Uma nova visita da fiscalização realizada no último domingo, 8, no Supermercado Zaffari Ipiranga resultou na inutilização de 52 kg de carne bovina industrializada fora da validade (lotes com vencimento em 22 e 28 de dezembro e 2,4 e 6 de janeiro), além de 1 kg de mortadela em cartela vencida em 11 de dezembro e carne de ovino sem procedência (1,3 kg).
Em setembro, a Vigilância Sanitária já havia constatado irregularidades e inutilizado 162,2 kg de carne. Quase a totalidade era de carne embalada a vácuo. As vistorias foram realizadas a pedido da Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público.
Os técnicos da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (CGVS/SMS) também detectaram câmaras frias com presença de mofo, teto, piso e parede necessitando reparos, condensador precário e tubulação aérea precária, além de área de depósito dos alimentos com piso, parede necessitando de reparos e teto com problema de infiltração.
A médica veterinária Ana Helena Maia destaca que tal situação já havia sido apontada na vistoria de setembro de 2016, quando foram indicados os reparos necessários, não realizados de acordo com a visita do último domingo, 8. Entre as irregularidades constatadas destaca-se a ausência de responsável técnico (RT) pela loja, também apontado em setembro.
Ana Helena explica que, de acordo com normativa do Conselho Regional de Medicina Veterinária, um RT pode atender, no máximo, seis estabelecimentos. No caso do Zaffari, a médica veterinária explica que apenas um veterinário atende às 24 lojas instaladas na Capital. O estabelecimento recebeu auto de infração pela reincidência dos problemas. A ação do final de semana resultará em relatório ao Ministério Público. Participaram da vistoria os médicos veterinários Ana Helena Maia e Marcelo Páscoa, ambos da CGVS/SMS.
Categoria: Geral
Nova visita da vigilância apreende carnes e frios no Zaffari Ipiranga
Temer só para convidados
Matheus Chaparini
O presidente Michel Temer deixou Esteio no início da tarde desta segunda-feira com sua comitiva a bordo de dois helicópteros Blackhawk H60L da Força Aérea Brasileira.
Foi a primeira visita do presidente interino ao Rio Grande do Sul e seu primeiro destino este ano. Temer encerrou seu discurso afirmando que embarcaria em seguida para Portugal. “Entro no avião tranquilo porque sei que o governo vai dar certo porque nós temos o apoio do Rio Grande do Sul”.
Para que esse apoio pudesse se fazer notar, ao menos dentro do auditório onde ocorria a cerimônia de entrega de 61 ambulâncias para o Samu, uma grande operação teve de ser montada.
O local escolhido foi o Parque de Exposições Assis Brasil, conhecido como parque da Expointer, em Esteio. Do lado de dentro do portão do parque, apenas convidados e imprensa credenciada pelo Governo Federal.
No auditório, entre os convidados, o apoio era indiscutível e os apalusos garantidos.
A cada trecho da fala, Temer citava nominalmente algum apoiador presente no local. Mesmo as iniciativas mais polêmicas do governo Temer, como a PEC 241/55 (“do teto dos gastos”, para o governo, “do fim do mundo”, para a oposição) e as reformas da previdência, do Ensino Médio e trabalhista foram aplaudidas quando citadas na fala.
Manifestantes boquearam as duas faixas da BR 116 / Matheus Chaparini
Antes mesmo de sair de Brasília, Temer anunciou, por meio de entrevista exclusiva à Rádio Guaíba o repasse de R$ 45 milhões para a construção de um presídio federal no Estado.
O evento estava marcado para 10h30, mas atrasou, pois o presidente decidiu sobrevoar os municípios de Rolante, Riozinho e Maquiné, que sofreram vários danos com as chuvas dos últimos dias.
No solo, prefeitos e moradores dos municípios, além de integrantes do Governo do estado, aguardavam a descida do presidente para entregar os pedidos de ajuda e quem sabe ver o anúncio da liberação de algum recurso emergencial. Não havia protesto programado.
