Após visitas da Vigilância Sanitária constatarem por duas vezes problemas no supermercado Zaffari Ipiranga, o grupo Zaffari esclareceu que já está adotando procedimentos para corrigir as falhas. Além de reforçar o controle de qualidade, a empresa afirmou que esta loja está passando por uma reforma. Os setores de rotisseria, padaria, confeitaria e açougue estão passando por uma revitalização com substituição de equipamentos.
No último domingo, a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (CGVS/SMS) fez uma visita ao local e constatou produtos fora da validade, além de problemas nas câmaras frias. A mesma situação havia sido constatada em outra visita, em setembro de 2016. Nesta quinta-feira, na loja do bairro Meninos Deus, a vigilância apreendeu 28 iogurtes fora da validade, após denúncia feita pelo telefone 156.
Na segunda-feira, quando foi noticiada a visita da Vigilância Sanitária, a empresa lançou nota afirmando que os produtos apreendidos não estavam expostos para comercialização. A nota dizia ainda que 26 novos equipamentos estavam sendo instalados e que as lojas da rede são atendidas por quatro técnicos veterinários.
A reportagem do Jornal JÁ entrou em contato com a assessoria de imprensa do Grupo Zaffari para marcar uma entrevista para detalhar as adequações que estão sendo providenciadas. O Zaffari porém, só se manifestou através de nota.
Confira a íntegra:
“A empresa informa que está reforçando os procedimentos e as orientações junto à equipe de controle de qualidade da loja.
Cabe lembrar que, no momento, a loja também passa por uma reforma que está revitalizando as áreas de rotisseria, padaria, confeitaria e açougue, com a substituição dos equipamentos de refrigeração e a modernização das áreas de trabalho.”
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Em nota, Zaffari diz que está fazendo reformas e reforçando o controle
Ônibus em Porto Alegre: tarifas sobem acima da inflação há duas décadas
Felipe Uhr
As empresas responsáveis pelo transporte público da capital anunciaram que vem aí um pedido de aumento tarifa, hoje em R$3,75.
Em agosto do ano passado os consórcios já alegavam defasagem e estimavam que para “manter o equilíbrio dos contratos” a passagem deveria custar R$ 4,20.
O então diretor-presidente da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), Vanderlei Capellari admitiu o “o problema” mas empurrou para a frente.
O atual Secretário de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Elizandro Sabino também não mencionou valor mas disse que a Prefeitura já trata do assunto.
Se mantiverem os cálculos de agosto o reajuste será de 12% quase o dobro do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) que foi de 6,29% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou essa semana.
O aumento acima da inflação segue uma tendência a mais de duas décadas. Desde o Plano Real, em 1994 , o reajuste da tarifa de ônibus tem sido acima da inflação. No período de 23 anos, superou em quase o dobro o índice da inflação.
Os dados são do economista da FEE, André Augustin. Nesse período De lá para cá o IPCA foi de 421,40% enquanto a passagem do transporte foi de 913,51 %
Veja abaixo o gráfico que compara os dois índices:
Fonte: Economista André Augustin Associação dos Amigos da TVE já busca recursos para a programação de 2017
Antes mesmo de se confirmar a extinção da Fundação Piratini, que administra a TVE e a FM Cultura, a Associação dos Amigos da TVE, organização criada para assumir a administração das emissoras já está assumindo o controle da emissora.
A associação já está buscando recursos para financiar a produção de programas para 2017. A associação recebeu duas autorizações para captação produção de conteúdo, no valor total de R$ 12,9 milhões. Na terça-feira (10) foram publicados dois editais de liberação para captação de recursos via Lei Rouanet: um de R$ 4,8 milhões e outro de R$ 8,1 milhões. Tudo em nome da Associação de Amigos da Fundação Piratini. A informação estava na coluna política da edição desta quarta-feira do Correio do Povo.
