deus e se manifesta da maneira que quer, onde ele quer e com quem ele quer”.
O diácono da Igreja Católica destacou que nenhuma religião é proprietária de Deus. “Ele é compartilhado por todos”. Recomendou que se deve ver sempre o que o outro tem de bom, e não aquilo que tem de ruim. “Nós temos que construir pontes e não elevar barreiras. É importante que essa manifestação hoje aqui possa mostrar à sociedade o que as religiões pensam e que querem caminhar juntas. Nós queremos respeito por parte da sociedade, por parte da política, por parte do governo, do Estado. Nós queremos respeitar e sermos respeitados”, disse.
Na avaliação da pastora da igreja luterana Luzmarina Garcia, a importância dessa caminhada é enorme. “Porque, na verdade, nós estamos vivendo uma situação de tanta violência religiosa que precisamos dar um testemunho positivo de que é possível conviver, é possível se respeitar e entender que as diferenças fazem parte de uma sociedade democrática e que tem muitas religiões, como a sociedade brasileira”. Luzmarina considerou que o evento dá o testemunho positivo de que, todo mundo junto, se faz uma sociedade melhor.
Reportagem da Agência Brasil
Fotos: Tânia Rêgo/Agência BrasilD. Neri: "Problema da Amazônia transcende os limites do Brasil"
Márcia Turcato, de Brasília
Natural de Antônio Prado, interior do Rio Grande do Sul, o bispo Dom Neri José Tondello, 55, foi nomeado pelo papa Francisco para ser um dos membros do Conselho pré-sinodal, instância que colabora com a organização da assembleia especial do Sínodo sobre a Amazônia.
Atualmente ele é bispo da Diocese de Juína, Mato Grosso, e está concentrado nos preparativos finais para o evento que acontece em Roma, Itália, no próximo mês de outubro e que tem como tema: Amazônia: novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral.
Dom Neri, como é conhecido, é mestre em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), foi vice-reitor do Seminário Maior São Lucas em Viamão-RS (2002), reitor do Seminário Maior São José e Maria Mãe da Igreja, Caxias do Sul-RS (2003) e reitor do Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus da Diocese de Juína, Várzea Grande-MT (2004-2008).
Ter sido escolhido pelo papa Francisco para a importante missão de colaborar na organização do Sínodo colocou Dom Neri em destaque na mídia.
Diante dos inúmeros pedidos de entrevistas para falar sobre o evento, o bispo decidiu atender a todos por e-mail. E foi assim que conversou com a reportagem do JÁ.
JÁ- O papa Francisco propôs a Amazônia como tema do Sínodo, colocando foco num bioma que envolve nove países e populações tradicionais. Porque a Igreja Católica escolheu esse tema?
D Neri- O convite do papa Francisco para a realização de uma Assembleia Especial para a Amazônia é fruto de uma caminhada de longos anos. O Concílio Vaticano II (1962-1965) é marco referencial para a Igreja. Na década de 1970, em Santarém, outro grande momento da Igreja na Amazônia realizou encontro inspirado nas palavras de Paulo VI, o papa daquela época, quando dizia: “Cristo aponta para a Amazônia”.
Atento à realidade da Amazônia, o cardeal Bergoglio, em 2007, em Aparecida, durante a V Conferência Latino-americana, como redator do texto intuiu o caminho para o futuro da Igreja na Amazônia. Eleito papa, em 2013, cardeal Bergoglio atualizou a missão e o jeito de Francisco de Assis: “vai e reconstrói a minha Igreja”. Primeiro passo: a publicação de Evangelii Gaudium (a alegria do Evangelho). Com esta Encíclica, o papa Francisco entusiasma e encoraja o povo católico ao dizer: “não deixem roubar a esperança, a missionariedade, a comunidade, a Palavra”.
Em seguida, o papa Francisco escreve Laudato SÌ (Louvado sejas). Para entender o que o Papa Francisco deseja para o futuro da Igreja na Região Amazônica, é preciso entender Laudato Sì. Ali temos a intuição e o caminho aberto para a chamada do Sínodo, anunciado no dia 15 de outubro de 2017.
