Associação alerta que mudar regras para energia solar é prematuro

As mudanças na resolução da geração distribuída no Brasil, propostas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para 2020, são extremamente prematuras diante do atual cenário brasileiro da modalidade, em comparação com as experiências internacionais ao redor mundo.
A avaliação é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Segundo a entidade, a geração distribuída solar fotovoltaica ainda é muito pequena e está em fase de desenvolvimento inicial no Brasil. Atualmente, dos mais de 84,4 milhões de consumidores cativos brasileiros atendidos pelas distribuidoras de energia elétrica, apenas de 163 mil (equivalente a 0,2%) desfrutam desta tecnologia.
A Califórnia (EUA), referência mundial nas regulamentações para o segmento, só começou a mudar as regras – e a taxar os geradores de energia solar – quando esta modalidade já tinha 5% de participação na matriz energética.
Ao atingir este patamar, o regulador estabeleceu que, quando injetar energia na rede, os consumidores com geração distribuída devem pagar US$ 0,02/kWh (R$ 0,08/kWh). Tal pagamento equivale a apenas 10,5% da tarifa de energia elétrica dos consumidores residenciais e comerciais da Califórnia, valor muito inferior às propostas da Aneel para o Brasil, que variam entre 34% e 60%.
O estado californiano também garantiu ao setor estabilidade e previsibilidade nas mudanças, reduzindo riscos e evitando insegurança jurídica e regulatória aos consumidores, empreendedores e investidores do mercado.
A Absolar também cita o caso da Espanha, como alerta às autoridades brasileiras. Em 2010, o governo espanhol alterou as regras para energia solar fotovoltaica, com impactos profundos aos consumidores com geração distribuída e demais agentes do setor. A medida, fora dos padrões internacionais, inviabilizou a energia solar no país durante mais de 8 anos.
Só depois anos de paralisação e retrocesso, novas autoridades espanholas corrigiram os erros do passado. Em 2018, voltaram a viabilizar a energia solar fotovoltaica, adotando um sistema de compensação de energia elétrica equivalente ao utilizado atualmente no Brasil. A nova regra recuperou a confiança dos consumidores, do mercado e dos investidores, abrindo caminho para a atração de milhões de euros em novos projetos e a geração de milhares de empregos de qualidade à população espanhola.
Estes são alguns dos diversos exemplos de países que adotaram medidas bem-sucedidas para o desenvolvimento da energia solar distribuída, com resultados importantes para suas sociedades. Como consequência destes programas, países como Austrália, China, EUA e Japão, por exemplo, já ultrapassaram a marca de 2 milhões de sistemas solares fotovoltaicos distribuídos, enquanto que na Alemanha, Índia, Reino Unido e outros, o quantidade supera 1 milhão de conexões.
Em resumo, a Absolar recomenda ao regulador e ao governo brasileiro que incorpore as melhores práticas internacionais de geração distribuída em suas propostas para o Brasil, evitando retrocessos e riscos econômicos e jurídicos vivenciados em outras economias. Só assim este mercado pode continuar se desenvolvendo e se consolidar, trazendo vantagens econômicas e ambientais para os consumidores e o país.
 

