Categoria: Geral

  • Presidente do Sicredi pede demissão para tratar de "assuntos pessoais"

    Os diretores e gerentes do Sicredi foram surpreendidos na manhã desta quinta-feira, por um e-mail em que Edson Nassar, o CEO do grupo, comunicou que estava deixando o cargo por “razões pessoais”.
    O Sicredi é o maior banco cooperativo do pais, com 3,4 milhões de associados e ativos de  R$ 65,9 bilhões. Tem  agências em dez Estados.
    Nassar ia completar dois anos no cargo em junho próximo.
    Paulista, oriundo da área de marketing do City Bank, ele substituiu Ademar Schardong, figura lendária do cooperativismo e fundador do Sicredi, que se aposentou em 2015.
    O Sicreti é referência internacional pelo modelo de atuação em sistema. São 118 cooperativas de crédito filiadas, que operam com uma rede de atendimento com 1.523 pontos.
    A estrutura conta ainda com cinco Centrais Regionais – acionistas da Sicredi Participações S.A., uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo e suas empresas controladas.
    Todas essas entidades, juntas, formam o Sicredi e adotam um padrão operacional único. A atuação em sistema permite ganhos de escala e aumenta o potencial das cooperativas de crédito para exercer a atividade em um mercado no qual estão presentes grandes conglomerados financeiros.
     

  • Os trabalhadores do lixo, tema do novo trabalho do fotógrafo Jorge Aguiar

    A fotografia de Jorge Aguiar se caracteriza por se debruçar em um mundo que raramente é olhado. O dos deserdados, da população indigente, dos miseráveis e excluídos que circundam as periferias da capital e suas lutas pela sobrevivência.
    A última exposição do fotógrafo está atualmente na cidade mineira de Tiradentes, depois de ter sido recusada em Porto Alegre, e aborda o espaço físico do Presídio Central e do Manicômio Judiciário. A próxima, será aberta no dia 2 de maio, no Solar dos Câmara, e tem como temática os trabalhadores do lixo, gente que ganha a vida catando o que foi posto fora pela sociedade de consumo.
    trabalhadores (14)No texto abaixo, o fotógrafo Jorge Aguiar apresenta sua nova exposição:
    “Se a fotografia é apenas um recurso a ser utilizado na comunicação da experiência humana, então ela serve para refletir, emocionar, provocar, construir ou destruir. Sua função artística é dizer que não estamos sós, que não estamos alheios, mortos ou prontos.
    No pouco que o mundo avançou, o ser humano tem usado a arte para evoluir, compreender e enfrentar melhor o absurdo em que vive. E a fotografia não pode ser usada apenas para decorar uma parede ou um álbum com imagens jogadas em uma gaveta ou armário. A fotografia deve ser vista com os olhos e o coração. Há beleza em todos os lados. 
    No circo da pobreza a beleza são os favelados, sem lona ou picadeiro. Não tem arte nem tem atores, mas tem espetáculo. O dramático espetáculo da miséria, do abandono e da indiferença. Fatos que não servem exatamente para mostrar, mas para chocar e sugerir uma mudança.
    O olhar desta exposição sobre os trabalhadores da reciclagem é periférico, mostra duas grandes ideologias – capital e trabalho – que dividem o mundo e é capaz de produzir uma grande fronteira no mesmo país, na mesma língua, nas famílias, ruas e dentro de suas próprias casas. A fronteira de uma cidade a torna uma terra de ninguém.
    A mostra escancara a vida de pessoas que romperam com a sociedade. O compromisso é apenas com elas e com quem vive do trabalho que a maioria tenta ignorar. A sociedade não se orgulha da periferia ou de quem viu no lixo que ela mesma produz um meio de sobrevivência.
    E quanto lixo produzimos… O quanto consumimos e descartamos sem dó… Como somos capitalistas, individualistas e jogamos fora com desdém, como se não tivéssemos responsabilidade com o planeta que implora por socorro.
    Somente em Porto Alegre, as 17 unidades de reciclagem conseguem vender até R$ 500 mil por mês do nosso lixo. Muitos recicladores não têm documento de identidade, não existem perante a lei. Suas parcas vidas têm apenas deveres e pesos que a sociedade joga em seus ombros.   
    O Fio da Navalha | Trabalhadores é um trabalho documental em uma periferia onde tem seu grande paradoxo. As imagens confirmam a amarga falência de uma civilização, como a falta de emprego, o absurdo e o terror que rodeiam os trabalhadores brasileiros (violência e discriminação), sem os contos de fadas.
     É a lona colorida de um circo real, com 17 fotografias e 19 crachás de rostos descoloridos marcados pelas decepções e fracassos da estrada da vida.”
     Jorge Aguiar- Foto documentarista
     
