Categoria: Geral

  • Sessão na Câmara marca 160 anos da Associação Comercial

    O presidente da Associação Comercial Paulo Afonso Pereira lembrou momentos marcantes dos 160 ano da Associação Comercial de Porto Alegre, durante a homenagem prestada na sessão Ordinária na Câmara de Vereadores, nesta quinta-feira, 15.

    A proposta do vereador Adeli Sell (PT) teve como objetivo dar reconhecimento e valorização aos trabalhos prestados à cidade por esta entidade ao longo de sua história e contou com manifestações de apoio de todos os parlamentares presentes em plenário.

    A Associação Comercial de Porto Alegre fundada em 14 de fevereiro de 1858 é a mais antiga entidade empresarial da Capital gaúcha e a quinta entidade associativa civil de comércio a ser criada no Brasil.

    Em 2016, com a posse de Paulo Afonso Pereira, foi retomada sua importância histórica e a dimensão institucional, quando a entidade passou novamente a contar com um presidente exclusivo.

    O último dirigente que exerceu com exclusividade a presidência foi Alberto Bins, entre 1924 e 1928, antes de se tornar prefeito de Porto Alegre.

    Em seu pronunciamento no plenário Otávio Rocha da Câmara de Vereadores, Pereira, disse que a entidade retoma o fio de sua rica história, mas com um olhar contemporâneo. “Por isso, estamos criando projetos, promovendo ações, que atendam aos novos interesses dos nossos associados, principalmente os médios e pequenos.”

    Ele ressaltou a atuação da entidade em toda sua existência para o desenvolvimento econômica da Capital gaúcha. “Durante décadas, a Associação Comercial travou guerra contra o contrabando, originário principalmente do porto de Montevidéu. Reivindicou uma tarifa especial de importação para o Rio Grande do Sul, que foi obtida após longas tratativas.”

    Outra frente de atuação foi em favor das condições dos transportes – dragagem e sinalização da Laguna dos Patos e do Guaíba, melhoramento e abertura da barra de Rio Grande e ferrovias, conforme Pereira.  “A Associação Comercial apoiou e estimulou o nascimento da indústria gaúcha. Sediou a primeira mostra industrial de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, em 1861 e a decisão de criar a Viação Aérea Rio-Grandense, a nossa Varig, em 1927, nasce dentro da entidade.”

    Em sua fala, o vereador Adeli Sell salientou o engajamento da Associação para a renovação e para o desenvolvimento da cidade, destacando-se casos como o de enchentes, incêndios, sinalização do Guaíba, incentivo às ferrovias, combate ao contrabando e à leniência de governos. “Não é uma mera entidade associativa”, destacou o vereador.

    Segundo ele, lembrar da Associação Comercial era uma obrigação primordial, pois foi essencial para o progresso municipal. “Sempre foi uma instituição atuante”, afirmou.