Segundo a assessoria de imprensa da Fundação Piratini, apenas a liberação no valor de R$ 4,8 milhões é para a AATVE, o outro valor de R$8,1 milhões seria para a Fundação Educacional Padre Landel de Moura ( Feplam).
A associação foi criada em junho de 2016, algumas semanas após mobilização dos funcionários das emissoras contra o Projeto de Lei 44/2016. Na época, a reunião realizada a portas fechadas dentro da sede da Fundação Piratini, gerou fortes críticas por conta dos servidores da casa, que já temiam a extinção da entidade.
A diretoria é formada pelo escritor Dilan Camargo (presidente), o jornalista Flávio Dutra (vice-presidente), a jornalista Jussara Silva (tesoureira), o médico Aury Hilario (2º tesoureiro), a funcionária da TVE Lais Porcellis (secretária) e o jornalista Flávio Porcello (2º vice-presidente). O Conselho Fiscal é integrado pelos jornalistas José Antonio Vieira da Cunha, João Batista de Melo Filho, Rogério Caldana , todos ex-presidentes da Fundação Piratini, e pela ex-funcionária da TVE Liana Zogbi.Maiojama desmente boatos sobre interesse nos terrenos da Fundação Zoobotânica
Apesar de ser uma das maiores incorporadoras imobiliárias da capital gaúcha, a Maiojama ( setor imobiliário do grupo RBS Participações) publicou na quarta-feira uma nota oficial em sua página do facebook desmentindo qualquer interesse em terrenos públicos e especialmente nos 39 hectares do Jardim Botânico.
Isto porque durante aquela tarde circularam boatos nas redes sociais, que a Empresa não só tinha o interesse mas de que estava certa a compra dos terrenos que hoje compõe o Jardim Botânico e a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB) que teve aprovada sua extinção no final do ano na Assembleia Legislativa. A FZB possui 39 hectares numa das áreas mais valorizadas da capital e 620 ha em Sapucaia do Sul, área do Jardim Zoológico. e da Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo.
Na nota a empresa desmente a informação e diz que “não há e nunca houve interesse em adquirir e tampouco edificar sobre o Jardim Botânico de Porto Alegre, ou qualquer outra propriedade pública”.
Leia abaixo a nota de esclarecimento na íntegra:
Em resposta a boatos que circulam por redes sociais, a Maiojama, por meio da presente nota, vem, em caráter oficial, esclarecer que não há, e nunca houve por parte desta empresa interesse em adquirir e tampouco edificar sobre o Jardim Botânico de Porto Alegre, ou qualquer outra propriedade pública. Qualquer informação em desconformidade com acima exposto, faltará, não apenas com a verdade, mas também com respeito aos leitores, a esta empresa e a seus clientes, que confiam na seriedade e ética do trabalho por ela realizado.
Alertamos que a veiculação e o compartilhamento de notícia falsa constituem ilícito civil e criminal passível de responsabilização.
A DireçãoPrefeitura autorizou aniversário do Sesc e Senac sem contrapartida na Redenção
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente confirmou que o evento de aniversário do Sesc e do Senac RS foi autorizado com dispensa de compensação financeira. A festa foi realizada no Parque da Redenção, no dia 18 de dezembro. A Redenção ficou lotada com mais de 30 mil pessoas que foram assistir ao show do sambista Zeca Pagodinho, além de outras atrações.
Em resposta por email, a SMAM alega que o evento foi liberado da contrapartida por ser considerado “de interesse social”, pela gestão anterior. Na semana passada, uma reportagem publicada pelo JÁ, mostrou que a prefeitura abre mão de cobrar compensação de grandes eventos, prevista na legislação municipal. Somente em dois eventos realizados em outubro no parque Farroupilha, o Município abriu mão de arrecadar mais de R$ 15 mil.
O argumento para as dispensas é o do interesse social do evento, entretanto, a legislação prevê que em caso de “eventos sociais, comunitários sem fins lucrativos, de interesse público” não será exigida a compensação desde que os eventos não estejam vinculados a marcas, produtos ou serviços de patrocinadores e de que não tenham impacto ambiental significativo ao local.
