Categoria: Geral

  • Servidores paralisam TVE e FM Cultura contra projeto de Sartori

    Matheus Chaparini
    Um grupo de servidores da Fundação Cultural Piratini realizou uma paralisação em frente à sede da Fundação na manhã desta segunda-feira. O movimento pede que o governador José Ivo Sartori retire da Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 44/2016, que permite a entrada de organizações sociais privadas em serviços públicos em áreas como educação, cultura, esporte, tecnologia e meio ambiente.
    “No momento em que este PL estiver aprovado ele é uma porteira aberta para que fundações, e até escolas e hospitais, sejam repassados para a iniciativa privada. A escola, por exemplo, pode passar a ser gerida por uma OS”, explica a jornalista Cristina Charão.
    Para Cristina, a situação das fundações é ainda mais complicada, pois não haveria como simplesmente transferir a gestão, seria necessário extinguir os órgãos. “Além de tudo, todos os funcionários das fundações estão com seus empregos em risco.”
    A mobilização dos servidores da TVE e da FM Cultura integra o movimento de várias categorias de servidores públicos contra o projeto de lei do executivo. O grupo montou um piquete na entrada da Fundação às 7h desta segunda-feira. De lá, o grupo partiu às 13h para a praça da Matriz, onde se soma à mobilização das demais categorias para a Audiência Pública que trata do PL 44/2016.
    Segundo o movimento, a adesão foi de cerca de 80% dos servidores

    Servidores tiveram apoio do movimento Ocupa Minc / Matheus Chaparini / JÁ
    Servidores tiveram apoio do movimento Ocupa Minc / Matheus Chaparini / JÁ

    TVE cancela entrada ao vivo em razão do protesto
    Enquanto os servidores paralisados permaneciam na entrada da Fundação Piratini, alguns poucos funcionários trabalhavam para colocar o jornal do meio dia no ar. Para driblar a falta de pessoal, dois carros da TVE se deslocaram até o parque Marinha do Brasil, levando o único repórter disponível para tentar fazer uma entrada ao vivo.
    Ao perceber a movimentação, o grupo foi até o local para se manifestar com seus cartazes. A pauta era uma entrevista com o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, sobre os números do trânsito no feriado de Corpus Christi. Mas o constrangimento foi maior.
    Discretamente, repórter e entrevistado tentaram combinar uma gravação na sede da EPTC, como alternativa, mas Cappellari acabou se retirando e a pauta caiu. Os servidores ainda fizeram uma brincadeira de morto-vivo, ironizando a situação.
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    A pauta era uma entrevista com o diretor-presidente Vanderlei Cappellari, mas a entrada ao vivo caiu / Matheus Chaparini / JÁ

    Servidores criticam abandono do governo do estado
    Além da pauta comum às outras categorias, os servidores da Fundação Piratini têm críticas ao tratamento dado pela atual gestão ao órgão. “Eles não estão investindo mais nada, estão terceirizando ao invés de investir na programação local. Esse governo veio para terminar o que foi adquirido ao longo dos quatro anos do governo petista”, afirma Carlos Ayres, radialista e delegado sindical. Ele cita como exemplo a migração do sinal analógico para o digital, que estava em andamento no governo passado e agora está parada.
    Ayres é servidor da TVE há 30 anos e garante que os problemas se repetem a cada troca de governo. “Sempre que troca o governo a gente tem que começar tudo do zero. Os governos de direita, do PMDB e do PSDB, sempre tentaram desfazer o que foi conquistado.”
    Cristina Charão critica o fato de as horas extras terem sido proibidas pela atual gestão. Ela conta que na última quinta-feira, não houve expediente, pois era feriado e os servidores não poderiam trabalhar. “Nos feriados, desde o ano passado, a TVE e a FM Cultura funcionam no play, só programação da rede e reprises. Então quem paralisa a Fundação não é o trabalhador.”
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    Além do PL 44/2016, a defesa da comunicação pública integrava a pauta / Matheus Chaparini / JÁ