    trabalhadores (7)
    Serviço
    Exposição “O fio da Navalha/ Trabalhadores”.
    Período: de 2  a 31 de maio.
    Local: Solar dos Câmara – Assembleia Legislativa
    Diagramação Visual: Zezé Carneiro
    Colaboração no texto da jornalista Roberta Amaral
    Apoio cultural: Coral Brasil e Pablo Alles Rey (Cachaças Artesanais).

  • Retomada Mbyá Guarani: PGE faz reunião na aldeia de Maquiné

    ANA BARROS PINTO
    Os Mbyá Guarani vão apontar as áreas que consideram essenciais para a vivência espiritual e material da sua cultura e os técnicos da Fepagro vão mostrar os locais onde são feitas as pesquisas.
    Com base nesses dados será feito um mapa da área para a negociação.
    Esse foi o resultado da primeira rodada de negociação entre os Mbyá Guarani e os representantes do Estado do RS, após a suspensão da reintegração de posse no dia 4 de abril.
    A reunião ocorreu segunda feira (17/04) em Maquiné. Primeiro, o grupo técnico do Estado teve uma conversa na sede administrativa; depois foi encontrar os indígenas na aldeia (Tekohá  Ka’aguy Porã), uma área dentro da mata onde o grupo vive desde a retomada, no final de janeiro.
    A ideia de mapear a área se mostrou uma necessidade para a negociação pois simplesmente dividi-la, como foi a primeira proposta do governo, destinando uma parte dos 356 hectares aos indígenas, não foi aceita por eles.
    Ficou claro aos presentes a complexidade das visões distintas de mundo: os mbyá guarani não tem o sentimento de posse, da cerca da propriedade, e sim do usufruto, do livre acesso à natureza. O cacique André Benites questionou: se colocam uma divisória perto do rio, como a criança vai fazer para se banhar?
     
    Ameaça versus respeito
    É a dimensão espiritual Mbyá Guarani que está definindo as ações do grupo, e por isso a possível violência embutida numa ação de reintegração de posse – se o povo mbyá não saísse da área a retirada poderia ser à força com a Brigada Militar- foi manifestada como a grande preocupação na abertura da reunião.
    Os caciques falaram com muita firmeza sobre a ameaça da reintegração.  José Cirilo enfatizou o significado espiritual da retomada para o povo Mbyá. “Aqui é nosso Tekohá, é lugar sagrado, quem nos guia é Nhanderú”. E deixou claro que por isso eles não deixarão o local. “Se vierem nos tirar vamos dar nossos corpos, mas as crianças vão ficar para que o nosso povo tenha um futuro”. André Benites reforçou: “se a polícia vier não será pra abraçar, vai ser pra bater, ficarei orgulhoso em morrer pelo nosso povo, nossos filhos tem que crescer aqui, o futuro está aqui”.
    Eles pediram aos presentes que levem ao governo o pensamento Mbyá Guarani: “aqui é lugar sagrado, esse valor deve ser considerado, respeitado e cada vez mais fortalecido. As crianças estão aprendendo a lidar com a mata, com cobra, aqui tem onça pintada, tem o espírito da mata.” Eles acreditam que se o Estado entender, todos vão ganhar: “o próprio Estado, a sociedade, todos nós”.
     
    O procurador Luiz Fernando Krieger também manifestou preocupação com a possibilidade do uso da força. “Por isso pedimos a suspensão da reintegração de posse. Viemos aqui ver como os Mbyá Guarani vivem, compreender um pouco melhor a espiritualidade de vocês e buscar um acordo”.
    Para alguns, visitar a aldeia estava sendo a primeira experiência de caminhar numa mata nativa. A observação foi da coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da PGE, procuradora Fabiana Barth, agradecendo aos indígenas pela oportunidade e recepção com cantos e danças tradicionais.
    Todos se manifestaram no sentido de construir um acordo.  Estavam presentes os procuradores Silvio Jardim, representante da PGE no Conselho Estadual de Política Indígena (CEPI) e o coordenador da Diretoria de Direitos Humanos da Apergs, Carlos César D’Elia; o coordenador do CEPI Rodrigo Venzon; técnicos das Secretarias do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Rural e da Agricultura; e o diretor da ex-Fepagro Litoral Norte Rodrigo Fravetto. Participaram também representantes das ONGs apoiadoras da retomada: Anama (Ação Nascente Maquiné)  e Aepim (Associação de Estudos e Projetos com Povos Indígenas e Minoritários), além da Raiz Movimento Cidadanista.
    Nos próximos dias será feita a caminhada pela mata para mapear as áreas dos indígenas. Ignácio Kunkel, da Secretaria de Desenvolvimento Rural, foi indicado para acompanhar os indígenas no mapeamento pela mata. O objetivo do grupo é concluir a negociação no prazo dos 30 dias a partir da suspensão da reintegração de posse.
     
