Categoria: Geral

  • O desafio de Marlon Santos na presidência da Assembleia

    O deputado Marlon Santos tem sido apresentado na imprensa com o inevitável realce de sua condição de médium que aos sábados promove sessões espíritas em Cachoeira do Sul, atendendo centenas de pessoas e realizando curas que, segundo vários e abalizados testemunhos, se enquadram na categoria de milagrosas.
    Ele já foi acusado de charlatanismo por essa atividade. Esteve alguns dias preso, foi libertado pela pressão popular e saiu da cadeia consagrado; três mil pessoas estavam em vigília na frente da delegacia.
    Sua popularidade de “bruxo” o levou à politica.  Elegeu-se vereador aos 26 anos, chegou a prefeito de Cachoeira do Sul na eleição seguinte e, há três mandatos, está na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, cuja presidência assumiu na quinta-feira, primeiro de fevereiro, aos 42 anos.
    Chega ao cargo por força de um acordo que estabelece um rodízio entre os quatro maiores partidos – PMDB, PP, PT e PDT – que se revezam na presidência ao longo de cada legislatura. Foi indicado por unanimidade pelos sete deputados da bancada do PDT.
    Marlon Santos faz questão de separar o médium – que aos sábados recebe o espírito de um médico alemão e faz cirurgias com uma faca de cozinha – do deputado que trabalha energicamente de segunda a sexta-feira na Assembleia.
    Mas é inevitável: a fama do guia espiritual, que o compara a Chico Xavier e atrai pessoas até do exterior, projeta uma sombra sobre a carreira do político, sua “personalidade política”, como ele diz. Por isso ela é pouco conhecida e, ainda, um tanto enigmática. Tanto que a manchete do principal jornal da capital no dia de sua posse foi: “Conheça o deputado-médium que assume a presidência da Assembleia”.
    Mas o político vem se impondo. A unanimidade sobre ele, entre aliados e adversários, entre deputados e funcionários, é de que é um conciliador. “Ele produz harmonia”, diz um antigo assessor.
    Assim como o médium que atende 500 pessoas num fim de semana, o deputado é um incansável articulador que conversa com dezenas de pessoas por dia sempre com a mesma atenção, a mesma afabilidade – seja o interlocutor um colega deputado, uma alta autoridade ou um eleitor do interior.
    Mesmo políticos de largo curso como Ibsen Pinheiro reconhecem que se trata de um talento incomum para o jogo parlamentar. A grande habilidade para harmonizar conflitos, ele agrega um preparo intelectual que sobressai na Casa.
    Alfabetizado no Exército, aos 18 anos, se tornou um estudioso compulsivo: vai completar o quarto curso superior.
    Sua atuação na Comissão de Finanças levam um jornalista experiente como Armando Burd a avaliar que ele “é um dos que mais conhecem o orçamento e a situação das finanças estaduais”.
    Na derrota que o Parlamento infligiu ao Executivo na semana passada ele teve influência decisiva nas deliberações do PDT, que selaram a sorte do governo.
    Na entrevista que deu à imprensa depois da posse, bateu forte na proposta do governo para atender as exigências do acordo que suspende o pagamento da dívida com a União por três anos:
    “Como é que nós vamos chegar para o professor ou para o brigadiano e dizer que o salário dele não vai ter reajuste, não vai sequer corrigir a inflação, mas que os juros e a correção monetária das parcelas da dívida continuarão a ser pagos?”.
    “O acordo diz que a suspensão da dívida por três anos pode ser prorrogada por mais três. Mas qual é o critério? Quem vai autorizar a prorrogação?. Não tem critério.”
    Concluiu que o governo foi derrotado mais por seus erros e falta de diálogo do que pelos esforços da oposição. “Quando é que fomos escutados?”, perguntou. Os deputados, segundo ele, são integrantes de uma instituição, não podem ser tratados “como um bando”.
    E repetiu o que dissera no discurso de posse sobre sua disposição para retomar as negociações com o Executivo: “Ninguém está querendo ser irracional… queremos conversa”.
    A necessidade de diálogo foi mencionada várias vezes em suas manifestações no dia da posse. Disse que o descompasso entre a Assembleia e o Executivo, como ocorreu nas sessões extraordinárias, “é um sintoma de problema grave” e se dispôs a ser “mediador disso aí” .
    Na entrevista, defendeu o seu antecessor, deputado Edegar Pretto, do PT, acusado pelo líder do governo de manobras regimentais para evitar a votação dos projetos. “A Assembleia tem um regimento. O deputado Edegar Pretto cumpriu o regimento”, afirmou.
    Nas próximas semanas, o acordo para suspender o pagamento da dívida com a União  volta a acirrar os ânimos na Assembleia gaúcha, que agora terá Marlon Santos na condução dos trabalhos. “Sou uma alma aberta ao diálogo”, ele diz.
     

