A Justiça do Trabalho concedeu nesta sexta-feira, 20/10, liminares que impedem as demissões em três fundações estaduais: FEE, Zoobotânica, Piratini, e na Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH).
As liminares da FEE e Zoobotânica seguem a mesma linha das decisões relativas aos funcionários da TVE e FM Cultura, da Fundação Piratini, e da SPH. Elas declaram a estabilidade dos servidores, incluídos os regidos pela CLT, que tenham sido aprovados em concurso e completado o estágio probatório de três anos.
Desta forma, as liminares impedem as demissões e avisos prévios destes servidores, fixando multa de R$ 100.000 em caso de descumprimento.
A Procuradoria Geral do Estado divulgou uma nota em que avisa que irá contestar as liminares e que pretende dar continuidade das extinções.
“A PGE está examinando as decisões judiciais e irá recorrer às instâncias superiores, buscando restabelecer a ordem jurídica e permitir que as leis que autorizam a extinção de entidades públicas, aprovadas pelo Parlamento Gaúcho, sejam integralmente cumpridas”.
Autor: da Redação
Mais duas liminares impedem demissões na FEE e Zoobotânica
Marchezan e grevistas se reúnem na próxima segunda, greve continua
Sem acordo na reunião desta sexta-feira, 20/10, entre o vice-prefeito Gustavo Paim, os líderes do comando de greve dos municipários e vereadores, para tratar da pauta de reivindicações do funcionalismo, ficou marcado um novo encontro, e desta vez com a promessa de participação do prefeito Nelson Marchezan Júnior e técnicos do Executivo, às 16 horas, no Paço Municipal, na próxima segunda-feira. Até lá, a greve dos municipários, que já dura 16 dias, vai continuar.
Os representantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e do comando de greve sustentam que o desejo da categoria é a retirada de tramitação dos três Projetos de Leis do Executivo que tratam sobre alterações nos direitos e benefícios dos servidores municipais e o fim do parcelamento dos salários dos trabalhadores.
Nesta sexta-feira, o vice-prefeito Gustavo Paim negou a retirada dos projetos, alegando serem fundamentais devido ao deficit financeiro do município, e o impasse continuou. Estiveram presentes na reunião, além do vice-prefeito, a direção do sindicato dos municipários e vereadores.
Agressões e confusão em protesto no Centro
Na manhã desta sexta-feira, um conflito entre guardas municipais e municipários que protestavam no Centro foi registrado. Segundo o Simpa, um piquete na prédio da Secretaria Municipal da Fazenda ocorria pacificamente quando a guarda chegou e a cassetadas e pontapés dispersou os manifestantes pra abrir um dos acessos ao prédio. Por sua vez, a guarda municipal alega que os agentes responderam a agressões dos manifestantes. Oito pessoas ficaram feridas, quatro servidores e quatro guardas. Foram registrados boletins de ocorrência e a Polícia Civil irá apurar os fatos.Liminares impedem demissões na Fundação Piratini e SPH
Decisões liminares da Justiça do Trabalho, nesta sexta-feira, 20/10, beneficiam trabalhadores da Fundação Piratini, responsável pela TVE e FM Cultura, e da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH). Foram três liminares concedidas pela 18ª Vara da Justiça do Trabalho.
Duas delas declaram a estabilidade dos servidores regidos pela CLT, que tenham sido aprovados em concurso e completado o estágio probatório de três anos.
Desta forma, as liminares impedem as demissões e avisos prévios destes servidores, fixando multa de R$ 100.000 em caso de descumprimento.
No caso da Fundação Piratini, o juiz João Batista Siezkowski Martins Vianna acatou pedido feito pelos sindicatos dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul, dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e Televisão do Rio Grande do Sul e dos Engenheiros no Estado do Rio Grande do Sul – SENGE/RS.
Entre os servidores das fundações e da Corag, as liminares trazem a expectativa de que novas decisões semelhantes beneficiem esses trabalhadores.
Duas liminares beneficiam funcionários da SPH
Duas liminares concedidas pela Justiça do Trabalho nesta sexta-feira impedem a demissão de funcionários da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), autarquia que integra o pacote de extinções aprovado pela Assembleia Legislativa em dezembro. As decisões são assinadas pelo juiz Paulo Ernesto Dorn, da 18ª Vara do tribunal Regional do Trabalho.