  • Pedido de reajuste na passagem de ônibus é quatro vezes maior que inflação

    O Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) protocolou na EPTC, na manhã desta sexta-feira, 16/02, o pedido de revisão tarifária do serviço que, conforme cálculos da entidade, aponta para uma tarifa no valor de R$ 4,5461. Um aumento de 49 centavos no atual valor, de R$ 4,05, o que correspondente a 12% de aumento.
    O pedido será agora analisado pela EPTC e depois encaminhado a proposta ao Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu). Ainda não há data para que isso ocorra.
    Após receber o processo, o Comtu tem sete dias para avaliá-lo e votar pela aprovação ou não do novo valor.
    Se mantido o reajuste de 12%, ele representará quatro vezes mais que a inflação oficial. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 2,95% em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
    O aumento acima da inflação segue uma tendência a mais de duas décadas na Capital. Desde o Plano Real, em 1994, o reajuste da tarifa de ônibus tem sido acima da inflação. No período de 23 anos, superou em quase o dobro o índice da inflação.
    Dados do economista da FEE, André Augustin, mostram que somente de 94 até 2015, o IPCA foi de 421,40%, enquanto o aumento da passagem do transporte foi de 913,51%.
    Concessionárias reclamam de gratuidades e aplicativos de transporte
    Segundo determina a lei, a solicitação de reajuste pode ser feita quando ocorre a atualização da convenção coletiva de trabalho dos rodoviários, fato oficializado na quarta-feira (14).
    No documento assinado pelo sindicato patronal e pelo sindicato dos trabalhadores, ficou acertado o acréscimo de 1,87% nos salários – mesmo percentual aplicado ao subsídio do plano de saúde – e aumento no vale-alimentação de 3%, passando de R$ 25,00 para R$ 25,75.
    No pedido de revisão, o Seopa justifica que, além das despesas com mão de obra, que representam cerca de 50% do custo do sistema, outro item oneroso, o combustível, teve um acréscimo de 13,14% desde o último reajuste tarifário.
    Para a entidade, as concessionárias acumulariam um déficit de R$ 135 milhões desde fevereiro de 2016, quando iniciou a nova operação do transporte coletivo pós-licitação. Alega-se que a perda de receita ocorre, principalmente, em função da diminuição no número de passageiros, que em 2017 chegou a 10,89% em comparação ao ano anterior. Essa queda se refere aos usuários que pagam passagem. Atualmente, o sistema tem 35,74% de isenções.
    De acordo com o diretor executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Gustavo Simionovschi, esse é um dos fatores que torna a tarifa mais alta. “Todo o custo do serviço é dividido entre quem paga passagem. Com menos pessoas para dividir essa conta, ela fica maior. É como em um jantar entre três amigos. Se a conta der R$ 90,00, cada um pagará R$ 30,00. Mas, se um dos amigos não participar da divisão, o valor para os demais subirá para R$ 45,00”, exemplifica Simionovschi, que revela: “Se todos pagassem passagem ou se as isenções fossem subsidiadas, a tarifa cobrada seria de R$ 2,90”.
    Para o diretor da ATP, um dos motivos para a queda no número de passageiros está relacionado ao surgimento dos aplicativos de transporte particular: “A chegada dos aplicativos, aliada ao valor da tarifa e à falta de priorização do transporte coletivo, que também fica preso no congestionamento, fazem com que as pessoas migrem para outros meios. Entretanto, só estão saindo do ônibus os usuários que pagam passagem, o que faz com que a equação fique desequilibrada”. O dirigente lembra ainda a função social que o modal exerce. “O ônibus está em todos os cantos da cidade, quase 24h, todos os dias da semana, sem escolher público ou local de melhor demanda. Os aplicativos não assumem essa função. Sem o transporte coletivo, a cidade para. É preciso refletir sobre a importância desse modal e sobre como priorizá-lo”, defende.
    Em relação à possibilidade de redução da tarifa, Simionovschi destaca que, para as empresas, entre as alternativas estão a revisão das isenções, a adequação da oferta do serviço à demanda real de passageiros e a busca de outras fontes de receita para subsidiar as gratuidades.

  • Intervenção no Rio pode ser primeiro ato de Temer candidato

    O decreto de intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro será assinado por Michel Temer em cerimônia no Planalto, com a presença do  governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), ainda nesta sexta-feira (16).
    O Congresso terá dez dias para aprovar, mas o decreto passa a valer imediatamente.
    O interventor escolhido por Temer é o general Walter Souza Braga Neto, do Comando Militar do Leste.
    Ele foi um dos responsáveis pela Segurança durante a Olimpíada do Rio, em 2016, e também já foi do serviço de inteligência do Exército.
    O secretário estadual de Segurança, Roberto Sá, será afastado do cargo. A intervenção deve valer até o final do ano, último dia de Pezão no governo.
    Segundo a imprensa, “a decisão foi tomada em reunião na noite de ontem, com Temer, ministros, os presidentes da Câmara e do Senado e o próprio governador Pezão”.
    Na verdade, a iniciativa é de Temer, que destacou dois ministros: Raul Jungmann, da Defesa, e Moreira Franco, da coordenação política, para convencer o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, a aceitar a intervenção federal no Estado.