O Sínodo, hora de Deus, Kairós para o mundo, deseja uma reconciliação da Igreja para a região pan-amazônica, com o desejo de melhorar a presença na região. Mais do que olhar para o passado, mesmo que a história nos ajude a interpretar o presente, o Sínodo é, segundo o papa Francisco: “Amazônia novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”, é tema que abraça a causa da realidade pan-amazônica e seus habitantes como lugar teológico e lugar da revelação de Deus. Contudo, “a Amazônia é um banco de prova para a Igreja”, disse o papa Francisco em 2013 na cidade do Rio de Janeiro por ocasião da realização da Jornada Mundial da Juventude.
O tema central assume exatamente a ecologia integral, diante de um modus vivendi com perspectiva de uma “sobriedade feliz”, cuja lição nossos ancestrais na Amazônia nos ensinam. Ao mesmo tempo, o Sínodo mergulha nas consequências de um modelo de desenvolvimento pautado no paradigma de produzir o máximo com o menor custo e consumir tudo para obter o maior lucro possível, gerando miséria, violência e destruição do meio ambiente, tráfico de drogas e tráfico de pessoas. Concentração da terra e do capital, acúmulo de dinheiro e bens de produção, narcotráfico e narconegócio são marcas deste modelo de progresso.
JÁ- O Sínodo acontecerá no momento em que o governo brasileiro praticamente rompe com países da Europa que apoiavam financeiramente ações de sustentabilidade na Amazônia brasileira com o objetivo de preservar o meio ambiente. Há um nítido conflito político e social aqui. Como a Igreja interpreta a reação do governo brasileiro?
D Neri- Antes de o governo atual ser eleito e assumir o comando da nação, o Sínodo tinha sido anunciado em outubro de 2017 pelo papa Francisco. O Sínodo é da Igreja e para a Igreja. A Igreja, desde o mandato de Jesus que diz “Ide por todo um mundo e anunciai o Evangelho a toda criatura”, se esforça para cumprir este envio missionário. O Sínodo cumpre a agenda mínima na Igreja. Ocupa-se de sua atribuição no campo da evangelização e cuidado pastoral. Liturgia e catequese são características próprias do processo de evangelização, que é de total competência da Igreja. Longe de ser uma crítica ao governo, o Sínodo obedece a uma agenda própria.
A realidade sócio-política é importante, mas não é questão principal à preocupação da Igreja. Para isso, existe a comunidade política. Por outra parte, pensar que a preservação da Amazônia é de competência apenas do Brasil, é reduzir a responsabilidade do mundo. O problema transcende os limites do Brasil. É maior do que nós. Neste sentido, o papa Francisco, ao conclamar a todos para o Sínodo, está pensando nas benesses da Amazônia para o mundo, mas ao mesmo tempo, clama “o que o mundo pode fazer para salvar a Amazônia?”
O Sínodo por si só é um caminho aberto, livre e franco para favorecer o debate. Espaço propício para ampliar e aprofundar as questões que dizem respeito à realidade e aos povos que habitam esta região, a Casa Comum de todos nós.
As relações diplomáticas cabem aos governos em diálogo-inter-institucional, mesmo quando assistimos a imagem do Brasil bastante comprometida no contexto global da relação internacional. A Igreja católica, no sentido universal, acompanha com preocupação o que vem acontecendo nestes dias em que a Amazônia encontra-se em chamas. Olha com amor e pensa de que forma e em que modo pode ajudar, além de rezar, para salvar a Amazônia. A Amazônia é responsabilidade também da Igreja. Portanto, faz parte da missão da Igreja rezar e sensibilizar a todos no cumprimento de seu dever de casa, para com o cuidado deste povo que mora na pan-Amazônia no âmbito de sua salvação integral.
JÁ- A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) criticou a escolha do tema do Sínodo e disse que é uma ingerência estrangeira nos interesses do Governo do Brasil e exigiu participar do evento. É possível um organismo desse tipo participar do evento, ou de outra instituição do governo brasileiro participar do evento, como o Itamaraty?
