Está em fase final de testes o KC-390, a maior aeronave militar já desenvolvida e produzida no Brasil.
Robusta, a aeronave lembra o clássico C-130 Hércules, avião militar de transporte de tropas e cargas. Mas o KC-390 foi desenvolvido para atender demandas acima das já cumpridas pelo Hércules.
Desenvolvido pela Embraer Defesa e Segurança, o KC-390 poderá atuar em diversos cenários e em pistas não preparadas.
Após o término da fase de testes, ele poderá cumprir missões de transporte de cargas e tropa, lançamento de paraquedistas, reabastecimento em voo, apoio a missões humanitárias, combate a incêndios florestais, busca e salvamento e evacuação aeromédica. Sua velocidade máxima é de 870 km/h.
Sua capacidade de transporte é um capítulo à parte. São 18,5 metros de comprimento, 3,45 metros de largura e 2,95 metros de altura reservados ao transporte de até 23 toneladas de cargas. O KC-390 pode receber blindados, peças de artilharia, equipamentos de grandes dimensões, armamentos e até outras aeronaves.
O KC-390 tem autonomia de voo de 2.730 quilômetros de distância com a carga máxima. A elevada autonomia de voo será um trunfo em missões de busca. Sem carga, o avião pode percorrer 5.958 km de distância.
De acordo com a FAB, 28 unidades estão encomendadas para compor a frota.
As duas primeiras serão entregues ainda este ano e ficarão em uma base em Anápolis. Antes, porém, as unidades passam por uma inspeção, para garantir que seus equipamentos estão aptos ao pleno funcionamento.
No espírito da multifuncionalidade da aeronave, foram escolhidos pilotos de diferentes especialidades, como transporte, caça e patrulha.
“A proposta é que possamos agregar os conhecimentos das aviações e consolidá-los à doutrina da aeronave para que ela esteja preparada para executar as ações que a Força Aérea Brasileira precisar”, disse o Major Aviador Carlos Vagner Veiga, um dos selecionados para atuar na operação do KC-390, em entrevista à FAB.
* Com informações da FAB
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FAB testa maior avião militar já desenvolvido no país
Evento no IAB cobra debate sobre revisão do Plano Diretor
Quem manda nas cidades?
A pergunta provocativa foi lançada pelo Instituto dos Arquitetos (IAB RS) a dois estudiosos do assunto: a ex-reitora da Ufrgs Wrana Panizzi, mestre em planejamento urbano, e o professor Paulo Roberto Soares, especializado em geografia urbana.
Não chegou a ser um debate, foram exposições complementares, dentro de uma visão crítica a um neoliberalismo que vê a cidade como um ativo que precisa ser rentabilizado, não como um espaço de uso coletivo..
Um público formado por estudantes de arquitetura, urbanistas e arquitetos lotou o auditório.
O presidente do IAB, Rafael Passos, explicou que a pergunta provocativa tinha a ver com o atraso nas discussões do Plano Diretor de Porto Alegre.
Pelo Estatuto da Cidade, o plano tem que passar por uma revisão em 2020, já deveria estar em audiências públicas. O prefeito, a quem compete a iniciativa, ainda não se manifestou.
Quem manda nas cidades?
Para ir às origens do problema, o professor Soares discorreu sobre o processo de globalização coma
Paulo Soares: a financeirização e o mercado imobiliário
ndado pelo capital financeiro. Os ativos (papéis e moeda) em poder dos bancos são três vezes o PIB mundial.
O território, no caso, a cidade é onde esse poderio financeiro se materializa. Mas ele não se impõe num choque. É um longo processo de difusão de conceitos, até chegar a uma psicosfera, definição do geógrafo Milton Santos para consensos artificialmente construídos.
Nestas condições, o Estado que seria o mediador a preservar os interesses da sociedade está também cooptado.
Coube à Wrana Panizzi refletir sobre essa situação. “Pode-se simplificar dizendo que quem manda nas cidades são os ricos e poderosos, mas não é bem assim”, disse ela.
Há, no processo, uma relação entre estado e mercado que se altera ao longo do tempo. Ao tempo de Getúlio Vargas, por exemplo, a ideia de um planejamento estatal atendia aos interesses do capital, mas não deixava de atender também a necessidades da população.