Aneel recua no plano de taxar energia solar para contratos já em vigor

A reação foi tamanha que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já cogita deixar como estão as regras para a geração distribuída de energia elétrica.
A agência abriu dia 29 uma consulta pública sobre retirada de subsídios e taxação, que atinge principalmente a geração de energia solar fotovoltaica.
A consulta pública vai até 16 de dezembro, mas novas regras ficarão para contratos posteriores, sem mudanças para quem investiu na instalação de placas fotovoltaicas com regras válidas por 25 anos.
A participação da solar, gerada pelo próprio consumidor (por isso já nasce distribuída) vem crescendo exponencialmente, mas ainda não chega a 1% da matriz energética nacional, ou 0,2% dos 84 milhões de pontos consumidores.
Nesta quinta-feira, o diretor da Aneel Rodrigo Limp foi à Comissão de Infraestrutura do Senado. Na véspera, tinha ido à Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, onde 30 parlamentares se manifestaram contra a mudança da regra.
Na quarta-feira, o diretor André Pepitone foi à reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri).
As novas regras propostas mudam pontos que tratam da chamada geração distribuída (GD) previstas na Resolução 482, editada pela agência em de 2012 e revista em 2015.
Hoje, consumidores podem instalar placas e gerar a própria energia elétrica em suas residências, empresas ou propriedades rurais, e entregar a energia excedente ao sistema elétrico pelas redes das distribuidoras.
À noite, sem sol, usam esses créditos para receber pela rede a energia de outras fontes de geração do sistema, e o excedente pode ser usado para o abatimento nas contas de luz.
O diretor da Aneel Rodrigo Limp defendeu que esses incentivos são cobrados de todos os consumidores e que o “crescimento exponencial” da energia solar pode acarretar aumentos na conta de luz.
Por isso a intenção da agência reguladora é reduzir gradualmente esses subsídios.
“Em 2015, a gente já identificava que esse modelo de compensação não é sustentável em longo prazo, afirmou Limp. Pelos cálculos da agência, a taxa de retorno do investimento, ou seja, o tempo para uma pessoa recuperar o dinheiro investido após instalar os painéis solares, subirá, segundo ele, “apenas um ano e meio” em média.
A preocupação da Aneel é compartilhada pelo representante do governo. O diretor do Departamento de Políticas Sociais e Universalização do Acesso à Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), Antônio Celso de Abreu Júnior, defendeu a busca de um equilíbrio no texto que garanta tarifa justa para os microgeradores de energia e que não inviabilize a taxa de retorno do investimento.
As distribuidoras temem perder mercado. O representante da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marcos Aurélio Madureira apontou que projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que, se as regras atuais forem mantidas, 25% da energia gerada no Brasil em 2050 virá da GD. Segundo ele, os subsídios já cumpriram a função de estimular o setor.
Crescimento
Desde a regulamentação da resolução 482/2012 pela Aneel, foram implantadas mais de 120 mil unidades consumidoras com micro ou minigeração. Mas, conforme a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), isso representa apenas 1% da matriz energética e beneficia 0,2% dos 84 milhões de consumidores brasileiros. Conselheiro da Absolar, Rodrigo Marcolino defende a manutenção das regras atuais para expansão do setor. Ele ressaltou que a geração distribuída, conectada ao sistema elétrico, reduz os custos de geração e transmissão de energia para as concessionárias.
“Se eu tiro uma pessoa dessa conta e os outros ficam com essa conta, eles vão pagar mais caro, mas se essa pessoa que sai está contribuindo para reduzir essa conta aí é outra conversa. A geração distribuída traz benefícios para a conta diminuir, traz alívio de carga. Os custos rateados por todos os consumidores são menores. Não somos contra remuneração da rede, não somos contra alocação correta de custos, mas tem que considerar os benefícios da geração distribuída” argumentou na audiência no Senado.
A Absolar destaca ainda os benefícios ambientais do crescimento da energia limpa na matriz energética e pede que o Congresso avance em um marco regulatório para garantir segurança jurídica ao setor. Marcolino ressaltou que muitos países definiram metas de “telhados solares” e sugeriu que o Brasil chegue a um milhão de painéis fotovoltaicos instalados até 2022 e cinco milhões até 2030, antes de rever os incentivos. “Uma questão que onera muito a geração distribuída é a instabilidade regulatória”, argumentou.
(Com Agência Senado, Agência Câmara e os jornais)
 

Greenpeace protesta em Brasília com cenário de praia suja de óleo

Ativistas da organização Greenpeace protestaram hoje (23), em Brasília, contra a negligência do governo federal em relação ao maior desastre ambiental no litoral brasileiro: o óleo cru que se espalha pelas praias de nove estados do Nordeste. Até agora, o Ministério do Meio Ambiente desconhece as origens do óleo. “Tampouco tem adotado medidas efetivas para barrar seu avanço, a contaminação e pela limpeza das águas e das areias”, afirma a organização.
Para chamar atenção, os ativistas reproduziram em frente ao Palácio do Planalto o cenário de uma praia suja pelo óleo. Também colocaram vários troncos de árvores,  para lembrar as queimadas na floresta Amazônica e no Cerrado, até aqui as maiores da história, e que ainda não foram totalmente controladas.
“Enquanto o óleo se espalha, o governo  Bolsonaro segue realizando leilões e oferecendo mais de dois mil blocos de petróleo em diversas áreas sensíveis social e ambientalmente, da costa brasileira à floresta amazônica”, lamentou Thiago Almeida, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.
(Com informações do Greenpeace Brasil)
 