Mas o helicóptero presidencial apenas sobrevoou a região e seguiu para Esteio.
Jornalistas reclamam das exigências para o credenciamento
Não me convidaram para esta festa nada pobre que os homens armaram para me convencer. De qualquer forma, sem convite, fui atrás do meu credenciamento de imprensa para poder fazer a cobertura do evento.
O credenciamento precisava ser feito diretamente com o Palácio do Planalto. Ao longo dos últimos dias, desde que a visita foi anunciada, até mesmo repórteres de grandes veículos de comunicação reclamavam nas redes sociais na quantidade de exigências feitas pelo setor de credenciamento do Planalto.
Alguns mais antigos afirmavam que este grau de exigência vem desde o último mandato de Dilma Rousseff.
Além de todos os dados básicos como nome, filiação, endereço e número de registro profissional, era exigido, por exemplo, o contrato profissional entre jornalista e empresa. “E no caso de um repórter freelancer?”, questionei. “Não credenciamos freelancers”, respondeu o funcionário do credenciamento, de Brasília. O rapaz explicou que o Planalto cadastra empresas, não jornalistas. Ainda tentei argumentar que o cadastro era individual, mas foi em vão.
Na tarde da sexta-feira, acreditei ter preenchido todos os requisitos possíveis e solicitei minha credencial. Telefonei logo após as 18h para confirmar, mas ninguém atendia o telefone no setor de credenciamento.
Às 22h30, já em um momento de folga em casa, recebo um email informando que meu cadastro estava em aberto por falta de documentação. Respondi a mensagem questionando quais documentos faltavam, mas não obtive resposta.
Após reclamações virtuais e algum tempo lidando com a burocracia, os colegas dos grandes veículos tiveram seu acesso garantido ao evento.
Impedidos de entrar, sindicalistas protestaram do lado de fora
Cerca de 150 pessoas foram impedidas de entrar e protestaram do lado de fora / Matheus Chaparini
Um forte aparato fazia a segurança do gigantesco território do parque. Brigada Militar, Polícia Rodoviária Federal e Exército presentes. Grupos de três ou quatro militares se espalhavam pelo perímetro do local, do lado de dentro das grades.
Para quem foi impedido de entrar restou o lado de fora, onde cerca de 150 pessoas protestavam, com bandeiras de centrais sindicais como CUT, CTB, NCST e CSP, do Cpers e do Juntos. Quando os manifestantes se dirigiram aos acessos laterais, por onde entravam os convidados, foram dispersados com spray de pimenta.
Por volta das 11h o grupo bloqueou as duas faixas da BR 116. Houve momentos de tensão entre manifestantes e alguns motoristas mais exaltados, mas sem violência. Na principal rádio do estado, o apresentador repetia o tradicional discurso de que há vários motivos para protestar contra o governo, mas não se pode prejudicar os trabalhadores que estão se deslocando.
Na pista, um motorista indignado repetia, quase literalmente, a fala do radialista e acrescentava: “aqui não tem político, vocês deveriam protestar na Assembleia Legislativa!”. Ao que um sindicalista respondeu: “mas nós estávamos lá, há duas semanas atrás e também fomos impedidos de entrar”.
Às 11h40 as lideranças sindicais deixavam o local, Logo em seguida, a rodovia foi liberada.
Em sua primeira visita ao estado, o presidente entregou 61 ambulâncias, de um total de 340 veículos adquiridos pelo Ministério da Saúde para serem distribuídos pelo país. São 54 unidades de suporte básico e sete de suporte avançado.
