Na audiência pública da comissão de Assuntos Municipais da AL, nesta terça-feira (9), o diretor-presidente da Metroplan, Pedro Bitsch Neto, reafirmou que deverá estar pronto até dezembro estudo técnico sobre o Arroio Feijó, na divisa de Porto Alegre com Alvorada, e Eldorado do Sul, encerrando na metade de 2017 a avaliação do Rio Gravataí e, no final do ano, o Rio dos Sinos “É um período de cautela”, resumiu.Categoria: Geral
MP pede suspensão de obras em oito municípios na Bacia do Sinos
Mais de 70 mil pessoas foram desalojadas na ultima enchente do Rio dos Sinos, no final de 2015, em cinco municípios gaúchos: Campo Bom, São Leopoldo, Esteio, Novo Hamburgo e Canoas. Elas viviam na área inundável do Rio dos Sinos.Nesta terça-feira, o presidente do Comitesinos, Adolfo Klein, lembrou o problema, em audiência pública na Assembleia Legislativa.“Na época da seca, ninguém lembra o que acontece quando chove”, disse Klein. Lembrou que o problema continua, agravado: “É indigno chamar de moradia uma casa que inunda a cada cheia, e a ocupação nessa área está ficando muito intensa.”Só o custo direto da Defesa Civil na enchente de 2013 em São Leopoldo foi de R$13 milhões. Segundo Klein, a estimativa é que as perdas totais na região tenham atingido R$ 50 milhões por município, “sem contar os gastos de quem precisou substituir tudo dentro de casa”.Para evitar prejuízos maiores, e preservar a planície, a recomendação do Ministério Público Federal é suspender o licenciamento de empreendimentos e obras na área de inundação do Sinos no seu trecho inferior, que alcança oito municípios – Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Nova Santa Rita, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e Sapiranga.A proibição vigoraria, pelo menos, até a conclusão de estudo técnico em andamento na Metroplan.
Na audiência pública da comissão de Assuntos Municipais da AL, nesta terça-feira (9), o diretor-presidente da Metroplan, Pedro Bitsch Neto, reafirmou que deverá estar pronto até dezembro estudo técnico sobre o Arroio Feijó, na divisa de Porto Alegre com Alvorada, e Eldorado do Sul, encerrando na metade de 2017 a avaliação do Rio Gravataí e, no final do ano, o Rio dos Sinos “É um período de cautela”, resumiu.Com custo de R$ 45 milhões, o estudo busca apontar as intervenções necessárias nas planícies de inundação, que são as áreas alagadas nos períodos de cheia dos rios. A Bacia do Rio dos Sinos abrange 1,3 milhão de pessoas, corresponde a 1,4% do território gaúcho e responde por 20,6% do PIB.Do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, o promotor Ricardo Rodrigues, que atua na Promotoria Regional da Bacia do Sinos, explicou os procedimentos adotados para os municípios observarem o zoneamento das áreas inundáveis, até que a Metroplan finalize o Estudo de Alternativas Contra Enchentes. Isso submete os planos diretores dos municípios e o Estatuto da Cidade à Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, explicou Rodrigues. “A Defesa Civil modifica a urbanização dos municípios, criando uniformidade regional”, o que justifica a recomendação de suspensão de licitações para a região.Um dos instrumentos usados no estudo é o mapeamento da planície de inundação do Sinos e seus formadores, de Sapucaia do Sul a Caraá, elaborado pelo Comitesinos. “Não temos notícia de inciativa semelhante em outro lugar do país”, conta Klein.No entorno da rodovia 448, que cruza essa área, por exemplo, o próprio EIA-Rima da obra determina que a área de alagamento deve ficar livre para o escoamento da água. “O desafio é grande”, alerta Klein. “O que ninguém quer ver é que a especulação imobiliária está gerando um conflito entre o espaço da água e a ocupação humana. Mas a água só faz três coisas: contorna, passa por cima ou derruba, e não há como impedir isso”O deputado Tarcísio Zimmermann sugeriu que a Comissão de Assuntos Municipais promova em duas semanas encontro ampliado com as entidades envolvidas com a questão.(Com informações da AL)41 senadores decidem hoje se processo de impeachment vai a plenário
Enquanto o Senado decide sobre a pronúncia ou impronúncia da presidente afastada Dilma Rousseff por crime de responsabilidade fiscal, a Frente Brasil Popular programa manifestações e panfletagem em vários pontos do país.