    Por volta das 15h da quinta-feira Temer recebeu o retorno de seus auxiliares de que o governador havia aceitado a proposta e que eles iriam a Brasília ainda na tarde de ontem para uma reunião.

    Temer, então, mandou convocar um encontro ampliado para explicar à equipe a decisão – além de chamar, mais tarde, os presidentes do Senado e da Câmara, uma vez que o Congresso precisa aprovar a intervenção.

    De Rodrigo Maia, Michel Temer quis saber se ele apoiaria a decisão.

    Maia explicou aos jornais: “Se até o governador apoia, eu não tenho como ficar contra. Foi um processo construído e não adianta fazer críticas pontuais. É o meu Estado”.

    Temer orientou a todos os presentes a não falar com a imprensa até esta sexta-feira, mas desde 18 horas de quinta-feira o assunto estava amadurecido dentro do governo. Temer só precisava de tempo para explicar aos aliados.

    Na mesma reunião de quinta  foi discutido o anúncio do novo Ministério da Segurança Pública para esta sexta-feira. A decisão está pendente porque Temer ainda não tem um “nome de peso” para a vaga.

    Em Brasilia, a decisão do presidente gera especulações.

    Há duas hipóteses: 1) na falta de um candidato em 2018, o decreto de Temer é só o começo de um processo orquestrado para culminar com a suspensão das eleições. 2) com essa medida de impacto Temer evita a derrota na votação da reforma da Previdência e se lança candidato. 

    A Constituição define que enquanto um Estado estiver sob intervenção federal, o Congresso não pode aprovar emendas constitucionais.

    Assim, a reforma da Previdência, por exemplo, que está em tramitação, não poderá ser votada durante a intervenção no Rio. O Planalto cogita uma suspensão da intervenção no dia da votação para tentar a aprovação da reforma, mas às vésperas da votação o governo não obteve os 308 votos necessários.
     (Com informações dos jornais)

  • Maior fraude contra os cofres públicos do RS completa 22 anos em 1ª instância

    Nesta quarta-feira de cinzas, 14 de fevereiro, fecharam-se 22 anos desde que a Ação Civil Pública foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual, para reaver (em valores de 1996), R$ 79,9 milhões de reais (hoje seriam mais de 500 milhões) subtraídos da Companhia Estadual de Energia Elétrica através de licitação e contratos fraudulentos.
    É a mais antiga e a maior entre mais de 200 ações por fraude ao patrimônio público do Rio Grande do Sul em andamento na Justiça.
    O processo ainda está em primeira instância, na 2ª Vara da Fazenda em Porto Alegre, em segredo de Justiça.
    Os dois contratos fraudados foram assinados em 1987, no governo Pedro Simon. A ação foi ajuizada em 1996, depois de uma das mais longas e rumorosas Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPI) instaladas na Assembleia gaúcha.
    CPI foi primeira a apontar corruptores
    A fraude contra a CEEE, denunciada pela então secretária estadual de Minas e Energia, Dilma Rousseff, foi alvo de uma CPI na Assembleia Legislativa do RS, em 1995. Tumultuada, a CPI só foi concluída no ano seguinte, mas foi a primeira no país que apontou as empresas que promoveram a corrupção de funcionários públicos. A Comissão revelou em detalhes como agentes das empresas, organizadas em dois consórcios, agiam, alguns com trânsito livre dentro da companhia.
    A CPI, que teve como relator o deputado Pepe Vargas (PT), deu origem a uma Ação Civil Pública, ajuizada em 1996 pelo Ministério Público Estadual que estimou em R$ 79 milhões o prejuízo à estatal de energia. Houve fraude no edital, na licitação e nos contratos, segundo o MP.
    Na ação, são réus 11 empresas e 23 pessoas físicas. Entre as empresas estão a Alstom e a Siemens, as duas envolvidas nas fraudes do metrô de São Paulo.
    Entre as pessoas físicas, o principal acusado é Lindomar Rigotto, ex- assessor da diretoria financeira da CEEE, irmão do ex-governador Germano Rigotto. Lindomar foi assassinado num assalto em fevereiro de 1999, no litoral gaúcho.
    A história completa da falcatrua na estatal e os demais fatos que motivaram uma reportagem no jornal JÁ – como a morte de uma dançarina, do próprio Lindomar e ações judiciais movidas pela família Rigotto contra os poucos veículos de imprensa que ousaram publicar sobre o assunto – pode ser conferida em artigos assinados pelo jornalista Luiz Claudio Cunha para o Observatório da Imprensa e, com muito mais detalhes, no livro Uma Reportagem, Duas Sentenças – O caso do jornal JÁ.
     