  • Zoológico registra nascimento de papagaios de espécie ameaçada

    cleber dioni tentardini
    Tem bebês no Zoo. Assim foi anunciada na página na internet do Parque Zoológico, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, o nascimento de dois papagaios-de-peito-roxo (Amazona vinacea). A espécie é ameaçada de extinção e está classificada em nível mundial (IUCN) como “Em Perigo”.
    Na realidade, eles nasceram há dois meses mas só foram anunciados e fotografados agora por precaução.
    Frequentemente o Zoo registra nascimentos de animais ameaçados, como anta, bugio-preto, bugio-ruivo e mico-leão-da-cara-dourada. E tem filhotes também de cujubi (uma ave), de cisne de pescoço-preto (em torno de 30) e muitos de cisne-negro (em torno de 45).

    Filhotes de ema

    Bugios-ruivo tomando sol. Foto Caroliny Oliveira

    Cisne do pescoço-preto

    Localizado em Sapucaia do Sul, quase divisa com São Leopoldo, o Parque Zoológico ocupa 160 hectares, com o espaço para os animais e prédios que abrigam as seções do Hospital Veterinário, de Nutrição, de Zoologia, de Manutenção e Conservação, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e a área de visitação.
    Os outros 620 hectares pertencem à reserva, que faz homenagem ao religioso e botânico gaúcho, autor do clássico A Fisionomia do Rio Grande do Sul (1942). Parte da área da reserva chega às margens do Rio dos Sinos e protege a mata ciliar por mais de 10 quilômetros de extensão.
    Inaugurado em maio de 1962 pelo governador Leonel Brizola, o Zoo é um dos oito maiores do Brasil em extensão e em número de espécies animais da América, Ásia, Europa, África e Oceania: ao todo, 1.024 espécimes (indivíduos), distribuídos em 125 espécies, sendo 51 mamíferos, 60 aves e 14 répteis. Não estão incluídos aí os animais em atendimento no Cetas, um dos serviços mais solicitados do Zoo.
    O Cetas é responsável pela manutenção, tratamento e destinação dos animais apreendidos em fiscalizações dos órgãos ambientais. A grande maioria é vítima de tráfico, outros chegam até o Zoo machucados em decorrência de atropelamentos, choques elétricos, ataque de animais domésticos ou mesmo órfãos.
    `No momento, estamos treinando um falcão (quiri-quiri), soltamos o animal durante o dia e o recuperamos ao final da tarde para que possa ficar em segurança à noite`, diz a bióloga Vanessa Souza.
    Filhote de falcão

    A fim de reduzir os custos de manutenção dos animais, o Zoológico dispõe de lavouras destinadas à produção de forragem que normalmente ultrapassam 300 toneladas/ano.

  • Ambientalistas vão ao MP contra mudanças na lei dos agrotóxicos

    Representantes de diversas entidades ambientalistas do Rio Grande do Sul recorreram à promotora  Annelise Monteiro Steigleder, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre, para tratar sobre alterações na legislação ambiental através de decretos publicados em janeiro pelo governo do Estado.
    A preocupação é com o Decreto Estadual nº 53.888, publicado no Diário Oficial do Estado, no dia 17/01/18, que regulamenta a lei Lei nº 7.747, de 22 de dezembro de 1982 sobre o uso dos agrotóxicos.
    E o Decreto 53.902 alterou o decreto nº 51.797, de 8 de setembro de 2014, que declara as espécies da fauna silvestre ameaçadas de extinção no RS, retirando da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul a atribuição de elaborar listas de espécies da fauna ameaçadas, incumbindo a SEMA. Também o Decreto nº 53.903, de 30 de janeiro de 2018, que regulamenta as áreas reconhecidas como Reserva da Biosfera, também fragiliza a legislação, no entendimento dos ambientalistas.
    Foram apresentados documentos e depoimentos explicativos, tanto em termos técnicos sobre a matéria, quanto de sua implicação política, quando somados a todos os ataques a que a legislação ambiental tem sido submetida, em especial, nesses últimos anos.
    A promotora Annelise vai aguardar informações mais específicas dos representantes de ONGs para que possa entrar com uma ação mais efetiva contra o Decreto 53.888. Quanto aos outros dois, ficou-se de agendar nova audiência, mas já serão iniciadas as trocas de dados entre promotoria e ambientalistas.
    Após a reunião ambientalistas gravaram um vídeo esclarecendo a população.
    Participaram as seguintes entidades: o Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – Mogdema,  Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do RS – Apedema-RS,  ABA Agroecologia, Coceargs, Núcleo de Ecojornalistas do RS,  INGÁ e Greenpeace