    “Projeto não é novo, nem foi criado por Sartori”
    Alexandre Leboutte, jornalista da Fundação, afirma que o projeto não é novo, nem foi criado pelo governador Sartori. “Este mesmo projeto já foi apresentado em 2006, pelo ex-governador Rigotto e diante da pressão dos servidores, ele retirou. A cada gestão que tem como base social o empresariado, ele é reapresentado. Eles estão tentando fazer passar, se não der agora, certamente este projeto vai voltar daqui a pouco”, afirma Leboutte.
    Além do temor em relação à privatização dos dois veículos, Leboutte demonstrou preocupação em relação ao conteúdo. “A nossa programação é caracterizada pela produção local, por dar espaço para a produção independente e para artistas que não dispõe de um grande aparato de marketing para chegar aos canais privados. Se a Fundação for privatizada isso deve se perder.”
    às 13h, servidores desmontaram piquete e seguiram para a Assembleia Legislativa, local da Audiência Pública sobre o PL 44/2016 / Matheus Chaparini / Jornal JÁ
    Às 13h, servidores desmontaram piquete e seguiram para a Assembleia Legislativa, local da Audiência Pública sobre o PL 44/2016 / Matheus Chaparini / Jornal JÁ

  • Estudantes do Instituto lançam livro artesanal sobre a ocupação

    Isabela Marcon tem 16 anos, escreve desde os dez e pretende se tornar escritora profissional. Seu objetivo é poder viver dos livros. Entretanto, Isabela esconde seus textos. Ela cursa o segundo ano do Ensino Médio do Instituto de Educação General Flores da Cunha. Aluna do IE há onze anos, Isabela conta que foi a primeira vez em que se sentiu à vontade para mostrar seus escritos para outras pessoas.
    “Eu gosto de escrever, mas nunca tive apoio na escola. Tive que me descobrir por outros caminhos”, conta a jovem.

    Isabela escreve desde os 10 anos, mas costumava esconder seus textos | Ramiro Furquim/Jornal Já
    Isabela escreve desde os 10 anos, mas costumava esconder seus textos | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Os alunos do Instituto produziram um livro sobre os primeiros dias da ocupação. “Ocupar Educar” foi lançado no domingo, 29, durante o festival OcupaFest, organizado pelos alunos e que contou com diversas atrações no saguão da escola. O livro traz poemas e mensagens escritas pelos estudantes, além de colagens e fotos dos cartazes que foram espalhados pela escola.
    O projeto é uma forma de registrar para a posteridade o momento que vivem hoje: desde o dia 18 de maio, um grupo de estudantes ocupa o Instituto, como ocorre em mais de 140 escolas estaduais no Rio Grande do Sul, segundo a página Ocupa Tudo RS, que reúne as informações das ocupações escolares gaúchas.
    A ideia de produzir um registro impresso surgiu pela aproximação do escritor Elizeu Braga. Natural de Porto Velho, Rondônia, Elizeu veio a Porto Alegre para participar do FestiPoa Literária e acabou ficando mais alguns dias por aqui. Em sua cidade natal, ele é responsável pela Arigóca, ponto de cultura que direciona suas atividades no incentivo à leitura.
    Elizeu foi quem sugeriu a ideia de um livro artesanal | Ramiro Furquim/Jornal Já
    Elizeu foi quem sugeriu a ideia de um livro artesanal | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Elizeu se aproximou da ocupação, mostrou seu trabalho e ofereceu apoio. “Vim conhecer o movimento e ver que contribuição eu podia dar: contação de história, oficina de poesia… Quando mostrei o livro artesanal, a galera gostou e quis fazer um também”, conta o escritor, que tem dois livros de poemas lançados neste formato.
    A partir daí, convocou o poeta gaúcho Nicolas Nardi e juntos passaram a realizar atividades diárias na escola, orientando os estudantes na produção do material. “Nós organizamos o conteúdo, imprimimos o miolo, fizemos as capas à mão e costuramos, para montar o livro”, explica Isabela.
    Em uma primeira tiragem, foram produzidos cerca de 30 exemplares, que estão à venda por R$ 10 e podem ser adquiridos diretamente com os estudantes no Instituto de Educação. O objetivo é arrecadar dinheiro para imprimir outras tiragens e multiplicar o relato da experiência de ocupar uma escola.