No email encaminhado pela reportagem à SMAM, foram solicitadas outras informações, relativas ao número total de eventos autorizados no parque ao longo do ano e do valor total arrecadado em contrapartida pela realização de eventos.
A assessoria de imprensa da SMAM informou que não teria como responder, pois a secretaria ainda não compilou os dados referentes a 2016.Marchezan diz que não tem dinheiro, ex-secretário diz que "é discurso"
O prefeito Nelson Marchezan Júnior declarou que Porto Alegre tem uma dívida que gira em torno de R$ 1 bilhão, o que dificulta o pagamento de salários e de fornecedores.
“A prefeitura foi deixada em uma situação catastrófica, que vai ser apresentada em breve. Temos mais despesas do que receita e algumas não há como cancelar. Será um ano em que vamos atrasar salários de servidores e atrasar pagamentos de fornecedores. Não tem como administrar um volume tão grande de dívidas e passar os recursos que temos para atividades que não são essenciais”, disse o prefeito.
Porém há quem diga que isso não passa de um discurso inicial de governo para justificar possíveis situações futuras e até a venda de ativos. O ex-secretário da Fazenda do governo Tarso Genro e de vários governos petistas da prefeitura afirmou que “a situação financeira da prefeitura municipal é sólida”.
Segundo ele, as finanças estão bem melhor do que as do Estado e se tem algum problema é conjuntural. “Em relação a receita corrente líquida, a dívida da prefeitura não passa de 16 por cento e os seus encargos não chegam a quatro por cento, enquanto no Estado a dívida equivale a 200 da receita e os encargos com ela são de 13%.
Tonolier ressaltou ainda que em relação ao gasto com pessoal ativo e inativo a prefeitura está dentro do limite prudencial em relação a Lei de responsabilidade Fiscal que é de 51,5% da receita. A prefeitura gasta 46,9% com salários de servidores em todos os níveis.
Ele explicou ainda que a situação conjuntural porque passam os municípios é causada por uma política econômica federal e estadual equivocadas que provoca recessão econômica, desemprego e uma consequente queda de arrecadação.
Os investimentos feitos nas últimas décadas mostram a solidez econômica do Município: destacando-se os investimentos em saneamento básico com o tratamento de 80 do esgoto e as grandes vias como a terceira perimetral.
Tonolier lembrou que quando Alceu Collares deixou a administração municipal o gasto com pessoal chegava a 98% da receita.Agronegócio reage a samba-enredo sobre a questão indígena
“Quando o agronegócio sofre com a ignorância e o preconceito” é o título de um artigo do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), José Zeferino Pedrozo, que circula nas redes sociais.
A “ignorância e o preconceito” a que se refere o articulista vem do samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense, que este ano escolheu como tema os povos do Xingu e que numa ala apresenta o agronegócio predador, responsável pelo etnocídio de índios, a poluição de rios e a destruição de florestas.
José Zeferino Pedrozo
“O Brasil”, diz Pedroso, “pode se orgulhar de ter uma agricultura forte, moderna, avançada e sustentável, responsável por garantir alimento farto e saudável a toda a população. Além da qualidade, o alimento produzido aqui é um dos mais baratos e acessíveis do mundo”.
Mais: ele afirma que “foi essa condição que permitiu ao País erradicar a fome, nas últimas décadas, e não os programas sociais do governo. Carnes, cereais, lácteos, frutas, oleaginosas, fibras, hortigranjeiros – nós somos autossuficientes em quase tudo”.
“O mundo reconhece a pujança brasileira na produção de comida. Por isso, somos líderes na exportação de carnes e grãos.”