Derrame de óleo toma proporções de calamidade: 900 toneladas recolhidas

A Marinha informou que, até esta segunda-feira (21), foram recolhidas 900 toneladas de resíduos de óleo cru nas praias do Nordeste.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 72 municípios de nove estados tiveram suas praias afetadas pelo material.
A Marinha informou no domingo (20), que o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) avistou e o Navio Patrulha Guaíba recolheu manchas no mar, ao norte do Porto de Suape, em Pernambuco.
O navio Aggressor e o navio CBO Niterói, especializados em óleo no mar, da Petrobras, assim como as embarcações da Marinha estão na região para apoiar a identificação e realizar a limpeza da área.
Equipes da Marinha também estão fazendo o monitoramento da Ilha de Itaparica (BA), no interior da Baía de Todos os Santos, e do litoral norte de Salvador, das praias do Rio Vermelho até as proximidades de Jauá.
Ao todo, 20 militares estão realizando a limpeza de vestígios de óleo na praia de Amaralina, também em Salvador.
A Petrobras  mobilizou 120 pessoas para atuarem na limpeza das praias em Sergipe.
Em Pernambuco, nas últimas 24 horas, foram limpas as praias de Suape, Muro Alto, Cupe, Porto de Galinhas, Pontal do Maracaípe; Praia do Guaiamum, a localidade de Ave-o-mar, em Sirinhaém, Foz do Rio Una, Mamucambinhas e Foz do Rio Formoso. As praias do Paiva, em Pernambuco, e do Atalaia, em Sergipe, permanecem com a limpeza em andamento, feita por militares da Marinha do Brasil.
(Com a Agência Brasil)

Eólica e solar representam um terço da energia contratada no leilão da Aneel

Contratos de R$ 44 bilhões foram firmados na sexta-feira, 18, no leilão da Agência de Energia Elétrica, envolvendo projetos que vão acrescentar ao sistema elétrico brasileiro cerca de 1,7 mil megawatts para atender à demanda a partir de 2025.
A maioria, quase a metade dos 91 projetos contratados, são de energia eólica.
São 44 projetos que representam também mais da metade do potencial a ser instalado e mais de um terço da energia efetiva contratada. São 1040 MW de potência instalada em eólica, com 480 MW de energia garantida.

De energia solar fotovoltaica foram contratadas 11 usinas, para uma potência instalada de 530 MW e garantia de 163 MW médios.