  • Marlon Santos propõe diálogo e diz que legislativo não aceita “patrola”

    Numa sessão histórica, sem a presença do governador e com quebra do protocolo, o deputado Marlon Santos, do PDT, assumiu  a Presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na tarde desta quinta-feira.
    Falou de improviso, distribuiu beijos (“Eu amo vocês”), lembrou dos tempos em que dormia em pelegos e falou do esforço que sua “personagem política” faz para se afastar do erro e “das coisas tolas”.
    Ao dirigir-se ao vice governador José Paulo Cairolli, nos diversos trechos em que mencionou a necessidade de diálogo entre o Executivo e o Legislativo, sendo aplaudido, praticamente o elegeu para resolver o conflito entre os dois poderes, provocado pela derrota do governador José Ivo Sartori nas três sessões extraordinárias desta semana.
    Falou de sua condição de órfão de pai e mãe ainda menino (“A gente perde os sentido da vida”) mas evitou homenagem póstuma: “Acredito piamente que a vida segue”. Declarou-se a favor de “todos os trabalhadores produtivos, mesmo os milionários”. Elogiou seus “antecessores queridos”, ressaltando “a doçura de Silvana” (deputada Silvana Covatti, ex-presidente da Casa) e o “coração enorme” de Edegar Pretto, que ele sucede no cargo.
    Disse que a crise do Estado é uma “herança maldita”, quem vem de muitas gerações e que neste momento estremece amizades e poderes, “uma crise infame”, que todos estão interessados em resolver. E alfinetou o governo:
    “Mas não é só mandar pra lá e vamos ver”, disse referindo-se aos projetos que o governo enviou para aprovar nas sessões extraordinárias.  “O Parlamento é manso e ordeiro, ninguém negará uma reunião para arredondar um projeto. Agora, querer patrolar…”. Deu a entender que não foi a oposição, nem o PT, que  derrotaram o governo.
    Foi aplaudido ao dizer que, apesar das urgências, “é preciso parar um pouquinho e conversar, para harmonizar”. Reagiu aos aplausos com uma frase de efeito: “A Assembleia não é o algoz da crise”
    Lembrou que conheceu colchão e “carne de verdade” aos 18 anos quando serviu o Exército, tendo na infância dormido em pelegos e se alimantado a pão d’água. “Eu tive muitos pais, um deles foi o Exército”, disse.
    Explicou que fazia o registro porque lembrava sempre “daquele cara” mas que não se vangloriava de ter sido pobre. “A pobreza não ensina nada a ninguém. A gente não consegue nem raciocinar, a pobreza inutiliza o homem”, disse sob aplausos.
    Encerrou com um inédito ato religioso ecumênico, oficiado pelo padre Edson Pereira e pelo pastor evangélico Paulo Gonçalves.
    Além das autoridades devidamente nominadas, um público numeroso ocupou o plenário e as galerias do Parlamento, ficou lotado o teatro Dante Barone e um telão do lado de fora reuniu centenas de pessoas, muitas vindas do Interior, com as quais o novo presidente veio tirar selfies, antes do show de música nativista que encerrou o evento.
     