D Neri- Este assunto diz respeito às relações de Estado. A realidade, portanto, deste fato, o governo brasileiro a desenvolve em nível de Estado brasileiro com o Vaticano. É assunto que diz respeito às relações diplomáticas internacionais. Além do mais, o Sínodo é da pan-Amazônia, isto é: mesmo que a região pan-amazônica se encontre em maior parte dentro do território do Brasil, cerca de 67%, contempla também em parte a Bolívia, a Venezuela, o Peru, parte do Equador e da Colômbia, Guyana Inglesa, Guyana Francesa e Suriname. Portanto, para participar deste evento supõe entendimento com os demais Estados vizinhos. Contudo, sabendo que o Sínodo é da Igreja para a Igreja. Na história procede assim.
Por outro lado, as notícias de desmatamento irregular, imagens de queimadas, problemas de invasão do garimpo, do uso de agrotóxicos inescrupulosamente poluindo os rios e matando os peixes, alimento básico para os ribeirinhos e indígenas, nos enchem de irresponsabilidade e vergonha. O mundo todo está de olho na Amazônia. Não é suficiente a desculpa de que os outros já destruíram tudo, o que importa, é o que vamos fazer de nossa parte de imediato para salvar o que ainda sobra.
O Brasil, infelizmente, está pagando um preço muito grande e graves consequências nos aguardam no futuro próximo e a médio prazo, se não cumprir o dever de casa. Até parece brincadeira o que estamos fazendo. Estamos provocando a destruição. Parece que gostamos do caos. Os filhos de amanhã pedirão contas a esta geração.
JÁ- Nas redes sociais se vê críticas do governo e seus seguidores à realização do Sínodo e quase nada a favor. Apenas as esferas da própria Igreja falam sobre o assunto, mas não há uma mobilização popular e nem foi feito um “tuitaço” ou algo semelhante em favor do evento. A Igreja não pretende ter presença forte e mobilização nas redes sociais?
D Neri- A Igreja utiliza-se de métodos próprios para a divulgação do evento. A Igreja não faz gestão de quatro ou oito anos, nem é acostumada com muito barulho. O evento por si se divulga pela própria dinâmica particular. A Igreja vive a missão permanente desde o tempo de Jesus. O Sínodo não é uma prática do momento, neste sentido. Ele tem um período preparatório que vem antes de sua realização. Ele tem um durante que vai acontecer do dia 06 ao dia 27 de outubro de 2019, e o Sínodo conta com o que vem depois dele. Não pode ser um evento estanque de momento, ou de um tempo, portanto. Aliás, a própria palavra Sínodo significa caminho, isto é, acontecimento que prossegue como parte orgânica da própria Igreja na Pan-Amazônia.
Faz parte da história da Igreja desde os primórdios da evangelização. Portanto, vai cumprir seu papel desde o dia em que foi anunciado pelo papa Francisco, no dia 15 de outubro de 2017, até alcançar os frutos necessários. Por último, o Sínodo é desígnio de Deus e iniciativa de Deus, e Deus se utilizou do papa Francisco para anunciá-lo a todos para o maior bem de toda a humanidade.
O processo de escuta que durou de junho de 2018 a junho de 2019, para elaborar o Instrumentum laboris atende a dinâmica de escutar o clamor da Amazônia. Mais de 87 mil pessoas participaram desta etapa do processo. Caminho próprio feito com pessoas e lideranças comprometidas e grupos conscientes do que quer dizer Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral.
O caminho de escuta é a melhor forma de participação e envolvimento das comunidades indígenas, ribeirinhos, quilombolas, assentados e demais povos que habitam nesta região. Trata-se, portanto, de um estudo sério a partir dos protagonistas que são os próprios povos que habitam esta região. Corpo a corpo marca este processo artesanal pastoral de evangelização. Por seu lado, a comunicação faz o seu papel à sua maneira livre de publicidade.