  • Ministério Público Federal acata denúncia do sequestro dos arquivos do JÁ

    O Ministério Público Federal acatou a denúncia do sequestro dos arquivos digitais do Jornal JÁ e agora tramita na Procuradoria da República o procedimento preparatório para “apurar possível lesão às liberdades de expressão e de imprensa do Jornal JÁ, após apreensão de material jornalístico”.
    O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Enrico Rodrigues de Freitas, solicitou ao editor Elmar Bones mais informação a respeito dos fatos ocorridos, da situação atual do jornal e sobre eventuais prejuízos à atividade jornalística, decorrentes da apreensão dos computadores sem ordem judicial, no dia 24 de janeiro .
    Solicita também documentos referentes à representação na Corte Interamericana de Direitos Humanos, onde a denúncia de tentativas anteriores de censura foi apresentada pela Artigo 19, organização de defesa de direitos humanos e liberdade de imprensa que trabalha em convênio com a Organização dos Estados Americanos – OEA.
    Devolução dos computadores
    No dia 5 de fevereiro, foi determinada em segunda instância a devolução dos computadores, impenhoráveis por serem instrumentos de trabalho. O Tribunal de Justiça respondeu à petição do advogado do JÁ, Eduardo Finardi Rodrigues, dando ao credor (Banrisul) 48 horas para a devolução, que não ocorreu.
    Uma semana antes, a própria juíza que havia autorizado a penhora (mas não a remoção), intimou a oficial de justiça a devolvê-los também em 48 horas, o que foi desobedecido.
     