Uma das liminares acolhe pedido da Federação Nacional dos Portuários, declarando estabilidade a todos os servidores da autarquia, concursados, que tenham cumprido o estágio probatório de três anos.
A decisão fixa multa de R$ 100.000 por funcionário que tiver contrato rescindido. No texto, o magistrado destaca que a decisão diz respeito apenas a questão das demissões, não cessando as atividades de extinção da SPH ,“matéria de cunho eminentemente administrativo.”
Em outra liminar, o juiz acolhe pedido do Sindicatos dos Técnicos de Nível Universitário Trabalhadores em Hidrovias e Portos de Porto Alegre, Triunfo, Pelotas e Cachoeira do Sul (Sindihidrovia), e reconhece as garantias dos dirigentes sindicais.
Na decisão, o juiz afirma que “a atividade antes explorada pela SPH e pela SUPRG (Superintendência do Porto de Rio Grande) continuou/continuará sendo executada, agora apenas pela segunda. Não houve extinção da “empresa”, designativo de empregador que consta no artigo 2º da CLT e sim apenas assunção desta por outra pessoa jurídica.”Editorial J lança "websérie" com depoimentos sobre os efeitos da crise
O Editorial J, laboratório de jornalismo da Famecos/PUCRS, vai lançar nesta sexta-feira, dia 20 de outubro, no final da tarde, o primeiro episódio da primeira série semanal de vídeos produzida especialmente para as redes sociais na internet.
“Faces da Crise” apresenta vídeos de até 1´30 segundos, onde os universitários vão retratar a crise brasileira através de histórias de pessoas impactadas pelo cenário do país.
O Editorial J é o laboratório de jornalismo da Famecos/PUCRS que produz conteúdo multimídia para diferentes plataformas (impressas, eletrônicas e digitais) numa lógica convergente de trabalho. O ritmo de produção é diário e, em parte, repete a rotina de uma redação jornalística profissional, com seus processos, prazos e hierarquias. Ao mesmo tempo, promove a experiência de novos fluxos e processos de trabalho numa redação jornalística convergente. Entre os prêmios conquistados estão o Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo – 2011, 2013, 2014 e 2016; Prêmio Telefônica Vivo de Jornalismo Universitário 2012, Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental.
O formato foi pensado pelo grupo de alunos a partir de pesquisa feita pelo universitário da Famecos Eduardo De Bem sobre os hábitos e as rotinas das pessoas que assistem vídeos nesses ambientes. Os vídeos não têm locução em off, são integralmente legendados e usam o grafismo para contextualizar as questões apresentadas nos depoimentos. O primeiro vídeo, produzido pela estudante Ritieli Moura, conta a história de um aluno que abandonou a faculdade depois que os problemas financeiros inviabilizaram o pagamento das mensalidades.
Servidores das fundações preparam grande mobilização para julgamento do TCE
No mesmo dia em que o Diário Oficial do Estado publicou decreto do governador José Ivo Sartori determinando a extinção de todas as atividades das fundações estaduais, num prazo de até 180 dias, ganhou força a mobilização dos servidores para acompanhar a sessão no Tribunal de Contas do Estado que irá retomar o tema, marcada para próxima quarta-feira, dia 25, às 14 horas.
Nesta quinta-feira, foi criado um evento no facebook: Grande Mobilização: Julgamento da Extinção das Fundações-TCE, organizado pelo Movimento dos Servidores da TVE e FM Cultura, Apoio à Fundação Zoobotânica do RS, Comunidade RS, Cientec Eu Apoio, Em defesa da FDRH, Mogdema (Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente) e pela deputada Juliana Brizola (PDT).
A parlamentar trabalhista protocolou no início deste mês de outubro, na Assembleia, dois projetos de Lei que buscam revogar as leis que autorizaram o governo a extinguir as fundações e a Corag.
Com a chamada #NENHUMAFUNDAÇÃOAMENOS, o texto na rede social diz que é possível reverter o processo de extinção das fundações e, por isso, pede mobilização máxima em frente ao TCE. Dos 3.568 convidados, até esta manhã de sexta, dia 20, 370 pessoas haviam confirmado presença e 669 manifestaram interesse em comparecer.