  • Professores em greve farão ato em frente ao Piratini

    Higino Barros
    O Comando de Greve do Cpers/Sindicato está reforçando o chamado para os professores da rede pública do Estado em greve participarem da plenária que será realizada na próxima segunda-feira, dia 30, às 10 horas, em frente ao Palácio Piratini.
    O ato é para discutir o ensino e pressionar o governador Ivo Sartori a apresentar propostas concretas na nova rodada de negociação entre governo e grevistas, marcada para o dia 31.
    À tarde, os professores participam da audiência pública sobre o PL 044, o qual prevê a privatização das escolas públicas, que será realizada às 14 horas na Assembleia Legislativa.
    Nessa sexta-feira, os professores tomaram conhecimento da decisão do governo em parcelar novamente os salários dos funcionários do Estado. Os servidores que recebem até R$ 3 mil terão salários depositados na próxima terça-feira, dia 31 de maio. Mas a folha de pagamento de maio foi rodada com seis faixas e será zerada apenas no dia 13 de junho.
    “Não podemos mais admitir esse desrespeito que se repete mês após mês. Pagar nossos salários em dia e na sua integralidade é o mínimo que esse governo tem a obrigação de fazer”, afirmou a presidente do Cpers, Helenir Schürer.
    Para a dirigente sindical, a decisão do governo penaliza os professores, mas ao mesmo tempo fortalece a greve, já que aumenta o número de escolas paradas pelo movimento e pela ocupação de alunos.
    A mobilização dos professores contra o governo obteve uma vitória significativa. O economista Flávio Comin, contratado pela Secretaria Estadual da Fazenda, por R$ 195 mil, para elaborar um estudo visando acabar com o Plano de Carreira dos Professores desistiu do trabalho.
    Segundo Comin, os alertas do Cpers sobre os danos que a análise ia causar ao magistério e a pressão da sociedade em geral, o fizeram pedir rescisão do contra
    Como ficou a folha de pagamento de maio:
    Faixa 1: R$ 3 mil
    Faixa 2: R$ 500
    Faixa 3: R$ 750
    Faixa 4: R$ 1,1 mil
    Faixa 5: R$ 5 mil
    Faixa 6: Saldo

  • Licenciamento é tema da semana do meio ambiente

    Abre quinta, 2 de junho a 32ª Semana do Meio Ambiente de Porto Alegre.
    A primeira palestra, às 9 de manha,  aborda Licenciamento Ambiental no âmbito dos Municípios – Aspectos Jurídicos e Práticos, no auditório da Famurs (rua Marcílio Dias, 574 – Menino Deus).
    A palestra será dividida em duas partes. No período da manhã, serão abordados os aspectos jurídicos do licenciamento ambiental, com mediação da secretária adjunta do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável do RS, Maria Patrícia Möllmann, e do sup ervisor de Meio Ambiente da Smam, Alexandre Burmann.
    Na parte da tarde, o foco estará nos aspectos práticos do licenciamento ambiental, apresentando as experiências positivas que ocorrem em Porto Alegre. A mediação será do químico e ex-secretário de Meio Ambiente de Porto Alegre, Mauro Moura, dos professores da Ufrgs, Júpiter Palagi de Souza e Andrea Loguercio, e da dra. Cíntia Schmidt, da OAB/RS.
    Para mais informações e inscrições: www.eventos.famurs.com.br – (51) 3230-3150.
    Programação do evento:
    Licenciamento Ambiental no Âmbito dos Municípios – Aspectos Jurídicos e Práticos
    Dia 2 de junho, no Auditório da Famurs – Rua Marcílio Dias, 574 – Menino Deus
    Das 9h às 12h – Aspectos Jurídicos do Licenciamento Ambiental
    Áreas de Preservação Permanente em zonas urbanas
    Palestrante: Eleonora Braz Serralta – PGM
    Fiscalização do Ministério Público e questões urbanísticas/ambientais
    Palestrante: Alexandre Saltz – Ministério Público
    Desastres Ambientais e Instrumentos Regulatórios
    Palestrante: Délton Winter de Carvalho – Unisinos
    Das 14h às 18h – Aspectos Práticos do Licenciamento Ambiental
    Compensação Vegetal – A LC 757/15
    Palestrante: João Roberto Meira – Ecos/Smam
    Fauna silvestre no ambiente urbano
    Palestrantes: Renata Cardoso Vieira e Soraya Ribeiro – Ecavs/Smam
    Avaliação de Impacto Sonoro
    Palestrante: Nara Schimitt – Eccops/Smam
    Gestão de Àreas ContaminadasPalestrantes: Carlos Fabiano Rodrigues e Fernando Luiz Calza – Ecai/Smam