Quando ficamos atentos à escuta do que o outro tem a dizer, entendemos o que as pessoas e os povos vivem. Ao escutar sabemos quais são os problemas que afetam a todos. Como disse o papa Francisco em Puerto Maldonado, no Peru, em janeiro de 2018: nunca os povos indígenas estiveram em risco de extinção como agora. Como disse: ”Vim aqui para vos escutar”. Por sua vez, os indígenas representam mais de 500 anos de resistência ao genocídio. Portanto, é preciso pontuar as problemáticas para favorecer não somente e apenas o debate, mas também a busca de soluções para garantir a vida das futuras gerações.
JÁ- O que a Igreja Católica, em especial a Igreja no Brasil, espera alcançar com a realização do Sínodo?
D Neri- Independentemente da resposta e decisões no final do Sínodo, dia 27 de outubro, o resultado positivo é incalculável desde agora. Temas abordados no Instrumentum Laboris estão sendo debatidos no mundo todo. Não importa se a favor ou contra. Com resistência ou apoio sobre o tema. O contrário confirma o verdadeiro. O debate está acontecendo e gestando certamente novidades que o Espírito tem a dizer à sua Igreja na Amazônia no começo do Terceiro Milênio. Nos dias da realização do Sínodo será aprofundado, discernido e decidido sobre a Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral.
Ter oportunidade de debater sobre “biodiversidade”, “bem viver”, “sobriedade feliz”, “interculturalidade”, “Casa Comum”, “ministerialidade na Igreja”, “ministério oficial para as mulheres”, a “ordenação de anciãos sacerdotes”, com ampla abertura e liberdade já é uma oportunidade democrática de participação, um kairos, outro Pentecostes. A humanidade inteira participa deste debate podendo dar sugestões e propostas. Enfim, jamais o medo do novo e da surpresa de Deus.
Ouvir opiniões diferentes e até contrárias ao assunto central é um ganho imensurável. Já escutamos muitas coisas. Muitas dores. Alegrias. Esperanças, sofrimentos e desafios foram ditos à Igreja. A coleta dos dados está feita. Tudo está posto sobre a mesa do Sínodo e tudo isso será analisado com cuidado, em outubro, com a presença do papa Francisco, de todos os bispos da Pan-Amazônia, com o auxílio de peritos, teólogos e especialistas, em Roma.
Mapeamentos estão sendo feitos para identificar onde a Igreja se encontra presente e onde precisa fortalecer sua presença ainda mais junto aos povos. O grande debate está acontecendo. Alguns comentários expressam posicionamentos em sentido contrário, outros de resistência, mas a grande maioria são posturas que exprimem a hora de Deus – alegria e esperança. Sensibilidade, solidariedade, caridade, diálogo, compromisso e respeito são características que acompanham a sinodalidade da Igreja em oração.
A Igreja sonha em ser uma Igreja mais presente, não apenas uma Igreja de visita. Uma Igreja samaritana. Missionária. Uma Igreja em estado permanente de missão. Ser uma Igreja comprometida com a realidade dos povos indígenas, dos ribeirinhos, dos quilombolas, dos assentados e demais povos que buscam na Amazônia alguma coisa de melhor.
A Igreja espera ser mais solidária e defensora do meio ambiente. Espera ajudar a humanidade a pensar nesta região que produz 20% do oxigênio para o planeta. É preciso salvaguardar a Amazônia para que a Amazônia nos salve. Que o desenvolvimento equilibrado e sustentável ganhe mais forma na Amazônia e supere os projetos que põe em risco o planeta e as gerações do futuro. A Amazônia é um organismo vivo que precisa ser amado, respeitado e ser ajudado com relações de amizade, vencendo a tentação do domínio e a egolatria voraz do nosso tempo.
JÁ- Após o Sínodo da Amazônia é possível expandir a mesma preocupação tida com esse bioma para outros biomas ameaçados e que têm sua população tradicional também ameaçada?
