Na noite desta quinta-feira, 6/6, no auditório da Casa dos Bancários foi aprovado em assembléia, por unanimidade, a participação na greve geral, da próxima sexta-feira, 14/6.
Na quinta-feira, 13/6, a partir das 18h, no auditório da Casa dos Bancários, haverá uma Plenária de organização da participação dos bancários na greve que começa no dia seguinte.
A greve geral, chamada pelas centrais sindicais, ocorre contra os ataques do governo Bolsonaro à aposentadoria, à educação, em defesa dos empregos e das empresas públicas.
A pauta central são as mudanças na reforma da Previdência, contidas na PEC 06/19, apresentada pelo governo federal em 20 de fevereiro à Câmara dos Deputados.
A aposentadoria aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com 40 anos ou mais de contribuição, para o benefício integral praticamente acabam com o direito à aposentadoria.
O tom da assembleia foi de indignação e de mobilização. Segundo o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, dissemina-se a mentira de que a reforma da Previdência vai fazer o país economizar R$ 1 trilhão em 10 anos e, como num passe de mágica, fazer a economia do Brasil voltar a crescer.
O presidente lembrou que, desde 2016, os trabalhadores têm sofrido derrotas seguidas e são induzidos a acreditar em melhoras de suas condições com uma estratégia de discurso que agora se repete com a reforma da Previdência. Duas delas ocorreram ainda no governo Temer. A aprovação da Terceirização e da reforma Trabalhista precarizaram as relações de trabalho. As duas foram vendidas na grande mídia como a salvação da economia no Brasil e da retomada dos empregos.
“Vamos conversar com os trabalhadores. Muitos pensam que a reforma da Previdência vai resolver o problema do baixo crescimento no Brasil. Estão contaminados pelo discurso das grandes redes de TV. Quando propuseram a reforma Trabalhista disseram que iam produzir 2 milhões de empregos por ano. O que aconteceu foi que o desemprego aumentou, chegando a quase 13 milhões de pessoas”, argumentou Gimenis.
O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, também participou da assembleia. Claudir lembrou que, desde a retomada da democracia no Brasil, com o fim da Ditadura Militar, nos anos 1980, os bancários estão na linha de frente das grandes disputas sociais por direito no Brasil. Aora, podemos passar para a história como os trabalhadores que receberam direitos, como a aposentadoria, o salário mínimo e o 13º, que não conseguimos sustentar esses direitos”, assinalou.
Calendário de Mobilização
Quinta-feira, 13/6| 18h | Plenária de Mobilização à Greve Geral no auditório da Casa dos Bancários (rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre
Sexta-feira, 14/6 | 0h | Greve geral em todo o Brasil.
(Com informações da Assessoria de Imprensa)
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Assembleia decide: bancários vão à greve geral dia 14
Jornalistas recebem comenda no Tribunal de Contas
O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Costa da Camino, entregou na tarde desta quinta-feira a catorze jornalistas a comenda Guilhermino Cesar pela Liberdade de Expressão, no auditório do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul.

Bones e da Camino
Entre os laureados, Elmar Bones, diretor deste Jornal JÁ.
As comendas foram entregues por ordem alfabética: Adriana Irion, André Machado, Carlos Etchichury, Daniel Scola, Elmar Bones, Felipe Vieira, Fernando Albrecht, Graciliano Rocha, Juremir Machado, Leandro Demori, Marcelo Rech, Paulo Sérgio Pinto, Taline Oppitz e Telmo Flor.
Marcelo Rech, vice-presidente editorial do grupo RBS e presidente da Associação Nacional de Jornais, falou pelos homenageados a convite do procurador-geral. Citou casos de pressão contra a liberdade de imprensa em diversos países, registrou que o Brasil é o segundo país da América Latina onde mais se matam jornalistas (só no México foram assassinados mais) e lamentou o linchamento virtual da atividade organizado contra repórteres e colunistas como os que vêm ocorrendo no país. “São ataques às pessoas, não ao conteúdo publicado”, salientou.
Da Camino encerrou a solenidade agradecendo a contribuição dos jornalistas. “É uma missão comum que temos, a Imprensa e o Ministério Público de Contas: o controle da administração pública”, frisou.
O intuito principal da comenta Guilhermino Cesar pela Liberdade de Expressão, explicou da Camino, é reconhecer a importância da investigação jornalística de interesse público, trabalho especializado e de alta responsabilidade, num momento em que “há um espectro de censura rondando a liberdade de expressão, que é a viga mestra e a pedra angular da democracia”.