     

  • Bancários definem agenda de mobilização até a greve geral do dia 28

    Uma assembleia  decidiu por unanimidade na noite da terça-feira, 18/4, no auditório da Casa dos Bancários, participar da greve geral de 28 de abril, chamada pelas centrais sindicais.
    Os bancários definiram também um “calendário de mobilização e luta” e marcaram uma assembleia organizativa para 27 de abril, a partir das 18h30, no mesmo local.
    A greve geral é “uma resposta aos ataques aos direitos dos trabalhadores que o governo de Michel Temer (PMDB) tem operado em conluio com a Câmara dos Deputados”.
    O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, explicou que a participação dos bancários é fundamental  no dia 28. Isso porque os bancários já são alvo das reformas justificadas como modernizadoras das relações de trabalho.
    A aprovação da terceirização, o substitutivo da Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência não ameaçam somente as conquistas dos bancários, mas vão causar desemprego. Gimenis contou que uma reunião, há duas semanas, em São Paulo, no Comando Nacional dos Bancários, acrescentou duas outras pautas àquelas que devem mobilizar os trabalhadores a participarem ativamente.
    “O consenso dessa reunião é que os bancários devem fazer um grande esforço para participar, porque, além dos ataques dos golpistas nos nossos direitos, temos a questão do emprego e o ataque aos bancos públicos. A perspectiva é de redução da nossa categoria com as reestruturações nos bancos públicos e o banco do futuro. Com a terceirização, haverá perda de postos de trabalho. Isso até já está acontecendo. Os banqueiros de bancos privados não vão querer contratar trabalhadores com direito a PLR, vales e todas as nossas conquistas. Nos bancos públicos não vai ser diferente”, analisou Gimenis.
    A Reforma Trabalhista é perversa porque chega num momento em que precisamos voltar a lutar pela preservação dos empregos. O negociado sobre o legislado impõe que as negociações com os patrões possam até mesmo acabar com 13º e férias. O trabalhador desempregado fica com medo de lutar e aceita trocar direitos pela manutenção do seu emprego”, explicou Gimenis.
    Por outro lado, Gimenis exaltou o momento oportuno da greve geral para pressionar o governo Temer e o Congresso Nacional a recuar nas reformas. “O negociado sobre o legislado permite que os bancos contratem temporários nos períodos da nossa greve. Isso é para enfraquecer o nosso movimento. Participar da greve e dos atos no dia 28 de abril é fundamental. O governo Temer não tem popularidade e já vimos que pressão na Câmara dos Deputados faz eles recuarem”, acrescentou Gimens, referindo-se à ocupação da Câmara dos Deputados em Brasília, no mesmo dia da assembleia e que fez os deputados recuarem na proposta de Reforma da Previdência, reduzindo, por exemplo, o tempo de trabalho para aposentadoria integral de 49 anos para 40 anos.
    Agenda da mobilização
    O diretor de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, informou sobre a disposição e unidade de todas as centrais sindicais de mobilizarem trabalhadores de suas bases a participarem da greve geral. “A greve geral só cresce. Ela poderá ser um grande divisor de águas. Os golpistas querem aprovar todos esses ataques até junho. Por isso essa greve é muito importante. O judiciário só vai tomar uma medida, como julgar a terceirização inconstitucional, se tiver pressão”, explicou Ademir.
    O diretor da CUT-RS disse que as centrais acordaram uma agenda de mobilização que envolve panfletagens nos espaços de maior circulação populacional, espalhar outdoors pela Região Metropolitana e ações no dia da greve, tendo até configurado um Comando da Greve Geral que se reúne diariamente. “Está nas nossas mãos fazer uma grande greve geral e convencer cada colega para a gente virar este jogo”, acrescentou Ademir.
    Calendário de mobilização da GREVE geral
    Na Esquina Democrática: Até o dia 28 de abril, dia da greve geral, as centrais sindicais manterão barracas na Esquina Democrática em Porto Alegre, para panfletagem e mobilização da população. Quem puder participar é só aparecer e se identificar.
    Quinta-feira, 20/4: Panfletagem na Rodoviária de Porto Alegre de informativo unificado das centrais sindicais durante todo o dia, para aproveitar o movimento de saída dos trabalhadores para o feriado de Tiradentes.
    Domingo, 23/4: Mateada no Parque da Redenção em Porto Alegre, a partir das 10h,  junto ao Monumento do Expedicionário, para  panfletagem e corpo-a-corpo com trabalhadores para motivar a participação na greve geral.
    Quinta-feira, 27/4: Assembleia Organizativa dos bancários, a partir das 18h30, no auditório da Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre). Vamos organizar a nossa participação na GREVE GERAL.
    Sexta-feira, 28/4: GREVE GERAL NACIONAL em defesa dos nossos direitos e contra a Reforma da Previdência, Trabalhist a terceirização e o golpe nos nossos direitos.