O preço da energia solar, R$ 84,39 o quilowatt/hora é o mais baixo de todos,  metade do preço médio alcançado no leilão entre todas as fontes, que ficou em R$ 176,oo..
A energia eólica tem a segundo menor preço: R$ 98,89 o kw/h.
Os demais projetos aprovados foram 27 hídricos, 9 usinas térmicas, sendo 6 movidas a biomassa e 3 a gás natural, o que soma 1.155 MW médios de energia contratada.
O diretor-geral da ANEEL, André Pepitone, comemorou os números alcançados.
“O resultado do leilão contribui sobremaneira para reduzir o custo de geração do país”, disse.
“A nova realidade no Brasil é essa. Menos subsídios cruzados e cada fonte de energia sendo competitiva com seus reais atributos”, concluiu Pepitone.
O preço médio ao final das negociações foi de R$ 176,09 por MWh, com deságio de 39,5% em relação aos preços-tetos estabelecidos.
As usinas deverão iniciar o fornecimento de energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2025.
A diretora da ANEEL Elisa Bastos pontuou que o certame foi muito exitoso para o mercado e trará ganhos para o consumidor brasileiro. “O leilão termina com muito sucesso, com preços médios adequados, o que trará benefício ao consumidor de energia elétrica, por reduzir os custos de aquisição de energia das distribuidoras”, afirmou a diretora.
Foram contratados empreendimentos em todos as regiões do Brasil, com destaque para Bahia (26), Rio Grande do Norte (14) e Santa Catarina (11).
Participaram do certame, como compradoras da energia, nove concessionárias de distribuição com destaque para a Light (449,1 MW médios) e Cemig (175,7 MW médios).
“O resultado dá uma clara sinalização da expectativa de aumento de demanda por energia, vislumbrando uma retomada econômica do país. Ao mesmo tempo, temos investimentos expressivos na diversificação da matriz, garantindo a complementariedade das fontes”, destacou Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCE.
Os contratos de empreendimentos de fonte hidrelétrica (CGH, PCH e UHE) terão prazo de suprimento de 30 anos e o das usinas de fontes eólica e solar, de 20 anos.
Já na modalidade por disponibilidade, os contratos de  empreendimentos de geração de fonte termelétrica à biomassa e gás natural terão prazo de suprimento de 25 anos.
Resultado por fonte
Usinas Hidrelétricas: Os dois empreendimentos hidrelétricos tiveram o preço final de R$ 157,08/MWh, somando 177,9 MW de potência e 112,3 MW médios de garantia física.
Pequenas Centrais Hidrelétricas: Os 19 empreendimentos de PCHs tiveram o preço médio final de R$ 232,72/MWh, somando 253,64 MW de potência e 143,93 MW médios de garantia física.
Centrais Geradoras Hidrelétricas: Os seis empreendimentos de CGHs tiveram o preço médio final de R$ 232,05/MWh, somando 13,61 MW de potência e 8,13 MW médios de garantia física.
Eólicas: Os 44 empreendimentos eólicos tiveram o preço médio final de R$ 98,89/MWh, somando 1.040 MW de potência e 480 MW médios de garantia física.
Solar Fotovoltaica: Os 11 empreendimentos solares fotovoltaicos tiveram o preço médio final de R$ 84,39/MWh, somando 530 MW de potência e 163 MW médios de garantia física.
Térmicas a Biomassa: Os 6 empreendimentos térmicos a biomassa tiveram o preço médio final de R$ 187,90/MWh somando 229,62 MW de potência e 99,2 MW médios de garantia física.
Térmicas a Gás Natural: Os três empreendimentos térmicos a gás natural tiveram o preço médio final de R$ 188,87/MWh somando 734,13 MW de potência e 695,9 MW médios de garantia física.
Os resultados completos estão disponíveis no site da CCEE.