Em Porto Alegre, será no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público, caminho para casa no final da tarde, para quem anda de ônibus.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse em entrevista à Rádio Senado que se o processo for simplificado, com o encurtamento dos tempos dos discursos, será possível encerrar a sessão ainda hoje à noite, por volta das 22 horas. Para Calheiros, a condução dos trabalhos pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, consolida seu posicionamento de isenção na condução do processo de impeachment no Senado.
O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do processo, defendeu seu texto em sessão do Plenário nesta terça-feira (9). “O que se comprovou ao longo da instrução é que três dos quatro decretos questionados comprometeram a meta vigente em R$ 1,7 bilhões”, frisou.
Quanto aos atrasos de repasses ao Banco do Brasil de subvenções do Plano Safra, Anastasia disse se tratar da continuidade das chamadas “pedaladas fiscais”, praticadas desde primeiro governo da petista, para maquiar contas públicas.
– Percebe-se, claramente, que tanto no episódio dos decretos, quanto no das “pedaladas”, a presidente pretendeu dar continuidade a práticas manifestadamente ilegais para sustentar politicamente o início de seu segundo mandato – afirmou.
Na opinião do parlamentar pelo PSDB, o prosseguimento do processo de impeachment não representaria a criminalização, no sentido penal, da política fiscal, mas a garantia de respeito ao Estado de Direito no âmbito da política fiscal.
“O que se rechaça é a usurpação das prerrogativas do Congresso Nacional, a manipulação dos bancos públicos e a fraude às contas públicas. Pela gravidade de que se revestem, essas condutas são, de fato, e por justo motivo, tipificadas como crimes de responsabilidade, razão pela qual estamos aqui a propor o julgamento da presidente afastada”, concluiu Anastasia.
O Senado está reunido desde as 9h45. A sessão é conduzida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que interrompeu os trabalhos às 13h, para um intervalo de uma hora.
Ao assumir os trabalhos, o presidente do STF também destacou a importância do papel dos senadores no processo de impeachment. “As senadoras e os senadores aqui congregados desempenharão a magna função de juízas e juízes da causa, razão pela qual deverão agir com coragem e independência, pautando-se exclusivamente pelos ditames das respectivas consciências e pelas normas constitucionais e legais que regem a matéria”, disse.Questões de ordem
As três horas iniciais da sessão plenária foram destinadas ao encaminhamento de oito questões de ordem apresentadas por aliados da presidente afastada. Na primeira delas, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pedia a suspensão do processo, alegando fato novo “gravíssimo”, referindo-se à delação premiada de Marcelo Odebrecht, noticiada pela imprensa, acusando o presidente interino Michel Temer de ter pedido e recebido R$ 10 milhões para o PMDB provenientes de caixa dois, em 2014.
Ricardo Lewandowski indeferiu a questão de ordem, dizendo tratar-se de matéria estranha à questão em exame no Plenário. Também foi rejeitado pleito de Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que voltou a alegar a suspeição do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) na Comissão Especial do Impeachment, por pertencer a um partido adversário do PT.
Após o exame das questões de ordem, Anastasia fez sua manifestação, enquanto relator na Comissão Especial, reafirmando a convicção de que Dilma Rousseff deve ser julgada por crime de responsabilidade.
Durante a tarde, os senadores revezam-se na tribuna, por até dez minutos. Na sequência, falarão os representantes da acusação e da defesa, tendo início então a fase de votação.
Bastam 41 votos para dar seguimento ao processo.
Corrupção é tema da exposição Brasília Céu Inferno, no Gasômetro
A corrupção, que consome grande parte da força de trabalho das autoridades judiciais e policiais brasileiras, também está sendo enfrentada fora dos tribunais e das delegacias. A artista plástica gaúcha Graça Craidy, por exemplo, produziu em seu atelier 22 quadros em que homens contracenam com aves de rapina, em uma alusão à voragem com que corruptos desviaram dinheiro dos cofres públicos.
Os trabalhos (2015, acrílica sobre papel, 96 x 66 cm) integram a exposição Brasília Céu Inferno, que será aberta na quarta-feira (10/08), às 18h30, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, onde permanece até 4 de setembro. A mostra também apresenta fotos do artista visual, arquiteto e curador Anaurelino Barros Neto. Suas imagens destacam o belo da capital federal.