  • Lei de Recuperação dos Estados é aprovada, mas Sartori ainda não tem o que comemorar

    Foi aprovada na noite de terça-feira, por 301 votos a favor, 127 contra na Câmara de Deputados, o texto base da PLP 343/2017, a Lei de Recuperação do Estados, que permite uma suspensão por três anos do pagamento da dívida estadual com a União.
    A lei também impõe aos estados que queiram a ajuda uma série de contrapartidas, como elevação de contribuição à Previdência, redução de incentivos tributários e privatizações.
    Para o governo do Rio Grande do Sul a ajuda Federal é vital. O governador Sartori, que acompanhou a votação em Brasília, comemorou a votação apesar de cautela no discurso.
    “O que se está construindo agora é apenas o começo de um alívio. Mesmo não sendo o ideal é o necessário nesse momento. Essa não é uma solução definitiva.” disse o governador em entrevista a imprensa esta manhã no Palácio Piratini.
    O projeto ainda terá  votação dos 14 destaques, que não foram apreciados, e que ainda estão em discussão na Câmara de Deputados.
    Uma delas, que pretendia a retirada das contrapartidas dos Estados já foi rejeitada por 302 votos a 98.
    A PLP 343 ainda seguirá para o Senado.
    Se em Brasília as notícias são favoráveis, no Rio Grande do Sul o cenário é incerto.
    A PEC 259, que suspende a exigência de plebiscito para a privatização das três estatais do setor de energia – Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás, ainda está longe de ser aprovada.
    Sartori hoje tem garantidos, até o momento, 26 votos, dos partidos da base aliada.
    O PDT, que até duas semanas estava no governo, se declarou contra o projeto.
    Restariam cinco votos do PTB que hoje está dividido. Mesmo que todos esses votos forem favoráveis à PEC, Sartori teria 31 votos, ainda insuficientes já que precisa de 33 para a aprovação do projeto.
    O Governo sabe que terá dificuldades para aprovar a retirada do plebiscito na Assembleia Legislativa, por isso, mesmo que não admita publicamente já pensa que o referendo sobre as extinções das Companhias Estatais seja realizado.
     
     

     
     
     

  • Unidade médica no Parque Marinha oferece consultas para doenças gastrointestinais 

