Categoria: Geral

  • Governo contratou consultoria para privatizar Zoológico de Sapucaia

    Cleber Dioni Tentardini
    A promotora de Justiça Annelise Steigleder , da Defesa do Meio Ambiente, informou ontem durante audiência pública da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, que há dois inquéritos civis abertos para acompanhar o processo de privatização do Zoológico e possíveis alterações na Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo.
    Informou também que o governo do Estado contratou a empresa KPMG, uma consultoria internacional especializada em modelagem de parcerias público-privadas, para formatar um projeto de privatização do Zôo e de PPPs envolvendo duas rodovias. Tem prazo de 15 meses para entregar o estudo ao Estado.
    Segundo a promotora, de acordo com a proposta de remodelagem do Zoo e do Horto, restariam apenas 156 hectares para o Zoo. O restante seria desmembrado em várias matrículas.
    Promotora Annelise acompanha situação do horto e zoo
    Promotora acompanha situação do horto e zoo

    Annelise disse que estuda a legislação para que o horto seja enquadrado como área de preservação.
    Além das iniciativas da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público examinará a lisura desse contrato, anunciou Steigleder. “Uma das preocupações, no caso do Zoológico ser privatizado, é com o bem estar dos animais”, observou.
    No caso do Horto Florestal, a promotora lembrou que essa área localizada entre os municípios de Sapucaia e São Leopoldo vem sendo palco de muitos conflitos fundiários.
    “Esse espaço precisa ser mantido como unidade de preservação ambiental. A ideia do MP é judicializar essa questão também para que não percamos o Horto Florestal”, acrescentou a promotora.
    Representantes do MP, da Zoobotânica, SEMA, e Ufrgs participaram da audiência
    Representantes do MP, da Zoobotânica, SEMA e Ufrgs participaram da audiência
  • Igreja gay fundada no Rio de Janeiro há dez anos chega a Porto Alegre

    Gays evangélicos do Rio de Janeiro estão em Porto Alegre para evangelizar público homoafetivo. “Sorria, Jesus te aceita”, é um dos slogans da Igreja Cristã Contemporânea, fundada há 10 anos no Rio de Janeiro.  

    Adepta da teologia inclusiva, o principal objetivo da ICC é levar o evangelho inclusivo para o público gay. O evento será coordenado pelos pastores Marcos Gladstone e Fábio Ignácio, presidentes da denominação.

    Um encontro em Porto Alegre está programado para sábado, dia 29 de abril, às 18h, no Parque Ararigbóia, na rua Saicã, número 06, bairro Petrópolis. A expectativa dos organizadores é que cerca de 500 pessoas participem do ato religioso. “Será o maior evento gospel inclusivo já realizado no Sul do país”, anunciam os organizadores. 

    igreja gay pastoresA igreja Cristã Contemporânea foi fundada pelos pastores Marcos Gladstone ao lado do seu companheiro e também pastor, Fábio Inácio. A denominação tem cerca de 3 mil membros e possui templos no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. 