Essa mediação do Estado, no entanto, vem se deteriorando a tal ponto que se está chegando à “cidade operacional”, o espaço urbano onde se vai, sem mediações, “materializar as propostas do capital”.
Para conferir o debate na íntegra acesse o link:http://www.facebook.com/IABRS/videos/1295280747312625/
Rio Grande do Sul perde jovens produtivos e idosos com renda
Além de crescer menos do que os demais Estados, o Rio Grande do Sul está perdendo população por conta de um movimento migratório que se acelerou nos últimos anos.
A cada ano é maior a diferença entre os que se fixam no Estado e os que saem para outras regiões ou mesmo para o exterior.
No ano passado, por exemplo, a população gaúcha diminuiu 0,12%, o que signfica uma perda de 13.686 habitantes.
O fenômeno não é novo, mas veio à tona agora com a divulgação na segunda feira de uma pesquisa do Departamento de Economia e Estatística.
No mesmo período, Santa Catarina aumentou a sua população em 0,41%, mais de 10 mil habitantes, graças às atração de novos moradores, de outros Estados, do Rio Grande do Sul, principalmente.
O Estado catarinense é justamente o que atrai mais gaúchos, segundo o estudo divulgado. Depois, estão Paraná, Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
De acordo com o pesquisador Pedro Zuanazzi, responsável pelo estudo, os dados são mais preocupantes porque a maioria dos gaúchos que deixa o Rio Grande do Sul está no início da vida produtiva, entre 20 e 25 anos.
Os idosos que saem, são aposentados com renda, que estão se mudando preferencialmente para Santa Catarina.
Nos últimos oito anos, o Rio Grande do Sul ainda foi o que mais perdeu participação no conjunto da população do país.
Passou de 5,6% da população brasileira em 2010 para 5,4% no ano passado, o que representa 347 mil pessoas. Por isso, o ritmo de envelhecimento está acelerado. Em 2035, 20% da população gaúcha terá mais de 65 anos.
A equação é perversa: com a menor taxa de crescimento populacional e a maior expectativa de vida do país, Rio Grande do Sul vê o percentual de idosos aumentar, ao mesmo tempo em que diminui o número de pessoas que integram o grupo em idade potencialmente ativa (15 a 64 anos).
“O Rio Grande não tem se mostrado atrativo para reter pessoas, especialmente os mais jovens, muito menos para cativar gente de fora. O Estado precisará ´importar´ pessoas”, prevê a secretária Leany Lemos.
Foto: Carolina Greiwe / Ascom Seplag Na nota que elaborou, Zuanazzi observa que o processo de envelhecimento da população gaúcha (20% da população terá mais de 65 anos em 2035, por conta das baixas taxas de fecundidade e da maior expectativa de vida) é similar aos estados vizinhos.

Destinos
Considerando o critério de migração que confronta local de residência e local de nascimento, ou seja, que engloba as trocas migratórias das últimas décadas, Santa Catarina lidera o ranking dos destinos dos gaúchos que decidem morar acima do rio Mampituba: entre saídas e chegadas, o saldo é negativo em mais de 280 mil pessoas.
Em seguida estão Paraná (saldo migratório de -177 mil), do Mato Grosso (-90 mil), de São Paulo (-37 mil) e Mato Grosso do Sul (-33 mil), que fecham a lista dos cinco principais destinos de gaúchos que emigram.
O estudo também avalia que os municípios da Fronteira Oeste e Noroeste têm as maiores perdas populacionais dos últimos anos, em parte migrando para outros Estados, em parte devido à migração interna em favor de cidades próximas a Porto Alegre, Caxias do Sul, Lajeado e Litoral Norte. Das dez cidades que mais tiveram variação proporcional de suas populações (2010-2017), seis estão localizadas próximas às praias.
Na avaliação do pesquisador, esse fator tem impacto direto não apenas no crescimento do PIB do RS, “mas no longo prazo dificultará ainda mais compromissos obrigatórios, que não reduzem seus valores conjuntamente com a redução populacional, como é o caso da Previdência e da dívida pública”.
