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  • Incentivos fiscais: governo do RS aprova 14 novos projetos no Fundopem

    A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul aprovou R$ 102 milhões em novos investimentos privados por meio do Fundopem. São 14 projetos que devem gerar no mínimo 118 novos postos de trabalho.
    Entre os últimos projetos aprovados está o do grupo Nexteer Indústria e Comércio de Sistemas Automotivos Ltda, que registra o maior valor. A empresa, localizada em Porto Alegre, vai implantar uma nova linha de montagem de “semi-eixos homocinéticos” para automóveis de passeio. O investimento previsto é de R$ 24,9 milhões, com a possibilidade de gerar 5 novos empregos.
    A quantidade de projetos aprovados em 2022 é a maior dos últimos 10 anos, bem como a previsão de novos empregos diretos.
  • Incentivos a empresas chegam a R$ 400 bi em 2023; TCU sugere corte

    Incentivos a empresas chegam a R$ 400 bi em 2023; TCU sugere corte

    A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) está sugerindo à equipe de transição de governo um corte incentivos tributários a fim de gerar, no médio prazo, cerca de R$ 200 bilhões extras.

    Nesta quarta (16), o governo eleito apresentou ao Congresso uma proposta que, entre outros pontos, retira as despesas do Auxílio Brasil (que voltará a chamar Bolsa Família) do teto de gastos.

    O presidente eleito Lula tem dito que não se pode falar em responsabilidade fiscal sem antes pensar em responsabilidade social.

    O vice-presidente eleito Geraldo Alkmin já afirmou que o governo “não vai ser gastador”, mas que é preciso garantir a rede de proteção social das famílias mais pobres.

    O tribunal entregou nesta quarta a Alckmin um relatório com a análise de como está a máquina federal.]

    Segundo Dantas, a renúncia fiscal no próximo ano está em cerca de R$ 400 bilhões, e o novo governo poderia reavaliar todos os programas que recebem algum tipo de isenção fiscal e cortar aqueles que não dão retorno ao país.

    “O governo deveria avaliar cada programa e eliminar aqueles que não são eficientes”, afirmou Bruno Dantas, segundo o g1.

    A sugestão do TCU será analisada pela equipe designada para estudar a área econômica, para o novo governo.

  • Criminalidade: diminuem assaltos a ônibus, feminicídio ainda é um desafio

    Criminalidade: diminuem assaltos a ônibus, feminicídio ainda é um desafio

    O relatório da Polícia Civil divulgado na sexta-feira, 11 destacou a redução dos assaltos a ônibus no Rio Grande do Sul que tiveram  expressiva redução no mês de outubro. Mas houve aumento em homicídios e o feminicídio segue sendo um grande desafio  para a polícia.

    Os casos de roubos em transporte público, que somam ocorrências com usuários e profissionais, teve queda de 69,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os casos caíram de 111 para 34 no mês.

    No acumulado o crime também mantém a tendência de queda já verificada nos meses anteriores. Entre janeiro e outubro deste ano foram 515 casos registrados no Estado, uma queda de 49% frente aos 1.010 casos do mesmo período de 2021. 

    Roubo a tranporte coletivo no RS em outubro

     

    Roubo a tranporte coletivo no RS e janeiro a outubro

     

    Roubo de veículos

    O roubo de veículos também apresentou queda no 10º mês do ano no Estado. Foram 393 casos no RS, 3,9% menos que no ano anterior. O acumulado de 2022 também permanece em queda, com 9,3% menos que em 2021, porcentagem que representa 382 veículos que deixaram de ser roubados no RS. Na Capital também foi verificada a tendência de queda, os roubos de veículos em outubro caíram 4,4%, enquanto no acumulado a retração foi de 7,7%, o que representa 123 veículos a menos em comparação com 2021.

    Roubo de veículos no RS em outubro
    Roubo de veículos no RS de janeiro a outubro

    Com o retorno das atividades da Operação Desmanche, uma das principais ações desenvolvidas pelo Estado para o enfrentamento ao roubo de veículos, contribuiu para a manutenção na queda destes indicadores.