  • Moradores da Cidade Baixa se mobilizam para tirar o carnaval do bairro em 2019

    Quem pulou o carnaval na Cidade Baixa esse ano, possivelmente, desfrutou da última vez que tal evento aconteceu no bairro. Porque se depender dos moradores da região, os festejos de Momo em 2018 foi a prova contundente que a folia não pode ser mais realizada no local, devido aos transtornos e prejuízos causados.
    Eles vão pressionar as autoridades de todas as maneiras para que em 2019 a festa seja realizada em local bem distante do bairro.
    A repercussão nos veículos de comunicação e nas redes sociais contra a bagunça na Cidade Baixa foi grande na Quarta-Feira de Cinzas.
    O cenário pela avenida Lima e Silva e ruas da República e Sofia Veloso na manhã do pós Carnaval era um só: muita sujeira e detritos pela via pública e forte cheiro de urina.
    Em praticamente todos os edifícios e casas da região havia pessoas lavando as calçadas e limpando com desinfetantes as frentes das construções.
    Foram recolhidas no local, segundo o DMLU, 300 toneladas de lixo na última noite de carnaval.
    O grande problema na visão dos integrantes da Associação Comunitária dos Moradores da Cidade Baixa é o evento ser realizado nas ruas internas do bairro.
    O presidente da entidade, Zilton Tadeu, argumenta que, após a apresentação dos blocos, uma parte considerável do público não se dispersa. As apresentações ocorrem das 15hrs às 21hrs.
    Problemas agravados
    Os transtornos para os moradores ocorreram até em dia que não havia apresentação de bloco.
    Na noite da segunda-feira de Carnaval, as ruas Lima e Silva e República foram tomadas por um público que impediu o tráfego de carros por vários momentos e perturbou o sono dos moradores, sem que a Brigada Militar ou a EPTC intervissem para a normalidade. No dia seguinte havia grande quantidade de lixo nas ruas e como não havia nenhuma infraestrutura para receber o público, os problemas se agravaram.
    Quando foi negociado um acordo para o carnaval na Cidade Baixa, com participação do Ministério Público, Prefeitura, Brigada Militar e representantes dos blocos e da associação dos Moradores, concluído no início de janeiro, o tenente coronel Eduardo Amorim, comandante do 9º Batalhão da BM, responsável pelo policiamento da área central de Porto Alegre, defendeu a retirada do carnaval da região. Foi voto vencido.
    Ele sugeriu que os blocos fizessem um percurso que saía do Largo Zumbi dos Palmares, seguia pela avenida Loureiro e Silva e a dispersão seria no Parque da Redenção. Os representantes dos blocos alegaram que nem todos os blocos se movimentam e que a maioria tem uma ligação histórica com o bairro. Os moradores também se posicionaram contra o carnaval, mas, por fim, cederam, satisfeitos em parte com a diminuição de dias do evento, que passou de 14 programados para oito.
    Festa popular
    A moradora na rua da República, Maria do Rocio Teixeira, foi uma das pessoas que se sentiu prejudicada com a movimentação no bairro e desabafou nas redes sociais: “Mas realmente este Carnaval foi demais! Extrapolou todas as medidas e acabou com a paciência e a tolerância de muita gente… a Cidade Baixa, o bairro onde moro a 40 anos, se transformou na “latrina” da cidade… num lixão a céu aberto! O desrespeito e o descaso do Poder Público (que por sorte estava festejando além mar!!) e da própria população da cidade chegaram a níveis inexplicáveis! O barulho, a “horda” que invadiu o bairro estão demais. A polícia circulava calmamente na segunda-feira, sem enxergar o que acontecia ao seu redor… O Zaffari, que só fecha quando é imprescindível, ontem estava cerrado! Não pude descer na frente do meu prédio, às 10 horas da noite, porque um carro com um som daqueles que estacionam na beira da praia, simplesmente trancou a entrada”, escreveu a moradora.
    “O carnaval em si não tem problema, afinal é uma festa popular. O problema são os danos que ele ocasiona. Estão fora de controle”, diz Armando Albuquerque, 68 anos, morador no bairro há 26. Ele levou dois netos, crianças, cedo para ver a folia na terça-feira e antes do anoitecer se retirou. “Com a noite muda completamente o ambiente”, explica.
    A Associação dos Moradores do Bairro juntou depoimentos, vídeos, fotos e todo tipo de documentação para levar na reunião que vai haver em março, com os representantes da Prefeitura e demais entidades para defender sua posição. Julga assim que é muito difícil que não seja atendida.
    A entidade, em sua apresentação, faz um diagnóstico severo da Cidade Baixa, agravado com os festejos do carnaval:
    “Hoje há uma acelerada degradação da qualidade de vida de nosso bairro, com o aumento da violência, do barulho, da sujeira nas calçadas e do trânsito caótico nas ruas. Há bem pouco tempo um aprazível e tradicional bairro residencial de Porto Alegre, a Cidade Baixa transformou-se num “território sem lei”, conforme constatou um grande jornal da cidade recentemente. Brigas entre frequentadores de bares e casas noturnas, tiroteios em plena rua, assaltos à mão armada, mortes, tráfico e consumo de drogas a céu aberto, furtos de veículos, lixo nas ruas, engarrafamentos, buzinas a qualquer hora, passeio público transformado em estacionamento, tudo isso passou a fazer parte do quotidiano do bairro. As pessoas não têm mais sossego, nem segurança. São cada vez mais frequentes os relatos de moradores que só conseguem dormir à base de tranquilizantes. Os efeitos disso sobre a saúde, todos sabem, são devastadores”.
     

