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  • Deputada quer que ministro esclareça mensagens sobre golpe militar

    A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) quer  que o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, vá à Câmara dos Deputados “explicar as insinuações que fez em áudios vazados sobre a possibilidade de um golpe de Estado”.  Ela protocolou  requerimento para que Nardes seja convocado, nesta segunda-feira, 22.

    Augusto Nardes, que admitiu à imprensa ter afirmado em um áudio enviado a amigos do agronegócio pelo WhatsApp, entre outras falas golpistas, que “está acontecendo um movimento muito forte nas casernas” brasileiras, e que “é questão de horas, dias, no máximo, uma semana, duas, talvez menos do que isso”, para um “desenlace bastante forte na nação, [de consequências] imprevisíveis, imprevisíveis”.

    “É inadmissível a participação de um ministro do TCU em conspiração golpista! As falas de Augusto Nardes são absolutamente incompatíveis com a Constituição Federal, violam as liberdades democráticas, desrespeitam o resultado das urnas e é urgente que o ministro vá ao Plenário da Câmara dos Deputados se explicar pelas falas golpistas.”, explica Fernanda.

    Foram encaminhados requerimentos para a Comissão de Constituição e Justiça e para a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público e ao plenário da casa. Além disso, a bancada do PSOL na Câmara também protocolou uma representação na Corregedoria do TCU contra o ministro.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Economistas a Lula: “teto de gastos é falácia”, problema é a dívida que “está ausente do debate”

    Economistas a Lula: “teto de gastos é falácia”, problema é a dívida que “está ausente do debate”

    A carta que três economistas – Pedro Malan, Armínio Fraga e Edmar Bacha – enviaram a Lula advertindo para os riscos de abolir o “teto de gastos” para fazer políticas sociais, gerou uma resposta de outros quatro economistas: José Luis Oreiro, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Luiz Fernando Rodrigues de Paula, Kalinka Martins da Silva e Luiz Carlos Garcia de Magalhães também enviaram uma carta ao futuro governante para apoiá-lo nas críticas ao teto de gastos. Dizem que  o teto de gastos é “uma falácia” e lembram que a dívida pública deve entrar na discussão sobre o equilíbrio fiscal.

    “No debate sobre o ajuste fiscal no Brasil existe um elemento ausente, a saber: os gastos com o pagamento de juros da dívida pública. Em 2022 os gastos com juros serão de mais de R$ 500 bilhões, devendo ultrapassar os R$ 700 bilhões no próximo ano. Trata-se da segunda maior rubrica do orçamento público, ficando atrás apenas dos gastos com previdência social”.

    “Esse volume de pagamento de juros é o maior programa de transferência de renda do mundo, só que é uma transferência de renda de toda a sociedade para o 1% mais ricos de nossa população”

    Leia a íntegra da carta:

    Carta aberta ao presidente

    Ao Excelentíssimo Senhor Presidente Eleito da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva

    Prezado Presidente Lula,

    Nós os pesquisadores e economistas abaixo assinados gostaríamos inicialmente parabenizá-lo pela sua eleição ao cargo de Presidente da República Federativa do Brasil no último dia 30 de outubro de 2022. Sua eleição representou o triunfo da civilização e da democracia contra a barbárie e a ameaça autoritária de Jair Bolsonaro. Todos nós ficamos muito felizes e aliviados pelo desfecho do processo eleitoral bem como pelo reconhecimento por parte dos governos das nações civilizadas da sua vitória incontestável no pleito.

    Nossa intenção com esta carta, além de parabenizá-lo pela sua vitória, é fazer um contraponto a carta recentemente endereçada a Vossa Excelência pelos economistas Armínio FragaEdmar Bacha e Pedro Malan. A parte da defesa da civilização e da democracia que os citados economistas fizeram em sua carta, discordamos do início ao fim da missiva escrita por eles.

    Na carta enviada a Vossa Excelência, os economistas supracitados se opõem ao seu compromisso de campanha de revogar o Teto de Gastos, o qual na interpretação de Vossa Excelência, a qual é compartilhada por nós, estaria impedindo o aumento dos gastos com saúde, educação, assistência social e investimento em infraestrutura. Para Fraga, Bacha e Malan o teto de gastos teria desempenhado no Brasil um papel fundamental no sentido de garantir a “responsabilidade fiscal”, a qual é fundamental para manter a inflação sobre controle ao assegurar a confiança do “mercado” nas políticas econômicas do governo. Tais economistas afirmam também que a revogação do teto de gastos jogaria o país numa espiral inflacionária devido os efeitos da desvalorização da taxa de câmbio, o que produziria um arrocho salarial, com efeito negativo para a classe trabalhadora.