“Em sua às vezes dolorosa função de tradutora do seu tempo, a arte sangra, alerta, escracha, vomita, acusa”, reflete Graça. Além de denunciar a crise ética brasileira, ela diz que sua arte convida também à reflexão. “O quanto cada um de nós que escolheu, votou, elegeu, relevou, silenciou é cúmplice dessa tragédia ética no Brasil?”, indaga a artista, que diz ter sido movida por uma crescente indignação em razão dos desvios. “As pinturas de Graça são vigorosas e sua paleta de cores representa o inconformismo das pessoas em geral”, avalia Anaurelino, que faz a curadoria da exposição.
Graça acrescenta que buscou catalisar a indignação da sociedade brasileira com os esquemas de corrupção na área pública e privada, representando corruptos e corruptores denunciados pelas investigações ao lado dos mais representativos ícones da rapinagem: corvos, abutres, urubus, harpias, águias, “legítima fauna que por sua própria natureza chafurda no lixo e na carniça”.
As fotos de Anaurelino Barros Neto, que também é curador da exposição, mostram detalhes arquitetônicos de Brasília
Enquanto a arte de Graça estampa o “inferno” mencionado no título da exposição, Anaurelino se encarrega de desvendar o “céu” brasiliense. As fotografias tiradas por ele exploram ângulos inusitados da capital federal relacionados à sacralidade e à arquitetura reconhecida como perfeita tradução da modernidade e do novo belo.
Engajamento
Outro trabalho de Graça na linha do engajamento social é a coleção de pinturas “Até que a morte nos separe”, sobre feminicídio, que em menos de um ano e meio, entre março de 2015 e julho de 2016, foi requisitada para dez exposições em diferentes locais de Porto Alegre, como Palácio da Justiça, Assembleia Legislativa, Justiça Federal e Atelier Livre. A coleção tem servido de elemento estimulador do debate entre especialistas para a solução desse grave problema brasileiro e mundial.
SERVIÇO
O quê: Exposição Brasília Céu Inferno
Abertura: 10 de agosto (quarta-feira), às 18h30h
Visitação: até 4 de setembro, diariamente, das 9 às 18h, exceto às segundas-feiras.
Onde: Usina do Gasômetro, térreo, Centro Histórico de Porto Alegre.
Entrada gratuita
Indústria plástica lança campanha e sorteia televisores
A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, e a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), criaram a promoção “Plástico Premiado”.
É a primeira etapa do Movimento Plástico Transforma, campanha do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast).
A indústria plástica agrega mais de 27 mil trabalhadores em 1.288 empresas no Rio Grande do Sul. Eles têm até 19 de agosto para participar da promoção.
A dinâmica é convidar os colaboradores a entrar no site oficial da campanha (www.plasticotransforma.com.br), que terá um extenso conteúdo disponível, e responder ao quiz de 15 questões de múltipla escolha, com perguntas conceituais, aplicações, benefícios, curiosidades, entre outros pontos aplicados ao tema “plástico”. Os que acertarem no mínimo 10 questões serão qualificados automaticamente para um sorteio de 50 TV’s 48’’ Full HD Smart.
Antes de responder, o colaborador pode acessar o site. Lá tem tudo o que ele precisa para entender mais sobre as vantagens e benefícios do plástico e ter um bom resultado. Os contemplados serão definidos pela combinação dos resultados da extração da Loteria Federal do dia 24 de agosto.
Ao todo, o Movimento está dividido em três momentos, sendo o primeiro deles a promoção, voltada aos colaboradores que atuam na indústria da transformação do plástico. O objetivo, segundo a empresa, é “fornecer informações que valorizem e desmistifiquem a imagem equivocada a respeito desse material, que teve uma evolução considerável ao longo de sua história”. O segundo e terceiro momentos serão focados nos formadores de opinião e sociedade, respectivamente.
A cadeia produtiva do plástico tem protagonizado movimentos positivos de integração entre indústria e sociedade. “Intensificar as ações de capacitação que englobem todos os agentes da cadeia do plástico é fundamental para que eles reúnam argumentos positivos e corretos sobre a real importância do plástico na vida das pessoas”, afirma o vice-presidente da unidade de Poliolefinas, Vinílicos e Químicos Renováveis da Braskem, Luciano Guidolin.
A característica da indústria da transformação do plástico no Brasil mostra uma composição de pequenas, médias e grandes empresas com atuações destacadas no cenário global. “Somos um dos maiores empregadores industriais do Brasil e é fundamental transferirmos conhecimento para cada colaborador, e que esse conhecimento seja motivo de orgulho e motivação para o desenvolvimento sustentável desse setor”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho.
Mais informações sobre a ação, no site do Movimento Plástico Transforma (www.plasticotransforma.com.br).