  • Trabalhadores denunciam projeto de privatização da Trensurb

    Higino Barros
    Estatal federal, responsável pelo transporte de 220 mil pessoas por dia na grande Porto Alegre, a Companhia de Trens Metropolitanos (Trensurb) passa por uma situação crítica.
    Antigo feudo de partidos políticos, submetida a uma terceirização danosa, com sucateamento das instalações e redução no quadro funcional, há poucos dias a Trensurb viu os nomes de dois de seus ex-diretores citados por executivos da Odebrecht em delações à Operação Lava Jato.
    O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Metroviários e Conexas do RS, Luis Henrique Chagas, falou ao JÁ sobre a situação da empresa.
    P- As delações da Lava Jato implicam dois ex-presidentes da Trensurb. Qual o significado disso para os funcionários da empresa?
    R– Infelizmente, nada que todos os trabalhadores da Trensurb não suspeitassem. Significa uma derrota para a classe trabalhadora, uma vez que são ex-sindicalistas e funcionários concursados. Talvez seja o que faltava para justificar o desmanche da empresa, projeto conhecido dos trabalhadores para levar à privatização.
    PHá mais irregularidades na administração da estatal de conhecimento dos trabalhadores?
    R– O sistema de bilhetagem comprado e administrado pela ATP é caso de polícia, pois o preço é absurdo e nem todo o dinheiro arrecadado pela ATP é repassado para a Trensurb. Os trens novos continuam apresentando problemas. Por fim, os cargos de chefia estão incorporando ao salário os valores recebidos enquanto detentores de funções gratificadas. O Sindimetrô já fez essas denúncias aos órgãos competentes e aguarda resposta.
    P–  A companha sempre foi um feudo de partidos políticos. Qual é o partido agora que comanda a empresa?
    R- Hoje a Trensurb  está loteada entre PSDB, PMDB e PSD. Sem dúvida, a prática de lotear cargos entre pessoas que não têm o menor compromisso com a empresa tem levado sistematicamente à queda da qualidade do serviço prestado. O Sindimetrô/RS é radicalmente contra esta prática. Esse modelo acaba com a carreira interna para os metroviários, já que só quem tem afinidade com estes partidos ocupa cargos de chefia, supervisão etc.  A Trensurb possui na atualidade 132 FGs (Funções Gratificadas) e 23 CCs (Cargos em Comissão). É quase 15% do quadro funcional. Um verdadeiro absurdo.
    PQual a situação atual da Trensurb? Estações, trens e relações com os funcionários?
    R- As estações estão caindo aos pedaços, literalmente. Escadas rolantes paradas, elevadores estragados, falta de cadeiras etc. O efetivo está reduzido em 30%, causando transtornos aos usuários e queda na qualidade do serviço prestado. No caso dos trens, não existem mais manutenções preventivas, apenas corretivas. Isto fica evidenciado no aumento de panes no sistema. As gestões passadas optaram por terceirizar a manutenção. Hoje, com a crise econômica estabelecida, faltam recursos para honrar estes compromissos, e aqueles trabalhadores que eram concursados para a manutenção foram demitidos.
    Planos de privatização
    PEm relação aos planos de privatização da Trensurb. Qual a posição da categoria?
    R- Os metroviários são categoricamente contra a privatização. Somos a favor de uma empresa pública, estatal, com tarifa social e excelência no serviço prestado. No Brasil, onde os metrôs são privados a tarifa é mais que o dobro da praticada pelos trens estatais. No Rio de Janeiro, além do serviço ser de péssima qualidade, a tarifa está em R$ 4,30. Em São Paulo, na parte privada a tarifa acaba de subir para mais de R$ 4,00. As condições de trabalho são precarizadas e a rotatividade dos trabalhadores chega a 20% ao ano. O Sindimetrô/RS tem feito trabalho junto às Câmaras de Vereadores e Assembleia Legislativa. Várias frentes contra a privatização já foram criadas, inclusive no parlamento estadual, com a adesão de 46 deputados. Pelo menos uma vez por mês entregamos material para os usuários mostrando o prejuízo causado pela privatização.
    POs trabalhadores da empresa vão aderir à greve geral convocada para o dia 28?
    R– Sim. Em assembleia realizada no dia último dia 19 os metroviários decidiram, por unanimidade, aderirem a paralisação chamada pelas centrais sindicais.
    Nota à imprensa
    Assim que foram divulgadas as delações envolvendo a Trensurb, o ex-presidente Marco Arlindo Prates da Cunha enviou nota à imprensa, reproduzida abaixo:
    Não são verdadeiros os fatos relatados em delação premiada, por executivos da Odebrecht, sobre suposta solicitação de recursos escusos para qualquer fim.
    A execução da obra de extensão da Trensurb seguiu e respeitou todas as condicionantes estipuladas pelo Tribunal de Contas de União para realização da mesma.
    Tenho todas as contas de minha gestão aprovadas pelos órgãos de controle.
    Essas são acusações injuriosas, e vou provar minha total inocência e fazer que reparem os danos de imagem e profissional que me causaram.
    Estou à disposição da Justiça para o cabal esclarecimento dos fatos.
    Marco Arildo Cunha
    Ex-presidente da Trensurb

  • Novo mínimo regional: Fiergs diz que "empresas vão demitir e fechar vagas"