    A ideia de que o teto de gastos é fundamental para garantir a disciplina fiscal é uma falácia. Em primeiro lugar, o teto de gastos se mostrou incapaz de impedir que o Governo Bolsonaro não apenas realizasse um volume de gastos de R$ 795 bilhões extra teto em 4 anos, como não impediu a criação de novos gastos públicos a menos de seis meses das eleições, algo que é explicitamente vedado pela legislação eleitoral. Deste modo, o teto de gastos não impediu o maior populismo eleitoral da história da República sob o governo de Jair Bolsonaro, com enorme complacência do mercado financeiro.

    Fraga, Bacha e Malan argumentam que o Brasil paga taxas de juros altíssimas porque o Estado não é percebido com um bom devedor. Essa afirmação está equivocada. A avaliação de mercado sobre o risco envolvido em emprestar dinheiro para governos soberanos pode ser medida, entre outras formas possíveis, pelo EMBI + calculado pelo Banco J.P. Morgan. No dia 02 de janeiro de 2002, primeiro dia útil do seu primeiro mandato como Presidente da República, Vossa Excelência herdou do governo anterior – no qual trabalharam Fraga, Bacha e Malan – um risco país medido pelo EMBI + de 1527 p.b, ou seja, um spread de 15,27 % sobre a taxa de juros dos títulos da dívida pública norte-americana de idêntico prazo de maturidade. No dia 31 de dezembro de 2010 o risco país havia se reduzido para 189 b.p; prova inconteste da confiança do “mercado” na responsabilidade fiscal do seu governo. O teto de gastos foi aprovado em segundo turno no Senado Federal no dia 13 de dezembro de 2016, data na qual o risco país medido pelo EMBI + do J.P. Morgan se encontrava em 324 b.p, valor 71,42% acima do registrado do último dia de governo do seu segundo mandato como Presidente da República. No primeiro dia útil do governo de Jair Bolsonaro o risco país se encontrava em 275 p.b, valor apenas 15% inferior ao observado no dia da aprovação da Emenda Constitucional do Teto de Gastos pelo Congresso Nacional, mas 45,5% superior ao verificado em 31/12/2010, último dia do seu segundo mandato como Presidente da República. A avaliação do mercado, tal como expressa nos preços dos títulos da dívida pública transacionados nos mercados internacionais, é claríssima: o teto de gastos não foi capaz de reduzir o risco país, mesmo antes dos “estouros do teto” patrocinados pelo governo Bolsonaro, aos valores verificados ao final do seu segundo mandato presidencial.

    Na carta endereçada a Vossa Excelência, Fraga, Bacha e Malan também afirmam que a elevação da inflação ocorrida entre 2021 e 2022 foi o resultado do descontrole dos gastos públicos patrocinado pelo governo Bolsonaro, o qual “furou” o teto de gastos em R$ 117,2 bilhões em 2021 e R$ 116,2 Bilhões (previsto) para o ano de 2022. Esse é outro equívoco na carta dos economistas supracitados. A elevação da inflação não foi um fenômeno restrito ao Brasil e tampouco deve-se ao desequilíbrio fiscal. Com efeito, a pandemia de covid-19 e a invasão da Ucrânia pela Rússia foram eventos extraeconômicos que geraram um enorme choque de oferta a nível mundial, quer pela desorganização das cadeias globais de valor (caso da pandemia) quer pelas restrições impostas a exportação de petróleo, gás, soja, milho e trigo por conta dos desdobramentos do conflito da Ucrânia. Esse choque de oferta global produziu um aumento dos preços dos produtos intermediários, energia e alimentos que está alimentando a escalada inflacionária em todo o mundo. A inflação acumulada em 12 meses na União Europeia, calculada em outubro de 2022, se encontra em 11,25%, quase o dobro do valor observado no mesmo período para o Brasil. Na austera Alemanha a inflação se encontra em 11,6% no acumulado em 12 meses. Nos Estados Unidos a inflação acumulada em 12 meses está em 7,7% (dados de outubro de 2022). A política fiscal e monetária do Brasil tem capacidade muito restrita de intervir num processo inflacionário que é gerado fora do país.

    No final da carta encaminhada a Vossa Excelência, Fraga, Bacha e Malan afirmam que o problema da falta de recursos para saúde, educação, assistência social e investimento público não são decorrência do teto de gastos, mas da falta de prioridade dada pelo governo a essas áreas. Isso é uma meia verdade. Com efeito, é inegável que o governo de Jair Bolsonaro, tendo Paulo Guedes como Czar da Economia, só deu atenção a assistência social quando isso lhe era eleitoralmente conveniente. Quanto a saúde e educação os números de mortos durante a covid-19 e a falta de recursos para pagar a merenda escolar falam por si mesmos. Mas o teto de gastos é um elemento que impõe um esmagamento de médio e longo-prazo sobre o orçamento dedicado a essas áreas. Isso porque ao congelar em termos reais por um período de 20 anos, a contar de 2016, os gastos primários da União o crescimento puramente vegetativo dos gastos com previdência social, os quais mesmo após a reforma previdenciária continuam crescendo 3% a.a em termos reais, faz com que os demais itens do orçamento da União atuem com variável de ajuste para fechar o orçamento, comprimindo os mesmos. Durante o governo Bolsonaro, além da redução do investimento público e dos recursos destinados as áreas de saúde e educação, a folha de salários dos servidores (ativos e inativos) da União foi reduzida de uma média de 4,4% do PIB durante os governos Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e Temer para menos de 3% do PIB em 2022. Isso porque o governo Bolsonaro, ao não conceder reajuste aos servidores públicos nos últimos 4 anos, fez com que a inflação corroesse o valor real dos salários dos servidores da União. O problema é que esse processo de ajuste das demais rubricas do orçamento público chegou ao limite. Não é mais social e politicamente possível reduzir o investimento público, ou os gastos com saúde e educação, ou manter congelados os salários dos servidores públicos. Em outras palavras, o teto de gastos é inviável. Essa é a razão pela qual deve ser substituído por uma nova regra fiscal, cuja definição deverá ser feita a partir do momento em que Vossa Excelência assuma efetivamente, pela terceira vez, o cargo de Presidente da República Federativa do Brasil.