  • Manifestações pró-impeachment foram pagas por partidos

    As manifestações a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, organizadas pelo Movimento Brasil Livre, foram financiadas e apoiadas por diversos partidos políticos. Áudios divulgados pelo site UOL na manhã desta sexta-feira mostram a ligação entre PMDB, Democratas, PSDB e Solidariedade e manifestações de rua convocadas pelo MBL.
    Em uma gravação disponibilizada pelo site, de fevereiro de 2016, Renan dos Santos, um dos coordenadores nacionais do MBL, explica a articulação: “O MBL acabou de fechar com o PSDB, DEM, PMDB e com a Força Sindical, o Paulinho, uma articulação para divulgar o dia 13 usando as máquinas deles também. Enfim, usar agora uma força que a gente nunca teve.”
    O movimento foi criado em 2014 e se definia com apartidário e sem ligações financeiras com siglas políticas. Em suas páginas em redes sociais, faz campanhas permanentes para receber ajuda financeira das pessoas, sem ligação com partidos.
    Segundo o UOL, Renan foi filiado ao PSDB entre 2010 e 2015. Através de nota, ele afirmou que o movimento “não criminaliza a política nem os políticos. A aproximação com as lideranças foi fundamental para pavimentar o caminho do impeachment.”
    PMDB: “uma campanha nossa, nós encampamos”
    As gravações mostram que o PMDB financiou a impressão de 20 mil panfletos com a frase “esse impeachment é meu”.
    O presidente da Juventude do PMDB, Bruno Júlio, confirmou ao site que solicitou ao presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, que custeasse os panfletos. A assessoria de Moreira Franco nega.
    “O MBL auxiliou na logística, distribuindo os panfletos e colando cartazes, mas a Fundação Ulysses Guimarães pagou porque se tratava de uma campanha nossa, da Juventude do PMDB, que nós encampamos”, afirmou o presidente da JPMDB.
    PSDB ofereceu lanche e hospedagem
    Em outra gravação, feita no dia 5 de maio, o presidente da Juventude do PSDB no Rio de Janeiro, Ygor Oliveira, fala da parceria entre o partido e o MBL. O partido daria hospedagem e alimentação para os manifestantes que se deslocassem até Brasília, no dia 11, para a votação do impeachment no Senado. A parte do movimento era arrecadar com seus colaboradores o valor referente ao ônibus.
    No áudio, Oliveira afirma que a parceria não saiu porque o Movimento Brasil Livre não conseguiu captar o dinheiro do transporte dos manifestantes. Ele confirmou ao UOL a autenticidade da mensagem. Ele disse ainda que este foi a primeira tentativa de aproximação entre as duas entidades.
    Solidariedade deu carro de som e divulgação
    O Solidariedade se manifestou por meio nota enviada através de sua assessoria de imprensa ao UOL. No texto, o partido afirma que prestou seu apoio ao movimento “com a convocação da militância para as manifestações do impeachment, carro de som nos eventos e divulgação dos atos em nossas redes.”
    Democratas: “Apenas uma união de forças”
    O Democratas  negou qualquer tipo de ajuda financeira ao MBL e informou que se uniu aos movimentos de rua a favor do impeachment, dentre eles o MBL. “Não houve nenhum tipo de apoio financeiro, apenas uma união de forças com os movimentos de rua, dentre eles o MBL”, respondeu o partido.

