Começou nesta terça-feira a XII Jornada de Iniciação Científica – Meio Ambiente, promoção conjunta da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB) e Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (Fepam). O evento conta com o apoio do CNPq e Fapergs e, neste ano, também da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs).
Mais de 70 trabalhos serão apresentados nos cinco dias de evento, que, segundo uma das coordenadoras da Jornada, a bióloga Janine Oliveira Arruda (FZB), tem como objetivo a valorização da Iniciação Científica nas atividades de pesquisa especialmente dos alunos de graduação, bolsistas da Fapergs e do CNPq. “Esse evento é anual e, além de divulgar a iniciação científica, facilita a integração e troca de informações entre as diferentes instituições, bolsistas e pesquisadores, atuantes na área ambiental”, ressalta.
A abertura contou com uma rápida intervenção do novo presidente da Fundação Zoobotânica, Luiz Branco.Seguiram-se três palestras com o tema “Áreas Contaminadas: diagnósticos e soluções”, apresentadas pela bióloga Vera Maria Ferrão Vargas (Centro de Ecologia/Ufrgs), pelo engenheiro químico Mário Soares (Fepam) e pela engenheira agrônoma Daiana Althaus (PPG Ciência do Solo/Ufrgs).
A Jornada é desenvolvida por meio de apresentações orais, com discussão dos trabalhos em sessões temáticas, distribuídas pelas seguintes subáreas de conhecimento: Botânica/Ecologia Vegetal, Ecologia/Zoologia de Invertebrados, Ecologia/Zoologia de Vertebrados, Ecotoxicologia, Educação Ambiental, Engenharia Ambiental, Genética Ambiental/Toxicológica, Geoquímica Ambiental, Ecologia Aplicada, Gestão Ambiental, Microbiologia Ambiental, Paleontologia e Química Ambiental.
A programação geral está disponível aqui. Mais informações sobre o evento podem ser encontradas nos telefones (51) 3226-5633 / 3384-5285 ou pelo e-mail: jornada.fzbrs.fepam@gmail.com.
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Fundação Zoobotânica e Fepam realizam Jornada de Iniciação Científica
Novo presidente ainda não assumiu a Fundação Zoobotânica
Cleber Dioni Tentardini
Desde que sua nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado, na última sexta-feira, 29, o presidente da Fundação Zoobotânica, Luiz Fernando Branco, ainda não assumiu o cargo. Ou, pelo menos, não se apresentou oficialmente aos funcionários do Jardim Botânico, Parque Zoológico e Museu de Ciências Naturais, as três instituições responsáveis pela promoção e conservação da biodiversidade no Rio Grande do Sul.
Ele tem circulado desde segunda de forma anônima pelo Jardim Botânico, que abriga a sede administrativa da Fundação. Nesta terça, Branco participou timidamente da abertura da XII Jornada de Iniciação Científica – Meio Ambiente, organizada pela FZB e pela Fepam – Fundação Estadual de Proteção Ambiental.
O novo presidente chegou acompanhado da chefe de gabinete da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Lilian Zenker, que representava a titular da pasta, Ana Pellini. Saudou as cerca de 50 pessoas presentes, entre funcionários da FZB, professores e estudantes universitários, comentou que é de família de produtores rurais, com formação técnica agrícola e engenheiro agrônomo.
Sem falar diretamente no ambiente pouco animador que pode ter encontrado na Fundação, depois da saída repentina de José Alberto Wenzel, que pegou todos os funcionários de surpresa, inclusive o próprio presidente afastado, Branco disse que deve ter havido um ruído na comunicação porque até então o presidente era interino. “O governo está nomeando agora um presidente efetivo, saindo desta interinidade”, declarou, informando que a porta da presidência estaria sempre aberta para os servidores.
Wenzel, que é ligado ao PSDB e chegou a ocupar a Casa Civil no governo Yeda, ficou oito meses à frente da Fundação Zoobotânica. Branco é do PMDB, partido do governador Sartori, e já ocupou cargos na Assembleia Legislativa.
O temor que ronda os servidores da FZB é o Projeto de Lei nº 300, que determina a extinção da Fundação, e segue em tramitação na na Assembleia Legislativa. O PL está há vários meses aguardando parecer do deputado Jorge Pozzobom (PSDB).