    Para finalizar esta carta, gostaríamos de fazer um alerta a Vossa Excelência. No debate sobre o ajuste fiscal no Brasil existe um elemento ausente, a saber: os gastos com o pagamento de juros da dívida pública. Em 2022 os gastos com juros serão de mais de R$ 500 bilhões, devendo ultrapassar os R$ 700 bilhões no próximo ano. Trata-se da segunda maior rubrica do orçamento público, ficando atrás apenas dos gastos com previdência social. Esse volume de pagamento de juros é o maior programa de transferência de renda do mundo, só que é uma transferência de renda de toda a sociedade para o 1% mais ricos de nossa população. Não existem soluções mágicas para o problema dos juros como tem sido sustentada, por exemplo, pela famosa “auditoria cidadã da dívida”. Por outro lado, o volume pago com juros não decorre de um elevado endividamento público como proporção do PIB (atualmente em 77,12% do PIB segundo dados do Banco Central do Brasil para setembro de 2022). A título de comparação a Espanha tinha, em março de 2022, uma dívida pública como proporção do PIB de 117,7%, mas paga apenas 2% do seu PIB como juros sobre a dívida pública. Não existe uma relação direta entre o tamanho da dívida pública como proporção do PIB e o custo de carregamento da dívida pública, o qual é, em larga medida, determinado pela política monetária conduzida pelo Banco Central.

    Todo o complexo de taxas de juros no Brasil é uma anomalia na comparação com o resto do mundo. Nos últimos 30 anos o Brasil não apenas exibiu uma das mais altas, se não a mais alta, taxa básica de juros do mundo; como também as maiores taxas de juros sobre empréstimos bancários e cartões de crédito. Nosso sistema financeiro é gigante e disfuncional, pois não atua como criador de crédito e de financiamento do investimento e do consumo do setor privado; mas como corretor dos rentistas que vivem às custas do financiamento da dívida pública. No Brasil a verdadeira luta de classes não é entre capital e trabalho, mas entre o capital financeiro, de um lado, e os trabalhadores e o capital produtivo do outro. Esse é o conflito de classes que Vossa Excelência deverá arbitrar a partir do dia 01 de janeiro de 2023. Neste contexto, entendemos ser absolutamente legítimo e viável abrir espaço no orçamento para viabilizar gastos públicos imprescindíveis para o enfrentamento da enorme crise social e econômica que o país está passando. Isto deverá ser combinado, quando estiver empossado, com a adoção de uma nova regra fiscal que combine flexibilidade na execução do orçamento com sustentabilidade da dívida pública no médio e longo prazo.

    Era isso o que queríamos comunicar a Vossa Excelência. Sem mais por hora nos despedimos cordialmente, com sinceros votos de sucesso em seu terceiro mandato como Presidente da República.

    José Luis da Costa Oreiro (UnB, Líder do Grupo de Pesquisa Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento)

    Luiz Fernando Rodrigues de Paula (UFRJ, Vice-Líder do Grupo de Pesquisa Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento)

    Luiz Carlos Bresser-Pereira (FGV-SP, Professor Emérito)

    Kalinka Martins da Silva (IFG, Professora)

    Luiz Carlos Garcia de Magalhães (IPEA, Técnico)

  • Incentivos a empresas chegam a R$ 400 bi em 2023; TCU sugere corte

    Incentivos a empresas chegam a R$ 400 bi em 2023; TCU sugere corte

    A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) está sugerindo à equipe de transição de governo um corte incentivos tributários a fim de gerar, no médio prazo, cerca de R$ 200 bilhões extras.

    Nesta quarta (16), o governo eleito apresentou ao Congresso uma proposta que, entre outros pontos, retira as despesas do Auxílio Brasil (que voltará a chamar Bolsa Família) do teto de gastos.

    O presidente eleito Lula tem dito que não se pode falar em responsabilidade fiscal sem antes pensar em responsabilidade social.