Haveria a necessidade, segundo ele, de um salto em termos de produtividade por trabalhador para compensar estes reflexos.
Na visão da secretária Leany, o RS tem um grande desafio, após superar as questões fiscais, tornar-se capaz de atrair novos investimentos, reduzir a burocracia estatal e estimular a inovação. “Precisamos, acima de tudo, atrair jovens de outros Estados e manter aqui nossos talentos”, acrescentou.Polícia busca "sócios ocultos" da milícia em construções irregulares
A polícia do Rio prendeu nesta terça-feira (16) suspeitos ligados à construção de imóveis irregulares na comunidade da Muzema e em outras localidades da Zona Oeste do Rio. Eles fariam parte da milícia que age na região.
Há três meses, na Muzema, dois prédios irregulares desmoronaram, matando 24 pessoas. O grupo paramilitar que os ergueu continua aginddo em Rio das Pedras, Anil e Gardênia Azul.
Até o meio dia, foram presas 13 pessoas. Outras seis são procuradas.
Um dos alvos principais é Bruno Cancella. Ele foi preso em casa, na Freguesia, em Jacarepaguá. Segundo as investigações, ele movimentou R$ 24,9 milhões para a milícia em quatro anos.
A mulher de Bruno, Letícia Champion Ballalai Cancella, também é foi denunciada.
Letícia trabalha no setor de IPTU da Prefeitura do Rio e é suspeita de ter facilitado os registros dos imóveis no cadastro do imposto. A Justiça não concedeu a prisão dela.
Os 19 mandados de prisão da Operação Muzema foram expedidos pela 33ª Vara Criminal, que também deferiu a suspensão cautelar das atividades de duas empresas:
BLX Serviço de Engenharia Ltda e Manuel Containers Andaimes Rio Eireli – Rio Containers.
As investigações começaram em 2014, a partir de uma denúncia de desmatamento e ocupação irregular. Desde então, 7 mil metros quadrados de Mata Atlântica foram derrubados.
Segundo o delegado Gabriel Ferrando, a polícia quer identificar as pessoas que proporcionam lucros a esses grupos, os “sócios ocultos”.
“A ideia é olhar o problema sobre outro enfoque. É verificar quem são essas pessoas que estão associadas à milícia, quem é um sócio oculto, quem viabiliza o financiamento pra organização criminosa.”
O delegado acrescentou que são pessoas que “sequer pensavam que poderiam ser responsabilizadas.”
Em abril, dois prédios desabaram, matando 24 pessoas, em Muzema.
Os imóveis, de cinco andares, ficavam no Condomínio Figueiras do Itanhangá. A Prefeitura do Rio afirmou, à época, que chegou a interditá-los em duas ocasiões
O desmoronamento ocorreu dias depois de uma forte chuva.
Dois suspeitos de envolvimento na venda dos apartamentos foram presos, e um está foragido.
José Bezerra de Lima, o Zé do Rolo: o homem apontado como construtor dos dois prédios segue foragido. Testemunhas o reconheceram.
Renato Siqueira Ribeiro: preso na última sexta-feira (5) em Nova Friburgo, na Região Serrana. Segundo a polícia, ele mudou de residência diversas vezes, já com investigadores em seu rastro.
Rafael Gomes da Costa: preso ao se entregar na 14ª DP (Leblon) no dia 18 de maio.
(Com informações do Extra)
9Toffoli manda suspender investigações que envolvem Flávio Bolsonaro
O ministro Dias Toffoli, presidente do STF, suspendeu, todas as investigações que envolvam o senador Flávio Bolsonaro, com base em dados sigilosos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Receita Federal.
Responsável pelo plantão no recesso do Judiciário, Toffoli assinou a decisão na segunda-feira (15), mas só divulgou nesta terça (16).
Ele atendeu pedido da defesa do senador e determinou que todos os processos que discutem provas obtidas pelo Fisco e pelo Coaf sem autorização judicial devem esperar decisão definitiva da Corte.
No fim de 2018, relatório do Coaf apontou operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O documento revelou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, que havia atuado como motorista e assessor de Flávio Bolsonaro à época em que o parlamentar do PSL era deputado estadual.