“O nível de eficiência produtiva é elevadíssimo: conseguimos tudo isso ocupando menos de 30% do território nacional. E mais: a agricultura verde-amarela é altamente sustentável. O produtor produz e, ao mesmo tempo, preserva os recursos naturais porque sabe que essa conduta assegura a perpetuação da atividade. Prova disso é que 65% do território mantêm a cobertura florestal”.
“Por produzir a comida boa e barata que alimenta a Nação, a agricultura e o agronegócio deveriam ser os setores mais festejados e reconhecidos da sociedade brasileira. A imprensa especializada e as autoridades do setor já manifestam esse reconhecimento, mas, amplos estamentos da sociedade expressam profunda desinformação a esse respeito.”
“Só o mais tosco dos preconceitos ou uma visão ideológica coletiva insana e destorcida conduziria uma agremiação a esse desatino: ofender, difamar e caluniar uma parcela da sociedade brasileira formada por famílias rurais cujo trabalho tornou-se o último reduto do combate à crise econômica que castiga o País”.
“A agricultura e o agronegócio merecem respeito. Nosso total repúdio à Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense que, neste ano, conspurca vergonhosamente os princípios de paz, respeito e harmonia do carnaval brasileiro com inverdades históricas e negação da realidade”.
(Nota do Editor: Pode ser que uma generalização do agronegócio como predador seja um excesso carnavalesco, mas essa visão idílica dos abnegados que se arriscam para oferecer “a comida boa e barata que alimenta a nação” tira a autoridade da crítica).
As críticas de Pedroso se somam a muitas outras que a Imperatriz vem enfrentando nos últimos dias de parte do agronegócio por homenagear povos do Xingu. Diz o refrão do samba enredo:
“O índio luta pela sua terra,
da Imperatriz vem o seu grito de guerra!
Salve o verde do Xingu”
Cahê Rodrigues / Arquivo pessoal/CC
O tema “Xingu, o clamor que vem da floresta” foi criado pelo carnavalesco Cahê Rodrigues, 40, com o intuito de homenagear os indígenas da região e sua luta pela preservação da floresta e de sua cultura.
A música também critica o extrativismo insustentável, a hidrelétrica de Belo Monte e agradece aos irmãos Villas-Bôas, enquanto as alas mostram a exuberância da cultura indígena e os males que os afetam, como desmatamento, uso agressivo de agrotóxicos, queimadas e poluição.
Uma das fantasias, em especial, desagradou parte do setor do agronegócio.
Ela mostra um fazendeiro, com um símbolo de caveira no peito, a pulverizar agrotóxicos.
Em nota de repúdio, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) afirmou ser “inaceitável que a maior festa popular brasileira, que tem a admiração e o respeito da nossa classe, seja palco para um show de sensacionalismo e ataques infundados pela Escola Imperatriz Leopoldinense”.
No dia seguinte, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando também se manifestou contra a Leopoldinense.
A polêmica tende a esquentar.
Uma reportagem da Carta Capital sobre o assunto diz que “mais da metade das substâncias usadas aqui é proibida em países da União Europeia e nos EUA, e os agrotóxicos atingem 70% dos alimentos, segundo um dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Em um ano, um brasileiro terá consumido cinco litros dessas toxinas, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Responsáveis por 70 mil intoxicações agudas e crônicas anualmente em países desenvolvidos, os agrotóxicos também estão altamente associados à incidência de câncer e outras doenças genéticas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para elaborar o tema, o carnavalesco carioca estudou durante quase um ano os povos do Xingu, e passou quatro dias em uma oca, vivendo ao lado deles.
“Eu vi quanto o índio depende da floresta para sobreviver e quão forte é o contato com a terra, com o verde. Logo pela manhã, quando acordei, vi curumins brincando de correr atrás de borboletas, é a brincadeira preferida deles, e subindo em árvores para pegar uma fruta, descascar e comer com a mão. O índio é a própria natureza. E quando você agride a natureza, está agredindo diretamente a vida do índio”, conta Cahê.