Temer anunciou também a construção de um presídio e a possibilidade de o estado receber um dos cinco presídios federais de segurança máxima que o Governo Federal pretende construir. A possibilidade de receber em solo gaúcho os principais líderes do crime organizado no país foi recebida com efusivos aplausos pelas autoridades convidadas presentes no auditório do Parque Assis Brasil.Marchezan ainda não definiu secretário de segurança de sua gestão
Nove dias depois de tomar posse e de ter sua reforma administrativa aprovada na Câmara Municipal, o prefeito Nelson Marchezan Júnio ainda não anunciou todos os nomes para o seu secretariado. Faltam quatro pastas: Secretaria Municipal da Sustentabilidade, Secretaria Municipal do Planejamento e Gestão, Secretaria Municipal de Transparência e Controladoria Geral e Secretaria Municipal de Segurança.
Dos 10 nomes já anunciados apenas três são partidários, Kevin Krieger e Ricardo Gomes, ambos do PP e do vereador reeleito Elizandro Sabino (PTB). Dos 4 nomes restantes três devem vir através do ” banco de talentos” criado pela organização Comunitas de São Paulo.
Confira abaixo os nomes já anunciados:
Da administração direta
Secretaria Municipal de Educação: Adriano Naves de Brito
Secretaria Municipal de Saúde: Erno Harzheim
Secretaria Municipal de Segurança: ainda sem nome
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Fasc e Demhab): Maria de Fátima Záchia Paludo
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico: Ricardo Gomes (pp)
Secretaria Municipal da Sustentabilidade: ainda sem nome
Secretaria Municipal de Cultura: Luciano Alabarse
Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (DMLU, DMAE e DEP): ainda sem nome
Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (EPTC, DMAE, DEP e Carris): Elizandro Sabino (ptb)
Da administração transversal
Secretaria Municipal do Planejamento e Gestão (Previmpa e Procempa): ainda sem nome
Secretaria Municipal da Fazenda: Leonardo Busatto
Secretaria Municipal de Parcerias Estratégicas: Bruno Vicente Backer Vanuzzi
Secretaria Municipal de Transparência e Controladoria Geral: ainda sem nome
Secretaria Municipal de Relações Institucionais e Articulação Política: Kevin Krieger (pp)
Procuradoria-Geral: Bruno Miragem
Vizinhos da Cettraliq dizem que mau cheiro acabou
Quem desembarca do ônibus Vila Farrapos na avenida Frederico Mentz, em frente à sede da empresa Cettraliq já não sente no ar o mau cheiro de que reclamava a população de Porto Alegre até alguns meses atrás. Em meados de maio de 2016, o mau cheiro no ar, na região onde fica a empresa, foi motivo de reclamação por parte de quem mora, trabalha e até mesmo por quem passava de carro por ali.
Na última semana a Cettraliq, empresa de tratamento de efluentes industriais, anunciou que havia retirado todos os efluentes de sua planta, na Zona Norte de Porto Alegre. Em agosto, a empresa foi interditada pela Fepam, que alegava “emissão de odores fora dos limites da sua planta.” A Cettraliq se diz injustiçada e se defende afirmando que nada foi provado em relação à origem do cheiro no ar ou do gosto sentido na água pela população entre maio e agosto de 2016.
A direção da empresa reitera que o cheiro pode ser de outra fonte, principalmente bactérias existentes no lodo do rio ou nos esgotos pluviais. Nesta segunda-feira (9) quando expira o prazo que a justiça havia dado, a empresa apresentará ao juiz um relatório detalhado de todos os paços dados para a a retirada desde agosto, quando paralisou suias atividades até a conclusão da remoção dos efluentes que foram levados para serem tratados em Joinville, Santa Catarina.
A reportagem do JÁ ouviu os moradores das proximidades da empresa. Logo na chegada, o vizinho mais próximo que encontramos foi um funcionário do estacionamento do shopping DC Navegantes, que é separado da Cettraliq apenas por um muro. O funcionário, que preferiu não se identificar, afirma que o cheiro constante que gerava reclamações parou logo que a empresa teve suas atividades suspensas.