Leilão de energia garante investimento de R$ 11,2 bilhões

18/10/2019 – 18:29


A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE e a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel realizaram nesta sexta¬-feira (18/10) o Leilão de Geração nº 04/2019 (A-6), que movimentou ao todo R$ 44 bilhões em contratos, equivalentes ao montante de 250.148.822 MWh de energia. As contratações viabilizam o investimento de R$ 11,2 bilhões.
“O resultado dá uma clara sinalização da expectativa de aumento de demanda por energia, vislumbrando uma retomada econômica do país. Ao mesmo tempo, temos investimentos expressivos na diversificação da matriz garantindo a complementariedade das fontes”, destacou Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE.
Ao final das negociações, foram contratados 91 empreendimentos de geração, sendo 27 hidrelétricas, 44 usinas eólicas, 11 usinas solares fotovoltaicas e nove usinas térmicas, sendo seis a biomassa e três a gás natural, o que soma 1.155,2 MW médios de energia contratada.
A diretora Elisa Bastos, relatora do processo do leilão, pontuou que o certame foi muito exitoso para o mercado e trará ganhos para o consumidor brasileiro. “O leilão termina com muito sucesso, com preços médios adequados, o que trará benefício ao consumidor de energia elétrica por reduzir os custos de aquisição de energia das distribuidoras”, afirmou a diretora.
O preço médio ao final das negociações foi de R$ 176,09 por MWh, com deságio de 39,5% em relação aos preços-tetos estabelecidos. Ao todo, os projetos que foram negociados totalizam 1.702,5 MW médios de garantia física com 2.979,1 MW de potência. As usinas deverão iniciar o fornecimento de energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2025.
Participaram do certame, como compradoras da energia, nove concessionárias de distribuição com destaque para a Light (449,1 MW médios) e Cemig (175,7 MW médios).
Os contratos de empreendimentos de fonte hidrelétrica (CGH, PCH e UHE) terão prazo de suprimento de 30 anos e o das usinas de fontes eólica e solar, prazo de suprimento de 20 anos. Já, na modalidade por disponibilidade, os contratos de empreendimentos de geração de fonte termelétrica à biomassa e gás natural terão prazo de suprimento de 25 anos.
Foram contratados empreendimentos em todos as regiões do Brasil, com destaque para Bahia (26), Rio Grande do Norte (14) e Santa Catarina (11).
Resultado por fonte
Usinas Hidrelétricas: Os dois empreendimentos hidrelétricos tiveram o preço final de R$ 157,08/MWh somando 177,9 MW de potência e 112,3 MW médios de garantia física.
Pequenas Centrais Hidrelétricas: Os 19 empreendimentos de PCHs tiveram o preço médio final de R$ 232,72/MWh somando 253,64 MW de potência e 143,93 MW médios de garantia física.
Centrais Geradoras Hidrelétricas: Os seis empreendimentos de CGHs tiveram o preço médio final de R$ 232,05/MWh somando 13,61 MW de potência e 8,13 MW médios de garantia física.
Eólicas: Os 44 empreendimentos eólicos tiveram o preço médio final de R$ 98,89/MWh somando 1.040 MW de potência e 480 MW médios de garantia física.
Solar Fotovoltaica: Os 11 empreendimentos solares fotovoltaicos tiveram o preço médio final de R$ 84,39/MWh somando 530 MW de potência e 163 MW médios de garantia física.
Térmicas a Biomassa: Os 6 empreendimentos térmicos a biomassa tiveram o preço médio final de R$ 187,90/MWh somando 229,62 MW de potência e 99,2 MW médios de garantia física.
Térmicas a Gás Natural: Os três empreendimentos térmicos a gás natural tiveram o preço médio final de R$ 188,87/MWh somando 734,13 MW de potência e 695,9 MW médios de garantia física.
Os resultados completos estão disponíveis no site da CCEE.

 

Mais de 500 milhões de dólares de prejuízos no rastro do tufão Hagibis

O governo do Japão anunciou que os danos causados pelo tufão Hagibis às indústrias agropecuária, silvícola e pesqueira giram em torno de US$ 527 milhões.
A estimativa do prejuízo total, até esse sábado (19), em 35 províncias foi feita pelo Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca e deverá aumentar.
Prejuízos em instalações agropecuárias, como armazéns e sistemas de irrigação chegaram a cerca de US$ 224 milhões, e estragos em plantações de arroz, maçã e outros produtos agrícolas foram de aproximadamente US$ 57 milhões.
Deslizamentos que atingiram estradas florestais causaram cerca de US$ 95 milhões em danos.
O número em várias províncias, onde rios transbordaram em decorrência do tufão, ainda não foi totalmente contabilizado.
Shinzo Abe
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, visitou a província de Nagano, na região central do Japão, para ver as regiões inundadas pelo tufão Hagibis.
Abe foi de helicóptero ver as comunidades que ficaram inundadas, quando um dique à margem do rio Chikuma se rompeu na semana passada.
Ele esteve em um distrito onde duas pessoas morreram por causa das inundações e, depois de fazer um minuto de silêncio, ouviu relatório sobre o desastre, lido pelo governador da província.
Na quinta-feira (17), o primeiro-ministro tinha ido também às províncias de Miyagi e Fukushima, no nordeste do país, para inspecionar regiões que foram inundadas pelo mesmo tufão.
*Emissora pública de televisão do Japão

Voluntários se reúnem para plantar um milhão de árvores num dia em Brasília

Voluntários se organizam para plantar um milhão de árvores no DF em apenas um dia
Segundo o idealizador, o convite está aberto para quem quiser participar da ação que ocorre no dia 8 de dezembro
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Você já plantou uma árvore na vida? Pois um movimento em Brasília vem reunindo voluntários para plantar 1 milhãos de arvóres no DF em um dia. A data já está fechada: será no dia 8 de dezembro.
O ambientalista Paulo César Araújo, é o idealizador da “Gincana Verde de Plantar em Brasília”:
“A questão ambiental é urgente. A ONU declarou este período agora como a década do reflorestamento. Já sentimos os efeitos da mudança climática, já falamos da necessidade de praticar a sustentabilidade. Agora a gente precisa regenerar o planeta. A gente precisa recuperar aquilo que já foi degradado. Além do que nossa vida em cidade fez com nos desconectássemos da natureza”.
A ideia é propor uma experiência. “O convite é que cada pessoa plante uma árvore por cada ano de vida. Não precisa ser tudo agora de uma vez só. Pois a ideia é que façamos essa campanha todos os anos”, completa o ambientalista.
Quem quiser participar, os encontros ocorrem sempre no último domingo de cada mês na Escola da Natureza, no Parque da Cidade ou por e-mail para tempodeplantargincanaverde@gmail.com