    O vice-presidente eleito Geraldo Alkmin já afirmou que o governo “não vai ser gastador”, mas que é preciso garantir a rede de proteção social das famílias mais pobres.

    O tribunal entregou nesta quarta a Alckmin um relatório com a análise de como está a máquina federal.]

    Segundo Dantas, a renúncia fiscal no próximo ano está em cerca de R$ 400 bilhões, e o novo governo poderia reavaliar todos os programas que recebem algum tipo de isenção fiscal e cortar aqueles que não dão retorno ao país.

    “O governo deveria avaliar cada programa e eliminar aqueles que não são eficientes”, afirmou Bruno Dantas, segundo o g1.

    A sugestão do TCU será analisada pela equipe designada para estudar a área econômica, para o novo governo.

  • Criminalidade: diminuem assaltos a ônibus, feminicídio ainda é um desafio

    Criminalidade: diminuem assaltos a ônibus, feminicídio ainda é um desafio

    O relatório da Polícia Civil divulgado na sexta-feira, 11 destacou a redução dos assaltos a ônibus no Rio Grande do Sul que tiveram  expressiva redução no mês de outubro. Mas houve aumento em homicídios e o feminicídio segue sendo um grande desafio  para a polícia.

    Os casos de roubos em transporte público, que somam ocorrências com usuários e profissionais, teve queda de 69,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os casos caíram de 111 para 34 no mês.

    No acumulado o crime também mantém a tendência de queda já verificada nos meses anteriores. Entre janeiro e outubro deste ano foram 515 casos registrados no Estado, uma queda de 49% frente aos 1.010 casos do mesmo período de 2021. 

    Roubo a tranporte coletivo no RS em outubro

     

    Roubo a tranporte coletivo no RS e janeiro a outubro

     

    Roubo de veículos

    O roubo de veículos também apresentou queda no 10º mês do ano no Estado. Foram 393 casos no RS, 3,9% menos que no ano anterior. O acumulado de 2022 também permanece em queda, com 9,3% menos que em 2021, porcentagem que representa 382 veículos que deixaram de ser roubados no RS. Na Capital também foi verificada a tendência de queda, os roubos de veículos em outubro caíram 4,4%, enquanto no acumulado a retração foi de 7,7%, o que representa 123 veículos a menos em comparação com 2021.

    Roubo de veículos no RS em outubro
    Roubo de veículos no RS de janeiro a outubro

    Com o retorno das atividades da Operação Desmanche, uma das principais ações desenvolvidas pelo Estado para o enfrentamento ao roubo de veículos, contribuiu para a manutenção na queda destes indicadores.

    Aproximadamente 180 toneladas de sucata automotiva recolhidas em duas ofensivas. Roubo de veículo em Porto Alegre em outubro

    Roubo de veículos em Poa de janeiro a outubro

     

    Homicídios sobem

    O décimo mês de 2022 ainda apresentou uma alta de 2,3% nos índices de homicídios, com três casos a mais do que em outubro de 2021. Com essa alta, o acumulado do ano teve alta de 2%.

    Vítimas de homicídio no RS em outubro

    Houve desaceleração em relação a alta significativa verificada em agosto, decorrente das inúmeras ações adotadas para coibir a guerra entre facções em Porto Alegre.

    Vítimas de homicídio no RS de janeiro a outubro

    Na Capital o aumento nos homicídios em outubro foi de 23,8%, passando de 21 casos, no ano anterior, para 26 em 2022. No acumulado a alta é de 14% na comparação entre os períodos.

    Vítimas de homicídio em Porto Alegre em outubro

    Reforços no policiamento ostensivo da Brigada Militar (BM), operações da Polícia Civil (PC) e transferências de lideranças criminosas estiveram entre as principais ações integradas da Segurança Pública no período.

    Vítimas de homicídio em Poa e janeiro a outubro

     

    A ação mais recente ocorreu na terça-feira (08/11), quando o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, indiciou 13 pessoas por uma decapitação ocorrida em agosto. Cinco foram presos, um se apresentou na PC na quinta-feira (10/11) e dois ainda são considerados foragidos e outros cinco, que já estavam recolhidos no sistema prisional, foram transferidos para outras unidades.  Outros dois apenados, apontados como responsáveis de outros crimes na região, também foram transferidos.

    Antes, foram transferidos 13 lideres  criminosos para penitenciárias federais. Outros dez foram removidos de quatro casas prisionais em Porto Alegre e Charqueadas e encaminhados para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) e para a Penitenciária de Canoas (Pecan).  Desde a primeira edição, a Império da Lei já transferiu 47 presos em dois anos. A ofensiva visa neutralizar a cadeia de comando do crime organizado no RS.

    Em dois anos de investigação a Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apurou que criminosos adquiriram ao menos oito postos de combustíveis, movimentando no período aproximadamente R$ 18 milhões, provenientes, principalmente, do tráfico de drogas, roubos, extorsões e receptação.