Deputados visitam minas de carvão preparando audiência pública
Oito deputados, sete deles integrantes da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, inclusive a presidente, Zilá Breitenbach, participaram da “visita técnica” ao local onde a Copelmi pretende instalar a mina Guaiba, para extrair carvão a céu aberto de uma jazida, a 70 quilômetros de Porto Alegre.
Na base de um projeto ambicioso, que projeta investimentos de 4 bilhões de dólares no Estado, a mina Guaiba está também no centro de uma grande polêmica, pelos riscos ambientais decorrentes da mineração.
A visita, no dia do meio ambiente, foi proposta pelo deputado Gabriel de Souza, do MDB..
Assessores técnicos, jornalistas e diretores da Copelmi completaram a lotação de 42 lugares do ônibus que saiu da frente da Assembléia, às nove horas de quarta-feira, 5 de junho.

O roteiro incluiu visita a uma mina em final de operação, no município de Butiá (foto) e ao aterro sanitário em Minas do Leão, onde o lixo de 140 cidades gaúchas, inclusive Porto Alegre, é depositado na cava de uma mina já esgotada.
Uma parte já consolidada do aterro, está acoplada a uma usina, que produz 8 MW de energia elétrica a partir do gás metano gerado pelo lixo em decomposição.
A deputada Zilá, ocupando interinamente também a presidência da Assembléia, falou da importância da ida dos deputados à região nessa etapa do projeto, que está em licenciamento ambiental e ainda passará por duas audiências públicas, uma delas na Assembléia.
“Isso nos deixará mais preparados para o debate”, explicou, lembrando que a comissão de meio ambiente há muito acompanha junto aos órgãos técnicos do Estado o processo de licenciamento do projeto.
“Estamos abrindo as portas, para que todos os detalhes do projeto sejam debatidos e esclarecidos”, disse o diretor da Copelmi, Roberto Faria aos convidados.
Da quarta geração de uma família que minera carvão há mais de 100 anos no Rio Grande do Sul, Roberto Faria é responsável pela condução política do projeto da mina Guaiba, para explorar uma jazida de 200 milhões de toneladas de carvão que a Copelmi tem entre os municípios de Charqueadas e El Dorado.
“O carvão desta reserva é o que tem maior viabilidade técnica e econômica para abastecer um polo carboquímico, que é o caminho para um uso mais nobre do nosso carvão”, disse ele.
O polo carboquímico, que teria que contar com tecnologia e financiamento estrangeiros, é a segunda etapa do projeto para o qual se estima um investimento de mais de 4 bilhões de dólares.
A carboquímica é considerada uma “rota limpa” para o uso do carvão. O mineral passa por uma “queima pobre”, em que se reduz o oxigênio, para liberar o chamado gás de síntese, usado para geração de energia ou desdobrado em outras matérias primas, como a uréia e o metanol, que o Rio Grande do Sul importa.
A Copelmi começou a desenvolver o projeto com a sul-coreana Posco, em 2014, quando visitou também plantas na China e na Alemanha, integrando uma comitiva do governador Tarso Genro.
Em 2018 firmou um protocolo com a Ais Products, norte-americana, fornecedora de gases industriais, que produz gás de síntese em cinco plantas, na China, nos Estados Unidos e no Japão, movimentando 15 bilhões de dólares por ano.
Na mineração, a Copelmi ostenta um desempenho de padrão internacional. Da sociedade que manteve com a inglesa Rio Tinto Company, absorveu um padrão mundial na recuperação de áreas degradadas com a mineração. A lavra é feita em tiras e à medida que avança, a área escavada vai sendo recomposta. “Estive na Alemanha, não devemos nada a eles”, disse Roberto Faria.
A mineração de carvão numa área tão próxima do rio Jacuí e do Parque do Delta, no entanto, levanta questionamentos.
O deputado Sebastião Mello, que acompanhou a visita, levantou a questão da proximidade da mina com o rio Jacui, que desemboca no Guaiba bem na altura de uma das estações de captação de água para a população de Porto Alegre. “Análises foram feitas pelo DMAE e concluiram que não há risco de comprometimento”, respondeu Faria.
Citou um exemplo da qualidade da água que sai do processo de mineraçao: em Butiá, num período de sêca a Corsan fez testes na água de um lago formado numa cava de mineração e aprovou para o consumo, desde que devidamente tratada.