Conselheiro pediu vistas do processo
Os conselheiros do TCE estão julgando uma representação do procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Geraldo Da Camino, que questiona a Lei sobre as extinções e solicita que os processos sejam suspensos. O processo envolve as fundações Zoobotânica (FZB), de Ciência e Tecnologia (Cientec), de Economia e Estatística (FEE), Piratini, de Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH) e de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan).
Cezar Miola, relator do processo, votou pela aceitação da medida cautelar / Fotos Claudir Tigre / TCE / Divulgação
O julgamento da ação iniciou em 6 de setembro e o primeiro voto, do relator, o conselheiro Cezar Miola, foi favorável ao pleito do procurador Da Camino. Mas a sessão foi suspensa devido aos pedidos de vistas do processo feito pelos conselheiros Pedro Henrique Figueiredo e Estilac Xavier.
Iniciativas tentam barrar extinções e demissões
No decorrer deste mês, várias cartas, manifestos e documentos chegaram até o procurador da Camino, do MP de Contas, e aos conselheiros do TCE. Nesta semana, servidores da FEE e Cientec fizeram-se presentes.
Professores e pesquisadores dos Institutos de Biociências e de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) enviaram um Parecer Técnico ao presidente do TCE, Marco Peixoto, e aos demais conselheiros, em defesa da FZB.
Na terça-feira, representantes das associações de funcionários da SEMA e da FEPAM entregaram ao MP de Contas documento em que reafirmam que ambas instituições não possuem servidores capacitados para absorver as funções dos funcionários da Zoobotânica.
Servidores da SEMA e FEPAM entregaram carta ao procurador Da Camino / MP de Contas / Divulgação
“Nos preocupa, por exemplo, a cessação do aporte técnico-científico para projetos prioritários do Estado como: o Zoneamento Ecológico-Econômico do RS; o licenciamento de oito linhas de transmissão que atravessam o Estado de norte a sul e de leste a oeste e o maior complexo eólico a ser implantado no Rio Grande do Sul (Ventos do Atlântico); os trabalhos de mapeamento das condições de sanidade ambiental das margens de recurso hídrico, integrante do Zoneamento para atividade de mineração de areia do rio Jacuí (em andamento), e proposto para o Zoneamento equivalente para o lago Guaíba, ambos por imposição judicial; o convênio FZB-DAER que visa ao atendimento das avaliações sobre fauna e sítios paleontológicos na construção de rodovias do RS; a identificação das espécies da fauna e flora ameaçadas no Estado; a produção de planos de manejo para diversas Unidades de Conservação; além do assessoramento técnico às promotorias e às varas ambientais do Estado”, diz trecho do documento encaminhado ao TCE e ao MPC.
Os sindicados dos Engenheiros (Senge/RS) e dos Empregados em Empresas de Assessoramento (Semapi/RS), através do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado Advogados Associados, ingressaram no Tribunal de Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, com pedido de liminar, contra a Lei nº 14.982/2017 que autorizou o fechamento da Cientec.
Todas ações foram motivadas pela liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que tornou sem efeito a continuidade das negociações da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) com a Frente Jurídica, que estavam sendo realizadas com a mediação do desembargador João Pedro Silvestrin, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Uma nova audiência no TRT4 ficou agendada para o dia 7 de novembro.
Outra ação judicial corre na 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, por conta de uma Ação Civil Pública, com pedido de liminar, solicitada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre. A ACP impede que o Estado demita o quadro técnico-científico e se desfaça de qualquer bem, móvel, imóvel e de animais que constituem o patrimônio material e imaterial do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, duas das três instituições vinculadas à FZB.
O juiz Eugênio Couto Terra ainda analisa os documentos apresentados pelas partes referentes às duas inspeções judiciais que o magistrado realizou para verificar as condições das estruturas físicas do Jardim Botânico e conhecer as coleções do Museu de Ciências Naturais.
OIT: mudança de regra no combate ao trabalho escravo pode provocar retrocessos

Fiscal encontra pessoas em condição análoga ao trabalho escravo / Marcello Casal Jr / Agência Brasil
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou hoje (19) que a iniciativa do governo federal de alterar a conceituação de trabalho escravo e mudar as regras para a fiscalização e de divulgação da lista com o nome de empregadores que pratiquem esse crime ameaça “interromper uma trajetória de sucesso que tornou o Brasil uma referência e um modelo de liderança mundial no combate ao trabalho escravo”.