  • Entidades espalham outdoors com fotos de deputados favoráveis à reforma da Previdência

    A CUT-RS, juntamente com outras federações e sindicatos espalharam durante o feriadão de carnaval 100 outdoors em Porto Alegre e no Interior do Rio Grande do Sul. Os painéis mostram nove deputados federais que se manifestaram favoráveis à reforma da Previdência do governo de Michel Temer (MDB).
    Cada cartaz, que ficará exposto ao longo de duas semanas, exibe fotos de três parlamentares e traz as chamadas “Eles querem acabar com a sua aposentadoria” e “Não à reforma da Previdência”.
    “Estamos mostrando para a sociedade a cara dos deputados da base aliada do golpista Temer que têm se manifestado a favor dessa antirreforma da Previdência, os que querem acabar com o direito à aposentadoria”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.
    A campanha é assinada pelo CPERS Sindicato, Federação dos Metalúrgicos, Federação dos Trabalhadores no Ensino Privado, Federação dos Trabalhadores na Alimentação, Federação dos Trabalhadores na Saúde, Federação Democrática dos Sapateiros, Sindicato dos Petroleiros, Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre, Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Sindiágua, Sindipolo, Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Sindicato dos Rodoviários de Canoas.
    Veja os nomes dos deputados:
    – Alceu Moreira (MDB),
    – Darcísio Perondi (MDB);
    – Jones Martins (MDB);
    – José Fogaça (MDB);
    – Mauro Pereira (MDB);
    – Osmar Terra (MDB), atual ministro do Desenvolvimento Social e Agrário;
    – Ronaldo Nogueira (PTB), ex-ministro do Trabalho;
    – Renato Mooling (PP);
    – Yeda Crusius (PSDB), ex-governadora do Rio Grande do Sul.
    Já o governo federal diz que a reforma pretende equilibrar as contas da Previdência. Para o ministério da Fazenda, a Previdência Social registrou um rombo recorde de R$ 268,8 bilhões em 2017.
    A discussão da reforma no plenário da Câmara está prevista para começar na próxima semana. Apesar da proximidade, o governo ainda não possui a quantidade de votos necessários para aprovar o texto.
     

  • STF reconhece legalidade do decreto sobre os quilombos

    O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 10 votos a 1, que o decreto presidencial que regulamentou, em 2003, a demarcação de terras de comunidades quilombolas é constitucional. Após 14 anos de tramitação, os ministros mantiveram as regras de autodeterminação, pelo qual a própria comunidade determina quem são e onde estão os quilombolas, além do direito à posse das terras que eram ocupadas no momento da promulgação da Constituição. A sessão ocorreu na última quinta-feira, dia 9.
    A ação foi protocolada pelo Democratas em 2004. O partido contestou a constitucionalidade do Decreto 4.887/2003, sobre os procedimentos para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades de quilombos.
    Organizações não-governamentais que defendem os direitos quilombolas temiam que o Supremo decidisse impor algum “marco temporal”, uma data para a comprovação da efetiva ocupação das terras. Isso poderia inviabilizar a titulação de algumas comunidades que tenham sido expulsas à força de seus territórios originais.
    Em 2012, o ministro Cézar Peluso acatou integralmente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3.239 contra a norma, proposta pelo DEM, em 2003. Peluso foi o relator do caso e já se aposentou. Em agosto, Dias Toffoli considerou o decreto constitucional, mas acolheu parte dos argumentos do partido. Hoje, Gilmar Mendes seguiu a mesma posição. Os três defenderam a aplicação do “marco temporal” às titulações, tese pela qual só deveriam ter direito ao seu território comunidades que estavam em sua posse em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Afinal, foram voto vencido – seis ministros manifestaram-se expressamente contra o “marco temporal”: Rosa Weber, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e Celso de Melo.
    Vários deles repetiram que o “marco temporal” desconsidera o histórico de violências e remoções forçadas sofrido pelos quilombolas e que muitas comunidades não têm ou tiveram condições de entrar com ações judiciais em defesa de suas terras, de provar que foram expulsas ou que enfrentaram conflitos por causa delas, como determina a versão da tese defendida pelos ruralistas.
    Em aparte aos colegas, Toffoli tentou convencer o plenário de que o “marco temporal” não prejudicaria os quilombolas. Afinal, não teve sucesso. A ministra Rosa Weber disse que irá retirar de seu voto, proferido em 2015, a citação à tese. Isso sacramentou a decisão de rejeitá-a, já que Weber abriu a divergência com o relator e sua posição foi acompanhada pela maioria dos ministros.
    Para o ministro Edson Fachin, as comunidades remanescentes eram invisíveis ao ordenamento jurídico antes da Constituição de 1988. No entendimento da Fachin, os quilombolas eram considerados invasores de terras.
    “Essas comunidades eram invisíveis ao ordenamento jurídico até a Assembleia Constituinte, que originou o texto constitucional, quando o movimento negro obteve, na redação do Artigo 68 [do ADCT], e na redemocratização do país, uma vitória contra um evidente racismo incrustado em nossa sociedade e, assim, uma recomposição histórica”, argumentou o ministro.
    Segundo Barroso, a hipótese levantada pelo Democratas em relação a possibilidade de fraude na concessão dos títulos é “fantasiosa”. “A ideia de que pudesse haver fraude é um pouco fantasiosa, porque era preciso enganar muita gente. Era preciso que a comunidade quilombola pudesse criar uma sociedade puramente imaginária”, argumentou.
    Com informações da Agencia Brasil e do Instituto Socioambiental.

