Categoria: Geral

  • Impacto do tarifaço de Sartori está subestimado

    O apoio velado da imprensa está impedindo que se tenha maior clareza sobre o grande impacto que o aumento de impostos proposto pelo governador Ivo Sartori terá no bolso do contribuinte e na economia do Estado.
    A ênfase tem sido dada ao aumento da alíquota básica do ICMS, de 17 para 18%, quando na verdade os aumentos de até 5% atingem produtos e serviços que representam quase 90% da receita…
    Num ambiente de crise conjuntural da economia nacional, o efeito do tarifaço, além de retrair a economia regional, pode não render o que está previsto em termos de arrecadação, cerca de R$ 2 bilhões.
     

  • Extintor no carro: Quem entende o Conatran?

    Depois de exigir o extintor de incêndio nos carros, o Conselho Nacional de Trânsito voltou atrás. De maneira nada clara, como se pode ver:
    RESOLUÇÃO No – 556, DE 17 DE SETEMBRO DE 2015
    Torna facultativo o uso do extintor de incêndio para os automóveis, utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada.
    O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 12, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, e conforme o Decreto nº 4.711 de 29 de maio de 2003, que trata da Coordenação do Sistema Nacional de Trânsito – S N T, Considerando o disposto Considerando o que consta do processo administrativo nº 80000.000521/2015-52 resolve:
    Art. 1º Alterar o art. 1º da Resolução CONTRAN nº 157, de 22 de abril de 2004, que passa a vigorar com a seguinte redação:
    “Art. 1º Esta norma torna facultativo o uso do extintor de incêndio, para automóveis, utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada, do tipo e capacidade constantes da tabela 2 do Anexo desta Resolução, instalado na parte dianteira do habitáculo do veículo, ao alcance do condutor. § 1º Os proprietários dos veículos descritos no caput poderão optar pelo uso do extintor de incêndio. 2º Os fabricantes e importadores dos veículos descritos nos caput deverão disponibilizar local adequado para a instalação do suporte para o extintor de incêndio, na forma da legislação vigente. § 3º Os proprietários de veículos que optarem por utilizar o extintor de incêndio deverão seguir as normas dispostas nesta Resolução. §4º É obrigatório o uso do extintor de incêndio para caminhão, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus, veículos destinados ao transporte de produtos inflamáveis, líquidos, gasosos e para todo veículo utilizado no transporte coletivo de passageiros.
    Art. 2º Alterar o art. 7º da Resolução CONTRAN nº 157, de 2004, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 7º Os extintores de incêndio deverão atender às seguintes exigências: I – nos veículos automotores previstos no item 1 da tabela 2 do ANEXO, deverão ter a durabilidade mínima e a validade do teste hidrostático de cinco anos da data de fabricação, e ao fim deste prazo o extintor será obrigatoriamente substituído por um novo; (redação dada pela Resolução nº 223/07) II. nos veículos automotores previstos nos itens 2 e 3 da tabela 2 do Anexo, deverão ter durabilidade mínima de três anos e validade do teste hidrostático de cinco anos da data de fabricação.” Art. 3º Alterar a redação do § 2º e acrescentar o § 3º ao art. 8º da Resolução CONTRAN nº 157, de 2004, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 8º … (…) § 2º A partir de 1º de outubro de 2015, os veículos automotores obrigados a utilizar o extintor de incêndio só poderão circular equipados com extintores de incêndio com carga de pó ABC. § 3º A partir de 1º de outubro de 2015, os proprietários de automóveis, utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada, que optarem pela utilização do extintor de incêndio, deverão utilizar extintores de incêndio com carga de pó ABC.” Art. 4º Alterar o art. 9º da Resolução CONTRAN nº 157, de 2004, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 9º. As autoridades de trânsito ou seus agentes deverão fiscalizar os extintores de incêndio, nos veículos em que seu uso é obrigatório, verificando os seguintes itens: (…)” Art. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 6º Fica revogado o item 20, do inciso I, do art. 1º da Resolução CONTRAN nº 14, de 1998. ALBERTO ANGERAMI Presidente do Conselho GUILHERME MORAES REGO Ministério da Justiça HIMÁRIO BRANDÃO TRINAS Ministério da Defesa ALEXANDRE EUZÉBIO DE MORAIS Ministério dos Transportes JOSÉ MARIA RODRIGUES DE SOUZA Ministério da Educação LUIZ FERNANDO FAUTH Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação EDILSON DOS SANTOS MACEDO Ministério das Cidades MARTA MARIA ALVES DA SILVA Ministério da Saúde MARCELO VINAUD PRADO Agência Nacional de Transportes Terrestres
     

  • Justiça manda Unimed Nacional atender clientes da Paulistana

    A Unimed Nacional será responsável pelo atendimento aos clientes da Unimed Paulistana, que está sob intervenção da Agência Nacional de Saúde Complementar.
    A decisão, publicada nesta sexta-feira, é da juíza Maria Rita Rebello, da 18ª Vara Civel do Tribunal de Justiça de São Paulo.
    Ela atendeu ao recurso do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) que pediu a responsabilização solidária das empresas que formam o grupo Unimed.
    A Justiça determinou que a Unimed Paulistana encaminhe, em um prazo máximo de 24 horas, para a central nacional da empresa, os pacientes que não conseguirem agendar atendimento em sua rede credenciada.
    A decisão é válida até que a carteira de cerca de 740 mil clientes da operadora de saúde seja vendida.
    Por meio de nota, a Unimed informou ainda não ter sido comunicada oficialmente da decisão e disse “que cumpre todas as determinações judiciais que envolvem a cooperativa”.
    A Unimed poderá recorrer da sentença.
    Na decisão, a magistrada estipulou que a Central Unimed “ofereça aos usuários da Unimed Paulistana os serviços médico/laboratoriais e hospitalares, incluindo cobertura obstétrica e odontológica, a que teriam direito considerando as obrigações assumidas pela Unimed Paulistana em contrato, especialmente em situações de urgência e emergência, de forma solidária à Unimed Paulistana”.
    Decisão judicial atendeu a uma ação civil pública feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), no último dia 10 de setembro. (Com informações do 247)
     