    Projeto itinerante da saúde estará em Porto Alegre até amanhã realizando orientação médica gratuita de gastroenterologistas e pediatras à população.  A unidade médica móvel adaptada em uma carreta com consultórios está no estacionamento do Parque da Marinha do Brasil, e o atendimento é das 8h às 17h.
    O projeto “Movimento Brasil sem Parasitose” é uma iniciativa da Federação Brasileira de Gastroenterologia com o apoio da FQM Farmoquímica e está percorrendo este ano 14 cidades do País, com o objetivo de reduzir a ocorrência das doenças parasitológicas, evitando consequências severas e o óbito, bem como avaliar as doenças do sistema digestório (boca, estômago, esôfago e intestinos), tais como refluxo esofágico, gastrite, úlceras, prisão de ventre, diarreias, infecções intestinais, entre outras.
    Embora mais prevalentes nas regiões carentes de saneamento básico, existe a necessidade de conscientizar a população das regiões metropolitanas, que as parasitoses atingem todas as camadas socioeconômicas da população, nas diversas faixas etárias.
    Em 2016, o projeto percorreu 11 cidades brasileiras e, em 2017 serão 14 cidades atendidas, distribuídas nas 5 regiões do país
    O Movimento Brasil Sem Parasitose começou na semana passada, a sua segunda expedição social pelo país. O objetivo da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) é reduzir a ocorrência das doenças parasitológicas, evitando consequências severas e o óbito. Para isso, conta com o apoio da FQM Farmoquímica.
    O interesse da população pelo tema, demonstrado pelo acesso às redes sociais do projeto e intensa procura por atendimento na Unidade Móvel Itinerante, não surpreendeu a Federação Brasileira de Gastroenterologia. Afinal, segundo a OMS, as parasitoses são as doenças mais comuns do mundo: atingem cerca de 50% da população mundial e são responsáveis por relevantes consequências negativas na saúde dos indivíduos adultos e crianças. No Brasil, de cada 3 pessoas, uma sofre com alguma parasitose, e considerando somente as crianças, a prevalência aumenta: de cada duas, uma está infectada.
    Incidência
    No ano passado, os 173 médicos gastroenterologistas e pediatras que participaram do projeto atenderam cerca de 10 mil pacientes nas 11 cidades percorridas, e as principais queixas relatadas pelos pacientes foram:
    • 48% dores abdominais e cólicas;
    • 43% azia;
    • 38% barriga constantemente inchada;
    • 31% diarreia, entre outros sintomas.
    “Avaliar os riscos de parasitose da população brasileira, tanto individuais quanto coletivos, é essencial para orientar as ações de prevenção, o tratamento antiparasitário e, principalmente, para promover a melhoria da saúde e da qualidade de vida dos cidadãos”, ressalta Dr. Flávio Quilici, novo presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia.
    Informação
    Conhecendo a efetividade das atividades culturais como forma de transformação da população, em 2017, além do projeto social, acontecerão apresentações e oficinas teatrais gratuitas abertas aos públicos de todas as idades, nas mesmas praças onde haverá o atendimento na Unidade Móvel.
    Movimento
    É um projeto social e educacional, alinhado às diretrizes da OMS de controle de parasitoses intestinais, que leva orientação à população por meio do site, das redes sociais e, também, atendimento gratuito à população na Unidade Móvel de Saúde. A equipe de atendimento à população é formada por cerca de 20 profissionais da saúde, entre médicos gastroenterologistas, enfermeiros e agentes de saúde que auxiliarão no trabalho de orientação e prevenção das parasitoses.
    Os principais temas abordados são a importância de hábitos de higiene pessoal e doméstica que evitam a transmissão de parasitas, e o correto tratamento antiparasitário para o controle de doenças, que deve ser prescrito por médicos.Com 52m2, o caminhão adaptado possui três consultórios médicos, com capacidade para cerca de 200 atendimentos por dia. Na primeira etapa do atendimento serão coletadas informações socioeconômicas, seguida de uma triagem realizada por enfermeiros e atendimento com médicos gastroenterologistas e gastroenterologistas pediátricos. Ao final, os pacientes são encaminhados por uma sala temática educativa para orientação prática sobre hábitos de higiene pessoal e doméstica, apresentados por uma equipe de agentes de saúde.
    Esse trabalho social e educacional permite à população brasileira adquirir conhecimentos sobre saúde e higiene, tornando-a multiplicadora das soluções dos problemas de saúde comunitária a partir de simples mudanças de hábitos de higiene pessoal e familiar, bem como desmistificar que as parasitoses são doenças exclusivas de pessoas que vivem em áreas críticas de saneamento básico.
    Além das parasitoses, o Movimento também apresentará à população as patologias tratadas pelo médico gastroenterologista e que acometem o sistema digestório (boca, estômago, esôfago e intestinos), tais como refluxo esofágico, gastrite, úlceras, prisão de ventre, diarreias, infecções intestinais, entre outras.
    Parasitoses intestinais
    Embora mais prevalentes nas regiões carentes de saneamento básico, as parasitoses atingem todas as camadas socioeconômicas da população, nas diversas faixas etárias. Mesmo as pessoas cuidadosas com a higiene pessoal e familiar e que vivem em regiões de saneamento adequadas estão expostas às parasitoses intestinais. Isso se deve ao fato de diariamente estarmos em contato com outras pessoas que podem estar infectadas, seja na rua, em casa, no trabalho, na praia ou em qualquer lugar.
    Além das condições precárias de higiene, as dificuldades econômicas e o desconhecimento sobre medidas preventivas são fatores que também contribuem para que as populações menos favorecidas se tornem alvo da proliferação das parasitoses intestinais.
    As parasitoses prejudicam a saúde e podem ter consequências graves para adultos e crianças, por isso, precisam ser prevenidas e tratadas adequadamente. Em função da alta prevalência de poliparasitose, ou seja, a infestação por mais de um parasita, a OMS recomenda tratamentos de amplo espectro de ação.
    A prevenção, o tratamento e o controle de verminoses podem ser feitos a partir da adoção de medidas simples no cotidiano familiar e domiciliar, como o hábito de lavar as mãos frequentemente, higienizar adequadamente os alimentos antes do consumo e evitar andar descalço.