    A Assembleia Legislativa retoma nesta terça-feira, 25, a votação do salário mínimo regional.
    O projeto enviado pelo Executivo propõe um aumento 6,48%, um pouco acima dos 6,29% de inflação registrado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2016, e não agradou aos empresários.
    A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em “Carta Aberta” aos parlamentares, prevê que o aumento causará sérios danos à economia gaúcha. “Aumentos reais nesse período crítico agravam a situação das empresas que, sem outra solução, são obrigadas a demitir e fechar vagas”, diz um trecho da carta.
    A proposta do governo representa um aumento real de 19% no piso estadual, segundo a Fiergs, que se baseia na inflação de 5,44%, entre fevereiro de 2016 e janeiro deste ano.
    Centrais Sindicais querem aumento maior 
    Por outro lado, as centrais sindicais, como a CTB-RS (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras), reivindicam um reajuste maior do que o pretendido pelo governo.
    Os sindicalistas já vêm, há algumas semanas, desde que a matéria entrou em pauta na Assembleia, articulando com alguns parlamentares um aumento de 10,45 %, que será pedido através de uma emenda do Deputado Elton Weber (PSB).
    Apesar da pressão, o aumento proposto por Sartori deve passar sem dificuldades, já que precisa de maioria simples (metade dos parlamentares presentes mais um) e contará com o apoio dos partidos da oposição, que somam pelo menos 14 votos. O PDT, que também deve votar a favor, soma mais sete. Com os oito do PMDB de Sartori, o reajuste fica garantido.
    Leia a íntegra da carta da Fiergs aos parlamentares:
    CARTA ABERTA AOS DEPUTADOS ESTADUAIS
            Diante de mais uma votação do Piso Salarial Regional do Rio Grande do Sul – que já está em patamar muito superior ao Salário Mínimo Nacional – a FIERGS sente-se no dever de alertar os parlamentares sobre o grave impacto desse reajuste na economia gaúcha atualmente em crise.
             A  proposta do Governo do Estado – de 6,48 % – significa uma elevação real de 19,2%, considerando que a inflação medida pelo INPC acumulada entre fevereiro de 2016 e janeiro deste ano foi de 5,44%. E ainda há uma emenda sugerindo 8% de majoração,  ou seja, de 40,6% acima da inflação.
             Além do mal em si que representa o Piso – lembrando que apenas cinco Estados no Brasil mantêm  essa prática – cumpre advertir que aumentos reais nesse período crítico agravam a situação das empresas que, sem outra solução, são obrigadas a demitir e fechar vagas.
             Então, cumpre optar: gerar empregos no Rio Grande do Sul, respeitando o Salário Mínimo Nacional, ou os parlamentares irão aconselhar os ex-trabalhadores a se mudarem para os outros Estados que não têm o Piso Regional lá buscando  novos empregos?
    Votar com responsabilidade e visão social. Esta é a posição da FIERGS.