    Aproximadamente 180 toneladas de sucata automotiva recolhidas em duas ofensivas. Roubo de veículo em Porto Alegre em outubro

    Roubo de veículos em Poa de janeiro a outubro

     

    Homicídios sobem

    O décimo mês de 2022 ainda apresentou uma alta de 2,3% nos índices de homicídios, com três casos a mais do que em outubro de 2021. Com essa alta, o acumulado do ano teve alta de 2%.

    Vítimas de homicídio no RS em outubro

    Houve desaceleração em relação a alta significativa verificada em agosto, decorrente das inúmeras ações adotadas para coibir a guerra entre facções em Porto Alegre.

    Vítimas de homicídio no RS de janeiro a outubro

    Na Capital o aumento nos homicídios em outubro foi de 23,8%, passando de 21 casos, no ano anterior, para 26 em 2022. No acumulado a alta é de 14% na comparação entre os períodos.

    Vítimas de homicídio em Porto Alegre em outubro

    Reforços no policiamento ostensivo da Brigada Militar (BM), operações da Polícia Civil (PC) e transferências de lideranças criminosas estiveram entre as principais ações integradas da Segurança Pública no período.

    Vítimas de homicídio em Poa e janeiro a outubro

     

    A ação mais recente ocorreu na terça-feira (08/11), quando o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, indiciou 13 pessoas por uma decapitação ocorrida em agosto. Cinco foram presos, um se apresentou na PC na quinta-feira (10/11) e dois ainda são considerados foragidos e outros cinco, que já estavam recolhidos no sistema prisional, foram transferidos para outras unidades.  Outros dois apenados, apontados como responsáveis de outros crimes na região, também foram transferidos.

    Antes, foram transferidos 13 lideres  criminosos para penitenciárias federais. Outros dez foram removidos de quatro casas prisionais em Porto Alegre e Charqueadas e encaminhados para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) e para a Penitenciária de Canoas (Pecan).  Desde a primeira edição, a Império da Lei já transferiu 47 presos em dois anos. A ofensiva visa neutralizar a cadeia de comando do crime organizado no RS.

    Em dois anos de investigação a Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apurou que criminosos adquiriram ao menos oito postos de combustíveis, movimentando no período aproximadamente R$ 18 milhões, provenientes, principalmente, do tráfico de drogas, roubos, extorsões e receptação.

    Latrocínios têm alta

    Nos roubos com morte, o resultado é similar aos dos homicídios – alta em outubro, mas sem alterar a tendência de queda no acumulado desde o início de 2022.

    Foram três latrocínios a mais no mês em relação aos dois registrados em 2021 (150%), enquanto na soma desde janeiro, o número de casos passou de 52 no ano passado para 45 neste ano, uma redução de 13,5%.

    Latrocínios no RS em outubro
    Latrocínios no RS de janeiro a outubro

    Em outubro a capital teve um latrocínio. No mesmo período do ano anterior não havia sido registrado esse tipo de crime.

    Latrocínios em Porto Alegre em outubro
    Latrocínios em Porto Alegre de janeiro a outubro

    Todos os cinco casos ocorridos no mês de outubro já foram elucidados.

    Feminicídios, ainda um desafio

    Após a queda registrada no mês de setembro os feminicídios voltaram a apresentar alta no mês de outubro. Sete mulheres perderam a vida por razão de gênero no Estado, em setembro, enquanto no mesmo mês de 2021 foram três vítimas. No acumulado a alta também persiste, com 89 casos de janeiro a outubro, sete a mais que os 82 registrados em igual período de 2021.