Numa entrevista ao Jornal do Comércio nesta quarta feira o professor Rualdo Menegaz, coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre, dramatizou a questão: disse que o Guaiba, único manancial de água de que os portoalegrenses dispõem, já estão no limite de cargas poluentes. Qualquer acréscimo pode ser fatal.
A empresa, no entanto, garante que nenhum efluente resultante do processo de mineração chegará ao rio, antes de tratamento que permitirá devolver ao rio a água limpa, sem qualquer contaminação.
Além do carvão, serão extraídos areia e cascalho da mina que alcança uma extensão de 4,3 mil hectares. O ponto mais próximo estaria a 535 metros do Delta do Jacuí, mas os órgãos licenciadores exigiram um recuo de 100 metros, o que reduziu a reserva a ser minerada de 210 milhões de toneladas para 160 milhões de toneladas.
Um dos pontos mais polêmicos do projeto é que na área a ser minerada há um assentamento simbólico para o MST, o Assentamento Apolônio de Carvalho, homenagem a um líder histórico das lutas populares. As negociações tem sido intermediadas pelo INCRA.
A Copelmi fez um levantamento e diz que as áreas em que está o assentamento sofrem alagamentos e o abastecimento de água é precário. A empresa se compromete em reassentá-lo em outra área com mais infraestrutura.
O Eia Rima, que está em análise há quase cinco anos tem seis mil páginas. Nele trabalharam 92 técnicos.
A comitiva de deputados e jornalistas visitou também a Fazenda Butiá, apresentada pela empresa como um caso exemplar de seus cuidados com as áreas mineradas.
A mina foi aberta em 1987 e se esgotou em 2010. A área já está quase toda recuperada O proprietário planta soja e cria gado de corte. “A produtividade está na média da região, 60 sacos de soja por hectare”, garante Alexandre Grigorieff, diretor de operações da Copelmi, há 35 anos na empresa. Os campos verdejantes que se descortinam da estrada tornam difícil imaginar que havia uma cratera negra ali.
Na recobertura do terreno minerado tenta-se na medida do possível reconstituir a topografia original. Ainda há qualquer coisa de artificial na paisagem recém reconstituida, mas a vegetação sem dúvida é exuberante.
Nessa mina foram 500 hectares reabilitados, restando pouco mais de um ano de operação, quando o último buraco estará esgotado. Lá embaixo, na enorme cava, um trânsito intenso de caminhões que descem e sobem carregados de carvão para o benficiamento (trituraçao) a sete quilômetros dali.
Cais Mauá: governador decidiu sem ouvir a empresa concessionária
O advogado Leonardo Lamachia disse ao JÁ pela manhã, quando ainda não se conhecia a decisão de Eduardo Leite, que o governador ainda não respondera ao pedido de uma audiência com os atuais gestores da empresa Cais Mauá, feito no dia 15 de maio, quando os procuradores entregaram seu relatório, recomendando a rescisão do contrato.
Os novos gestores da Cais Mauá do Brasil pediam uma reunião para apresentar um plano emergencial para destravar o projeto de revitalização do Cais Mauá, parado há 10 anos. “Ainda não houve qualquer manifestação do governo em relação a isso”, disse Lamachia. Sua expectativa era de que o governador ouviria a empresa antes de decidir.
O governador anunciou o rompimento em entrevista coletiva à tarde no Palácio Piratini.
Associação Riograndense de Imprensa pede "convergência pela democracia"
Em nota alusiva ao Dia da Imprensa, neste 1 de junho, a Associação Riograndense de Imprensa faz um chamamento aos profissionais e empresas para “transformar em oportunidades as ameaças ao jornalismo independente”.
A nota assinada pelo presidente da ARI, Luiz Adolfo de Souza, e pelo presidente do Conselho Deliberativo, João Batista Filho, lembra que o primeiro jornal brasileiro, o Correiro Braziliense nasceu no exílio (em Londres) em 1808, para fugir à censura régia.
Eis a integra:
CONVERGENCIA PELA DEMOCRACIA
O ofício do jornalismo e a atividade da comunicação necessitam ampliar a convergência indispensável ao enfrentamento dos novos desafios representados pela proliferação de notícias falsas pelos novos hábitos de consumo de informação e pela polarização das manifestações repressoras e autoritárias sobre temas de grande interesse para a sociedade brasileira.
Também é preciso seguir atuando contra tentativas espúrias de cerceamento da liberdade de imprensa, garantia constitucional seguidamente atacada por interesses políticos e econômicos dissociados do ideal democrático.