D Neri- O Sínodo da Amazônia não é uma iniciativa isolada. Ele é fruto de uma análise profunda da possibilidade de vida e riscos do planeta que doa vida. Diz-se, hoje, que estamos consumindo cerca de 20% a mais do que a natureza pode produzir. O ritmo da natureza não acompanha o ritmo frenético da tecnologia. O que significa uma casa ou uma empresa que consome mais que produz? O que acontece quando a despesa é maior que a receita? É falência na certa. Não há saída. No planeta, não é diferente, é apenas questão de tempo.
O Sínodo da Amazônia é auxiliado por um serviço especial que é prestado pela REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica), que não é uma rede única. Outras redes, como a rede mesoamericana, a rede dos bosques tropicais asiáticos, a rede do Congo no continente africano caminham na mesma mística e espiritualidade do encontro. São redes que estão voltadas para a mesma leitura e compromisso diante dos problemas que afetam a humanidade em seu todo. A pobreza e a riqueza, a vida e a morte. O trabalho e o desemprego. A casa e o desabrigo. A terra e o exílio.
O que atinge a todos é o mesmo modelo de progresso instituído no mundo que impõe falência às águas, à terra, à floresta, aos animais, os peixes, o ar.
Em contrapartida, não podemos permitir a falência da moral e da ética. Jamais podemos admitir a falência do status humano, porque a hora chegou e a hora é agora.
O papa Francisco afirma que “Tudo está interligado”. Os indígenas, por sua vez, com uma linguagem própria, nos dizem: “Eu sou terra, eu sou água, eu sou mato, eu sou sol, eu sou lua, eu sou estrela”. Não podemos falir a espiritualidade e a responsabilidade que nos cabe. É hora decisiva para o futuro da humanidade.
No que diz respeito ao Sínodo em curso, já se pensa uma continuidade da sinodalidade da Pan-Amazônia. Diante deste sentido, é preciso pensar a sinodalidade das Igrejas Particulares (as Dioceses), a sinodalidade com a região e a sinodalidade com a Igreja Universal. Isto é, os países pertencentes à geografia da mesma realidade através de uma agenda de compromissos comuns possam continuar com espírito de abertura através de um programa de propostas pastorais de evangelização de forma conjunta para o melhor cuidado da região.
Marchezan quer empréstimo de R$ 50 milhões para obras de pavimentação
O Executivo está pedindo à Câmara de Vereadores autorização para contratar operação de crédito de até R$ 50 milhões para investir em melhoria estrutural e funcional de vias.
O financiamento já está garantido pelo Banco do Brasil, segundo informação da prefeitura. “A prefeitura recuperou o crédito graças às reformas estruturais realizadas com apoio do Legislativo”, garante o prefeito. O projeto foi encaminhado nessa quinta-feira, 12.
O documento prevê a execução de obras de pavimentação em 23 trechos, que somam 33 quilômetros de vias restauradas.
Nos últimos dez anos, a média anual de investimentos em Recuperação de Pavimentos foi de R$ 10 milhões/ano.
As obras também trarão benefícios públicos e economia aos cofres municipais. Estudos indicam que os custos para reconstrução de pavimentos danificados podem chegar a até oito vezes o valor de uma obra de recuperação.
O projeto prevê a recuperação estrutural do pavimento asfáltico desde a base, com remoção da estrutura antiga por completo e criação de um novo pavimento.
De acordo com o cadastro viário da prefeitura, a cidade tem 2.790 quilômetros de vias públicas, dos quais 1.155 quilômetros são pavimentados com revestimento asfáltico, que representam 42% da extensão da malha viária.
Destes, 120 quilômetros de vias precisam de recuperação estrutural.
Entre os trechos de vias que serão contempladas no projeto estão: Cristóvão Colombo, Benjamin Constant, Assis Brasil, Sertório, Estrada João de Oliveira Remião, Estrada Belém Velho, rua Santo Antônio, General Câmara, entre outros.