  • Planos de Saúde: blogueiro denuncia Unimed Paulistana

    Em seu Blog da Cidadania, o jornalista Eduardo Guimarães  acusa a Unimed Paulistana de não estar cumprindo as determinações da Agencia Nacional de Saude Complementar.
    Por apresentar falhas no atendimento, que não conseguiu sanar mesmo depois de uma intervenção da ANS, a Unimed Paulistana foi obrigada transferir sua carteira de 740 mil clientes para outra operadora.
    A decisão foi publicada no Diário Oficial da União no dia 2 de setembro.
    Pela lei, deveria manter o atendimento a seus clientes até que se concretizasse a transferência a outra operadora.
    “Não é o que está acontecendo. A empresa simplesmente deixou todo mundo na mão”, diz o blogueiro.
    Cliente da Unimed Paulistana ele cita o próprio exemplo como prova. Sua mulher, com cálculos renais, precisou de exames.
    “Foi aí que descobrimos que pagamos o plano de saúde à toa. Sabe que laboratórios atendem clientes da Unimed Paulistana? NENHUM! Todos se recusam a atendê-los por medo de não serem ressarcidos…”
    O blogueiro diz que foi encontrar atendimento no Hospital de Clínicas, pelo SUS.
    “Aliás, para quem não sabe, mesmo quem paga caro por esses planos picaretas a tendência é a de que, se o problema for grave, o incauto pagador desses planos acabe mesmo é no SUS”.
    “É pouquíssimo divulgado, mas o governo federal está apertando o cerco às operadoras de planos de saúde para que paguem o valor do atendimento crescente a seus clientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”.
    “Funciona assim: quando são consultas e exames – e até alguma internação mais simples e rápida –, o plano cobre. Mas quando o problema se agrava, os planos recusam atendimento e o cliente acaba no SUS”.
    “Como de cada dez casos de descumprimento de obrigações pelos planos de saúde nem 1/5 das vítimas apela à Justiça, eles vão negando procedimentos que têm obrigação de cobrir e o cliente lesado, sem saber, acaba aceitando ir se tratar no SUS”.
    “Por isso, em maio deste ano o ministro da Saúde, Arthur Chioro, e a diretora-presidente substituta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Martha Oliveira, determinaram que as empresas também tenham que ressarcir o SUS por exames e terapias ambulatoriais de alta e média complexidade, como quimioterapia e hemodiálise”.
    Até então, só as internações eram pagas.
    Ou seja, você compra plano de saúde para fugir do “terrível” SUS e, otário, acaba exatamente onde pretendeu evitar: no SUS.
    Planos de Saúde com Comercialização Suspensa
    SALUTAR SAÚDE SEGURADORA S/A
    Registro ANS: 000027
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    467305121
    Especial Adesão sem Coparticipação sem Franquia
    6.549
    467308125
    Executivo Top Adesão sem Coparticipação sem Franquia
    556
    467306129
    Especial Top Adesão sem Coparticipação sem Franquia
    1.226
    457018089
    ESPECIAL TOP
    250
    467307127
    Executivo Adesão sem Coparticipação sem Franquia
    1.911
    UNIMED PAULISTANA SOCIEDADE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
    Registro ANS: 301337
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    455209061
    Integral Uniplan Adesão
    25.891
    701003996
    MASTER
    15.187
    455215066
    Supremo Uniplan Adesão
    19.824
    455211063
    Padrão Uniplan Adesão
    42.348
    470435145
    NEW BRONZE ENFERMARIA INDIVIDUAL
    9.509
    470423141
    NEW BRONZE ENFERMARIA UNIPLAN EMPRESARIAL
    17.470
    455233064
    Padrão Apartamento Adesão
    706
    467984129
    UP OURO UNIPLAN ADESAO
    2.327
    445908033
    PADRÃO
    4.658
    468674138
    Original UP Enfermaria Empresarial
    5.832
    455235061
    Padrão Apartamento Individual
    6.037
    455234062
    Padrão Apartamento Empresarial
    6.429
    445903032
    SUPREMO
    6.685
    445917032
    SUPREMO
    7.023
    459389098
    Padrão Apartamento Uniplan Adesão
    7.196
    470428142
    PADRÃO ADV ENFERMARIA UNIPLAN COPARTICIPAÇÃO EMPRESARIAL
    7.343
    455244060
    Supremo Uniplan Empresarial
    8.878
    470431142
    PADRÃO ADV ENFERMARIA UNIPLAN EMPRESARIAL
    11.347
    459378092
    Padrão Apartamento Uniplan Empresarial
    14.266
    701002998
    PLENO
    14.533
    467975120
    UP BRONZE ENFERMARIA UNIPLAN COPARTICIPACAO EMPRESARIAL
    23.604
    455236069
    Padrão Uniplan Empresarial
    43.219
    ODONTOPREV S/A
    Registro ANS: 301949
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    401862981
    INTEGRAL CERD
    1.025.503
    471200145
    PADRÃO DOC SPG CELE
    329.720
    401866984
    MASTER CERD
    64.108
    455739075
    Bradesco Dental Premium Top CE IO
    106.082
    439460027
    FIRST EXTRA CP CERD
    112
    465149119
    BRADESCO DENTAL INDIVIDUAL IDEAL I – IF LE
    27.567
    437328026
    INTEGRAL CP CELE
    54.172
    421757998
    Empresarial Dental Plano Top 1
    83.153
    467724122
    BRADESCO DENTAL INDIVIDUAL IDEAL III – IF LE
    126.407
    421743998
    Empresarial Dental Plano Padrão 1
    476.722
    COOPERATIVA DE USUÁRIOS ASSISTÊNCIA MÉDICO-HOSPITALAR DO SICOOB LTDA – VIVAMED SAÚDE
    Registro ANS: 314170
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    462003108
    Viva Plus Enfermaria
    3.779
    465991111
    VIVA EMPRESA PLUS ENFERMARIA
    242
    SAUDE SIM LTDA.
    Registro ANS: 320111
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    470927146
    Super Sim I Emp R1 ASC
    5.068
    ASSISTENCIA MEDICO HOSPITALAR SAO LUCAS S/A
    Registro ANS: 323811
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    469274138
    PLANO ESSENCIAL PJ
    9.203