  • "Comida di Buteco" tem pratos especiais em 17 bares de Porto Alegre

    Dezessete bares de Porto Alegre apresentam pratos especiais até o dia 14 de maio para a competição do concurso “Comida di Buteco”. Nesta edição, os bares preparam receitas à base de cereais, com custo de até R$ 25,90. Os clientes e um corpo de jurados participam da votação que define o melhor prato da capital. Na segunda etapa, um corpo de jurados visitará os campeões das vinte cidades em que o concurso acontece para escolher o vencedor nacional.
    Além do prato principal, que contempla 70% da nota, a qualidade do atendimento, a higiene do local e a temperatura da bebida também são avaliadas e têm o peso de 10% cada. O cliente que provar o petisco recebe uma cédula de votação. Cada critério é avaliado com nota de 0 a 10, sendo possível votar apenas uma vez em cada estabelecimento.
    Na edição anterior em Porto Alegre, somente nos primeiros vinte dias o concurso gerou cerca de 30% de aumento no faturamento dos bares participantes. O “Comida di Buteco” teve sua primeira edição em 2000, em Minas Gerais, lançado com apoio da Rádio Gerais. Em sua primeira edição, o concurso reuniu dez estabelecimentos.
    Veja os estabelecimentos participantes em Porto Alegre
    Anticuário Restobar
    Petisco: Tabule – Burgol (trigo moído) cebola, tomate, tempero verde, cebola de “verdeo”, limão, sal, azeite de oliva, acompanha pães árabe.
    Rua General Lima e Silva, 985, loja 02 – Cidade Baixa / Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 18h às 01h. Sábados das 19h às 02h.
    Bar Chopp Petiscos
    Petisco: Bolinho Longa Vida – Bolinho de Bacalhau Funcional.
    Rua Mal. Floriano Peixoto, 387 – Centro Histórico / Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 09h às 22h. Sábados das 09h às 18h.
    Bella Dora
    Petisco: Bolinho Dona Narcisa – Bolinho de arroz 7 grãos, recheado com queijo coalho. Acompanha molho remolhado.
    Avenida Guaíba, 10748 – Ipanema / Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 15h às 23h. Sábados e domingos das 12h às 00h.
    Brechó do futebol
    Petisco: Ki Chute – Mini torta de milho assada: 2 recheadas com espinafre ricota e cebola coverta com confit de alho. 2 recheadas com frango e requeijão cobertas com chutney.
    Rua Fernando Machado, 1188 – Centro / Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 18h às 00h. Sábados e domingos das 16h às 00h.
    El Farol
    Petisco: La Milonga – Massa de farinha de trigo e aveia recheada com sabores da casa.
    Rua Mariante, 855 – Rio Branco / Horário de funcionamento: de terça a domingo das 18h30 à 00h.
    Lipe Bar
    Petisco: Bolinho n’aveia – Bolinho de carne empanado na aveia, no ovo e na farinha de rosca com cama de anel de cebola com molho temperado (linhaça dourada) da casa.
    Rua Felipe Camarão, 624 – Rio Branco / Horário de funcionamento: de segunda a sábado das 16h à 00h.
    Lourival Bar
    Petisco: Trio Panelinhas – Três cestinhas de flocos de milho: uma recheada com frango e catupiry, outra recheada com carne de panela e outra recheada com espinafre e ricota.
    Rua Vinte e Quatro de Outubro, 1624 – Auxiliadora / Horário de funcionamento: de segunda a sábado das 18h à 01h.
    Mao Sut
    Petisco: Lha Li Kai – Sanduíche de pão chato artesanal com chia, salada de acelga e repolho roxo, maionese de coco e coentro, ervas frescas (hortelã, manjericão, cebolinha, nirá e coentro), caramelo salgado e frango  defumado artesanalmente levemente picante.
    Rua Ramiro Barcelos, 1374 – Independência / Horário de funcionamento: de terça a sábado das 18h às 23h30
    Mariu’s
    Petisco: Bruschettas Portuguesas – Carne de panela desfiada com cebola caramelada. Acompanha fatias de pães levemente torrados.
    Avenida Oswaldo Aranha, 228 – Bom Fim / Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 07h30 às 00h e sábado das 09h30 às 15h e 18h às 23h.
    Mercado do Chopp
    Petisco: Crocante de Camarão – Rolinhos de camarão, acompanhados com molho de pimenta e cachaça, sweet chilli e molho rose.
    Av. Mariland, 1676 – Mont’Serrat / Horário de funcionamento: de segunda a sábado das 18h à 01h.
    Pinga Brasil
    Petisco: Costelinha Pinga Brasil – Costelinha de Porco na cerveja preta, acompanha polenta chips e molho barbecue.
    Av. do Forte, 1347 – Vila Ipiranga / Horário de funcionamento: de terça a quinta das 18h à 01h. Sexta e sábado das 19h às 04h.
    Porto Carioca
    Petisco: Alfajor Salgado – Alfajor empanado feito com biscoito salgado e requeijão, recheado com azeitona, cebola crispy, queijo brie e salame.
    Rua da República, 188 – Cidade Baixa / Horário de funcionamento: de segunda a segunda das 18h à 01h.
    Posta del Diablo
    Petisco: Iscas Posta del Diablo – Alcatra ao molho de cerveja preta, acompanha polenta frita e molho chimichurri.
    Rua General Lima e Silva, 587 – Cidade Baixa / Horário de funcionamento: de terça a domingo das 18h às 02h.
    Snoopy Bar
    Petisco: Bauru tradicional de Contrafilé – Bauru tradicional de Contrafilé servido em 4 partes.
    Av. Protásio Alves, 1811 – Petrópolis / Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 17h às 23h30.
    Tapas Bar
    Petisco: Palitinhos de Frango – Cubos de peito de frango envoltos em molho branco e empanados com gergelim e linhaça.
    Rua da República, 30 – Cidade Baixa / Horário de funcionamento: de segunda a quinta das 17h às 00h. Sextas e sábados das 17h às 02h. Domingos das 17h às 00h.
    Tempero Rosa
    Petisco: Pancho – Pancho acompanha molhos de pimenta, mostarda e chimichurri.
    Rua Visconde do Rio Branco, 555 – Floresta / Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 17h às 00h.
    Tuim
    Petisco: Navegar é preciso – Bacalhau às natas com lula defumada, gratinado com torradinhas e parmesão.
    Rua General Câmara, 333 – Centro Histórico / Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 11h às 21h.