Liminar libera manifestações pacíficas nos estádios
Eduardo Maretti
“Defiro o pedido de concessão da tutela de urgência para o fim de determinar aos réus que se abstenham, imediatamente, de reprimir manifestações pacíficas de cunho político nos locais oficiais, de retirar do recinto as pessoas que estejam se manifestando pacificamente nestes espaços, seja por cartazes, camisetas ou outro meio lícito permitido durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.”Este é um trecho da liminar concedida pelo juiz federal substituto do Tribunal Regional Federal 2ª Região (TRF2) João Augusto Carneiro de Araújo. Ele acatou pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a posição do Comitê Rio 2016 de reprimir manifestações pacíficas contra o governo interino em estádios e ginásios.
Pelo menos no momento, em relação a isso, o Estado de Direito está preservado e o “Fora Temer”, liberado.
A decisão é de primeira instância e pode cair no tribunal. Esperemos que não e a tão violentada Constituição prevaleça.
(http://fatosetc.blogspot.com.br/2016/08/liminar-libera-fora-temer-nos-jogos-do.html)Desocupação da Sefaz: juíza assiste performance dos estudantes antes de julgar
A juíza Claudia Junqueira Sulzbach, que recebeu a denúncia contra oito estudantes e dois profissionais da imprensa presos na ocupação da Secretaria da Fazenda, em 15 de junho, desceu de seu gabinete no 5º andar do Fórum Central de Porto Alegre, ao meio dia desta segunda-feira.
A juíza foi até o térreo do Fórum assistir à performance que os jovens conceberam para sensibilizá-la a decidir pela absolvição. Encenações e cantigas, misturavam-se a palavras ordem. Meia centena de colegas apoiavam o ato. A mãe de um dos estudantes quebrou o script e fez um emocionado discurso sobre o novo mundo que os jovens estão construindo.
Estudantes entregaram flores e notas de apoio de diversas entidades / Thais Ratier / Jornal Já
Ao lado do advogado Mário Madureira, representante do Comitê pela Democracia, e o presidente do Sindicado dos Jornalistas, Milton Simas, Claudia Junqueira Sulzbach acompanhou tudo impassível. Ao final, quando os estudantes lhe ofereceram flores, ela sorriu e prometeu: “Vou examinar com carinho”.
A denúncia feita pelo Ministério Público enquadra os estudantes e o repórter Matheus Chaparini, do JÁ, e o cinegrafista independente Kevin D’Arc, pelos crimes de dano qualificado e desobediência.



Fotos Thais Ratier / Jornal Já Rafaela Silva não é a garota de Ipanema. É o primeiro ouro do Brasil
Lutar faz parte da rotina da judoca brasileira Rafaela Silva desde que nasceu, na Cidade de Deus, um dos lugares mais pobres do Rio de Janeiro.
Hoje à tarde, ela derrotou a atleta Dorjsürengiin Sumiya, da Mongólia, na final na categoria até 57 quilos feminino. É a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Com um wazari sobre a oponente, Rafaela conquistou 10 pontos, administrou a luta até o final, com o apoio da torcida brasileira.
Nas disputas de hoje (8), Rafaela já havia vencido a romena Corina Caprioriu, a alemã Myriam Roper, a sul-coreana Kim Jandi e a húngara Hedvig Karakas. A portuguesa Telma Monteiro venceu por um yuko a romena Corina Caprioriu e ficou com a medalha de bronze.
Rafaela Silva é carioca, tem 24 anos, nasceu e cresceu na comunidade Cidade de Deus. Começou a praticar judô com 5 anos, em uma academia na rua de sua casa. Aos 8 anos, entrou no Instituto Reação, no Rio de Janeiro.
Em 2011, ganhou a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, no México e, em 2015, conquistou a de bronze no Pan de Toronto. Também foi foi vice-campeã mundial em Paris 2011.
Na Olimpíada de 2012, em Londres, Rafaela foi desclassificada pelos juízes na segunda rodada por um golpe ilegal. Passou a ser agredida duramente por uma campanha racista. Não se intimidou. Suportava o racismo cotidianamente. No ano seguinte, foi campeã mundial.
Dona Zenilda, mãe de Rafaela, estava na Arena Carioca 2 para ver a filha. Ao chegar, disse: “Em Londres, chamaram minha filha de macaca. Agora, estamos aqui”.