    Vítimas de feminicídio no RS em outubro
    Vítimas de feminicídio no RS de janeiro a outubro

    A violência contra a mulher é um crime de difícil combate, pois na grande maioria das vezes acontece silenciosamente dentro do seio familiar. Para incentivar as denúncias e proporcionar as vítimas um ambiente acolhedor e seguro, as forças de segurança se empenharam no desenvolvimento de estratégias inovadoras que criem esse ambiente de coragem para a vítima sair do ciclo da violência.

    Inédito no Brasil, o Projeto de Monitoramento do Agressor vai fornecer 2 mil tornozeleiras eletrônicas que serão instaladas em agressores que a vítima tenha medida protetiva vigente.

    A nova tecnologia é parte de uma das ações do governo do Estado para frear os casos de feminicídio e violência doméstica no Rio Grande do Sul, tendo como ponto de partida os municípios de Porto Alegre e Canoas. A ferramenta integra é iniciativa do Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (emFrente, Mulher), que busca fortalecer a rede de apoio às vítimas e promover uma mudança de cultura que valorize a proteção da mulher na sociedade.

    Violência contra a mulher no RS em outubro

     

    Violência contra a mulher no RS de janeiro a outubro

    As autoridades reforçam o apelo para realização de denúncias ao primeiro sinal de violência – além da vítima, parentes, amigos, colegas, vizinhos e mesmo desconhecidos podem e devem comunicar as forças de segurança para possibilitar ação antes que o ciclo da violência termine em feminicídio.

    Das oito vítimas de outubro, três tinham medida protetiva de urgência vigente. Além do Disque Denúncia 181 e do Denúncia Digital 181, o WhatsApp da Polícia Civil (51 – 98444-0606) recebe mensagens 24 horas, sem a necessidade de se identificar, e a Delegacia Online permite fazer o boletim de ocorrência, com a mesma validade do documento emitido presencialmente, a qualquer horário e por qualquer dispositivo com internet. Quem não tem acesso, pode procurar qualquer Delegacia de Polícia, bem como o auxílio das PMPs, cujos telefones se encontram no site da SSP. Para socorro urgente, o número é o 190.

    Ataques a banco têm alta

    Houve em outubro o registro de três ataques a banco (todos furtos) no Rio Grande do Sul, enquanto no mesmo mês em 2021 foi um registro desse tipo de crime. No acumulado desde janeiro, o Estado soma 23 ocorrências do tipo, 34,3% menos que as 35 registradas em igual período do ano anterior.

    Ataques a banco RS em Outubro
    Ataques a banco RS de janeiro a outubro

    No meio rural, os crimes de abigeato (furto de gado) apresentam queda tanto no recorte de outubro quanto no cenário do acumulado, em relação a iguais períodos do ano passado. No mês, o número desse tipo de delito, típico da zona rural, passou de 415 para 364, queda de 12,3%. A soma acumulada desde janeiro é de 3.941 ocorrências de abigeato, o que representa retração de 13% em relação às 4.530 registradas em dez meses do ano passado.

    Abigeatos no RS em outubro

     

    Abigeatos no RS de janeiro a outubro

    (Com informações da assessoria de imprensa)

    As tabelas completas estão disponíveis na página de estatísticas do site da SSP.

  • Selic, o sistema que garante o pagameto da dívida, não tem teto

    O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) é uma infraestrutura do mercado financeiro brasileiro (IMF), administrada pelo Banco Central do Brasil (BCB), que se destina à custódia de títulos escriturais de emissão do Tesouro Nacional (TN), bem como ao registro e à liquidação de operações com esses títulos.

    As liquidações no âmbito do Selic ocorrem por meio do mecanismo de entrega contra pagamento (Delivery versus Payment – DVP), que opera no conceito de Liquidação Bruta em Tempo Real (LBTR), sendo as operações liquidadas uma a uma por seus valores brutos em tempo real. Como depositário, o Selic enquadra-se nos conceitos de CSD (Central Securities Depository) e SSS (Securities Settlement System).