  • Servidores municipais fazem paralisação nesta quarta-feira

    Os servidores municipais de Porto Alegre fazem greve nesta quarta-feira (19).
    O dia de paralisação começa às 7 horas, em frente ao Hospital Pronto Socorro, e dali segue até o Paço Municipal, onde chegam por volta das 9 horas e passam o resto da manhã. O sindicato dos médicos anunciou na véspera que vai aderir.
    Às 14 horas, o sindicato dos municipários (Simpa) faz uma assembleia ao ar livre, no Largo dos Açorianos. Denunciam o “viés terceirizante” do governo Marchezan.
    Na pauta, mais do que a data base e a reiterada ameaça de atraso dos salários dos servidores pelo prefeito Marchezan Junior.
    O Simpa denuncia que a Prefeitura não paga há dois meses os salários dos terceirizados da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc). E também não contrata os concursados.
    Na segunda-feira (17), o sindicato entrou com uma representação no Ministério Público exigindo que a Prefeitura nomeie os aprovados em concursos para a Guarda Municipal e a Fasc.
    As nomeações são esperadas desde o governo anterior, e está demonstrado que a contratação de serviço terceirizado custa muito mais aos cofres municipais, além de precarizar os serviços.
    Também na segunda-feira, no Ginásio Tesourinha, servidores municipais da área de esporte, recreação, lazer e educação e as alunas da terceira idade do ginásio organizaram uma tarde de atividades para reivindicar que seja revista a extinção da Secretaria de Esportes, Recreação e Lazer (SME). Teve brechó, música e dança, além de um abraço simbólico ao ginásio de esportes.
    O doutor em Educação Jonas Tarcísio Reis, diretor geral do Simpa, denunciou também a demissão de mais de 700 garis do DMLU e uma centena de merendeiras e serventes de limpeza nas escolas municipais.
    Os municipários vêm demonstrando capacidade de mobilização. A paralisação desta quarta-feira foi deliberada dia 11, numa assembleia no centro de eventos do parque Harmonia.
    O Simpa também lembra que o governo municipal ainda não recuperou os recursos desviados nos escândalos de corrupção que marcaram o final do mandato de José Fortunati, no DEP, na Fasc, no DMLU.
    Num contraponto, na tarde desta terça-feira (18) o prefeito Marchezan Junior foi receber pessoalmente os 44 profissionais contratados para preencher as equipes do Programa Saúde da Família: 14 médicos, 12 técnicos de enfermagem, quatro enfermeiros, 11 agentes comunitários, dois dentistas e um farmacêutico. Das 228 equipes do programa, 32 estavam sem médico no início do ano.
    A mobilização dos servidores é mais ampla. Além das questões locais, a assembleia desta quarta-feira serve também para decidir como será a participação na greve geral programada para o dia 28 em todo o Brasil.

  • Jornalista da TVE é ameaçado de demissão por comentário no Facebook

    O presidente da Fundação Piratini, Orestes de Andrade Junior, nomeou uma Comissão de Processo Administrativo Disciplinar para apurar a falta funcional do jornalista Alexandre Leboutte, por comentários feitos no Facebook.
    Claudio Robes do Nascimento, Luiz Gustavo da Rosa Morais e Marcelo Vasconcelos da Silva integram a comissão que tem 30 dias para apurar os fatos, que podem levar à demissão, por justa causa, de Leboutte, funcionário concursado com 20 anos no serviço público.
    O ato foi publicado no Diário Oficial do dia 31 de março de 2017. A comissão tem 30 dias a partir daí para apresentar suas conclusões.
    O presidente da Fundação Piratini se considera ofendido por comentários feitos por Leboutte no Facebook a respeito de uma reunião com o jornalista Juarez Fonseca. Ele recebeu o jornalista e falou dos seus planos para a TVE e FM Cultura, que pertencem à Fundação Piratini, que está em processo de extinção.
    Em sua página no Facebook, Juarez Fonseca se disse impressionado com os planos de Orestes para a TVE e FM Cultura, como emissoras públicas.
    Leboutte rebateu, dizendo que Orestes mente para esconder os verdadeiros planos do governo do Estado, para entregar a rádio e a TV a grupos ligados ao PMDB. Junto com Laboutte estão sendo arrolados outros quatro funcionários, por terem “curtido” os seus comentários na página de Juarez Fonseca: Isa Bonorino, Lilian Situentes, Matheus Rosa e Marta Koth.
    Reprodução da conversa na página de Juarez Fonseca, em 28/03/2016:

