Contrariando as centrais sindicais, que protestaram nas galerias da Assembleia Estadual, os deputados aprovaram na terça-feira, 1, o reajuste do salário mínimo regional em 9,3% para o Rio Grande do Sul.
Os trabalhadores pediam 11,3%, valor do INPC.
O placar final da votação foi de 38 favoráveis à proposta do governo, apenas três votaram contra.
A bancada do PT se absteve da votação. Em minoria, os petistas alegaram que não referendariam um reajuste abaixo da inflação. Em 2015, o reajuste foi de 16%.
Com o reajuste, a faixa mais baixa do mínimo regional passa de R$ 1.006,88 para R$ 1.103,66.
Este valor é aplicado aos trabalhadores da agricultura, pecuária, construção civil, motoboy, entre outros.
O salário mínimo regional é dividido em cinco faixas, a de maior valor, paga a técnicos de nível médio, foi reajustada de R$ 1.276 para R$ 1.398,65.
As emendas ao projeto sequer foram analisadas.
Antes da votação da proposta do governo, os deputados se dividiram na decisão de analisar ou não as emendas. Com o empate em 25 votos para cada lado, coube à presidente da casa, Silvana Covatti (PP), decidir. Covatti definiu que a proposta seria votada sem análise das emendas.
Entre as emendas, uma do deputado Elton Weber (PSB) fixava o reajuste em 11,3%, a ser pago entre março e maio, em acordo com a reivindicação das centrais sindicais.

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