O medo e a ameaça de uma nova invasão, de perderem seu espaço de direito, que os índios vivem quase diariamente, também marcou Rodrigues. “Pude sentir na pele essa angústia, e a Imperatriz não está inventando nada, faz parte da história do Brasil”.
Para ele, a ABCZ e outras empresas que seguiram a crítica foram precipitadas. “Nunca foi intenção agredir o agronegócio diretamente. A ala que leva o título de “fazendeiros e agrotóxicos” aponta o uso indevido da substância que mata os peixes, polui os rios e agride a vida dos índios e a nossa. Estamos falando do caos que cerca a vida do índio”.
Em outra passagem, o samba-enredo diz “o belo monstro rouba as terras dos seus filhos”.
Segundo o carnavalesco, é uma analogia à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e à desapropriação de terras de povos indígenas. Para a ABCZ, foi uma crítica a suas práticas: “Chamados de “monstros” pela escola, nós, produtores rurais, respondemos por 22% do PIB Nacional e, historicamente, salvamos o Brasil em termos de geração de renda e empregos”.
Capitólio retoma apresentação de filmes mas sala principal continua fechada
A Cinemateca Capitólio retomou sua programação regular de cinema desde a última terça-feira, 10, porém apenas a sala Multimídia, com lugar para 30 pessoas está disponível.
A sala principal, com capacidade para 164 pessoas, está fechada pois o projetor de 35 mm dificulta a exibição de filmes novos. “Já operamos 2016 com muita dificuldade em achar filmes variados” explica o funcionário da casa e programador do ano passado, Leonardo Bom Fim.
A compra do novo projeto digital está em andamento e deve ocorrer nos próximos dias. Os recursos são provenientes através da LIC (Lei de Incentivo à Cultura) e serão patrocinados pela Petrobras.
A sala principal deve operar regularmente em março, segundo o próprio capitólio.Juiza é agredida em redes sociais por defender direitos dos trabalhadores das fundações
A Juíza do Trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região (RS) Valdete Souto Severo vem sendo criticada violentamente nas redes sociais por ter atendido o pedido dos sindicatos de trabalhadores e determinado que o estado se abstivesse de demitir trabalhadores antes de haver negociações coletivas. A informação é do site Justificando.
Segundo a matéria, na madrugada do dia 21 de dezembro, a pedido do Governador, a Assembleia Legislativa do Estado, com 30 votos a favor e 23 contrários, aprovou a extinção da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), da Fundação Zoobotânica (FZB), da Fundação de Economia e Estatística (FEE), da Fundação Cultural Piratini (TVE e FM Cultura) e da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH). A votação foi intensamente criticada por ter se realizado na calada da madrugada, sem discussão com a população, em véspera de fim de ano.
Entidades que representam os trabalhadores ingressaram na Justiça do Trabalho para que houvesse uma negociação coletiva com os sindicatos antes dessa demissão em massa. O processo foi distribuído para Valdete, responsável pela 4ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, que atendeu ao pedido e determinou que o Estado se abstenha de demitir seus empregados até que houvesse negociação.
Deste então, a magistrada foi alvo de um discurso de ódio originado por um meme misógino na página no Facebook “Desouza Franja”, que traz a foto de Valdete escrita “Sou mesmo uma bitch. Essa juíza de Porto Alegre proibiu o governo de demitir funcionários de ONGs que recebem para não fazer nada. Esse é o Judiciário que nos ferra.”
Com quase mil compartilhamentos, a postagem gerou uma série de comentários misóginos como “Vagabunda”, “Puta”, “Juíza de merda” e ainda acusações de que trabalha para criminosos.
Valdete atua na defesa dos direitos trabalhistas, é pesquisadora do Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital (USP) e da Rede Nacional de Pesquisa e Estudos em Direito do Trabalho e Previdência Social (RENAPEDTS). Além disso, é Coordenadora e Diretora da Fundação Escola da Magistratura do Trabalho do Rio Grande do Sul (FEMARGS).