    460341099
    PLANO AMBULATORIAL HOSPITALAR OBSTÉTRICO – BRONZE
    12.871
    469636131
    PLANO IDEAL PF C/CO
    1.060
    469639135
    PLANO IDEAL ADESÃO
    3.044
    W.S. – ADMINISTRADORA DE PLANOS DE SAUDE E ODONTOLOGICO LTDA.
    Registro ANS: 339750
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    466448125
    LIFE BRONZE
    1.018
    FUNDAÇÃO ASSISTENCIAL DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO DA FAZENDA
    Registro ANS: 346926
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    466490126
    ASSEFAZ RUBI APARTAMENTO EMPRESARIAL
    39.681
    466498121
    ASSEFAZ DIAMANTE APARTAMENTO EMPRESARIAL
    2.964
    MEDISANITAS BRASIL ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE S/A.
    Registro ANS: 348520
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    468739136
    MEDISANITAS ESPECIAL ENFERMARIA CE
    72.456
    465097112
    CONTRATO INDIVIDUAL E FAMILIAR – PRATA
    5.384
    468743134
    PLANO SATURNO ENFERMARIA
    1.413
    PROMED ASSISTENCIA MEDICA LTDA
    Registro ANS: 348805
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    470207137
    Promed Executivo – Enfermaria
    82.367
    412187992
    PROMED GOLD ENF
    10.928
    412186994
    PROMED EXECUTIVO APART
    5.933
    COOPUS – COOPERATIVA DE USUÁRIOS DO SISTEMA DE SAÚDE DE CAMPINAS
    Registro ANS: 384356
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    461455101
    130.1.20 CA
    5.693
    UNIMED-RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO DO RIO DE JANEIRO
    Registro ANS: 393321
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    467691122
    Unimed Alfa 2
    30.967
    467683121
    Unimed Alfa 2
    31.764
    467669126
    Unimed Beta 2
    15.173
    468245129
    UniPart Alfa 2
    48.931
    467662129
    Unimed Ômega Plus
    1.350
    470458144
    Unimed Delta 2 (0114)
    2.553
    467693129
    Unimed Beta 2
    6.419
    470453143
    Unimed Ômega Plus Dental (0114)
    125
    467701123
    Unimed Ômega Plus Dental
    1.406
    468252121
    UniPart Beta 2
    3.301
    467680127
    Unimed Delta 2 Dental  PPE
    4.430
    470451147
    Unipart Beta 2 (0114)
    4.810
    467694127
    Unimed Delta 2
    5.457
    467677127
    Unimed Beta 2 PPE
    5.492
    470452145
    Unipart Alfa 2 (0114)
    7.145
    IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MAUÁ
    Registro ANS: 403920
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    468925139
    OPÇÃO SAÚDE 21
    11.390
    468931133
    OPÇÃO SAÚDE 32
    610
    OPERADORA DE PLANOS DE SAÚDE SERRA IMPERIAL LTDA.
    Registro ANS: 409235
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    457672081
    PLANO MEMORIAL TOP
    28
    ECOLE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA
    Registro ANS: 414298
    Registro
    Produto
    Número de beneficiários
    439023027
    Ecole Básico
    15.904
    – See more at: http://www.ans.gov.br/planos-de-saude-e-operadoras/contratacao-e-troca-de-plano/planos-de-saude-com-comercializacao-suspensa/operadoras-com-planos-suspensos#sthash.vqxumW2k.dpuf
    ANS determina alienação compulsória de carteira da Unimed Paulistana
    Detalhes
    Categoria:Operadoras e Serviços de Saúde
    Publicado em: 02/09/2015
    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decretou nesta quarta-feira (02/09) a alienação compulsória da carteira de beneficiários da operadora Unimed Paulistana. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Resolução Operacional nº 1.891, com a finalidade de garantir a assistência aos consumidores.
    A situação da operadora vem sendo acompanhada pela Agência que, desde 2009, instaurou quatro regimes especiais de direção fiscal (acompanhamento presencial feito por agente nomeado pela ANS em decorrência de anormalidades econômico-financeiras graves) e dois regimes de direção técnica (acompanhamento presencial feito por agente nomeado pela ANS em decorrência de anormalidades assistenciais e administrativas graves).
    Como a operadora não conseguiu sanear os problemas, a ANS determinou que a Unimed Paulistana deve negociar a transferência da totalidade de sua carteira de beneficiários no prazo de 30 dias corridos após o recebimento da intimação. A interessada deverá possuir situação econômico-financeira adequada e manter as condições dos contratos sem prejuízos aos consumidores.
    Caso não realize a alienação nesse prazo, a ANS fará uma oferta pública para que operadoras interessadas ofereçam propostas de novos contratos aos beneficiários da Unimed Paulistana.
    É importante ressaltar que a operadora continua tendo obrigação de manter a assistência aos seus beneficiários até que a transferência para outra operadora seja finalizada. Os beneficiários devem manter o pagamento de seus boletos para garantir o direito à migração para uma nova operadora.
    De acordo com dados de julho/2015, a Unimed Paulistana possui aproximadamente 744 mil beneficiários, em sua maior parte residente no município de São Paulo, e dos quais 78% estão em planos coletivos (empresariais e por adesão).
    Em caso de dúvidas ou denúncias, os beneficiários podem entrar em contato pelo Disque ANS (0800 701 9656), pela Central de Atendimento no portal da Agência (www.ans.gov.br) ou pessoalmente, nos Núcleos da ANS presentes em 12 cidades.
    No estado de São Paulo, são dois endereços:
    Núcleo da ANS em São Paulo: Av. Bela Cintra, nº 986 – 9º andar – Edifício Rachid Saliba – Bairro Jardim Paulista – São Paulo/SP.
    Núcleo da ANS em Ribeirão Preto: Av. Presidente Vargas, nº 2121 – 2º Andar – Sala 203 – Edifício Times Square – Ribeirão Preto/SP.
     