  • Técnicos contestam zoneamento para extração de areia do Guaiba

    A divulgação de um estudo “coordenado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema)” esta semana deflagrou uma nova polêmica envolvendo o Guaiba.
    Uma notícia no jornal Zero Hora com o título: “Estudo defende exploração de areia no Guaíba”, informou que a atividade, suspensa há dez anos por razões ambientais, está para ser retomada.
    Segundo o jornal a Sema concluiu um zoneamento que “defende que cerca de 30% dos 490 km² do Guaíba podem ser explorados para extração de areia”.
    Com informações da Rádio Gaúcha, o jornal afirma que “durante um ano as equipes realizaram um zoneamento ambiental que aponta onde é possível ou não realizar a mineração, suspensa há 10 anos”.

    “Ele é assinado por técnicos do Departamento Nacional de Produção Mineral, da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e pesquisadores da UFRGS ligados ao Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica e ao Instituto de Pesquisas Hidráulicas”.
    “A secretária estadual do Meio Ambiente, Ana Pellini, explica que, para a elaboração do zoneamento, foram retiradas todas as áreas que se mostravam críticas e com alguma restrição:
    – Isso resultou em uma área de 30% que poderá ser estudada. Não quer dizer que tudo isso vai ser liberado. Nós poderemos estudar caso a caso”.
    “A área que o estudo mostra como possível de extração abrange os municípios de Porto Alegre, Eldorado do Sul, Guaíba e Barra do Ribeiro”.
    “A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Comitê do Lago e entrar em votação no Conselho Estadual do Meio Ambiente”.
    “O Comitê do Lago pretende colocar o tema em votação em 15 dias. ONG ambientalistas que participam do comitê defendem que o zoneamento deveria ter sido debatido pelo grupo”.
    No mesmo dia o professor Elírio E. Toldo, da UFRGS, divulgou o seguinte esclarecimento: 

    “A imprensa vem noticiando informações sobre a participação do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica – CECO/UFRGS, em projetos de pesquisa sobre a atividade da mineração de areia no Rio Guaíba, inclusive na Zero Hora de hoje na página 30.
     
    Comunico que se trata de uma informação NÃO verdadeira, pois não desenvolvemos projeto de pesquisa sobre a mineração no Rio Guaíba, nem possuímos convênios com a SEMA.
    Desenvolvemos estudos sobre a circulação das águas e o transporte de sedimentos, mas não possuímos nenhum projeto voltado a mineração da areia.
     
    Esta informação ERRADA foi comunicada hoje a Direção deste Centro, bem como ao Diretor da Unidade para as providências.
     
    Inclusive já alertamos a necessidade da realização destes estudos para que sejam evitados problemas de impactos desse tipo de obra na orla e no canal do rio,
    em Nota publicada na Revista do CREA (em anexo).
     
    Elírio Toldo, da Universidade Federal do Rio Grande do
    Sul – Instituto de Geociências
    Centro de Estudos de
    Geologia Costeira e Oceânica
  • RBS quer punição de quem atirou pedras

    Durante os protestos contra o governo interino de Michel Temer, que aconteceram na noite desta terça-feira, 24, manifestantes atiraram pedras na sede do grupo RBS, localizada na avenida Ipiranga, em Porto Alegre.
    No local, funcionam os jornais Zero Hora e Diário Gaúcho, os estúdios da Rádio Gaúcha e as operações administrativa e comercial da empresa de comunicação. A ação aconteceu em um horário em que os profissionais do grupo exerciam suas atividades.
    Em entrevista ao Coletiva.net, o vice-presidente Editorial do Grupo RBS, Marcelo Rech, contou que os manifestantes queimaram pneus e jornais na esquina das avenidas Erico Verissimo e Ipiranga e lamentou o ocorrido. “Foi um ato violento, uma manifestação nada pacífica. E queimar jornais simboliza a tentativa de eliminar os fatos narrados nas publicações e suas opiniões”, falou, acrescentando que providências já foram tomadas. “Fizemos o registro oficial na polícia e esperamos que os responsáveis sejam punidos”, disse.
    Em repúdio, a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) publicou uma nota em seu site em que “rejeita toda e qualquer forma de violência contra jornalistas ou veículos de comunicação”. No texto, a entidade diz que entende que manifestações pacíficas em frente a qualquer empresa são legítimas em uma democracia, “porém não concorda com atos que coloquem em risco a integridade física e a vida das pessoas”.