Entretanto, ele afirma que eventualmente o cheiro retorna, com menos intensidade. Mas não soube relacionar fatores que influenciem nesse retorno do mau odor. Em relação à causa, preferiu não afirmar: “uns diziam que era do rio, outros, que era da empresa aí do lado.” Uma funcionária de outra empresa próxima deu um relato semelhante e afirmou que, no período em que o cheiro era mais intenso, chegava a ser sentido dentro do edifício, mesmo com as janelas fechadas.
A sede da Cettraliq está localizada no bairro Navegantes, em uma região pouco residencial, com predominância de indústrias. Os vizinhos mais próximos ficam nas ruas aos fundos do DC Navegantes.
Para vizinhos, o cheiro era da empresa
Para Elisabete não restam dúvidas: o cheiro era da Cettraliq
Elisabete Freitas é moradora do bairro Navegantes há 36 anos. Para ela não há dúvida: o cheiro vinha da sede da empresa. “Era um cheiro horrível, parecia de mofo. Quando embargaram a empresa o cheiro parou”, afirma. Segundo Elisabete, durante algum tempo, o cheiro ainda podia ser sentido em alguns momentos, trazido pelo vento. Agora, diz que a situação está normalizada.
Elisabete conversava com outros três vizinhos, em frente a um bar, que aparentava fechado ao público. Todos eles afirmaram que o cheiro vinha da sede da empresa.
O poder público também tem responsabilidade
Para Marcos Vinicius, a responsabilidade deve ser compartilhada com o poder público
Vizinho de Elisabete, Marcos Vinicius Nascimento mora na rua Beirute, há cerca de 400m da sede da Cettraliq. Para ele também não restam dúvidas da relação entre as atividades da Cettraliq e o cheiro de mofo sentido no ar do bairro Navegantes na metade de 2016. Porém, para ele, a responsabilidade deve ser compartilhada entre a empresa e o poder público. “Se tem órgãos do Estado que tem obrigação de garantir água limpa de qualidade para o povo, eles precisam fiscalizar, se a água é própria ou não. Eu não compro água da Cettraliq, eu compro do Dmae”, afirmou.
Ainda que acredite em uma relação direta entre a Cettraliq e a má qualidade da água, o mau cheiro do ar, Marcos Vinicius discorda da punição sofrida pela empresa. “Fecharam uma empresa, que deve ter 20, 30 funcionários, sem comprovar nada. E a empresa tinha licença”, afirma.Manifesto de notáveis pede que Sartori suspenda extinção de fundações
Uma “carta aberta” de cientistas, intelectuais e artistas será divulgada nesta segunda-feira, 9, apelando ao governo do Estado, para que sejam suspensos os procedimentos para a extinção das nove Fundações estaduais, incluidas no pacote de ajuste fiscal aprovado pelo legislativo ano final do ano passado.
Eles pedem que “se estabeleça um fórum de diálogo e negociação, com representantes das organizações da sociedade civil e especialistas das áreas de conhecimento científico, tecnológico e cultural”.
Dentre os signatários da Carta estão os ex-reitores da UFRGS Carlos Alexandre Neto e Hélgio Trindade, cientistas e professores como Ivan Izquierdo, Pedro Dutra Fonseca, Maria Beatriz Luce e Luis Osvaldo Leite, escritores como Luis Fernando Veríssimo, Sérgio Faraco, Armindo Trevisan, Luis Antônio de Assis Brasil, Luis Augusto Fischer, além de artistas como Nei Lisboa, Zorávia Bettiol e Jorge Furtado.
Para o grupo, “é necessário negociar com todos os segmentos que expressem a diversidade de posições existentes na sociedade, com o objetivo de formular alternativas exequíveis e profícuas para a superação da crise do Estado e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul”.
A Carta, endereçada ao governador e o vice, será primeiramente entregue a um representante do governo e terá um lançamento público no Chalé da Praça XV, às 18 hs, na segunda (09).
O texto é contundente quanto aos prejuízos para o patrimônio cultural e científico do Estado, caso o governo dê curso aos processos de extinção.