Bate-papo com chargistas censurados no Universo Expandido
Edgar Vasques e Leonardo Hals, dois dos chargistas da mostra “Independência em Risco”, censurada na Câmara Municipal de Porto Alegre na semana passada, estarão na Universo Expandido neste sábado em bate-papo sobre a liberdade de expressão no Brasil.
O evento ‘As proibidas do Bolsonaro: um bate-papo com Edgar Vasques e Leandro Hals sobre as charges censuradas’, acontece neste sábado (14), a partir das 16 horas, no espaço de conteúdo e criação Universo Expandido (Rua Álvares Machado, 196). A atividade é aberta e gratuita.
Fundado pelo também ilustrador Cristiano Ribeiro, o Universo Expandido funciona há quatro anos em Porto Alegre e oferece cursos nas áreas de empreendedorismo criativo, design, animação, entre outros que estimulam a liberdade artística e desenvolvimento autoral dos alunos.
Produtora desconsidera tentativa de censura a filme sobre Chico Buarque
A Inffinito, a produtora responsável pelo 8º Cine Fest Brasil, em Montevidéu, decidiu incluir o filme “Chico: Artista Brasileiro”, de 2015, informa Ancelmo Gois, em O Globo.
A JBM Producciones do Uruguai havia comunicado ao diretor Miguel Faria Junior que seu filme “Chico: Artista Brasileiro” fora censurado pela embaixada brasileira em Montevidéu, e não poderia ser exibido no Festival Cine de Brasil 2019, em outubro.
O Itamaraty alegou que o “pedido” para excluir o filme foi apenas uma “sugestão” aos orgnizadores.
(Com informações de O Globo e Revista Fórum)Itamaraty censura filme sobre Chico Buarque no Uruguai
A JBM Producciones do Uruguai comunicou ao diretor Miguel Faria Junior que seu filme “Chico: Artista Brasileiro”, 2015, sobre o grande músico brasileiro, foi censurado pela Embaixada brasileira em Montevideo.
A Embaixada, uma das patrocinadoras do Festival Cine de Brasil 2019, a ser realizada em outubro, avisou aos produtores do evento que o filme, que narra a trajetória musical de Chico nos últimos 50 anos, estava proibido de integrar a mostra. Leia abaixo a carta enviada pela produtora ao diretor Miguel Faria: ”
“Querido Miguel
Quiero informar cómo van las cosas camino al estreno, finalmente, de CHICO en Uruguay. Junto a nuestra asociada ENEC quien además de distribuidores son exhibidores, habíamos planificado estrenar el filme en el Festival de Cine de Brasil 2019 que se lleva a cabo en octubre y entre otros es auspiciado por la Embajada de Brasil en Montevideo. Esta mañana recibo un sorpresivo mensaje del exhibidor diciéndome que los llamaron de la embajada para “pedirles” que NO se exhiba el filme de CHICO en ese festival. Si bien es lógico debido a la situación política de Brasil, en Uruguay es muy grave que se censure la exhibición de una película siendo que en este caso JMB Filmes de Uruguay es el distribuidor y este acto afecta nuestros intereses. Adjunto mas abajo copia del mensaje oficial de ENEC (dueños socios de la sala ALFA/BETA) comunicándomelo y un archivo adjunto de audio de la llamada de una señora, suponemos desde Brasil, que avisa a la sala de la desición de la embajda de Brasil en Uruguay.”
(Com informações do O Globo)Santander vai pagar R$ 274 milhões por metas abusivas e assédio moral a funcionários
O Santander foi condenado pela 3ª Vara do Trabalho de Brasília por adoecer seus empregados. Em uma das sentenças proferidas pelo juiz Gustavo Carvalho Chehab, o banco terá de pagar indenização de R$ 274 milhões por dano moral coletivo ao exigir dos bancários metas abusivas que elevaram o índice de adoecimento mental em função do trabalho. Em outra ação, a instituição espanhola foi condenada a multa de R$ 1 milhão por prática de assédio moral.
A decisão judicial proíbe, ainda, o Santander de submeter seus trabalhadores a metas abusivas e determina que a definição das metas seja objeto de negociação coletiva entre o banco e a entidade representativa da categoria.