    Latrocínios têm alta

    Nos roubos com morte, o resultado é similar aos dos homicídios – alta em outubro, mas sem alterar a tendência de queda no acumulado desde o início de 2022.

    Foram três latrocínios a mais no mês em relação aos dois registrados em 2021 (150%), enquanto na soma desde janeiro, o número de casos passou de 52 no ano passado para 45 neste ano, uma redução de 13,5%.

    Latrocínios no RS em outubro
    Latrocínios no RS de janeiro a outubro

    Em outubro a capital teve um latrocínio. No mesmo período do ano anterior não havia sido registrado esse tipo de crime.

    Latrocínios em Porto Alegre em outubro
    Latrocínios em Porto Alegre de janeiro a outubro

    Todos os cinco casos ocorridos no mês de outubro já foram elucidados.

    Feminicídios, ainda um desafio

    Após a queda registrada no mês de setembro os feminicídios voltaram a apresentar alta no mês de outubro. Sete mulheres perderam a vida por razão de gênero no Estado, em setembro, enquanto no mesmo mês de 2021 foram três vítimas. No acumulado a alta também persiste, com 89 casos de janeiro a outubro, sete a mais que os 82 registrados em igual período de 2021.

    Vítimas de feminicídio no RS em outubro
    Vítimas de feminicídio no RS de janeiro a outubro

    A violência contra a mulher é um crime de difícil combate, pois na grande maioria das vezes acontece silenciosamente dentro do seio familiar. Para incentivar as denúncias e proporcionar as vítimas um ambiente acolhedor e seguro, as forças de segurança se empenharam no desenvolvimento de estratégias inovadoras que criem esse ambiente de coragem para a vítima sair do ciclo da violência.

    Inédito no Brasil, o Projeto de Monitoramento do Agressor vai fornecer 2 mil tornozeleiras eletrônicas que serão instaladas em agressores que a vítima tenha medida protetiva vigente.

    A nova tecnologia é parte de uma das ações do governo do Estado para frear os casos de feminicídio e violência doméstica no Rio Grande do Sul, tendo como ponto de partida os municípios de Porto Alegre e Canoas. A ferramenta integra é iniciativa do Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (emFrente, Mulher), que busca fortalecer a rede de apoio às vítimas e promover uma mudança de cultura que valorize a proteção da mulher na sociedade.

    Violência contra a mulher no RS em outubro

     

    Violência contra a mulher no RS de janeiro a outubro

    As autoridades reforçam o apelo para realização de denúncias ao primeiro sinal de violência – além da vítima, parentes, amigos, colegas, vizinhos e mesmo desconhecidos podem e devem comunicar as forças de segurança para possibilitar ação antes que o ciclo da violência termine em feminicídio.

    Das oito vítimas de outubro, três tinham medida protetiva de urgência vigente. Além do Disque Denúncia 181 e do Denúncia Digital 181, o WhatsApp da Polícia Civil (51 – 98444-0606) recebe mensagens 24 horas, sem a necessidade de se identificar, e a Delegacia Online permite fazer o boletim de ocorrência, com a mesma validade do documento emitido presencialmente, a qualquer horário e por qualquer dispositivo com internet. Quem não tem acesso, pode procurar qualquer Delegacia de Polícia, bem como o auxílio das PMPs, cujos telefones se encontram no site da SSP. Para socorro urgente, o número é o 190.

    Ataques a banco têm alta

    Houve em outubro o registro de três ataques a banco (todos furtos) no Rio Grande do Sul, enquanto no mesmo mês em 2021 foi um registro desse tipo de crime. No acumulado desde janeiro, o Estado soma 23 ocorrências do tipo, 34,3% menos que as 35 registradas em igual período do ano anterior.

    Ataques a banco RS em Outubro
    Ataques a banco RS de janeiro a outubro

    No meio rural, os crimes de abigeato (furto de gado) apresentam queda tanto no recorte de outubro quanto no cenário do acumulado, em relação a iguais períodos do ano passado. No mês, o número desse tipo de delito, típico da zona rural, passou de 415 para 364, queda de 12,3%. A soma acumulada desde janeiro é de 3.941 ocorrências de abigeato, o que representa retração de 13% em relação às 4.530 registradas em dez meses do ano passado.

    Abigeatos no RS em outubro

     

    Abigeatos no RS de janeiro a outubro

    (Com informações da assessoria de imprensa)

    As tabelas completas estão disponíveis na página de estatísticas do site da SSP.

  • Selic, o sistema que garante o pagameto da dívida, não tem teto

    O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) é uma infraestrutura do mercado financeiro brasileiro (IMF), administrada pelo Banco Central do Brasil (BCB), que se destina à custódia de títulos escriturais de emissão do Tesouro Nacional (TN), bem como ao registro e à liquidação de operações com esses títulos.

    As liquidações no âmbito do Selic ocorrem por meio do mecanismo de entrega contra pagamento (Delivery versus Payment – DVP), que opera no conceito de Liquidação Bruta em Tempo Real (LBTR), sendo as operações liquidadas uma a uma por seus valores brutos em tempo real. Como depositário, o Selic enquadra-se nos conceitos de CSD (Central Securities Depository) e SSS (Securities Settlement System).