    – See more at: http://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/operadoras-e-servicos-de-saude/2973-ans-determina-alienacao-compulsoria-de-carteira-da-unimed-paulistana#sthash.QJuXHX03.dpuf
     
    PERGUNTAS E RESPOSTAS
    O que significa alienação compulsória de carteira? É o processo pelo qual a ANS determina que uma operadora de plano de saúde negocie a transferência da totalidade de sua carteira de beneficiários para outra operadora com a finalidade de garantir a assistência aos consumidores.
    Por que isso ocorreu com a Unimed Paulistana? A operadora, que vinha sendo acompanhada pela Agência, não conseguiu sanear os problemas econômico/financeiros e assistenciais que vinha apresentando. Assim, foi deflagrado o processo para a transferência dos beneficiários para outra operadora.
    Como fica o atendimento aos consumidores da Unimed Paulistana? O atendimento aos beneficiários continua garantido. A operadora tem obrigação de manter a assistência a todos os consumidores até que a transferência para outra operadora seja concluída.
    E se o beneficiário estiver internado, com cirurgia ou atendimento marcado ou em tratamento? O beneficiário não poderá ficar desassistido. Os pacientes que estão internados ou em tratamento deverão continuar seus atendimentos normalmente.
    O que o beneficiário deve fazer se tiver atendimento negado ou não conseguir atendimento? Os beneficiários que enfrentarem dificuldades no atendimento devem procurar a operadora para que ela solucione o problema e também registrar reclamação na ANS, através do Disque ANS (0800 701 9656), pela Central de Atendimento no portal da Agência (www.ans.gov.br) ou pessoalmente, nos Núcleos da ANS presentes em 12 cidades. Se a operadora negar atendimento, estará sujeita às penalidades previstas na legislação.
    O beneficiário deve continuar pagando a mensalidade da Unimed Paulistana? Sim. Os beneficiários devem manter o pagamento de seus boletos para garantir o direito à migração para uma nova operadora.
    Com esta transferência, a mensalidade do plano pode aumentar? Depende. Durante esse período, muitas corretoras e outras operadoras oferecem alternativas de mercado onde as condições de rede e preço não são mantidas. A única opção de manter a garantia de rede e preço é no caso da Unimed Paulistana conseguir transferir a totalidade de sua carteira para outra operadora no rito da alienação compulsória de carteira.
    O beneficiário poderá escolher a operadora de saúde para a qual será transferido? Depende. Caso o beneficiário esteja em apólices coletivas e suas empresas e/ou associações de representação estejam oferecendo opções para eles, fica facultado a ele a escolha dentre as opções que lhes sejam oferecidas. Já no caso de sucesso da alienação da totalidade da carteira, o beneficiário será transferido para a operadora que tenha recebido autorização para a aquisição da totalidade da carteira.
    Com a troca de operadora, o que acontece com a rede credenciada? Caso a Unimed Paulistana consiga alienar a totalidade de sua carteira, a rede credenciada da operadora que adquirir a carteira da Unimed Paulistana deverá ser compatível com a atual rede oferecida aos beneficiários. Se a troca de operadora se der por opção da empresa contratante ou da associação de classe (no caso de contratos coletivos), a rede e preço serão as pactuadas no novo contrato.
    O beneficiário terá que cumprir carência na nova operadora? Na eventual transferência compulsória da totalidade da carteira, não será preciso cumprir novo período de carência na operadora que adquirir a carteira. Mas se o consumidor estiver em pleno período de carência, irá cumprir o tempo restante na nova operadora.
    O beneficiário que não quiser fazer a transferência de carteira pode procurar um novo plano de saúde para ele e para sua família por conta própria? Sim. As regras para portabilidade não se alteram. O beneficiário poderá fazer a portabilidade em até quatro meses a partir do mês de aniversário do contrato. A portabilidade pode ser feita de um plano individual para outro, de um plano coletivo por adesão para outro e de um plano individual para um plano coletivo por adesão e vice-versa. Também é possível mudar de um plano de abrangência municipal, para um de atendimento em vários municípios, em vários estados, ou mesmo nacional. O novo plano deverá ser compatível com o plano atual do beneficiário.
    Além disso, para os planos coletivos empresariais e coletivos por adesão, as pessoas jurídicas contratantes e associações de classe podem optar por modificar a operadora de plano de saúde contratada por outra, estabelecendo novos contratos em condições negociadas entre as partes.
    Saiba mais sobre portabilidade aqui
    O que acontece caso nenhuma operadora se interesse pela carteira da Unimed Paulistana? Se a Unimed Paulistana não encontrar outra operadora para adquirir sua carteira, a ANS irá fazer a oferta pública das referências operacionais e do cadastro de beneficiários para que operadoras interessadas ofereçam propostas de novos contratos aos beneficiários da Unimed Paulistana. Caso nesta oferta pública não haja nenhum interessado, será decretada a portabilidade especial.
    O que é oferta pública? É um mecanismo lançado mão pelo órgão regulador para casos onde haja insucesso da alienação compulsória da carteira, em que operadoras interessadas oferecem ao cadastro de beneficiários da operadora em saída ordenada do mercado novos produtos com novas condições contratuais de rede e preço.
    O que é portabilidade especial? A portabilidade especial de carências é uma determinação da ANS que permite ao usuário de uma operadora que está sendo retirada do mercado trocar de plano de saúde sem cumprir novos períodos de carência. Mas o novo contrato pode apresentar condições de preço e rede distintas dos que os beneficiários tinham na Unimed Paulistana.
    Se persistirem dúvidas, onde procurar esclarecimentos? O beneficiário pode ligar para o Disque ANS (0800 701 9656), acessar a Central de Atendimento no portal da Agência (www.ans.gov.br) ou buscar atendimento pessoalmente, nos Núcleos da ANS presentes em 12 cidades. Confira os endereços aqui.
     