  • Zoobotânica captou 150 milhões de dólares nas últimas duas décadas

    Cleber Dioni tentardini
    Nos últimos 20 anos a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul captou 150 milhões de dólares para os cofres do Estado, através de convênios e projetos financiados por instituições de fomento nacionais e internacionais e pela iniciativa privada. O valor seria suficiente para custear a FZB por 25 anos.
    Um exemplo foi o projeto de implantação do Parque de Proteção Ambiental no Polo Petroquímico (Copesul, atual Braskem) no município de Triunfo. Diversas equipes de pesquisadores da FZB fizeram o levantamento da flora e fauna terrestre e aquática na área do parque e, depois de instalado, foi feito o monitoramento ambiental por 25 anos.
    Monica Mondt assessorou a direção do Museu de Ciências Naturais, da FZB, durante várias gestões, e acompanhou de perto a maioria dos projetos.
    “As empresas sempre tiveram muito interesse em fazer parcerias com a Fundação Zoobotânica. Para mim, era bastante desafiador e dinâmico o trabalho, desde os grandes projetos até os menores”, afirma.

    Monica e Eduardo La Porta, no setor de educação ambiental do JB

    Monica tem formação superior em Turismo, entrou na FZB com contrato temporário em 1989 e passou no concurso em 1994. Entre os grandes projetos, ela lembra do Pró-Guaíba e seu programa de parques e reservas; o da General Motors, onde foram definidas como compensação ambiental na implantação da GM os estudos da vegetação e transplantes de figueiras e a criação de uma área de preservação, em Gravataí; da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), onde foram feitos estudos e monitoramento da qualidade do ar por meio de indicadores biológicos; da Braskem e do Projeto de Conservação da Mata Atlântica no RS, da qual a SEMA participou também, um estudo que durou cinco anos e envolveu mais de 10 milhões de euros, sendo que mais da metade foi bancado pelo banco alemão KFW.
    Monica destaca ainda a implementação de 11 Unidades de Conservação, sendo seis sedes construídas para as Unidades de Conservação, Agências Florestais e Polícia Ambiental , tendo o Museu de Ciências Naturais da FZB participação direta nos estudos.
    “No projeto da Mata Atlântica, eu atuei na SEMA, de 2007 a 2011, como assessora especial da coordenadora do projeto, a bióloga Vera Lucia Pitoni, e da GOPA, uma consultoria internacional que representava o banco alemão, no Estado”, ressalta.
    Monica retornou à FZB ainda em 2011 e, em 2015, passou a trabalhar no setor de Educação Ambiental do Jardim Botânico, onde permanece hoje.
    Estação Ambiental da Braskem foi monitorada por 25 anos
    De 1989 a junho de 2015, a Estação Ambiental da Braskem, em Triunfo, contou com monitoramento contínuo da Fundação Zoobotânica.
    Pesquisadoras Hilda Gastal e Silvia Hahn orientam técnico no lago da Braskem/Foto Mariano Pairet/Divulgação