    Além do sistema de custódia de títulos e de registro e liquidação de operações, integram o Selic os seguintes módulos complementares —-

    -Oferta Pública (Ofpub),

    -Oferta a Dealers (Ofdealers),

    -Lastro de Operações Compromissadas (Lastro)  –Negociação Eletrônica de Títulos (Negociação).

    O Sistema de Controle de Acesso (Logon) controla o acesso ao Selic e a seus módulos complementares no portal do Selic na RTM.

    A nova versão do sistema apresenta características que o tornam mais flexível, ao mesmo tempo em que garantem a segurança da informação.

    O Selic possui ainda uma funcionalidade que permite acatar o registro de gravames e ônus sobre títulos públicos federais nele depositados, inclusive para fins de publicidade e eficácia perante terceiros.

    A administração do Selic e de seus módulos complementares é de competência exclusiva do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) do BCB e o sistema é operado em parceria com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

    BASE REGULAMENTAR
    A implantação do Selic ocorreu em 14 de novembro de 1979, sob a égide da Circular nº 466, de 11 de outubro de 1979, do BCB, que aprovou o Regulamento do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia de Letras do Tesouro Nacional.

    As regras e os procedimentos do Selic estão consolidados no Regulamento do Selic, anexo à Circular nº 3.587, de 26 de março de 2012, e em normativos complementares.

    A Circular 3.610, de 26/9/2012 trouxe alterações à Circular 3587, como, por exemplo, a inclusão da hipótese de transmissão automática de comandos no Selic oriundos do módulo Negociação.

    No Regulamento do Selic, estão previstos os aspectos legais relevantes de suas atividades, como os critérios de participação, os deveres e direitos dos participantes, os tipos de operações e o custo de utilização do sistema.

    A regulamentação relacionada ao Selic está disponível para consulta no portal do Selic, na opção Documentação > Selic > Regulamentação, e também no sítio do BCB na internet, no seguinte link: https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/sistemaselic

    DOCUMENTAÇÃO
    <O Manual do Usuário do Selic (MUS) é parte integrante da documentação do Selic e tem como objetivo complementar e detalhar as regras e os procedimentos do Selic, de forma clara e compreensível. O MUS, assim como outros documentos complementares, estão disponíveis no portal do Selic, na opção Documentação > Manuais e no sítio do BCB na internet, no seguinte link: https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/selicmanuais

    ESTATÍSTICAS
    <As estatísticas relacionadas ao Selic constam do Relatório de Administração do Selic, disponível para consulta no sítio do BCB na internet, no seguinte link:https://www3.bcb.gov.br/rasselic/

    (Fonte: Banco Central)

  • “Equilíbrio fiscal é uma invenção um tanto tosca dos economistas”

    “Equilíbrio fiscal é uma invenção um tanto tosca dos economistas”

    Luiz Gonzaga Belluzzo, 80 anos, autor de mais de uma dezena de ensaios sobre a economia capitalista, se manifestou sobre o sobressalto do  “mercado” por causa das declarações do presidente eleito, que prioriza o social ante o teto de gastos.

    “Essas regras que pretendem impor à economia (de equilíbrio fiscal),  acarretam disfunções e desagregações sociais. A situação é muito parecida com outras que ocorreram na história desse sistema em que a economia se afasta completamente da vida das pessoas. Você vê que essa insistência no risco fiscal é uma forma de obstar as políticas que podem atender a população”,

    O equilíbrio fiscal é “na verdade uma invenção um tanto quanto tosca dos economistas, porque, no capitalismo, você só pode ter equilíbrio fiscal, uma situação fiscal favorável, se você está gerando renda. É dessa renda que você apropria os impostos. (…) Se você não gera renda, qual vai ser o resultado da cobrança do imposto de renda?”, provoca.

    A resistência do mercado em cima de um suposto risco fiscal é “uma ignorância interessada”.

    “O mercado financeiro, além de ser uma forma econômica de ‘controle da locação e distribuição de recursos’, ele também é uma forma de poder”
    “Está todo mundo agora falando que o dólar foi a R$ 5,40. Isso aí não tem propósito nenhum a não ser o de valorizar a sua riqueza no âmbito financeiro. E isso significa dano para as pessoas que estão vivendo nesse país. Porque todo mundo vai dizer ‘veja só a promessa de Lula para combater a pobreza vai envolver R$ 175 bilhões’, todo esse trololó, quando esses economistas têm uma ignorância de como funciona a dívida pública. Eles ficam apavorando as pessoas sobre a dívida pública, como se ela fosse igual à dívida privada, de uma família. E não é.”