Braço da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por zelar por condições globais de trabalho decente e produtivo, a OIT sustenta que a Portaria 1.129 do Ministério do Trabalho, pode enfraquecer e limitar a efetiva atuação dos fiscais do trabalho, deixando uma “parcela da população brasileira já muito fragilizada ainda mais desprotegida e vulnerável”.
Publicada no Diário Oficial da União na última segunda-feira (16), a Portaria 1.129 estabelece novas regras para a caracterização de trabalho escravo – o que despertou críticas de entidades de classe e organizações sociais que afirmam que a iniciativa afronta convenções internacionais das quais o país é signatário e o próprio ordenamento jurídico brasileiro, como, por exemplo, o Código Penal.
O artigo 149 do Código Penal estabelece que o trabalho análogo ao de escravo se caracteriza pela sujeição de alguém a condições degradantes de trabalho (caracterizadas pela violação de direitos fundamentais e/ou que coloquem em risco a saúde e a vida do trabalhador), ou a jornadas exaustivas (quando o trabalhador é submetido a esforço excessivo ou sobrecarga de trabalho que acarrete danos à sua saúde ou risco de vida), trabalho forçado (manter a pessoa no serviço através de fraudes, isolamento geográfico, ameaças e violências físicas e psicológicas) e servidão por dívida (fazer o trabalhador contrair ilegalmente um débito e prendê-lo a ele).
Já a portaria ministerial classifica como escravidão apenas a atividade exercida sob coação ou cerceamento da liberdade de ir e vir. Segundo a OIT, estas circunstâncias só ficariam patentes quando os fiscais flagrassem a presença de seguranças armados limitando a movimentação dos trabalhadores ou a apreensão de documentos dos trabalhadores.
Além disso, a portaria altera as regras para atualização e divulgação do cadastro de empregadores que submeterem pessoas a condição semelhante ao trabalho forçado. Até a semana passada, a chamada lista suja do trabalho escravo era obrigatoriamente divulgada a cada seis meses, pelo Ministério do Trabalho. Eram incluídos na lista os nomes de todos os empregadores infratores flagrados pelos fiscais do trabalho e cujos autos de infração já tivessem esgotado todos os recursos a que tinham direito nos respectivos processos administrativos. Com a entrada em vigor da nova portaria, caberá ao ministro do Trabalho autorizar a inclusão dos nomes dos infratores e decidir sobre a divulgação da lista.
Segundo a OIT, os eventuais desdobramentos da Portaria 1.129 poderão ser objeto de análise pelo Comitê de Peritos da agência, que destaca o risco de que, com a mudança na regra, o Brasil não alcance até 2030 os compromissos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU relativos à erradicação do trabalho análogo ao de escravo.Pela 1ª vez, energia eólica atinge 10% da matriz elétrica nacional
No mês de agosto, a geração de energia eólica foi responsável por 10% de energia da matriz elétrica brasileira, com 5.825 MWmédios. É a primeira vez que a fonte atinge os dois dígitos de representação na matriz.
Os dados são da CCEE e constam do boletim de “Dados Mensais ABEEólica” de outubro de 2017, que apresenta dados consolidados pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e informações da contabilização da CCEE.
“Estamos em plena safra do vento, batendo recordes notáveis de geração. Este dado nacional representa um novo patamar para o setor. E se formos avaliar regionalmente, temos algo muito importante acontecendo no Nordeste, onde estamos atendendo acima de 60% da carga em vários dias, um resultado que está salvando a região em tempos de reservatórios baixos. Além do fato de estarmos passando um momento de seca, é necessário entender que eólica e hidrelétrica têm ciclos diferentes e se complementam, já que em tempos de mais chuvas, temos menos ventos e vice-versa.
A inclusão de mais eólicas na matriz aumenta, portanto, a segurança do sistema, especialmente considerando que as ferramentas para trabalhar com a variabilidade natural da fonte eólica evoluíram muito nos últimos anos e hoje o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) atua com altíssima previsibilidade em relação à geração eólica. Este cenário nos mostra que a eólica é uma fonte madura, segura e pronta para se expandir ainda mais na matriz”, explica Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica.