Uiraçu, a rara águia das florestas reaparece no Parque Estadual do Turvo

O Parque Estadual do Turvo registrou a presença de um visitante raro: um exemplar da ave uiraçu.
A espécie é considerada a mais rara das águias florestais da região neotropical, de acordo com o biólogo Dante Andres Meller, que avistou o pássaro durante uma incursão ao parque, em setembro.
“Observar um uiraçu na natureza é um sentimento surreal. Se não fossem as imagens para reafirmar, parece que a observação manteria um ar contínuo de será mesmo que aconteceu?”, afirma Dante.

Espécie é considerada a mais rara das águias florestais da região neotropical. Foto: Dante Andres Meller
Espécie é considerada a mais rara das águias florestais da região neotropical. Foto: Dante Andres Meller

De acordo com o pesquisador, os registros dessa espécie são raríssimos. Havia cem anos que essa ave não era vista no Estado.
“Como nunca houve nenhum indício de que a espécie realmente ocorresse nas matas do parque gaúcho, o uiraçu permaneceu por longo período considerado extinto no Rio Grande do Sul”, acrescenta o pesquisador. O achado fará parte da pesquisa de doutorado de Dante, que não pode divulgar mais detalhes do trabalho que desenvolve sobre a ocorrência das águias florestais.
Não é a primeira vez que se tem registro de uma ave em extinção no Parque. O fato já havia acontecido com a harpia, em junho de 2018. Para Dante, é como se um raio caísse duas vezes no mesmo lugar, mas de maneira ainda mais impactante, porque o uiraçu é mais raro que a harpia.

Fato já havia acontecido com a harpia, em junho de 2018. Foto: Carlos Kuhn
Fato já havia acontecido com a harpia, em junho de 2018. Foto: Carlos Kuhn

“Os grandes rapinantes são bioindicadores, demonstrando que temos equilíbrio ecológico no interior desta área protegida”, afirma Rafael Diel Schenkel, gestor do Parque.

Parque Estadual do Turvo
O Parque Estadual do Turvo, em Derrubadas, no Noroeste gaúcho, tem um dos maiores fragmentos no Estado de floresta estacional decidual – um ecossistema da Mata Atlântica. Sua área abriga muitas espécies ameaçadas de extinção, como onça-pintada, puma, cateto, anta e pica-pau, além de árvores com até 30 metros de altura, diversas espécies de peixes, répteis, anfíbios, borboletas, insetos e fungos.

Mapa: Parque Estadual do Turvo fica em Derrubadas, no Noroeste gaúcho.úcho.
Mapa: Parque Estadual do Turvo fica em Derrubadas, no Noroeste gaúcho.

O Salto do Yucumã é o principal atrativo, com 1.800 metros de extensão e quedas d’água com até 12 metros de altura. O salto foi formado devido a uma falha geológica que varia de 90 a 120 metros de profundidade. De acordo com a administração do Parque, é uma das maiores quedas longitudinais do mundo.

Salto do Yucumã tem 1.800 metros de extensão e quedas d'água com até 12 metros de altura. Foto: Carlos Kuhn
Salto do Yucumã tem 1.800 metros de extensão e quedas d’água com até 12 metros de altura. Foto: Carlos Kuhn

 
Serviço do Parque
Visitação: de quinta a segunda-feira
Horário: das 8h às 18h
Horário de entrada para visitar o Salto: das 8h às 16h
Ingressos: R$ 17,09
Proibida a entrada com animais de estimação e bebidas alcoólicas
Contatos: (55) 3616.3006 ou parque-turvo@sema.rs.gov.br.