  • MST doa alimentos a aldeia indígena da Lomba do Pinheiro

    Ao encerrar a mobilização Abril Vermelho, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) doou na quarta-feira (19) aproximadamente 400 quilos de alimentos para a Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Anhetengua, localizada no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
    A maioria dos alimentos doados, como arroz, feijão, milho verde, moranga, batatinha, tomate, cebola, batata-doce, mandioca, bolachas, cucas e pães, é produzida sem o uso de venenos nos assentamentos onde moram parte das famílias que ocupavam os pátios do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério da Fazenda. Os Sem Terra, que protestavam pela retomada da Reforma Agrária no país, também doaram açúcar, azeite e produtos de limpeza.
    “Quando soubemos que a escola estava com dificuldades de garantir as refeições dos estudantes, nos articulamos com os assentados que vieram a Porto Alegre de todas as regiões do Estado para fazermos a doação de alimentos, num gesto simbólico de que a luta pela terra é de todos nós”, explica a assentada Eliane Risse.
    Construída em 2004, a escola está situada na Aldeia Anhetengua, onde moram 20 famílias guaranis – cerca de 80 pessoas –, numa área total de 25 hectares. Ela possui hoje 40 alunos matriculados no ensino fundamental e 11 no ensino médio. Para atender esta demanda há oito educadores, sendo quatro indígenas, e duas funcionárias, também indígenas, responsáveis pela limpeza e a merenda escolar. As aulas acontecem nos três turnos e quatro refeições são preparadas ao dia.
    Conforme o cacique José Cirilo Morinico, que recebeu a doação junto a outros guaranis, os alimentos vão enriquecer a merenda escolar das crianças e jovens, já que o valor repassado atualmente pelo governo para a refeição de cada educando é insuficiente, o que compromete a quantidade, a qualidade e a diversidade da alimentação. “Ficamos muito felizes com a doação, porque para nós ela representa uma ajuda grandiosa. Agradecemos pela solidariedade e reforçamos que os indígenas estão juntos com o MST nas lutas por direitos e a produtividade das terras”, declara.
    Segundo Morinico, as famílias, que há 25 anos vivem no local, estão sem receber cestas básicas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) desde que Michel Temer (PMDB) assumiu a Presidência da República, no ano passado. Ele alega que a área que possuem para produzir alimentos é de terra fraca, o que compromete a produtividade. Mesmo assim, conseguem cultivar alguns itens, como batata-doce e mandioca. “Passamos por dificuldades porque o governo está reduzindo todos os nossos direitos e fazendo um corte atrás de outro nas políticas públicas”, lamenta.
     

  • Municipários se mobilizam na semana da greve geral

    O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre vai realizar atividades ao longo de toda a semana. A programação inclui o preparo para a mobilização do dia 28, sexta-feira, para quando está sendo convocada uma greve geral em todo o país por sindicatos e centrais sindicais. O Simpa vai aderir à greve e o dia de mobilização tem atividades a partir das 7h.
    Está marcada para esta semana também a eleição do Conselho dos Representantes Sindicais, na segunda, e do Conselho Fiscal, na quarta.
    Também na quarta, o sindicato ocupa a Tribuna Popular da Câmara de Vereadores para tratar da situação dos trabalhadores terceirizados.
    Confira a agenda do SIMPA para esta semana:
    Segunda-feira, 24
    14h – Eleição do CORES (Conselho dos Representantes Sindicais)
    Quarta-feira, 26
    14 – Tribuna Popular da Câmara Municipal: Terceirizados.
    Quinta-feira, 27
    17h – Reunião do CORES e eleição do conselho fiscal
    19h – Assembleia Geral: Prestação de contas (10/2016 a 03/2017)
    Sexta-feira, 28
    7h – Concentração na SMA
    8h – Manifestação na esquina das avenidas Ipiranga e João pessoa
    8h30 – Ato em frente à FASC, avenida Ipiranga
    12h – Concentração na esquina democrática para o ato unificado

  • Audiência debate futuro do Zoológico e da área mais cobiçada da RMPA

    Cleber Dioni Tentardini
    Os 780 hectares mais cobiçados da Região Metropolitana de Porto Alegre estarão em debate logo mais à noite na audiência pública da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.
    A questão central é a intenção do governo de repassar a concessão do Parque Zoológico à iniciativa privada e o desmembramento da Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo.
    O encontro também vai abordar o destino e guarda das coleções vivas e do material genético do Museu de Ciências Naturais e do Jardim Botânico de Porto Alegre, ambos vinculados à Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB), que foi extinta pelo governador José Ivo Sartori em janeiro deste ano.
    A audiência foi proposta pela deputada Regina Becker (REDE), de atuação marcante em defesa dos animais.  Do governo, foram convidados representantes das secretarias estaduais do Meio Ambiente, Casa Civil, Fazenda, além do governador José Ivo Sartori.
    Os servidores da Fundação Zoobotânica, ongs ambientalistas, estudantes e comunidade em geral prometem lotar o Auditório Dante Barone, do Parlamento gaúcho.
    Localizado em Sapucaia do Sul, quase divisa com São Leopoldo, o Parque Zoológico ocupa 160 hectares, com o espaço para os animais e prédios que abrigam as seções do Hospital Veterinário, de Nutrição, de Zoologia, de Manutenção e Conservação, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e a área de visitação.
    Os outros 620 hectares pertencem à reserva, que faz homenagem ao religioso e botânico gaúcho, autor do clássico A fisionomia do Rio Grande do Sul (1942). Parte da área da reserva chega às margens do Rio dos Sinos e protege a mata ciliar por mais de 10 quilômetros de extensão.