Ela referia-se à campanha racista movida contra Rafaela nas redes sociais depois de sua derrota na Olimpíada de 2012. Num dos posts criminosos, um homem escreveu que “lugar de macaco é na jaula”. A pequena guerreira não se intimidou e respondeu. Resultado: em vez de apoio, recebeu advertências e ameaças do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
A Cidade de Deus ficou conhecida mundialmente com o filme dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund em 2002, a partir do livro de Paulo Lins. Agora, volta ao mundo pela competência e determinação de Rafaela.
Comitê pede que denúncia contra jornalista e estudantes não seja recebida
A partir das 11 horas da manhã desta segunda-feira (8), integrantes do Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito estarão reunidos em frente do Foro Central de Porto Alegre. Não estarão sós. Várias organizações estudantis vão engrossar a manifestação.
Por volta do meio-dia, pretendem entregar uma nota e manifestações de cerca de 40 entidades à juíza responsável pela 9a Vara Criminal, para que não acolha a denúncia e que suspenda as acusações imputadas aos jovens estudantes, ao jornalista e ao cinegrafista arrolados após a desocupação da Secretaria da Fazenda pela Brigada Militar, em 15 de junho, como rememora a nota reproduzida abaixo.
Como mostra o vídeo, o repórter Matheus Chaparini se identificou, ou foi identificado por outros presentes, várias vezes aos policiais. O cinegrafista Kevin D’Arc fazia um documentário das ocupações de escolas em diversas cidades do país. E os estudantes manifestam-se contra a criminalização das manifestações por melhorias na Educação.
Nota em defesa da liberdade de expressão, de manifestação e de imprensaNo dia 15 de junho de 2016, estudantes da rede pública estadual do Rio Grande do Sul ocuparam as dependências da Secretaria Estadual da Fazenda, como forma de chamar a atenção da sociedade gaúcha e de seus governantes para os graves problemas enfrentados pela educação pública estadual, cuja solução vem sendo adiada há muitos anos. Ao fazê-lo, os estudantes buscavam o atendimento às suas reivindicações e às de seus professores, dentre as quais, a melhoria das instalações escolares e a melhor remuneração dos docentes e demais trabalhadores em educação, que, ademais, vêm recebendo seus salários de forma parcelada.
No processo de desocupação da Secretaria Estadual da Fazenda, a Brigada Militar utilizou violência desmedida contra o grupo de jovens estudantes, como comprovaram vídeos, fotos e depoimentos divulgados nas redes sociais, empregando até mesmo, no espaço interno da Secretaria, jatos de spray de pimenta contra adolescentes que se encontravam sentados e não expressavam qualquer intenção de reação.
Junto aos estudantes, exercendo suas funções profissionais, encontravam-se o jornalista Matheus Chaparini, repórter do jornal JÁ Porto Alegre, e Kevin D’Arc Rocha, cinegrafista independente, que foram detidos e encaminhados ao Presídio Central, juntamente com os manifestantes, embora tenham se identificado e certificado aos policiais que ali se encontravam no exercício de sua atividade profissional. Os vídeos gravados por Chaparini com seu celular e divulgados amplamente pela imprensa local e nacional comprovam-no.
Indiferente à posição de organizações da sociedade civil, que se solidarizaram com os estudantes e repudiaram a ação da Brigada Militar, o delegado Omar Sena Abud indiciou, no inquérito que se seguiu, todos os ocupantes, inclusive o jornalista e o cinegrafista, classificando-os como transgressores e enquadrando-os nos crimes de atentado contra a liberdade do trabalho, associação criminosa, resistência e dano qualificado.
Reconhecendo o equívoco do indiciamento e do enquadramento dos manifestantes, o Promotor de Justiça Alexandre da Silva Loreiro determinou o arquivamento das acusações contra todos os estudantes menores de idade participantes da ocupação.
O Promotor de Justiça Luís Felipe de Aguiar Tesheiner, no entanto, adotou entendimento diverso em relação aos estudantes maiores de idade, o jornalista e o cinegrafista, que cobriam os fatos, no exercício de sua profissão, e denunciou-os pelos crimes de dano qualificado e resistência, demonstrando clara contradição, posto que aceitou a definição de inocência de uns e incriminou outros praticantes do mesmo ato.
Diante dessa contradição e da evidente tentativa de intimidação e censura ao exercício da atividade profissional jornalística, manifestada na ação da Brigada Militar, reforçada pela conclusão do inquérito policial e expressa na ação do promotor público, manifestamos nosso veemente repúdio à discricionariedade judicial e à intimidação ao exercício da imprensa livre e independente.