    Além do sistema de custódia de títulos e de registro e liquidação de operações, integram o Selic os seguintes módulos complementares —-

    -Oferta Pública (Ofpub),

    -Oferta a Dealers (Ofdealers),

    -Lastro de Operações Compromissadas (Lastro)  –Negociação Eletrônica de Títulos (Negociação).

    O Sistema de Controle de Acesso (Logon) controla o acesso ao Selic e a seus módulos complementares no portal do Selic na RTM.

    A nova versão do sistema apresenta características que o tornam mais flexível, ao mesmo tempo em que garantem a segurança da informação.

    O Selic possui ainda uma funcionalidade que permite acatar o registro de gravames e ônus sobre títulos públicos federais nele depositados, inclusive para fins de publicidade e eficácia perante terceiros.

    A administração do Selic e de seus módulos complementares é de competência exclusiva do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) do BCB e o sistema é operado em parceria com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

    BASE REGULAMENTAR
    A implantação do Selic ocorreu em 14 de novembro de 1979, sob a égide da Circular nº 466, de 11 de outubro de 1979, do BCB, que aprovou o Regulamento do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia de Letras do Tesouro Nacional.

    As regras e os procedimentos do Selic estão consolidados no Regulamento do Selic, anexo à Circular nº 3.587, de 26 de março de 2012, e em normativos complementares.

    A Circular 3.610, de 26/9/2012 trouxe alterações à Circular 3587, como, por exemplo, a inclusão da hipótese de transmissão automática de comandos no Selic oriundos do módulo Negociação.

    No Regulamento do Selic, estão previstos os aspectos legais relevantes de suas atividades, como os critérios de participação, os deveres e direitos dos participantes, os tipos de operações e o custo de utilização do sistema.

    A regulamentação relacionada ao Selic está disponível para consulta no portal do Selic, na opção Documentação > Selic > Regulamentação, e também no sítio do BCB na internet, no seguinte link: https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/sistemaselic

    DOCUMENTAÇÃO
    <O Manual do Usuário do Selic (MUS) é parte integrante da documentação do Selic e tem como objetivo complementar e detalhar as regras e os procedimentos do Selic, de forma clara e compreensível. O MUS, assim como outros documentos complementares, estão disponíveis no portal do Selic, na opção Documentação > Manuais e no sítio do BCB na internet, no seguinte link: https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/selicmanuais

    ESTATÍSTICAS
    <As estatísticas relacionadas ao Selic constam do Relatório de Administração do Selic, disponível para consulta no sítio do BCB na internet, no seguinte link:https://www3.bcb.gov.br/rasselic/

    (Fonte: Banco Central)

  • “Equilíbrio fiscal é uma invenção um tanto tosca dos economistas”

    “Equilíbrio fiscal é uma invenção um tanto tosca dos economistas”

    Luiz Gonzaga Belluzzo, 80 anos, autor de mais de uma dezena de ensaios sobre a economia capitalista, se manifestou sobre o sobressalto do  “mercado” por causa das declarações do presidente eleito, que prioriza o social ante o teto de gastos.

    “Essas regras que pretendem impor à economia (de equilíbrio fiscal),  acarretam disfunções e desagregações sociais. A situação é muito parecida com outras que ocorreram na história desse sistema em que a economia se afasta completamente da vida das pessoas. Você vê que essa insistência no risco fiscal é uma forma de obstar as políticas que podem atender a população”,

    O equilíbrio fiscal é “na verdade uma invenção um tanto quanto tosca dos economistas, porque, no capitalismo, você só pode ter equilíbrio fiscal, uma situação fiscal favorável, se você está gerando renda. É dessa renda que você apropria os impostos. (…) Se você não gera renda, qual vai ser o resultado da cobrança do imposto de renda?”, provoca.

    A resistência do mercado em cima de um suposto risco fiscal é “uma ignorância interessada”.