Caso Queiroz
A investigação que envolve o filho de Jair Bolsonaro faz parte da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro que prendeu dez deputados estaduais.
Toffoli decidiu estender a decisão a todos os casos semelhantes porque entendeu que era possível aplicar nesta decisão a “repercussão geral” – instrumento jurídico que estabelece a mesma decisão a todos os processos em andamento no país.
“Não convém, por conseguinte, manter a atuação cíclica da máquina judiciária no tocante a tais demandas que veiculam matéria semelhante, até que a Corte se pronuncie em definitivo sobre a questão, que, registro, já tem data definida para o seu julgamento pelo plenário no calendário da Corte, a dizer, 21/11/19.”
O filho de Jair Bolsonaro tem dito estar à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos, mas não atendeu aos convites do Ministério Público para apresentar as explicações.
Em janeiro, o ministro Luiz Fux – vice-presidente do Supremo – mandou suspender provisoriamente, durante o período em que estava à frente do recesso judiciário, o procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas “atípicas” pelo Coaf.
Na ocasião, Fux também havia atendido a um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro.
À época, Fux enviou imediatamente o caso ao relator do processo no STF, ministro Marco Aurélio Mello.
Ao retornar das férias de janeiro, Marco Aurélio negou o pedido do senador do PSL para suspender a investigação.
Flávio Bolsonaro e seu ex-motorista Fabrício Queiroz são alvo de procedimento investigatório do Ministério Público do Rio de Janeiro iniciado a partir de relatórios do Coaf.
O conselho identificou uma movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz e também na conta de Flávio Bolsonaro – em um mês, foram 48 depósitos em dinheiro, no total de R$ 96 mil, de acordo com o Coaf.
Os depósitos, concentrados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio, foram feitos sempre no mesmo valor: R$ 2 mil.
De acordo com o Coaf, nove funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj transferiam dinheiro para a conta de Fabrício Queiroz em datas que coincidem com as datas de pagamento de salário.
Em maio, foi vazado para a TV Globo o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio e de outras 94 pessoas e empresas ligadas ao senador do PSL.
No documento, o Ministério Público do Rio afirma que encontrou indícios de organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato no gabinete do filho de Bolsonaro na época em que ele era deputado estadual. O senador foi deputado estadual no Rio por quatro mandatos consecutivos.
(Com informações do G1)
Cocaina no avião da FAB: nem advogado tem acesso a investigações
A defesa do sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues entrou na segunda feira (15) com novo pedido de acesso à investigação sobre o militar. A petição foi protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF).
Rodrigues foi preso em Sevilha, na Espanha, com 39 quilos de cocaína, quando passava pelo controle alfandegário. Ele integrava a tripulação de um avião da FAB que fazia parte da comitiva presidencial.
O advogado Carlos Alexandre Klomfahs, responsável pelo caso, afirma que não conseguiu ter acesso à investigação militar que está em andamento na Aeronáutica.
O caso deve ser analisado pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, devido ao período de recesso na Corte, que termina dia 1º de agosto.
Na semana passada, o mesmo pedido foi protocolado no Superior Tribunal Militar (STM), mas não chegou a ser julgado. O vice-presidente do STM, ministro José Barroso Filho, arquivou o pedido por motivos processuais.
Quando foi preso, o sargento havia partido do Brasil em missão de apoio à viagem presidencial ao Japão para a reunião do G20, integrando a tripulação que ficaria em Sevilha. O sargento foi acusado pelas autoridades espanholas por crime contra a saúde pública, categoria em que se encontra o tráfico de drogas.
De acordo com a FAB, o inquérito para apurar o episódio deve ficar pronto em até 40 dias. O resultado deve ser encaminhado ao Ministério Público Militar (MPM), que poderá, então, abrir uma denúncia-crime contra o sargento da Aeronáutica.
(Com informações da EBC)Contrabandistas de armas tinham até míssil para vender
A polícia do norte da Itália prendeu três homens, incluindo um ligado a um partido político neofascista italiano, depois de descobrir um enorme estoque de armas automáticas, material com símbolos nazistas e um míssil de três metros.
A polícia disse que as descobertas resultaram de uma investigação anterior sobre os italianos que participaram da insurgência apoiada pela Rússia no leste da Ucrânia .