Nesse contexto, a Associação Riograndense de Imprensa destaca a celebração de mais um Dia Nacional da Imprensa, neste 1o de junho, como momento para o jornalismo profissional e independente transformar tais ameaças em oportunidades.
A Lei Federal 9.831, sancionada em 13 de setembro de 1999, homenageia Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça e seu Correio Braziliense.
Este jornal, impresso em Londres a partir de junho de 1808, chegava ao Brasil Colônia na clandestinidade e era perseguido pela Censura Régia.
Apoiada também na Lei Estadual 11.300, de 29 de dezembro de 1998, a ARI promove a Semana Hipólito da Costa entre 1° e 7 de junho.
Entendem o seu Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva que os eventos organizados para registrar a data oferecerão à população gaúcha uma oportunidade de reflexão sobre a importância da prática jornalística livre e responsável como garantia da democracia e dos direitos dos cidadãos.
Porto Alegre, 1o de junho de 2019
Luiz Adolfo Lino de Souza Presidente da Diretoria Executiva
João Batista de Melo Filho Presidente do Conselho Deliberativo
Aprovada em reunião do Conselho Deliberativo realizada em 30/05/2019Cais Mauá: avaliação da empresa em R$ 230 milhões é referência para ação judicial
O advogado Leonardo Lamachia disse ao JÁ que a avaliação da empresa Cais Mauá do Brasil, feita por uma auditoria internacional será referência para a indenização pretendida numa ação judicial, a partir do rompimento unilateral do contrato anunciado nesta quinta-feira, 30, pelo governador Eduardo Leite.
O cálculo foi feito em 2017 pela Baker Tilly, empresa especializada na avaliação de ativos empresariais e chegou ao valor de R$ 230 milhões. Este seria o “valor de mercado” da Cais Mauá do Brasil, detentora da concessão do cais desde 2010.
Desse total, R$ 189 milhões corresponderiam ao FIP Cais Mauá, fundo controlador com 88% das ações da empresa.
O restante se refere à participação de três empresas espanholas reunidas na holding CSS (em torno de 10%) e à Contern, empresa do grupo Bertin, em recuperação judicial, que tem menos de 1%.Auditório Araújo Viana: Opus pode ir à Justiça para garantir concessão até 2020
Uma divergência entre a prefeitura e a Opus Promoções quanto ao contrato de concessão do auditório Araújo Viana pode parar na Justiça.
A prefeitura lançou nesta quarta-feira um novo edital para conceder o espaço por dez anos, entendendo que o contrato com a Opus, assinado em 2007 está vencido.
A Opus alega que, devido à demora nas licenças, as obras de recuperação só foram iniciadas em 2010 e a reinauguração do espaço em 2012. O contrato, portanto, ainda não venceu, segundo esta interpretação.
A reforma do auditório, segundo a Opus, custou R$ 18 milhões, quando o previsto no edital era R$ 6,75 milhões.
Auditório Araújo Vianna conta com patrocínio do Grupo Zaffari, Coca-Cola e Tramontina. A Opus Promoções é a produtora que administra o espaço em conjunto com a Secretaria da Cultura de Porto Alegre.
O Auditório Araújo Vianna tem capacidade de mais de 3.000 lugares sentados, chegando a um total de 3.628 lugares com público acomodado em pé, nas laterais do local. Os setores: plateia baixa (lateral e central), plateia alta (lateral e central) e camarote.Auditório Araújo Vianna: Marchezan não renova com a Opus e lança novo edital
Em cerimônia no Salão Nobre do Paço Municipal, na manhã desta quarta-feira, 29, foi lançado o Edital de Concessão de Uso Parcial do Auditório Araújo Vianna, incluindo a reforma e manutenção do Teatro de Câmara Túlio Piva, fechado desde 2014.
O período de concessão será de dez anos. Inaugurado em 1927, onde hoje se encontra a Assembleia Legislativa, e transferido em 1964 para o Parque Farroupilha, o Araújo Vianna está desde 2007 sob a administração da Opus Promotora.
“O formato de busca de investimento para o Araújo Vianna foi um gigantesco avanço para a cidade, uma oportunidade que Porto Alegre aproveitou muito bem. Esse caminho será novamente adotado, mas agora com inovação”, diz o prefeito Nelson Marchezan Júnior. Ele explica que, de 2007 para cá, ocorreram avanços no ordenamento jurídico e formatos diferentes de relacionamento e na compreensão da relação entre máquina pública e setor público com o setor privado. “Estamos modernizando o formato do contrato e ampliando esse conceito”, acrescenta. O prefeito espera que a população que não tem acesso à cultura possa assistir a shows e espetáculos tanto no Araújo Vianna como no Túlio Piva.