    “O mercado financeiro, além de ser uma forma econômica de ‘controle da locação e distribuição de recursos’, ele também é uma forma de poder”
    “Está todo mundo agora falando que o dólar foi a R$ 5,40. Isso aí não tem propósito nenhum a não ser o de valorizar a sua riqueza no âmbito financeiro. E isso significa dano para as pessoas que estão vivendo nesse país. Porque todo mundo vai dizer ‘veja só a promessa de Lula para combater a pobreza vai envolver R$ 175 bilhões’, todo esse trololó, quando esses economistas têm uma ignorância de como funciona a dívida pública. Eles ficam apavorando as pessoas sobre a dívida pública, como se ela fosse igual à dívida privada, de uma família. E não é.”

    A dívida pública é amortizada pela capacidade do Estado de emitir moeda numa articulação entre o Banco Central com os bancos privados. Belluzzo diz que “o Estado brasileiro precisa ser capaz de superar as contradições entre a economia real e a financeira, em que os interesses da financeirização, de acumulação, acabam prevalecendo sobre a economia real”.

    O Brasil, segundo Belluzzo, deixou de ter uma classe de empresários, que buscavam um projeto de desenvolvimento até para obter um mercado interno consumidor, para ter rentistas. “Estamos vendo aqui no Brasil um exemplo em que a política, através da eleição do presidente Lula, está apontando na direção de desfazer esse constrangimento que as economias e as pessoas, os povos, a sociedade está sofrendo”.

    (Entrevista à Rede Brasil Atual)

    * Luiz Gonzaga Belluzzo é professor titular do Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (1985-1987) e de Ciência e Tecnologia de São Paulo (1988-1990).

    É formado em Direito e Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), pós-graduado em Desenvolvimento Econômico pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) e doutor em economia pela Unicamp.

    *Fundador da Facamp e conselheiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é autor dos livros “Os Antecedentes da Tormenta”, “Ensaios sobre o Capitalismo no Século XX”, e coautor de “Depois da Queda, Luta Pela Sobrevivência da Moeda Nacional”, entre outros.

    *Em 2001, foi incluído entre os 100 maiores economistas heterodoxos do século XX no Biographical Dictionary of Dissenting Economists. Em 2005, recebeu o Prêmio Intelectual do Ano (Prêmio Juca Pato).

  • Por que não um teto para os juros da dívida?

    Por que não um teto para os juros da dívida?

    Em 2021, o governo federal gastou R$ 1,96 trilhão (um trilhão e 960 bilhões) com juros e amortizações da dívida pública.

    Representa um aumento de 42% em relação ao valor gasto em 2020, que por sua vez já tinha sido 33% superior a 2019.

    Portanto, nos últimos dois anos, os gastos financeiros com a dívida federal quase dobraram. Apesar desses vultosos pagamentos, em 2021 a Dívida Pública Federal aumentou R$ 708 bilhões: de R$ 6,935 trilhões para R$ 7,643 trilhões.

    Enquanto todos os outros investimentos necessários ao  desenvolvimento socioeconômico são deixados de lado, por falta de recursos, o Sistema da Dívida é intocável.

    Recursos não faltam no Brasil.

    Além de cerca de R$ 5 trilhões em caixa houve “Superávit Primário” em 2021, no valor de R$ 64 bilhões . Mas todo esse dinheiro está reservado para o rentismo!

    O gráfico do Orçamento Federal Executado (pago) em 2021 evidencia o privilégio do Sistema da Dívida.

    (Informações da Auditoria Cidadã da Dívida)

  • PSB quer expulsar vereadores que declararam apoio a Bolsonaro na eleição

    O PSB/RS, por meio da Comissão Executiva Estadual presidida por Mário Bruck, encaminhou ofício aos dirigentes municipais da sigla de Marau, Igrejinha, Vacaria e Alvorada pedindo a expulsão imediata dos vereadores que declaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições, contrariando as deliberações da sigla, em todos os níveis, de vetar apoio à reeleição do atual presidente.  São eles: João Vagner da Rosa Daré – Marau, Dirceu Valdir Linden Junior – Igrejinha, Mauro Deluchi Schuler – Vacaria e Elias Fernandes – Alvorada. Além dos vereadores, estão sendo avaliados casos de prefeitos, vice-prefeitos e também dirigentes municipais, que seguiram a mesma linha.