Em um comunicado divulgado na segunda-feira, a polícia de Turim disse que um dos homens presos, Fabio Del Bergiolo, havia corrido sem sucesso em 2001 como candidato do Senado para o partido neofascista Forza Nuova.
Em sua casa em Gallarate, a polícia encontrou nove armas de assalto, cerca de 30 rifles de caça, pistolas e baionetas, além de munições e antigas placas nazistas com suásticas.
O suíço Alessandro Michele Aloise Monti e o italiano Fabio Amalio Bernardi também foram detidos depois que a polícia encontrou um míssil Matra, de fabricação francesa, no hangar do aeroporto Rivanazzano Terme, na região da Lombardia. Os homens supostamente estavam tentando vender o míssil.
“Durante a operação, um míssil ar-ar em perfeito estado de funcionamento e usado pelo exército do Qatar foi apreendido”, disse a polícia sobre o míssil Matra, de 245 kg (540 lb).
“Esta é uma apreensão significativa, com poucos precedentes na Itália”, disse o comissário de polícia de Turim, Giuseppe De Matteis.
O míssil, com 3,54 metros de comprimento, foi fabricado na França e Del Bergiolo esperava vendê-lo por 470 mil euros, de acordo com a imprensa italiana.
O míssil era “sem carga explosiva, mas re-armado por pessoas especializadas no campo”, disse a polícia.
Carlo Ambra, chefe da unidade de Digos em Turim, o esquadrão de polícia que lida com casos envolvendo crime organizado e terrorismo, disse que os investigadores interceptaram conversas telefônicas entre um dos homens e um especialista em armas que propôs a compra do míssil em nome de um terceiro. .
“O intermediário era Del Bergiolo”, disse Ambra, acrescentando que as investigações estavam em andamento. “O mais importante, por enquanto, é que conseguimos bloquear a venda dessas armas.”
O Mantra Super 530 F foi uma modernização do míssil R530 que entrou em serviço em 1980 e tem um alcance de 25 km, com uma carga explosiva de 30 kg.
(Com informações do Guardian)Porto Alegre inovadora em busca de identidade
Criar uma identidade visual como ponto de partida para inspirar projetos inovadores em Porto Alegre.
Com este intuito, o workshop Insights sobre Porto Alegre coletou, nesta sexta-feira, 12, no campus da Unisinos, as ideias que refletem as percepções dos mais diversos segmentos sociais da Capital.
O evento é uma ação paralela do Pacto Alegre, aliança do poder público e sociedade civil organizada que pretende transformar a cidade em referência de inovação e qualidade de vida.
Promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Design do RS (Abedesign-RS), o workshop reuniu mais de 120 voluntários vindos de áreas periféricas e regiões centrais do município.
As experiências compartilhadas voluntariamente no encontro serão usadas como guia para construir o posicionamento de uma marca para Porto Alegre, a exemplo de cidades como Nova York (Estados Unidos) e Melbourne (Austrália).
O secretário de Comunicação, Orestes de Andrade Jr., explica que o objetivo é criar uma identidade a várias mãos.
“Vamos analisar o passado e o presente junto da população para projetar o futuro. Algo que simbolize o que realmente a cidade representa tanto para nós, quanto para o estado, o Brasil e, sobretudo, o mundo”, esclarece.
Para o diretor de Inovação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), Paulo Ardenghi, a melhor forma de avançar é através da construção coletiva.
“Essa é a grande importância do Pacto Alegre, onde as pessoas são chamadas a sentar para dialogar e pensar, tendo a Prefeitura como um partícipe, e não como responsável única”, enfatiza.
Segundo Átila Franco, diretor regional da Abedesign-RS, a intenção é dar um novo olhar que represente toda a diversidade da Capital. “A gente sabe que existem muitos gargalos, como em toda grande cidade, mas existem muitas coisas que nós mesmos conseguimos resolver se tivermos visões positivas de futuro”, afirma.
“Entender as diversas facetas étnicas, culturais e de gênero são o caminho para uma Porto Alegre mais moderna”, acrescenta Kdoo Guerreiro, do Kilombo da Arte, um dos movimentos convidados para a ação.