  • 2017 registra terceiro ano de degradação no mercado de trabalho da grande Porto Alegre

    Crescimento da taxa de desemprego, retração do nível ocupacional e diminuição de 59 mil pessoas ocupadas caracterizaram o mercado de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre, em 2017.
    E o rendimento médio real dos ocupados e dos assalariados também manteve trajetória de redução, como já havia sido verificado nos dois anos anteriores, 2016 e 2015.
    Esses dados estão no informe anual da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMPA), que foi apresentado na quarta-feira, 31/01, na Fundação de Economia e Estatística (FEE).
    Os dados da PED mostram que a taxa de participação diminuiu de 53,1% em 2016 para 51,5% em 2017, o menor nível de toda a série histórica da Pesquisa. A taxa de desemprego total aumentou para 11,2% da PEA em 2017, frente aos 10,7% do ano anterior. O contingente de desempregados teve pequeno acréscimo de 3 mil pessoas, sendo estimado em 205 mil indivíduos.
    De acordo com a pesquisadora da FEE, Iracema Castelo Branco, esse resultado deveu-se à redução do nível ocupacional (menos 58 mil pessoas, ou -3,4%) ter sido superior à saída de pessoas do mercado de trabalho (menos 55 mil pessoas, ou -2,9%).
    No que diz respeito aos principais setores de atividade econômica, houve grande redução no setor de serviços (menos 73 mil, ou -7,7%). Os demais setores apresentaram acréscimos em seus níveis ocupacionais: indústria de transformação (mais 4 mil, ou 1,5%), construção (mais 2 mil, ou 1,7%) e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (mais 7 mil, ou 2,1%).
    Segundo a posição na ocupação, a retração do nível ocupacional deveu-se à diminuição do emprego assalariado (menos 58 mil, ou -4,9%), determinada pela redução no setor privado (menos 30 mil, ou -3,0%) e no setor público (menos 28 mil, ou -14,5%).
    O rendimento médio real do trabalho na RMPA, em 2017, apresentou queda para os ocupados (-3,7%) e para os assalariados (-1,1%). O rendimento médio real passou a corresponder a R$ 1.900, e o salário médio real, a R$ 1.910, sendo estes os menores valores desde o início da série, em 1993 (Tabela D).
    Em 2017, houve redução, pelo quarto ano consecutivo, da massa de rendimentos reais dos ocupados (-7,0%) e dos assalariados (-6,0%). Em ambos os casos, esse comportamento foi determinado tanto pela redução dos rendimentos reais quanto do nível de ocupação.

  • Após três dias de convocação extraordinária, Sartori é derrotado na Assembleia

    A terceira e última sessão extraordinária realizada durante o recesso parlamentar, na tarde desta quarta-feira (31), terminou sem que fossem sequer votadas as quatro proposições do Executivo, marcando um fracasso político para o governador José Ivo Sartori.
    As quatro horas de duração da sessão foram utilizadas pelos parlamentares para comunicações de lideranças e para o debate sobre a inversão da ordem de votações. Nas galerias, houve vaias e protestos. Servidores contrários a privatizações também fizeram protestos em frente da assembleia, e no final da sessão, até alguns fogos foram ouvidos em comemoração a derrota do governo.
    Ainda no começo da sessão, o presidente concluiu a consulta aos líderes sobre a inversão da pauta, para que a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal da União fosse apreciado antes das três propostas de mudanças na Constituição Estadual para que a CEEE, CRM e Sulgás possam ser federalizadas ou privatizadas sem a necessidade de um plebiscito. Não houve acordo para essa inversão, já que a manifestação dos líderes favoráveis representou 30 parlamentares (são necessários, no mínimo, 37 parlamentares).
    Com a decisão, o líder do governo, deputado Gabriel Souza (PMDB), apresentou requerimento para que a inversão da pauta fosse apreciada pelo plenário. Mas a matéria não chegou a ser votada, já que o tempo regimental da sessão se esgotou.
    Durante o encaminhamento da matéria, Gabriel voltou a criticar o presidente da Casa, deputado Edegar Pretto (PT), por não ter seguido a ordem de votações solicitada na convocação extraordinária do governador José Ivo Sartori, mesmo após o requerimento ter sido aprovado pelo plenário, na sessão de ontem (30), por 30 votos a 19. “Esta convocação extraordinária está virando convite porque a Assembleia está se negando a deliberar sobre o projeto mais importante desta legislatura”, avaliou.
    O deputado Tarcísio Zimmermann (PT) criticou o pronunciamento do líder do governo na tribuna e afirmou que a oposição jogou limpo e nunca negou que se utilizaria de recursos regimentais para evitar “o crime” de aprovar o Regime de Recuperação Fiscal. “Nós lutaremos até o fim e utilizaremos todos os recursos regimentais”, garantiu.
    Sartori crítica deputados: “Quem vai responder por atrasos de salários?”