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    Área da Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo/Foto Gerson Ceschini/Divulgação

    Inaugurado em maio de 1962 pelo governador Leonel Brizola, o Zoo é um dos oito maiores do Brasil em extensão e em número de espécies animais da América, Ásia, Europa, África e Oceania: ao todo, 1.024 espécimes (indivíduos), distribuídos em 125 espécies, sendo 51 mamíferos, 60 aves e 14 répteis. Não estão incluídos aí os animais em atendimento no Cetas.
    Em 2016, o Zoo registrou 115 nascimentos, dentre eles animais ameaçados de extinção, como a anta, bugio-preto, bugio-ruivo, mico-leão-da-cara-dourada, entre outros. A fim de reduzir os custos de manutenção dos animais, o Zoológico dispõe de lavouras destinadas à produção de forragem que ultrapassou, em 2014, 365 toneladas/ano.
    Tratadora Mara Garzão com os camelos/Foto Gerson Ceschin/Divulgação
    Tratadora Mara Garzão com os camelos/Foto Gerson Ceschin/Divulgação

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    Veterinária Maria do Carmo com filhote de anta que foi criado na mamadeira/foto Eduardo Silva

    Naquele ano, as despesas com manutenção foram praticamente iguais às receitas, a partir de bilheterias e concessões. Os gastos foram de R$ 3,291 milhões e a arrecadação, de R$ 3,113 milhões.
    A visitação em 2016 foi de 417.290 mil pagantes, neste total não estão incluídos aquelas entidades que possuem gratuidade.
    O ingresso é acessível à população de baixa renda (R$ 10,00 para adulto e crianças até 5 anos não pagam, estudantes e idosos pagam metade. Carros pagam R$50,00, sendo que este valor inclui todos os ocupantes do veículo.
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    A visitação em 2016 foi de 417.290 mil pagantes/foto Gerson Ceschini

    No início de 2015, o IBAMA, juntamente com o setor de fauna da Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, realizou uma vistoria e atestou a qualidade no tratamento destinado aos animais.
    Um dos serviços mais solicitados do Zoo é o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), responsável pela manutenção, tratamento e destinação dos animais apreendidos em fiscalizações dos órgãos ambientais. No ano passado, o Cetas recebeu aproximadamente 1.000 animais em situação de risco, a grande maioria é vítima de tráfico, outros chegam até o Zoo machucados em decorrência de atropelamentos, choques elétricos, ataque de animais domésticos ou mesmo órfãos.
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    Filhote de gambá chegou no Zoo levado pela guarda ambiental /Foto Divulgação

    Aves resgatadas pela BM de traficantes são levadas ao zoo
    Aves resgatadas pela BM de traficantes são levadas ao zoo

    Área cobiçada por mais de 50 anos
    A área do Zoológico pertencia à Companhia Geral de Indústrias e, em 1930, foi adquirida pelo Estado. Em 1934 o espaço foi consolidado como uma propriedade da antiga Viação Férrea do Rio Grande do Sul.
    Mais de 25 anos depois, no dia 16 de março de 1957, foi promulgada pelo presidente Juscelino Kubitschek a Lei Federal nº 3.115 passando todos os bens da Viação Férrea para a União. Somente a área atual do Zoológico permaneceu sob domínio do Rio Grande do Sul.
    No dia 27 de julho de 1959, João Caruso, secretário de Obras Públicas na ocasião, entregou um estudo contendo sugestões para criar um parque público. A partir de então, a responsabilidade da área ficou com a Comissão Estadual de Prédios Escolares (CEPE), sob a denominação de Grupos de Parques e Jardins. A sede era no próprio Horto Florestal.
    Atualmente a Reserva Florestal tem vários problemas fundiários. Centenas de famílias moram ilegalmente em seu interior. Os funcionários da Zoobotânica temem que a especulação imobiliária acabe fatiando a reserva. A pressão para venda da área é histórica. Em 1957, a justificativa era pela necessidade de recursos para a execução do plano que previa a construção de mil escolas no RS. Em 2011, a área poderia viabilizar a expansão de um polo de tecnologia da Unisinos, a Tecnosinos, e, em 2015, levantou-se a hipótese de ter parte cedida a um congregado empresarial alemão, o Medical Valley, que reúne indústrias e centros de pesquisas na área biomédica, responsáveis por 43% da área de patentes na Alemanha.
    Em 2015, uma comitiva do governo Sartori visitou a Alemanha e ouviu dos empresários a necessidade de uma área física para viabilidade logística do complexo empresarial e benefícios fiscais para as empresas deste chamado “Cluster de Tecnologias para Saúde”.
    Governador Sartori e comitiva na Alemnaha/foto Luiz Chaves/Palácio Piratini
    Sartori e comitiva na Alemanha/foto Luiz Chaves/Palácio Piratini

    O diretor-executivo do Medical Valley, Tobias Zobel, retribuiu a visita no final de 2015. Durante palestra no Badesul, em Porto Alegre, disse que o plano de internacionalização da Medical Valley é criar uma rede de colaboração internacional entre Brasil, Estados Unidos e China. No caso do Brasil, o estado escolhido foi o Rio Grande do Sul. Os países atuarão em estreita cooperação no fomento da indústria e da pesquisa em saúde.