Os dados mensais da ABEEólica também mostram que o Brasil chega a outubro com 12,33 GW de capacidade instalada de energia eólica, em 491 parques eólicos. Em construção e contratados, há 5,12 GW em outros 228 parques que estarão prontos até 2020.
O balanço mensal contém atualização sobre a divisão da matriz elétrica, geração das diversas fontes, gráficos com informações sobre capacidade instalada e em instalação nos diferentes estados, dados de geração e fator de capacidade, além dos valores de emissão de CO₂ evitados pela fonte eólica.
Para ler o documento completo, clique aqui.
E para consultar dados compilados do setor, consulte InfoVento.Presidente do TJ/RS considera inconstitucional parte do plano do Regime de Recuperação Fiscal

Presidente do Tribunal de Justiça Luiz Felipe Difini teve encontro com deputados de Frente Parlamentar que analisa adesão do RS ao Regime de Recuperação Fiscal / Caco Argemi / ALRS
Em audiência realizada na presidência da Assembleia Legislativa, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, desembargador Luiz Felipe Silveira Difini, afirmou ver com preocupação – e até mesmo inconstitucional – ao menos dois pontos previstos na proposta do governo federal para que o RS venha aderir ao plano de adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
Segundo Difini, a cláusula que proíbe as nomeações de novos servidores e a que prevê a retirada de todas as ações judiciais que questionam o passivo do Estado são problemáticas. Para o desembargador, também é fundamental que eventual adesão ao RRF seja objeto de um amplo debate com toda a sociedade. “Parece haver consenso de que a questão da dívida seja de alguma forma equacionada. Mas algumas questões nos preocupam, como a que condiciona a retirada das ações que são movidas questionando a própria dívida, que nos parece ferir a Constituição, pois esta garante a todos o acesso à Justiça. Também é nossa preocupação a disposição da lei que limita nomeações em todos os órgãos por um período de seis anos, o que no caso do Judiciário irá precarizar o acesso e o serviço prestado à sociedade gaúcha”, afirmou, destacando que ambos devem ser privilegiados no debate.
Em relação a Lei Kandir, Difini afirmou que o instrumento de compensar valores devidos e a receber quando de um acerto de contas é uma disposição prevista no Código Civil, mas a dificuldade hoje é “que o valor a que temos a receber ainda não está quantificado, se isso vai abranger o passado, em que termos, em que tempo”. E justamente porque ainda não terminou o prazo fixado pelo STF para que o Congresso Nacional para delibere sobre a questão (ele termina em 30 de novembro), é que o desembargador fez um apelo. “É importante que o legislativo federal dispusesse sobre a questão. É um apelo que devemos fazer à nossa bancada federal e à dos estados atingidos pela medida, pois não fazer isso é abrir mão do poder de um órgão de representação política da sociedade. O Tribunal de Contas é importante, mas não tem o mesmo caráter representativo do Congresso”, declarou.“Nós vamos nacionalizar esse debate através de uma articulação com a Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais) para que, principalmente, os 16 estados que são os principais exportadores possam unir as suas bancadas nesse momento, pois o prazo final está chegando. Como é uma decisão política tem de haver uma movimentação política nesse sentido”, pontuou o presidente da Assembleia, deputado Edegar Pretto (PT), destacando que a questão é algo muito importante para a vida do RS “não somente para hoje e para amanhã, mas para um futuro longo. Diminuir o estado não é o melhor caminho”, disse.
Indagado sobre como avaliar todo o processo se o próprio Executivo estadual não abre para a sociedade todos os números do Estado, incluindo os relacionados aos incentivos fiscais, sonegação, entre outros, Difini foi claro. “Eu acho que os números da Receita, inclusive existem ações judiciais postas para isso, devem ser totalmente transparentes. Não se admite hoje, em que há um movimento grande pela transparência na sociedade, não vejo justificativa para que sejam públicos os salários dos servidores e não sejam as isenções concedidas a empresas”, pontuou o presidente do TJ, destacando ser esse momento importante para que o programa de recuperação fiscal, e eventual adesão a ele, possa ser objeto de um amplo debate com toda a sociedade.