    A dívida pública é amortizada pela capacidade do Estado de emitir moeda numa articulação entre o Banco Central com os bancos privados. Belluzzo diz que “o Estado brasileiro precisa ser capaz de superar as contradições entre a economia real e a financeira, em que os interesses da financeirização, de acumulação, acabam prevalecendo sobre a economia real”.

    O Brasil, segundo Belluzzo, deixou de ter uma classe de empresários, que buscavam um projeto de desenvolvimento até para obter um mercado interno consumidor, para ter rentistas. “Estamos vendo aqui no Brasil um exemplo em que a política, através da eleição do presidente Lula, está apontando na direção de desfazer esse constrangimento que as economias e as pessoas, os povos, a sociedade está sofrendo”.

    (Entrevista à Rede Brasil Atual)

    * Luiz Gonzaga Belluzzo é professor titular do Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (1985-1987) e de Ciência e Tecnologia de São Paulo (1988-1990).

    É formado em Direito e Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), pós-graduado em Desenvolvimento Econômico pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) e doutor em economia pela Unicamp.

    *Fundador da Facamp e conselheiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é autor dos livros “Os Antecedentes da Tormenta”, “Ensaios sobre o Capitalismo no Século XX”, e coautor de “Depois da Queda, Luta Pela Sobrevivência da Moeda Nacional”, entre outros.

    *Em 2001, foi incluído entre os 100 maiores economistas heterodoxos do século XX no Biographical Dictionary of Dissenting Economists. Em 2005, recebeu o Prêmio Intelectual do Ano (Prêmio Juca Pato).

  • PSB quer expulsar vereadores que declararam apoio a Bolsonaro na eleição

    O PSB/RS, por meio da Comissão Executiva Estadual presidida por Mário Bruck, encaminhou ofício aos dirigentes municipais da sigla de Marau, Igrejinha, Vacaria e Alvorada pedindo a expulsão imediata dos vereadores que declaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições, contrariando as deliberações da sigla, em todos os níveis, de vetar apoio à reeleição do atual presidente.  São eles: João Vagner da Rosa Daré – Marau, Dirceu Valdir Linden Junior – Igrejinha, Mauro Deluchi Schuler – Vacaria e Elias Fernandes – Alvorada. Além dos vereadores, estão sendo avaliados casos de prefeitos, vice-prefeitos e também dirigentes municipais, que seguiram a mesma linha.

    O ofício aponta, ainda, que ao assumiram posicionamentos contrários às legítimas decisões tomadas pelo partido, tornaram-se diretamente responsáveis pelos resultados eleitorais no Estado, abaixo das expectativas, e pelo agravamento de um ambiente interno no partido nitidamente hostil, em muitos casos.

    “Não faltam em nossos documentos e orientações clareza quanto ao posicionamento que esperamos de nossos representantes públicos e dirigentes em todos os níveis. Sendo assim, solicitamos à Comissão Executiva Municipal a instauração de processo ético por publicamente atuarem em campanhas contrárias às defendidas pelo PSB, diz o ofício”.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Compra de votos: por que a reportagem de Caco Barcellos foi ao ar depois da eleição?

    Compra de votos: por que a reportagem de Caco Barcellos foi ao ar depois da eleição?

    Na sexta-feira, 4, o repórter Caco Barcellos foi ao programa da Ana Maria Braga, uma das maiores audiências da Globo.

    Há três dias ele viralizava nas redes com a reportagem que, 48 horas antes da eleição, flagrou um esquema explícito de assédio eleitoral, com claros indícios de compra de votos em Coronel Sapucaia, no Mato Grosso do Sul.

    Mas o assunto não entrou na pauta do Mais Voce.

    A apresentadora levou para o terreno pessoal e acabou obtendo uma confissão do jornalista, que se separou recentemente. “Por um erro meu”, disse ele, declarando-se espera de uma decisão da ex-companheira, a promotora Carla Tilley… e o tempo acabou.

    A reportagem que Caco Barcellos gravou em Coronel Sapucaia,  dois dias antes do segundo tirno, é o mais importante registro de toda a cobertura das eleições de 2022. E sobre ela ainda restam algumas interrogações.

    Segundo o G1, o repórter e o cinegrafista Chico Bahia, do programa Profissão Repórter,  foram a coronel Sapucaia, cidade de 15 mil habitantes, do Mato Grosso do Sul,  porque foi onde Lula e Bolsonaro empataram no primeiro turno:  cada  teve exatos 4.254 votos.

    A reportagem pretendia mostrar, depois da eleição, como se decidira o segundo turno na cidade, “um retrato da polarização do país”.

    Logo na chegada, os repórteres deram num centro eventos, com muita gente reunida. As imagens e as entrevistas não deixam dúvida: um assédio eleitoral explícito, com indícios claros de compra de votos.

    A reunião se dispersou assim que a equipe de reportagem começou a fazer perguntas. Uma vizinha disse que as reuniões começaram na semana do segundo turno.

    Segundo ela, Rudi Paetzold, prefeito da cidade, daria R$ 50 para cada um dos presentes.