Lembrando que a Liberdade de imprensa e o respeito aos direitos humanos são, reconhecidamente, condições fundamentais para a manutenção da democracia, e esperando que a Justiça prevaleça em sua imparcialidade e na defesa das liberdades de expressão, manifestação e divulgação, asseguradas pela Constituição Federal de 1988, apelamos à senhora juíza Claudia Junqueira Sulzbach, responsável pela 9ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre, para que a denúncia não seja recebida e que sejam suspensas todas as acusações imputadas aos jovens estudantes, ao jornalista e ao cinegrafista arrolados.
O presente apelo para que a justiça prevaleça sobre o arbítrio é encaminhado à Vossa Excelência pelo Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito.
Esse comitê é composto por mais de 250 pessoas de diferentes áreas, tais como professores universitários, pesquisadores, artistas, advogados, profissionais da área da comunicação, da cultura e de ações comunitárias do Rio Grande do Sul. O Comitê foi responsável pelo Manifesto em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito, lançado no dia 4 de abril de 2016, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e assinado por mais de 3.000 profissionais. O Comitê é uma organização suprapartidária, que tem como objetivo debater a crise do país e suas possíveis soluções democráticas.

Assinam em nome do comitê
Márcia Cristina Bernardes Barbosa – Professora Titular de Física da UFRGS
Membro da Academia Brasileira de CiênciasSoraya Maria Vargas Cortes – PhD em Políticas Sociais
e Professora Titular de Sociologia da UFRGSZoravia Bettiol – Artista visual, designer e arte educadora
Apoiam o presente pleito as seguintes entidades signatárias:
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS – Milton Simas – presidente
Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região – Everton de Morais Gimenes – presidente
Núcleo Gaúcho da Auditoria Cidadã da Dívida – Josué Martins – coordenação
Advogados e Advogadas pela Legalidade Democrática – Mário Madureira – coordenação
CPERS/Sindicato – Helenir Aguiar Schürer – presidenta
CUTRS – CUT do Rio Grande do Sul – Claudir Nespolo – presidente
Abertura das Olimpíadas em clima de carnaval, a imagem do Brasil na TV
Higino Barros
Para não correr o risco de ouvir um “Fora Temer”, gritado por milhares de pessoas presentes ao Maracanã, o presidente interino Michel Temer não teve o nome anunciado durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos 2016. Em seu lugar, quem fez a abertura oficial da competição, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI). Temer limitou-se a encerrar a cerimônia, declarando abertos os jogos do Rio. Falou dez segundos sob estrondosa vaia, logo abafada pela música alta.
De longo prateado e salto agulha, a gaúcha Gisele representou a garota de Ipanema da música de Tom Jobim
A cerimônia de abertura é um espetáculo concebido para a televisão. Calcula-se que cerca de quatro bilhões de pessoas assistam a transmissão. Na maior parte, ela não teve muito significado para a audiência mundial já que foi centrada nas belezas e traços culturais do Rio de Janeiro, não mostrando a diversidade geográfica e humana do País, muita mais rica.
Mas a cerimônia não foi o mico que muitos esperavam (e torciam) que fosse. Chegando a ser emocionante e linda em alguns momentos. Para quem se emociona, por exemplo, com Paulinho da Viola cantando o Hino Nacional, num arranjo de cordas em levada de quase samba. Ou Gisele Bündchen desfilando como garota de Ipanema, ao som da música de Tom Jobim, para a maior plateia que já a assistiu, em sua carreira de super modelo.
Olimpíada da selfie
O uso de tecnologia led para obtenção de efeitos especiais funcionou do começo ao fim e o efeito do avião 14 BIS levantando voo do estádio foi de rara beleza, pois teve como cenário o Rio de Janeiro, uma cidade de paisagem maravilhosa mesmo. O espetáculo ainda deu toques sobre a preservação da natureza e o respeito à diversidade, em meio a estética de desfile de escola de samba.
Se a delegação dos músicos brasileiros que participaram da cerimônia causou muitas críticas, por ausências inexplicáveis e presenças discutíveis, a presença africana de tanta importância para a formação da cultura brasileira foi marcante. O tempo todo havia negros na tela, o que nos representa com mais exatidão para o exterior.