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  • Mercado de Notícias: o filme e o diretor na Casa do Jornalista

    Como parte da programação para celebrar os 80 anos da ARI – Associação Riograndense de Imprensa), neste sábado, 19, haverá uma sessão comentada do filme Mercado de Notícias, do cineasta gaúcho Jorge Furtado.
    Para conversar com o diretor, a ARI convidou Matheus Bonez (editor Online e Social Media) e Danilo Fantinel (Fabico/UFRGS), ambos da Associação dos Críticos de Cinema do RS.
    É neste sábado, 19/9, às 10h, na Casa do Jornalista – Av. Borges de Medeiros, 915 – 8º andar – viaduto Otávio Rocha, no Centro Histórico, com entrada franca.

     
  • Prefeitura muda sistema de distribuição de medicamentos na Capital a partir de 1º de outubro

    O sistema de distribuição de medicamentos irá mudar na Capital. Segundo o secretário de Saúde do município, Fernando Ritter, os gastos da prefeitura de Porto Alegre com medicamentos aumentaram 100% nos últimos quatro anos. Só em 2014, a Capital aplicou R$ 12 milhões além do que recebeu em repasses, totalizando R$ 26 milhões. Em vez de aportar R$ 2,36 por habitante, Porto Alegre vem gastando R$ 11,00 per capita.
    “Os valores repassados pela União para compra de medicamentos não têm correção desde 2010. Ao longo desse período, o aumento no custo real com a compra teve variações de 8 a 600%”, afirma Ritter.
    O conjunto de medidas pretende qualificar o atendimento aos cidadãos. A partir de 1º de outubro os medicamentos disponíveis nas unidades de Porto Alegre serão disponibilizados exclusivamente aos moradores da capital gaúcha, mediante apresentação do cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).
    Os mecanismos de controle nas principais farmácias distritais apontam que pelo menos 40% dos medicamentos distribuídos gratuitamente são retirados por usuários de outras cidades. “Esta distorção tem trazido graves prejuízos para a rede de saúde em Porto Alegre. Por isso estamos fazendo uma reorganização geral no sistema, para garantir que os recursos que estamos gastando a mais sejam aplicados na melhoria da qualidade do atendimento para os cidadãos da Capital”, salientou Ritter, na exposição realizada na sede da secretaria. O secretário destacou que a população será informada nas unidades sobre as alterações ao longo do mês de setembro.
    O Conselho Municipal de Saúde, órgão de controle social, apoia a medida e vem alertando para os impactos do problema. “Tem acontecido falta de medicamentos na rede pública de Porto Alegre, e uma das principais causas é a busca por parte de moradores de outras cidades. É preciso corrigir essa distorção e melhorar a qualidade do serviço”, observou Mirta Zenker, vice-coordenadora do conselho.
    Além do impacto financeiro, porque o dinheiro gasto a mais por demanda de outras cidades deixa de ser investido nos serviços da Capital, há ainda o prejuízo às estratégias de saúde, conforme reforçou a coordenadora da Assistência Farmacêutica da secretaria, Fabiane Leffa. “As estratégias são definidas também conforme a demanda de medicamentos nas unidades, pois isso fornece um retrato da situação epidemiológica. Se os medicamentos são fornecidos para cidadãos de outras cidades, dá uma noção errada do quadro. Informações distorcidas não permitem planejamento adequado  para ações de saúde”, ponderou.

  • Conclusão de ciclovia na Nilópolis exige corte de quatro árvores

    Naira Hofmeister
    As obras da ciclovia da avenida Nilópolis, que devem ser concluídas até meados de novembro, exigiram que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) autorizasse o corte de quatro árvores do canteiro central da via, por onde passará a faixa exclusiva para bicicletas.
    Duas delas, uma bananeira e uma figueira ornamental, já foram removidas, segundo o responsável técnico pela obra, o engenheiro Lair Ângelo Baum Ferreira.
    As outras duas, por serem exemplares nativos do Rio Grande do Sul – uma pitangueira e um ipê verde – embora tenham tido seu corte autorizado, tentarão ser preservadas pela equipe de Lair. “Não mexemos nelas ainda, mas a tentativa será transplantá-las mais para o meio do canteiro, evitando derrubar”, garante o profissional.
    A Smam determinou o plantio de 18 mudas nativas a título de compensação ambiental pela supressão das quatro árvores, mas as plantas não ficarão, necessariamente, na região.
    Intervenções atingem 22 vegetais na via
    Além dos vegetais com autorização de remoção definitiva, outros quatro serão transplantados para um espaço muito próximo do local onde estão atualmente. Segundo a Smam, será necessário um deslocamento de um ou dois metros, apenas para viabilizar tecnicamente a obra da ciclovia.
    Outras 14 árvores sofrerão uma poda para permitir a passagem dos ciclistas, somando 22 vegetais que sofrerão algum tipo de intervenção em razão da obra.
    Todos os custos do manejo ambiental correm a cargo da empresa responsável pela obra, uma contrapartida à cidade pela construção de um edifício de estacionamentos no Centro Histórico, em frente à Casa de Cultura Mario Quintana, na avenida Sete de Setembro.
    A EPTC não sabe precisar o valor do investimento da empresa privada, porque a entrega de contrapartida é uma obrigação do empreendedor, independente do valor. Entretanto, a preços de mercado, a obra custaria algo em torno de R$ 310 mil.
    corredor ligará zonas norte e sul