    Juarez Fonseca:
    “TVE E FM CULTURA CONTINUARÃO

    @ Hoje estive durante mais de uma hora com o presidente da Fundação Piratini, Orestes de Andrade Jr., por convite dele. Foi uma conversa franca, da qual saí bem impressionado com as ideias que Orestes tem para a TVE e a FM Cultura. Me garantiu ser uma questão de honra para ele a preservação das duas emissoras e, mencionando vários números e razões, argumentou que a Fundação Piratini tornou-se com o tempo uma instituição pesada, onerosa e, enfim, insustentável. Será de fato extinta. Contou também que a tevê e a rádio estão passando por reestruturações e que, já no início de abril, o horário nobre da TVE será ocupado por uma nova e diversificada programação inteiramente local. Espero sinceramente que os planos e projetos de Orestes deem certo. E agradeço por ter me convidado para uma conversa direta e sem preconceitos.
    Mas ficarei de olho.”

    Comentário de Alexandre Leboutte:
    Orestes deveria ser pastor. Ia ficar milionário enganando incautos. Caro Juarez, respeito muito teu trabalho. Converse com os funcionários da Fundação Piratini. Orestes mente muito, mas muito mesmo. A programação continua sendo feita por funcionários concursados, mesmo essa mudança para o horário entre 18h e 20h que está sendo proposta. É feita por gente concursada. Não tem como ser feita sem funcionários. Mesmo que fiquem os 30 CCs e passem a terceirizar alguma coisa, ainda precisa de muito funcionário concursado para pôr a TVE e a FM Cultura no ar, pois somos nós – e os que por lá passaram – que fazemos há tempos o que se conhece por TVE e FM Cultura. Outra mentira do Orestes: recursos foram aprovados pela Lei Rouanet para a Fundação Piratini utilizar em sua programação. Porém, com muita cara de pau da atual gestão, a titularidade do projeto (e a gestão dos recursos) foi repassada para uma “Associação de Amigos” formada apenas por quadros do PMDB, a começar pelo presidente e vice. Posso te comprovar cada linha. Tenho cópias de documentos, inclusive o que transfere a titularidade da captação de recursos da ordem de R$ 7 milhões. Por que terceirizar e quarteirizar o uso desse dinheiro? SErá que alguém está ficando com uma beirada?”
     
    Obs. Quando falo em alguém levar “uma beirada” é no sentido de que, quando tem um ou dois intermediários, obviamente alguém ganha comissão. Fui procurar um dos projetos da Leii Rouanet e o valor que receberá o responsável pela captação é de R$ 100 mil.
     
    Fico à disposição pra falar.
    Obrigado.
    Abç.
    Alexandre Leboutte
  • Simpa aciona MP pela nomeação de concursados da Guarda Municipal e Fasc