    Para Sartori: “Manobras de pequeneza infeliz estiveram acima do interesse do RS” / Dani Barcellos / Palácio Piratini

    Após o término dos três dias de convocação extraordinária da Assembleia Legislativa sem que nenhuma das quatro propostas da Ordem do Dia fosse votadas, o governador José Ivo Sartori fez um pronunciamento no Palácio Piratini no início da noite: “Passaram três dias e a presidência da Assembleia, com o apoio dos deputados da oposição, não votou nada. Absolutamente nada. Não é que foram contra ou a favor – muito pior: não deixaram votar. Um parlamento que não vota? Isso não é possível”.
    Acompanhado de secretários de Estado e deputados, Sartori frisou que as matérias propostas eram de alta relevância para o futuro do Rio Grande do Sul. “Não foi uma convocação pessoal, minha, do Sartori, do meu partido. Foi o governador do Estado que convocou o Parlamento”. Sartori lamentou: “É a primeira vez na história que isso acontece! Uma página triste para a política do Rio Grande do Sul e para o nosso Parlamento, que tanto nos honrou”, lamentou.
    “Quem vai responder pelo atraso dos salários? Pelo pagamento dos hospitais? Pelo pagamento aos municípios? Se a liminar que suspende o pagamento da dívida do Estado com a União cair amanhã, esses setores políticos vão ser responsabilizados. Se o atraso dos salários aumentar, esses setores políticos vão ser responsabilizados”, enfatizou.
    Para o governo, a adesão ao RRF representa a suspensão do pagamento das parcelas da dívida do Estado com a União pelo prazo de até 36 meses, prorrogável por igual período. De acordo com projeção da Secretaria da Fazenda (Sefaz), seria um alívio financeiro de R$ 11,3 bilhões até 2020, além de permitir a contratação de novos empréstimos nacionais e internacionais, diz o governo.

    As PECs que acabam com o plebiscito para as privatizações da CRM, Sulgás e CEEE seguem em debate na AL, mas estão paradas na Comissão de Constituição e Justiça e não há previsão de quando voltaria a ser debatida.
    Para assinar o acordo de recuperação fiscal, que sequer foi votado na AL, o governo precisaria garantir contrapartidas, sem a venda das estatais, pode não ter ativos par oferecer e não ter como assinar o acordo.
     