  • Parque eólico de Santa Vitória: energia para 400 mil famílias

    Quatro dos 12 parques eólicos de Santa Vitória do Palmar já estão em operação comercial: dois em dezembro de 2016, dois em fevereiro. O complexo já conta com 32 aerogeradores, dos 69 que serão instalados ao todo, gerando energia suficiente para abastecer cerca de 400 mil residências (207 MW).
    Em implementação desde agosto de 2015, o Complexo Eólico de Santa Vitória do Palmar é o maior empreendimento da Atlantic Energias Renováveis até o momento. Estende-se por uma área de 10.424 hectares de áreas arrendadas.
    A previsão de término das obras é o final de 2017.
    A implantação começou em agosto de 2015. Nesta segunda-feira (24), A Atlantic assina com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) um contrato para financiamento de R$ 230 milhões. O investimento total previsto é de R$ 1,2 bilhão. Estende-se por uma área de 10.424 hectares de áreas arrendadas.
    A assinatura do contrato está marcada para as 14h30, no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini. Além do governador José Ivo Sartori, devem estar presentes o presidente do BRDE, Odacir Klein; o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco; da superintendente da área de Energia do BNDES, Carla Primavera, representando a presidência do banco; e o CEO da Atlantic, José Roberto de Moraes.
    Segundo a Atlantic, ela é a primeira geradora eólica voltada diretamente para o mercado energético a certificar projetos no Brasil, e suas atividades em cada parque foram auditadas pela ABS Quality Evaluations.
    O Programa de Certificação de Energia Renovável é uma iniciativa do Instituto Totum, da Associação Brasileira de Geração de Energia Eólica (Abragel), da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), para fomentar o mercado de energia gerada a partir de fontes limpas e com alto valor agregado de sustentabilidade.

  • Imprensa esconde a grave situação da segurança em Fortaleza

    Os principais jornais do pais decidiram minimizar a série de ataques criminosos que ocorrem desde quarta-feira em Fortaleza. O assunto foi omitido no noticiário desta manhã nos portais dos grandes jornais do centro Sul – Globo, Folha, Estadão, Zero Hora.
    Os eventos cessaram com o feriado, mas a tensão na cidade ainda e grande.
    Reproduzimos matéria do jornal O Povo, da capital cearense, publicada em seu portal na tarde de quinta-feira, quando se contavam 21 ônibus incendiados, duas viaturas policiais e três delegacias atacadas.
    “Os ônibus de Fortaleza vão circular daqui a pouco em comboios e com policiais militares a bordo. Esta é uma das decisões tomadas pela cúpula da Segurança Pública do Estado e a Direção do Sindiônibus, reunidos neste momento na sede do Sindicato. Itinerários alternativos também estão sendo estudados.
    A frota será reduzida. Não há policiais suficientes para todos os 2.400 ônibus da Capital. Reforços estão sendo trazidos de cidades do Interior. Pelo menos por enquanto,  está descartado o pedido de ajuda à Força Nacional.
    O encontro que ocorre agora tem caráter mais técnico do que a reunião encerrada há cerca de 30 minutos no Palácio da Abolição com o governador Camilo Santana(PT), o prefeito em exercício Moroni Torgan (policial federal aposentado); o secretário da Segurança, André Costa; a secretária da Justiça, Socorro França; o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque; e o presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira.
    A Coordenadoria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Coin) não teria em seu banco de dados um mapeamento detalhado sobre a atuação da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE).
    Ao grupo está sendo atríbuída, desde a última quarta-feira, a maioria dos ataques a ônibus ocorridos em bairros de Fortaleza e em cidades da Região Metropolitana.

     O POVO apurou que a Coin e o Serviço de Inteligência da Secretaria da Justiça (Sejus), mais o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do Ceará (Gaeco) irão tentar cruzar o que cada um tem de informações para saber mais sobre a facção.