Em nota, servidores elogiaram gestão de Wenzel
Ainda na sexta-feira, pegos de surpresa com a exoneração de Wenzel, a Associação dos Funcionários da Fundação Zoobotânica publicou uma nota em que lamentou a demissão do presidente e elogiou sua gestão. Confira a íntegra:
JOSÉ ALBERTO WENZEL, UM PRESIDENTE LOUVÁVEL!
Em 29 de julho de 2016, o Presidente da Fundação Zoobotânica (FZB), José Alberto Wenzel, foi surpreendido pela sua exoneração noticiada no Diário Oficial. Ao invés de uma nota de repúdio, tecemos aqui uma de louvor àquele que, durante sua curta permanência de oito meses, foi um grande presidente para esta instituição. Coordenou a elaboração e apresentação de um Projeto de Lei de fortalecimento da FZB, alternativo àquele que propõe a sua extinção. Na sua gestão foram reduzidos os gastos e a meta orçamentária do governo foi superada. Promoveu discussões internas relativas ao sistema ambiental integrado, destacando o papel da FZB como instituição de pesquisa e apoio técnico. Firmou convênios com diversas instituições, incluindo a proposta de um curso de pós-graduação com a UERGS. Construiu uma solução conjunta com o corpo técnico de funcionários para o grave problema da Reserva Florestal, junto ao zoológico, propondo uma Unidade de Conservação. Formou um grupo de trabalho para a elaboração de um estudo visando à restauração da floresta ciliar do rio Jacuí. Concedeu o apoio necessário à conclusão de grandes projetos, como o RS Biodiversidade. Sua gestão foi marcada pela verdade, transparência e pelo profundo respeito aos funcionários. Tratava a todos da mesma forma, de jardineiros a diretores. Através da valorização do conhecimento técnico e do trabalho em grupo, devolveu o sentimento de dignidade aos funcionários desta fundação. Poucos fizeram tanto em tão pouco tempo, um presidente louvável. Por fim, continua sendo um grande defensor da FZB e, sobretudo, do meio ambiente. Nossa profunda gratidão pela sua dedicação e exemplo.Se a Trensurb não ceder, metroviários farão greve por tempo indeterminado
Depois de realizar a segunda paralisação parcial dos trens em 11 dias, nesta segunda-feira, os metroviários gaúchos marcaram nova assembleia geral da categoria para o próximo dia 16. Na data, os trabalhadores vão discutir a realização de uma greve por tempo indeterminado. Se a Trensurb não ceder em sua proposta salarial, a categoria deve entrar em greve ainda em agosto.
Os metroviários pedem 9,28% de reposição salarial. A Trensurb oferece 8, 28%. A empresa alega que a paralisação dos seus empregados é danosa aos usuários e sem sentido porque a definição do reajuste está a cargo da Justiça do Trabalho. Cerca de 100 mil passageiros deixaram de ser transportados por dia, causando o prejuízo de R$ 170 milhões, segundo a Trensurb.
Já os trabalhadores denunciam a falta de profissionais nas bilheterias das estações e de seguranças, já que as ocorrências de violência nos locais de trabalho aumentaram consideravelmente. Segundo o presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chagas, os passageiros dos trens apoiam o movimento, entendendo que ele é feito também por melhorias no serviços da Trensurb e na defesa de um transporte público e de qualidade.Eleições Municipais: PDT e PP se decidem nesta quarta
Nesta quarta-feira, PP e PDT definem quem irão apoiar nas eleições municipais para a Prefeitura de Porto Alegre. O PP decide se engorda ainda mais a chapa do vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB) ou se apoia o deputado federal Nelson Marchezan Jr (PSDB). Nesta segunda-feira, a votação que elegeria o apoiado acabou empatada: 53 votos para cada lado. Amanhã uma nova eleição será feita junto com a convenção municipal.
O deputado estadual Marcel Van Hattem (PP), que teve seu nome cogitado para concorrer ao pleito, já se manifestou a favor do deputado e disse que irá tentar convencer seus correligionários de partido a votarem com ele.