  • Radar meteorológico fará cobertura de 40 municípios em SC

    Já está em Araranguá, cidade catarinense na divisa com o Rio Grande do Sul, o radar meteorológico que vai monitorar as condições climáticas na região sul do Estado..
    Nesta terça, 30, técnicos da Defesa Civil SC transportaram o equipamento até a base, no Morro dos Conventos.
    Apesar de ter um peso aproximado de 4 toneladas, o transporte é simples, já que o radar foi feito para ser deslocado. Uma viatura camioneta F-4000 auxiliou no transporte.
    Após estacionar o aparelho no local e ajustes necessários nos equipamentos, o radar já cumpre sua função, o monitoramento de curtíssimo prazo.
    O alcance é entre 100 e 150 km, ou seja, 41 municípios abrangidos.
    Em breve as imagens estarão disponíveis para o público, assim como as imagens dos radares do Vale e do Oeste.
    A data prevista de inauguração é 22 de fevereiro deste ano. O investimento no Radar Sul (Araranguá) é de R$ 3,4 milhões. Os recursos são do Pacto por Santa Catarina, financiados pelo Banco do Brasil.
    O secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Araranguá, Heriberto Afonso Schmidt, acompanhou a chegada do equipamento e a instalação em Araranguá, junto ao Farol da Marinha. “No passado já sofremos muito com eventos climáticos, e agora nossa região está bem servida no quesito prevenção”, disse Schmidt.
    Dados técnicos
    O radar do Sul possui o modelo Banda X e foi fabricado pela empresa Norte Americana Enterprise Electronics Corporation (E.E.C).
    O radar está numa carreta reboque de 2,63 m de largura e 5,64 m de comprimento. A altura da base até o topo da radome (equipamento que protege a antena) é de 3,50 m.
    Em casos extremos, ele poderá ser deslocado para qualquer região do Estado para auxiliar no gerenciamento do evento no local.
    Municípios pertencentes à cobertura do radar móvel: Urubici, Rio Fortuna, São Martinho, Imaruí, Laguna, Capivari de Baixo, Gravata, Armazém, Braço de Norte, Grão Pará, Orleans, Lauro Muller, Treviso, Urussanga, Pedras Grandes, Tubarão, Jaguaruna, Treze de Maio, Cocal do Sul, Siderópolis, Nova Veneza, Criciúma, Morro da Fumaça, Sangão, Içara, Araranguá, Maracajá, Forquilhinha, Morro Grande, Meleiro, Timbé do Sul, Turvo, Balneário Arroio do Silva, Ermo, Jacinto Machado, Sombrio, Santa Rosa do Sul, Balneário Gaivota, Praia Grande, São João do Sul e Passo de Torres.
    100% de cobertura meteorológica em SC
    Com os radares do Vale (Lontras), Oeste (Chapecó), Santa Catarina passa a ter 100% de cobertura meteorológica. “As imagens produzidas pelos equipamentos dão suporte aos meteorologistas preverem as condições do tempo em curto prazo, e a Defesa Civil SC gerar os alertas”, explica o gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil, Frederico Rudorff.
    “Seremos o único Estado do país com cobertura plena de radares meteorológicos. Isso é um marco para nós da secretaria porque possibilita mobilizar toda a estrutura de defesa civil preventivamente antes do desastre”, acrescenta o secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli.
    (Com informações da Assessoria)

  • Associação dos Procuradores do RS atua no combate ao trabalho escravo

    O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo foi fixado no dia 28 de janeiro, mas as ações que marcam a data tiveram início no sábado (27/01) e se estendem durante toda a semana. Atividades organizadas pela Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/RS) buscam a conscientização da população através de folders distribuídos nos pedágios em direção ao Litoral e à Serra, além de campanha nos órgãos públicos e pelas redes sociais.
    Para o representante da Associação dos Procuradores do Estado do Rio Grande do Sul (Apergs), entidade que compõe a Comissão, Carlos Henrique Kaipper, a questão deve ser permanentemente esclarecida, sem que haja retrocesso nas conquistas.
    O procurador cita que, no Brasil, nas últimas duas décadas, foram libertadas 49.816 pessoas em trabalho escravo. Já no Rio Grande do Sul, 31 operações, nos últimos 13 anos, libertaram 321 indivíduos. “Há diversas formas de trabalho escravo. É preciso que a sociedade se conscientize de que ele ainda existe e que devemos denunciar”, observou.
    As situações de escravidão podem ser caracterizadas de diversas formas. Entre elas, as impostas por dívidas ilegais e as que sejam realizadas em condições degradantes que tornam precário o ambiente de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador. Também podem ser consideras aquelas que exijam jornada exaustiva e que coloquem em risco a integridade física do trabalhador ou quando o indivíduo é submetido a condições de exploração, sem possibilidade de deixar o local, seja por causa de dívidas, seja por ameaça de violência física ou psicológica.
    Sob a coordenação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, a Coetrae-RS informa que as denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, telefone disponibilizado pela Secretaria de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça.
    O Dia 28 de janeiro foi escolhido em homenagem aos auditores fiscais do trabalho Erastóstenes Gonçalves, João Batista Lage e Nelson José da Silva, e ao motorista Aílton de Oliveira, assassinados no ano de 2004, quando apuravam a denúncia de trabalho escravo na zona rural de Unaí (MG).