    Uma outra moradora da cidade relatou que durante a reunião os integrantes da prefeitura pediam aos participantes para dar o nome, documentos e telefone celular.

    “Eu fui na reunião, chegamos lá e eles, sinceramente, falaram sobre o Auxilio Brasil, mas a outra parte foi só sobre política, que teria que votar no 22 porque senão não teria mais verba para vir para cá, porque parariam com tudo, com o asfalto, as escolas. Você chega lá e precisa do auxílio e o vale-renda para sobreviver, você muda o voto na hora para não perder o benefício. Isso é uma pressão sobre as pessoas”, disse a mulher.

    Após a realização das entrevistas, o jornalista da TV Globo recebeu uma ligação de um homem, que relatou, em tom de ameaça, suposta preocupação com a equipe de reportagem, dizendo que, caso eles continuassem, seria por “conta e risco”, e sugeriu que eles deixassem a cidade por ser “perigoso”.

    No primeiro turno, Lula e Bolsonaro tiveram o mesmo número de votos no município: 4.254.

    No segundo turno, Bolsonaro ficou à frente, com 4.530 votos, e Lula teve 4.090.

    Ou seja, enquanto Bolsonaro obteve 276 votos a mais,  Lula perdeu 144 votos.

    Quanto disso resultou do assédio eleitoral ou da possível compra de votos? O senador Randolfe Rodrigues pediu uma investigação sobre o caso de Sapucaia do Sul.

    Bolsonaro teve 7 milhões e tanto de votos a mais no segundo turno.  Quantos foram obtidos em esquemas como o flagrado em Coronel Sapucaia? 

    Outra pergunta: por que a Globo só publicou a reportagem depois da eleição? Ela foi produzida para um programa da semana seguinte, mas o fato relevante se impõe.

    Privar o público de uma informação de relevante interesse  não fere o Código de Ética do jornalismo?

  • Eleições 2022: a tripla derrota do prefeito Sebastião Melo em Porto Alegre

    Eleições 2022: a tripla derrota do prefeito Sebastião Melo em Porto Alegre

    O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, foi o grande derrotado no pleito de 30 de outubro.

    Divergindo de seu partido, que forneceu o vice Gabriel de Souza na chapa vencedora de Eduardo Leite, Melo abraçou o bolsonarismo, apoiando  Onyx Lorenzoni ao governo do Estado e Bolsonaro para a presidência.

    Dupla derrota em Porto Alegre, no Estado e no Brasil.

    Some-se a isso a derrota no partido, com o fortalecimento de Gabriel de Souza, agora vice-governador e candidato natural à sucessão de Eduardo Leite, em 2026.

    É uma pedra nas pretensões de Melo, de reeleger-se em 2024 e disputar o governo do Estado em 2026.

    Sem contar que a eleição de Lula levou a massa petista às ruas. numa retomada como  não se via desde o Forum Social Mundial, nos idos de 2002.

     

  • Safra de “prédios icônicos” começa no 4° Distrito: primeira licença sai um mês após mudança na lei

    Safra de “prédios icônicos” começa no 4° Distrito: primeira licença sai um mês após mudança na lei

    Uma torre de 117 metros (39 andares) será o primeiro dos “prédios icônicos” que a prefeitura quer estimular para renovar a paisagem urbana de Porto Alegre.

    Será no 4º Distrito, região formada por cinco bairros junto ao centro histórico da capital.

    A licença ao projeto arquitetônico foi anunciada nesta segunda feira, 31 de outubro, menos de um mês depois que o  prefeito Sebastião Melo sancionou a Lei complementar 960/2022, alterando o Plano Diretor para estimular investimentos imobiliários na região.

    (Uma lei anterior criou regime semelhante para o centro histórico.)

    Foto: Pedro Piegas/PMPA

    Prefeito Sebastião Melo sancionou a lei que muda o regime urbanistico no 4° Distrito no dia 6 de outubro., 

    Antiga zona industrial da capital, o 4° Distrito perdeu população e renda com a migração das fábricas e, depois, com as mudanças que abalaram o chamado “comércio de rua”. Hoje dispõe de grandes áreas com prédios baixos e antigos.

    Com a mudança aprovada, que libera índices construtivos e dá incentivos aos investidores, a Prefeitura pretende triplicar a população da região, hoje pouco mais de 20 mil moradores.

    Este primeiro projeto licenciado, na rua Sete de Abril, no terreno do antigo Moinho Germani,  bairro Floresta, será o edifício mais alto da cidade, conectado por um rooftop ao prédio do moinho preservado, na base.

    O empreendimento é da Bewiki, startup de Florianópolis, voltada para “quem busca um estilo de vida mais leve, prático e flexível”.

    Sua proposta é conceber plataformas imobiliárias, reunindo áreas residenciais, serviços de saúde, comércio, escritórios compartilhados, acionados por aplicativos.

    Notas na imprensa anunciaram R$ 150 milhões a serem investidos no empreendimento, com a geração de 200 empregos diretos.