No final teve mais shows musicais, mas a maior atração foi o desfile dos atletas do mundo inteiro meio em clima de carnaval, aproveitando para se divertir e com celular na mão, tirando fotos. Essa, seguramente, vai ser a Olímpiadas da selfie. Tendo como cenário o Brasil, com suas mazelas e delícias e como cantado pelo público do Maracanã, “bonito por natureza”.Rio de Janeiro retoma PPP para compartilhamento de carros elétricos
Da Envolverde
No dia 20 de julho, a cidade do Rio de Janeiro retomou a licitação de um novo serviço de mobilidade para seus cidadãos e visitantes: o serviço de compartilhamento de carros elétricos. Os interessados deverão apresentar suas propostas no dia 24 de agosto, sendo o vencedor aquele que oferecer a maior outorga para o Município.
Consolidando-se como um dos municípios brasileiros com as mais relevantes experiências no campo das “smartcities” (cidades inteligentes), principalmente depois de ter iniciado projetos de revitalização da região portuária e de ter desenvolvido o mais moderno Centro de Controle Operacional do Brasil, o Rio de Janeiro lançou mais um projeto que alinha inovação, eficiência, baixo consumo de carbono, sustentabilidade e em cooperação com a iniciativa privada.
Para a prefeitura, o modelo de compartilhamento surge como instrumento inovador para reduzir o uso privado dos veículos e incentivar mobilidade urbana mais ecológica e menos centrada no transporte individual.
Bairros que hoje demonstram maior geração e atração de deslocamento de veículos vão receber as 50 estações e as 200 vagas. Cosme Velho, Centro, Cidade Nova, Glória, Leblon, Laranjeiras, Botafogo, Urca, Catete, Copacabana, Leme, Flamengo e Ipanema atraem mais de 50% dos deslocamentos diários da cidade.

A empresa vencedora terá no máximo 6 meses para implementar todo o esquema operacional estabelecido pela Prefeitura. Quando estiver em sua plenitude, a cidade do Rio terá 200 pontos de recarga em que os usuários do serviço poderão retirar e devolver os 100 carros elétricos disponíveis para o uso dos cidadãos e turistas.
“O projeto é muito interessante, pois disponibilizará um serviço que contribui com o bem-estar do cidadão e a mobilidade em uma grande cidade. Quem optar por usar o serviço poderá retirar um carro em uma das estações, usá-lo pelo tempo desejado e devolvê-lo em uma das outras 200 vagas de estacionamento disponíveis na rua e pagar somente pelo tempo utilizado”, explica Rodrigo Reis, sócio da Radar PPP, que, em conjunto com as consultorias PwC, Albino Advogados e IDOM, liderou o consórcio responsável por desenvolver os estudos de viabilidade do projeto.
O projeto não consumirá recursos orçamentários da Prefeitura, pelo contrário. A empresa responsável pelos serviços será selecionada via licitação e deverá pagar uma outorga para a Prefeitura para poder explorar os serviços. Adicionalmente, o projeto foi desenhado de modo a não competir com outras modalidades de transportes (como táxi, ônibus e metrô), pois sua função é fundamentalmente de complementação, em pequena escala, dos serviços de transporte existentes.
A empresa vencedora poderá cobrar as tarifas dos usuários e, também, explorar receitas de patrocínios que se vinculem ao novo modal de transporte de passageiros da cidade. “A futura concessionária deverá realizar um investimento estimado de aproximadamente R$ 19 milhões e poderá, na medida em que houver demanda, não apenas manter o esquema operacional mínimo, mas também ampliar o número de carros e estações de recarga”, explica Rodrigo Reis.
Depois do fenômeno de milhares de bicicletas disponibilizadas nas cidades brasileiras em sistemas públicos de compartilhamento, via arranjos público-privados em que a Prefeitura seleciona um prestador de serviços que disponibiliza as bicicletas aos usuários sem custo para o poder público, é previsto que teremos, nos próximos anos, diversas cidades brasileiras com serviços de compartilhamento de carros elétricos incentivados pelo poder público municipal. De acordo com Rodrigo Reis, grandes cidades brasileiras estão lançando serviços similares, tal como Belo Horizonte, Curitiba e Fortaleza.
O projeto do Rio de Janeiro tem potencial de transformar o mercado brasileiro de carros elétricos, cuja presença no Brasil será intensificada na medida em que o projeto tem condições de ser replicado em várias cidades.
Veja alguns fatos do projeto de compartilhamento de carros elétricos do Rio de Janeiro:- Preço sugerido mínimo estimado em R$ 18 por frações de 30 minutos de uso do serviço;
- Capacidade de realizar mais de 700 viagens por dia;
- A distância entre as estações de recarga será de, no máximo, 400 metros (5 minutos de caminhada);
- Nomes de cidades que já contam com serviços similares: Londres, Amsterdã, Paris, Milão, Bordeaux, Indianápolis, dentre outras.