  • Marlon Santos assume presidência da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira

    Nesta quinta-feira, 01/02, o deputado do PDT, Marlon Santos, assumirá a presidência da Assembleia gaúcha e comandará os trabalhos neste ano legislativo.
    A sessão solene de eleição e posse dos membros da mesa diretora ocorre a partir das 14h, no Plenário 20 de Setembro. Em conformidade com o Regimento Interno da Assembleia, os atuais integrantes da mesa diretora, eleitos por dois anos, deverão renunciar, cumprindo acordo pluripartidário. Em seguida é feita a indicação e eleição da nova mesa.
    Logo após a cerimônia de posse, o presidente eleito atenderá à imprensa no Salão Júlio de Castilhos, em entrevista coletiva. Depois, no Teatro Dante Barone, Marlon Santos prestigia evento musical que reunirá Délcio Tavares, Cristiano Quevedo, Daniel Torres, Grupo Fandangaço, Baby, Duda Calvin, Xiru Missioneiro, Celso Souza e Clênio Bibiano.
    Marlon Arator Santos da Rosa é natural de Cachoeira do Sul, na região central do Estado. Assume a presidência da Assembleia Legislativa aos 43 anos, com 18 anos de experiência política e no exercício do terceiro mandato de deputado estadual.
    Ele desempenhou cargos de vereador (2000), deputado estadual (2002) e prefeito (2004), retornando à Assembleia em 2010 e na reeleição de 2014, foi o terceiro mais votado dos 55 deputados. Exerceu a função de ouvidor-geral da Assembleia Legislativa, presidiu a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle e foi o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias em 2013 e do Orçamento do Estado do Rio Grande do Sul em 2015. Há três anos responde pela Corregedoria da Assembleia.
    Como prefeito de Cachoeira Do Sul, conseguiu triplicar os recursos do município, estimulou o setor de biocombustíveis e apoiou o hospital local para implantação de serviços de alta complexidade. Em um posicionamento polêmico, recentemente defendeu a produção oficial e liberação pela ANVISA do uso gratuito da Fosfoetalonamina sintética para combate ao câncer.
    Marlon Santos tornou-se conhecido ainda jovem em sua cidade natal e região devido à sua atividade como médium. É orientador espiritual e palestrante requisitado, com diversos livros publicados.

  • Empresa de energia do Paraná é a mais transparente entre as estatais

    Um estudo inédito realizado pela associação Transparência Internacional (TRAC Brasil) mediu o nível de transparência nas atividades das 100 maiores empresas e dos dez maiores bancos brasileiros, destacando a Copel como a melhor colocada entre as empresas públicas avaliadas.
    O resultado está em um relatório divulgado pela instituição nesta terça-feira (30), em evento promovido na capital paulista.
    No ranking geral, a Companhia Paranaense de Energia aparece em 8º lugar.
    A seleção das empresas participantes foi feita com base em um levantamento do jornal Valor Econômico, e a pesquisa, realizada ao longo do segundo semestre de 2017, teve como objetivo avaliar o modo como estas empresas divulgam informações sobre suas práticas anticorrupção, estrutura organizacional e – no caso das multinacionais – os dados financeiros relativos à atuação em outros países.
    A Copel obteve um índice de 96% na avaliação de divulgação do seu programa anticorrupção, e 75% no quesito transparência organizacional.
    Para o presidente Antonio Sérgio Guetter, o resultado reflete os esforços empreendidos nos últimos anos no sentido de aprimorar ainda mais a transparência da gestão, incluindo a instituição de uma diretoria de Governança, Risco e Compliance no final de 2016.
    “Nos antecipamos ao cumprimento das exigências da Lei Anticorrupção e da nova Lei das Estatais, e o relatório divulgado hoje mostra que estamos no caminho certo”, afirma.
    Além de obter um dos melhores desempenhos individuais do ranking elaborado pela TRAC Brasil, a Copel integra ainda dois grupos que se destacam no documento.
    Entre as dez primeiras colocadas, quatro são oriundas do setor elétrico nacional: Neoenergia, EDP – Energias do Brasil, CPFL Energia e Copel. A pesquisa também aponta uma correlação positiva significativa entre transparência e abertura de capital, ou seja: as companhias com ações negociadas no mercado saem-se em geral melhor que as demais, caso da Copel, cujas ações integram as bolsas de São Paulo, Madri e Nova Iorque.
    Os dados foram comemorados pelo diretor de Governança, Risco e Compliance da empresa, Fabio Malina Losso. “Recebemos com grande alegria a notícia sobre a excelente colocação da Copel na pesquisa, que é resultado da colaboração de todo o time da Copel com nossos projetos. Vamos continuar o trabalho por um ambiente de transparência interna e externa, em conformidade com o que a lei exige e com as melhores práticas de governança corporativa e compliance”, comenta o diretor.
    (Com informações da Assessoria)