    Via para tráfico exclusivo de bicicletas terá 650 metros de extensão \ Divulgação PMPA
    Via para tráfico exclusivo de bicicletas terá 650 metros de extensão, entre Lucas e Ijuí \ Divulgação PMPA

    A ciclovia da Nilópolis terá 650 metros de comprimento, estendendo-se entre as avenidas Lucas de Oliveira e Ijuí, e integrará, no futuro, um corredor que vai ligar as zonas norte e sul de Porto Alegre por meio de vias exclusivas para a circulação de bicicletas.
    Quando concluído, o trajeto começará com um trecho de 1,1 quilômetro na Nilo Peçanha, ainda sem data prevista para execução, passará pelo fragmento da Nilópolis, prosseguindo por 300 metros na avenida Neuza Brizola e depois por 550 metros na Santa Cecília (nenhum dos dois trechos tem data para sair do papel), integrando-se à ciclovia da avenida Ipiranga – esta, por sua vez, segue até a beira do Guaíba, de onde se pode alcançar o início da Zona Sul através da faixa da Beira-Rio.
    A pista exclusiva para ciclistas da Nilópolis passará ao lado do corredor central da avenida, fazendo com que as bikes rodem sempre ao lado esquerdo dos automóveis, nos dois sentidos de tráfico. A separação entre bicicletas e carros será feira através da instalação de tachões na pista e não de gradis, como ocorre, por exemplo, na Ipiranga.
    Será o mesmo modelo utilizado na avenida Ada Mascarenhas, exemplificam os técnicos da Smam.
    Promessa é entregar 7,1 km até dezembro
    Obras no trecho final da ciclovia da Ipiranga estão avançadas | Naira Hofmeister/JÁ
    Obras no trecho final da ciclovia da Ipiranga estão avançadas | Naira Hofmeister/JÁ

    Embora esses trechos ainda não possuam data para a execução, a Prefeitura de Porto Alegre espera entregar, até o final de 2015, pouco mais de 7,1 quilômetros de ciclovias para a população.
    Atualmente, Porto Alegre conta com 27,5 quilômetros de ciclovias instaladas.
    Além dos 650 metros da Nilópolis, a previsão é de concluir a ciclovia da Ipiranga em toda a sua totalidade – faltam ainda 6,6 quilômetros entre a Silva Só e a Antônio de Carvalho.
    O trecho final, de 1,5 km, está com as obras avançadas: entre a Salvador França e a PUC-RS, a ciclovia já está demarcada e preenchida com brita, faltando apenas o calçamento e a sinalização. Dali em diante, até a Antônio de Carvalho, a maior parte já está até pintada.
    Com isso, o último trecho a ser concluído será aquele sob responsabilidade do Zaffari Bourbon, depois da Silva Só, que é uma contrapartida para a construção de um novo shopping no bairro Santa Cecília, na área do antigo clube Força e Luz.

  • Uma trama contra a democracia

    Henrique Fontana
    A tentativa de retirar uma presidenta legitimamente eleita, com mandato conquistado nas urnas, antes de 2018, atenta contra a democracia. E não bastará aos organizadores dessa trama e aos defensores da quebra das normas constitucionais envolverem suas manobras para um golpe institucional num “verniz” legalista.
    As conspirações para o impeachment da presidenta Dilma, tramadas, especialmente, pelo presidente Eduardo Cunha e tucanos no Congresso, são frágeis e contraditórias. Desde a reeleição da presidenta, estes têm promovido diferentes ações, com pedidos de recontagem de votos, rejeição das contas de campanha, rejeição das contas do governo e diversos requerimentos de impeachment.
    Assim como a tese das supostas “pedaladas fiscais” nas contas do governo em 2014, procedimento contábil até hoje considerado legal pelo TCU, utilizado inclusive pelos governos de Fernando henrique e Lula, e aprovado pela Câmara, outra tese tenta dizer que as doações eleitorais das mesmas empreiteiras, em alguns casos em valores até maiores, para Aécio Neves seriam legais, e as feitas para a campanha de Dilma seriam ilegais e fruto de propinas, sendo que todas estão registradas dentro das regras eleitorais. Nenhuma justifica um impeachment.
    A política e a estabilidade das instituições democráticas não devem ser pautadas pelo revanchismo eleitoral ou humores do mercado. Buscar saídas para a crise econômica mundial, que também nos atinge, é tarefa do governo eleito, e mesmo diante de críticas de alguns setores, estas não são motivo para interromper um mandato.
    Respeitadas democraticamente todas as manifestações, é preciso dizer que o clima de “terceiro” turno eleitoral, que tem o objetivo de desestabilizar o governo, na verdade tem prejudicado nossa economia e atrasado a retomada do crescimento.
    É tarefa de toda sociedade, respeitada a pluralidade de opiniões, defender as instituições e a legalidade democrática duramente conquistada após mais de 20 anos de ditadura. A política não deve ser um jogo de vale-tudo, a maioria do povo não torce pelo “quanto pior, melhor”. Vamos sim reconhecer e corrigir erros, protegendo o que já conquistamos, enfrentando a corrupção e defendendo a democracia.
    *Deputado federal (PT/RS)