    O ofício aponta, ainda, que ao assumiram posicionamentos contrários às legítimas decisões tomadas pelo partido, tornaram-se diretamente responsáveis pelos resultados eleitorais no Estado, abaixo das expectativas, e pelo agravamento de um ambiente interno no partido nitidamente hostil, em muitos casos.

    “Não faltam em nossos documentos e orientações clareza quanto ao posicionamento que esperamos de nossos representantes públicos e dirigentes em todos os níveis. Sendo assim, solicitamos à Comissão Executiva Municipal a instauração de processo ético por publicamente atuarem em campanhas contrárias às defendidas pelo PSB, diz o ofício”.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Compra de votos: por que a reportagem de Caco Barcellos foi ao ar depois da eleição?

    Compra de votos: por que a reportagem de Caco Barcellos foi ao ar depois da eleição?

    Na sexta-feira, 4, o repórter Caco Barcellos foi ao programa da Ana Maria Braga, uma das maiores audiências da Globo.

    Há três dias ele viralizava nas redes com a reportagem que, 48 horas antes da eleição, flagrou um esquema explícito de assédio eleitoral, com claros indícios de compra de votos em Coronel Sapucaia, no Mato Grosso do Sul.

    Mas o assunto não entrou na pauta do Mais Voce.

    A apresentadora levou para o terreno pessoal e acabou obtendo uma confissão do jornalista, que se separou recentemente. “Por um erro meu”, disse ele, declarando-se espera de uma decisão da ex-companheira, a promotora Carla Tilley… e o tempo acabou.

    A reportagem que Caco Barcellos gravou em Coronel Sapucaia,  dois dias antes do segundo tirno, é o mais importante registro de toda a cobertura das eleições de 2022. E sobre ela ainda restam algumas interrogações.

    Segundo o G1, o repórter e o cinegrafista Chico Bahia, do programa Profissão Repórter,  foram a coronel Sapucaia, cidade de 15 mil habitantes, do Mato Grosso do Sul,  porque foi onde Lula e Bolsonaro empataram no primeiro turno:  cada  teve exatos 4.254 votos.

    A reportagem pretendia mostrar, depois da eleição, como se decidira o segundo turno na cidade, “um retrato da polarização do país”.

    Logo na chegada, os repórteres deram num centro eventos, com muita gente reunida. As imagens e as entrevistas não deixam dúvida: um assédio eleitoral explícito, com indícios claros de compra de votos.

    A reunião se dispersou assim que a equipe de reportagem começou a fazer perguntas. Uma vizinha disse que as reuniões começaram na semana do segundo turno.

    Segundo ela, Rudi Paetzold, prefeito da cidade, daria R$ 50 para cada um dos presentes.

    Uma outra moradora da cidade relatou que durante a reunião os integrantes da prefeitura pediam aos participantes para dar o nome, documentos e telefone celular.

    “Eu fui na reunião, chegamos lá e eles, sinceramente, falaram sobre o Auxilio Brasil, mas a outra parte foi só sobre política, que teria que votar no 22 porque senão não teria mais verba para vir para cá, porque parariam com tudo, com o asfalto, as escolas. Você chega lá e precisa do auxílio e o vale-renda para sobreviver, você muda o voto na hora para não perder o benefício. Isso é uma pressão sobre as pessoas”, disse a mulher.

    Após a realização das entrevistas, o jornalista da TV Globo recebeu uma ligação de um homem, que relatou, em tom de ameaça, suposta preocupação com a equipe de reportagem, dizendo que, caso eles continuassem, seria por “conta e risco”, e sugeriu que eles deixassem a cidade por ser “perigoso”.

    No primeiro turno, Lula e Bolsonaro tiveram o mesmo número de votos no município: 4.254.