“Extinguir Fundações de pesquisa, de planejamento e de cultura, como é o caso de FEE, FDRH, FZB, FEPAGRO, CIENTEC, FEPPS, METROPLAN, FIGTF, Piratini (TVE e FM Cultura), significa muito mais do que fechar os 1.200 postos de trabalho e, assim, diminuir despesas: os senhores e a população bem informada sabem que, com essas Fundações, se vai parte fundamental da possibilidade de desenvolvimento científico, tecnológico e cultural do estado. Sem elas, surgirão despesas novas, porque tanto o governo atual quanto os futuros inevitavelmente precisarão contratar empresas que prestem os serviços queelas hoje realizam”.
Os signatários cobram ainda mais transparência no debate e nas ações pensadas para superar a crise financeira do Estado.
“Os motivos orçamentários apresentados são frágeis para justificar uma ação tão radical. Com essas demissões e extinções, economizam-se cerca de 189,2 milhões, segundo dados divulgados pela imprensa, o que representa apenas 0,69% do orçamento do poder Executivo realizado em 2016, de acordo com os dados oficiais do Porta Transparência RS. A sociedade gaúcha tem o direito de receber dos senhores, de forma transparente, a explicitação completa da situação financeira do Estado. Por que não fornecer o conjunto dos dados sobre as isenções fiscais e por que não responder à Ação Civil Pública impetrada pelo Ministério Público Estadual e determinada pela 7ª Vara da Fazenda Pública em 28/11/2016 para a divulgação desses dados?”, questionam.
Por fim, os autores do pedido de negociação destacam a grandeza em recuar e construir coletivamente decisões tão impactantes: “A grandeza e a biografia dos senhores como gestores públicos, neste momento, estão na aceitação do lado justo e democrático da equação política – o lado das informações transparentes, do debate público qualificado e da negociação das decisões que se mostrarem melhores para o Rio Grande do Sul”.Papa sugere que mães amamentem seus filhos em cerimônia na Capela Sistina
O papa Francisco sugeriu as mães a não hesitar em amamentar seus filhos em público até mesmo na Capela Sistina durante a cerimônia de batismo que conduziu neste domingo. Ele batizou 28 crianças neste domingo de manhã: 15 meninos e 13 meninas como acontece algumas vezes por ano.
Como algumas crianças chorassem , Jorge Bergoglio sugeriu: “a cerimônia é um pouco longa, alguém pode chorar porque está com fome. Se é assim, vocês, mães, devem dar o peito, sem medo, em toda simplicidade. Como a Madonna amamentava Jesus”.
A atitude do Papa foi contra o protocolo do Vaticano e o de muitas outras cerimônias oficiais.
/com informações da Rádio Vaticano
Filho de Jango lança livro com memórias do exílio
João Vicente Goulart tinha sete anos de idade quando na madrugada de primeiro de abril de 1964, foi levado às pressas para o Uruguai. Ele, a mãe Maria Teresa e a irmã Denise levaram apenas a roupa do corpo para o avião que os retirou do país.
A infância e a adolescência foram no exílio, Uruguai, em Londres, na Argentina. Só voltaria ao Brasil em 1976, para enterrar o pai.
Este é o conteúdo do livro lançado nesta terça-feira,10, na Livraria Cultura, com a presença do autor, às 19 horas.Leituras na praça celebram o Dia do Leitor em Porto Alegre
Acontece desde as 10 horas da manhã a I Jornada de Leitura para celebrar o Dia do Leitor, 7 de janeiro. É a primeira vez em Porto Alegre que os leitores se mobilizam para celebrar o seu dia.
A idéia partiu do jornalista Ayres Cerutti, dois dias antes, via rede s sociais. Ganhou adeptos rapídamente. Por volta de meio dia deste domingo havia cerca de 40 pessoas que se sucediam fazendo leituras junto às estátuas dos poetas Carlos Drumond de Andrade e Mário Quintana.