  • O jornalismo que não vê e se omite

    Luiz Cláudio Cunha
    O Brasil ficou chocado com os 84 segundos de imagens em preto e branco que assistiu nos principais telejornais do país na sexta-feira, 28 de agosto. Mostravam as cenas violentas de um assalto à luz do dia numa avenida movimentada de São Bernardo do Campo, SP, quando o ladrão esmurra o vidro de um carro, arranca a motorista que o dirigia, joga a mulher no chão e arranca com o veículo.
    (Reprodução de fotos ABCD Maior)
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    O ataque: aos 15 seg, o homem começa a esmurrar a porta da motorista.
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    O recuo: aos 21 seg, o carro branco atrás dá marcha a ré para se afastar do ataque.
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    A fuga: aos 25 seg, o carro de trás manobra pela direita e foge dali.
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    A omissão: aos 59 seg surge alguém para ajudar, enquanto os carros passam sem parar.
    Foram cenas captadas às 8h da manhã do sábado anterior, 22, pelo sistema de segurança da prefeitura, num trecho da avenida José Fornari, no bairro Ferrazópolis, e divulgadas pelo jornalABCD Maior. Repetida exaustivamente, a sequência impressiona pela brutalidade, que todo mundo vê. Os telejornais viram e reprisaram. Mas, o jornalismo fracassou em sua missão básica ao não ver, ali, o que devia ter visto, registrado e denunciado.
    Vamos rever a cena captada com neutralidade pela câmera da avenida e ecoada com insensibilidade pela imprensa brasileira – acessível o YouTube.
    Um homem de menos de 30 anos aproveita o trânsito parado, circunda por trás de um Honda Fit, como se fosse cruzar a avenida, e aos 10 segundos da gravação se volta de repente em direção à porta da motorista. Com inesperada violência, começa a esmurrar o vidro. O carro tenta arrancar. O primeiro murro acontece aos 15 seg. Aos 16 seg, um segundo murro. Aos 17, o terceiro. Ele força a abertura da porta aos 18, que se abre no segundo seguinte.
    Com violência, puxa para fora a motorista, uma senhora de 64 anos, e a joga sobre o canteiro central da avenida, aos 25 segundos. Ele toma o lugar da motorista e arranca com o carro. Outra mulher, que estava no banco de passageiro, consegue sair pela porta direita, pega uma bolsa caída na avenida e vai ao encontro da amiga, caída sobre o canteiro central. Aos 59 seg, enfim, um homem cruza a avenida ao encontro das duas mulheres, para prestar algum socorro.
    Na câmera e na consciência
    A motorista de 64 anos, a psicopedagoga Rosa Maria Costa, deslocou o tornozelo e sofreu quatro fraturas na perna direita. O ladrão acabou capotando o carro na Via Anchieta e, no acidente, ainda atropelou um homem de 65 anos. Um carro parou para socorrer, o motorista desceu e o ladrão roubou o outro carro, desaparecendo. Um fato nada estranho na Grande São Paulo, onde acontece um roubo ou furto de carro a cada quatro minutos. Entre janeiro e julho, na maior região metropolitana do país, 74.129 veículos foram surrupiados por bandidos.
    O que mais espantou na cena de violência em São Bernardo, que todo mundo viu, foi a cena que a imprensa não viu, não comentou ou desprezou. Ninguém da TV, rádio ou jornal, nenhum colunista, nenhum blogueiro, nenhum militante das ubíquas redes sociais destacou o vergonhoso espetáculo coletivo de acovardamento, omissão, negligência e falta de solidariedade que marcou o entorno da agressão na avenida.
    Está tudo lá, gravado para sempre na câmera da TV e na consciência envergonhada de quem tudo viu e nada fez. Ou fez errado. Como o motorista do carro branco, provavelmente um Corolla, parado imediatamente atrás do carro atacado pelo assaltante.
    Quando o agressor desferiu seu terceiro murro na porta, aos 17 seg, o motorista do Corolla começa a dar ré no carro. Se tivesse feito o contrário, acelerando em direção ao atacante, que não estava armada, ele teria frustrado a agressão e afugentado o agressor. Em vez disso, o carro branco recua uns dois ou três metros, lentamente. No momento em que Rosa Maria é jogada na avenida, o Corolla vira à sua direita e desaparece de cena atrás de uma van parada ao lado, com um motorista, também inerte, à direção. O carro roubado, o Corolla e a van arrancam quase ao mesmo tempo, enquanto a vítima rolava na avenida.
    No canto inferior direito da tela, três homens passam pela calçada, indiferentes ao drama das duas mulheres no canteiro central. Só aos 59 seg aparece um homem de jaqueta preta, que atravessa a avenida para socorrer as duas mulheres. Durante os 84 segundos que dura a cena gravada, o que se vê e ninguém comenta é um desfile pusilânime de indiferença, de gente que não se importa, que não vê, não olha, não para e não comete nenhum gesto de solidariedade. Além da van e do Corolla que fugiram da cena do crime, outros quatro carros, dois ônibus e um caminhão passaram pelo local, no sentido do carro assaltado. Do outro lado da avenida, no sentido inverso, passaram 21 carros neste curto espaço de tempo — e ninguém parou, nem por curiosidade.
    Nesta sociedade cada vez mais integrada por redes sociais, cada mais conectada por ferramentas como Facebook, Twitter e WhatsApp, cada vez mais interligada por geringonças eletrônicas que deixam todo mundo plugado em todos a todo momento, a cena brutal de São Bernardo escancara o chocante estágio de uma civilização cada vez mais desintegrada, mais desconectada, mais desintegrada. É uma humanidade apenas virtual, falsa, narcisista, cibernética, egoísta, que se decompõe em pixels e se desfaz na tela fria da vida cada vez mais distante e desimportante.
    Ninho da omissão
    A polícia, sempre fria e técnica, recomenda não reagir em casos de assalto, para evitar danos maiores. No episódio deprimente de Rosa Maria, tratava-se não de reagir, mas de defender uma vida, de proteger um ser humano, de cessar uma agressão, de impedir um abuso, obrigação que cabe a todos e a cada um de nós. A reação de um, um apenas, motivaria o auxílio de outro, e mais outro, numa sucessão de atos reflexivos de autodefesa em grupo que explicam a evolução do homem da caverna para o abrigo solidário da civilização.
    Ninguém fez isso — na hora certa, com a firmeza necessária, com a generosidade devida, com a presteza impreterível. Esse espetáculo coletivo de insensibilidade e de crua indiferença atropelou toda a imprensa, em suas várias plataformas. Naufragaram até mesmo os programas e apresentadores que vivem da violência explícita e cotidiana de nossas cidades, grandes ou pequenas, com seu festival interminável de ‘mundo cão’.
    Os programas das grandes redes de TV, que cruzam as manhãs e tardes do País com a tediosa banalidade de sangue, morte e violência do cotidiano, se refestelaram com a caso de São Bernardo, reprisando várias vezes a cena da avenida. Como sempre, no estilo furioso e mesmerizado de todos, despontou a tropa de elite da truculência na TV, sob o comando de José Luiz Datena (Band), Marcelo Rezende (Record) e Ratinho (SBT). Aos gritos, aos berros, no jeito gritado de um e de todos, ecoaram como de hábito a visão policial e teratológica da realidade, deixando de lado a preocupação social de uma segurança pública falida e desarvorada pelas balas perdidas da incompetência dos governantes.
    Só esqueceram do entorno, da cena explícita de covardia e indiferença das pessoas que testemunham, assistem, presenciam, mas não interferem, não intervêm, não reagem. Ninguém lembrou do exemplo de São Bernardo para denunciar esta falsa sociedade compartilhada, mais preocupada em seus interesses compartimentados, que nenhuma rede social humaniza ou aproxima, a não ser virtualmente.
    Um jornalismo que não vê o que é necessário, que não percebe o contexto além do texto, descumpre a sua missão. Esconde a realidade, ao invés de revelá-la. O repórter fiel ao seu ofício deve estar atento ao murro do assaltante no vidro do carro. Mas deve prestar atenção maior ao Corolla branco e aos carros que passam por ali, indiferentes ao que se vê e ao que acontece.
    O bom jornalismo sabe que é nesse ninho da omissão que cresce a violência e prospera o fascismo.