O secretário municipal de Parcerias Estratégicas, Thiago Ribeiro, destaca que o contrato de permissão de uso do Araújo Vianna que está se encerrando foi um sucesso. “O Araújo está melhor agora do que há dez anos”, ressalta. Já o secretário da Cultura, Luciano Alabarse, acrescenta a importância do auditório para a cultura gaúcha e lembra que lá foram realizados grandes espetáculos e shows históricos.Editoria de Imagem/PMPAEstão previstas para o Araújo Vianna obras na cobertura e instalação de equipamentos O novo contrato tem a modalidade de termo de permissão de uso parcial por dez anos, com vigência até 17 de junho de 2029. Entre as obrigações do permissionário, estão obras na cobertura, instalação de equipamentos, restauração da esplanada de acesso ao auditório, execução de passeio frontal e acesso ao pátio de serviço. Para o Teatro Túlio Piva, estão previstas também reformas e instalação de equipamentos de som e iluminação. O concessionário ficará responsável ainda pela gestão e manutenção predial das duas casas – incluindo administração, segurança, limpeza, custeio e manutenção.
Estiveram presentes no evento de lançamento do edital o vice-prefeito Gustavo Paim; os secretários municipais de Desenvolvimento Social, Comandante Nádia, e de Comunicação Social, Orestes de Andrade Jr.; o presidente do Tribunal de Justiça Militar do Estado, coronel Paulo Roberto Mendes; e o vereador Idenir Cecchim, representando a Câmara Municipal. Também acompanharam a solenidade representantes de parlamentares dos legislativos estadual e municipal e de empresas promotoras de espetáculos da Capital.
Auditório Araújo Vianna
Área construída: 5.400 metros quadrados
Capacidade: 3.146 pessoas sentadas
Status de operação: possui estrutura para a realização de shows, produções artísticas e outros eventos de nível nacional e internacional.
Teatro de Câmara Túlio Piva
Área construída, 1.072 metros quadrados
Capacidade: 214 pessoas sentadas
Status de operação: espaço com vocação para incentivo à cultura local. Está fechado para reforma desde 2014.
Investimento total previsto: R$ 6,76 milhões.
Deste valor, R$ 4,4 milhões serão para a reforma do Teatro de Câmara Túlio Piva e R$ 2,36 milhões, para obras no entorno do Araújo Vianna. Já o valor de outorga inicial será de R$ 4,17 milhões.
Critério de julgamento: maior oferta de valor de outorga.
Pagamento da outorga: 20% da outorga ofertada até o quinto dia após a assinatura do contrato e 80% da outorga ofertada dividido em 120 meses, com reajuste anual pelo IPCA. O recebimento dos envelopes ocorrerá até o dia 2 de julho, e a previsão de assinatura é setembro de 2019.
(Informações da Assessoria de Imprensa)Mercado do mel em crise enquanto abelhas morrem envenenadas
Refletindo a crise do mercado do mel, reduziu-se a menos da metade o público que costuma comparecer aos concorridos seminários técnicos promovidos pelo Departamento de Apicultura da UFRGS. No sábado passado, dia 25, a foto sob a figueira do campus rural em Eldorado do Sul registrou um dos menores quoruns desde 2013.
No market place do Facebook, na Internet, apareceu esta semana em Porto Alegre uma oferta de mel puro a R$ 15 o quilo em embalagens plásticas (custam R$ 1 cada). Eis aí um dos indícios da crise mercadológica que assola tanto os apicultores como os intermediários, especialmente os exportadores, assediados atualmente por ofertas assustadoramente baixas.
Para vender mel por R$ 15 com algum lucro no mercado interno, o atacadista do market place deve ter comprado o produto por menos de R$ 8, tido como o custo médio de produção no interior gaúcho, onde os apicultores estão recebendo ofertas de compra por R$ 4 o quilo (alguns apicultores mais eficientes conseguem produzir a esse custo, mas operam sem lucro).
R$ 4 por quilo é o mesmo valor nominal de 2013, ano-piso de uma onda de alta que teve seu auge em 2017, quando os produtores chegaram a receber R$ 12 por quilo de mel orgânico. Agregue-se a inflação do período 2013-2019 e se verá a que ponto chegou o mercado. Além de ter dificuldade de vender seu produto, muitos apicultores perderam colmeias por morte de abelhas contaminadas por agrotóxicos.