Participaram também da audiência o subdefensor público-geral do RS, Antônio Flavio de Oliveira, além de deputados que integram a Frente Parlamentar de Acompanhamento da Adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal, entre eles o seu presidente, o deputado Luís Augusto Lara (PTB).Vereadores aprovam venda de terreno à Companhia Zaffari
A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou projeto de lei do Executivo que autoriza a prefeitura a desafetar e alienar o imóvel municipal localizado entre o nº 3.020 da Avenida Ipiranga e o nº 1.269 da Rua Santa Cecília à Companhia Zaffari Comércio e Indústria, lindeira ao terreno. A área, hoje destinada à passagem de pedestres, tem 1.011,38m² e formato irregular.
O valor total do terreno é de R$ 3.195.000,00, segundo avaliação na data base de novembro de 2016, sendo que o pagamento será feito à vista no ato da assinatura da escritura. O valor de alienação será atualizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até a data do efetivo pagamento, e as despesas decorrentes da alienação ficarão a cargo do adquirente.
Na justificativa do projeto protocolado na gestão passada, o então prefeito José Fortunati informa que, no processo originário da alienação, consta consulta à comunidade, que aprovou a venda da área para o Zaffari. De acordo com ele, na ata de reunião com moradores realizada em 25 de julho de 2015, que exibe a lista nominal dos presentes, ficou registrado que “ninguém se opõe e, de forma unânime, todos os presentes aprovam a desafetação da passagem de pedestres e sua cedência definitiva ao Zaffari Ipiranga”.
Segundo o Executivo municipal, a desafetação do terreno foi realizada conforme manifestação de 29 de dezembro de 2015 da Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb). O poder Executivo também garante que os dispositivos do projeto de lei em questão foram analisados por outros diversos órgãos do Município, em especial a Secretaria Municipal da Fazenda, a Comissão de Alienação de Imóveis (CAI) e a Assessoria Jurídica do Prefeito, com parecer homologado por Fortunati.
Com informações da assessoria da CMPAJoão Luiz Roth faz uma leitura plástica do poema Os Lusíadas, na galeria Duque
O artista plástico gaúcho João Luiz Roth inaugura neste sábado, 21/10, às 14h30, na Galeria Duque, a exposição Itinerário de um desejo, com curadoria de Daisy Viola. Na mostra, Roth faz uma leitura pictórica do poema épico Os Lusíadas (1572), de Camões. Paralelamente, em outro espaço da Duque, será aberta a exposição O visitante, da artista convidada Marta Dischinger, com curadora de Ester Meyer.
Segundo o texto de divulgação da mostra, professor na Universidade Federal de Santa Maria, com pós-graduação em Belas Artes na Espanha e exposições no Estado, país e exterior, Roth toma por referência o conceito das iluminuras medievais e cria uma poética visual própria d’Os Lusíadas, em textos de técnica mista (bico de pena e aquarela) que semiotizam o desejo de Camões e do povo lusitano por feitos de bravura. Ele emprega signos religiosos, mitológicos, náuticos, antigos e contemporâneos, para traçar o itinerário de desejos e atualizar essa narrativa em uma linguagem plástica contemporânea.
Na mostra paralela, “Paisagem imaginária” de Marta Dischinger / Divulgação
A outra mostra da galeria traz os trabalhos da artista convidada Marta Dischinger. São serigrafias feitas a partir de recortes em lâminas de radiografia montadas para criar imagens, com exceção de “O visitante”, originária de uma aquarela. As joias e móbiles de acrílico têm origem na antiga paixão por contas de vidro, no colecionar, montar e desmontar colares e no trabalho com o material acrílico. Esse é utilizado pela artista com seu colega Ivan de Sá para fazer as figuras que se movem em luminárias criadas para aliviar estresse de crianças em ambulatório de um hospital de São Paulo.
As duas exposições ficam em cartaz na Galeria Duque até o dia 22 de novembro.
SERVIÇO
Galeria Duque – Rua Duque de Caxias, 649, Centro Histórico;
F: 51 3228-6900 galeriaduque@gmail.com;
Horário: segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, das 10h às 17h;
Entrada franca.