    O local é uma área verde que circunda o polo petroquímico de Triunfo. Trata-se de um espaço de 68 hectares de preservação, com uma ampla variedade de espécies da fauna e flora gaúcha.
    Falso Íris, também conhecido como Lírio roxo das pedras/Foto Mariano Pairet/Divulgação

    Jacaré no Parque de Proteção Ambiental da Braskem/Foto Mariano Pairet/Divulgação

    Foram catalogadas na Estação mais de três mil espécies de plantas e animais – algas, liquens, vegetais vasculares, aves, mamíferos, répteis, anfíbios, peixes, insetos, moluscos, aranhas. Além de mata nativa, também foi monitorada a qualidade do ar e da água no rio Caí e no arroio Bom Jardim, na área de influência do Polo Petroquímico, utilizando bioindicadores. Com os dados observados nesses monitoramentos, a Fepam avalia a renovação da Licença de Operação da fábrica.
    João Freire, da Braskem, com os servidores da FZB, Juliano, Glayson e Hilda/Foto Neemias Freitas/Ascom SEMA 02/06/2015

    O trabalho de mais de duas décadas resultou num livro – Habitantes da Estação Ambiental Braskem – 25 anos de pesquisa -, lançado em junho de 2015.
    “A iniciativa busca divulgar o conhecimento gerado a partir dessa duradoura parceria entre a Fundação Zoobotânica e a Braskem”, explicou, no evento de lançamento da obra, a técnica da FZB, Hilda Gastal, coordenadora do projeto e uma das organizadoras do livro. A publicação conta também com fotos que ilustra a diversidade da flora e da fauna da região.
    O biólogo Glayson Bencke, então diretor interino do Museu de Ciências Naturais, destacou na ocasião que os pesquisadores atuaram no projeto desde 1988, do plano de manejo até o monitoramento da área, que acabou gerando o Parque de Proteção Ambiental. “Foram encontrados 1.426 exemplares da flora e 1.623 da fauna”, destacou.
    A publicação foi distribuída para as escolas, bibliotecas e organizações ambientais, para servir como fonte de pesquisa e apoio ao ensino.
     
     

  • Governo do Estado transfere atividades da FZB para SEMA

    cleber dioni tentardini
    O governo do Estado publicou o Decreto 53.911 nesta quinta-feira, 8, no Diário Oficial do Estado, que cria um departamento na Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMA e altera competências da pasta para incorporar as atividades das três instituições que estão vinculadas à Fundação Zoobotânica do RS- Jardim Botânico, Museu de Ciências Naturais e Parque Zoológico.
    Ao novo Departamento de Projetos e Pesquisas caberá gerir, direta ou indiretamente, o Museu de Ciências Naturais e o Jardim Botânico de Porto Alegre; manter, direta ou indiretamente, coleções de plantas e de animais e fósseis “in vivo”, “in vitro”, nativas e exóticas, bem como, coleções de estudo de ciências naturais, com vista à conservação do patrimônio genético; identificar fontes de recursos para a elaboração e o desenvolvimento de projetos e proporcionar condições para os estudos e as pesquisas, por parte de investigadores nacionais e estrangeiros.
    O Departamento de Biodiversidade (DBIO), já existente na secretaria, vai incorporar a gerência, direta ou indireta, do Parque Zoológico de Sapucaia o Sul; e ainda coordenar o Sistema Estadual de Unidades de Conservação – SEUC; a elaboração do inventário da flora e da fauna e das listas das espécies ameaçadas de extinção; promover educação ambiental; prestar apoio técnico aos municípios de gestão ambiental de fauna, flora e unidades de conservação; gerir, direta ou indiretamente, os sítios paleontológicos nos municípios gaúchos.
    O jornal JA está tendo falar com a secretária do Meio Ambiente, Ana Pellini, e aguarda retorno de sua assessoria de comunicação.
    Os funcionários da Fundação Zoobotânica permanecem em reunião.