Já o PDT define quem será o vice de Sebastião Melo. Mauro Zacher é o favorito do PDT de Porto Alegre para compor a chapa, mas Juliana Brizola também está na disputa. O presidente nacional do partido, Carlos Lupi, desembarca amanhã em Porto Alegre onde, pela manhã, se reúne com a cúpula e decide quem irá ser o indicado. à tarde, a decisão será oficializada na convenção do partido
MP arquiva acusações contra adolescentes detidos na Sefaz
O Ministério Público arquivou as acusações contra os estudantes menores de idade detidos durante a ocupação da Secretaria da Fazenda, no dia 15 de junho. A decisão é do promotor Alexandre da Silva Loureiro, da Promotoria da Infância e da Juventude. Os 33 estudantes eram acusados de esbulho possessório. Nenhum deles será representado criminalmente.
Na ocasião, um grupo de estudantes ligados ao Comitê das Escolas Independentes ocupou a Secretaria da Fazenda, em uma manifestação. A Brigada Militar entrou no prédio e retirou os estudantes, e outros dez maiores de idade. Os adolescentes foram conduzidos à Deca (delegacia de menores) pela Brigada Militar. O expediente policial foi enviado pela Polícia Civil ao Ministério Público, que poderia oferecer a denúncia ou arquivar. O promotor decidiu pelo arquivamento.
A decisão é da quarta-feira, mas foi levada ao conhecimento aos defensores dos estudantes somente nesta segunda-feira (1/8), informou a advogada Jucemara Beltrame.Cpers: aulas de meia hora em protesto contra salários parcelados
Professores do ensino público gaúcho estão dando aulas com tempo mais reduzido, como forma de protesto contra o atraso nos salários do funcionalismo público, decretado pelo governo estadual.
Em vez de períodos de 50 minutos, as aulas duram 30 minutos. Nem todas as escolas estão pondo em prática essa recomendação, já que os professores terão também de recompor as aulas paralisadas nos 48 dias de greve da categoria. A maioria dos professores, porém, estão acatando a redução do tempo das aulas, segundo o Cpers/Sindicato.
Para a próxima quinta-feira, dia 4, dia que está prevista uma grande paralisação de servidores da área da Segurança, o Cpers orientou os professores a não comparecerem às escolas. Assim como recomenda aos pais dos alunos a não levarem os filhos aos estabelecimentos de ensino, por falta da anunciada ausência de policiais.
Nessa segunda-feira pela manhã, integrantes do Cpers estiveram no aeroporto Salgado Filho, para pressionar os deputados federais gaúchos a votar contra o PL 257/2016.
Na avaliação da presidente do sindicato dos professores, Helenir Schürer, “este projeto acaba com o serviço público e retira direitos adquiridos dos servidores públicos estaduais”.Servidores do Ministério Público em vigília contra PL 257
Quem esteve hoje na sede do Ministério Público Estadual (avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80), em Porto Alegre, encontrou um grupo grande de servidores da instituição realizando uma vigília pública contra o Projeto de Lei Complementar 257/2016, posto em votação nessa segunda-feira.
Promotores, procuradores, estagiários e terceirizados também participaram do ato, já que o projeto, se aprovado, afetará a todas as categorias da Justiça.
O Sindicato dos Servidores do Ministério Público (Simpe-RS) e a Associação dos Servidores do Ministério Público (Aprojus), promotoras da vigília na capital gaúcha, também enviaram representações a Brasília, para acompanhar os desdobramentos da votação na Câmara dos Deputados, em conjunto com a Federação Nacional dos Servidores dos Ministérios Públicos (FENAMP) e demais entidades que representam os servidores públicos.
Ajuste fiscal
O presidente do Simpe/RS, Alberto Ledur, que foi à capital federal, lembra que o PL adota uma política de ajuste fiscal e controle de gastos, de redução do papel do Estado e estímulo à privatização, contratação só de terceirizados e, principalmente, de corte de direitos dos servidores públicos.
“A proposta proíbe reajuste salarial, progressão na carreira, concurso público, nomeações dos já aprovados em concurso, incentiva a demissão voluntária, acaba com a licença-prêmio, obrigatoriedade de demissões de comissionados, efetivos e até membros para adequação aos limites impostos, só para citar alguns dos prejuízos dos servidores”, disse Ledur.Governador pede tropas federais para conter violência em Natal
O governo federal atendeu, na noite deste domingo, o pedido do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD). Forças do Exército vão intervir para aplacar a onda de violência que tomou a região metropolitana de Natal no final de semana.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, prometeu reforço de mil homens do Exército e mais 200 fuzileiros navais, “ainda esta semana”.