A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, lembra que essa é uma reivindicação antiga da categoria. “As metas são abusivas e não podem ser”, afirma. “É algo que todo ano discutimos com os bancos. É um problema de gestão”, reforça a dirigente.
Para Juvandia, é preciso haver regra, critério e isso tem de ser estabelecido com a participação dos bancários. “Cada região varia. É o trabalhador que sabe como funciona no seu local de trabalho e tem muito a contribuir com esse debate”, reforça. “Há casos em que gestores regionais assediam os trabalhadores nas agências para que cumpram metas com o objetivo de ser promovido a diretor. São executivos que têm bônus altíssimos à custa da saúde dos bancários”, critica a presidenta da Contraf.
De acordo com o juiz Chebab, em 2014 a média de afastamentos por acidente e doença mental ocupacional no Santander foi de dois empregados por dia. Levando-se em conta apenas os dias úteis (segunda-feira a sexta), explica o magistrado, são quase três trabalhadores por dia de trabalho.
“Considerando a jornada de 8h, ter-se-ia que, em média, a cada 2h48 um empregado do réu desenvolveu doença ocupacional mental”, registra.
A decisão atende parcialmente pedidos feitos pelo Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal, que processou o banco após constatar o alto índice de estresse a que eram submetidos seus empregados.
Danos à sociedade
Os danos causados pelo Santander à economia brasileira e a toda a sociedade também foram observados pelo juiz, em sua sentença. “Entre 2010 e 2015 é possível estimar os gastos totais previdenciários em R$ 57,4 milhões”, diante do adoecimento e o consequente afastamento dos trabalhadores.
Entre 2012 e 2016, foram afastados de suas funções 6.763 bancários via concessão de auxílio-doença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desses, 1.784 são ou foram empregados do Santander, o que significa 26,38%.
Assim, o banco espanhol figura entre as empresas que mais causaram adoecimento mental no Brasil. “Se o réu fosse posicionado na relação de maiores incidências de transtornos mentais ocupacionais, estaria ocupando a sétima posição, a frente de atividades econômicas inteiras como hipermercados e telemarketing”, destaca o juiz do Trabalho.
Para o procurador do MPT Paulo Neto, “a conduta do banco é absolutamente grave e ilícita, qual seja, estipula metas praticamente inatingíveis e cobra as metas de forma excessiva, gerando uma verdadeira legião de bancários acometidos de transtornos mentais, em grave violação aos preceitos constitucionais que asseguram o trabalho decente, a saúde, a vida digna e a redução dos riscos inerentes ao trabalho”.
Assédio moral
O juiz Gustavo Chehab também condenou o Santander pela prática de assédio moral, “efetuada por gerentes do réu e práticas discriminatórias que atingem os bancários que não cumprem as metas”. Assim, determinou que o banco não permita, tolere ou pratique, seja por intermédio de gestores ou prepostos, práticas que configurem assédio moral, como humilhações, xingamentos, ameaças de demissões, constrangimentos, coação, agressão, perseguição, entre outros.
O Santander terá de realizar palestras e aprimorar formas de defender as vítimas; elaborar cartilhas sobre o tema e tomar ações concretas preventivas à prática do assédio moral.
Nos dois casos, as sentenças determinam cumprimento a partir de 1º de janeiro de 2020. Em função do impacto de R$ 57 milhões aos cofres da Previdência Social, o juiz Chehab oficiou à Advocacia Geral da União no Distrito Federal, para que tome providências para o ressarcimento dos valores à União.
Brasil paga segundo pior salário para professores entre 41 países pesquisados pela OCDE
Na última terça-feira (10), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou a publicação Education at a Glance (EaG) 2019, que reúne informações estatísticas educacionais de mais de 40 países, dentre eles o Brasil. O estudo é apresentado anualmente e objetiva oferecer uma visão geral dos sistemas educacionais dos países participantes, possibilitando a comparação internacional.