Os voluntários foram divididos em dez grupos dinâmicos e dialogaram sobre “a Porto Alegre que deve ser reconhecida por nós ou pelo mundo”.
Em quatro rodadas de 30 minutos, eles responderam a questões sobre o que era bom no passado, o que seria incrível no futuro, pontos positivos atuais, qual frase define a cidade e o que isso representa para avançar.
As ideias foram agrupadas para que seja definida nos próximos encontros a visão coletiva da Capital. A apresentação final sera feita no início de dezembro.
(Com informações da Assessoria de Imprensa)Cooperativismo mostra sua cara (sem as marcas da crise)
Com um crescimento de 12% em 2018, o cooperativismo gaúcho está dando uma lição a um Brasil que oscila entre a recessão e a estagnação da economia. Mas tal sucesso não é um fenômeno exclusivo do Rio Grande do Sul. O cooperativismo em Santa Catarina, do Paraná, de Goiás…mostra resultados tão ou mais brilhantes.
Há um Brasil Cooperativo que prospera sem sinais de crise, operando perfeitamente com mecanismos próprios de governança, de acordo com normas aperfeiçoadas ao longo do século e meio da doutrina nascida na Europa convulsionada pelo confronto do capitalismo x socialismo.
O sucesso realçado dias atrás pelo líder Vergilio Perius em evento na Federasul, em Porto Alegre, recoloca no ar a pergunta: até que ponto o cooperativismo pode ser uma alternativa real para sair do atoleiro em que o Brasil se meteu por apostar exclusivamente no capitalismo?
O cooperativismo amadureceu e parece estar curado da queda do início da década de 1980, quando o edificio político-econômico da Centralsul desabou junto com o “default” do Brasil sob o governo do general Figueiredo, o último dos cinco generais responsáveis pela ditadura de 1964.
Parece não haver dúvida de que os líderes cooperativistas aprenderam a lição: melhor andar pelas próprias pernas do que acreditar em governos inseguros ou se deixar usar por ministros com excesso de poder.
Durante o “milagre econômico” (1968/1975), que propiciou a eclosão da sojicultura no país, alguns lideres do cooperativismo se deixaram instrumentalizar pelo governo.
Ari Dionisio Dalmolin da Fecotrigo e Rubem Ilgenfritz da Silva da Cotrijuí foram talvez as maiores vítimas do regime, do qual se tornaram agentes involuntários — a Fecotrigo como trading company ancorada em Chicago e a Cotrijuí como colonizadora no Cerrado e na Amazônia.
Depois vimos uma espécie de renascimento do cooperativismo no primeiro governo petista, quando (2003) o presidente Lula nomeou ministro da Agricultura o agrônomo paulista Roberto Rodrigues, renomado líder cooperativista global.
Ensaiou-se ali um grande “revival” cooperativista enquanto se dava um enorme impulso à agricultura familiar e se prometia dar chão à reforma agrária, atendendo a demandas que já haviam sido parcialmente acolhidas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso (1995/2002).
As pressões contrárias foram tantas do lado político-empresarial que em dois anos Rodrigues caiu fora do governo, deixando claro que, para ele, o Brasil só iria para a frente mediante o fortalecimento do agronegócio ou, seja, adotando o viés ultracapitalista da agricultura com “plantations”, “tradings”, transgênicos e tudo que as empresas transnacionais prescrevem como fórmula ideal para produzir alimentos.
Quanto à agricultura familiar, que tratasse de ficar contentinha nos seus cantinhos de terra.
Olhando de fora, conclui-se que dentro do governo petista, sob Lula, quem ganhou a parada foram os grandes grupos empresariais enraizados no sistema financeiro, além dos exportadores de commodities originárias do agronegócio.
ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus…Essas e outras saíram ilesas da crise de 2008 que torpedeou a Sadia, a Aracruz. Até o grupo Votorantim foi pego no contrapé e precisou de uma ajuda substancial do Banco do Brasil.
Em vez de perseverar no apoio ao cooperativismo, restou ao petismo a ideia – bizarra, para dizer o mínimo — de apostar no fortalecimento de grandes grupos identificados como “campeões nacionais”, alguns dos quais estão hoje enrolados em processos judiciais.