    Um grupo formado por representantes do Sindicato dos Municipários (Simpa) e dos concursados não nomeados para a Guarda Municipal e para a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), denunciaram hoje (17) ao Ministério Público do Estado, que a Prefeitura de Porto Alegre mantém contratos irregulares que poderiam deixar de ser renovados se os concursados forem nomeados. 
    Atualmente, a Prefeitura mantém funcionários terceirizados mesmo com contratos já vencidos. Segundo eles, são 290 concursados não nomeados da Guarda, 314 educadores sociais, 55 assistentes sociais e 73 psicólogos esperando a nomeação.
    O promotor de Justiça Nilson de Oliveira Rodrigues Filhos registrou a nota. O caso será repassado à Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre e Especializada Criminal – Crimes Licitatórios
    O grupo considera que há precarização do serviço público, em razão de contratos mantidos pela Prefeitura com empresas terceirizadas. 
    O concurso vigente para o quadro da Guarda Municipal foi realizado em dezembro de 2015 e homologado em junho de 2016. Foram 290 aprovados. Nei Coronel, integrante da comissão dos aprovados, defende que não há necessidade de criação de novas vagas. Ele alega também que a Prefeitura gasta mais com terceirizados do que seria necessário para chamar os aprovados.
    A comissão apresentou um estudo técnico, analisando os custos dos contratos e comparando com o custo por servidor concursado. Segundo este levantamento, a Prefeitura tem atualmente oito contratos de segurança terceirizada, totalizando R$ 15 milhões no período de um ano. O cálculo aponta que o valor seria suficiente para contratar 333 guardas municipais.
    Nei Coronel defende que a situação precariza o serviço prestado pela Prefeitura. Ele cita o caso do Postão da Vila Cruzeiro. “Os médicos só trabalham porque a Guarda está lá. Tem uma guarnição da GM e dois terceirizados armados no mesmo posto. Só que os terceirizados só têm porte intramuros, não podem atender ocorrência além da porta do Postão”, afirma.
    Eles pediram que o Ministério Público faça o “controle da legalidade da manutenção de pagamentos a empresas terceirizadas mesmo com contratos já vencidos, que vêm ocorrendo na Fasc e na Guarda Municipal, tudo em detrimento da nomeação dos cargos efetivos, com burla à regra constitucional do concurso público”.
    A argumentação é subsidiada por notas técnicas elaboradas pela assessoria do Simpa e documentos referentes aos contratos, reunidos pela comissão dos aprovados.

  • Estado investe R$ 1,5 milhão em armamento para Polícia Civil e Susepe

    A Polícia Civil e a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) contam com 377 novas armas. Além das armas, 216,8 mil munições, 240 granadas e 40 tubos de gás antitumulto. Também foram entregues dispositivos eletrônicos incapacitantes (Sparks) e espargidores (gás lacrimogêno e spray de pimenta).
    O investimento é de R$ 1.537.126,57 e os recursos são do governo do Estado. A entrega dos novos equipamentos foi realizada nesta segunda-feira, 17, na sede da Secretaria de Segurança Pública, com a presença do governador José Ivo Sartori, do secretário de Segurança Pública, Cezar Schirmer, do chefe de Polícia, Emerson Wendt, e da superintendente da Susepe, Ane Stock.
    Novos armamentos foram entregues na manhã desta segunda-feira / Luiz Chaves/Palácio Piratini
    Novos armamentos foram entregues na manhã desta segunda-feira / Luiz Chaves/Palácio Piratini

    Os equipamentos vão para os departamentos, divisões e delegacias especializadas da Polícia Civil. Na Susepe, serão atendidas as demandas das nove regiões penitenciárias, da Divisão de Segurança e Escolta e do Grupo de Ações Especiais (Gaes).
    Durante o ato da entrega do material na sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o governador José Ivo Sartori defendeu o trabalho de prevenção, mas enfatizou que, ao mesmo tempo, “temos que demonstrar força na repressão para que os que insistem em ficar do lado da criminalidade saibam que o crime não compensa”.
    Sartori afirmou que o país precisa urgentemente de um novo modelo penitenciário. “A impunidade não pode vencer a sociedade. A impunidade precisa ser atacada. Tenho a convicção que temos que mudar todas as leis penais do nosso país. Elas são frágeis e favorecem a impunidade”, ressaltou
    Os novos armamentos:
    Polícia Civil
    51 carabinas, calibre 5.56, modelo IA2, marca Imbel
    Armamentos destinados aos departamentos, divisões e delegacias especializadas
    Investimento: R$ 397.887,21
    Susepe
    Armas
    92 espingardas calibre 12, marca CBC (R$ 190.255,08)
    30 dispositivos eletrônicos incapacitantes (Sparks) (R$ 123.000,00)
    200 pistolas .40, modelo PT840, marca Taurus (R$ 281.686,00)
    4 carabina 5.56, modelo IA2, marca Imbel (R$ 30.523,28)
    Investimento total para compra de armas: R$ 625.464,36
    Munição
    4.800 munições, marca CBC (R$ 14.880,00)
    40 Espargidores (Tubo de gás antitumulto) (R$ 18.522,00)
    240 granadas (R$ 49.473,00)
    212.000 munições para treinamentos, destinado ao curso de formação dos agentes penitenciários, marca CBC (R$ 430.900,00)
    Armamentos e munições destinados às nove regiões penitenciárias do Estado; Divisão de Segurança e Escolta da Susepe; e Grupo de Ações Especiais da Susepe (Gaes)
    Investimento total para compra de munições: R$ 513.775,00