Dentre os dados apresentados na pesquisa, o item “Salários dos Professores” se destaca. Os países latino-americanos presentes no EAG 2019 (México, Costa Rica, Chile, Colômbia e Brasil) apresentam salários iniciais para seus docentes abaixo da média da OCDE (US$34.540), sendo que no Brasil os professores da rede pública contam com um piso salarial nacional anual equivalente a US$ 14.775, o menor entre os cinco países latinos.
Com o estudo é realizado com base no Piso Nacional do Magistério, cabe ressaltar que, no Rio Grande do Sul, a situação é ainda mais grave. A distância do salário básico do educador gaúcho para o piso é de 102%, o que coloca o estado na segunda pior posição entre todos os estados da nação na valorização de seus docentes.

Gráfico: Salário anual dos professores da rede pública dos anos finais do ensino fundamental em diferentes pontos da carreira (2018). Fonte: OECD (2019), Tabelas D3.1a, D3.1c e D3.6 (on-line)
No ranking, os países são classificados em ordem decrescente de salário inicial dos docentes dos anos finais do ensino público fundamental. Conforme dados do relatório, os salários médios dos professores no Brasil são mais baixos do que na maioria dos países da OCDE em poder de compra, paridade e pelo menos 13% menor que o salário médio dos trabalhadores com ensino superior no país.
São participantes deste Education at a Glance, além do Brasil: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Coréia do Sul, Costa Rica, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Índia, Indonésia, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Eslovaca, República Tcheca, Rússia, Suécia, Suíça e Turquia.
Nesta 20ª edição do estudo, o foco da divulgação foi a educação superior, mas também são apresentados os comparativos entre os países sobre a educação básica, desde a educação infantil até o ensino técnico profissional de nível médio, além de informações sobre acesso, progresso e conclusão do sistema educacional e transição para o mercado de trabalho. Os dados educacionais são de 2017 e 2018 e os dados financeiros são de 2016. A pesquisa completa já está disponível online.
(Com informações do Cpers)
Suicídio causou mais mortes em policiais do que confronto com crime
A 13ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra exposição à violência fatal a que os policiais brasileiros estão sujeitos. Em 2018, 343 policiais civis e militares foram assassinados, 75% dos casos ocorreram quando estavam fora de serviço e não durante operações de combate à criminalidade.
A violência a que os policiais estão permanentemente expostos tem efeitos psicológicos graves. Em 2018, 104 policiais cometeram suicídio – número maior do que o de policias mortos durante o horário de trabalho (87 casos) em confronto com o crime.
“No senso comum, o grande temor é o risco da violência praticada por terceiros, mas na verdade o suicídio está atingido gravemente os policiais e não está sendo discutido e enfrentado de forma global”, aponta Cristina Neme, pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que edita o anuário.
“É um problema muito maior que muitas vezes é silenciado. São os fatores de risco da profissão que levam ao estresse ocupacional. Eles passam por dificuldades que outras pessoas podem ter, mas que no caso do policial esses problemas, quando associados ao estresse psicológico da profissão e do acesso à arma, pode facilitar esse tipo de ocorrência”, lamenta a pesquisadora.
Letalidade
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra que houve queda de 10,43% de mortes violentas intencionais em 2018. Mas apesar da queda verificou-se que ao mesmo tempo cresceu em 19,6% o número de mortes decorrentes de intervenções policiais.
A ação da polícia é responsável por 11 de cada 100 mortes violentas intencionais no ano passado, quando 6.220 pessoas morreram após intervenção policial, uma média de 17 pessoas mortas por dia.
O perfil das vítimas repete a situação encontrada em outros anuários: 99,3% eram homens, quase 78% tinham entre 15 e 29 anos, e 75,4% eram negros.
Para a pesquisadora Cristina, os números correspondem a uma decisão superior de ação policial. “A atitude da liderança política é fundamental para reverter o quadro de letalidade e promover políticas de segurança mais eficazes”, assinala a especialista que reclama de “discursos demagógicos e falaciosos que legitimam a prática da violência”.