  • Dilma incluirá gravações de Jucá e Renan em sua defesa

    A presidente Dilma Rousseff  vai anexar à sua defesa no processo de impeachment o áudio em que Romero Jucá defendeu, em conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, “resolver essa porra” e “estancar a sangria” da Operação Lava Jato com a troca de governo.
    “Estas gravações deixam mais claro aquilo que estamos afirmando desde o início, que esse processo de impeachment foi realizado com desvio de poder, ou seja, buscando-se finalidades totalmente estranhas à lei”. declarou Dilma em um novo bate papo pelo Facebook, desta vez com o ex-advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo.
    Questionada se está confiante sobre “uma modificação” do resultado do processo e do seu retorno ao mandato de presidente, ela respondeu que sim. “Os fatos são muito fortes, comprovando que todo este processo de impeachment foi uma grande armação”, afirmou; “Quando se tem a razão do lado, nunca se perde a confiança. E nós estamos do lado certo da história”, acrescentou a presidente.
    As gravação com o senador Renan Calheiros, divulgada nesta quarta também será anexada como prova de que houve um golpe.

  • Vereadora pede Audiência Pública sobre minuta que restringe eventos na rua

    A vereadora Fernanda Melchionna entrou nesta quarta-feira com um pedido de Audiência pública na Câmara de Vereadores. O objetivo da audiência será discutir com a população os termos da minuta de Decreto Municipal que regulamenta eventos de rua em Porto Alegre. A data e o local ainda não estão confirmados.
    “O problema é a essência da minuta que fere o direito ao uso da cidade, partindo de uma premissa privatista, de tentar regular o uso do espaço público, que na prática significa cobrar pelas atividades”, criticou a vereadora.
    Na semana passada, a divulgação da minuta repercutiu entre os artistas, que viam o documento como uma nova tentativa de regulamentar a Lei dos Artistas de Rua, criando empecilhos para suas atividades.
    Entretanto, o texto era bem mais abrangente e não atingia apenas os artistas. A minuta citava “atividade recreativa, política, cultural, religiosa, esportiva ou promocional, comunitária ou não.” Além disso, o texto previa a necessidade de autorização prévia da prefeitura e pagamento pelo uso do espaço público

  • Relator quer apressar decisão final de impeachment

    O Senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) apresentou nesta quarta-feira  o cronograma de trabalho na Comissão Processante do Impeachment.
    No documento a previsão é que a votação de Dilma seja possível no final de agosto, pouco mais da metade dos até 180 dias possíveis de fastamento.
    Segundo ele, a  defesa prévia de Dilma termina no dia 1º de junho já que o tempo de 20 dias para isso, começou a contar quando ela foi notificada da decisão do Senado pela admissibilidade do processo de impeachment, dia 12.
    Anastasia prevê a conclusão de seu relatório para final de julho. Antes disso a Comissão ouvirá testemunhas, além de esclarecimento e juntada de documentos. Depois da votação do relatório, que deve ter maioria simples, segue para o STF.
    A partir daí quem vai presidir o julgamento é o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, responsável por dar a palavra final sobre questões de ordem que não forem resolvidas na Comissão Processante. O Caso volta para o Senado onde precisa de 2/3 (54 votos) para o afastamento definitivo de Dilma.
    Senadores do PT reclamaram da pressa em julgar o processo e o presidente da comissão acatou o pedido de vistas do calendário apresentado pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-SC). O calendário deve ser confirmado ou ajustado na próxima reunião da comissão marcada para quinta-feira (2)

    • Com informações da Agência Brasil