texto: Vanessa Trindade         edição: Marcelo Flach/Secom

 

Prêmio Nobel de Química: "Temos que aprender a viver com a energia do sol"

O americano John Goodenough, Prêmio Nobel de Química deste ano, disse que quando contribuiu para o desenvolvimento das baterias usadas em telefones celulares, notebooks ou carros elétricos (íon de lítio) não imaginava a importância que viriam a ter.
Destacou que elas hoje têm grande importância, onde quer que sejam usadas, feitas de íon de lítio ou de outros materiais. O prêmio, anunciado hoje (9), foi concedido a Goodenough, de 97 anos, juntamente com o britânico Stanley Whittigham e o japonês Akira Yoshino.
“Temos de aprender a viver da energia que vem do sol e só conseguiremos fazer isso se aprendermos a armazenar a energia. Por isso, precisamos de baterias”, acrescentou.
Sobre o reconhecimento por parte da academia sueca, Goodenough diz que receber o Nobel “é uma boa razão para viver até os 97 anos”.
A Academia Sueca disse que esses cientistas contribuíram para um “mundo recarregável”
(Foto EBC)

"Não há sinais de que esteja retrocedendo", diz presidente da Petrobras

A Petrobras já recolheu 133 toneladas de resíduos contaminados pela mancha de óleo de origem indeterminada que atinge diversas praias do Nordeste.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o material oleoso é petróleo cru que, desde o dia 2 de setembro, se espalhou por nove estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe).
Hoje (8), ao participar de uma audiência pública realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que análises laboratoriais confirmaram que a substância não provém da produção da estatal petrolífera.
“Nossos laboratórios analisaram 23 amostras e, em nenhuma delas, pode-se afirmar tratar-se de óleo produzido ou comercializado pela Petrobras”, disse Castello Branco, acrescentando que, a pedido do Ibama, a empresa estatal mobilizou 655 profissionais e também equipamentos para tentar minimizar o impacto ambiental. Colaboram nos trabalhos agentes comunitários e moradores de áreas afetadas contratados pela petrolífera para auxiliar na limpeza das praias – atividade que desenvolvem mediante treinamento realizado pela empresa.
“Até agora, é um fenômeno muito estranho. Não há sinais de que esteja retrocedendo. É um desastre realmente muito preocupante para todos nós”, acrescentou o presidente da Petrobras, pouco antes de declarar que o respeito ao meio ambiente está entre os valores fundamentais da empresa.
“Temos um grande foco na segurança de nossas operações. Pequenos deslizes na segurança das operações podem gerar perdas bilionárias e colocar em risco a própria sobrevivência de uma empresa”, comentou Castello Branco, referindo-se ao exemplo de empresas que, além de multas e processos milionários, tiveram a imagenm prejudicadas por causa de desastres ambientais.
A presença de óleo no mar e em algumas praias nordestinas começou a ser denunciada por cidadãos no dia 2 de setembro. Assim que surgiram as primeiras notícias sobre o aparecimento de manchas de óleo nas praias, a Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para apurar a origem da substância. Ainda não há certeza sobre a origem da substância. Ontem (7), o presidente Jair Bolsonaro disse que o problema pode ter sido causado por um vazamento em um navio cuja origem ele ainda não podia apontar.
“O que está constatado é que existe um DNA desse petróleo. Ele não é produzido, nem comercializado no Brasil. Aproximadamente 140 navios fizeram trajeto por aquela região. Pode ser algo criminoso, pode ser um vazamento acidental, pode ser um navio que naufragou também. Agora, é complexo. Existe a possibilidade…temos no radar um país que pode ser o da origem do petróleo e continuamos trabalhando da melhor maneira possível, não só para dar uma satisfação para a sociedade, como para colaborar na questão ambiental”, disse o presidente nesta segunda-feira.
Hoje Bolsonaro disse que o óleo pode ter sido despejado “criminosamente” em águas territoriais brasileiras. “É um volume que não está sendo constante. Se fosse de um navio que tivesse afundado ainda estaria saindo óleo. Parece que, criminosamente, algo foi despejado lá”, disse o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada, após reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que comentou o volume de material já recolhido pela Petrobras. “Nosso papel é agir rápido para retirar aquilo que está em solo”.
(Com Agência Brasil)