O evento encerrou às 19 horas de sábado, com uma homenagem ao jornalista Danilo Ucha.Parque Itapuã reabre após nove meses
A Praia das Pombas, no Parque Estadual de Itapuã, em Viamão, será reaberta para visitação pública nos fins de semana a partir deste sábado. A praia tem capacidade para receber até 350 pessoas. O acesso às outras duas praias do parque, de Fora e da Pedreira, ainda não estão liberados. O anúncio foi feito pela Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), que trabalha para viabilizar o acesso do público às demais praias do parque ainda neste verão.
Nos últimos nove meses o parque esteve fechado á visitação do público em razão do descumprimento de cláusulas contratuais pela empresa terceirizada de manutenção e limpeza, o que terminou em rescisão contratual. As demais atividades realizadas na unidade de conservação, como fiscalização, manejo, licenciamento, pesquisa, reuniões do conselho do parque, aulas de campo de universidades e educação ambiental, seguiram ocorrendo normalmente.
Para receber os banhistas, a Sema providenciou a recolocação de placas, a manutenção e a limpeza dos quiosques e das churrasqueiras, a manutenção e a limpeza de banheiros e de acessos, além da poda de árvores e de roçadas.
Ingressos podem ser comprados antecipadamente
A novidade nesta retomada é a venda antecipada de ingressos, que podem ser adquiridos na sede da Sema (avenida Borges de Medeiros, 261, Edifício União, 1º andar), em Porto Alegre, sempre às quartas-feiras, das 9 às 12h. Crianças de até nove anos são isentas do pagamento.
O ingresso custa R$ 6,77, mas, a partir de 23 de janeiro, passará para R$ 7,22.Porto Verão Alegre começa com homenagem a Caio Fernando Abreu
Começa neste sábado a maior programação cultural do verão portoalegrense. Com 67 espetáculos, nove a mais do que no ano passado, o Porto Verão Alegre vai até o dia 19 de fevereiro. A edição deste ano será aberta com a peça Caio do Céu, uma homenagem ao escritor Caio Fernando Abreu. O espetáculo mistura música ao vivo, imagens projetadas e interpretações da atriz Deborah Finocchiaro e do músico Fernando Sessé.
Caio do Céu será apresentado neste sábado, às 21h no Theatro São Pedro e terá tradução para Língua Brasileira de Sinais (Libras). A peça também pode ser assistida no domingo, no mesmo local e horário e nos dias 01 e 02 de fevereiro no Centro Histórico-Cultural Santa Casa.
O Porto Verão Alegre surgiu em 2000, em uma conversa entre João França, Rogério Beretta e Zé Victor Castiel em uma mesa da Lancheria do Parque. NA primeira edição, eram seis peças em seis espaços. A programação da edição 2017 terá 31 espetáculos inéditos no festival, sendo oito estreias.
O festival conta ao todo com nove espaços para receber as peças: o Theatro São Pedro (Pça. Mal. Deodoro, s/nº), o Centro Histórico-Cultural Santa Casa (Independência, 75), o Instituto Ling (João Caetano, 440), o Teatro de Arena (Borges de Medeiros, 835), o Teatro da AMRIGS (Ipiranga, 5311), o Teatro Novo DC (Frederico Mentz, 1561), o Teatro Renascença e a Sala Álvaro Moreyra (Érico Veríssimo, 307), e o Teatro do Sesc (Alberto Bins, 665).
Os ingressos estão à venda antecipadamente por R$ 30 nos locais credenciados ou pelo site. Na hora, custam R$ 40. Visando a universalização da cultura, a organização do festival vai doar para instituições carentes ou não governamentais 3.900 entradas e, além da apresentações nos palcos, as quais se estendem até o dia 19 de fevereiro, o evento terá atrações de literatura, cinema e psicanálise e artes visuais.
A programação completa está disponível no site do Porto Verão Alegre.