Preso, João Mago é apontado pelo governo como o comandante da revolta
O estopim é conhecido por João Mago, 32 anos, foragido do presídio desde dezembro. Segundo a polícia potiguar, que o prendeu na tarde deste domingo, João Maria dos Santos de Oliveira é um dos líderes do Sindicato do Crime do RN, grupo articulador dos ataques registrados desde sexta-feira (29), em vários pontos de Natal e Região Metropolitana.
A Secretaria de Segurança constatou que ele escapou da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP) usando um alvará de soltura falso. Cumpria pena pelos crimes de latrocínio, roubo majorado e formação de quadrilha.
A revolta foi uma reação ao bloqueio das ligações de telefones móveis no presídio estadual, diz o governador Robinson Faria. O governo contou 54 ataques em 20 cidades. Pelo menos 51 pessoas foram detidas, suspeitas de participação nos atentados.
Desde sexta-feira, quando os ataques começaram, Faria determinou que a “força policial aja fortemente”. Domingo à noite, reuniu-se com os deputados e senadores do Estado, que formalizaram apoio.
“Os casos que estamos vendo nas ruas são uma resposta dos bandidos porque instalamos, como medida preventiva, o bloqueador de celular no presídio de Parnamirim, para evitar que os apenados continuem emitindo ordens de dentro das unidades prisionais e crimes continuem sendo praticados aqui fora. Não vamos recuar”, disse Faria confiante do apoio federal.
Manifestações contra e pró-impeachment mostram isolamento de Temer
Em 20 Estados ocorreram manifestações contra o impeachment de Dilma Rousseff e o governo interino de Michel Temer neste domingo,31. “Fora Temer” foi a palavra de ordem, seguida dos protestos pela retirada de direitos sociais e trabalhistas.
Ocorreram também manifestações em todo o pais pelo afastamento definitivo de Dilma e pelo combate à corrupção. Ninguém defendeu Temer.
As manifestações mais expressivas ocorreram em São Paulo, no largo da Batata, onde se reuniram 40 mil contra o golpe, e na Paulista, onde estimados cinco mil pediram o afastamento definitivo de Dilma e exibiram cartazes com a foto do juiz Sérgio Moro.
Em Porto Alegre as manifestações ocorreram no parque da Redenção onde estimadas cinco mil pessoas marcaram posição contra o impeachment e o governo ilegítimo de Michel Temer; e no Parcão, onde cerca de tres mil pessoas expressaram seu apoio ao impeachment de Dilma (sem defender Temer) e ao juiz Moro, da Lava Jato.
Atos ocorreram no Acre, em Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins e no Distrito Federal.Raul Pont: “É um equívoco achar que soma de siglas garante voto”
O candidato do PT à Prefeitura de Porto Alegre, Raul Pont, criticou a estratégia da candidatura de Sebastião Melo, do PMDB, que já soma 14 partidos. “É um equivoco achar que soma de siglas garante voto.” Pont citou pesquisas de opinião recentes que mostram o desgaste dos partidos políticos enquanto insituições. “Não esotu muito preocupado com coligações baseadas em siglas, prefiro a nossa, alicerçada na Frente Brasil Popular, na Frente Povo Sem Medo. Aí é que reside o Brasil real, dos conflitos não resolvidos, da luta pela moradia, da luta dos negros e das mulheres por igualdade.”
Segundo Pont, as coligações já não garantem mais o acúmulo de tempo de exposição e inserções em rádio e TV, limitados pela nova lei eleitoral. O candidato acredita que “a população quer ver de volta uma coerência programática.”
O candidato petista defendeu a necessidade de unificação do campo de esquerda. Em um momento em que o PDT retirou a pré-candidatura própria para oferecer o vice da chapa de Melo, Pont quer resgatar os trabalhistas que estão alinhados com Ciro Gomes e com presidente nacional Carlos Lupi.
Em relação ao PSOL, Pont acredita em uma relação de coexistência pacífica no primeiro turno e de um acordo prévio de apoio mútuo em caso de segundo turno.
Raul Pont fez uma auto crítica partidária, em relação às coligações de diversos partidos sem alinhamento programática e ideológico. “O PT cometeu um equivco de construir nacionalmente um governo com uma amplitude ideológica muito grande. Isso foi enganoso. Se em um primeiro momento parecia que dava apoio, sustentação, no médio prazo se mostrou o oposto.”