A baixa atingiu também os exportadores brasileiros. Em 2017, eles chegaram a embarcar mel orgânico a US$ 4750 por tonelada, o teto histórico para esse produto então relativamente raro no mercado internacional. A partir daí, “movido pela ganância”, “o mercado virou uma bagunça”, disse um exportador catarinense, que dias atrás aceitou uma oferta de US$ 1950 por tonelada de mel orgânico. Ele está tendo prejuízo mas precisa desovar estoques acumulados nos dois últimos anos.A única notícia boa do momento é que em maio os importadores começam a fazer compras para atender ao Hemisfério Norte durante o inverno, período em que mais se consome mel nos países ricos.
Sensível à queda do poder aquisitivo dos consumidores, o mercado internacional desabou não apenas porque há estoques elevados nos países produtores e nas grandes praças consumidoras, mas por dois motivos emergentes: a produção de mel (registrado como) orgânico aumentou em outros países e surgiram denúncias de que amostras do mel brasileiro (em 2018, teria sido comprado de contrabando no Uruguai) apresentaram traços de agrotóxicos e antibióticos. Por isso, os importadores estão mandando fazer análises bioquímicas para checar se há glifosato e outros venenos nas amostras de mel. Dando positivo, não sai negócio.
Marchezan prepara retomada de obras para o último ano
O prefeito Nelson Marchezan Júnior reuniu-se com os seis novos integrantes do Governo, que passam a ocupar os cargos de secretários-adjuntos e diretores.Eles têm em comum a experiência em realização de obras. Todos foram selecionados pelo Banco de Talentos da Prefeitura. “O principal desafio de vocês é a integração entre os setores. Tenham em mente que a prefeitura é uma só, o governo é um só”, orientou Marchezan.Os profissionais já estão em atividade e encontram-se com o prefeito para alinhamento do trabalho. São eles:
Marcelo Gazen – Secretário municipal-adjunto de Infraestrutura e Mobilidade Urbana. Advogado, especialista em licitações e contratos públicos e pós-graduado em Direito Tributário, Financeiro e Econômico. É diretor da Federasul.Leomar Teichmann – Diretor-geral-adjunto do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Engenheiro, pós-graduado em Gerenciamento de Projetos, com passagem pela prefeitura de Esteio. Também atuou na área de sistemas da empresa na CG Power Systems, onde foram produzidas as subestações móveis de energia elétrica.Nilton Magalhães – Diretor de Conservação de Vias Urbanas da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade. Foi cedido pela prefeitura de Viamão, onde é engenheiro desde 1984. Já foi diretor regional de Obras do Estado do RS.Marco Antonio Benites – Diretor de Mobilidade e Drenagem Urbana da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade Urbana. Engenheiro civil com especializações em Patologia das Construções e Edificações. Tem experiência em administração de execução de obras de alto padrão e planejamento. Entre as grandes obras em que atuou na supervisão, estão os prédios do Tribunal de Justiça de Portão, São Pedro do Sul e Passo Fundo. Também participou do desenvolvimento de projetos do Centro Histórico Cultural Santa Casa de Porto Alegre. Na iniciativa privada, passou pela Ericsson, Kaefe Engenharia e Sesc, entre outras atuações.Manoel João de Freitas – Diretor de Planejamento da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade Urbana. Engenheiro civil, ex-diretor técnico da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), com experiência em gerenciamento de obras, projetos e serviços de manutenção nas rodovias com pedágio. Também trabalhou no consórcio gerenciador da Rodovia do Parque, em atividades de controle e planejamento para a implantação da estrada. Atuou ainda no Siscon e STE Consultoria de Sistema.Jorge Aberto Birnfeld Cotta – Diretor-geral de Prédios e Espaços Públicos da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade Urbana. Engenheiro civil, pós-graduado em Administração, com especialização em elaboração e execução de plano de prevenção e proteção contra incêndio (PPCI). Teve diversas passagens pela empresa Premold. Adquiriu larga experiência na área de infraestrutura, em especial na montagem de estruturas em concreto pré-fabricadas, atuando em diversas obras, como Arena do Grêmio, Centro de Treinamento do Grêmio, ampliação do estádio do Sport Club Internacional e estacionamento Deck Parking do Shopping Praia de Belas.(Com a assessoria de imprensa)