  • Porto Alegre amplia atendimento domiciliar de saúde

    O prefeito José Fortunati e o secretário de Saúde, Fernando Ritter, estiveram dia 5 no Hospital Vila Nova, onde anunciaram a ampliação do atendimento com três novas equipes do programa Melhor em Casa. A Capital, que tinha seis equipes, passa a contar com nove e deve atingir o total de 15 até o final de 2016.
    São cerca de 200 visitas ao mês, por cada equipe, sem que as pessoas precisem ir até o hospital e, mais do que isso, prevenindo futuras complicações. “Não se trata apenas de uma quantidade maior de pessoas beneficiadas, mas da qualidade. Além da capacidade técnica, essas pessoas têm solidariedade e carinho dos profissionais. Estamos dando ao paciente do SUS um atendimento cada vez melhor”, destacou o prefeito.
    Durante o evento, o relato emocionado de outro beneficiado do programa confirmou o valor dos profissionais. Ao reencontrar a equipe que visitou o pai, falecido há poucos meses aos 92 anos, Ademir Lemos não conteve as lágrimas. “Fui educado a nunca lavar uma louça porque isso não era coisa de homem. Mas quando meu pai adoeceu, tive que assumir tudo e fiquei perdido. Elas me orientaram com os cuidados que fizeram ele ter conforto até os últimos dias, e eu, a me sentir tranquilo por ter cumprido a minha missão”, relatou.
    O evento contou com as presenças da secretária-adjunta, Fátima Ali, da coordenadora do programa, Adriana Rech, da presidente do Conselho Municipal da Saúde, Djanira Conceição, e do diretor do hospital Vila Nova, Dirceu Dalmolin, além das equipes da instituição.
    O programa – O programa Melhor em Casa tem como objetivo reduzir o período de internação, viabilizando a melhor ocupação dos leitos hospitalares, além de oferecer o mesmo cuidado com menos custos e graus elevados de satisfação dos usuários. Outro benefício é diminuir a lotação das urgências, preservar os vínculos familiares e ampliar a autonomia dos pacientes. “Ações como esta, junto com a qualificação dos leitos, são um salto de qualidade para a Saúde da Capital”, registrou Ritter.
    As equipes são compostas por médica, enfermeira, técnicas de enfermagem, assistente social, fisioterapeuta e motorista, com apoio de nutricionista, e estão aptas a atender pacientes que precisam de atenção especial, como o uso de sonda, casos de úlceras varicosas e curativos mais complexos. O gerenciamento das equipes fica por conta dos hospitais, sendo que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) coordena o programa, gerencia e repassa os recursos aos parceiros para a execução do atendimento.
    Cada equipe é responsável por 100 mil habitantes em diferentes regiões da cidade, atendendo em torno de 30 pacientes, que recebem acompanhamento domiciliar, alguns com visitas diárias, conforme a necessidade do tratamento.
    As primeiras seis equipes começaram o trabalho em julho de 2014, sendo duas vinculadas ao Hospital Vila Nova e quatro ao Grupo Hospitalar Conceição, onde houve adequação do Programa de Atendimento Domiciliar ao formato proposto pelo Melhor em Casa. Com as três novas equipes do Vila Nova, o município totaliza nove equipes. Em breve, deverá implantar mais três, em parceria com o Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), somando 12 equipes, com a cobertura de quase todo o território da cidade. A capital gaúcha terá 15 equipes pelo programa, que já estão habilitadas junto ao Ministério da Saúde e serão implantadas até o final de 2016, distribuídas por regiões.