Empresas possivelmente interessadas na licitação
Há diversas empresas possivelmente interessadas na licitação. Elas chegaram a solicitar autorização para realizar os estudos de viabilidade do projeto, mas não foram selecionadas pela Prefeitura para essa fase, pois a disputa para realizar os estudos de viabilidade foi vencida pelo grupo liderado pela Radar PPP.
Entretanto, agora, com o modelo de negócio divulgado em sede de consulta pública, as empresas que tentaram obter a autorização para fazer os estudos de viabilidade terão todo o interesse de também se organizar para disputar a licitação. As empresas são:- Grupo Bolloré (que opera o sistema de compartilhamento de carros elétricos de Paris [1], Lyon, Bordeaux, Indianápolis e Londres);
- O grupo do CEiiA (que conta com Riba Motos, COOLTRA do Brasil e Teleperformance Telecom);
- A brasileira Serttel (que opera os sistemas de compartilhamento de bicicletas em diversas cidades brasileiras e tem um projeto piloto de compartilhamento de carros elétricos em Recife); e
- Itaipu Binacional (que, em conjunto com a Fiat, tem uma iniciativa madura de desenvolvimento de carros elétricos[2]).
A qualificação técnica para participar da licitação é bastante razoável em relação ao tamanho do empreendimento, o que fomentará uma disputa acirrada pelo contrato. Para se qualificar, uma empresa ou o consórcio devem comprovar que possuem experiência anterior na gestão de sistema de locação de modais de transporte de qualquer natureza, sem a utilização de motorista.
O licitante vencedor será aquele que apresentar o maior valor de outorga para a Prefeitura. O valor de outorga mínimo foi inicialmente definido pela Prefeitura em R$ 1,5 milhões, pelos 5 anos de contrato.
Além disso, também poderão ter interesse direto ou indireto na licitação empresas interessadas em conectar suas marcas ao serviço,como acontece nas cidades brasileiras com as bicicletas.
De olho nesse novo mercado, grandes anunciantes do setor publicitário brasileiro estão interessados nesse projeto, na intenção de conectar suas marcas, produtos e serviços à uma iniciativa sustentável e inovadora como o sistema de compartilhamento de carros elétricos no Rio de Janeiro. Estas empresas poderão também disputar a licitação em consórcio com outras empresas.
Como citado acima, um bom exemplo desse movimento foi dado pelos bancos Itaú e Bradesco, que já investem em publicidade associada a sistemas de compartilhamento de bicicletas e são potenciais interessados no sistema de compartilhamento de carros elétricos também.
Qual carro elétrico será utilizado?
No que diz respeito ao modelo de carro elétrico que será utilizado, a empresa que vencer a licitação poderá selecionar qualquer fornecedor de um veículo elétrico que tenha autorização para trafegar no município do Rio de Janeiro.
Nesse sentido, há vários fornecedores disponíveis, como Renault (Zoe), Fiat (500e), BMW (i3), BYD (e6), Mitsubishi (iMiev), Citroen (CZero), Peugeot (ION), Nissan (Nissan Leaf), entre outros.
A licitante vencedora, portanto, irá contratar o carro elétrico que achar mais adequado para o sistema a ser implantado, podendo escolher mais de um modelo que comporá a frota mínima de 100 carros elétricos do sistema.
A licitação também não impedirá que uma fornecedora de veículos integre um consórcio que irá disputar a licitação.
Segundo Rodrigo Reis, sócio da Radar PPP, o modelo de negócio é bastante flexível. “A ideia é permitir que o mercado tenha ampla liberdade para se organizar para disputar a licitação. Como é um projeto inovador, o esforço maior foi de deixar claras as premissas de interesse público estabelecidas pela Prefeitura e permitir que os agentes econômicos interessados no projeto (montadoras, anunciantes, operadores, fornecedores de energia elétrica, investidores, entre outros) se organizem para a disputa”. (#Envolverde)

Os trabalhos (2015, acrílica sobre papel, 96 x 66 cm) integram a exposição Brasília Céu Inferno, que será aberta na quarta-feira (10/08), às 18h30, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, onde permanece até 4 de setembro. A mostra também apresenta fotos do artista visual, arquiteto e curador Anaurelino Barros Neto. Suas imagens destacam o belo da capital federal.





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