    No segundo turno, Bolsonaro ficou à frente, com 4.530 votos, e Lula teve 4.090.

    Ou seja, enquanto Bolsonaro obteve 276 votos a mais,  Lula perdeu 144 votos.

    Quanto disso resultou do assédio eleitoral ou da possível compra de votos? O senador Randolfe Rodrigues pediu uma investigação sobre o caso de Sapucaia do Sul.

    Bolsonaro teve 7 milhões e tanto de votos a mais no segundo turno.  Quantos foram obtidos em esquemas como o flagrado em Coronel Sapucaia? 

    Outra pergunta: por que a Globo só publicou a reportagem depois da eleição? Ela foi produzida para um programa da semana seguinte, mas o fato relevante se impõe.

    Privar o público de uma informação de relevante interesse  não fere o Código de Ética do jornalismo?

  • Eleições 2022: a tripla derrota do prefeito Sebastião Melo em Porto Alegre

    Eleições 2022: a tripla derrota do prefeito Sebastião Melo em Porto Alegre

    O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, foi o grande derrotado no pleito de 30 de outubro.

    Divergindo de seu partido, que forneceu o vice Gabriel de Souza na chapa vencedora de Eduardo Leite, Melo abraçou o bolsonarismo, apoiando  Onyx Lorenzoni ao governo do Estado e Bolsonaro para a presidência.

    Dupla derrota em Porto Alegre, no Estado e no Brasil.

    Some-se a isso a derrota no partido, com o fortalecimento de Gabriel de Souza, agora vice-governador e candidato natural à sucessão de Eduardo Leite, em 2026.

    É uma pedra nas pretensões de Melo, de reeleger-se em 2024 e disputar o governo do Estado em 2026.

    Sem contar que a eleição de Lula levou a massa petista às ruas. numa retomada como  não se via desde o Forum Social Mundial, nos idos de 2002.

     

  • Safra de “prédios icônicos” começa no 4° Distrito: primeira licença sai um mês após mudança na lei

    Safra de “prédios icônicos” começa no 4° Distrito: primeira licença sai um mês após mudança na lei

    Uma torre de 117 metros (39 andares) será o primeiro dos “prédios icônicos” que a prefeitura quer estimular para renovar a paisagem urbana de Porto Alegre.

    Será no 4º Distrito, região formada por cinco bairros junto ao centro histórico da capital.

    A licença ao projeto arquitetônico foi anunciada nesta segunda feira, 31 de outubro, menos de um mês depois que o  prefeito Sebastião Melo sancionou a Lei complementar 960/2022, alterando o Plano Diretor para estimular investimentos imobiliários na região.

    (Uma lei anterior criou regime semelhante para o centro histórico.)

    Foto: Pedro Piegas/PMPA

    Prefeito Sebastião Melo sancionou a lei que muda o regime urbanistico no 4° Distrito no dia 6 de outubro., 

    Antiga zona industrial da capital, o 4° Distrito perdeu população e renda com a migração das fábricas e, depois, com as mudanças que abalaram o chamado “comércio de rua”. Hoje dispõe de grandes áreas com prédios baixos e antigos.

    Com a mudança aprovada, que libera índices construtivos e dá incentivos aos investidores, a Prefeitura pretende triplicar a população da região, hoje pouco mais de 20 mil moradores.

    Este primeiro projeto licenciado, na rua Sete de Abril, no terreno do antigo Moinho Germani,  bairro Floresta, será o edifício mais alto da cidade, conectado por um rooftop ao prédio do moinho preservado, na base.

    O empreendimento é da Bewiki, startup de Florianópolis, voltada para “quem busca um estilo de vida mais leve, prático e flexível”.

    Sua proposta é conceber plataformas imobiliárias, reunindo áreas residenciais, serviços de saúde, comércio, escritórios compartilhados, acionados por aplicativos.

    Notas na imprensa anunciaram R$ 150 milhões a serem investidos no empreendimento, com a geração de 200 empregos diretos.