Se tinham vocação para campeões, por que precisariam de ajuda do governo? Já o cooperativismo ficou do lado de fora das festas dos campeões…
Hoje se pode perguntar tranquilamente: em vez da competição desenfreada que leva ao conflito em que o mais forte ganha sempre, por que não investir na cooperação e na conciliação dos interesses?
Os marxistas condenavam o cooperativismo porque, diziam, ele “mascarava” a luta de classes e, com isso, retardaria a chegada do socialismo.
Democrático e solidário, o cooperativismo pratica o capitalismo mas distribui as sobras dos seus negócios entre todos os membros da sociedade.
Os governos brasileiros, oscilando entre o paternalismo estatal e o individualismo grosseiro do capitalismo, andam um passo para a frente e depois ficam marcando passo por anos a fio, paralisados por desavenças ideológicas cujo resultado mais notório é a exclusão de imensas maiorias. Não é exatamente isso que se vê agora?
O cooperativismo é uma porta aberta para um caminho equidistante dos extremos.Turismo: o que Porto Alegre tem a aprender com Gramado
Há um projeto, ainda difuso, de buscar sinergias entre Gramado e Porto Alegre para ampliar a permanência dos turistas que movimentam a cidade serrana o ano inteiro e que, na esmagadora maioria, passam sem ver a capital.
“Porto Alegre poderia ser uma porta de entrada e de saída para Gramado”, disse numa palestra na Associação Comercial de Porto Alegre, semana passada, Luciano Pessin criador e presidente há 17 anos do Natal Luz, um dos maiores eventos turísticos do país, que catapultou Gramado para o terceiro lugar – depois de Rio e Salvador – no ranking das cidades brasileiras que recebem maior numero de turistas.
Gramado recebe algo em torno de 3 milhões de turistas por ano. Se dez por cento desse público ficasse um ou dois dias em Porto Alegre, na chegada ou na saída, seria uma revolução na capital. Esse é a tese que Pessin e Luiz Barbacovi, presidente do Forum Gramado de Estudos Turísticos, defenderam na ACPA.
Eles descreveram a trajetória que Gramado percorreu no desenvolvimento de sua vocação turística. Começou há um século com uma maria-fumaça, que permitia portoalegrenses abonados subirem a serra em busca de ares curativos.. “Diziam até que a fumaça do trem era bom para a tuberculose”, contou Sessin.
Em 1940, o suíço Oscar Knorr chegou no trem a Gramado e não saiu mais. Ele teve a ideia de plantar hortênsias ao longo da rodovia entre Gramado e Canela e deu origem, em 1958, ao primeiro evento turístico da região: a Festa das Hortênsias, que segundo Pessin, inspirou Caxias a fazer a sua Festa da Uva.
Resumida à eleição da Rainha e a um desfile temático, a Festa das Hortênsias caminhava para o esgotamento, em 1973, quando surgiu o Festival de Cinema de Gramado, o evento que realmente projetou o nome da cidade serrana. No auge o Festival atraia 800 veículos de mídia para a cobertura.
O grande salto, porém, foi dado em 2002, com o Natal Luz. Um concerto de Natal que se transformou num parque temático que atrai hoje cerca de dois milhões de pessoas por anos.
Na base de tudo está um trabalho intenso e grande envolvimento da comunidade. “Para nós todo dia é domingo, dia de estar com a melhor roupa, com o melhor cardápio, o melhor sorriso”.
Na semana passada uma pesquisa da PUC com 107 milhões de hospedes no Brasil inteiro, Gramado foi eleita a cidade mais hospitaleira do Brasil.
Segundo Pessin, Porto Alegre tem um potencial grande para desenvolver, mas o turismo na capital “nunca foi profissional”. Ele lembrou a Companhia Riograndense de Turismo, companhia de economia mista, cujo modelo foi copiado pela Bahia e teve grande sucesso lá . Aqui foi extinta.
Até agora, porém, a prefeitura de Porto Alegre não deu sinal de receptividade à ideia. Não havia um representante do turismo municipal no evento em que os representantes de Gramado fizeram sua apresentação.