O grupo de mulheres que compõe a coluna Sororidade em Pauta, composta por Magistradas do Trabalho feministas que publicam artigos semanalmente no Justificando, manifestou repúdio aos recentes ataques misóginos praticados contra a magistrada. –“Antes de tudo, a dignidade da pessoa da juíza, assim como toda pessoa humana, é resguardada como fundamento do Estado Democrático de Direito e da República Federativa do Brasil. Além disso, o combate a toda forma de discriminação, incluindo a sexista, também é objetivo fundamental da nossa República”, diz a nota.
Sororidade em Pauta defende, ainda, que a tentativa de desqualificar a mulher protagonista em qualquer campo de atuação, mas sobretudo na magistratura, buscar intimidar a todas que ousam escolher seus caminhos. “Por isso, repudiamos a toda e qualquer forma de constrangimento sexista utilizada para silenciar a todas as magistradas e expressamos nossa total sororidade à valente Valdete”, finaliza.Marchezan corta verba do carnaval e fala em atraso de salários
FELIPE UHR
“O carnaval não terá recursos da prefeitura”. Assim falou o prefeito a imprensa, ao final da reunião, nesta terça-feira no Paço Municipal, entre integrantes da LIESPA ( Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre) e da UECGAPA (União das entidades carnavalescas do grupo de acesso de Porto Alegre) e três secretários municipais (Cultura, Fazenda e Parcerias Estratégicas.)
Desde o anúncio do corte de R$ 7 milhões para o evento, anunciado na última sexta-feira pelo prefeito Marchezan, as duas reuniões entre Prefeitura e os representantes das escolas de samba pouco mudaram o quadro.
Durante o encontro falaram os líderes das escolas, o secretário da cultura, Luciano Alabarse e o prefeito Nelson Marchezan.
Alabarse ressaltou que a questão central seria a força-tarefa para a captação de recursos privados para o evento.
Os dirigentes carnavalescos pediram que Marchezan pensasse a respeito do caso. O presidente da LIESPA, Juarez Gutierres ressaltou que a verba destinadas as escolas era indispensável. ” As escolas já contam com esses recursos desde abril” lembrou Gutierres.
” A situação é catastrófica!”, começou a falar Marchezan expondo os problemas financeiros da administração. Disse que “a cada dia despesas novas não contabilizadas aparecem”.
“Esse volume de despesas do ano anterior talvez seja o maior já visto” disparou Marchezan afirmando também que o déficit deixado pela administração anterior( já calculado em torno de R$1,1 bi pela atual gestão) é proporcionalmente muito maior que déficits deixado em administrações estaduais.
A crise anunciada pelo prefeito trará consequências ao funcionalismo público. “Ao longo do ano não haverá dinheiro para a folha salarial do servidores” lamentou o prefeito.
Marchezan colocou a prefeitura a disposição da LIESPA, para a captação de recursos privados. “Desde já começaremos os telefonemas” garantiu. Para esse fim, a atual gestão criou a Secretaria Municipal de Parcerias Estratégicas. “Tenho confiança nos meus secretários” ponderou Nelson.
Apesar da notícia ruim, os representantes não criaram conflito com o prefeito. Pelo contrário, a postura de Marchezan foi elogiada. ” Nunca nós fomos tratados com tanto respeito” exclamou o presidente da Estado Maior da Restiunga, Robson DIas o “Preto”. Ao final Marchezan foi convidado pessoalmente para a escolha das rainhas do carnaval que ocorrerá no próximo domingo, dia 15 no Porto Seco. O prefeito não confirmou sua presença mas fez dois pedidos: que não fosse jurado e umas aulas de samba.
Uma nova reunião já está marcada para a próxima segunda onde Prefeitura e escolas irão apontar e apresentar o andamento da busca de recursos privados. “Queremos que o carnaval seja independente” concluiu o prefeito.