    Mesmo recém-surgida no mapa do crime local – teria menos de cinco anos de existência -, a GDE já se apresenta como terceira força nas unidades prisionais cearenses. Por contagens não oficiais, fontes da segurança pública estimam que o bando teria pelo menos 600 homens no contingente das cadeias locais. Ainda longe do que agrupam as duas principais: Primeiro Comando da Capital (PCC), cerca de 1.300; e Comando Vermelho (CV), perto de 1.100 presos.
    Em Fortaleza, a GDE se espalha por vários bairros, mas seu domínio é considerado maior na região da Sapiranga (seria a base principal), Sabiaguaba, Lagamar, Aerolândia, Serviluz, Vicente Pinzón, Castelo Encantado, Edson Queiroz, Mucuripe e, no lado oposto da cidade, também com base na Vila Velha e Parque Leblon, bairro de Caucaia. Praia do Futuro, Caça e Pesca seriam áreas recém-conquistadas na guerra com outras facções.

     Mesmo recém-surgida no mapa do crime local, a GDE já se apresenta como terceira força nas unidades prisionais Cearenses”

    No convívio dentro e fora das penitenciárias, a GDE é aliada do PCC, enquanto o CV faz parcerias do crime com a Família do Norte. A FDN é outra das facções existentes no Ceará, aqui não tão poderosa como é no Rio Grande do Norte. Os alinhamentos facilitam o caminho de drogas e armas entre elas.
    Há tréguas eventuais, mas a guerra nunca cessa. Ontem pela manhã, inclusive, um dos principais gerentes da facção FDN no Amazonas, Vainer de Matos Magalhães, o “Pepê”, de 34 anos, foi assassinado em Fortaleza. Ele dirigia uma picape Hilux pela avenida Santos Dumont, no bairro Papicu, quando foi morto a tiros. Era considerado poderoso na hierarquia de sua facção. A Polícia Civil atribui a morte a membros do PCC.
    GDE = 745
    Como marca, a GDE adota o algarismo “745”. Os números são a posição das letras no alfabeto: G=7, D=4, E=5. O PCC, por exemplo, adota o numeral 1533. Com o 745, muito comum em pichações de muros e fachadas, a GDE se autopromove entre os criminosos e demarca suas zonas de atuação.
    A GDE estaria recrutando mais gente que as outras facções porque não cobra a mensalidade do crime. Como fazem PCC e CV. Não obrigatoriamente, mas para impor respeito no seu espaço, um membro da GDE gosta de exibir o “745” em alguma tatuagem pelo corpo.
    Ontem, num flagrante feito à tarde no Mucuripe, três jovens se preparavam para incendiar um ônibus próximo da avenida Abolição. Eram duas moças e um rapaz. Uma delas tinha o número 745 tatuado na mão esquerda. O grupo estava com cinco litros de gasolina num galão. Por sorte, o veículo não foi atingido e não entrou na contagem de ocorrências desses dias de terror em Fortaleza.
    Falta diagnóstico nos bairros na Capital e RMF
    A falta de um mapeamento sistematizado da área de influência das facções em Fortaleza e na Região Metropolitana é apontada como erro estratégico para a formulação de ações policiais permanentes e para intervenções sociais duradouras nos bairros. A crítica vem das universidades e de integrantes dos serviços de informação da estrutura da segurança pública do Estado.
    Numa divisão por bairros em Fortaleza, os Guardiões do Estado (GDE) dominariam territórios da periferia. Pelo menos 11 bairros na Capital e dois em Caucaia (veja matéria ao lado). A informação é de policiais que estão no dia a dia das ruas.
    O Comando Vermelho controlaria a Rosalina, Riacho Doce, Serrinha, Mondubim, Barroso, Babilônia, Bela Vista, Gueto, Pirambu e Padre Andrade..
    O Primeiro Comando da Capital (PCC) teria “soldados” na Favela da Mana, Maraponga, uma parte da Serrinha, Barracal do Itapery, Dias Macêdo e Bom Sucesso.
    os presídios da Região Metropolitana (RMF) servem de “quartel general” de onde também partem ordens para os “negócios do crime”, ligados, principalmente, ao tráfico de drogas/armas, assaltos a banco e acertos de conta.
    As unidades prisionais seriam dominadas por pelo menos seis facções. PCC, CV, GDE, Família do Norte (FDN), Amigos dos Amigos (ADA) e Equipe Mentes Criminosas (EMC).
    Nenhuma delegacia ou unidade militar emite relatórios frequentes (mensais) para os serviços de informação ou área de dados sobre movimentos das facções nos bairros. Nem com o surgimento da “pacificação” dos grupos criminosos . Notadamente anunciada a partir do ano passado.
    Em setembro de 2016, um relatório Gaeco/MPCE apontou que o PCC, CV e GDE comandaram as rebeliões de maio no sistema penitenciário do Ceará.O levante terminou com 14 mortes de detentos.

    CLÁUDIO RIBEIRO | DEMITRI TÚLIO